Review: Mochila Osprey Kestrel 48

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Mochila carregada para mais um dia de Conquistas no Pico novo aqui nos arenitos do interior de SP

Quando a gente ganha um equipo novo pra fazer review, normalmente a gente sempre procura falar bem. Mas aí, Ariano que sou, resolvi ser do contra e botar a mochila pra ralar mesmo. Assim eu poderia ter bastante  “bagagem” (tu-dun-tssss) pra poder falar dessa mochila e pra ver se ela ia aguentar todo o “abuso” que eu costumo dar aos meus equipos. Achei importante também não ler nenhum review de mochila antes pra não sugestionar minha avaliação.

Nesses praticamente 3 meses com a Mochila, pude levar ela pra Escalar Trad, Esportiva e principalmente pra abrir via (as vezes as 3 modalidades ao mesmo tempo). E quem abre via sabe o tanto de peso que vai além das tradicionais costuras, cadeirinha, corda, mosquetões, sapatilhas, capacete, magnésio, água, café e eventualmente os móveis. Em dia de conquista, além de tudo isso, levo também furadeira de bateria, muitos parabolts, chapeletas, correntes, argolas, martelo, cola, e muito mais! Foram 3 meses intensos!

E por coincidência nessa época voltei a estar em forma e a apertar novamente. É massa poder contar com equipamentos que correspondem à nossas expectativas e nos dão suporte para nossas atividades, e não apenas “quebram o galho”. Mas vamos parar de Bla-bla-bla e vamos ao que interessa que é a Mochila Kestrel 48L.

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Osprey Kestrel 48L – Sim, ela é linda mesmo!

A característica que mais chama atenção é o Conforto.

O costado especial Osprey confere a essa mochila uma sensação de que a mochila está leve, mesmo no limite indicado pelo fabricante. Não raro numa subida  começava a sentir dor nas pernas e não sabia porquê, até lembrar que era porque a mochila estava com a capacidade máxima de peso mas sem sentir desconforto nenhum nas costas, tentava manter o ritmo de quem estivesse caminhando sem mochila.

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Costado regulável de acordo com a altura do usuário, transpirável e extremamente confortável

Muitos bolsos organizam sem comprometer a quantidade de espaço interno

Eu tive uma mochila nacional com a mesma litragem uns 8 anos atrás. Fiquei com a mochila tipo 2 meses pois não suportei o fato de não caber nada nela. Eram muitos bolsos e que “comiam” o espaço interno, e no compartimento principal da mochila não cabia nada. E nem nos bolsos.

Essa mochila possui o compartimento principal extremamente grande, e os vários bolsos cumprem uma nobre função: Organização, coisa que eu adoro – além de se traduzir em segurança quando o assunto é montanhismo. Rápido acesso às suas coisas pode significar chegar seco no carro, não perder um momento que você quer fotografar, ou, como foi o meu caso, significou rápido estancamento de um ferimento que tive no dedo pois acessei rapidamente meu estojo de primeiros socorros que fica na cabeça da mochila.

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O zipper na parte inferior permite acesso ao compartimento que pode ser junto com o principal ou separado através de uma divisória regulável.

O Compartimento inferior possui uma divisória, então é perfeito pra deixar o Anoraque e minha toca, assim, caso esfrie muito, não preciso esvaziar a mochila inteira para acessar esses ítens.  Achei SEN-SA-CIO-NAL que essa divisória é regulável, então esse compartimento inferior pode ser tão pequeno quanto se queira (o espaço mínimo para o meu anoraque) ou inexistente. No começo deixei regulado no máximo pois algumas vezes carregava a furadeira em separado, mas quando não levava-a senti que sobrava espaço no fundo e faltava no compartimento principal – o que se resolveu pela regulagem interna da divisória.

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Tiras de puxar o Ziper incríveis!

E na hora de abrir os diversos compartimentos, os pequenos puxadores do ziper são uma mão na roda. Sabe quando você fica caçando o zíper meia hora até acha-lo pra poder abrir aquele bolso? Aqui não!  É sempre fácil achar o zíper, e mais fácil ainda  puxa-lo com estas tiras especiais emborrachadas que tem o formato do dedo.

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Bolso telado sob a cabeça da mochila

Existe um bolso sob a cabeça da mochila que é de “telinha”. Em princípio imaginei que fosse para colocar pequenos ítens, qual não foi minha surpresa ao descobrir  um uso que não sei nem se foi pensado pra esse fim, mas me salvou! Minha lanterna de cabeça tem um sistema de regulagem que quando está muito claro (ou olhando num objeto próximo) ela fica fraca, e quando está muito escuro (ou olhando para longe) ela fica forte. Guardei ali minha lanterna e certa vez achei ela ligada (era dia). Mas como a telinha deixa a luz passar, a lanterna estava no mais fraco, não tendo consumido muita bateria, e, caso tivesse ficado acesa nesse esquema mais de 15mins teria se apagado (configuração da lanterna). Quem nunca achou a Headlamp acesa dentro da mochila? Bem, com esse bolso também fica fácil de ver, mesmo que sua lanterna não tenha o sistema como a minha, se a lanterna está acesa ou não.

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Bolsos laterais volumosíssimos e discretos

Aposto que você nem tinha reparado que essa mochila possuía esses dois bolsos na lateral da mochila. São enormes, e sempre coloco meu café num deles (porque nos bolsos externos de telinha elástica eu coloco minhas garrafas de 2l de água). No outro normalmente vai a câmera fotográfica, esparadrapão, Magnésio Líquido, protetor solar e outras pequenices não tão pequenas assim. E os bolsos são estrategicamente colocados na lateral, “forçando” as “telinhas” de suporte das garrafas para a parte mais interna da mochila, junto às costas. Isto torna o acesso com uma mão só à garrafa muito mais prático. A principal vantagem, no entanto, é que ficando pra dentro, a tela elástica fica protegida de raspar em troncos, galhos com espinhos, corrimãos (e o que você puder imaginar que raspa que pode gastar e danificar a telinha). Minha mochila antiga tinha a telinha completamente destruída por conta disso. Muito bem pensado!

E ainda, falando sobre os vários compartimentos, um dos mais úteis, ainda mais pra quem costuma perder as coisas como eu, é o bolso que fica na barrigueira. Fechou o carro, apertou o alarme e zás, coloca a chave na barrigueira. Só vou acessar de noite quando estiver de volta. Rápido e sem bagunça! (ah, e com aquele esqueminha no ziper pra achar rapidinho 😉 )

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Bolsos nas duas barrigueiras para guardar ítens importantes de rápido acesso!

Bolso discreto com Capa de Chuva integrada

Esse ano as chuvas foram muito intensas aqui no interior de São Paulo, e muitos dos aproaches ou saídas do Climb foram na chuva. Com a capa de Chuva integrada, eu não tenho que me preocupar em levar uma capa de chuva a mais, o que ocuparia um espaço extra na mochila. Rápido, prático, discreto, de baixissimo volume e com logo refletivo, a capa de chuva salvou vários saquinhos de magnésio de chegarem no carro enxarcados!

