Tainha, Vinho… e muito Climb!

Yo Bitchess!! Ok, a frase que entitula o post de hoje é de um video que viralizou em 2014 [clique aqui para ver a referência] mas é mais ou menos assim que tem sido ultimamente. Rolou OuroBoulder, mais uma vez incrível, Fui pra Franca algumas vezes só pra escalar e voltei com sei lá, 5 vias novas kkkkkkkk E finalmente pude abrir a primeira via de um pico novo em Mineiros do Tietê, ali pertinho de Jaú, Bauru, Botucatu. Mas como faria Dexter… vamos por partes! (E tinha esquecido, depois adicionei, dei um curso de abertura de vias e a caralha ja ta com 9 vias na falésia, 14 no total)..

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Crash Borboleta “Quero Escalar” Brilhou muito nas vielas estreitas entre galhos nos boulders de Ouro Preto!

Bem, Tudo começou [há um tempo atrás, na ilha do sooooool…] com a trip para pra OuroPreto com a Rê Leite numa quarta de manhã. Só que de caminho fizemos um PitStop em Arcos por dois dias. Climb Incrível lá, sempre, apesar de ter pego uma infestação de micuins, a maior da minha vida, tipo, centenas, foi Horrível! (Ô dó) Pude mandar o flash da via “Essa via é de todos nós”, um 7b novo no vale das sombras maravilhosa, e depois fiz a Entre o Sol e a Extraordinária, uma variante que faz a saída da Entre o Sol e a Sombra e na quarta chapa cai pra extraordinária. Costurões de 60cm nas 3 primeiras e 120 nas duas seguintes mandatório pra controlar o arrasto!! Foi uma viagem empoderadora, pois a Rê tem se engajado em muita coisa que eu acredito mas nem sabia que tinha gente ativamente lutando pra isso. Realmente um dos pontos mais positivos da viagem foi essa influência positiva. Mas o objetivo era OP então ficamos só dois dias em Arcos e na sexta mesmo já partimos de Arcos. E na sexta feira mesmo já rolou muito Climb. O combinado era escalar com o Bonde de Arcos: Cintura, Tetê, Fabio, Igor, Felipe e Cia. ltda. Mas na sexta quem encontramos foi uma turminha da pesada que sempre apronta altas confusões: O Greg Hidatá de Pira com a Tá e o Sevê e a Ju. Climb Foi Incrível, pude mandar vários Boulders mesmo com joelho fodido e ombro doendo. Os detalhes de todos os boulders, o processo em si e tudo mais vou poupa-los pois se não ficaria longo demais. (mais longo que isso aqui genja?!) O curioso foi que sábado tava com menos dores do que tinha acordado na sexta. Vai entender. Mas no fim do dia não sei se exagerei ou o que, mas acabei q não consegui escalar praticamente nada. Uma dor absurda no braço e nem 6h da tarde e ja era climb pra mim. Ibuprofenos e cornetação. Cê lá Ví! C´est la vie!  Confira a Miucha no minuto 1:00 do vídeo correndo atrás do Drone mais que gato de rua..

Bem, domingo voltei pra casa né, fazer o quê? Braço zuado, azedo né, de não ter podido escalar tudo que gostaria, mas foda-se. Bom que no fds seguinte as dores deram uma amenizada e eu pude escalar com meu brother Wagner de Franca no Cusco, e fizemos nossa primeira via de cordada (duas), a 97 Bons motivos. Via irada no Cuscuzeiro que recomendo fortemente! Nesse mesmo finde chegou ao Brasil o Espanhol mais brasileiro da Índia, o Raul, que morou por aqui uns 5 anos antes de voltar para sua terra natal. O São Carlos Pression Team apareceu uniformizado esse dia hehehe

No finde seguinte rolou climb e abertura de vias em Franca. Pra variar, fui só pra escalar, e voltei de lá com 2 vias abertas kkkkkkkk Bastardos Inglórios e O Exorcista, duas vias de 30m sensacionais no melhor estilo de arenito, com agarras boas porém há que se usar mais a cabeça que o corpo. Mas o melhor mesmo foram as fotos da fotógrafa lacradora Fabiula de Rio Claro. Confira você mesmo:

 

Tem a seção da Biaoncê divando na Bastardos Inglórios e o Gui na “Flertando com o Teto”, entre outras:

Mas não para por aí pois no finde seguinte pude abrir a primeira via da região de Mineiros do Tietê, na região da pedra branca, com visual da represa de Barra Bonita, coisa mais linda! Ainda está bastante inexplorado, nem trilha para a rocha tem, mas a pedra é um arenito de qualidade intermediária. Melhor que a Invernada, mas também não é nenhum Pico do Mané. Diria que ta mais pra Cuscuzeiro. Tem muita fenda, mas muita via em face, com agarras, tetos, contraposições, batentes, enfim… Vai ter pra todos os gostos! Já fazia mais de ano que o Ives achou essa formação no google maps e enrolávamos esperávamos um ensejo pra ir pra lá, já que na ocasião estávamos meio órfãos de picos de Climb por aqui (o colorido tava desativado, a caralha pensávamos ser uma bosta, o mané ganhara suas primeiras vias e ainda não estávamos plenamente convencidos de seu potencial, fora outros 3 ou 4 picos que o dono não deixa entrar aqui em São Carlos, Ibaté e Descalvado). Aì o André fez o curso de escalada com a gente em janeiro, e como ele é de Jaú, ali do lado, botei pilha pra ele ir lá ver “qualéqueera” do lugar. E não é que ele foi mesmo!? Mandou umas fotinhos, e aí eu animei e marquei no calendário com 2 meses de antecedencia pra não marcar nada  por cima. E lá fui eu, 120KM de São Carlos, sozinho, pra matar essa curiosidade e animação de conhecer o pico. Só que não deu muito certo pq agora eu quero é voltar mais vezes, com mais frequência. Quem consegue mandar seus projetos se fica “só abrindo via” desse jeito?!

