Descobertas, Reencontros, Imagens e Montanhas

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Fotógrafos de escalada normalmente são mais badalados que celebridade. Afinal, quem é que não quer ser fotografado numa daquelas fotos de capa de revista? Não é um trampo fácil, e além de talento, é preciso muito trabalho e experiência! Tanto trabalho por trás das câmeras que normalmente os fotógrafos nunca aparecem.

Só que tem um fotógrafo Brasileiro que vem ganhando muito destaque ultimamente pois além de ser um daqueles fotógrafos cujas fotos são capa de revista, Poster de grandes marcas, faz vários vídeos de climb massa, ele vive a vida da mesma maneira que as celebridades do Climb. Numa Van, com sua mulher e os dois filhos, sempre pegando a estrada e escalando.

Estou falando de Francisco Taranto Jr., que apesar de ficar a maior parte do ano viajando, pode-se dizer que mora na França. Atualmente eles estão na estrada, mas a história começou alguns anos atrás, confira:

Um dia antes do nascimento de seu filho em 2010, Francisco comprou uma Van antiga com sua esposa Sandra. Depois de várias viagens junto de atletas profissionais, Francisco, Sandra e as crianças sonhavam em viajar pelas montanhas, com novas descobertas, conhecer pessoas e documentar tudo isso. Esse era o sonho deles, e por isso, chamaram-no de “DRIM” project (Descobertas, reencontros, imagens e montanhas).

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A Aventura deles começou no último outono (pra nós aqui do hemisfério Sul Primavera) na Grécia. Siga-os nesta aventura através dos seus diários de viagem:

http://experience.vaude.com/s/categories/87/stories/1359

Os episódios são curtinhos mas muito legais, vale muito ver os lugares por onde eles estão passando e as escaladas que as crianças já com essa idade tem feito e o amor que demonstram pela escalada e pela natureza. Da até uma invejinha branca hehehehe Mas eu chego lá! =D

(Já está no capítulo 5, entre no site pra ver todos os episódios!)

O papel da escalada na Vanguarda dos movimentos sociais!

Acho que esse desenho combina mais!

Acho que esse desenho combina mais!

Recentemente rolou uma grande polêmica por conta de um post “machista” relacionado com a escalada. Algumas amigas minhas indignadas com uma “charge” que, segundo elas, menosprezava o papel da mulher a um objeto sexual a ser visto e apreciado. Fiquei muito tempo pensando se deveria me abster da polêmica por ser homem e não ter “moral” pra falar. E também por correr um risco muito grande de ter alguma palavra mal interpretada por elas ou equivocadamente ser interpretado mau. Mas decidi escrever pois as minhas amigas merecem o meu apoio e se eu por acaso cometer algum deslize será ótimo ser corrigido para melhorar como homem e como pessoa.

Ultimamente o país está numa dualidade crescente, aguda e intolerante. É coxinha versus petralha, neoliberal versus comunistinha de merda, ciclistas versus motoristas, imigrantes que chegaram um século antes Vs. Imigrantes que estão chegando só agora, evangélicos versus religiões afrodescendentes. Enfim, e tem os machistas versus as feministas.

Deixando as discussões políticas infindáveis de lado, o fato é que por muitos séculos as mulheres tem feito parte de uma minoria oprimida e ultimamente tem se unido e se levantado contra os abusos da classe masculina dominante em busca de condições de equidade e justiça. É um tanto perturbador ver uma menina de 10 anos sendo “proibida” de andar de skate, ou um garoto não poder brincar de boneca ou de “casinha”. Isso vai propagando e perpetuando estereótipos ultrapassados e que, em um mundo paralelo, já é coisa do passado.

E esse “mundo paralelo” é a escalada. Quão felizes somos nós, escalador@s, ao poder dividir nossas atividades com outras pessoas, sejam elas do gênero que forem, nasceram ou escolherem ter! Um leva as costuras, o outro a corda, sem divisão inequívoca de gênero. Ceder o casaco a alguém não pelo gênero, mas porquê a outra pessoa está com frio e eu não. E da mesma forma receber, porque não? Dar a vibe pra pessoa guiar uma via, botar um costurão no crux, não porquê é mais fácil com costurão, mas por saber que é aquela ajudinha psicológica que vai fazer aquela pessoa ter um dia maravilhoso de escalada em vez de um dia frustrante. Quantas vezes EU, homem, hetero, calcasiano (HHC) não fui julgado por estar comendo, ouvindo ou fazendo algo “de menina”? Eu fico é inconformado. Como se fosse pejorativo, depreciativo fazer algo como uma garota. As vezes é por isso mesmo que eu faço. Apesar de estar numa condição “favorável”, todo esse levante feminino em busca de seus direitos, quebrando paradigmas e desconstruindo falsos mitos acerca de sua condição na sociedade me faz sentir orgulho de ter amigas mulheres, tão fodas e mais fodas do que eu. Exemplos de perseverança, luta, trabalho, choro engolido, cabeça erguida e bola pra frente. Coisa que Eu, HHC muitas vezes não consegui ser ou alcançar – na vida e na escalada (e nem tinha porque conseguir tudo, nem de uma só vez: eu sou um ser humano normal creio eu). As vezes eu vejo a Tetê, a Bia, a Bianca, a Janine, ou até recentemente a Anne Elise escalando e penso: CARALHO, eu queria escalar que nem essa mina! E quanto mais a gente viaja, mais a gente conhece gente como a gente e gente como elas. Gente que respeita os outros. Gente que luta pelos seus direitos. Gente que interrompe comportamentos, piadinhas e atitudes misóginas. Que dá uma aula de cidadania, e que mostra que um novo modus operandi é possível e já está em prática em cada microverso que se conecta e vai aumentando.