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Capa de Chuva impermeável de baixo volume integrada

Compartimento principal com Fivela exclusiva super rápida

Eu adoro essa fivelinha. Ela é rápida de abrir com uma mão só e pra fechar é só empurrar, não precisa segurar, apertar nem nada, o próprio movimento na direção de abrir ou de fechar faz ela funcionar. É genial e no começo quando vc se liga como funciona, fica espantado como é que ninguém pensou nisso antes!

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Quem foi o gênio que inventou essa fivela?

Tiras Externas para carregar ítens por fora da mochila.

Eu descobri do pior jeito que quando você prende alguma coisa por fora da mochila, ela tem que estar “presa”, outrossim você pode tomar uma martelada na cabeça quando abaixa pra desviar de um galho, pular uma cerca…

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“Presilhas” especiais para fixar bastões de caminhada, Piolets de Gelo, Martelo e o que mais você quiser prender por fora pra não ficar “Balançando” ao leo. (observe a sujeira: Não tive pena, usei mesmo!)

No caso da Osprey Kestrel 48L há várias tiras em princípio pensadas para carregar Bastões de caminhada e Piolets de gelo. No entanto, para as minhas necessidades se adaptou perfeitamente para carregar o martelo que eu uso nas conquistas de vias, e a pistola injetora de cola da Âncora Sistemas de Fixação. Além disso as tiras são muito úteis para carregar a loninha que eu uso para estender no pico e colocar a mochila e os equipamentos em cima. Como é a primeira coisa que eu pego quando chego no pico e a última que guardo, nada mais lógico que guardar fora da mochila.

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Tiras externas pra carregar a loninha e capacete e garrafinha nos respectivos compartimentos de telinha elástica.

Porta Capacete Integrado na parte externa

Achei genial, e sonhava com o dia que teria uma mochila com compartimento externo para o capacete. Ainda mais eu, que sou daqueles manés que escala até esportiva de capacete né (aviso de ironia), então o capacete tava sempre junto. O melhor é que por fora, o capacete não ocupa um espaço precioso dentro da mochila, vai o saquinho de mag dentro dele, e na hora de apertar várias mochilas no porta malas é só tirar pra mochila ficar mais compacta. A telinha é molinha, porém com uma elasticidade absurda, você não fica com aquela má impressão de estar “esgarçando” um paninho frágil, pelo contrário. Além do mais, como a garantia da mochila é vitalícia, e eu não estou dando nenhum uso inadequado pra ela, (e mesmo se estivesse), daqui um tempo quando estiver esgarçado é só entrar em contato pra trocarem. Mas do jeito que a Osprey é, acho que vai demorar bastante até isso acontecer.

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O capacete cabia mais pra dentro, não fossem os pães de queijo no fundo…

Ajustes: a mochila se molda ao corpo

Com vários ajustes, tanto nas alças, quanto na barrigueira e no peitoral, a mochila “cola” no corpo e vai justinha, acompanhando o movimento do corpo de maneira inteligente. É bacana porque mesmo colada no corpo, aquele costado que eu falei no começo faz com que o suor não se acumule e haja uma boa aeração.

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Super ajustavel, ela se molda nas costas e distribui o peso de maneira uniforme. (Perceba a garrafinha deslocada à frente protegida, mais próxima ao corpo)

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Cinta-Peitoral com regulagem de altura e de largura. Detalhe para o Apito de emergência!

Compartimento para reservatório de água externo

Uma sacada também de mestre foi colocar o compartimento pra bolsa de hidratação (vulgo reservatório de água) do lado de fora. Assim você pode enchê-lo ou esvaziá-lo, troca-lo sem a necessidade de esvaziar a mochila (o que, quando é por dentro, demanda que a mochila seja esvaziada inteirinha se não não cabe). Na Kestrel, o fato do reservatório de água ser por fora faz com que o volume da água não “coma” o volume interno da mochila. (como só um pouquinho mas é irrisório na real).

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Local para reservatório de água do lado de fora, no costado – acesso rápido sem ter que abrir a mochila.

Desvantagens

Bem, como eu disse, coloquei a mochila pra ralar mesmo. Como se fosse minha boa e velha mochila pra ver se ela dava conta. Pra ter motivos pra reclamar e apontar onde poderia melhorar. A primeira coisa que eu não gostei é que eu estava adaptado a mochilas com abertura total, em que você abre uma tampa e imediatamente tem acesso a qualquer coisa na mochila sem ter que tirar outras coisas que estivessem por cima. No caso da Kestrel é preciso tirar as coisas que estão por cima para acessar as debaixo, ou abrir por baixo, caso a divisória não esteja regulada. No entanto quando eu estava subindo uma trilha bem íngreme, pensei que o tanto de conforto que a mochila oferece quando você está com ela nas costas compensa – e muito – essa configuração diferente. E depois de 3 meses já acostumei mesmo. Tiro tudo e ponho na minha loninha . As coisas pequenas estão fáceis e acessíveis nos bolsos, então até que a transição não foi tão dolorida.

Outro contra é que por ser muito confortável, você enche a mochila até não caber mais nada, depois ainda pendura um monte de coisa pra fora, e sai andando sem perceber que está pesado. Aí na primeira subida você fica ofegante e não sabe porquê. As pernas começam a doer e você não sabe porquê. Mas depois das primeiras vezes que acontece você começa a se adaptar e a  manerar no ritmo pra não ficar muito cansado, porquê você não percebe que tem uma mochila tão pesada nas costas. Pelo menos não senti desconforto nenhum nas trilhas de aproximação que eu fiz de no máximo 40minutos-1h.

Mais um ponto negativo (já que review sem ponto negativo não é review) é o preço. Tanto no Brasil quanto la fora ela figura entre uma das mais caras. No entanto se fizermos um gráfico de preço Vs. funcionalidade/qualidade, as Mochilas da Osprey como a Kestrel possuem um dos melhores custos benefícios pois a qualidade até no nível de detalhes é insuperável.

Importante ressaltar também que a Osprey oferece assistência técnica vitalícia sobre seus produtos.

Conclusões

Bem, não foi muito dificil me adaptar à minha nova mochila de Climb Osprey Kestrel 48L. Uma mochila extremamente confortável nas costas e ombros independente do peso, bastante resistente tanto à abrasão quanto nos pequenos detalhes (como zíperes, fivelas, etc..). Com seus muitos ajustes ela é versátil, podendo ser utilizada no volume máximo ou com pouca coisa, bastando pra isso utilizar as fitas de compressão para que ela fique sempre “justinha”. O volume gigante por dentro contrasta com o tamanho relativamente compacto por fora.

