Por onde andei…

Osprey Aether 70 - Para essa época de Chuva, mochila com capa de chuva é o ouro!

Osprey Aether 70 – Para essa época de Chuva, mochila com capa de chuva é o ouro!

Bem, eu sei. Faz mil anos que não posto nada, talvez um recorde! Mas com a modernidade vem algumas mudanças, e muitas novidades e vídeos tenho postado no facebook da Quero Escalar. É mais ágil, rápido e dinâmico. (e faz um Merchân também né? ;P). Isso somado à correria de fim de ano e aí já viu né? Mas eu ainda sinto falta de escrever aqui os meus devaneios lúcidos e compartilhar experiências e gerar algum conteúdo original, por mais irrelevante que possa ser. É da hora!

Bem, nos últimos meses tem chovido pra K#$% o que tem atrapalhado bastante os planos, então não temos muitas novidades. Depois do golpe e alguns percalços financeiros tenho viajado menos, mas tudo parte de um plano maior (não surtar). Mas podemos começar o post de hoje compartilhando o lindo vídeo do II Festival do Pico do Mané: ❤

E na sequência umas fotinhos com meus queridos!

O pico do mané pra quem não sabe é um pico novo de escalada dos Franquenses, que o “Xerife” local Wagner “Gaúcho” descobriu uns 2 anos atrás em Patrocínio Paulista e junto de quem tive o privilégio de abrir as primeiras vias. De lá pra cá já são praticamente 80 vias, vários setores, boulders, vias móveis e esportivas. Para o festival dei um gás aqui virando noites e fiz um croquizão bem legal padrão Guia do Cusco, só que sem a parte dos betas das vias no final. Então, se você gosta, quer ajudar, prestigiar, ou simplesmente escalar por lá, pode adquirir o Guia impresso na Quero Escalar.  

De lá pra cá não fiz mais nenhuma viagem. Mas pude abrir mais duas vias incríveis na invernada, e um monte na fazenda Rochedo, pico com bastante potencial que estamos desenvolvendo pouco a pouco com muito carinho e cuidado próximo de Itaqueri, e pretendemos liberar pra geral em breve.

Bem, e tem algumas fotinhos da fazenda rochedo, onde pude passar bons momentos com amigos queridos recentemente, onde predominam os negativos e tetos de agarrão. Pico incrível que espero que possa em breve divulgar amplamente.

Bem, por hoje é isso, as conquistas não param mas por enquanto tem sido mais perto de casa. Não acho ruim, ainda mais num setorzinho tão singelo e divertido! Kamon?!

 

 

Review: Mochila Cargueira Osprey: Aether 70

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Uma mochila que cabe tudo o que você imaginar, e ainda sobra! (No Rastro de São Pedro, em Arcos / MG)

Eu tava deixando pra fazer o review dessa mochila pro final. Eu já tinha uma dessas, já sabia o quão boa ela era, então teoricamente iria ser fácil escrever sobre ela e não teria nenhuma grande surpresa. Bem, escrever sobre ela é realmente fácil, mas quanto às surpresas que ela oferece, nossa… Ledo engano! Pra quem já teve uma Osprey algum tempo atrás, recomendo atualizar-se: As mochilas estão ficando cada vez melhores, é impressionante!

Bem, vamos aos detalhes. Seria oportuno dizer que  a diferença está na sutileza dos detalhes. Mas não está só ali não. Está em todos os elementos da mochila. Do costado à barrigueira. Do volume interno à cabeça da mochila. Do puxador do Zíper ao compartimento pra reservatório de hidratação. Fica evidente que tudo nela foi pensado pra que quando você precisasse, aquilo estaria lá: “Oi? Surpresa!!” E mais uma vez a mochila te surpreende de uma maneira mais do que positiva. É como ter uma companheira de aventuras (que pensa).

Principal Característica: Espaço Interno

Foi muito difícil lotar ela com a capacidade máxima durante um dia normal de escalada. Pra isso eu precisei além de escalar, também ir acampar. Então, cadeirinha, costuras, sapatilhas, mosquetões, capacete (que tem um compartimento externo especial só pra ele), magnésio, furadeira, martelo, chapeletas e demais acessórios pra abertura de vias e equipamentos móveis não conseguiram encher a mochila, que só ficou lotada com saco de dormir, barraca e roupa pra 3 dias.

Naturalmente essa quantidade de coisas acaba sendo pesada pra caramba, e tive um pouco de dificuldade pra tirar a mochila do chão/porta-malas do carro e coloca-la nas costas. Mas as alças e as próprias ombreiras parecem que foram projetadas para conversar ergonômicamente entre si e essa tarefa, apesar de árdua por conta do peso, acabou sendo rápida.

Uma vez nas costas, uma mochila com tamanha quantidade de equipamentos se mostrou extremamente confortável. Confortável a ponto de após algum tempo de caminhada começar a doer as pernas devido ao peso, mas estar tudo tranquilo nas costas. Parece que conforto é um filo comum entre as mochilas da Osprey, mas nessa ela se sobressaiu lindamente!

Característica mais legal: Cabeça da Mochila que vira Pochete!

Nossa, isso eu achei o Máximo! Sério, incrível! A cabeça da mochila é gigante, cabe muita coisa. Da pra colocar uma troca de roupa, necessaire e toalha pra ir tomar banho no rio. Ou o kit de primeiros socorros, carteira, chave, Magnésio líquido, camera fotográfica, e até uma garrafa de café cabe de uma vez nesse compartimento. Não foram poucas as vezes que ia abrir via em Franca e deixava a mochila escondida no Pico do Mané pra não ter que descer (e principalmente subir) a trilha com todo o peso, então descia só com o necessário como a sacola de comida e garrafas de água vazias dentro da pochete. O massa é que  mesmo a alça da pochete fica num pequeno compartimento escondidinho embaixo dela, e é onde eu guardo meu papel higiênico e pazinha para rápido acesso.

Para destacá-la basta soltar os clipes laterais e pronto: é rapidinho, um clique saiu, um clique pôs de volta. E nessa versão 2016 ela ainda vem com uma pequena tira para estabilizar a cabeça da mochila  de acordo com a quantidade de coisas que está dentro dela. Com a mochila “menos cheia” a cabeça tendia a ficar mais solta e desajeitada, o que era agravado quando a própria cabeça  estava muito pesada, mas esse problema foi sanado com uma simples tira de fita e uma fivelinha.

Acessibilidade

Toda essa capacidade e volume acabam gerando um probleminha: Uma vez que está tudo dentro, ficaria difícil acessar alguma coisa sem ter que tirar tudo de dentro. Mas felizmente não é o que acontece com a Aether 70. Ela tem  3 acessos: um superior, um inferior e um frontal! O Acesso superior é o tradicional que todos conhecem, parecido com a Kestrel com um fecho exclusivo da Osprey que eu acho genial.

Mas se eventualmente eu preciso pegar alguma coisa que está bem no meio, é só abrir o zíper frontal e rapidinho eu consigo acessar o que eu quiser. Eu só preciso me lembrar aonde eu guardei. E caso haja alguma coisa que eu já sei que vou ter que ficar acessando aleatoriamente com uma certa rapidez ou frequência, tipo meu anoraque ou o saco de dormir, eu posso guardar na parte inferior da mochila, que tem uma divisória removível para separar essa abertura do conteúdo geral que fica por cima tipo com equipo de Climb. E tem várias tiras de compressão por fora pra ajudar a manter a mochila estável e ainda por cima serve pra colocar bastões de caminhada, isolante térmico, etc pendurados por fora .

E se você está achando organizado demais, é porquê não viu o tamanho dos bolsos que tem na barrigueira: Cabe um celular, chave do carro, canivete, é lindo! Nas laterais, como toda mochila, tem dois   compartimentos “elásticos” pra que sejam colocadas garrafas de água (eu consegui colocar garrafa de 1,5L, mas eventualmente se apertar cabe mais). E o melhor: esses compartimentos elásticos possuem aberturas laterais pra você poder sacar a garrafinha enquanto caminha. É genial!