Nossa, esse dia eu agradeci muito estar com uma mochila Osprey. Estava com jogo completo de móveis, furadeira, quase 30 costuras, sapatilha, mag, água, café, rango, Kit de Primeiros Socorros e mais 50m de corda estática no lombo. Aí na hora de descer, acabamos ficando meio perdidos por umas 2h presos na mata extremamente fechada e densa (reitero: não há trilha ainda). Teria sido “badvibes” estar ali com tudo aquilo de peso nas costas com uma mochila que machuca e incomoda. Ô Grória! Mas no final deu tudo certo e chegamos no carro ainda tinha 2l de água daquela garrafa tudo suja e fudida de água do radiador pra matar a sede! kkkkkkk (mas a sorte é que o Nei, tio do André tinha enchido a garrafa no mesmo dia – disse ele). E domingo ainda fui pro cusco e tirei umas fotos cabulosas da Bia na “Distúrbios do Sono”.

 

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Fotinho Clichê passando Mag, mas ta massa! As outras tão melhores… em breve no Instagram da QE😉

Ah! Ja ia esquecendo! Caramba! Teve uma coisa que aconteceu no primeiro fds de Julho que foi IRADISSIMO!! Foi o Primeiro Curso de Abertura de Vias da Quero Escalar. O André lá de Jaú, e mais 3 de Campinas (O Francismar, o Soler e o Rafa) puderam aprender a teoria e botar a mão na massa, resultando em mais duas vias lá na falésia da Caralha, que agora conta com 9 vias, fora as 4 da caralha propriamente dita. (Agora falta arrumar a trilha – voluntários para o dia 15? – abrir mais 2 vias e soltar o croquizão).

Ufa!! Chega!! Fui sucinto (Ah sim, claro, super!) pq era muita informação e muita foto! Sayonará e bora que logo menos tem mais climb, mais abertura de via, mais curso, novidades… nuuu… que bom q não para!

IV Encontro de Escalada de Arcos

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Bia na clássica Helicoidal, no terceiro Andar

Ahhh o Festival de Arcos.. Como não amar? Muita via boa junta. Um lugar onde você escala sem parar, toma espanco de uma, passeia na outra via do lado, volta, equipa, limpa. Repete. Tudo acessível. Muita gente boa junta. Ninguém reclamando que a via é protegida demais, nem de menos. Só escalando! Gente feliz? Uai, se não era, lá fica sendo rsrs

Vira e mexe a gente encontra um chato que reclama que o croqui tem “beta demais” ou que a via tem chapa demais. Mas tudo bem, o Rastro é praqueles outros 99,99999% dos escaladores que curtem escalar, e não reclamar (não que eu não reclame, longe de mim rsrs mas costumo reclamar por coisa mau feita, não caprichada demais). E lá essa galera se reúne e escala – e muito! Muitos setores. Vias na Sombra. Vias no sol. Vias com agarrão. Vias negativas. Vias de 30m. Vias seguras. Muitas. Vias. Democrático. Muito 6º grau com agarrão. Muito 7a “na promoção” (ADORO). Outros sétimos que são oitavo kkkk Mas os oitavos são oitavo mesmo! Mas é bom, mantém os máquinas ocupados. Tão ocupados quanto os seres humanos que vão lá pra escalar e se divertir com a galera, e fazem justamente isso!

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O Encontro de Arcos é uma festa da Escalada. Um dos melhores encontros de Escalada Esportiva do Brasil pois é tudo muito  fácil: Você vai lá pra escalar, então você vai lá e escala. Não precisa ficar 2h perdido no mato procurando via. Ta, eu sei, é conforto demais, tira o caráter aventura da escalada. Mas pra quem gosta de ficar perdido, tem pico que é mais aventura que escalada, e na hora de escalar é uma aventura. Em Arcos não: a gente vai pra escalar. Gostoso né? Em ARCO na Itália, o que fez a escalada sair do patamar de atividade marginal para um esporte popular e democrático (e os equipos de escalada se popularizarem e baratearem) foram justamente as falésias dentro da cidade que você vai caminhando, escala, escala, escala, depois desce e vai pro bar. A pé. Já estava mais do que na hora de termos um cantinho assim também!

Bem, não é dentro da cidade, mas de onde vc para o carro é tudo tão pertinho! A única excessão é o melhor setor de todos, o terceiro Andar, que fica na sombra o dia inteiro, tem 20 vias de 5º a 8a, base plana “child-friendly” mas tem que fazer a trilha de 15 minutos para o segundo andar (Ô que ruim), subir a escadinha de acesso e depois mais 5 minutos de caminhada (nossa, já cansei #sqn).

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Mochila Osprey Kestrel 48 incrível, cabendo tudo pra variar, e maguina Desfibrila. Fininho do jeito q eu curto!