É uma mochila para quem quer levar todos os seus equipos de escalada e ainda o rango tudo numa mochila só (se bem que eu aprendi que a banana deve ir por fora em qualquer mochila se não tem que comer de colher com canela por cima – se é que vc me entende). Apesar do preço, deve-se pensar no longo prazo: é uma mochila pra se ter pra vida inteira, com uma garantia vitalícia que te da tranquilidade ao saber que você tem com quem contar caso algo não ocorra conforme o esperado. Eu pelo menos não tenho tido dó e ela está aguentando muito bem. É uma mochila para o escalador e montanhista consciente. Pra quem sabe que nos dias de hoje o mercado nos faz consumir cada vez mais coisas que precisamos cada vez menos, mesmo sem necessidade nos empurram produtos com obsolescência programada, para que tenhamos que comprar outro em pouco tempo (vide as Havaianas que eram infinitas e agora estão descartáveis ou o antigo Nokia com o jogo da cobrinha Vs. seu smartphone que não aguenta nem uma sentada com ele no bolso). Uma mochila que vai na contramão das tendências exploratórias do mercado e te oferece uma alternativa sustentável pra se ter como companheira, tranquilo de que ela sempre estará lá (mesmo porquê a mochila não vai te dar motivos pra pensar em comprar outra por um looongo tempo). A Osprey garante!

E as conquistas continuam!

Bem, esse é um post rapidinho pra dizer que estou indo pra Arcos hoje abrir vias não num setor novo, mas num pico novo…. se tudo der certo vamos abrir para a galera durante o festival..aguardem novidades… B)

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Vou aproveitar e pegar mais 500 chapas Gariglio pra oferecer pra vocês na Quero Escalar e também pra metralhar a região aqui dos arenitos com vias novas. Há picos novos, e a galera está se mobilizando em achar mais, isso é incrível! Abrir via é fácil, dificil é procurar pedras novas, falar com dono, negociar acesso, abrir trilha… E é nessa parte que a galera tem mandado décimo grau ultimamente e feito a diferença no climb da região. Depois abrir via a gente cola junto e  ensina, aprende, compartilha o conhecimento, equipos, etc… Bem, e agradecemos também a parceria da Âncora Sistemas de Fixação que tem apoiado as nossas conquistas de sobremaneira nos últimos meses! Ontem chegou mais uma remessa de Parabolts PBA, Alfa (especiais para arenitos mais friáveis), da cola AQI 380 (para colar agarras principalmente)  com bicos misturadores e tão importante quanto, uma das melhores, se não “As” melhores Brocas do mercado que eu já usei: A Twister e a Booster. Mói pedra, muito bom. E no pico novo ali em Brotas o arenito é um dos mais duros que eu já vi, tava precisando mesmo! =D

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Bem, agradeço o Apoio, no fim de semana vou tirar umas fotinhos para o Review da Mochila Kestrel 32 da OSPREY (que tem sido super pacientes e tem dado a maior vibe) e  dos chumbadores Âncora em ação!

C´ya!

 

PS – Tem umas 5 vias com top batido esperando pra serem terminadas no cuscuzeiro… em breveeee.. 😉

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Essa mochila é foda demais… Aguardem…

 

Anunciando Novo Apoio!

2016 tem sido um ano muito bom. As aberturas de vias estão a todo vapor, mudamos o logo para um muito mais moderno e visual, já tivemos um Curso Básico de Escalada semana passada, há novos produtos no site (mas  estamos providenciando mais, calma!) e já fechamos o Patrocínio do Campeonato Brasileiro para a etapa de Boulder na Campo Base em Curitiba. E agora eu gostaria de anunciar que fechei uma parceria e estarei recebendo apoio como atleta e difusor do esporte, das Mochilas OSPREY, através da empresa que faz sua distribuição no Brasil, a Bronet do Brasil.

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Apoiadores: OspreyPacks e Âncora Sistemas de Fixação

Foi tanta coisa que aconteceu no final do ano que realmente as postagens ficaram bem escassas, acho que em praticamente 7 anos de blog,  foram poucas as vezes que isso aqui ficou tanto tempo sem uma postagem. Mas também pudera: Estivemos nos empenhando a todo vapor nas conquistas no nosso novo queridinho aqui do interior, o Pico do Mané em Franca. O Post do Encontro de Escaladores do Nordeste era o próximo, com 6 meses de atraso hahaha Ah! E tem também um post com  algumas fotos das vias e Boulders que a gente abriu na Caralha de Brotas.  Em breve vamos focar mais ali naquele pico que tem um bom potencial para mais vias e boulders.

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Eu ostentando o novo Crash da Quero Escalar, que ainda nem deu tempo de por no site..

Mas Enquanto isso, não muito longe dali… Eu quero agradecer a parceria  com a Bronet do Brasil e da Osprey e a confiança em mim depositadas. Sempre achei as mochilas Osprey as melhores do mercado, e todo mundo sabe disso pq afinal, todo mundo que me perguntava qual mochila comprar, sempre recomendei Osprey, tanto que vários amigos tem Osprey ha varios anos por recomendação! Assim como foi com a Edelrid, é muito bom poder usar e trabalhar com um equipamento que você  gosta, confia e depois de um tempo não sabe como podia ter vivido sem!

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A Miuxa e eu temos aprovado a Osprey Aether 70, essa daí é na Bocaina, no setor dos paulistas

Eu já tinha uma mochila que eu tava usando pra cacete, brilhando muito nas conquistas lá em Franca pois mesmo com corda, costuras, cadeirinha, sapatilha, Furadeira  e equipamentos de conquista (como chapeletas, bolts, martelo, correntes, entre outras coisas bem pesadas) eu dizia que a mochila ficava tão confortável nas costas que depois de um tempo você acabava ficando com dor na perna na subida, pois vc não se lembrava que estava carregando tanto peso e queria continuar andando na subida na mesma velocidade que estava no plano hahahaha Enfim, em breve farei as avaliações das mochilas, o que não vai ser muito dificil pois eu já sei do seu potencial. O melhor é que a Osprey oferece garantia vitalícia para suas mochilas, para qualquer eventualidade: Se seu cachorro comer sua mochila, ou se cair uma pedra nela escalando, ou se o ziper emperrou, eles irão arrumar pra você, se se não der pra arrumar, rola uma mochila nova, é incrível!

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Aonde temos ido tem uma Mochila Osprey por perto, essa vermelha foi uma recomendação minha pra Dani em 2012.

 

Reconhecimento, apoios e parcerias! (E muito trabalho)

Reunião na fábrica/escritório da Âncora Sistemas de Fixação

Reunião na fábrica/escritório da Âncora Sistemas de Fixação

Bem, e depois da última trip relatada, fui um final de semana pra Franca abrir vias no pico do Mané novamente com o Wagner e o São Carlos Pression Team. Depois o pessoal de Bauru através do Léo e do Curi nos apresentaram um pico de boulder muito legal aqui perto de São Carlos, do lado do pedágio de Brotas (em breve post). Na sequência recebi a visita Ilustre da Dani, diretamente da gringa para os corredores da Quero Escalar, e com quem, junto com o Ives e o Cleverson embarcamos para mais uma trip de 10 dias, dos quais 7 foram abrindo vias em Arcos, e 3 no festival de Boulder em OuroPreto.

Depois de tanto trabalho abrindo vias, o reconhecimento por todo esse empenho veio através da parceria e do apoio a mim dado pela maior empresa de chumbadores da América Latina, a Âncora Sistemas de Fixação, que disponibilizou toda a linha de Chumbadores Químicos e os melhores chumbadores mecânicos para abertura de vias nos arenitos do Interior e nos Calcários de Arcos, MG.

Toda a linha de ampolas, barras roscadas, brocas top de linha, cola bicomponente e aplicadores!