Lynn Hill - Primeiro ser humano a escalar a

Lynn Hill – Primeiro ser humano a escalar a “THE NOSE” no El Capitain – Yosemite, em livre! E depois voltou lá e repetiu, em um dia!

E a escalada é um graaande conector desses pequenos multiversos que aos poucos vai se tornando o UNIverso dominante em que você não é desrespeitado pela sua cor, gênero, descendência, ou sotaque – e pasmem – Tampouco pelo grau que você escala! Quanto mais você viaja, mais você expande seu universo, conhece gente maravilhosa de tudo quanto é tipo, outras culturas, e de repente, em tanta diversidade, você encontra a unidade, um fio condutor que é presente em todas as culturas. Do nordeste ao Sul, do Brasil à Espanha, por mais diferenças que existam, existe um minimo multiplo comum. Seja nas casas ocupadas por comunidades inteiras de ciganos e marroquinos unidos em Madrid, seja nas pizzadas da engenharia ambiental em São Carlos, nas festas de HipHop na perifa em São Paulo ou nos encontros de escalada em Quixadá, Bocaina ou em Arcos: Mulheres são tratadas como devem ser. Como seres humanos iguaizinhos. (tem vários outros aspectos em comum em todos esses ambitos, mais pra frente eu comento outro). E é assim com cada outro ser humano nestes recintos. Respeito ta ligado? Não existe uma objetificação. E não precisa dizer que é porque sua mãe, sua irmã são também… Elas merecem respeito porque são seres humanos e para por aí! Já seria o suficiente para que ganhassem igual homens, tivessem jornadas de trabalho igual homens – mas em pleno 2015 temos mulheres ganhando menos que homens assumindo a mesma posição ou cargo. Já seria o suficiente para que fizessem o que bem entenderem com seus corpos, mas essas mulheres ainda tem que aguentar um bando de velhotes xiitas (maucomidos reprimidos arrogantes corruptos) dizendo agir em nome de um livro criado uns 800 anos atrás dizendo que tem um Deus que te proibe de fazer determinadas coisas com seu próprio corpo. Aham, ta bom, senta lá cláudia. ¬¬

Eu venho de um âmbito que num primeiro momento pode parecer machista (e deveria ter sido): um curso de Engenharia na USP. Mas felizmente na Ambiental sempre predominaram esses movimentos coletivos, culturais e ambientais ditos “alternativos”. Foi ali onde aprendi a ver com estranheza os homens dos outros cursos  (e alguns do meu próprio, minoria felizmente) objetificando e contando mulheres como quem conta dinheiro, minimizando, oprimindo e descaracterizando-as. Hoje, depois de mais de 12 anos de ingresso na universidade (e 5 de egresso), vejo que a escalada em nível mundial, assim como o movimento estudantil de outrora até hoje, leva no peito a vanguarda desses movimentos, dessas lutas. Pois o espírito da escalada é ser livre. É não oprimir, é dialogar e compartilhar. Somar e construir juntos.

Enfim, tudo isso é importante primeiro porque é natural – esse patriarcado moderno artificial e capitalista, porque não dizer? tomou lugar do que antes eram as chamadas comunidades matriarcais onde aquelas que pariam os novos rebentos é que tinham direitos e regalias por garantir e suprir a sobrevivência da espécie. Esse encontro com o natural do ser humano traz harmonia para a convivência, onde não há melhores, piores, dominantes nem dominados. E isso se torna ainda mais evidente quando eventualmente saimos do nosso universo de escalada no qual já estamos um pouquinho a frente do nosso tempo nesse sentido de equidade de gênero, mas ainda temos de ouvir que:

  • “Eu não vou escalar de fim de semana, o que o meu namorado iria pensar?”
  • “Ir pro mato com um bando de homem, vou ficar mal-falada!”
  • “Eu não consigo, é coisa de homem né?”
  • “Eu não tenho força na mão pra subir igual vocês”

Pior é ouvir a menina dizendo que quer, que acha que consegue, e a mãe ou a tia (pra não dizer da tristeza que é ouvir de pai, tio, irmão, namorado, etc..) desencorajando a pessoa a fazer algo que a faria muito feliz, e provavelmente se daria muito bem.

