As melhores fendas do Interior Paulista

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Ahhh eu adoro essas fotos de equipos em pé de via!

Não é que escalada móvel seja a minha favorita. Mas eu diria que eu gosto tanto de escalar, que não escalar em móvel seria me privar de muitas vias maravilhosas. E eu não gosto muito dessa história de ficar me privando de alguma coisa. Então a escalada em móvel se tornou algo corriqueiro. Antes uma brincadeira, agora um acessório tão trivial quanto uma costura ou uma corda, são as peças móveis. Mas tem gente que pira nessas pecinhas de proteção móveis mais que na escalada em si (e aí arranja treta pra tudo que é lado kkkkk). Mas enfim, não vou polemizar pq não agrega ao contexto, mas que tal falar sobre escalada?

Manoo! Andei escalando umas vias incríveis em móvel, que você não tem noção. Coisa de filme mesmo. Até o mais apaixonado por chapeletas vai ficar com gana de botar a mão num joguinho de camalots e subir essas vias. A maioria delas fica no Pico do Mané, mas cá entre nós, há fendas incríveis no Cuscuzeiro e na Invernada também (e até na caralha). Até alguns anos atrás, quando se falava em via móvel no interior, só se falava em Irish Jararaca no Cuscuzeiro, que digamos que é a mãe de todas as vias móveis que vou citar. Não incluí ela pois ela já foi repetida trocentas vezes, já tem sua fama, e eu queria falar de coisa nova. Vamos lá? Numa ordem não muito aleatória, cuja sequência respeita um critério subjetivamente intrínseco e desconexo.

1 – Fenda perfeita do nome Perfeito. 5Sup – Pico do Mané, Franca

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Biaoncê divando desfrutando das fendas do Pico do Mané

Uma das menores vias da lista, mas também uma das mais bonitinhas. Uma daquelas vias pra se aprender guiar móvel. Colocações a prova de bomba, num arenito bastante sólido (apesar de fraturado, não esfarela). A fenda transcorre por um diedrinho e permite a colocação de peças praticamente a qualquer momento, quantas quiser. Começa com peças menores tipo um camalot #0.4 depois aumenta, diminui, tem fenda horizontal, vertical, aceita Nuts numa boa em vários momentos, camalots, e ainda tem um lancezinho “maroto” pra chegar na parada pela direita. Incrível, daquelas pra se fazer estreando peças, sapatilha, cadeirinha, fazer no fim de tarde só pra não passar em branco. Uma via feliz, diria eu! Ela tem uns 15m e fica pra direita da “Epopéia” e pra esquerda da PugliRocks, duas clássicas do setor da chegada. A parada são duas correntes discretas pra direita da árvore, não é na árvore! Ah, e o melhor, sombra depois das 15hrs, o que é muito importante lá no Mané!

2 – Abrindo Horizontes, 7a/b – Pico do Mané, Franca.

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hummm fendinha ishpertaaaa…

Essa é massa! (ah vá?!) Entre o setor da chegada e o setor da Tesão. É um diedro fendado com uma saída boulderística alucinante! Depois vai super de boa até o final do diedro, e toca mais uns 10-15m até o top. Tem duas chapas na segunda metade pq os blocos soltos não inspiram confiança, e da pra melhorar o ultimo lance com um camalot #2 ou #3. Tem 25m, sombra no diedro depois das 2 ou 3h dependendo da época do ano. Por representar fazer força de crux de 7b explosiva logo de cara, já é um filézinho. Ah! E foi a primeira via em móvel oficialmente que existiu no mané, daí o nome. Antes só a “Ph na cabeça” que tinha uma passagem em móvel no meio, mas é mista. Lembro que no dia da conquista “debaixo pra cima” eu levei tanta peça, tipo, 3  jogos de nuts, e 2 jogos completos de camalots, que eu pesava vários kilos a mais e achei super hard. Aí quando entrei pra cadena só com as peças que eu sabia que ia usar, tipo umas 8, nossa, foi lindo, vuei no move! kkkkk #fikdik 😉

3 – Sexo, Sangue, Suor Lágrimas e Gritaria, 7b/c – Invernada, São Carlos

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Comecinho delicado, final negativo de agarrão. Fenda no meio! Sensacional!

Ahh, essa é meu xodozinho. E também a vovózinha da lista, com praticamente 6 anos de existência (contra praticamente todas as outras que tem tipo, 1 ano no máximo). Essa é uma das vias que eu mais repeti, e sempre que repito adoro e fico com vontade de fazer de novo. São 25m de pura escalada. Uma via mista aqui no quintal de casa. Começa com um 7b incrível técnico de 3 chapas, depois clipa mais 2 fáceis e entra na fenda. Eu protegia com 2 peças mas agora tá tão decorada que eu ponho só um TCU roxinho equivalente ao camalot #0.4 ou .5 e vou pro descanso, ponho um #0,75 e entro pro lance do crux, que é protegido por 2 chapas, e pra ir pra parada rola proteger com um camalor #3 ou #3,5 ou um camalot #0.4 um pouco mais alto, e já era. Recentemente abri uma variante pra esquerda com chapas que não passa pela fenda e toca pra esquerda, chamada “Foguete cubano”, e já fiz a variante Sexo Cubano, que faz a fenda e do descanso toca pra Foguete cubano. Incrível, técnica, negativa, com agarrões, delícia de via! Tem uma permadraw no meio da via pra vc passar sua corda quando estiver rapelando para conseguir limpar as primeiras chapas, se não fica bem dificil devido à inclinação da via.

4 – Flertando com o Teto, 6sup – Pico do Mané, Franca.

Flertando com o Teto!

Flertando com o Teto!

Ahhh, essa foi uma das vias que mais deu trabalho pra abrir. Duas caçambas de blocos soltos, de terra, e muita faxina foram necessárias para transformar um aglomerado de pedras soltas em uma via móvel perfeita, de 25m protegivel do chão até o top. Um diedro com aquelas fendas dos filmes americanos, perfeita, em que vc não precisa nem conferir a colocação, enfiou o camalot, clipou a corda e tocou embora (mas confira sempre suas colocações, ok?). Um pouco técnica, requer uma certa logística devido ao grande teto, se não, rola um arrasto na corda monstro. O ideal é ir com uma corda dupla, ou, tal qual como nós fazemos na Lamúrias de um Viciado lá no Cipó: Vai encordado com as duas pontas da corda. Quando chegar no segundo platô antes do Crux e depois da Chaminé clipa umas 2 ou 3 peças redundantes com a corda que não tinha sido clipada em nada e desencorda da corda que vinha sendo clipada nas proteções sob o teto e na chaminé. Ou então abusa dos costurões de 1,20m e aguenta o arrasto da corda. Uma via pra ser fotografada e repetida. Em breve volto lá pra abrir a continuação, é só o Sol baixar! Leve uns camalots #0.4 repetidos para o começo, o #1 repetido para o teto e o crux antes da parada, além do resto do jogo completo que vc vai usando ao longo da via. No meio vai uns nuts, tricam, usei até um X4 amarelinho pra sair do diedro e montar no platô (peça móvel pequena). Ah! Como a maioria das vias no mané, ou chegue cedo (Tipo 6:30/7h) num dia frio, ou espere pra entrar nela depois das 3h da tarde. Destaque para a Rê Leite e a Mel de São Paulo que ajudaram a fazer a funça com a maior paciência do mundo e deram muita seg, escalaram a via varias vezes comigo e limparam impecavelmente a primeira metade dela, de onde sairam várias carriolas de terra e blocos soltos.