Toda a linha de ampolas, barras roscadas, brocas top de linha, cola bicomponente e aplicadores!

É fundamental esse apoio para a escalada como um todo pois a linha de chumbadores químicos através da pistola que mistura os reagentes da cola “bicomponente” exclusiva da Âncora e das Ampolas para utilização com barras roscadas é uma novidade entre os escaladores, uma vez que atualmente é feito o uso “Artesanal” de uma outra cola, a Sikadur em furos com chumbadores de expansão mecânica que acabam funcionando como “químicos”. Essas novas alternativas  aumentam as opções que temos para proteções nas nossas vias de escalada, especialmente nos arenitos, e o melhor, são alternativas “oficiais” homologadas e não soluções de fundo de quintal como as que vinhamos usando até então. Conhecimento técnico será testado na prática em breve, e quem precisar de orientação é só nos procurar através da Quero Escalar!

Separando os materiais para mais uma abertura de via, depois de tanto tempo abrindo via longe, dessa vez no quintal de casa, em Itaqueri!

Separando os materiais para mais uma abertura de via, depois de tanto tempo abrindo via longe, dessa vez no quintal de casa, em Itaqueri!

No último final de semana utilizamos algumas proteções fixas na Abertura de uma via nova em Itaqueri da Serra. O Arenito ali é muito bom, quase um quartzito, e por isso, não foi necessário o uso dos chumbadores químicos. Utilizei os chumbadores PBA tradicionais de 9cm por 3/8″. A via ficou fácil, perto do setor 2,5 que estamos apelidando de setor 2,75 pois é passando uns 20m o setor 2,5. Excelente para quem está começando a guiar. Do lado já flagrei que da pra abrir mais uma, em breve eu volto, faço a limpeza necessária de blocos, musgos e terra para poder abri-la e torná-la segura. Conquistamos a Danizinha, a Bia e eu, e o nome estamos definindo ainda. Houveram muitas piadas internas no mesmo dia para que apenas uma definisse o nome da via rsrs.

Então já que eu gosto de abrir vias, bora abrir vias! \o/

Então já que eu gosto de abrir vias, bora abrir vias! \o/

Ah! E agora também estou em mais um time exclusivo de atletas! Time da Nóis Que Feiz, que através da figura do grande João Ricardo posso dizer que faço parte dessa equipe também, com muita honra e orgulho!

João Ricardo, atleta Quero Escalar e um dos cabeças da Nóis Que Feiz, e eu, Cabeça da QE atleta Nóis que Feiz!

João Ricardo, atleta Quero Escalar e um dos cabeças da Nóis Que Feiz, e eu, Cabeça da QE atleta Nóis que Feiz!

Uma das figuras mais simpáticas de Campinas, e fortíssima escaladora da Nóis Que Feiz Juliana (está desmaiada) Exel num dia de integração Boulderista-Fazendo-Via no Cuscuzeiro.

Uma das figuras mais simpáticas de Campinas, e fortíssima escaladora da Nóis Que Feiz Juliana (está desmaiada) Exel num dia de integração da Equipe Nóis Que feiz (Boulderista-Fazendo-Via) no Cuscuzeiro.

Ah! E no último final de Semana de Agosto tem Curso de Escalada da Quero Escalar! Clique aqui, conheça mais sobre o curso e faça sua inscrição, aprenda com a gente! Nosso método didático tem sua eficácia comprovada por 6 anos de tradição e muitos alunos que nos recomendam até hoje!

Faça já sua inscrição!

Faça já sua inscrição!

E beleza, só que ainda não acabou!! No dia 3 de setembro embarco pra Fortaleza, onde irei abrir vias para o 15º EENE (Encontro de Escaladores do Nordeste) e no dia 6 as 20h darei uma palestra sobre os principais erros que os escaladores cometem na hora de escalar. Estou muito ansioso! Vamos?

Partiu EENE! *poster não oficial do evento ;)

Partiu EENE! *poster não oficial do evento 😉

E em Outubro vai ter o maior encontro de escalada do País!! RockBocaina esse ano cheio de novidades, novo espaço, abrigo renovado, reformado, melhorado, nuuu… vai ser bão dimais da conta sô! A Quero Escalar (pra variar) está patrocinando também e vai ter o sorteio de uma corda no festival!! A Vibe da Bocaina é incrível e se você não conhece, só vá.

Vai ser o evento do Ano! Em Araxá, não perca!

Vai ser o evento do Ano! Em Araxá, não perca!

Ah, e falando em apoios, a Quero Esclar também tem a honra de apoiar mais uma iniciativa: A série “Escalatrizes”, que conta a história de várias escaladoras e suas cadenas épicas. Saiu o primeiro episódio semana passada e amanhã sai o próximo! #ansioso

Está muito legal essa fase de muito trabalho, muita correria, quase tempo pra nada, mas mais legal ainda é que ele tem tido reconhecimento. Por isso agradeço a todos que tem me apoiado como a ÂNCORA sistemas de Fixação, a Nóis Que Feiz, a Edelrid, o pessoal do Abrigo Base de Arcos e toda a galera que por onde passamos dá a vibe!!! Isso tudo só se tornou possível devido à Economia solidária: Você compra na Quero Escalar que é uma loja pequena mas que adota um modelo de negócios bastante simples porém eficiente, justo e honesto. A gente apoia eventos, campeonatos, atletas e vai pessoalmente abrir vias, e tudo isso é revertido diretamente em mais oportunidades pra VOCÊ poder escalar. E o mais legal, cobrando menos por isso que as outras lojas e até mesmo que os muambeiros que, sem ter que pagar impostos, ainda cobram mais caro pelos produtos do que na nossa loja! Muito obrigado a todos! Gratidãooo 😉 _/\_

Nova via em Itaqueri (não é primeiro de abril)

A foto do post de hoje não é em Itaqueri, mas sim a Marina na Fimose.

A foto do post de hoje não é em Itaqueri, mas sim a Marina na Fimose.

Todo mundo acreditou na lorota de primeiro de abril que eu criei. É simples, contei vários fatos reais como nossa busca incessante por picos novos na região do arenito e linkei-os a uma mentirinha. O problema de não termos ainda um pico novo sempre acaba sendo: As mesmas 3 ou 4 pessoas somente nessa busca para cobrir uma área muito grande, com um carrinho que não é lá muito indicado para andar nessas estradas de terra. Depois, quando finalmente chegamos a algum setor com certo potencial: Ou o dono não deixa entrar, ou é um deserto em face norte com sol das 8 da manhã as 8 da noite, sem nenhuma árvore pra fazer sombra nem para o seg. Mas na maioria das vezes é que realmente a rocha não tem nenhuma agarra mesmo (as que tem o dono não deixa entrar). Por isso ficamos tão maravilhados com o calcário de Arcos, pois onde vc bate o olho sai um 6ºsup. E claro, tivemos também um pico fechado por conta de escalador que não soube respeitar regras (Antes mesmo de sua abertura). No outro pico que fechou, o escalador parou de escalar, falou com o dono que era seu amigo e este pediu para que ninguém mais entrasse na sua propriedade. Muy amigo. Mas enfim, ainda acredito na redenção das pessoas e dos picos de escalada, estamos sempre abertos para trocar idéia na boa e tentar reabrir tais picos. (E no outro pico o dono começou a criar abelha no topo das vias… porquê não gostava de escaladores).