E aí, quando a gente vê um desenho em que uma mulher é retratada como um objeto, pejorativamente, depreciativamente, realmente, da uma queimada no nosso filme… (d@s escalador@s e dos homens). Mas tudo bem, acredito que todo mundo tem o direito de errar e se corrigir, “quem nunca” não é mesmo? Mas aí, sabe aqueles pontos em comum entre os movimentos sociais/culturais/escalacionais de madrid, de São Carlos, Quixadá, Arcos e Sampa? Pois é, outro muito importante é o Diálogo. É abrir-se para a crítica, é colocar-se no lugar do outro, é ter a humildade de admitir que errou, ou justificar pelo menos o erro – e retratar-se, porque não? E se não errou, justificar seu ponto de vista e defender sua visão. Parece que não teve isso também no caso da polêmica, uma pena. Eu acredito na redenção das pessoas, mas… elas tem que fazer por merecer também né? Três avemarias não garantem seu ingresso no céu, aqui no mundo real!

Pra finalizar, garot@s do meu coração, não se deixem abalar, o que vocês (nós? se vc´s me permitirem) estão construindo é maior, tem base sólida e não se abalará por qualquer murmúrio. Sou mais vocês e vocês me representam <3

PS – Confiram o discurso do primeiro ministro inglês quando perguntado porquê ele tinha colocado 50% das cadeiras do parlamento de homens e 50% de mulheres:

Enquanto isso, lá nas 3 Pedras…

Enquanto isso, lá nas 3 Pedras…

Olá pessoas!
Cá estou mais uma vez roubando espaço no blog do nosso querido lojista amigo Genja.
Atendendo à pedidos, depois de quase um século 1 ano e meio, trago notícias das escaladas na terra do Saci, nas 3 Pedras!

Desde o ultimo relato (Conquista nas 3 Pedras), tivemos muita procura dos escaladores da região e da capital por mais informações sobre a escalada nas 3 Pedras. Ficamos muito felizes com os feedbacks e isso nos deu mais vontade ainda de investir no pico.

As 3 pedras estão agora com um total de 13 vias completas, com graduação mínima de 6sup, recheado de sétimos e ainda com projetos sem FAs. O setor que está sendo investido por mim e pelo Gui é na pedra do meio, num setor que ocupa uma face toda, com 9 vias completas, 01 via incompleta e 01 só com a base batida (não dei conta de escalar a saída ainda).

As ultimas vias resolvemos investir nas vias bem ao final do setor. Lá foram abertas: Caminho das Pedras e Caminha dura (ambas 7A, compartilham as 2 primeiras chapas e a base) , Picadura e Aloha (ambas sem FA, compartilham a primeira chapa).

As vias que estão sendo abertas continuam bem características do pico, muita técnica, nada de agarrões e diversão garantida!

No feriado de 7 de setembro eu e o Gui contamos com a presença do Testa (Gustavo) e da Naná (Anaí) para compor o SãoCarlosOldschoolTeam. (Momento “vamos divulgar o amigo”: para quem não conhece ainda, o Testa e a Ju -sua fiel escudeira-  fizeram uma trip de 6 meses pelos EUA escalando por la! Quem quiser saber mais ou está pensando em ir pros EUA não podem deixar de dar uma espiada no site deles penarocha, tem muita informação e fotos lindas por lá, mas tem varias informações a serem postadas ainda, então fiquei ligados lá!).  Nesse feriado então abrimos a via Aloha!, ainda sem FA, mas parece ser algo em torno de oitavo grau com desvio padrão de ±1 grau.  Via muito legal, exige técnica,  equilíbrio, força e força!
Além da Aloha! O Gui quis testar a nossa capacidade escaladística e resolveu bater 2 chapas (que não eram a base) no meio de uma linha que ele achava interessante, mas que a saída era um problemasso a ser resolvido: Bia, Testa e Nana: challenge accepted! Top armado, desafio lançado e foi só diversão. Conseguimos fazer a saída e sua continuação e chagar nas 2 chapas batidas!
Desafio concluído, o Gui foi bater a base lááá em cima. Como era fim do ultimo dia de escalada, o Testa foi o único a testar, de top, a via até o final e descobriu os crux reais da via! Vamos ter que quebrar a cabeça e moer os bracinhos pra isolar os moves. Por enquanto, essa via, que fica entre a Quinto que Pinga e a Só Saci, ainda está incompleta. Ela tem a base com correntes e 2 chapas no meio. Torçam com a gente para que não haja nenhum “problema de encanamento” com furos que vazam água, pois a parede ao redor é bem úmida.

No final das contas ainda temos muitas linhas que nos brilham aos olhos ainda a serem abertas (aguardem cenas do próximo capítulo), temos 4 vias sem FA (por favor que realizar  os trabalhos nos avise para arquivar esses dados) e algumas manutenções nas bases das vias a serem feitas assim que lembrarmos de levar um facão  em breve.