5 – Diedro Ainda sem nome, 7a/b – Cuscuzeiro, Analândia.

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A fenda nova no Cusco!

Essa é nova no Cusco. Tal qual na “Flertando com o teto”, o Beto também ficou meses wagnando e faxinando a fenda do diedro do qual rolaram várias caçambas de terra e blocos soltos. E abriu uma das vias mais espetaculares do cuscuzeiro. São 35m de via móvel, interrompidos unicamente por uma parada intermediária pra meiar o rapel de quem vai com corda menor que 70m. Uma escalada alucinante daquelas que você tem que desligar a chavinha do medo e tocar pra cima. Não porquê da medo, mas porque não precisa! As quedas são limpas, as colocações são bomba mas são do tipo “Só pra não morrer, não pra pagar o lance com a peça no peito”. Tem hora que é melhor não proteger mesmo e sair tocando pra cima pra chegar logo no agarrão. Sempre tem encaixes bons pra dar uma respirada, agarras boas, lances de diedro com pé chapado, muita técnica de oposição, incrível – mas o Psico pega!!

Leve um jogo de Camalots, Nuts vão muito bem. Tricams entram onde nada mais entra, e MicroFriends tipo X4 ou Aliens protegem lindamente lances cruciais – Nuts pequenos tbm. (e um rolo de papel higiênico pra por na cabeça)

6 – Vulva Alada, 6sup/7a – Pico do Mané, Franca

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Olhando de longe e de frente: Claramente uma Vulva Gigante!

A história dessa via é uma das que eu mais gosto e também a mais “novinha” da lista. O Wagner tinha acabado de abrir a trilha que liga o setor antigo ao setor novo no pico do Mané lá em Franca (Patrocínio Paulista na verdade). Foi no dia que abri a “Vida Loka” que passei por ali só pra conhecer a trilha do setor antigo para o setor novo. E quem escala sabe. Você não faz uma trilha num pico de escalada olhando pro chão. Eu pelo menos vou brisando: Olhaaaa, da pra abrir via ali, e ali, e ali, acessa por ali, bate um top, humm, ali tem que rolar bloco solto, humm. e vou analisando né? E assim foi com a Vulva: Amor à primeira vista. Lembro que a primeira vez que a descrevi pro Guilherme eu a descrevi como: Um diedro bem aberto com umas pranchas de surf que saiam bem do meio da fenda. Digamos que me apaixonei instantaneamente pela linha da via. Estava ficando um feriado de 4 ou 5 dias lá e como o setor tem de fato sombra até meio dia, cheguei com a Carol de Franca logo cedo (tipo as 7h) no pico, mas ao sinal da primeira chuvinha ela vazou e eu fiquei lá, com o pico inteiro só pra mim hehehe E o mais incrível: a única linha seca era a Vulva. Ahhhh, não tive dúvidas. Comecei a conquistá-la em livre em solitário até aproximadamente 2/3 dela, quando cheguei nuns blocos soltos meio medonhos. Puxei a furadeira pra cima (que estava preparada no chão só esperando pra eu puxar através de uma corda que eu levava retinida (também conhecida como “a outra ponta da mesma corda” kkkkk) e pendulei pra direita numa aresta, e continuei a conquista da “Cavaleiro Solitário” debaixo pra cima em livre. Esse dia ficou nublado o dia todo, então pude trabalhar até o fim da tarde sem tostar no sol, e, ao final, escalei na auto-seg a cavaleiro e marquei todas as proteções, e finalmente furei. No dia seguinte voltamos lá e através da Cavaleiro Solitário o Wagner fez cume, bateu vários Tops e pudemos abrir a “Na natureza Selvagem”, uma via Amaaazing em face que tem praticamente 30m em móvel com apenas uma chapa pra proteger a saída – Via do Wagner e do Eliel “jah”. E eu com o Juliano Engler pudemos abrir a Olho do Tigre e a Terra do Nunca, pra esquerda da Vulva. Ainda nesse dia abrimos (O Juliano, Wagner, Jah e eu) a Independência ou Móvel, uma via mista de 25 ou 30m incrível também.

Pois bem, voltando a falar da Vulva, uns 15 dias depois  voltei pra Franca e com uma galera massa que escala de meio de semana, pude finalmente bater o Top da Vulva e descer rolando todos os blocos medonhos que tinha no final do diedro antes do tetinho (ainda falta um, bem no final do teto, já pra cima dele: cuidado!). E finalmente, uns 2 dias depois ainda em Franca com essa galera que escala em meio de semana (Santinho, Jayme, Jah, Rê), pude finalmente mandar a Vulva Alada. Foi incrível. Abusei dos costurões, das proteções, em vários momentos você tem que trabalhar na oposição bem no meio, é sensacional, é escalada bonita, bem protegida, incrível! Detalhe para o tricam preto ❤ salvador que protege bem a passagem do Crux onde nenhuma outra peça conseguiu proteger. E aí pra acabar muitos agarrões, virada de teto com agarras, e “easy-terrain” até a parada, sempre com boas opções de proteção. Incrível! E nesse setor pra quem curte, da pra fazer a continuação da “Olho do Tigre, 6º” em móvel até a parada da Vulva, é a variante “Olho do lixão” facinho tipo 4Sup, e a continuação da “Terra do Nunca, 7a/b” em móvel até a mesma parada: Pensamentos Felizes, também sem muitas variações no grau desse finalzinho, não passando de 4sup.

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Depois de alcançar o Top da Cavaleiro solitário, fixei a corda, desci limpando a fenda, subi marcando as proteções da cavaleiro e desci furando. Ao fundo, a Vulva e sua fenda. Na esquerda a aresta da Terra do nunca.

Bem, pra ela você pode levar um jogo de nuts e um de camalots que ta tudo certo, mas não se esqueça de deixar os Camalots #2 e #3 para o final, e algo semelhante ao Tricam preto #0.250 pra proteger o crux bem no bloco que parece solto mas não solta. Escale em 3d e não esqueça de tomar cuidado com o bloco solto que está acima do teto!