E falando sobre o Encontro em si: IN-CRÍ-VEL!! Muita gente no abrigo, fora dele. Todo mundo escalando, organização de primeiro mundo. Comida da fazenda, pão de queijo, açucar com café… Minas né gente, o estado mais acolhedor do Brasil! (se bem que depois que eu conheci o Ceará, eu acho que pode rolar um empate técnico). A organização não deixou faltar nada, acho que não tem o que mudar para o ano que vem. Tipo, melhorar sempre dá, mas ficou evidente que a organização fez o máximo, o possível e o impossível que estava em seu alcance pra que ficasse perfeito. Prometo que ano que vem eu vou estar com voz e o Microfone vai ser meu na apresentação final e sorteio de brindes! hahaha

O foda foi que eu cheguei pro evento na terça com uma P… gripe. Chegava no fim das vias ofegante, fracooo… que tristeza. Até que no sábado comecei a apertar um negocin aqui outro ali  mas não deu pra entrar em nenhum projeto, que triste… Isso me frustrou bastante. Ainda bem que era festival e nem deu tempo de achar ruim, tava com uma galera bacana.  Well… mais ou menos hehehe O pessoal de São Carlos ficou numa casinha entre o abrigo e o pico. Mas eu preferi ficar na Geral com o pessoal de Franca. Aí o pessoal de São Carlos achava que eu tava com o pessoal de Franca. E o pessoal de Franca achava que eu tava com o pessoal de São Carlos kkkkkk E aí no final eu tentava juntar os dois grupos mas acabava indo sozinho pro pico (1h depois que todo mundo ja tinha ido) hehe

Mas foi bem massa pq no fim das contas deu pra escalar bastante, a galera aprovou as vias que eu pude abrir com o Ives e o Fabinho ano passado, e eu mesmo que não tinha entrado em várias, entrei, e pirei. É estranho, mas eu adoro as vias que eu abro rsrs  Tipo pai coruja achando que seu filho é sempre o mais bonito kkkkk

Finalmente mandei a Helicoidal, um clássico de Arcos no terceiro andar, e a  famigerada “Meia Seca” (quem me conhece sabe a história do nome da via hehehe😛 ) um 7b de pés em aderência com agarras todas de lado ou invertidas, equilíbrio pra caralho e muita fé. E claro, entrei na Pilares da terra, um 6º cujo final teve a grampeação   sob a responsabilidade do Ives, e que ficou espetacular. A via é bem protegida pois tem um galho um certo momento da via, que passa bem atrás, e você tem que passar entre o galho e a pedra. 30m de puro regozijo numa escalada de agarras boas e final negativo de patacão com um pouco de técnica. Tem como não amar?

E claro, fiz um voluminho e perdi o medinho de uma via que tinha entrado quando tinham acabado de abrir e estava suja e eu tinha achado um terror. Desta vez, entrei, recuperei minha dignidade e recomendo a todos também a via “Meu amigo Stive” no vale das sombras. Aliás, por falar em vale, ali foi bonito de ver a galera malhando a   “Ho´ponopono” e a “Samsara”. Cadenas espetaculares da galera de Sanca e agregados, kamon! Ah! E a “Toko loco” também, incrível, negativo de batentões bons, só agarrão, um 6sup de teto no começo praticamente (depois fica vertical de agarras boas). Muito amor por esse encontro, esse pico, essas vias, essa galera! Agora passando a temporada de boulder volto pras vias e pros meus projetos que tive que adiar dessa vez.

Kamon!

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Valews, falows! =D (eu na Meia Seca)

Review: Mochila Osprey Kestrel 48

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Mochila carregada para mais um dia de Conquistas no Pico novo aqui nos arenitos do interior de SP

Quando a gente ganha um equipo novo pra fazer review, normalmente a gente sempre procura falar bem. Mas aí, Ariano que sou, resolvi ser do contra e botar a mochila pra ralar mesmo. Assim eu poderia ter bastante  “bagagem” (tu-dun-tssss) pra poder falar dessa mochila e pra ver se ela ia aguentar todo o “abuso” que eu costumo dar aos meus equipos. Achei importante também não ler nenhum review de mochila antes pra não sugestionar minha avaliação.

Nesses praticamente 3 meses com a Mochila, pude levar ela pra Escalar Trad, Esportiva e principalmente pra abrir via (as vezes as 3 modalidades ao mesmo tempo). E quem abre via sabe o tanto de peso que vai além das tradicionais costuras, cadeirinha, corda, mosquetões, sapatilhas, capacete, magnésio, água, café e eventualmente os móveis. Em dia de conquista, além de tudo isso, levo também furadeira de bateria, muitos parabolts, chapeletas, correntes, argolas, martelo, cola, e muito mais! Foram 3 meses intensos!

E por coincidência nessa época voltei a estar em forma e a apertar novamente. É massa poder contar com equipamentos que correspondem à nossas expectativas e nos dão suporte para nossas atividades, e não apenas “quebram o galho”. Mas vamos parar de Bla-bla-bla e vamos ao que interessa que é a Mochila Kestrel 48L.

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Osprey Kestrel 48L – Sim, ela é linda mesmo!

A característica que mais chama atenção é o Conforto.

O costado especial Osprey confere a essa mochila uma sensação de que a mochila está leve, mesmo no limite indicado pelo fabricante. Não raro numa subida  começava a sentir dor nas pernas e não sabia porquê, até lembrar que era porque a mochila estava com a capacidade máxima de peso mas sem sentir desconforto nenhum nas costas, tentava manter o ritmo de quem estivesse caminhando sem mochila.