Sim, estamos fazendo um croqui! Já enviei por e-mail para algumas pessoas uma versão beta do beta do croqui, mas juro que estamos trabalhando para fazer um melhorzinho e de fácil acesso. Aguardem!


Não esqueçam de nos avisar caso haja o First Ascent (FA) das vias para atualizarmos nossos dados!

Atualizando o preço para entrar na fazenda: R$5 para passar o dia e R$10 para acampar.

Isso ai galera, espero que visitem as 3 Pedras, curtam as vias!

Reconhecimento, apoios e parcerias! (E muito trabalho)

Reunião na fábrica/escritório da Âncora Sistemas de Fixação

Reunião na fábrica/escritório da Âncora Sistemas de Fixação

Bem, e depois da última trip relatada, fui um final de semana pra Franca abrir vias no pico do Mané novamente com o Wagner e o São Carlos Pression Team. Depois o pessoal de Bauru através do Léo e do Curi nos apresentaram um pico de boulder muito legal aqui perto de São Carlos, do lado do pedágio de Brotas (em breve post). Na sequência recebi a visita Ilustre da Dani, diretamente da gringa para os corredores da Quero Escalar, e com quem, junto com o Ives e o Cleverson embarcamos para mais uma trip de 10 dias, dos quais 7 foram abrindo vias em Arcos, e 3 no festival de Boulder em OuroPreto.

Depois de tanto trabalho abrindo vias, o reconhecimento por todo esse empenho veio através da parceria e do apoio a mim dado pela maior empresa de chumbadores da América Latina, a Âncora Sistemas de Fixação, que disponibilizou toda a linha de Chumbadores Químicos e os melhores chumbadores mecânicos para abertura de vias nos arenitos do Interior e nos Calcários de Arcos, MG.

Toda a linha de ampolas, barras roscadas, brocas top de linha, cola bicomponente e aplicadores!

Toda a linha de ampolas, barras roscadas, brocas top de linha, cola bicomponente e aplicadores!

É fundamental esse apoio para a escalada como um todo pois a linha de chumbadores químicos através da pistola que mistura os reagentes da cola “bicomponente” exclusiva da Âncora e das Ampolas para utilização com barras roscadas é uma novidade entre os escaladores, uma vez que atualmente é feito o uso “Artesanal” de uma outra cola, a Sikadur em furos com chumbadores de expansão mecânica que acabam funcionando como “químicos”. Essas novas alternativas  aumentam as opções que temos para proteções nas nossas vias de escalada, especialmente nos arenitos, e o melhor, são alternativas “oficiais” homologadas e não soluções de fundo de quintal como as que vinhamos usando até então. Conhecimento técnico será testado na prática em breve, e quem precisar de orientação é só nos procurar através da Quero Escalar!

Separando os materiais para mais uma abertura de via, depois de tanto tempo abrindo via longe, dessa vez no quintal de casa, em Itaqueri!

Separando os materiais para mais uma abertura de via, depois de tanto tempo abrindo via longe, dessa vez no quintal de casa, em Itaqueri!

No último final de semana utilizamos algumas proteções fixas na Abertura de uma via nova em Itaqueri da Serra. O Arenito ali é muito bom, quase um quartzito, e por isso, não foi necessário o uso dos chumbadores químicos. Utilizei os chumbadores PBA tradicionais de 9cm por 3/8″. A via ficou fácil, perto do setor 2,5 que estamos apelidando de setor 2,75 pois é passando uns 20m o setor 2,5. Excelente para quem está começando a guiar. Do lado já flagrei que da pra abrir mais uma, em breve eu volto, faço a limpeza necessária de blocos, musgos e terra para poder abri-la e torná-la segura. Conquistamos a Danizinha, a Bia e eu, e o nome estamos definindo ainda. Houveram muitas piadas internas no mesmo dia para que apenas uma definisse o nome da via rsrs.

Então já que eu gosto de abrir vias, bora abrir vias! \o/

Então já que eu gosto de abrir vias, bora abrir vias! \o/

Ah! E agora também estou em mais um time exclusivo de atletas! Time da Nóis Que Feiz, que através da figura do grande João Ricardo posso dizer que faço parte dessa equipe também, com muita honra e orgulho!

João Ricardo, atleta Quero Escalar e um dos cabeças da Nóis Que Feiz, e eu, Cabeça da QE atleta Nóis que Feiz!

João Ricardo, atleta Quero Escalar e um dos cabeças da Nóis Que Feiz, e eu, Cabeça da QE atleta Nóis que Feiz!

Uma das figuras mais simpáticas de Campinas, e fortíssima escaladora da Nóis Que Feiz Juliana (está desmaiada) Exel num dia de integração Boulderista-Fazendo-Via no Cuscuzeiro.

Uma das figuras mais simpáticas de Campinas, e fortíssima escaladora da Nóis Que Feiz Juliana (está desmaiada) Exel num dia de integração da Equipe Nóis Que feiz (Boulderista-Fazendo-Via) no Cuscuzeiro.