7 – Vida Loka, Parte 1 – Pico do Mané, Franca

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Essa Fissura bem no meio da parede é a Vida Loka. Os cactus lá no meio deram trabalho pra desviar: Marimbondo pra esquerda, bloco solto pra direita!

Nossa, essa foi incrível também. Uma fendona de mão perfeita (leve uns 3 camalots #2), negativa, que na hora que eu vi (e o wagner tinha me alertado que quando visse ia querer fazer isso mesmo) já entrei conquistando debaixo pra cima na moralzinha. Mas tive que artificializar uma parte que eu acho que “vai dar crux”, acessei um platôzinho pra direita depois do final da fenda, desviei de Cactus, blocos soltos, estiquei horrores desde a última proteção (ok, horrores não vai, uns 3 ou 4m com direito a pêndulo desagradável), protegi numa fenda perfeita que também é agarra que me possibilitou pagar o lance em face e fugir de outros blocos bem soltos num momento que eu estava começando a ficar desesperado pois não queria subir neles (foi lindoooo aquela colocação do TCU verdinho, lembro como se fosse hj, saí do diedro sujo e cheio de cactus e entrei num lance de escalada em face mais exposto e senti o vento batendo no rosto, foi libertador rsrs). E então toquei mais uns 10 ou 15m através de um diedrinho fácil, acessei um platôzinho, subi numa geladeira que não está mais lá, e armei uma parada em móvel a prova de bomba e puxei a furadeira pra bater o Top. Então desci rolando blocos mil, que levaram consigo Cactus, terra, e aproveitei pra furar pro lado esquerdo o Top de uma clássica do pico, a “O Pianista”, que leva o nome devido ao Piano que o Wagner rolou pra baixo do meio da via.

Infelizmente não tive mais oportunidade de entrar lá e tentar mandar a Vida loka! Chama-se parte 1 porque tem claramente uma continuação fácil, em móvel lá pra cima, que vai se chamar Vida Loka parte 2 😉

Enfim! Essas são as minhas fendas favoritas aqui no Interior. Lá na falésia da Caralha também tem uma, a “Para o Beto com carinho”, um 5sup tranquilinho com cara de campo escola também todo em móvel. Mas quando eu soltar o croqui oficial do Pico com os betas de como chegar no pico e talz, aí eu falo sobre ela.

Ah, lembrando que apesar das fendas perfeitas, o Pico do Mané é um pico esportivo, com aproximadamente 70 vias contando as variações e links entre vias , das quais praticamente umas sei lá, 55 são com chapas. Ah, e pra quem quiser fazer uma via mista pra aprender ou pegar mais confiança nas colocações móveis, a Mosquitos no Cuscuzeiro é uma via esportiva com chapas mas que da pra ser feita em móvel. Assim, você pode clipar as chapas e colocar os móveis pra ir se costumando e aprendendo a escalar em móvel, ou se vc já sabe, só pelo lúdico =).

PS1 – Só pra não virem me xingar, São Bento e arredores não entrou na lista pq não considero ali como sendo “interior” do estado, uma vez que é um dos picos mais pertos da Capital, e eu entendo que ali é o mainstream de escalada no estado, tanto de boulder, quanto trad e esportiva. Logo essa lista é mais pra ser “alternativa” mesmo. Divirta-se =D

PS2 – Ainda que no Mané tenha muitas fendas, é em Mineiros do Tietê onde eu vi o maior potencial para escalada móvel da região com inúmeras fendas por setor. Acesso ao Cume fácil pra rolar os blocos, e sombra ou antes, ou depois das 13hrs dependendo do setor. Em breve voltaremos lá! Lembra quando eu postei essa foto aí embaixo, lá de Mineiros?

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Abrindo a primeira via do pico…

Caindo na estrada parte 3/∞ (Bocaina é a Vibe!)

Fabio na Shana Crazy ao por do Sol!

Fabio na Shana Crazy ao por do Sol!

Mano, as últimas semanas e meses tem sido a coisa mais louca do universo. Fui pra essa trip que tenho postado devagar, mas depois que voltei já fui pra mais tanto rolê massa que fica dificil postar tudo!!!

O melhor de tudo foi o reconhecimento que as conquistas e o profissionalismo que temos adotado tiveram e consegui uma bela parceria com a maior fabricante de parabolts da America Latina, a Âncora sistemas de fixação. Mas vou fazer um post só sobre isso. Hoje vou falar sobre um pico de escalada com muita personalidade, uma comunidade local unida que dá a Vibe mesmo não estando presente, através das vias bem protegidas, trilhas muitissimo bem cuidadas, acessos, enfim.. um dos picos mais bem cuidados que eu já vi no Brasil: BOCAINA!

Foto da Bocaina, by Cintia, grande fotógrafa e escaladora!

Foto da Bocaina, by Cintia, grande fotógrafa e escaladora!

Pra quem não lembra estava na estrada desde a quinta anterior. Estivemos na abertura de temporada do Cipó e lançamento do Incrível Guia de Escaladas da Serra do Cipó. Depois ficamos 3 dias em Arcos abrindo via e agora a saga continua. Saímos de Arcos na quinta de manhã  para quatro dias de muita escalada. Os brothers de Divinópolis Cintura, Tetê, Nati, Peixe e o Carlão já estavam lá, e fizemos uma favelinha de “Arcos/Divinópolis” por lá. A vibe dessa galera é tão boa que quando viajo com eles já me considero como sendo parte integrante desse time, o que é uma sensação inestimável poder sentir-se parte dessa galera!

Essa história de “A VIBE DO CLIMB” realmente tem um poder transformador e ensina muita coisa. Não tem como explicar, só sentindo mesmo!! E só viajando, escalando com outras pessoas, em outros picos, outros lugares é que a gente se vê imerso nessa energia tão contagiante e pra frente que é a escalada. É a Vibe!

Shana Crazy - Classiqueira da Bocaina!

Shana Crazy – Classiqueira da Bocaina!

Pudemos escalar várias vias clássicas como a Shana Crazy, Ramadan, Suindara, International Love, a incrível “Decadentes” e muitas outras. Nos últimos dias já sentia meu ombro bem melhor finalmente pude subir a marcha do grau e dar vários pegas na “Samurai Rastafari”, um 7b da cadeia bem hard, com certeza um clássico da bocaina!!! Até no setor ensolarado pudemos escalar no terceiro dia pois estava nubladinho de manhã, beta da grande Bianca Castro, valeu demaiss!!