Mas enfim! Com isso, os picos atuais vão ficando cada vez mais saturados de gente, e de vias. O que é uma faca de dois gumes, mais vias atraem mais pessoas, só que mais pessoas pedem mais vias, para distribui-las melhor e desafogar um pouco as vias. Pensando nisso, no dia 27 de março fui pra Itaqueri sozinho estrear alguns brinquedinhos (como a furadeira, que era verdade que tinha comprado uma nova), uma mochila Osprey para avaliar a possibilidade de trabalhar com a marca na Quero Escalar, e a sapatilha Latex, da marca Spyffer que o Snakinho está fazendo artesanalmente. Com isso, escalei em solitário a Sinos do barão, fiz manutenção na parada que havia sido “marretada” 1 ano atrás e teve as chapas roubadas (sim véio, tem gente q faz isso, rouba chapa, mosquetão e martela os bolts das paradas de vias). Depois, coloquei uma chapa que tinha ficado faltando na Motor de Lancha na época da conquista, tipo 4 anos atrás (Esticão no more!). Desci, almocei, e fixei a corda na nova parada da Sinos do Barão (não necessariamente nessa ordem, como vocês podem imaginar kkkkk).

Com movimentos bastante técnicos e um pouquinho de força

Basta um pouquinho de força e técnica pra superar o tetinho do começo.

Aí subi, puxei a furadeira, paguei uma travessia meio exposta pra esquerda da Sinos e bati uma parada na reta da linha da via que eu tinha em mente fazia anos. Desci com o facão fazendo a jardinagem, tirando alguns cipós, galhinhos e espinhos da linha da via, tirando terra de agarras e rolando pedras soltas. Então pus a sapatilha e subi com uma corda fixa em solitário escalando, marcando onde ficariam melhor as proteções, calculando com a medida do meu cotovelo para os anões poderem equipar a via (viu Si, Fabi, Bia, Beto..). Uma vez la em cima, puxei a furadeira e desci furando. Não gosto muito de conquistar via sozinho pois em Itaqueri fizeram isso (sem contar que rapelaram furando sem escalar antes – lamentável) e a via ficou uma merda, ninguém escala (Caso o referido quiser arrumar a via, me chama que vou junto com a furadeira, chapa, etc.. pra dar o trampo). Por isso é a primeira vez que conquisto assim, mas desta vez confiei na minha experiência e na fórmula de escalar a via antes e avaliar as quedas, bolt por bolt, move por move (se cair agora… e agora… e agora…) e assim a via ficou segura e fácil de equipar, até pelos baixinhos. E a via estava pronta! Ficou uma das vias mais longas de Itaqueri, e a mais longa do setor 2,5, com quase 20m.

Tem um tetinho fácil no começo - não se deixe intimidar pois é uma via que eu gostei muito!

O tetinho no começo – não se deixe intimidar pois é uma via bastante agradável!

Após pensar muito num nome, resolvi adotar um nome mais politicamente correto e homenagear o parceiro que se foi ano passado, também por sentir estar de alguma forma passando por uma fase similar ao que ele vinha sentindo. E a via ficou uma homenagem pois umas 3 semanas antes do ocorrido, o Shimoto levou uma voadora de uns Perus que ficam na entrada de Itaqueri. E a via ficou sendo a Voadora de Peru. Achei que seria um 6sup, mas esse fds o Ives repetiu a via e deu 6º bola. Ele isolou uns regletões, usou uma aresta meio pra direita, diferente do que eu tinha visualisado, mas estava a vista, então kamon. “Voadora de Peru” 6º/6sup, setor 2,5 em Itaqueri – À esquerda da Sinos do Barão, 7 chapas e base (levar 8 costuras – Sugiro uma costura de 30 ou 40cm para a segunda chapa para a corda não raspar na virada do teto).

Aí domingo a gente tava indo pra invernada, mas o tempo tava ameaçando abrir e tocamos pra Itaqueri, onde pudemos fazer uma sessão de fotos na via antes de começar a chover. Fazia MIL anos que eu não saía em fotos, especialmente tiradas de cima, então obrigado Ives pelo empenho! Bem, em breve farei um review da Sapatilha Spyffer, em principio não estou acreditando no que estou usando. Em breve mais infos!

Curso de Escalada, pra quê?

Pra você não morrer antes da hora, simples assim. Existe uma premissa básica que eu acho muito válida que é: Quanto mais ignorante a pessoa é sobre um determinado assunto, mais expert ela se considera. Por isso é extremamente importante que as pessoas invistam em sua capacitação pessoal e segurança naquele que provavelmente é o esporte mais importante de suas vidas: A escalada. Existem muitas nuances sutis para se aprender neste universo vertical, e nem tudo são flores no maravilhoso mundo da escalada. Existem peculiaridades sobre fitas, mosquetões, freios, cadeirinhas, cordas e até mesmo sobre as técnicas e nós que muita gente nem sonha que exista. Muitas coisas são divisores de águas entre ter um trabalho danado para realizar procedimentos de segurança simples ou realizá-los com maestria e rapidez (rapidez essa que pode ser crucial para sua segurança em determinadas situações). As vezes o que garante que você volte com vida para o chão depois de uma escalada é saber que uma fita não pode atritar com corda pois o ponto de fusão dos dois quando atritados submetidos a uma carga é facilmente alcançado. Saber que existem mosquetões e mosquetões. Que aquele mosquetão que você comprou mais barato na verdade vai ficar encostado pois para sua necessidade ele não é adequado. E aquela cadeirinha de rapel que você comprou achando que era a maior pechincha do século para só então descobrir que não serve pra escalada guiada (e que além de tudo é desconfortável pra cacete?!)? Um acidente não acontece, é construído. E é para evitar a sucessão de pequenos erros que podem levar a uma fatalidade que serve a capacitação. Para identificar riscos, saber as limitações dos equipamentos e as técnias para as quais eles foram desenvolvidos  – e tão importante quanto: para as quais eles NÃO foram desenvolvidos.

O Curso de Escalada da Quero Escalar aborda todos esses detalhes técnicos de equipamentos e vai além, passando aos participantes de maneira didática, prática e dinâmica todos os procedimentos para se assegurar um escalador, para preparar os procedimentos para montar uma parada equalizada e limpa-la depois. Quem faz este curso sai sabendo conferir os equipamentos próprios e os demais, e se torna um ponto de referência entre seu grupo pois saberá avaliar a maior parte das situações de risco a que estão submetidos os escaladores esportivos típicos.

Enfim, faça um curso, se especialize, escale com segurança e ganhe confiança para se aventurar cada vez mais alto nesse tão fascinante universo vertical.

O próximo curso será neste fim de semana! Clique aqui e faça já sua inscrição, Em caso de chuva já temos um local preparado para as práticas acontecerem normalmente.