Estabilidade

Por ser uma mochila com uma capacidade tão grande, era de se esperar que ela ficasse desengonçada quando estivesse muito cheia. Isso foi realmente uma característica que eu pude testar bastante quando estava cheia de coisa e comprovar o que pelo tamanho e acabamento da barrigueira e peitoral poderia-se concluir: Ela é extremamente estável quando colocada nas costas. Dá pra pular porteira, agachar pra amarrar o cadarço e fazer uma infinidade de coisas que a mochila não chacoalha ou mexe. Ela fica durinha na sua posição, justinha ao corpo. mas um justinha que quando você fica de lado ela não te joga pra baixo, mas te  da confiança de estar sempre equilibrado e eu achei bastante engenhoso isso, pois imagino não ser fácil fazer essa característica funcionar.

A barrigueira é removível, mas tem vários elementos que a mantém no seu devido lugar quando estiver em uso. Ela molda à cintura perfeitamente como uma massa de modelar transferindo todo o peso igualmente ao longo de toda sua extensão, sem provocar pontos de pressão. Tem um tecido bastante confortável que faz o manejo do suor e da umidade com muita eficiência, oferecendo mais conforto em dias de calor. Tecido este que também está presente nas alças das costas sobre os ombros e peitoral.

E o mais incrível é a regulagem para diferentes tipos de altura! Apesar de ser possível adquirir nos tamanhos P, M e G, cada uma delas tem mais outra regulagem nas costas pra definir a “altura” de onde saem as alças do ombro. Assim da pra deixar a mochila exatamente do tamanho das suas costas da maneira mais confortável possível! Essa super regulagem somada ao fato de as fivelas serem “molinhas” (é só puxar a fita com uma mão que ela aperta, apertar a fivela com um dedo que ela solta) permite ajustar da mochila enquanto vestida no corpo com rapidez quantas vezes forem necessárias sem enroscar ou travar. Isso faz com que ela esteja sempre ajustada no corpo do usuário, o que representa uma grande diferença de conforto o tempo todo, que é uma grande valia no longo prazo. O sistema de fechamento da barrigueira em “Z” é um show a parte e eu simplesmente A-MO. Odiava quando ia fechar a barrigueira de outras mochilas e a fivela soltar ou prender o dedo ou não regular completamente. Ah, nesse caso é tudo tão suave que as vezes nem precisa regular mas eu regulo só pra sentir como é facil fazer tal regulagem <3.

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A regulagem em Z da barrigueira: Super suave e precisa!

Adicionais

Tira de compressão interna

Outra “engenhoca” que vem nela e eu achei genial, especialmente porque por muito tempo sofri por não saber pra que servia, e quando descobri foi tipo: AHHHHHH!!!! É a tira vermelha para compressão do conteúdo interno. Ela estabiliza as coisas, especialmente as que ficam acima do limite dos ombros, tornando a mochila ainda mais compacta.

Compartimento Externo para reservatório de hidratação

Eu já havia mencionado o compartimento para reservatório de hidratação que muitas mochilas tem. Só que o fato de ficar do lado de fora realmente é uma virtude comparável a colocar o Parabrisas do lado de fora do carro. É muito melhor, já que o acesso a ele fica muito facilitado a qualquer momento, sobra espaço dentro da mochila, e é muito simples. Eu particularmente achei melhor ainda pois apesar de eu não ter adquirido ainda um reservatório de hidratação pra colocar no compartimento, descobri que cabe a minha loninha, então quando eu chego nos lugares, eu tiro a loninha, estendo no chão *antes* de tirar a mochila das costas e de colocar a mochila direto na terra. Isso garante uma organização dos equipamentos que vão sair de dentro dela (isso se seus coleguinhas nao monopolizarem sua lona e jogarem todas as coisas deles em cima  da sua lona causando mais bagunça que organização) e a mantém limpa por mais tempo, o que garante maior durabilidade (e evita de sujar a roupa desnecessariamente – não que eu esteja muito preocupado com isso 😉 ).

Capa de Chuva Integrada

Uma das maiores diferenças com relação ao modelo antigo que eu tinha aqui é que na cabeça da mochila vem um bolsinho extra COM capa de chuva! Achei lindo, fiquei satisfeitissimo pois eu teria preguiça de comprar uma capa de chuva de mochila só pra ficar levando na mochila, que ocuparia um volume adicional. No caso da Osprey, pra variar, esse é mais um problema que eu não tenho porquê a mochila é extremamente completa e já vem “pronta”. É tipo sapatilha de escalada já vir laceada.

Costado

O costado da Aether 70 é muito bom. Com todo o peso que carreguei nessa mochila, só fui perceber como ele era bom quando usei uma outra mochila e senti falta. Ela possui o sistema “AirScape” que permite o ar circular nas costas, mantendo a umidade e o suor relativamente baixos. Não fica aquela camiseta empapada de suor em contato com a pele que até engruvinha igual a ponta dos dedos quando fica muito tempo na piscina. Pelo contrário, apesar de haver suor, não satura e é uma sensação muito confortável  ter esse costado em contato com a pele das costas. Realmente uma das coisas que eu sentiria falta é esse costado pois somado às tiras dos ombros, é uma das coisas que mais fazem diferença nas caminhadas mais longas, e é muito evidente ” a falta de desconforto ” que ela ocasiona.

Compartimento frontal:

Como eu usei a Aether 70 mais para trips de escalada, eu usei o compartimento frontal para colocar meu capacete e economizar espaço por fora da mochila. Mas por tratar-se de um grande bolso com tecido de “telinha”, algumas vezes deixei ali a minha capa de chuva molhada pra secar enquanto caminhava em vez do capacete, já que nessas ocasiões espaço dentro da mochila não era um problema. Mas o fato do capacete suado ir por fora da mochila é uma grande benção, ainda mais para escaladores que costumam usar este artigo raro de se ver entre os picos de escalada. Assim ele demora o triplo pra começar a “cheirar mal” e ter que lavá-lo, já que seca rapidinho estando ali do lado de fora.

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Compartimento frontal telado para carregar ítens úmidos ou simplesmente que requerem rápido e frequente acesso.

Estrutura rígida

Analisando a mochila pra fazer o review deu pra entender porquê ela é tão confortável nas costas. Ela possui uma “moldura”, tipo um frame metálico que a mantém retinha e não desmancha. É tipo um daqueles ítens invisíveis que ninguém se preocupa, sabe ou lembra que está lá, mas que fazem toda a diferença na hora do conforto. E olha, parece que realmente tanto esse “frame” quanto os elos de ligação dele com a mochila são extremamente bem acabados para que não haja pontos de falha, e continue não sendo lembrado. E se você pensou que isso pode representar algum desconforto por se tratar de rigidez, esqueça. Ela fica nas laterais e não tem chance de encostar no corpo, eles já pensaram nisso antes de você, com certeza!

Desvantagens:

Dependendo do ponto de vista, algumas características podem ser vistas como vangatens ou desvantagens. A partir do meu, as desvantagens basicamente são duas:  A primeira é o tamanho exagerado, então isso é uma vantagem para viagens longas em que é preciso levar a casa junto. Mas para usos corriqueiros e cotidianos acho demasiadamente grande, sobra espaço (E acaba faltando no portamalas eventualmente), e eu fico com a impressão que uma mochila menor daria conta do recado. Isso é compensado pelo conforto absoluto que ela oferece, então pra quem gosta de conforto, essa mochila é a mochila certa pra você. (mas você acaba sacrificando um pouco de espaço no porta-malas, o que não necessariamente pode ser ruim, tendo em vista o conforto que você recebe em troca. A outra desvantagem é que só possui um único bolso de tamanho mediano/grande que é a cabeça da mochila. Não tem bolsos médios laterais adjuntos, então tudo tem que ficar na cabeça da mochila, o que as vezes é um pouco incômodo pois se forem muitos itens pequenos pode ficar um pouco bagunçado. Mas eu acabei me acostumando a distribuir pelos bolsos na barrigueira da mochila (que nem são tão pequenos assim) coisas menores como canivete, chaves e celular pra não ter que ficar procurando no grande bolso que é a cabeça dela. Não sei se é indicado mas o compartimento para capa de chuva da mochila também pode ser usado pra guardar “pequenices” como isqueiro, protetor labial e solar, o que ajuda a minimizar a falta de compartimentos.