O abrigo estava lotado e o clima era de Encontro de Escalada. Encontramos gente do Rio, de Campinas, de São Carlos, de Divinópolis, Franca, Arcos, BH, Indaiatuba e até os locais de Araxá! Teve inclusive várias personalidades do Climb que vieram querer tietar comigo (kkkk ta mentira, eu que pedi pra tirar foto mesmo!). E não posso esquecer de citar a galera vibe demais do Highline que estavam representando em peso ali! Até o meu brother daqui de Descalvado, o Carlão tava lá, foi loco!! Ele me apresentou vários brothers, foi mto massa mesmo essa integração, ali rola demaisss!

Wagner  tirou umas fotos bem massa minha na decadentes! (wagner, da próxima alinha o horizonte, ok?)

Wagner tirou umas fotos bem massa minhas na decadentes! (wagner, da próxima alinha o horizonte, ok?)

Bocaina Incrível, mesmo os setores de sol batem sombra ou antes ou depois de certa hora tipo 2 ou 3h, então não precisa fritar no sol, e uma coisa que me chamou bastante atenção é que mesmo no sol é possível escalar sem derreter, pois ali é alto e bate sempre uma brisa fresca – sem contar que estávamos no inverno. Aqui no Cuscuzeiro e região (tipo Franca) é impossível escalar no sol que vc simplesmente torra, tem uma insolação antes de chegar na parada da via, então até parede com potencial que temos visto por aí não temos investido pois no mínimo o seg precisa ficar na sombra se não não vale a pena abrir via.

A série caindo na estrada acaba aqui, (de começar)… Depois disso já rolou abrir mais via em Franca, rolou o patrocinio da Âncora, trip pra Arcos pra abrir mais via no terceiro andar e Ouroboulder incrível. Ah! E o novo pico de Boulder do interior aqui perto do pedágio de Brotas. Aguardem, muitas postagens acumuladas!!!

“Da porta pra fora – Festival de Cinema Outdoor”

Não perca! Atrações diferentes, para um público diferente, como a gente!

Não perca! Atrações diferentes, para um público diferente, como a gente!

Antigamente qualquer eventozinho de escalada era uma raridade. Todo mundo corria pra se inscrever, mas nem todos eram lá aqueeela Brastemp. Aí neguinho ficava reclamando que o país não tinha eventos, q ninguém tinha iniciativa (os mesmos que não tinham iniciativa de organizar nada). Aí vieram os anos 2000 e os anos 10 (no qual nos encontramos,by the way) e de repente temos encontros de escalada só pra abrir vias, encontros de escalada em picos com setores inteiros novos, croquis maravilhosos de locais incríveis, campeonatos de escalada organizados por uma puta associação de escalada FODA formada por gente que escala de verdade, e claro, festivais de cinema de Montanha. Mas, por increça que parível os participantes não vinham sendo tão em massa assim. Só que de repente, parece que todo mundo se ligou que é da hora pra caralho sair de rolê com os trutas/cazamiga do climb e em vez de ir no Shoppis Centis ou no buteco tomar uma, ir para o cine ver um filme de escalada. Se antes, no bar, durante o convívio com seres normais (AKA não-escaladores) os climbers já pareciam recém saídos de um manicômio, falando com um linguajar peculiar utilizando as mãos para gesticular o vocabulário desconhecido por eles (“Pega no gaston de esquerda, sobre de direita no abaolado, tranca o abdomen, junta, dropa e vai no deadpoint pro reglete invertido”), agora quem não for climber vai pelo menos poder acompanhar e sentir um pouco da emoção desse universo todo pelo qual os escaladores demonstram tanta paixão e dedicação.

Em São Paulo no dia 10 de dezembro vai rolar um festival de Cinema Outdoor chamado “Da porta pra fora”. Confira a programação e leve seus amigos climbers – e os nãoclimbers também! – pra fazer um rolêzinho diferente e muito agradável.

Nesta primeira edição serão exibidos alguns dos filmes que participaram “BritRock film tour 2014.

10 de dezembro de 2014 às 19h30 | Espaço Itaú de Cinema – Shopping Frei Caneca | R. Frei Caneca, 569 3º piso | São Paulo – SP

 Programação:

“Wainwrights Record Attempt” – O consagrado trailrunner Steve Birkinshaw tem o objetivo de quebrar o recorde que já dura 27 anos correndo todos os  214 cumes da região de Wainwright durante sete dias

De Alaistar Lee | Posing Productions | 31 minutos

“Stone Free” – Julian Lines é um dos melhores escaladores do mundo, e poucas pessoas o conhecem.Considerado o mais comprometido escalador da Inglaterra o filme é um documento vivo de um atleta que quer se tornar um dos maiores escaladores solo da história

De Alaistar Lee | Posing Productions | 27 minutos

“All My Own Sunts” – Rob Jarman é um ciclista de MTB especializado em downhill, e neste filme conta a história de seu acidente quase fatal que teve e todo o processo de recuperação. Oscilando humor e drama é considerado, por quem viu, o filme de bike do ano de 2014.

De Alaistar Lee | Posing Productions | 24 minutos

“Project Mina” – Escaladores profissionais são iguais a pessoas comuns?Neste filme extraordinário de Jen Randall acompanha toda a experiência de Mina Leslie-Wujastyk durante a temporada da copa do mundo de escalada em 2013.Além de focar a escalada, o filme também é o documento de como é a pressão em cima de atletas de alto nível e a reação de pessoas normais a ela.

De Jen Randall  | Light Shed Pictures | 22 minutos

É isso aí galera, quem puder ir, não perca que assim incentivamos a realização de eventos de escalada pra gente como a gente! Além é claro de curtir uma movie session sobre nosso universo! ;P

Tem filme sobre essa belezinha escaladora também!

Tem filme sobre essa belezinha escaladora também!

E como foi o Lançamento do Guia do Cusco?

Salão da Biblioteca que não dava nem pra andar de tão lotado...

Salão da Biblioteca que não dava nem pra andar de tão lotado…

Pois é! Você que não veio perdeu! Foi uma festa e tanto, com sessão de autógrafos (grande coisa) e uma apresentação semi improvisada por alguns amigos escaladores, que eu carinhosamente apelidei de Ukulele Brothers. No fim das contas foi uma apresentação muito boa, o entrosamento apresentado foi exepcional, e o repertório ficou de tirar o chapéu! Parabéns Cleber, Beto e Tony Lakota pelo Show! Foi um espetáculo! E obrigado hehehe

Beto, Tony e Cleber tocando grandes sucessos do cancioneiro popular brasileiro como Wando, Fagner, Agnaldo Rayol, Wanusa (incluindo o Hino Nacional para abertura do evento), e Sidney Magal. #SQN

Beto, Tony e Cleber tocando grandes sucessos do cancioneiro popular brasileiro como Wando, Fagner, Agnaldo Rayol, Wanusa (incluindo o Hino Nacional para abertura do evento), e Sidney Magal. #SQN

Tivemos presenças Ilustres como o Ricardinho (Luis Correa) instrutor com quem fiz o meu primeiro curso de escalada e com quem pude realizar muitos trabalhos verticais posteriormente. O Espeleólogo Bedu também esteve aqui, teve familiares, colegas, parceiros, trutas, e tivemos presenças até de Franca e Campinas que vieram para o lançamento na esperança de estrear o guia no sábado. Mas pedrão não deixou e acabamos indo pra Invernada. Ainda teve um churrasco vegetariano com opções para os carnívoros para encerrar a noite, onde mais presenças ilustres puderam somar à festa.