Ah! E no último final de Semana de Agosto tem Curso de Escalada da Quero Escalar! Clique aqui, conheça mais sobre o curso e faça sua inscrição, aprenda com a gente! Nosso método didático tem sua eficácia comprovada por 6 anos de tradição e muitos alunos que nos recomendam até hoje!

Faça já sua inscrição!

Faça já sua inscrição!

E beleza, só que ainda não acabou!! No dia 3 de setembro embarco pra Fortaleza, onde irei abrir vias para o 15º EENE (Encontro de Escaladores do Nordeste) e no dia 6 as 20h darei uma palestra sobre os principais erros que os escaladores cometem na hora de escalar. Estou muito ansioso! Vamos?

Partiu EENE! *poster não oficial do evento ;)

Partiu EENE! *poster não oficial do evento ;)

E em Outubro vai ter o maior encontro de escalada do País!! RockBocaina esse ano cheio de novidades, novo espaço, abrigo renovado, reformado, melhorado, nuuu… vai ser bão dimais da conta sô! A Quero Escalar (pra variar) está patrocinando também e vai ter o sorteio de uma corda no festival!! A Vibe da Bocaina é incrível e se você não conhece, só vá.

Vai ser o evento do Ano! Em Araxá, não perca!

Vai ser o evento do Ano! Em Araxá, não perca!

Ah, e falando em apoios, a Quero Esclar também tem a honra de apoiar mais uma iniciativa: A série “Escalatrizes”, que conta a história de várias escaladoras e suas cadenas épicas. Saiu o primeiro episódio semana passada e amanhã sai o próximo! #ansioso

Está muito legal essa fase de muito trabalho, muita correria, quase tempo pra nada, mas mais legal ainda é que ele tem tido reconhecimento. Por isso agradeço a todos que tem me apoiado como a ÂNCORA sistemas de Fixação, a Nóis Que Feiz, a Edelrid, o pessoal do Abrigo Base de Arcos e toda a galera que por onde passamos dá a vibe!!! Isso tudo só se tornou possível devido à Economia solidária: Você compra na Quero Escalar que é uma loja pequena mas que adota um modelo de negócios bastante simples porém eficiente, justo e honesto. A gente apoia eventos, campeonatos, atletas e vai pessoalmente abrir vias, e tudo isso é revertido diretamente em mais oportunidades pra VOCÊ poder escalar. E o mais legal, cobrando menos por isso que as outras lojas e até mesmo que os muambeiros que, sem ter que pagar impostos, ainda cobram mais caro pelos produtos do que na nossa loja! Muito obrigado a todos! Gratidãooo ;) _/\_

Caindo na estrada parte 3/∞ (Bocaina é a Vibe!)

Fabio na Shana Crazy ao por do Sol!

Fabio na Shana Crazy ao por do Sol!

Mano, as últimas semanas e meses tem sido a coisa mais louca do universo. Fui pra essa trip que tenho postado devagar, mas depois que voltei já fui pra mais tanto rolê massa que fica dificil postar tudo!!!

O melhor de tudo foi o reconhecimento que as conquistas e o profissionalismo que temos adotado tiveram e consegui uma bela parceria com a maior fabricante de parabolts da America Latina, a Âncora sistemas de fixação. Mas vou fazer um post só sobre isso. Hoje vou falar sobre um pico de escalada com muita personalidade, uma comunidade local unida que dá a Vibe mesmo não estando presente, através das vias bem protegidas, trilhas muitissimo bem cuidadas, acessos, enfim.. um dos picos mais bem cuidados que eu já vi no Brasil: BOCAINA!

Foto da Bocaina, by Cintia, grande fotógrafa e escaladora!

Foto da Bocaina, by Cintia, grande fotógrafa e escaladora!

Pra quem não lembra estava na estrada desde a quinta anterior. Estivemos na abertura de temporada do Cipó e lançamento do Incrível Guia de Escaladas da Serra do Cipó. Depois ficamos 3 dias em Arcos abrindo via e agora a saga continua. Saímos de Arcos na quinta de manhã  para quatro dias de muita escalada. Os brothers de Divinópolis Cintura, Tetê, Nati, Peixe e o Carlão já estavam lá, e fizemos uma favelinha de “Arcos/Divinópolis” por lá. A vibe dessa galera é tão boa que quando viajo com eles já me considero como sendo parte integrante desse time, o que é uma sensação inestimável poder sentir-se parte dessa galera!

Essa história de “A VIBE DO CLIMB” realmente tem um poder transformador e ensina muita coisa. Não tem como explicar, só sentindo mesmo!! E só viajando, escalando com outras pessoas, em outros picos, outros lugares é que a gente se vê imerso nessa energia tão contagiante e pra frente que é a escalada. É a Vibe!

Shana Crazy - Classiqueira da Bocaina!

Shana Crazy – Classiqueira da Bocaina!