Conclusões

Pra quem está procurando por uma mochila absolutamente confortável acima de tudo, eu recomendo a Osprey Aether 70. Essa mochila parece uma pluma nas costas! Pra quem está procurando uma mochila pra levar até a casa dentro sem se preocupar com falta de espaço na mochila, eu recomendo DE-MAIS a Osprey Aether 70. Sua capacidade interna é absurda e dificilmente eu consegui enche-la “até o talo” em situações corriqueiras de escalada de um fim de semana. Para viagens mais longas foi perfeita pois coube tudo que eu quis colocar nela até o limiar do peso, inclusive coube outra mochilinha menor dentro dela que eu usei no meu destino.

A cabeça da mochila que vira pochete é genial para utilizar de mochila de ataque ou reserva e demonstrou ser mais útil do que eu imaginava, tendo usado  essa funcionalidade praticamente todas as vezes que usei a mochila.

Todos os detalhes  são minimamente pensados e cada vez que vc imagina humm.. podia ter isso na mochila.. Está lá! Tem funcionalidades que fiquei um tempo sem usar, e de repente quando eu mais precisei: Voilá! Prontinho me esperando pra ser usado – como as tiras externas pra carregar bastão de caminhada – no meu caso martelo pra abertura de vias. Ou as tiras de compressão pra mantê-la “aprumada”.  O acabamento leva a crer que é daquelas mochilas pra se ter pra vida inteira e fica evidente que é uma mochila pra se ter, usar, abusar e continuar usando, sem ter “dózinha” de usar – ou como chamamos na escalada quando você tem um equipamento que não usa: “Kit mentira”. Se traçarmos uma linha entre todos os seus pontos positivos da pra entender que o conforto absoluto que ela oferece é favorecido pela organização extra que a acompanha, que faz um manejo do peso e dos volumes dentro dela tornando-a uma “magic box” em que você  pode colocar quanto peso quiser, que sempre vai parecer um personagem de RPG carregando seu limite de peso mas caminhando e se movimentando com total agilidade como se não estivesse carregando quase nada.

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Parceira de Escaladas e abertura de vias!

As melhores fendas do Interior Paulista

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Ahhh eu adoro essas fotos de equipos em pé de via!

Não é que escalada móvel seja a minha favorita. Mas eu diria que eu gosto tanto de escalar, que não escalar em móvel seria me privar de muitas vias maravilhosas. E eu não gosto muito dessa história de ficar me privando de alguma coisa. Então a escalada em móvel se tornou algo corriqueiro. Antes uma brincadeira, agora um acessório tão trivial quanto uma costura ou uma corda, são as peças móveis. Mas tem gente que pira nessas pecinhas de proteção móveis mais que na escalada em si (e aí arranja treta pra tudo que é lado kkkkk). Mas enfim, não vou polemizar pq não agrega ao contexto, mas que tal falar sobre escalada?

Manoo! Andei escalando umas vias incríveis em móvel, que você não tem noção. Coisa de filme mesmo. Até o mais apaixonado por chapeletas vai ficar com gana de botar a mão num joguinho de camalots e subir essas vias. A maioria delas fica no Pico do Mané, mas cá entre nós, há fendas incríveis no Cuscuzeiro e na Invernada também (e até na caralha). Até alguns anos atrás, quando se falava em via móvel no interior, só se falava em Irish Jararaca no Cuscuzeiro, que digamos que é a mãe de todas as vias móveis que vou citar. Não incluí ela pois ela já foi repetida trocentas vezes, já tem sua fama, e eu queria falar de coisa nova. Vamos lá? Numa ordem não muito aleatória, cuja sequência respeita um critério subjetivamente intrínseco e desconexo.

1 – Fenda perfeita do nome Perfeito. 5Sup – Pico do Mané, Franca

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Biaoncê divando desfrutando das fendas do Pico do Mané

Uma das menores vias da lista, mas também uma das mais bonitinhas. Uma daquelas vias pra se aprender guiar móvel. Colocações a prova de bomba, num arenito bastante sólido (apesar de fraturado, não esfarela). A fenda transcorre por um diedrinho e permite a colocação de peças praticamente a qualquer momento, quantas quiser. Começa com peças menores tipo um camalot #0.4 depois aumenta, diminui, tem fenda horizontal, vertical, aceita Nuts numa boa em vários momentos, camalots, e ainda tem um lancezinho “maroto” pra chegar na parada pela direita. Incrível, daquelas pra se fazer estreando peças, sapatilha, cadeirinha, fazer no fim de tarde só pra não passar em branco. Uma via feliz, diria eu! Ela tem uns 15m e fica pra direita da “Epopéia” e pra esquerda da PugliRocks, duas clássicas do setor da chegada. A parada são duas correntes discretas pra direita da árvore, não é na árvore! Ah, e o melhor, sombra depois das 15hrs, o que é muito importante lá no Mané!

2 – Abrindo Horizontes, 7a/b – Pico do Mané, Franca.

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hummm fendinha ishpertaaaa…

Essa é massa! (ah vá?!) Entre o setor da chegada e o setor da Tesão. É um diedro fendado com uma saída boulderística alucinante! Depois vai super de boa até o final do diedro, e toca mais uns 10-15m até o top. Tem duas chapas na segunda metade pq os blocos soltos não inspiram confiança, e da pra melhorar o ultimo lance com um camalot #2 ou #3. Tem 25m, sombra no diedro depois das 2 ou 3h dependendo da época do ano. Por representar fazer força de crux de 7b explosiva logo de cara, já é um filézinho. Ah! E foi a primeira via em móvel oficialmente que existiu no mané, daí o nome. Antes só a “Ph na cabeça” que tinha uma passagem em móvel no meio, mas é mista. Lembro que no dia da conquista “debaixo pra cima” eu levei tanta peça, tipo, 3  jogos de nuts, e 2 jogos completos de camalots, que eu pesava vários kilos a mais e achei super hard. Aí quando entrei pra cadena só com as peças que eu sabia que ia usar, tipo umas 8, nossa, foi lindo, vuei no move! kkkkk #fikdik 😉

3 – Sexo, Sangue, Suor Lágrimas e Gritaria, 7b/c – Invernada, São Carlos

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Comecinho delicado, final negativo de agarrão. Fenda no meio! Sensacional!

Ahh, essa é meu xodozinho. E também a vovózinha da lista, com praticamente 6 anos de existência (contra praticamente todas as outras que tem tipo, 1 ano no máximo). Essa é uma das vias que eu mais repeti, e sempre que repito adoro e fico com vontade de fazer de novo. São 25m de pura escalada. Uma via mista aqui no quintal de casa. Começa com um 7b incrível técnico de 3 chapas, depois clipa mais 2 fáceis e entra na fenda. Eu protegia com 2 peças mas agora tá tão decorada que eu ponho só um TCU roxinho equivalente ao camalot #0.4 ou .5 e vou pro descanso, ponho um #0,75 e entro pro lance do crux, que é protegido por 2 chapas, e pra ir pra parada rola proteger com um camalor #3 ou #3,5 ou um camalot #0.4 um pouco mais alto, e já era. Recentemente abri uma variante pra esquerda com chapas que não passa pela fenda e toca pra esquerda, chamada “Foguete cubano”, e já fiz a variante Sexo Cubano, que faz a fenda e do descanso toca pra Foguete cubano. Incrível, técnica, negativa, com agarrões, delícia de via! Tem uma permadraw no meio da via pra vc passar sua corda quando estiver rapelando para conseguir limpar as primeiras chapas, se não fica bem dificil devido à inclinação da via.

4 – Flertando com o Teto, 6sup – Pico do Mané, Franca.

Flertando com o Teto!

Flertando com o Teto!