Sessão de Autógrafos: "... Autografado é mais barato? Me da dois sem autografar..." kkkkk

Sessão de Autógrafos: “… Autografado é mais barato? Me da dois sem autografar…” kkkkk

E como a festa tava boa, confira alguns vídeos da excepcional Banda, que está aceitando contratos para shows kkkkk

É isso aí pessoal! Obrigado a todos que compareceram à festa, esses rituais são muito importantes para celebrar as mudanças necessárias e as conquistas! E se puder ser com pessoas como vocês, melhor ainda, valeu mesmo!!

E pra quem quiser o livro já está disponível na Quero Escalar!

LANÇAMENTO: “GUIA COMPLETO DE ESCALADA DO CUSCUZEIRO”

Essa é a cara do novo Guia!

Essa é a cara do novo Guia!

Senhoras e senhores, venho através deste post orgulhosamente convidá-los para a festa de lançamento do “Guia Completo de Escalada do Cuscuzeiro”. Sim! Está pronto, está impresso, está lindo de morrer. Como pai coruja, devo confessar que ficou melhor do que eu esperava. Cheio de fotos, com papel chique, colorido e com informações sobre praticamente TODAS as 61 vias do Cuscuzeiro, é um guia pra ninguém ficar perdido procurando via ou entrando em via errada. Até mesmo quem nunca veio pra cá de outros estados não terá dificuldade de, sozinho, encontrar o local, as vias e se divertir e aproveitar todo o potencial que o lugar tem para oferecer. Os detalhes do Guia você pode conferir aqui na QUERO ESCALAR =)

Detalhes de como utilizar o Guia

Detalhes de como utilizar o Guia

Mas eu quero mesmo é convidar a todos para a “FESTA DE LANÇAMENTO” que ocorrerá no dia 26, (sim, daqui uma semana) aqui na Biblioteca Comunitária da Ufscar, atrás da Caixa d´água de escalada do CUME. O Evento está marcado para começar as 19hrs, com sessão de autógrafos e para os mais incrédulos, show imperdível com os Ukulele Brothers, Cleber Harrison da aclamada Banda The Beetles One e Bruno Alberto (Vulgo Beto, que ilustra inúmeras vezes as páginas do guia). Só não vai rolar comes e bebes pois será no saguão principal da Biblioteca, mas isso a gente pode providenciar na sequência, o que acham? =)

Seção enxuta com informações das vias mas sem dar spoilers pra quem preza pela escalada à vista

Seção enxuta com informações das vias mas sem dar spoilers pra quem preza pela escalada à vista

O Guia será vendido a R$30 a partir do Lançamento, então aproveitem para prestigiar, adquirir um dos melhores guias de escalada do mundo Brasil e curtir um som com a dupla quem vem ensaiando e tocando junto há mais de 2horas! Depois quem anima um churras vegetariano com opções para os carnívoros?

Todas as vias detalhadas numa seção separada, tin tin por tin tin. Né milú?

Todas as vias detalhadas numa seção separada, tin tin por tin tin. Né milú?

Nos vemos lá?!

Adquira o seu! Vendas a partir do dia 26...

Adquira o seu! Vendas a partir do dia 26…

Ah, e não esqueçam de solicitar a tabela de pré venda de produtos da Edelrid com preços especiais até dia 30/09!

Capa nova ED

O Retorno do Rei e a Lenda

Adivinha onde eu tô, quem ta de volta na praça? Chris sharma, ex-quadrilha da fumaça!

Adivinha onde eu tô, quem ta de volta na praça? Chris sharma, ex-quadrilha da fumaça!

Ele está de volta. Quem gostava do Chris Sharma já estava enjoado dos mesmo videozinhos ctrl+c ctrl+v de sempre mostrando a vidinha perfeita dele lá na espanha, com a mulher perfeita, casinha perfeita, com um cachorro perfeito, escalando pefeito. BO-RIIIIING. Entediante. Não aguentava mais e já estava rolando um momento “vergonha alheia” cada vez que saía um video novo “mais do mesmo” do chris sharma. Parece que quando ele queria fazer uma coisa diferente só faltava ir no Parque Ecológico fazer picnic (please kill me now). Fofoquinhas a parte, Chris parece que está numa nova fase de sua vida, muito mais positiva e agitada, e botou o pé na estrada. Primeiro foi pra Austrália, depois foi pra Yosemite tentar livrar a Dawn Wall junto com o Tommy Caldwell que tenta pelo sexto ano consecutivo. Aí o parque fechou e foram pra outros picos. Eis que depois de 5 anos sai um filme realmente cativante do nosso herói pop das falésias esportivas escalando e fazendo boulder no “The Grampians” que é tipo o Cipó Australiano. Nesse tempo que ele ficou hibernando brincando de American way of life (só faltou a cerquinha branca), quem ganhou atenção (muito merecida diga-se de passagem) foi o Tcheco Adam Ondra. Depois de mandar vários dôzimos, o tcheco voltou pra escola e, apesar de mandar um dôzimo ou outro de vez em quando, parece que é só isso que ele faz e não faz mais que a obrigação. Enfim, tudo isso pra apresentar esse vídeo novo que a Prana fez sobre o Chris em sua visita pela Austrália. O mais incrível é que o vídeo é do Simon Carter, o Naoki Arima versão internacional da fotografia, que agora também está fazendo vídeos. Destaque para as vuadas, oferecimento: shimoto airlines.