Não perca tempo, inscreva-se já! Pagamentos facilitados =)

Não perca tempo, inscreva-se já! Pagamentos facilitados =)

Conheça melhor a EDELRID

Edelrid_2013

Muita gente tem me perguntado sobre a Edelrid. Para alguns, é uma marca nova, para outros, é “A marca”. As pessoas tem curiosidade de saber mais sobre essa marca com a qual tenho trabalhado nos últimos meses, e é fascinante ver o interesse que as pessoas tem pelo novo, tipo criança com uma nova história. Acho que a escalada tem esse poder sobre as pessoas: de fazer a gente se sentir criança de novo em alguns momentos.

Pra quem não sabe, a Edelrid é uma fabricante Alemã de equipamentos de escalada e montanhismo. Atualmente com um pouco mais de 150 anos de história, como eles mesmos dizem, são 150 anos de paixão pela escalada e pelo montanhismo, 150 anos de criatividade e inovação. Eles foram demolidos e reconstruídos duas vezes, e a empresa foi vendida outras tantas.

EDELRID_ALPINE_Christian_Pfanzelt_09

Quero muito uma dessa. (Costura)

Nesse meio tempo eles simplesmente foram responsáveis por uma revolução no que conhecemos como escalada hoje em dia. Em 1954 a Edelrid inventou um conceito e lançou a primeira corda com Capa e Alma, característica que até hoje é o padrão para a produção das cordas de escalada de qualquer marca. Menos de 10 anos depois eles inventaram e produziram a primeira corda dinâmica do mercado. E teve mais, pois no ano seguinte lançaram a primeira cadeirinha de escalada, e dela desenvolveram a cadeirinha de quadril nos moldes das que utilizamos atualmente.

EDELRID_History_3

Mas não parou por aí, pois na década de 70 o então dono da Edelrid, Claus Benk, que era escalador, lançou a primeira fita de costura “costurada”, que por acaso é o que praticamente todos os fabricantes produzem até hoje! A corda dupla também é invenção deles, de 1977! E seguindo as tendências, em 1994 lançaram a primeira corda de Canyonismo que bóia na água. Aí a empresa passou por um período em que aquele dono escalador não estava mais na empresa, ela foi comprada, foi vendida e ficou um tempo sem muita inovação. Até que em 2006 foram comprados pelo gigante grupo VAUDE, e aí voltaram a se estabelecer como empresa líder no ramo da escalada e as inovações voltaram a aparecer.

Primeira Costura do mundo: EDELRID

Primeira Costura do mundo: EDELRID

Praticamente 90% de seu leque de produtos atual foi desenvolvido ou melhorado nos últimos 5 anos, o que demonstra o tanto de inovação que eles tem criado. Cordas com tecnologias que aumentam sua durabilidade, certificações ambientais, cadeirinhas que não machucam, leves, que transpiram (tudo isso numa só), freios automáticos revolucionários, a primeira corda com dois diâmetros, o primeiro mosquetão com menos de 20g do mundo e o primeiro capacete dobrável também. É muita inovação pra uma empresa só! (Tanto que os cabos que sustentam a “capota” do Audi A8 conversível são da Edelrid).

Em outubro de 2013 tive a oportunidade de conhecer a fábrica em Isny, na Alemanha. Foi mais divertido que qualquer vez que eu tenha ido ao Playcenter ou Hopi Hari. Vocês nem imaginam como é a sensação de caminhar entre as máquinas que trançam cada fiozinho de nylon pra fazer uma corda! Ou entrar numa sala cheia de bancadas com pedaços de cadeirinha, fivelas, espumas, fitas e saber que é ali que eles literalmente INVENTAM as coisas que a gente é tão fascinado!

Certificação Ambiental Internacional de consumo consciente de recursos em toda a linha de produção dos materiais têxteis da Edelrid

Certificação Ambiental Internacional de consumo consciente de recursos em toda a linha de produção dos materiais têxteis da Edelrid

Em uma conversa de corredor com um dos desenvolvedores, fiquei sabendo que as cadeirinhas tem várias características meio que secretas que não são divulgadas, e que aumentam a segurança do usuário (tipo proteções antibobo). Que todas as cordas tem pelo menos um tratamento pra aumentar a durabilidade (algumas tem 3). As fibras são tratadas quando ainda estão no carretel, linha por linha, depois são trançadas, tratadas de novo, e só depois é que viram os elementos finais que vão dar origem ao trançado da corda, e ainda recebem o thermoshield. Isso para as cordas comuns, “sem tratamento”. Sem falar nas Dry. Vi também que todas as fitas são testadas individualmente e que TODAS as cordas passam 100% pelas mãos de profissionais que estão ali só pra verificar se há algum defeitinho, metro por metro, de milhares de cordas que são fabricadas semanalmente ali!

ropes

O mais incrível de tudo foi conhecer o “Business Manager” da empresa, e descobrir que tinha sido o cara que abriu as primeiras vias aqui no Cuscuzeiro em Analândia em 1997!! Não por acaso ele tem uma casa em Chaltén e passa suas férias todo ano na Patagônia Argentina. E é assim com todos os funcionários, especialmente os que desenvolvem os produtos novos: Escaladores reais que enfrentam as necessidades em campo, ao contrário de outras empresas com seus engravatados divagando sobre como achar pelo em ovo (ou ganhar mais dinheiro).

E o mais impressionante, é que lá fora a melhor cadeirinha da Edelrid custa quase o dobro de uma Petzl, mas aqui no Brasil modelos teoricamente equivalentes chegam a custar menos da metade! Isso porque na Quero Escalar importamos e revendemos direto para os escaladores, sem intermediários, e sem custo Brasil, podendo assim praticar a livre concorrência sem fazer parte de cartéis que estipulam preços tabelados.

Propaganda_cadeirinhaPortanto, se você queria saber um pouco mais sobre a Edelrid, agora já sabe que ela é uma das maiores e mais antigas empresas de equipamentos de escalada do mundo e uma das que mais investe em tecnologia e inovação. E você pode adquirir seus produtos Edelrid na Quero Escalar sem custo Brasil, com entrega para todo o Brasil, com garantia, parcelamentos, enfim, só vantagem! Mais alguma dúvida?

Carsten e eu durante visita na Fábrica da Edelrid na Alemanha.

Carsten e eu durante visita na Fábrica da Edelrid na Alemanha.

Evolução dos logos da Edelrid

Evolução dos logos da Edelrid

Equipe QE fazendo bom uso dos materiais Edelrid! Transpiráveis e confortáveis perfeitos pro nosso clima úmido!

Equipe QE fazendo bom uso dos materiais Edelrid! Transpiráveis, confortáveis e perfeitos pro nosso clima úmido!

Sessão de fotos

Apesar da grande carga de trabalho, final de semana pelo menos tem rolado climb. Aquele momento em que fico 60hrs sem ligar o computador, desligado de tudo e conectado com gente de verdade. E com as preda tudo! Muito bom, tenho tirado muitas fotos, fiz uma pequena seleção dos últimos Climbs. Estou adorando os equipos novos da Edelrid, logo menos vou fazer um review. O MegaJul aposentou o Grigri definitivamente. A Cadeirinha Cyrus parece um sofá e é extremamente arejada e confortável. O Capacete Shield II parece uma pluma e tem vários dutos de ventilação, tem hora que da pra sentir o vento na cabeça como se estivesse sem capacete. E a corda Heron de 9.8mm é fininha mas guenta bem o tranco! (Da o play ali em cima pra curtir as fotos ouvindo um som nacional de qualidade).