Ahhh, essa foi uma das vias que mais deu trabalho pra abrir. Duas caçambas de blocos soltos, de terra, e muita faxina foram necessárias para transformar um aglomerado de pedras soltas em uma via móvel perfeita, de 25m protegivel do chão até o top. Um diedro com aquelas fendas dos filmes americanos, perfeita, em que vc não precisa nem conferir a colocação, enfiou o camalot, clipou a corda e tocou embora (mas confira sempre suas colocações, ok?). Um pouco técnica, requer uma certa logística devido ao grande teto, se não, rola um arrasto na corda monstro. O ideal é ir com uma corda dupla, ou, tal qual como nós fazemos na Lamúrias de um Viciado lá no Cipó: Vai encordado com as duas pontas da corda. Quando chegar no segundo platô antes do Crux e depois da Chaminé clipa umas 2 ou 3 peças redundantes com a corda que não tinha sido clipada em nada e desencorda da corda que vinha sendo clipada nas proteções sob o teto e na chaminé. Ou então abusa dos costurões de 1,20m e aguenta o arrasto da corda. Uma via pra ser fotografada e repetida. Em breve volto lá pra abrir a continuação, é só o Sol baixar! Leve uns camalots #0.4 repetidos para o começo, o #1 repetido para o teto e o crux antes da parada, além do resto do jogo completo que vc vai usando ao longo da via. No meio vai uns nuts, tricam, usei até um X4 amarelinho pra sair do diedro e montar no platô (peça móvel pequena). Ah! Como a maioria das vias no mané, ou chegue cedo (Tipo 6:30/7h) num dia frio, ou espere pra entrar nela depois das 3h da tarde. Destaque para a Rê Leite e a Mel de São Paulo que ajudaram a fazer a funça com a maior paciência do mundo e deram muita seg, escalaram a via varias vezes comigo e limparam impecavelmente a primeira metade dela, de onde sairam várias carriolas de terra e blocos soltos.

5 – Diedro Ainda sem nome, 7a/b – Cuscuzeiro, Analândia.

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A fenda nova no Cusco!

Essa é nova no Cusco. Tal qual na “Flertando com o teto”, o Beto também ficou meses wagnando e faxinando a fenda do diedro do qual rolaram várias caçambas de terra e blocos soltos. E abriu uma das vias mais espetaculares do cuscuzeiro. São 35m de via móvel, interrompidos unicamente por uma parada intermediária pra meiar o rapel de quem vai com corda menor que 70m. Uma escalada alucinante daquelas que você tem que desligar a chavinha do medo e tocar pra cima. Não porquê da medo, mas porque não precisa! As quedas são limpas, as colocações são bomba mas são do tipo “Só pra não morrer, não pra pagar o lance com a peça no peito”. Tem hora que é melhor não proteger mesmo e sair tocando pra cima pra chegar logo no agarrão. Sempre tem encaixes bons pra dar uma respirada, agarras boas, lances de diedro com pé chapado, muita técnica de oposição, incrível – mas o Psico pega!!

Leve um jogo de Camalots, Nuts vão muito bem. Tricams entram onde nada mais entra, e MicroFriends tipo X4 ou Aliens protegem lindamente lances cruciais – Nuts pequenos tbm. (e um rolo de papel higiênico pra por na cabeça)

6 – Vulva Alada, 6sup/7a – Pico do Mané, Franca

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Olhando de longe e de frente: Claramente uma Vulva Gigante!

A história dessa via é uma das que eu mais gosto e também a mais “novinha” da lista. O Wagner tinha acabado de abrir a trilha que liga o setor antigo ao setor novo no pico do Mané lá em Franca (Patrocínio Paulista na verdade). Foi no dia que abri a “Vida Loka” que passei por ali só pra conhecer a trilha do setor antigo para o setor novo. E quem escala sabe. Você não faz uma trilha num pico de escalada olhando pro chão. Eu pelo menos vou brisando: Olhaaaa, da pra abrir via ali, e ali, e ali, acessa por ali, bate um top, humm, ali tem que rolar bloco solto, humm. e vou analisando né? E assim foi com a Vulva: Amor à primeira vista. Lembro que a primeira vez que a descrevi pro Guilherme eu a descrevi como: Um diedro bem aberto com umas pranchas de surf que saiam bem do meio da fenda. Digamos que me apaixonei instantaneamente pela linha da via. Estava ficando um feriado de 4 ou 5 dias lá e como o setor tem de fato sombra até meio dia, cheguei com a Carol de Franca logo cedo (tipo as 7h) no pico, mas ao sinal da primeira chuvinha ela vazou e eu fiquei lá, com o pico inteiro só pra mim hehehe E o mais incrível: a única linha seca era a Vulva. Ahhhh, não tive dúvidas. Comecei a conquistá-la em livre em solitário até aproximadamente 2/3 dela, quando cheguei nuns blocos soltos meio medonhos. Puxei a furadeira pra cima (que estava preparada no chão só esperando pra eu puxar através de uma corda que eu levava retinida (também conhecida como “a outra ponta da mesma corda” kkkkk) e pendulei pra direita numa aresta, e continuei a conquista da “Cavaleiro Solitário” debaixo pra cima em livre. Esse dia ficou nublado o dia todo, então pude trabalhar até o fim da tarde sem tostar no sol, e, ao final, escalei na auto-seg a cavaleiro e marquei todas as proteções, e finalmente furei. No dia seguinte voltamos lá e através da Cavaleiro Solitário o Wagner fez cume, bateu vários Tops e pudemos abrir a “Na natureza Selvagem”, uma via Amaaazing em face que tem praticamente 30m em móvel com apenas uma chapa pra proteger a saída – Via do Wagner e do Eliel “jah”. E eu com o Juliano Engler pudemos abrir a Olho do Tigre e a Terra do Nunca, pra esquerda da Vulva. Ainda nesse dia abrimos (O Juliano, Wagner, Jah e eu) a Independência ou Móvel, uma via mista de 25 ou 30m incrível também.

Pois bem, voltando a falar da Vulva, uns 15 dias depois  voltei pra Franca e com uma galera massa que escala de meio de semana, pude finalmente bater o Top da Vulva e descer rolando todos os blocos medonhos que tinha no final do diedro antes do tetinho (ainda falta um, bem no final do teto, já pra cima dele: cuidado!). E finalmente, uns 2 dias depois ainda em Franca com essa galera que escala em meio de semana (Santinho, Jayme, Jah, Rê), pude finalmente mandar a Vulva Alada. Foi incrível. Abusei dos costurões, das proteções, em vários momentos você tem que trabalhar na oposição bem no meio, é sensacional, é escalada bonita, bem protegida, incrível! Detalhe para o tricam preto ❤ salvador que protege bem a passagem do Crux onde nenhuma outra peça conseguiu proteger. E aí pra acabar muitos agarrões, virada de teto com agarras, e “easy-terrain” até a parada, sempre com boas opções de proteção. Incrível! E nesse setor pra quem curte, da pra fazer a continuação da “Olho do Tigre, 6º” em móvel até a parada da Vulva, é a variante “Olho do lixão” facinho tipo 4Sup, e a continuação da “Terra do Nunca, 7a/b” em móvel até a mesma parada: Pensamentos Felizes, também sem muitas variações no grau desse finalzinho, não passando de 4sup.

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Depois de alcançar o Top da Cavaleiro solitário, fixei a corda, desci limpando a fenda, subi marcando as proteções da cavaleiro e desci furando. Ao fundo, a Vulva e sua fenda. Na esquerda a aresta da Terra do nunca.

Bem, pra ela você pode levar um jogo de nuts e um de camalots que ta tudo certo, mas não se esqueça de deixar os Camalots #2 e #3 para o final, e algo semelhante ao Tricam preto #0.250 pra proteger o crux bem no bloco que parece solto mas não solta. Escale em 3d e não esqueça de tomar cuidado com o bloco solto que está acima do teto!

7 – Vida Loka, Parte 1 – Pico do Mané, Franca

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Essa Fissura bem no meio da parede é a Vida Loka. Os cactus lá no meio deram trabalho pra desviar: Marimbondo pra esquerda, bloco solto pra direita!

Nossa, essa foi incrível também. Uma fendona de mão perfeita (leve uns 3 camalots #2), negativa, que na hora que eu vi (e o wagner tinha me alertado que quando visse ia querer fazer isso mesmo) já entrei conquistando debaixo pra cima na moralzinha. Mas tive que artificializar uma parte que eu acho que “vai dar crux”, acessei um platôzinho pra direita depois do final da fenda, desviei de Cactus, blocos soltos, estiquei horrores desde a última proteção (ok, horrores não vai, uns 3 ou 4m com direito a pêndulo desagradável), protegi numa fenda perfeita que também é agarra que me possibilitou pagar o lance em face e fugir de outros blocos bem soltos num momento que eu estava começando a ficar desesperado pois não queria subir neles (foi lindoooo aquela colocação do TCU verdinho, lembro como se fosse hj, saí do diedro sujo e cheio de cactus e entrei num lance de escalada em face mais exposto e senti o vento batendo no rosto, foi libertador rsrs). E então toquei mais uns 10 ou 15m através de um diedrinho fácil, acessei um platôzinho, subi numa geladeira que não está mais lá, e armei uma parada em móvel a prova de bomba e puxei a furadeira pra bater o Top. Então desci rolando blocos mil, que levaram consigo Cactus, terra, e aproveitei pra furar pro lado esquerdo o Top de uma clássica do pico, a “O Pianista”, que leva o nome devido ao Piano que o Wagner rolou pra baixo do meio da via.