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Costado regulável de acordo com a altura do usuário, transpirável e extremamente confortável

Muitos bolsos organizam sem comprometer a quantidade de espaço interno

Eu tive uma mochila nacional com a mesma litragem uns 8 anos atrás. Fiquei com a mochila tipo 2 meses pois não suportei o fato de não caber nada nela. Eram muitos bolsos e que “comiam” o espaço interno, e no compartimento principal da mochila não cabia nada. E nem nos bolsos.

Essa mochila possui o compartimento principal extremamente grande, e os vários bolsos cumprem uma nobre função: Organização, coisa que eu adoro – além de se traduzir em segurança quando o assunto é montanhismo. Rápido acesso às suas coisas pode significar chegar seco no carro, não perder um momento que você quer fotografar, ou, como foi o meu caso, significou rápido estancamento de um ferimento que tive no dedo pois acessei rapidamente meu estojo de primeiros socorros que fica na cabeça da mochila.

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O zipper na parte inferior permite acesso ao compartimento que pode ser junto com o principal ou separado através de uma divisória regulável.

O Compartimento inferior possui uma divisória, então é perfeito pra deixar o Anoraque e minha toca, assim, caso esfrie muito, não preciso esvaziar a mochila inteira para acessar esses ítens.  Achei SEN-SA-CIO-NAL que essa divisória é regulável, então esse compartimento inferior pode ser tão pequeno quanto se queira (o espaço mínimo para o meu anoraque) ou inexistente. No começo deixei regulado no máximo pois algumas vezes carregava a furadeira em separado, mas quando não levava-a senti que sobrava espaço no fundo e faltava no compartimento principal – o que se resolveu pela regulagem interna da divisória.

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Tiras de puxar o Ziper incríveis!

E na hora de abrir os diversos compartimentos, os pequenos puxadores do ziper são uma mão na roda. Sabe quando você fica caçando o zíper meia hora até acha-lo pra poder abrir aquele bolso? Aqui não!  É sempre fácil achar o zíper, e mais fácil ainda  puxa-lo com estas tiras especiais emborrachadas que tem o formato do dedo.

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Bolso telado sob a cabeça da mochila

Existe um bolso sob a cabeça da mochila que é de “telinha”. Em princípio imaginei que fosse para colocar pequenos ítens, qual não foi minha surpresa ao descobrir  um uso que não sei nem se foi pensado pra esse fim, mas me salvou! Minha lanterna de cabeça tem um sistema de regulagem que quando está muito claro (ou olhando num objeto próximo) ela fica fraca, e quando está muito escuro (ou olhando para longe) ela fica forte. Guardei ali minha lanterna e certa vez achei ela ligada (era dia). Mas como a telinha deixa a luz passar, a lanterna estava no mais fraco, não tendo consumido muita bateria, e, caso tivesse ficado acesa nesse esquema mais de 15mins teria se apagado (configuração da lanterna). Quem nunca achou a Headlamp acesa dentro da mochila? Bem, com esse bolso também fica fácil de ver, mesmo que sua lanterna não tenha o sistema como a minha, se a lanterna está acesa ou não.

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Bolsos laterais volumosíssimos e discretos

Aposto que você nem tinha reparado que essa mochila possuía esses dois bolsos na lateral da mochila. São enormes, e sempre coloco meu café num deles (porque nos bolsos externos de telinha elástica eu coloco minhas garrafas de 2l de água). No outro normalmente vai a câmera fotográfica, esparadrapão, Magnésio Líquido, protetor solar e outras pequenices não tão pequenas assim. E os bolsos são estrategicamente colocados na lateral, “forçando” as “telinhas” de suporte das garrafas para a parte mais interna da mochila, junto às costas. Isto torna o acesso com uma mão só à garrafa muito mais prático. A principal vantagem, no entanto, é que ficando pra dentro, a tela elástica fica protegida de raspar em troncos, galhos com espinhos, corrimãos (e o que você puder imaginar que raspa que pode gastar e danificar a telinha). Minha mochila antiga tinha a telinha completamente destruída por conta disso. Muito bem pensado!

E ainda, falando sobre os vários compartimentos, um dos mais úteis, ainda mais pra quem costuma perder as coisas como eu, é o bolso que fica na barrigueira. Fechou o carro, apertou o alarme e zás, coloca a chave na barrigueira. Só vou acessar de noite quando estiver de volta. Rápido e sem bagunça! (ah, e com aquele esqueminha no ziper pra achar rapidinho😉 )

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Bolsos nas duas barrigueiras para guardar ítens importantes de rápido acesso!

Bolso discreto com Capa de Chuva integrada

Esse ano as chuvas foram muito intensas aqui no interior de São Paulo, e muitos dos aproaches ou saídas do Climb foram na chuva. Com a capa de Chuva integrada, eu não tenho que me preocupar em levar uma capa de chuva a mais, o que ocuparia um espaço extra na mochila. Rápido, prático, discreto, de baixissimo volume e com logo refletivo, a capa de chuva salvou vários saquinhos de magnésio de chegarem no carro enxarcados!

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Capa de Chuva impermeável de baixo volume integrada

Compartimento principal com Fivela exclusiva super rápida

Eu adoro essa fivelinha. Ela é rápida de abrir com uma mão só e pra fechar é só empurrar, não precisa segurar, apertar nem nada, o próprio movimento na direção de abrir ou de fechar faz ela funcionar. É genial e no começo quando vc se liga como funciona, fica espantado como é que ninguém pensou nisso antes!