E agora vamos polemizar. Todo mundo ficou sabendo da treta do Gringo que veio arrancar chapa das chaminés cariocas em itatiaia, e abrir via onde não pode. Aí depois de ter sido queimado vivo em praça (fórum) pública, ele solta um texto que se encaixa na categoria “Errou feio errou rude” ao tentar justificar suas atitudes com argumentos completamente fantasiosos e bem de “forçação de barra”. Do tipo “é… é… Arranquei memo, é… é… se foda.. Ninguém garante que a via era sua! pode ter subido um dinossauro ali antigamente e por isso vc não foi o primeiro, nao tem como saber“. Fala com a minha mão mano. Detalhe que ele trata como fenda uma chaminé de meio corpo (daquelas que você tem que colocar o cotovelo dobrado pra caber o antebraço dentro – Asa de galinha! – mais meio corpo pra conseguir fazer o entalamento). Sua declaração de “mea culpa” cheia de frases de efeito vazias criadas pelo gerador de blablabla foi mais um momento vergonha alheia, e uma excelente oportunidade perdida de ter ficado calado. Enfim.

http://desnivel.com/escalada-roca/enzo-oddo-hay-que-prohibir-los-spits-en-las-fisuras-de-granito

E falando em cagada e apedrejamento em praça pública, o Joe Kinder sofreu o mesmo essa semana, pois abriu uma via num pico, e arrancou uma “arvrinha” na saída da mesma que estava bem na reta de queda do crux, o que evitou possíveis empalamentos por parte dos escaladores. Acontece que a árvore era protegida, meio sagrada entre os locais, centenária. Aí a casa caiu pro Joe Kinder (ovo). Em vez de falar: “Se foda, agora a árvore não volta mais e eu faço o que eu quiser” ele soltou um super pedido de desculpas admitindo o erro e contando a história de como ele pensou pra chegar à conclusão de remoção da árvore e se dizendo super chateado com o ocorrido pois ele não tinha noção de que a árvrinha era tão importante assim. Enfim. Era isso que esperavamos do Muleque que fez cagadas, mas muleque é muleque né. Esperamos que o caso Joe Kinder sirva de exemplo pra galera não sair fazendo merda por aí, e se fizer, como se deve fazer um pedido de desculpas. (Apologies accepted).

http://www.joekindkid.com/2013/10/my-actions-my-responsibility-and-my-mistake/

E para entrete-los, alguns vídeos preparados. Um vídeo muito legal, (mais um) da Prana, com a Heather Robinson, uma veterinária mandando os graus foda em sua falésia quintal de casa. Dica para as meninas que querem ser escaladoras e aproveitar o máximo que a escalada tem a oferecer: Vejam como ela toma voadas tranquilamente nas vias. Que tal começar a perder esse medinho? 😉  (Destaque para a trilha sonora e a fotografia)

E falamos do Chris Sharma, mas por onde anda o mundialmente famoso “Máquina”? Dani Andrada pelo jeito gostou de abrir as vias longas em tetos de cavernas e está se empenhando numa nova via. A espanha que tem todo tipo de Rocha boa, tem também essas grandes “cuevas” altas com arcos em cima, então o lazarento nem tem que viajar muito longe pra poder escalar o que lhe “de na gana”.

E um dos melhores eventos de escalada do Brasil ocorreu no mês passado, o Cocalcinhas. Homens vestidos de mulher foram autorizados a participar também, mas em principio foi um encontro feminino de boulder na rocha.

E esse mês também saiu um vídeo muito legal mostrando as primeiras impressões de uma escaladora recente. Sabe quando a gente fala que não importa quanto você escale, enquanto vc não vai pro Cipó não da pra saber se o “bichinho” da escalada te mordeu ou não? Pois aí a menina aparece sendo devorada por ele. Motivante, inspirador. Bonus para o Barão na Juan Salame 11b. Máquina!

Ah! E pra finalizar, todo mundo sabe que estou terminando os ultimos ajustes no GUIA COMPLETO DE ESCALADAS DO CUSCUZEIRO. Pois pedi apoio a algumas empresas pra fazer propagando no livro (que será colorido, em formato A5, com  muitas fotos com aproximadamente 70 páginas) pra ajudar na impressão, e até então tenho ouvido muita desculpa de que as vendas cairam esse ano e por isso Não podem ajudar. Ah, claro, aí sua marca tem uma queda nas vendas: em vez de vc investir em divulgação e publicidade para que as pessoas voltem a comprar, você guarda o dinheiro embaixo do colchão. Sobre esse assunto preparei um artigo daqueles de 5 folhas de word explicando o porque da crise, mesmo nunca tendo se comprado tanto equipo de escalada no Brasil, talvez solte aqui no blog nos próximos posts. Bom, tudo isso pra dizer que por coincidência numa visita técnica na Alemanha pela Quero Escalar (aguardem, em breve novidades) me aconteceu algo inusitadíssimo, confira comigo no Replay:

Estou eu na Alemanha conhecendo os funcionários da empresa durante uma visita técnica na Fábrica/Escritório da Edelrid quando entra na sala um senhor Alemão muito simpático e pergunta se eu conheço o Cuscuzeiro. Aí eu digo todo surpreso: Claro! Estou fazendo o guia de lá! Aí ele: E vc sabe como é a historia de como começou a escalada lá? Aí eu: Sim, foi um alemão, que abriu as primeiras vias e aí não pararam mais…o nome dele era Karst… aí ele responde todo fanfarrão: Muito prazer, Karst!

Fiquei muito feliz de ter podido conhecer uma lenda viva! O cara que abriu as primeiras vias no cuscuzeiro como Manga com Leite, Watch me, Let’sgo, mosquitos go Home e Denorex por exemplo, lógico que pedi pra tirar uma foto com ele!

Carsten (o cara que junto com o Tonto abriu as primeiras vias no Cuscuzeiro!) e eu, na fábrica da Edelrid.

Carsten (o cara que junto com o Tonto abriu as primeiras vias no Cuscuzeiro!) e eu, na fábrica da Edelrid.

E foi isso, a fábrica é Sensacional, o departamento de criação, deu pra ver como as cordas são feitas e como são projetados os equipamentos e as novas tecnologias. Simplesmente demais!

Ah! Se alguém quiser ver sua marca no guia do pico mais importante do interior do estado, entre em contato!

Tips for non-Brazilian-Climbers in Brazil

Strong Brazilian Climber Ana Lígia, climbing on some solid Sandstone at Itaqueri - SP

Strong Brazilian Climber Ana Lígia, climbing on some solid Sandstone at Itaqueri – SP

I’m going to make this post in English because I think there aren’t much sources of information anywhere on the internet about climbing in Brazil. I Found some texts about some crags, inviting strong climbers to come and try our projects, but nothing more detailed. So, shall we begin?

– First of all, Gringo, you should know that you are very welcome here. Anywhere in this country you go, you can make a lot of friends and do the “Dirtbag” purest style sleeping on couches or even real beds without spending a dime and even trying the Brazilian typical food of someone’s mother (the one you’d never have the opportunity to try in a restaurant). We (climbers) like to be good hosts and it is also good for us to practice our english. Because of that, don’t you even think about hiring a guide (unless you are going to Rio). If you insist, drop me a line 😉

– Brazilians DON’T Speak Spanish. Unless those who spent a season climbing in Rodellar or in Chaltén. We speak Portuguese, but we can’t understand what people from portugal say because they speak too fast. It is not difficult to find people here that don’t speak english; actually, that’s the majority. Among climbers, however, you may find higher rates of english speakers.