Infelizmente não tive mais oportunidade de entrar lá e tentar mandar a Vida loka! Chama-se parte 1 porque tem claramente uma continuação fácil, em móvel lá pra cima, que vai se chamar Vida Loka parte 2 😉

Enfim! Essas são as minhas fendas favoritas aqui no Interior. Lá na falésia da Caralha também tem uma, a “Para o Beto com carinho”, um 5sup tranquilinho com cara de campo escola também todo em móvel. Mas quando eu soltar o croqui oficial do Pico com os betas de como chegar no pico e talz, aí eu falo sobre ela.

Ah, lembrando que apesar das fendas perfeitas, o Pico do Mané é um pico esportivo, com aproximadamente 70 vias contando as variações e links entre vias , das quais praticamente umas sei lá, 55 são com chapas. Ah, e pra quem quiser fazer uma via mista pra aprender ou pegar mais confiança nas colocações móveis, a Mosquitos no Cuscuzeiro é uma via esportiva com chapas mas que da pra ser feita em móvel. Assim, você pode clipar as chapas e colocar os móveis pra ir se costumando e aprendendo a escalar em móvel, ou se vc já sabe, só pelo lúdico =).

PS1 – Só pra não virem me xingar, São Bento e arredores não entrou na lista pq não considero ali como sendo “interior” do estado, uma vez que é um dos picos mais pertos da Capital, e eu entendo que ali é o mainstream de escalada no estado, tanto de boulder, quanto trad e esportiva. Logo essa lista é mais pra ser “alternativa” mesmo. Divirta-se =D

PS2 – Ainda que no Mané tenha muitas fendas, é em Mineiros do Tietê onde eu vi o maior potencial para escalada móvel da região com inúmeras fendas por setor. Acesso ao Cume fácil pra rolar os blocos, e sombra ou antes, ou depois das 13hrs dependendo do setor. Em breve voltaremos lá! Lembra quando eu postei essa foto aí embaixo, lá de Mineiros?

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Abrindo a primeira via do pico…

Tainha, Vinho… e muito Climb!

Yo Bitchess!! Ok, a frase que entitula o post de hoje é de um video que viralizou em 2014 [clique aqui para ver a referência] mas é mais ou menos assim que tem sido ultimamente. Rolou OuroBoulder, mais uma vez incrível, Fui pra Franca algumas vezes só pra escalar e voltei com sei lá, 5 vias novas kkkkkkkk E finalmente pude abrir a primeira via de um pico novo em Mineiros do Tietê, ali pertinho de Jaú, Bauru, Botucatu. Mas como faria Dexter… vamos por partes! (E tinha esquecido, depois adicionei, dei um curso de abertura de vias e a caralha ja ta com 9 vias na falésia, 14 no total)..

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Crash Borboleta “Quero Escalar” Brilhou muito nas vielas estreitas entre galhos nos boulders de Ouro Preto!

Bem, Tudo começou [há um tempo atrás, na ilha do sooooool…] com a trip para pra OuroPreto com a Rê Leite numa quarta de manhã. Só que de caminho fizemos um PitStop em Arcos por dois dias. Climb Incrível lá, sempre, apesar de ter pego uma infestação de micuins, a maior da minha vida, tipo, centenas, foi Horrível! (Ô dó) Pude mandar o flash da via “Essa via é de todos nós”, um 7b novo no vale das sombras maravilhosa, e depois fiz a Entre o Sol e a Extraordinária, uma variante que faz a saída da Entre o Sol e a Sombra e na quarta chapa cai pra extraordinária. Costurões de 60cm nas 3 primeiras e 120 nas duas seguintes mandatório pra controlar o arrasto!! Foi uma viagem empoderadora, pois a Rê tem se engajado em muita coisa que eu acredito mas nem sabia que tinha gente ativamente lutando pra isso. Realmente um dos pontos mais positivos da viagem foi essa influência positiva. Mas o objetivo era OP então ficamos só dois dias em Arcos e na sexta mesmo já partimos de Arcos. E na sexta feira mesmo já rolou muito Climb. O combinado era escalar com o Bonde de Arcos: Cintura, Tetê, Fabio, Igor, Felipe e Cia. ltda. Mas na sexta quem encontramos foi uma turminha da pesada que sempre apronta altas confusões: O Greg Hidatá de Pira com a Tá e o Sevê e a Ju. Climb Foi Incrível, pude mandar vários Boulders mesmo com joelho fodido e ombro doendo. Os detalhes de todos os boulders, o processo em si e tudo mais vou poupa-los pois se não ficaria longo demais. (mais longo que isso aqui genja?!) O curioso foi que sábado tava com menos dores do que tinha acordado na sexta. Vai entender. Mas no fim do dia não sei se exagerei ou o que, mas acabei q não consegui escalar praticamente nada. Uma dor absurda no braço e nem 6h da tarde e ja era climb pra mim. Ibuprofenos e cornetação. Cê lá Ví! C´est la vie!  Confira a Miucha no minuto 1:00 do vídeo correndo atrás do Drone mais que gato de rua..

Bem, domingo voltei pra casa né, fazer o quê? Braço zuado, azedo né, de não ter podido escalar tudo que gostaria, mas foda-se. Bom que no fds seguinte as dores deram uma amenizada e eu pude escalar com meu brother Wagner de Franca no Cusco, e fizemos nossa primeira via de cordada (duas), a 97 Bons motivos. Via irada no Cuscuzeiro que recomendo fortemente! Nesse mesmo finde chegou ao Brasil o Espanhol mais brasileiro da Índia, o Raul, que morou por aqui uns 5 anos antes de voltar para sua terra natal. O São Carlos Pression Team apareceu uniformizado esse dia hehehe

No finde seguinte rolou climb e abertura de vias em Franca. Pra variar, fui só pra escalar, e voltei de lá com 2 vias abertas kkkkkkkk Bastardos Inglórios e O Exorcista, duas vias de 30m sensacionais no melhor estilo de arenito, com agarras boas porém há que se usar mais a cabeça que o corpo. Mas o melhor mesmo foram as fotos da fotógrafa lacradora Fabiula de Rio Claro. Confira você mesmo:

 

Tem a seção da Biaoncê divando na Bastardos Inglórios e o Gui na “Flertando com o Teto”, entre outras:

Mas não para por aí pois no finde seguinte pude abrir a primeira via da região de Mineiros do Tietê, na região da pedra branca, com visual da represa de Barra Bonita, coisa mais linda! Ainda está bastante inexplorado, nem trilha para a rocha tem, mas a pedra é um arenito de qualidade intermediária. Melhor que a Invernada, mas também não é nenhum Pico do Mané. Diria que ta mais pra Cuscuzeiro. Tem muita fenda, mas muita via em face, com agarras, tetos, contraposições, batentes, enfim… Vai ter pra todos os gostos! Já fazia mais de ano que o Ives achou essa formação no google maps e enrolávamos esperávamos um ensejo pra ir pra lá, já que na ocasião estávamos meio órfãos de picos de Climb por aqui (o colorido tava desativado, a caralha pensávamos ser uma bosta, o mané ganhara suas primeiras vias e ainda não estávamos plenamente convencidos de seu potencial, fora outros 3 ou 4 picos que o dono não deixa entrar aqui em São Carlos, Ibaté e Descalvado). Aì o André fez o curso de escalada com a gente em janeiro, e como ele é de Jaú, ali do lado, botei pilha pra ele ir lá ver “qualéqueera” do lugar. E não é que ele foi mesmo!? Mandou umas fotinhos, e aí eu animei e marquei no calendário com 2 meses de antecedencia pra não marcar nada  por cima. E lá fui eu, 120KM de São Carlos, sozinho, pra matar essa curiosidade e animação de conhecer o pico. Só que não deu muito certo pq agora eu quero é voltar mais vezes, com mais frequência. Quem consegue mandar seus projetos se fica “só abrindo via” desse jeito?!