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Quem foi o gênio que inventou essa fivela?

Tiras Externas para carregar ítens por fora da mochila.

Eu descobri do pior jeito que quando você prende alguma coisa por fora da mochila, ela tem que estar “presa”, outrossim você pode tomar uma martelada na cabeça quando abaixa pra desviar de um galho, pular uma cerca…

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“Presilhas” especiais para fixar bastões de caminhada, Piolets de Gelo, Martelo e o que mais você quiser prender por fora pra não ficar “Balançando” ao leo. (observe a sujeira: Não tive pena, usei mesmo!)

No caso da Osprey Kestrel 48L há várias tiras em princípio pensadas para carregar Bastões de caminhada e Piolets de gelo. No entanto, para as minhas necessidades se adaptou perfeitamente para carregar o martelo que eu uso nas conquistas de vias, e a pistola injetora de cola da Âncora Sistemas de Fixação. Além disso as tiras são muito úteis para carregar a loninha que eu uso para estender no pico e colocar a mochila e os equipamentos em cima. Como é a primeira coisa que eu pego quando chego no pico e a última que guardo, nada mais lógico que guardar fora da mochila.

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Tiras externas pra carregar a loninha e capacete e garrafinha nos respectivos compartimentos de telinha elástica.

Porta Capacete Integrado na parte externa

Achei genial, e sonhava com o dia que teria uma mochila com compartimento externo para o capacete. Ainda mais eu, que sou daqueles manés que escala até esportiva de capacete né (aviso de ironia), então o capacete tava sempre junto. O melhor é que por fora, o capacete não ocupa um espaço precioso dentro da mochila, vai o saquinho de mag dentro dele, e na hora de apertar várias mochilas no porta malas é só tirar pra mochila ficar mais compacta. A telinha é molinha, porém com uma elasticidade absurda, você não fica com aquela má impressão de estar “esgarçando” um paninho frágil, pelo contrário. Além do mais, como a garantia da mochila é vitalícia, e eu não estou dando nenhum uso inadequado pra ela, (e mesmo se estivesse), daqui um tempo quando estiver esgarçado é só entrar em contato pra trocarem. Mas do jeito que a Osprey é, acho que vai demorar bastante até isso acontecer.

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O capacete cabia mais pra dentro, não fossem os pães de queijo no fundo…

Ajustes: a mochila se molda ao corpo

Com vários ajustes, tanto nas alças, quanto na barrigueira e no peitoral, a mochila “cola” no corpo e vai justinha, acompanhando o movimento do corpo de maneira inteligente. É bacana porque mesmo colada no corpo, aquele costado que eu falei no começo faz com que o suor não se acumule e haja uma boa aeração.

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Super ajustavel, ela se molda nas costas e distribui o peso de maneira uniforme. (Perceba a garrafinha deslocada à frente protegida, mais próxima ao corpo)

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Cinta-Peitoral com regulagem de altura e de largura. Detalhe para o Apito de emergência!

Compartimento para reservatório de água externo

Uma sacada também de mestre foi colocar o compartimento pra bolsa de hidratação (vulgo reservatório de água) do lado de fora. Assim você pode enchê-lo ou esvaziá-lo, troca-lo sem a necessidade de esvaziar a mochila (o que, quando é por dentro, demanda que a mochila seja esvaziada inteirinha se não não cabe). Na Kestrel, o fato do reservatório de água ser por fora faz com que o volume da água não “coma” o volume interno da mochila. (como só um pouquinho mas é irrisório na real).

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Local para reservatório de água do lado de fora, no costado – acesso rápido sem ter que abrir a mochila.

Desvantagens

Bem, como eu disse, coloquei a mochila pra ralar mesmo. Como se fosse minha boa e velha mochila pra ver se ela dava conta. Pra ter motivos pra reclamar e apontar onde poderia melhorar. A primeira coisa que eu não gostei é que eu estava adaptado a mochilas com abertura total, em que você abre uma tampa e imediatamente tem acesso a qualquer coisa na mochila sem ter que tirar outras coisas que estivessem por cima. No caso da Kestrel é preciso tirar as coisas que estão por cima para acessar as debaixo, ou abrir por baixo, caso a divisória não esteja regulada. No entanto quando eu estava subindo uma trilha bem íngreme, pensei que o tanto de conforto que a mochila oferece quando você está com ela nas costas compensa – e muito – essa configuração diferente. E depois de 3 meses já acostumei mesmo. Tiro tudo e ponho na minha loninha . As coisas pequenas estão fáceis e acessíveis nos bolsos, então até que a transição não foi tão dolorida.

Outro contra é que por ser muito confortável, você enche a mochila até não caber mais nada, depois ainda pendura um monte de coisa pra fora, e sai andando sem perceber que está pesado. Aí na primeira subida você fica ofegante e não sabe porquê. As pernas começam a doer e você não sabe porquê. Mas depois das primeiras vezes que acontece você começa a se adaptar e a  manerar no ritmo pra não ficar muito cansado, porquê você não percebe que tem uma mochila tão pesada nas costas. Pelo menos não senti desconforto nenhum nas trilhas de aproximação que eu fiz de no máximo 40minutos-1h.