Mas vamos ao que interessa? Fotos dessa vez!

E depois da galeria de fotos Cuscuzeriana/Invernadense agora umas fotinhos da Trip pra Arcos que fizemos no feriado de São Carlos. Foram 4 dias de muito climb, furação e risadas com o Ives, o Cleber e a Marina. Havíamos sido convidados pelos trutas Peixe, Cintura, Alexsandro e Fabinho para um mutirão de abertura de vias para o festival do dia 20. Como eu tinha uma meta pessoal de abrir uma via no outro lado do rio num setor “B” desconhecido que até então tinha só 3 oitavos, fui com o Ives no primeiro dia e abrimos uma via lá e nem escalamos muito. Acabou ficando um 6ºgrau pra quem é alto e um 7b de bote pra quem é anão hehehhe. Aí domingo tirei pra escalar com os amigos, o Wagner de Franca colou lá com o seu sobrinho, Eduardo, e apesar de não escalar muito junto o tempo todo, pudemos dar umas boas risadas (e passar um certo nervoso né Cleberina?!). No fim do dia não resisti e fui conferir as vias novas, já que o dia inteiro as metrancas não paravam! Eles abriram 6 vias no setor que antes chamavam de “toca dos gatos” atrás da Kalimera e Centenária. Mas agora tamo zuando que vai chamar repartição pública pq tem vários nomes burocráticos sob a temática do cargo público. Pude escalar 2 e gostei muito, vias seguras, pois vi que eles estão escalando as vias antes de furar! Muito bom, as vias ficam excelentes e unânimes.

Aí animado pelas conquistas, o Peixe deixou sua preciosa comigo, e, junto com o Ives, pudemos abrir mais 4 vias no Vale das Sombras. São a “Reis do mambo” 6sup, “Estrombelete (de pombo obeso)” 5sup, Samsara 6sup/7a (pra anão é mais difícil), e Ho´oponopono (Sinto muito, me perdoe, te amo, sou grato), 7b. No último dia deixamos pra terminar de furar a Ho’oponopono pela manhã e logo fomos pra Suor de Cachaça 8a. Mas ao subir o 6sup da direita pra aquecer vi que tava arregaçado de cansado. 4º dia de climb, 2 de furação e um de climb a muerte… Pegava os agarrão, cotovelinho subia hahaha Assim que é bom, escalar à muerte mesmo! Re-isolei os moves da Suor mas tive que deixar pra próxima Trip essa via.

Bom e chega por hoje. Próximo post quem sabe sobre corrida e superação na escalada 😉 Vídeos com ctz! =)

E Não esqueçam do Encontro de Escalada EM ARCOS que a Quero Escalar e a Edelrid estão patrocinando!!

Quem vai? Vamos todos! Um dos melhores picos de escalada do Brasil! Ja deve ta com umas 120 vias, a maioria entre 6º e 7b!

Quem vai? Um dos melhores picos de escalada do Brasil! Ja deve ta com umas 120 vias, a maioria entre 6º e 7b!

Lançamentos de equipamentos 2015!!

Post mais agradável de escrever do ano talvez hehe

Post mais agradável de escrever do ano talvez hehe

Todo ano na Alemanha tem uma feira onde as marcas de escalada do mundo inteiro lançam as novidades para o ano seguinte. É a OutDoor Friedrichshafen e um dia quem sabe aquela feirinha de carro de Madame, Rapel e tirolesa que tem em São Paulo todo ano consiga se aproximar dessa. Bem, e voltando à feira original alemã, quais às novidades? O Que mais me chamou a atenção foram os Aliens, menores e mais leves, e o novo freio da DMM e o novo megajul, o Jul, para cordas simples. A Desnível espanhola tem feito uma cobertura bem completa do evento, mas vou simplesmente ignorar as novidades de roupas que pra nossa realidade não interessam e focar só nos nossos sonhos de consumo que são os equipamentos de escalada mesmo.  Então, xupizando as fotos deles, vamos lá:

Aleatoriamente, vamos começar pelas cadeirinhas. Nenhuma novidade estonteante, mais do mesmo com algumas marcas simplesmente entrando para a categoria de minimamente aceitáveis como é o caso da Beal e da Camp que não despontaram ainda com cadeirinhas tão sensacionais quanto as da Edelrid ou Arc´teryx, que por terem as melhores cadeirinhas do mercado ha mais de 2 anos, nem colocaram como “novidades” suas cadeirinhas esse ano.

No campo mosquetões, nada muito inovador, a Beal “comprou” a idéia daqueles mosquetões esquisitos que precisa de 32h de treinamento pra poder abrir e fechar da Grivel, e lançou sob seu nome. A Camp reinventa o Nano 23 que vira 22 e fica mais achatadinho. A DMM oferece uma costura de arame (wiregate) extraleve, sem nariz e que custa um rim cada uma (como tudo da DMM né?). Mas quem não quer vender um rim pra ter essas costuras? Tem 2 mesmo!

No ramo das sapatilhas, nenhuma grande sensação como foi a futura e o sistema no Edge. A Five ten lança mais do mesmo com uma nova sapatilha. A La Sportiva lança uma versão de cadarço de suas sapatilhas com sistema no Edge (com as já conhecidas Speedster e Futura) que chama-se Genius. A Scarpa lança mais um sonho de consumo chamada Furia. E deixa todo mundo na fúria pra comprar mais uma Scarpa. Além da Boostix, da Instinct de velcro, da Feroce, da nova Stix… Assim fica dificil né Scarpa!? E eu aqui só com a Instinct de Cadarço e Slipper :/. Teve também algumas novidades pela five ten na parte dos tenis de aproximação com novas cores para o Guide tennie e pro Camp4, e um tenis novo só pra isso. E o Babado do momento é que a Rock Pillars, uma das melhores marcas de Sapatilha da Europa Junto com Laspo e Scarpa deixou de existir! Mas calma, eles não faliram porque são ruins, são tão bons que foram comprados pela já famigerada OCUN da República Tcheca e agora operam sob seu nome, com algumas mudanças em cor de alguns modelos mas nada estrutural; Ufa, você ainda pode ter a sua Ozone ou a Pearl. 😉

E pra encerrar, o hardware que faltava: Freios e agregados. A Edelrid revoluciona mais uma vez melhorando o que já era bom e cria um MegaJul para os esportivistas de plantão, o JUL2 para corda simples. A Camp lança um freiozinho parecido com um Grigrizinho, e a DMM lança novos atc´s e um deles com partes móveis muito esquisitos parecendo uma arma alienígena, mas interessante. Ainda não entendi como funciona apesar de ter no site e no manual 2014 da DMM. Os Friends para colocações pequenas Aliens são reinventados, modernizados e minimizados. Lançam fitas para os ladrões como eu que colocam costurinha e costurão em uma chapa pra duplicar a proteção em crux de vias (confesso que ja tinha pensado porque ninguém tinha pensado nisso antes rsrs). A Evolv lança um esparadrapo sem cola, e a Edelrid mais uma vez inova com uma cordinha de 6mm (da grossura de um cordim) ideal pra quem faz parede e quer rapelar o comprimento total da corda sem ter que levar duas cordas. Também para pequenos acessos, içar pequenas cargas, enfim.