Nossa, esse dia eu agradeci muito estar com uma mochila Osprey. Estava com jogo completo de móveis, furadeira, quase 30 costuras, sapatilha, mag, água, café, rango, Kit de Primeiros Socorros e mais 50m de corda estática no lombo. Aí na hora de descer, acabamos ficando meio perdidos por umas 2h presos na mata extremamente fechada e densa (reitero: não há trilha ainda). Teria sido “badvibes” estar ali com tudo aquilo de peso nas costas com uma mochila que machuca e incomoda. Ô Grória! Mas no final deu tudo certo e chegamos no carro ainda tinha 2l de água daquela garrafa tudo suja e fudida de água do radiador pra matar a sede! kkkkkkk (mas a sorte é que o Nei, tio do André tinha enchido a garrafa no mesmo dia – disse ele). E domingo ainda fui pro cusco e tirei umas fotos cabulosas da Bia na “Distúrbios do Sono”.

 

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Fotinho Clichê passando Mag, mas ta massa! As outras tão melhores… em breve no Instagram da QE 😉

Ah! Ja ia esquecendo! Caramba! Teve uma coisa que aconteceu no primeiro fds de Julho que foi IRADISSIMO!! Foi o Primeiro Curso de Abertura de Vias da Quero Escalar. O André lá de Jaú, e mais 3 de Campinas (O Francismar, o Soler e o Rafa) puderam aprender a teoria e botar a mão na massa, resultando em mais duas vias lá na falésia da Caralha, que agora conta com 9 vias, fora as 4 da caralha propriamente dita. (Agora falta arrumar a trilha – voluntários para o dia 15? – abrir mais 2 vias e soltar o croquizão).

Ufa!! Chega!! Fui sucinto (Ah sim, claro, super!) pq era muita informação e muita foto! Sayonará e bora que logo menos tem mais climb, mais abertura de via, mais curso, novidades… nuuu… que bom q não para!

IV Encontro de Escalada de Arcos

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Bia na clássica Helicoidal, no terceiro Andar

Ahhh o Festival de Arcos.. Como não amar? Muita via boa junta. Um lugar onde você escala sem parar, toma espanco de uma, passeia na outra via do lado, volta, equipa, limpa. Repete. Tudo acessível. Muita gente boa junta. Ninguém reclamando que a via é protegida demais, nem de menos. Só escalando! Gente feliz? Uai, se não era, lá fica sendo rsrs

Vira e mexe a gente encontra um chato que reclama que o croqui tem “beta demais” ou que a via tem chapa demais. Mas tudo bem, o Rastro é praqueles outros 99,99999% dos escaladores que curtem escalar, e não reclamar (não que eu não reclame, longe de mim rsrs mas costumo reclamar por coisa mau feita, não caprichada demais). E lá essa galera se reúne e escala – e muito! Muitos setores. Vias na Sombra. Vias no sol. Vias com agarrão. Vias negativas. Vias de 30m. Vias seguras. Muitas. Vias. Democrático. Muito 6º grau com agarrão. Muito 7a “na promoção” (ADORO). Outros sétimos que são oitavo kkkk Mas os oitavos são oitavo mesmo! Mas é bom, mantém os máquinas ocupados. Tão ocupados quanto os seres humanos que vão lá pra escalar e se divertir com a galera, e fazem justamente isso!

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O Encontro de Arcos é uma festa da Escalada. Um dos melhores encontros de Escalada Esportiva do Brasil pois é tudo muito  fácil: Você vai lá pra escalar, então você vai lá e escala. Não precisa ficar 2h perdido no mato procurando via. Ta, eu sei, é conforto demais, tira o caráter aventura da escalada. Mas pra quem gosta de ficar perdido, tem pico que é mais aventura que escalada, e na hora de escalar é uma aventura. Em Arcos não: a gente vai pra escalar. Gostoso né? Em ARCO na Itália, o que fez a escalada sair do patamar de atividade marginal para um esporte popular e democrático (e os equipos de escalada se popularizarem e baratearem) foram justamente as falésias dentro da cidade que você vai caminhando, escala, escala, escala, depois desce e vai pro bar. A pé. Já estava mais do que na hora de termos um cantinho assim também!

Bem, não é dentro da cidade, mas de onde vc para o carro é tudo tão pertinho! A única excessão é o melhor setor de todos, o terceiro Andar, que fica na sombra o dia inteiro, tem 20 vias de 5º a 8a, base plana “child-friendly” mas tem que fazer a trilha de 15 minutos para o segundo andar (Ô que ruim), subir a escadinha de acesso e depois mais 5 minutos de caminhada (nossa, já cansei #sqn).

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Mochila Osprey Kestrel 48 incrível, cabendo tudo pra variar, e maguina Desfibrila. Fininho do jeito q eu curto!

E falando sobre o Encontro em si: IN-CRÍ-VEL!! Muita gente no abrigo, fora dele. Todo mundo escalando, organização de primeiro mundo. Comida da fazenda, pão de queijo, açucar com café… Minas né gente, o estado mais acolhedor do Brasil! (se bem que depois que eu conheci o Ceará, eu acho que pode rolar um empate técnico). A organização não deixou faltar nada, acho que não tem o que mudar para o ano que vem. Tipo, melhorar sempre dá, mas ficou evidente que a organização fez o máximo, o possível e o impossível que estava em seu alcance pra que ficasse perfeito. Prometo que ano que vem eu vou estar com voz e o Microfone vai ser meu na apresentação final e sorteio de brindes! hahaha

O foda foi que eu cheguei pro evento na terça com uma P… gripe. Chegava no fim das vias ofegante, fracooo… que tristeza. Até que no sábado comecei a apertar um negocin aqui outro ali  mas não deu pra entrar em nenhum projeto, que triste… Isso me frustrou bastante. Ainda bem que era festival e nem deu tempo de achar ruim, tava com uma galera bacana.  Well… mais ou menos hehehe O pessoal de São Carlos ficou numa casinha entre o abrigo e o pico. Mas eu preferi ficar na Geral com o pessoal de Franca. Aí o pessoal de São Carlos achava que eu tava com o pessoal de Franca. E o pessoal de Franca achava que eu tava com o pessoal de São Carlos kkkkkk E aí no final eu tentava juntar os dois grupos mas acabava indo sozinho pro pico (1h depois que todo mundo ja tinha ido) hehe

Mas foi bem massa pq no fim das contas deu pra escalar bastante, a galera aprovou as vias que eu pude abrir com o Ives e o Fabinho ano passado, e eu mesmo que não tinha entrado em várias, entrei, e pirei. É estranho, mas eu adoro as vias que eu abro rsrs  Tipo pai coruja achando que seu filho é sempre o mais bonito kkkkk

Finalmente mandei a Helicoidal, um clássico de Arcos no terceiro andar, e a  famigerada “Meia Seca” (quem me conhece sabe a história do nome da via hehehe 😛 ) um 7b de pés em aderência com agarras todas de lado ou invertidas, equilíbrio pra caralho e muita fé. E claro, entrei na Pilares da terra, um 6º cujo final teve a grampeação   sob a responsabilidade do Ives, e que ficou espetacular. A via é bem protegida pois tem um galho um certo momento da via, que passa bem atrás, e você tem que passar entre o galho e a pedra. 30m de puro regozijo numa escalada de agarras boas e final negativo de patacão com um pouco de técnica. Tem como não amar?

E claro, fiz um voluminho e perdi o medinho de uma via que tinha entrado quando tinham acabado de abrir e estava suja e eu tinha achado um terror. Desta vez, entrei, recuperei minha dignidade e recomendo a todos também a via “Meu amigo Stive” no vale das sombras. Aliás, por falar em vale, ali foi bonito de ver a galera malhando a   “Ho´ponopono” e a “Samsara”. Cadenas espetaculares da galera de Sanca e agregados, kamon! Ah! E a “Toko loco” também, incrível, negativo de batentões bons, só agarrão, um 6sup de teto no começo praticamente (depois fica vertical de agarras boas). Muito amor por esse encontro, esse pico, essas vias, essa galera! Agora passando a temporada de boulder volto pras vias e pros meus projetos que tive que adiar dessa vez.

Kamon!