Mais um ponto negativo (já que review sem ponto negativo não é review) é o preço. Tanto no Brasil quanto la fora ela figura entre uma das mais caras. No entanto se fizermos um gráfico de preço Vs. funcionalidade/qualidade, as Mochilas da Osprey como a Kestrel possuem um dos melhores custos benefícios pois a qualidade até no nível de detalhes é insuperável.

Importante ressaltar também que a Osprey oferece assistência técnica vitalícia sobre seus produtos.

Conclusões

Bem, não foi muito dificil me adaptar à minha nova mochila de Climb Osprey Kestrel 48L. Uma mochila extremamente confortável nas costas e ombros independente do peso, bastante resistente tanto à abrasão quanto nos pequenos detalhes (como zíperes, fivelas, etc..). Com seus muitos ajustes ela é versátil, podendo ser utilizada no volume máximo ou com pouca coisa, bastando pra isso utilizar as fitas de compressão para que ela fique sempre “justinha”. O volume gigante por dentro contrasta com o tamanho relativamente compacto por fora.

É uma mochila para quem quer levar todos os seus equipos de escalada e ainda o rango tudo numa mochila só (se bem que eu aprendi que a banana deve ir por fora em qualquer mochila se não tem que comer de colher com canela por cima – se é que vc me entende). Apesar do preço, deve-se pensar no longo prazo: é uma mochila pra se ter pra vida inteira, com uma garantia vitalícia que te da tranquilidade ao saber que você tem com quem contar caso algo não ocorra conforme o esperado. Eu pelo menos não tenho tido dó e ela está aguentando muito bem. É uma mochila para o escalador e montanhista consciente. Pra quem sabe que nos dias de hoje o mercado nos faz consumir cada vez mais coisas que precisamos cada vez menos, mesmo sem necessidade nos empurram produtos com obsolescência programada, para que tenhamos que comprar outro em pouco tempo (vide as Havaianas que eram infinitas e agora estão descartáveis ou o antigo Nokia com o jogo da cobrinha Vs. seu smartphone que não aguenta nem uma sentada com ele no bolso). Uma mochila que vai na contramão das tendências exploratórias do mercado e te oferece uma alternativa sustentável pra se ter como companheira, tranquilo de que ela sempre estará lá (mesmo porquê a mochila não vai te dar motivos pra pensar em comprar outra por um looongo tempo). A Osprey garante!

E as conquistas continuam!

Bem, esse é um post rapidinho pra dizer que estou indo pra Arcos hoje abrir vias não num setor novo, mas num pico novo…. se tudo der certo vamos abrir para a galera durante o festival..aguardem novidades… B)

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Vou aproveitar e pegar mais 500 chapas Gariglio pra oferecer pra vocês na Quero Escalar e também pra metralhar a região aqui dos arenitos com vias novas. Há picos novos, e a galera está se mobilizando em achar mais, isso é incrível! Abrir via é fácil, dificil é procurar pedras novas, falar com dono, negociar acesso, abrir trilha… E é nessa parte que a galera tem mandado décimo grau ultimamente e feito a diferença no climb da região. Depois abrir via a gente cola junto e  ensina, aprende, compartilha o conhecimento, equipos, etc… Bem, e agradecemos também a parceria da Âncora Sistemas de Fixação que tem apoiado as nossas conquistas de sobremaneira nos últimos meses! Ontem chegou mais uma remessa de Parabolts PBA, Alfa (especiais para arenitos mais friáveis), da cola AQI 380 (para colar agarras principalmente)  com bicos misturadores e tão importante quanto, uma das melhores, se não “As” melhores Brocas do mercado que eu já usei: A Twister e a Booster. Mói pedra, muito bom. E no pico novo ali em Brotas o arenito é um dos mais duros que eu já vi, tava precisando mesmo! =D

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Bem, agradeço o Apoio, no fim de semana vou tirar umas fotinhos para o Review da Mochila Kestrel 32 da OSPREY (que tem sido super pacientes e tem dado a maior vibe) e  dos chumbadores Âncora em ação!

C´ya!

 

PS – Tem umas 5 vias com top batido esperando pra serem terminadas no cuscuzeiro… em breveeee..😉

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Essa mochila é foda demais… Aguardem…

 

E o post de hoje vai para…

Gosto muito desse vídeo. O escalador não é nenhum Edu Marin de simpatia, mas o boulder é muito legal. Taí uma das coisas que eu gostaria de fazer um dia e não fiz, boulder com uma das pessoas com quem mais aprendi sobre mim mesmo, sobre a vida e sobre climb. Bem, ultimamente eu tenho feito bastante boulder (comparado com antes) e tem sido bastante divertido. As vezes os dias de Climb são 99% perfeitos, (menos quando a gente corta o dedo e tem que tomar 6 pontos na mão e fica 15 dias sem escalar por causa disso) mas sempre fica faltando aquele 1% que eu acho que pode ser explicada por aquela frase que diz que a felicidade só é real quando compartilhada. Humm, talvez eu goste do vídeo também por causa da música, e de me identificar um pouco com a letra.

Bem, por hoje serei breve, tendo sido mais longo que havia sido em algum tempo. Desejo tudo de melhor, de verdade. Assim que estiver de pé novamente (nem lembro como é isso) acerto as contas. Espero que não demore!

 

E o primeiro de Abril?