Pudemos escalar várias vias clássicas como a Shana Crazy, Ramadan, Suindara, International Love, a incrível “Decadentes” e muitas outras. Nos últimos dias já sentia meu ombro bem melhor finalmente pude subir a marcha do grau e dar vários pegas na “Samurai Rastafari”, um 7b da cadeia bem hard, com certeza um clássico da bocaina!!! Até no setor ensolarado pudemos escalar no terceiro dia pois estava nubladinho de manhã, beta da grande Bianca Castro, valeu demaiss!!

O abrigo estava lotado e o clima era de Encontro de Escalada. Encontramos gente do Rio, de Campinas, de São Carlos, de Divinópolis, Franca, Arcos, BH, Indaiatuba e até os locais de Araxá! Teve inclusive várias personalidades do Climb que vieram querer tietar comigo (kkkk ta mentira, eu que pedi pra tirar foto mesmo!). E não posso esquecer de citar a galera vibe demais do Highline que estavam representando em peso ali! Até o meu brother daqui de Descalvado, o Carlão tava lá, foi loco!! Ele me apresentou vários brothers, foi mto massa mesmo essa integração, ali rola demaisss!

Wagner  tirou umas fotos bem massa minha na decadentes! (wagner, da próxima alinha o horizonte, ok?)

Wagner tirou umas fotos bem massa minhas na decadentes! (wagner, da próxima alinha o horizonte, ok?)

Bocaina Incrível, mesmo os setores de sol batem sombra ou antes ou depois de certa hora tipo 2 ou 3h, então não precisa fritar no sol, e uma coisa que me chamou bastante atenção é que mesmo no sol é possível escalar sem derreter, pois ali é alto e bate sempre uma brisa fresca – sem contar que estávamos no inverno. Aqui no Cuscuzeiro e região (tipo Franca) é impossível escalar no sol que vc simplesmente torra, tem uma insolação antes de chegar na parada da via, então até parede com potencial que temos visto por aí não temos investido pois no mínimo o seg precisa ficar na sombra se não não vale a pena abrir via.

A série caindo na estrada acaba aqui, (de começar)… Depois disso já rolou abrir mais via em Franca, rolou o patrocinio da Âncora, trip pra Arcos pra abrir mais via no terceiro andar e Ouroboulder incrível. Ah! E o novo pico de Boulder do interior aqui perto do pedágio de Brotas. Aguardem, muitas postagens acumuladas!!!

Caindo na Estrada Parte 2,5/3 (Novo setor em Arcos)

Inaugurando o novo Abrigo Base

Inaugurando o novo Abrigo Base

Tudo muito bom, tudo muito bem, idéia vai idéia vem… aquela coisa, no Cipó tava lindo, mas o plano era tocar pra Arcos domingo a noite e “toquemos”. Fomos direto para estrear o novo “Abrigo Base”, gerenciado em parceria pelo casal Tete/Cintura e Dalva/teco. Da última vez que estivemos lá essa casinha era alugada pelo Cintura e a Tetê pra eles mesmos, de Divinópolis passarem o final de semana em Arcos próximo ao pico, mas agora a casinha tinha virado um abrigo!!

Pudemos estrear a casinha, e na segunda cedo tocamos pra cidade comprar comida pros próximos dias. Fomos chegar na pedra por volta de meio dia. Eu ja conhecia o terceiro Andar, mas o Fábio me mostrou um setor em cima de uns trepa-pedras pelo qual eu desisti de abrir as vias que eu tinha flagrado. Ali era muito sensacional. Base plana, sombrinha o dia todo, muitas agarras e no centro do salão, vias longas de 25m.

Jpeg

A primeira de muitas

Logo começamos os trabalhos, guiei uma fenda em móvel (Que virou via: A “To vendo mas não ta subindo, 5º <móvel>) e cheguei rapidamente ao cume, mas não o cume do setor todo, pois havia uma “greta” que me impedia de passar pro outro lado e bater um top onde a gente queria. Mas tudo bem porque ali já saiu o Top de duas vias, “A primeira de muitas, 7a” que fica bem na entrada do salão e tem um teto no finalzinho, e a “Volta o cão arrependido 6º/6ºsup” pra direita da primeira (e à esquerda da “To vendo mas nao ta subindo”). Claro que não foi tudo de uma hora pra outra que abrimos essas vias.

Pra aproveitar o finzinho de tarde e aproveitar e gastar umas baterias, subi rapidinho outra fenda meio diagonal em móvel, que ficou a “Quartinho de Ilusão, 4º”<móvel> e bati uma parada. Dali escalamos, marcamos e furamos a “Exame de Próstata 4ºsup/5º”

Fabio vindo de segundo na "Exame de Próstata", detalhe para a torre inacreditável atrás dele..

Fabio vindo de segundo na “Exame de Próstata”, detalhe para a torre inacreditável atrás dele..