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Valews, falows! =D (eu na Meia Seca)

Review: Mochila Osprey Kestrel 48

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Mochila carregada para mais um dia de Conquistas no Pico novo aqui nos arenitos do interior de SP

Quando a gente ganha um equipo novo pra fazer review, normalmente a gente sempre procura falar bem. Mas aí, Ariano que sou, resolvi ser do contra e botar a mochila pra ralar mesmo. Assim eu poderia ter bastante  “bagagem” (tu-dun-tssss) pra poder falar dessa mochila e pra ver se ela ia aguentar todo o “abuso” que eu costumo dar aos meus equipos. Achei importante também não ler nenhum review de mochila antes pra não sugestionar minha avaliação.

Nesses praticamente 3 meses com a Mochila, pude levar ela pra Escalar Trad, Esportiva e principalmente pra abrir via (as vezes as 3 modalidades ao mesmo tempo). E quem abre via sabe o tanto de peso que vai além das tradicionais costuras, cadeirinha, corda, mosquetões, sapatilhas, capacete, magnésio, água, café e eventualmente os móveis. Em dia de conquista, além de tudo isso, levo também furadeira de bateria, muitos parabolts, chapeletas, correntes, argolas, martelo, cola, e muito mais! Foram 3 meses intensos!

E por coincidência nessa época voltei a estar em forma e a apertar novamente. É massa poder contar com equipamentos que correspondem à nossas expectativas e nos dão suporte para nossas atividades, e não apenas “quebram o galho”. Mas vamos parar de Bla-bla-bla e vamos ao que interessa que é a Mochila Kestrel 48L.

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Osprey Kestrel 48L – Sim, ela é linda mesmo!

A característica que mais chama atenção é o Conforto.

O costado especial Osprey confere a essa mochila uma sensação de que a mochila está leve, mesmo no limite indicado pelo fabricante. Não raro numa subida  começava a sentir dor nas pernas e não sabia porquê, até lembrar que era porque a mochila estava com a capacidade máxima de peso mas sem sentir desconforto nenhum nas costas, tentava manter o ritmo de quem estivesse caminhando sem mochila.

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Costado regulável de acordo com a altura do usuário, transpirável e extremamente confortável

Muitos bolsos organizam sem comprometer a quantidade de espaço interno

Eu tive uma mochila nacional com a mesma litragem uns 8 anos atrás. Fiquei com a mochila tipo 2 meses pois não suportei o fato de não caber nada nela. Eram muitos bolsos e que “comiam” o espaço interno, e no compartimento principal da mochila não cabia nada. E nem nos bolsos.

Essa mochila possui o compartimento principal extremamente grande, e os vários bolsos cumprem uma nobre função: Organização, coisa que eu adoro – além de se traduzir em segurança quando o assunto é montanhismo. Rápido acesso às suas coisas pode significar chegar seco no carro, não perder um momento que você quer fotografar, ou, como foi o meu caso, significou rápido estancamento de um ferimento que tive no dedo pois acessei rapidamente meu estojo de primeiros socorros que fica na cabeça da mochila.

bolso inferior

O zipper na parte inferior permite acesso ao compartimento que pode ser junto com o principal ou separado através de uma divisória regulável.

O Compartimento inferior possui uma divisória, então é perfeito pra deixar o Anoraque e minha toca, assim, caso esfrie muito, não preciso esvaziar a mochila inteira para acessar esses ítens.  Achei SEN-SA-CIO-NAL que essa divisória é regulável, então esse compartimento inferior pode ser tão pequeno quanto se queira (o espaço mínimo para o meu anoraque) ou inexistente. No começo deixei regulado no máximo pois algumas vezes carregava a furadeira em separado, mas quando não levava-a senti que sobrava espaço no fundo e faltava no compartimento principal – o que se resolveu pela regulagem interna da divisória.

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Tiras de puxar o Ziper incríveis!

E na hora de abrir os diversos compartimentos, os pequenos puxadores do ziper são uma mão na roda. Sabe quando você fica caçando o zíper meia hora até acha-lo pra poder abrir aquele bolso? Aqui não!  É sempre fácil achar o zíper, e mais fácil ainda  puxa-lo com estas tiras especiais emborrachadas que tem o formato do dedo.

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Bolso telado sob a cabeça da mochila

Existe um bolso sob a cabeça da mochila que é de “telinha”. Em princípio imaginei que fosse para colocar pequenos ítens, qual não foi minha surpresa ao descobrir  um uso que não sei nem se foi pensado pra esse fim, mas me salvou! Minha lanterna de cabeça tem um sistema de regulagem que quando está muito claro (ou olhando num objeto próximo) ela fica fraca, e quando está muito escuro (ou olhando para longe) ela fica forte. Guardei ali minha lanterna e certa vez achei ela ligada (era dia). Mas como a telinha deixa a luz passar, a lanterna estava no mais fraco, não tendo consumido muita bateria, e, caso tivesse ficado acesa nesse esquema mais de 15mins teria se apagado (configuração da lanterna). Quem nunca achou a Headlamp acesa dentro da mochila? Bem, com esse bolso também fica fácil de ver, mesmo que sua lanterna não tenha o sistema como a minha, se a lanterna está acesa ou não.

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Bolsos laterais volumosíssimos e discretos

Aposto que você nem tinha reparado que essa mochila possuía esses dois bolsos na lateral da mochila. São enormes, e sempre coloco meu café num deles (porque nos bolsos externos de telinha elástica eu coloco minhas garrafas de 2l de água). No outro normalmente vai a câmera fotográfica, esparadrapão, Magnésio Líquido, protetor solar e outras pequenices não tão pequenas assim. E os bolsos são estrategicamente colocados na lateral, “forçando” as “telinhas” de suporte das garrafas para a parte mais interna da mochila, junto às costas. Isto torna o acesso com uma mão só à garrafa muito mais prático. A principal vantagem, no entanto, é que ficando pra dentro, a tela elástica fica protegida de raspar em troncos, galhos com espinhos, corrimãos (e o que você puder imaginar que raspa que pode gastar e danificar a telinha). Minha mochila antiga tinha a telinha completamente destruída por conta disso. Muito bem pensado!

E ainda, falando sobre os vários compartimentos, um dos mais úteis, ainda mais pra quem costuma perder as coisas como eu, é o bolso que fica na barrigueira. Fechou o carro, apertou o alarme e zás, coloca a chave na barrigueira. Só vou acessar de noite quando estiver de volta. Rápido e sem bagunça! (ah, e com aquele esqueminha no ziper pra achar rapidinho 😉 )

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Bolsos nas duas barrigueiras para guardar ítens importantes de rápido acesso!

Bolso discreto com Capa de Chuva integrada

Esse ano as chuvas foram muito intensas aqui no interior de São Paulo, e muitos dos aproaches ou saídas do Climb foram na chuva. Com a capa de Chuva integrada, eu não tenho que me preocupar em levar uma capa de chuva a mais, o que ocuparia um espaço extra na mochila. Rápido, prático, discreto, de baixissimo volume e com logo refletivo, a capa de chuva salvou vários saquinhos de magnésio de chegarem no carro enxarcados!

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Capa de Chuva impermeável de baixo volume integrada

Compartimento principal com Fivela exclusiva super rápida

Eu adoro essa fivelinha. Ela é rápida de abrir com uma mão só e pra fechar é só empurrar, não precisa segurar, apertar nem nada, o próprio movimento na direção de abrir ou de fechar faz ela funcionar. É genial e no começo quando vc se liga como funciona, fica espantado como é que ninguém pensou nisso antes!

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Quem foi o gênio que inventou essa fivela?

Tiras Externas para carregar ítens por fora da mochila.

Eu descobri do pior jeito que quando você prende alguma coisa por fora da mochila, ela tem que estar “presa”, outrossim você pode tomar uma martelada na cabeça quando abaixa pra desviar de um galho, pular uma cerca…

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“Presilhas” especiais para fixar bastões de caminhada, Piolets de Gelo, Martelo e o que mais você quiser prender por fora pra não ficar “Balançando” ao leo. (observe a sujeira: Não tive pena, usei mesmo!)

No caso da Osprey Kestrel 48L há várias tiras em princípio pensadas para carregar Bastões de caminhada e Piolets de gelo. No entanto, para as minhas necessidades se adaptou perfeitamente para carregar o martelo que eu uso nas conquistas de vias, e a pistola injetora de cola da Âncora Sistemas de Fixação. Além disso as tiras são muito úteis para carregar a loninha que eu uso para estender no pico e colocar a mochila e os equipamentos em cima. Como é a primeira coisa que eu pego quando chego no pico e a última que guardo, nada mais lógico que guardar fora da mochila.