Dessa vez não é pegadinha, esse pico existe, as vias estão abertas e essa foto é só 10% da parede escalável. (e metade das vias abertas)

Dessa vez não é pegadinha, esse pico existe, as vias estão abertas e essa foto é só 10% da parede escalável. (e metade das vias abertas)

Bem, muita gente deve lembrar que ano passado rolou uma comoção geral por conta da minha pegadinha de primeiro de Abril. Muita gente veio tirar satisfação no pico, que não gostou nada da brincadeira. Pra quem não lembra (o post está aqui), fiz um post fake dizendo que haviamos descoberto uma suposta falésia aqui em São Carlos, contei toda a história de como achamos o local e desenvolvido até então as 17 vias negativas do pico. Fiz até um croqui fake sobre uma foto de uma parede podre real que havia tirado numa das nossas buscas por paredes novas na região. Mas era tudo mentira e todo mundo acreditou hahaha Devo confessar que dessa vez eu me superei, pois como vc´s sabem, a zueira não tem limites. Teve nego de fora ja me ligando se programando pra vir conhecer o  pico novo no próximo feriado, gente criticando a grampeação, gente parabenizando enfim, o bagulho deu o que falar. Mas o meu intuito foi alcançado, porém não sabia eu que de maneira tão contundente. Queria eu dar um chacoalho na galera que se ninguém ajudasse a procurar picos de escalada novos, continuaríamos sempre na mesma de ir pros mesmos Cusco e Itaqueri de sempre. E de lá pra cá muita coisa mudou!

Primeiro que a correria com os trabalhos aqui na Quero Escalar nem me permitiram fazer uma pegadinha esse ano (esse post era pra ter sido no primeiro de Abril, então vai vendo a correria). Segundo que agora temos mais 3 picos novos em andamento. Um deles com potencial para se tornar o maior polo de escalada do interior paulista em poucos anos. As chapas estão indo que nem água. Em virtude das conquistas e das viagens vieram dois apoios importantes: da maior e melhor marca de chumbadores e parabolts da América Latina, que é a Âncora Sistemas de Fixação e de uma das melhores e mais confiáveis marcas de mochilas do mundo, a Osprey, através da representante aqui no Brasil, a Bronet do Brasil.

Boulders Incríveis em Franca!

Boulders Incríveis em Franca!

E de repente, lá em Franca junto com o Xerife local, o Wagner, começamos a abrir as primeiras vias numa parede estranha, um arenito que eu não estava acostumado. Era o começo do Pico do Mané: um fds inteiro pra abrir uma, duas vias (também pudera, parede de 60m, abrindo vias de 30/35m, queria o que? Aqui escacalamos antes pra ver onde ficam as melhores proteções, pra via ficar segura). Mas era  legal, mesmo que o pico ficasse com tipo, 10 vias, tava ótimo! Não tínhamos idéia do potencial do pico no começo. Só íamos lá curtir a parceria, o climb e a abertura de vias. Só que hoje o pico conta com 43 vias e contando. O potencial é absurdo. Com parede de 60m de altura e quase 1km de extensão o potencial é por baixo, para umas 300 vias. Vias esportivas com grampeação segura padrão IFSC (daquela que vc pode entrar mesmo estando acima do seu grau que vc não vai morrer – só isso já é polèmica para um post inteiro tem gente que gosta de correr risco de vida qdo ta escalando: nas minhas vias esportivas não!). Vias móveis com fendas perfeitas no melhor estilo Indian Creek que provavelmente vão chegar no cume. Tetos com agarrão. Um arenito duro, cheio de agarras, coisa que eu, escolado em Cuscuzeiro, Itaqueri e Invernada – expoentes do arenito aqui do interior – ainda não tinha visto igual! Rapidamente a comunidade escaladora de Franca cresceu, o Wagner, o Eliel bactéria “Jah” e a Renata Parreira com o apoio do Everton da academia de escalada Enjoy Climb & Fitness fundaram a AFER – Associação dos Escaladores de Franca e região. Hoje o pico conta com alguns Boulders super legais também, uma cachoeira a 5 minutos, outras paredes com bastante potencial nos arredores e muita, mas muita rocha pra abrir via.

E de repente os amigos de Jaú/Bauru Leo Franceschini e Marco Curi, junto com o Artur Teixeira de Ribeirão Preto (da Moountain) descobriram um lugar de fácil acesso na beira da rodovia que os antigos escaladores de São Carlos sempre conheciam por “não ser bom pra escalada” pela qualidade da rocha. Mas ninguém falou que não era bom pra boulder – e então limparam vários blocos e abriram vários boulders incríveis, deixando em aberto pra gente poder continuar o trabalho. E eu, que nunca fui do Boulder, pirei na modalidade no último OuroBoulder lá em Ouro Preto. E comecei a colar nesse pico pra fazer boulder, que tem como característica uma formação rochosa de formato fálico muito curioso, que rendeu o apelido ao pico: Caralha de Brotas.  E de tanto ir lá, de repente comecei a flagrar que a rocha não parecia tão ruim assim. Aliás, é o arenito mais duro de todas as 5 falésias de arenito que este post comenta. Hoje já são 5 vias na Caralha (5º, 6º, 7a e 7b e a normal em móvel de acesso ao cume, um 4º grau) e mais 4 vias incríveis numa das falésias ao lado. E já achamos mais um monte de blocos de boulder esperando pra serem limpos e escalados, e várias paredes com vias pra serem abertas.