Nossa, fiquei com a mão coçando! Pena que nem metade dessas belezinhas vão chegar por aqui, e quando chegarem vão ser uma piada pronta né? Bem, tomara que role trazer uns Jul2 desses no próximo conteiner da Edelrid pra vocês a preços acessíveis!(tomara que chegue o primeiro conteiner kkkkk)  E a Scarpa hein… ❤ ❤

Se você não faz parte da solução…

Para bom entendedor...

Faz parte do precipitado!

Semana passada eu fiquei muito feliz pois teve gente famosa falando de mim. Depois falando de um amigo meu. Dezenas de amigos mandaram mensagens de solidariedade, me dando a maior força, antes mesmo de eu saber de tudo isso. Eu estava num momento tão zen naquele dia, que realmente aquilo não havia me afetado, e com tanta gente me defendendo, foi impossível alterar meu estado de espírito naquele momento. Por isso o post de hoje é em homenagem aos meus amigos que ao longo dos últimos meses/anos têm dado um super apoio e muita força – não só na semana passada, mas em todos os momentos da minha vida – quando estamos dividindo uma caneca de café no pico de escalada, uma seg, dando a vibe pr@s brothers/sisters mandarem aquela cadena de seus mega projetos (independente se é um quinto grau ou nono), numa conversa, durante uma cerveja pós-climb. A vocês, meus caros amigos, meu muito obrigado. Saibam que estamos juntos nessa e podem contar comigo, nós acreditamos num mundo melhor e lutamos por um ideal. E chega desse assunto que deu, né? Mais um pouco vou tirar meu MBA via comentários deste blog 🙂

Ah, e pra reiterar que tamo junto e agradecer a companhia de vocês nesses quase um ano e meio de atividades da Quero Escalar, fica aqui uma retrospectiva com algumas fotinhos, começando com as camisetas dos eventos (MINHAS, por sinal) que a Quero Escalar apoiou com seus pouco mais de 1 ano de fundada e receita de quase 2 salários mínimos por mês em média.

Sem contar as oficinas de escalada do CUME onde não ganhamos nada!

Sem contar as oficinas de escalada do CUME onde não ganhamos nada!

Mas é claro, 2 eventos é pouco. Pra 2014 estamos planejando com o Severino de Piracicaba um festivalzinho na ECS (Escolinha de Climb do Sevê), o João Ricardo me procurou e já acenei positivamente quanto a apoiar/patrocinar os 3 eventos de boulder de Campinas, Indaiatuba e Valinhos. E com a reforma completa que fizemos na Caixa d´água da Ufscar, estamos empolgados em fazer mais uma etapa do Campeonato Caipira esse ano aqui.  Estamos negociando com o Águia (Richard) da empresa Pedra Viva em Analândia um encontro de escalada no Cuscuzeiro para lançamento do Guia, que está em sua fase final. Ano passado e retrasado também houveram 2 oficinas de escalada esportiva do CUME por ano, onde também atuamos de maneira voluntária:

Oficina de Escalada Esportiva do CUME, formando novos escaladores e reciclando os antigos

Oficina de Escalada Esportiva do CUME, formando novos escaladores e reciclando os antigos

E como achamos que a escalada é um esporte livre, tal qual é feito na europa, que tal guias de escalada para que não seja necessário contratar nenhum guia?

Produção do Guia do Cuscuzeiro e Colaboração no guia de Arcos (detalhe)

Produção do Guia do Cuscuzeiro (ao fundo), Colaboração no guia de Arcos (detalhe) e patrocínio do Guia do Morro do Canal

E só uma curiosidade. Você sabia que as sapatilhas da 5.10 vendidas no site são de procedência do fornecedor nacional, com nota fiscal e tudo mais? Assim é com os equipamentos da Beal, da USClimb, 4climb, Base Brasil, Hard Adventure, Hipnose e a extinta Conquista, entre outros. O Setor de usados anda meio parado ultimamente, mas é porque temos dado ênfase a trabalhar mais com produtos novos DESDE QUE estejam de acordo com a política da empresa de oferecer preços JUSTOS.

Ocultei os preços pra não ficar chato pras lojas que colocam 240% de lucro em cima dos produtos.

Ocultei os preços pra não ficar chato pras lojas que colocam 240% de lucro em cima dos produtos.

Eu ia por também meu registro no SISCOMEX, mas ah, mudando de assunto: Atletas Quero Escalar!

Atletas que mandam décimo grau na vida, não na escalada.

Atletas que mandam décimo grau na vida, não na escalada.

Os atletas Quero Escalar são escolhidos pelo grau que mandam na vida, não só na escalada. São exemplos para os outros. São pessoas que chegam no pico de escalada e colocam um sorriso no rosto de quem está presente. São pessoas que tornam melhor a vida de quem se aproxima deles. São simpáticos acima de tudo. São eles que fazem mais pela Quero Escalar, do que a QE pode fazer por eles!

– Bruno Alberto “Beto” Severian

– Guilherme Oliveira

– Bia Gabriela Pedroso – Não tem “profile” na QE ainda, mas ela e o Gui são responsáveis pela abertura de um setor inteiro novo nas três pedras em Botucatu. O local antes contava com 3 vias, agora já está com 10. ( E contando…)

Bia na Primeira Viagem

Bia na Primeira Viagem

– Júlia Mara Martins – A Júlia é a maior biblioteca de Betas de vias do Brasil. Ela sabe todos os betas de todas as vias, inclusive as que ela nunca entrou. Com um bom humor inigualável, não tem tempo ruim com ela! É a mãezona do grupo, apesar da pouca idade. Mas experimente ofender o pico de escalada pra você ver o que pode acontecer. Em breve “Profile” na QE também, pois é a última a entrar “pro time”.

Julia estreando seu saquinho da Hipnose novo

Julia também é dona do Abrigo informal de escaladores “só para os chegados”, em São Carlos

– Este que vos fala

Bem, e tem a abertura de vias, mas isso é tipo um grande prazer pra nós, e fazemos com tanta alegria e entusiasmo que nem precisa colocar como atribuições da QE. Só acho que poderiamos estar furando mais, mas nossa região é cheia de picos com placas de Proibido a entrada, acesso complicado (sem trilha, estradas, plantação de urtiga, etc.) ou arenito de baixa qualidade, o que acaba dificultando o trabalho de busca por novos setores.

Conquistas em Botucatu, Arcos, Franca, Arcos, Cuscuzeiro,  Itaqueri da Serra e Invernada.

Conquistas em Botucatu, Arcos, Franca, Cuscuzeiro, Itaqueri da Serra e Invernada.

E muito bem! Chega por hoje. Mais uma vez meu obrigado pelo apoio. Para finalizar eu queria colocar aqui um vídeo que eu vi outro dia, que não é de escalada mas achei engraçado e lembrei dele, não sei porque, mas que fala em nome de uma ELITE que não me representa.