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Tiras externas pra carregar a loninha e capacete e garrafinha nos respectivos compartimentos de telinha elástica.

Porta Capacete Integrado na parte externa

Achei genial, e sonhava com o dia que teria uma mochila com compartimento externo para o capacete. Ainda mais eu, que sou daqueles manés que escala até esportiva de capacete né (aviso de ironia), então o capacete tava sempre junto. O melhor é que por fora, o capacete não ocupa um espaço precioso dentro da mochila, vai o saquinho de mag dentro dele, e na hora de apertar várias mochilas no porta malas é só tirar pra mochila ficar mais compacta. A telinha é molinha, porém com uma elasticidade absurda, você não fica com aquela má impressão de estar “esgarçando” um paninho frágil, pelo contrário. Além do mais, como a garantia da mochila é vitalícia, e eu não estou dando nenhum uso inadequado pra ela, (e mesmo se estivesse), daqui um tempo quando estiver esgarçado é só entrar em contato pra trocarem. Mas do jeito que a Osprey é, acho que vai demorar bastante até isso acontecer.

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O capacete cabia mais pra dentro, não fossem os pães de queijo no fundo…

Ajustes: a mochila se molda ao corpo

Com vários ajustes, tanto nas alças, quanto na barrigueira e no peitoral, a mochila “cola” no corpo e vai justinha, acompanhando o movimento do corpo de maneira inteligente. É bacana porque mesmo colada no corpo, aquele costado que eu falei no começo faz com que o suor não se acumule e haja uma boa aeração.

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Super ajustavel, ela se molda nas costas e distribui o peso de maneira uniforme. (Perceba a garrafinha deslocada à frente protegida, mais próxima ao corpo)

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Cinta-Peitoral com regulagem de altura e de largura. Detalhe para o Apito de emergência!

Compartimento para reservatório de água externo

Uma sacada também de mestre foi colocar o compartimento pra bolsa de hidratação (vulgo reservatório de água) do lado de fora. Assim você pode enchê-lo ou esvaziá-lo, troca-lo sem a necessidade de esvaziar a mochila (o que, quando é por dentro, demanda que a mochila seja esvaziada inteirinha se não não cabe). Na Kestrel, o fato do reservatório de água ser por fora faz com que o volume da água não “coma” o volume interno da mochila. (como só um pouquinho mas é irrisório na real).

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Local para reservatório de água do lado de fora, no costado – acesso rápido sem ter que abrir a mochila.

Desvantagens

Bem, como eu disse, coloquei a mochila pra ralar mesmo. Como se fosse minha boa e velha mochila pra ver se ela dava conta. Pra ter motivos pra reclamar e apontar onde poderia melhorar. A primeira coisa que eu não gostei é que eu estava adaptado a mochilas com abertura total, em que você abre uma tampa e imediatamente tem acesso a qualquer coisa na mochila sem ter que tirar outras coisas que estivessem por cima. No caso da Kestrel é preciso tirar as coisas que estão por cima para acessar as debaixo, ou abrir por baixo, caso a divisória não esteja regulada. No entanto quando eu estava subindo uma trilha bem íngreme, pensei que o tanto de conforto que a mochila oferece quando você está com ela nas costas compensa – e muito – essa configuração diferente. E depois de 3 meses já acostumei mesmo. Tiro tudo e ponho na minha loninha . As coisas pequenas estão fáceis e acessíveis nos bolsos, então até que a transição não foi tão dolorida.

Outro contra é que por ser muito confortável, você enche a mochila até não caber mais nada, depois ainda pendura um monte de coisa pra fora, e sai andando sem perceber que está pesado. Aí na primeira subida você fica ofegante e não sabe porquê. As pernas começam a doer e você não sabe porquê. Mas depois das primeiras vezes que acontece você começa a se adaptar e a  manerar no ritmo pra não ficar muito cansado, porquê você não percebe que tem uma mochila tão pesada nas costas. Pelo menos não senti desconforto nenhum nas trilhas de aproximação que eu fiz de no máximo 40minutos-1h.

Mais um ponto negativo (já que review sem ponto negativo não é review) é o preço. Tanto no Brasil quanto la fora ela figura entre uma das mais caras. No entanto se fizermos um gráfico de preço Vs. funcionalidade/qualidade, as Mochilas da Osprey como a Kestrel possuem um dos melhores custos benefícios pois a qualidade até no nível de detalhes é insuperável.

Importante ressaltar também que a Osprey oferece assistência técnica vitalícia sobre seus produtos.

Conclusões

Bem, não foi muito dificil me adaptar à minha nova mochila de Climb Osprey Kestrel 48L. Uma mochila extremamente confortável nas costas e ombros independente do peso, bastante resistente tanto à abrasão quanto nos pequenos detalhes (como zíperes, fivelas, etc..). Com seus muitos ajustes ela é versátil, podendo ser utilizada no volume máximo ou com pouca coisa, bastando pra isso utilizar as fitas de compressão para que ela fique sempre “justinha”. O volume gigante por dentro contrasta com o tamanho relativamente compacto por fora.

É uma mochila para quem quer levar todos os seus equipos de escalada e ainda o rango tudo numa mochila só (se bem que eu aprendi que a banana deve ir por fora em qualquer mochila se não tem que comer de colher com canela por cima – se é que vc me entende). Apesar do preço, deve-se pensar no longo prazo: é uma mochila pra se ter pra vida inteira, com uma garantia vitalícia que te da tranquilidade ao saber que você tem com quem contar caso algo não ocorra conforme o esperado. Eu pelo menos não tenho tido dó e ela está aguentando muito bem. É uma mochila para o escalador e montanhista consciente. Pra quem sabe que nos dias de hoje o mercado nos faz consumir cada vez mais coisas que precisamos cada vez menos, mesmo sem necessidade nos empurram produtos com obsolescência programada, para que tenhamos que comprar outro em pouco tempo (vide as Havaianas que eram infinitas e agora estão descartáveis ou o antigo Nokia com o jogo da cobrinha Vs. seu smartphone que não aguenta nem uma sentada com ele no bolso). Uma mochila que vai na contramão das tendências exploratórias do mercado e te oferece uma alternativa sustentável pra se ter como companheira, tranquilo de que ela sempre estará lá (mesmo porquê a mochila não vai te dar motivos pra pensar em comprar outra por um looongo tempo). A Osprey garante!

E as conquistas continuam!

Bem, esse é um post rapidinho pra dizer que estou indo pra Arcos hoje abrir vias não num setor novo, mas num pico novo…. se tudo der certo vamos abrir para a galera durante o festival..aguardem novidades… B)

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Vou aproveitar e pegar mais 500 chapas Gariglio pra oferecer pra vocês na Quero Escalar e também pra metralhar a região aqui dos arenitos com vias novas. Há picos novos, e a galera está se mobilizando em achar mais, isso é incrível! Abrir via é fácil, dificil é procurar pedras novas, falar com dono, negociar acesso, abrir trilha… E é nessa parte que a galera tem mandado décimo grau ultimamente e feito a diferença no climb da região. Depois abrir via a gente cola junto e  ensina, aprende, compartilha o conhecimento, equipos, etc… Bem, e agradecemos também a parceria da Âncora Sistemas de Fixação que tem apoiado as nossas conquistas de sobremaneira nos últimos meses! Ontem chegou mais uma remessa de Parabolts PBA, Alfa (especiais para arenitos mais friáveis), da cola AQI 380 (para colar agarras principalmente)  com bicos misturadores e tão importante quanto, uma das melhores, se não “As” melhores Brocas do mercado que eu já usei: A Twister e a Booster. Mói pedra, muito bom. E no pico novo ali em Brotas o arenito é um dos mais duros que eu já vi, tava precisando mesmo! =D

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Bem, agradeço o Apoio, no fim de semana vou tirar umas fotinhos para o Review da Mochila Kestrel 32 da OSPREY (que tem sido super pacientes e tem dado a maior vibe) e  dos chumbadores Âncora em ação!

C´ya!

 

PS – Tem umas 5 vias com top batido esperando pra serem terminadas no cuscuzeiro… em breveeee.. 😉

140416 - Cuscu-5

Essa mochila é foda demais… Aguardem…