E de repente os locais de Itirapina, através da figura do Murilo e a Vanessa da Academia Atitude, o Eduardo Santini, o Stélio e o Romário (o Bruno tava viajando) deram um puta gás num pico onde eles junto com o Animal daqui de São Carlos haviam aberto algumas vias uns 5 anos atrás. É o pico do Colorido, onde estão saindo bastantes vias fortes, na sombra, abrigadas da chuva, onde a meu ver está o next level da escalada Hard aqui no interior. Tudo oitavo grau até embaixo dos tetos, e as continuações estão lá, esperando pra serem abertas passando pelos tetos. Muita coisa promissora naquela Falésia também!

Claro que enquanto isso teve conquistas no Cuscuzeiro, Itaqueri e na invernada. Mas não é incrível como a união da galera, atacando em várias frentes trouxe um progresso de maneira exponencial para a escalada “local”? Entre aspas porque Franca está a 200km de São Carlos, mas tudo aqui é arenito, e interior. As prospecções não param, estamos de olho em outras falésias. Não pretendo abrir 100 vias em todas, mas abrir algumas vias e catalogar e divulgar, soltar um croquizinho já deixa o gancho aberto para as futuras gerações que vierem na nova leva de escaladores levarem o pico adiante, tal qual foi com a gente outrora! É muito bacana ver essa evolução, a sensação de estar escalando no “quintal de casa” em um pico diferente dos mesmos já batidos Cuscuzeiro, Itaqueri e Invernada é impagavel! Só falta agora aquele campo de Boulder com 400 blocos de 8m de altura com negativo num terreno plano e de fácil acesso hehehe Bem, eu sonhei antes, e to vendo rolar, sigo sonhando! =D

Videos do Ano…

Tenho visto poucos videos ultimamente por causa da correria do dia a dia, muito trampo, climb, faxina em casa, etc…😛

Mas hoje consegui assistir uma meia duzia e fiquei extremamente impressionado. Realmente motivo pra vir fazer um post rapidinho, pq são realmente diferentes e muito melhores.

Começando com esse “Raices” que é Chileno e olha…. quase soltou uma lágrima aqui viu, pq te falá! Coisa linda o que esses Chilenos tem bem pertinho de Santiago. Rocha que é a coisa mais linda, uma natureza incrivel e uma comunidade unida e proativa. Segunda capital na America Latina fora do brasil depois de Montevidéu pra morar um dia q eu pensei foi Santiago!!!!

O segundo, foi vagabundo… não, to zuando.. o segundo foi bem massa também, ainda sob as lagrimas efeito do filme anterior, por isso ainda até que foi bem demais… Mas também foi fácil! Uma rocha LA-RAN-JA MA-RA-VI-LHO-SA parecida com a do Pico do Mané em Franca. Do tipo que da vontade de entrar mesmo que seja um dôzimo grau… Tem vários moves parecidos com a Cave e com o Boulder de Itaqueri (uns regletinhos arredondadinhos, uns pé altos…) Inclusive tem uma hora q parece muito com o final da Cinematográfica e Epopéia lá no Mané em Franca. Chega a ser pornográfico de tão bonita essa rocha, gente… sério mesmo!

Aí depois ja emendei nesse do meu queridinho Edu Marin e seu papi, que escalam juntos décimos e ônzimo graus de parede. Esse último vídeo de uma série de 3 foi muito legal tbm, a série toda parece meio ficção, com algumas zueirinhas e tal, mas bem massa! E o GPS vertical mostrando que altura eles tao do chao, tbm mto bom!! AH! Se liga que tem uma hora que o Edu Marin chega numa parada depois de um crux, aí ele da uma bambeada e pega na costura antes de clipar…. pareceu q ele ia cair, desesperou e pegou na costura e soltou um gritinho de Yeah! ou Ha-ha-ha-UOUUU… e pega na costura tipo pra disfarçar que ja ia pegar na costura mesmo kkkkkk Enfim, mó viagem, mas emocionante o filme também, com as comemorações no final e talz… (Pena q não da pra ver aqui né, mas clica aí pq é massa de-más… e recomendo ver os outros tbm..)

http://www.epictv.com/media/podcast/edu-marins-race-against-time-on-chamonix-8b-king-line-voie-petite/604072

E por fim, eu ja achando que ja tinha visto superproduções demais e que o próximo vinha para cagar a sequência de cadenas de videos bons…. Eis que me muerrdoooo a la lengua e é um puta video da hora do Dani Fuertes dando uma na via Bongada, um 9a francês. O Dani é timido, ngm ouve mto falar dele e talz, mas porra, super da hora o video e a CT deve estar dando pulos de alegria dessa altura por ver um video tao bom com seu atleta. Detalhe para a modernidade dos videos né? Pudemos reparar nos outros filmes também que os equipos ja tao sendo postos em primeiro plano, um zoomzinho aqui, uma macrozinho acolá.. e eu que sou viciado e adoro equipos, vish…. vou à loucura! huahahuauh Filme pornô ñão me empolga tanto quanto videos de escalada que mostra os equipamentos de escalada, novinhos, brilhando na parede.. ô grória… haha.

 

Mano, e olha que incrível essa parede… imagina a pira do maluco que abriu essa via! Que privilegiado deve ser o cara, com uma puta visão né, a linha perfeita de agarras pelas quais passa a via, em dois tetos simplesmente formidáveis, coisa mais incrível!! (Só não é mais bonita que aquela do video de cima “Eye of the tiger”)…

Nuuuuu! Falei demais! Ia só postar os videos na sequencia mas não resisti.. tive que comentar um por um…

Valews falows?😉