No dia seguinte continuamos os trabalhos na “Primeira de muitas” e na “volta o cão arrependido”. Eu furei uma e o Fábio outra. Após estas vias estarem prontas, eu reparei que o problema da “Greta” pra acessar o cume da falésia acabava antes do top da Exame de Próstata, então eu subi até ali, chamei o Fábio de segundo e dali ele me deu seg para eu tocar para o cume. Acabou que era um rampão fácil, não bati chapa nem protegi em nada também porque minha idéia era não voltar por ali, não chamar o fábio, era puxar corda e rapelar pro outro lado. Uma vez no cume bati uma chapa de onde rapelei pra alcançar o lugar onde seria a parada da “Império Galático, 7a”. Foram poucas as vezes na vida que eu fiz um furo sem ter escalado antes, mas nessa foi necessário pois a linha era super negativa. Analisei 1h sobre onde colocar a parada e mais especificamente a chapa que reenviaria a corda no negativo pra poder escalar com mais segurança e marcar o restante dos furos, e acabou que ficou excelente! O Fábio subiu marcando e já desceu furando: a equipe estava entrosada e alinhada!!!

No terceiro dia eu fiz o FA da Império Galático e, por uma árvore que cruzava o salão, guiei uma travessia pra chegar do outro lado e bater a parada de uma via que sobe por uma coluna helicoidal de concreto, coisa mais loca do universo! O nome da via? Helicoidal, 7a/b. O Fábio subiu marcando, pagou uma travessia pela pedra mesmo, pra esquerda, e bateu o top de mais uma, a “Miranoku e vai”: É um negativo, e lá em cima tem um buraco branco com a borda preta, certinho. Quem quiser saber por onde a via passa, Miranoku e vai! hahaha Como ele desceu pela linha da Miranoku, eu tive que subir a Helicoidal pra confirmar os furos, e desci furando.

OrangoGenja!

OrangoGenja!

Quando cheguei no chão já tava meio escurinho, tivemos que abandonar a miranoku, que ficou pra próxima viagem. O Terceiro andar ali é in-crí-vel. As linhas vão ficar iradas, compridas, não necessariamente difíceis mas tem algumas ali que vão dar trabalho! Já flagramos um monte de linhas, nomes imaginários, mas claro, que enquanto não batemos o martelo na ultima chapa nao batemos o martelo no nome hehehe O Acesso não é de graça, é preciso escalar o comecinho (3 chapas) do quinto grau que dá acesso à cafeína, acessar o platô e rapelar pro outro lado. Ali já tem umas 5 ou 6 vias muito legais, parece que ali chama “Jardim do Eden”. Uns 40m seguindo pelo corredorzinho tem um trepa pedras por onde rapidamente se acessa o salão do terceiro andar. Depois pra ir embora é só voltar pelo mesmo caminho e rapelar de novo do lado de onde você havia rapelado pra “chegar” no setor. Assim você volta pro pé da via “Stone Fischer”.

E foi isso, relato rápido de 3 dias muito intensos, de muita conquista, parceria forte ali, era nóis dois, O Fabio e eu, nuu! Teve bão! Já estamos com viagem marcada de novo pra Arcos, dessa vez pra ficar uma semana abrindo via ali, que da última vez 3 dias foi é pouco! Setor incrível, vias animais, clima ideal.

Pra encerrar deixo uma compilação de dois videozinhos que fiz durante as conquistas…

A noite fomos comer na cidade mas, antes de pegar a estrada para nosso próximo destino, acabamos dormindo na casa de uma escaladora local de arcos amiga nossa, a Lu (que arranjou uns docinhos sinistros pra gente, valeu!!). Assim, uma vez na cidade, ali ficamos, e saímos em direção ao nosso próximo destino, que era até então desconhecido por nós, com a luz do sol.

BOCAINA! Inacredibiliível! Muita viibeeeee!!! Mas aí essa eu conto na última parte da segunda parte do relato…

Na estrada parte 2/3

O Parceiro, Fábio!

O Parceiro de trip, Fábio!

E se eu não me apressar com esses posts logo serão mais partes hahaha

Mês passado teve o lançamento do guia de escalada mais esperado da década depois do guia do Cusco, é claro ;). Foi lá na Serra do Cipó que os escaladores locais Barão, Belisário e Wagninho lançaram o Guia de Escalada da Serra do Cipó. (Já disponível na Quero Escalar) ;) Não poderia deixar de prestigiar este que para mim foi um acontecimento mais importante que qualquer abertura de temporada, campeonato ou festival. Um guia de escalada tão completo da melhor área de escalada do Brasil realmente não poderia passar em branco, ainda mais com o campeonato que marca a abertura de temporada no Cipó?! Vish, fui memo, ta ligado?

Esse Guia é o Bicho! E sabe onde tem? Isso mesmo, na Quero Escalar!

Esse Guia é o Bicho! E sabe onde tem? Isso mesmo, na Quero Escalar!