– Learn portuguese. If not fluent, at least key words, like Bom dia, obrigado, com licença, até logo e por favor. (Good morning, thank you, excuseme, see you soon, please). Learn some more so that you can have and active talk (I, he, she, it, we, they for a start). You’ll remember my words when you meet someone interesting and find out you suddenly can speak another language you didn’t know 😉 . Besides that, learning a foreign language makes you smarter.

Beto crushing some great Limestone in Serra do Cipó, Minas Gerais. So solid, so Strong dude!

Beto crushing some great Limestone in Serra do Cipó, Minas Gerais. So solid, so Strong dude!

– Climbing gear in Brazil is very expensive. Bring your own and some spare in case you are going to stay here too long (i.e. an extra pair of climbing shoes).

– We don’t have good enough public transportation. Or trains. The only trains we have are those on touristic attractions like 1h rides just to know how it feels, it’s not to go from A to B. What we have are a lot of trucks at roads and highways, and they are fucking crazy, if you rent a car (or drive someone’s) stay away of their way. At cities we don’t have enough buses but for some touristic and rest days it will be enough. To go from town to town maybe you’ll have to take two of them. As I said, the best is to have a host. And that’s very easy to get. We think car rentals are even more expensive than climbing gear, so we never hire them, but if because of your currency you can afford one, it’s a good solution, but dirtbag to dirtbag talking, give up on that idea. In most crags you’ll stay you don’t need a car.

– We don’t have those furgo-style vans in which you can sleep in. We don’t have the “concept” of bivouac. It’s either camping or staying on a “abrigo para escaladores” (something like a shelter or refuge, hostel-like for climbers only). If you read that in a crag it is forbidden to camp, it means bivouac as well, for land owners, it’s the same.

– Every milimeter of land in Brazil has an owner. Amazonia forest is someone’s, for sure. If it’s not private, than it is a park, and then we’re screwed. Because our parks are completely abandoned. For governants, the whole model of a park is “Foz do Iguaçu” National Park, in which you go in escalators and ascenders up and down and you don’t even touch the ground (which is with concrete most of your way inside the park). The easy solution for all the other parks that aren’t a profitable source of money is the same: Closure. There are some parks that have the intense participation of climbers in it’s management, and in those cases, climbing is permitted. But in most of them, climbing is forbidden just because the park manager thinks climbers are crazy fat drug addicted people who throw ropes down and go abseileing some vertical wall, putting *His* ass in danger. That is because if you break a leg walking on a trail on a national park or someone’s land, you can sue the owner or the park, and you’ll win. But think about it: someone actually sued a Landowner or park for having gotten injured inside a natural trail. How absurd is that? Please don’t sue no landowner while you’re here.

Brazilian Tipical Churrasco

Brazilian Tipical Churrasco

– It is possible that you go back to your country fatter than when you left. We have excelent food. From the Feijoada, frango caipira, arroz com feijão to the churrascos (Barbecue). And by Barbecue I mean with real meat, not burgers. Contra filé, Alcatra, cupim and the king of the Churrascos: PICANHA. (Write that down not to forget). But don’t let yourself be fooled: A good State of the art Churrasco  strictu sensus has meat and beer (and some cachaça, why not) only; perhaps some “french bread”. Rice, salad and other stuff is for pussies. You’ll be amazed how we can make barbecue grills from almost anything that won’t get on fire. The food from Minas Gerais is by far the most liked from us, although each state has its own typical food and you are going to love them all. (for more amazing brazilian food you MUST try out, check this link)

The three on the left are the ones I recommend.

The three beers on the left are the ones I recommend.

– We have excellent cachaças and are not those exported ones you can find all around the world. Those 50 euros cachaças here are not worthy more than 2 dollars. You have to try the boazinha, seleta, sagatiba and the nameless Cachaças Mineiras (From Minas Gerais). I’m sure my brazilian fellows will enumerate even better ones, but I’m not such an avid cachaça drinker, so, well, those are the famous (but they will agree with the mineiras ones). We also have good beer. I Suggest Bohêmia, serramalte and Original. If you want a cheap and easy-to-find beer, the best is Brahma. Avoid Kaiser and Bavaria at all costs, unless you want to make a colon cleansing to be extremely light for that redpoint you are aiming the next day. Buy a gatorade along with it to drink after the effects.

– Yes, we have a lot of vegetarian climbers and vegetarian restaurants, you don’t worry about that. Perhaps on that small town with 400 habitants will be tough to find one, but at most cities you will find one.

Awesome climbing on conglomerate in Bahia!

Awesome climbing on conglomerate in Bahia!

– We have many kinds of rock types and formations. Brazil is so big, which is good, but also, because of that, the main crags are really apart form each other. There are Class A climbs in every state of Brazil but the north region. Minas gerais is the mecca for our limestone sportclimbs with the Serra do Cipó. Rio de Janeiro is the Mecca for slab multipitch climbs on granite with urban climbs all over the city with the Pão de Açucar and many other (dozens or more) of mountains in the middle of town. Paraná has our “Indian Creek” for trad climbing with São Luís do Purunã sector 3 close to curitiba and others growing bigger with clean trad lines. São Paulo has awesome solid sandstone with the morro do Cuscuzeiro (printed guide soon!) and its surrounding crags – and it’s where I live. Santa Catarina has a strong crag called corupá, which is conglomerate, and Rio Grande do Sul has the “Gruta da 3° légua” wich for many years had the hardest climbs in Brazil, with routes around the 5.14/8b+ range. Espirito Santo has loads of virgin granite peaks and a growing sport climbing comunity. In Bahia you’ll find a slower pace of life than in south and southeast. Don’t miss the chapada diamantina climbs and waterfall showers between one climb and another. The conglomerate and quartzite rule there, so the fun is guaranteed. Cities like Igatu, lençois and Itatim are the hotspots.

Anaí Climbs one of Rio de Janeiro Classics: "The passage of the eyes" at the Pedra da Gávea, Rio de Janeiro

Anaí Climbs one of Rio de Janeiro Classics: “The passage of the eyes” at the Pedra da Gávea

– In many crags you’ll find the “tupiniquim” solution for our lack of bolt hangers in the 70’s and 80’s that lasts until nowadays: The “Grampo P”. Which is something like the chemical glued in hangers, but without the chemical glued in. It’s a great solution and it’s very safe. It’s just not recommended to be used on roofs, so, you’ll not find many on them, although the ones that have been put on roofs are there after many years of abusive falling. It is a 13mm hole with a 14mm diameter steel bar hammered inside. Everyone climbs on them, falls on them, it’s not you, the redneck gringo that will be the lucky one to take them off doing a 5.8/V+ as a A0. But don’t worry, our crags are also full of petzl SS and fixe bolt hangers. In some cases, the “Grampo (or Pino) P” are only on the anchors because of its rounded section, for rapelling.  And they are only on Granite and hard limestone. For Sandstone we glue in the 12cm (5″) parabolts inside with sikka.