Combinei com o Fabio de Porto Ferreira, que ao contrário de mim que estava a trabalho, está num período sabático. Ninguém de São Carlos animou ir mas mesmo assim eu me joguei pois sabia (e estava era mesmo precisando) que ir para um lugar incrível e reencontrar os amigos de longe e conhecer um monte de gente boa não me soava nada mal. Saímos de Porto Ferreira numa quinta, chegamos no magrão a noite, armamos barraca e lá ficamos até domingo. Na sexta feira pudemos escalar, já começamos a reencontrar a galera pelo pico e conhecer outros tantos. A noite era o principal motivo de nossa viagem, colamos no Espaço Mandalla para o lançamento do Guia. Nossa, só personalidade… tietei horrores, tive o privilégio de apertar a mão e conhecer o Antonio Paulo Faria, graaaande figura da escalada brasileira que pelas histórias hilárias provou porquê é um figura tão carismático e respeitado por onde passa. Conheci o Sapo, da Sapo Agarras, Reencontrei a Flora e o Tommy da 4 ventos (marca de roupas e mochilas do Paraná). Do Paraná Também estava o Chiquinho da Alto Estilo e o Ed da Conquista, com quem pude conversar pessoalmente pela primeira vez sobre a polêmica entre a Quero Escalar e sua marca. Pessoa humilde, que conversou numa boa sobre o ocorrido. Pude então finalmente conhecer outra figura bastante carismática e conhecida que é a escaladora Nereida, entre outros tantos não tão anônimos quanto este que vos fala. Pela primeira vez pude trocar algumas idéias com o Belisário pessoalmente, gente finíssima também. O lançamento foi uma festa mesmo, a galera toda super alto astral, a viagem estava só começando mas começou muito bem. A qualidade do guia realmente cumpriu o que prometeu e não deixou nada a desejar a nenhum guia gringo.

No segundo dia iria ter o festival, eu com meu mimimi ombro zuado fui só rapidinho pra prestigiar e pegar a camiseta do evento. Tocamos pra pedra escalar mas no fim do dia voltamos para ver as finais do Master. Aí foi um show a parte. Um show da parte da organização, um show por parte d@s atletas que deram um espetáculo ali ao ar livre. Pude ver grandes personalidades como Jean Ouriques, Rafael Passos, Haddad e o máquina Felipe Camargo (entre outros não menos fortes/importantes) flutuarem pelos boulders, este último com brutal vantagem física e técnica sobre os outros. No feminino foi de encher os olhos ver a flora demonstrar uma técnica apuradíssima que só quem escala muito na rocha consegue ter, ou ver a pressão incrível da Maíra Vilas Boas destruir alguns boulders. Tietei mais ainda. Tirei foto com um cara que eu admiro muito e já tinha trocado idéia que é o Fei (tipo o Dani Andrada Brasileiro, um dos caras que mais abre via no Brasil), fiquei admirado com a simpatia e a humildade do Felipe Camargo, que ficou trocando uma idéia de boa um tempão e contou dos planos e de seu rolê pela Europa (por acaso essa semana ele mandou um 9a Francês la em margalef).

No domingo foi Mara pois pude escalar com o Graaaaande Maurinho de Divinópolis na sala da Justiça. Conheci finalmente personalidades do Climb Mineiro como a Renatinha e a própria Maira Vilas Boas que tava no Magrão com a gente. Conheci gente muito animada com o climb, gente normal sabe? Gente que tem vida não-climb além do Climb – Tipo de gente que as vezes falta no meio da escalada pra trazer uma perspectiva diferente pra gente que fica só bitolado no climb. Pessoas tipo a Silvia de Sampa que eu já conhecia, ou a Alaine de BH. O Lucas que fez janta com a gente no magrão, e no outro dia entrou a vista na Inquilinos (9a) do meu lado na sala da Justiça e mandou de segundo pega. A humildade do maluco é maior que a força na escalada, e a simpatia supera tudo! Finalmente conheci o Garrinha, vi ele escalando só um 6 grau, mas ali eu já flagrei que o bicho manja dos paranauê de subir pedra. Menos quando tem queda com pêndulo né Garrinha? rsrs Galerinha de Montes Claros aaaltamente alto astral, nuuu… que foi isso!? Tiago, Fernandinha, Cris, (e o quarto elemento todo quietão que eu esqueci o apelidooo) nuuu… Se a galera de MOC é que nem essa turma, vou pra lá em breve!!  Enfim, foram 3 dias de um intensivão de gente Alto Astral, a Vibe lá na lua, foi coisa fina mesmo, tipo uma lobotomia de boas vibrações. Tipo aquilo que o Chico Xavier usa pra pagar o ônibus… um passe!! 

Ahhhh, o Cipóoo. Mas o domingo chegou e o Fábio e eu vazamos. Fomos para a segunda etapa do nosso rolê, que estava só Começando: Arcos. Mas essa Trip foi tão da hora que não da pra contar tudo num post só, mas se liga que o próximo post eu conto do Setor novo no qual a gente abriu as primeiras vias e do abrigo classe A pra escaladores lá de Arcos. No te lo pierdas!