This is the "Grampo P" at at one crag at Rio. The one on the right has been replaced by the left one by the locals.

This is the “Grampo P” at Rio. The one on the right has been replaced by the left one by the locals.

– There are idiots and morons everywhere in the world, so if you find one, don’t worry, he’s one of a kind, not the rule. Here in Brazil I think statistically there are less idiots/stupid/morons per climber than in other countries I have been. No offense (there deep inside you’ll know what I mean! 😉 )

– Brazil is becoming a very safe place to live, but don’t do the “gringo distracted style”. As we say here: One eye on the cat, the other on the fish. Keep your things with you and don’t trust people you don’t know. Especially on big towns. The smallest the town, the better. A friend of a friend however can gain a vote of trust. Being a Climber here is synonim for trustworthy, but hey, remember the last paragraph, and don’t forget: “One eye on the cat, the other on the fish”.  Don’t act as if you’re lost (or as we’d say here, as lost a a dog that felt from the moving truck – or as a blindman in the middle of gunshooting). Don’t stop to take pictures in the midle of nowhere in the city, the metro exit, or places like that. Be smart!

– It is not true that we don’t like Argentineans. What we don’t like are those who think Buenos Aires is the capital of Brazil. It is NOT. The capital of Brazil is Brasília. The Argentineans we like the most are the ones that climb. Those are our Brothers from the other side of the frontier, always welcome as we are on their country.

– We don’t dance Samba but even the worst Brazilian samba dancer is better than you. Get over it. Most climbers don’t like soccer as well. Despite that, the worst beer-drinking-barbecue-eating soccer player is better than you. Get over it as well. We learned to kick a ball before we could walk.

– Brazilian people are traditionnaly homophobic, but among climbers that is not an issue. We are bad-belayer-phobic, because that actually affects us somehow.

– Despite all you saw about naked girls in carnaval, we don’t go to the beach naked neither girls do topless (actually that is forbidden, can you believe it?). So you won’t see anyone doing that. Not on the beach, not on a waterfall between climbs or a river close to the climbing crag on hot days. Ever. I’ve seen more boobs in one afternoon in a ordinary shore in Valence, Spain, than I have seen my whole life in Brazil. I wish that moment could last forever.

– We have deadbite snakes. Ok, that’s true. The worst ones you’ll hardly cross if you stick to the popular sport crags, like the Jararaca. but the most popular one is the “Cascavel” (rattle snake). The good thing is that they make noise before biting (therefore, rattlesnake), so you have one chance to escape. If bitten, you won’t die instantly. Just ask for help and get to a hospital ASAP. You have like 3 hours before irreversible effects.

Yes, we have rattlesnakes. Don't kill them, just walk away!

Yes, we have rattlesnakes. Don’t kill them, just walk away!

– We don’t have deadbite Spiders. There are only 3 kinds you should be aware of: The Brown Spider (Aranha Marrom – Loxosceles spp). This one is small and likes to walk around bricks and not very common to be seen or bit, unless they are inside your shoes or clothes while you put them on. But if they bite, you probably won’t even feel. Its poison however will digest (necrosis) your skin and muscles and cause kidney failure, so, the quickest you go to the hospital, the less implications you’ll get (12hours to start to leave sequels). The Armadeira spider (Phoneutria) that looks like a small tarantula, have red “quelicerae” (teeth) and she stands on her 4 behind legs and can jump into you like 1,5m depending on the species, and is very agressive. She will never jump on someone walking the trail from behind a rock. Like the rattlesnake, if it feels threatened it warns you by waving the forelegs in the air. In that case, run. Its poison is neurotoxic and extremely strong. One of the collateral effects of its bite is that you’ll get a 24hour painful boner (yeah a boner!). The other spider you should be aware of are the red tarantulas. They are slow. They don’t jump. They don’t bite. They have as much poison as a small bee. But if it happens for you to be on the 10% of population alergic to its hairs, you can die before getting to the hospital if you breath it. You’ll probably see one inside big holes (which are holds) on the top of some routes in Minas Gerais. If you touch or harm them, they will start to rub the legs on the butt dispersing hair on the air, and then is when you jump for your lives. I once crossed one, was scared to death, but it kept there, looking at me as if I were not there, while I made my way to the anchors of the route. When I was lowered down, she was still there, as if nothing happened.

The Armadeira Spider, also know as Brazilian Wandering Spider

The Armadeira Spider, also know as Brazilian Wandering Spider

– Despite being very receptive, we are very strict with our ethics, so long developed and discussed. We are a very social community, and although such a big country, it is common every climber has at least one climber friend on each state, so if you tell me about a climber, I’ll probably have heard of him, despite where he’s from. Because of that Bond we have, the ethics are almost the same on the whole country, with some minor variations from crag to crag. Here is the most important thing you must know when you come to Brazil:

You can climb any route, but you cannot change them. Do not add bolts. Do not remove them. You can leave a maillon or a binner at an anchor if it doesn’t have one (or two). Remember gear is expensive here.

Before bolting a new route, talk to the locals. We are on a exponential grouth of the sport climbing phase, and the old school climbers that don’t climb anymore want to impose rules to the local climbers that actually climb and make the climb happen in Brazil. So, figure that, even between us there are polemics and discussions about where, how many and how to bolt new routes, imagine what could happen if you bolted a route somewhere we all concensed it’s not supposed to have anymore routes! Don’t you think you’d be doing us a favor by bolting a new route or chopping the bolts of an existing one. We are grown-up enough to take care of the climbing of our country, thanks for asking. Bolt a new route because you like the line, got psyched, it came naturally, but only after you are absolutely sure why wasn’t there a route there before.

If you want to do us a favor, please bring or buy apicultor clothes and remove the bees of some crags. What helds Brazilian climbs development besides a few other things are bees on the crags and routes. I can tell you many undeveloped crags because there are bees and not brave-enough people to remove them (me included). It is ok to remove them, because when I say bees I mean the european and african ones, that compete unequally with the native ones. The european (and afrikan) bees are not welcome here, we have our own to make their job.

We don’t bolt cracks. It’s not that we never did it. But it’s been more than 15 years that we don’t do it. If you see it, don’t worry, it’s not going to be replaced in the future, just let it be and enjoy the view. I’ve climbed 30m cracks in Italy and Spain full of bolts. So, if you think there is a bolt that shouldn’t be there, please, go back to you country and do what you gotta do in your homecrag.

Do not bolt anything before climbing. We like to do things well done, so we want the routes to be perfectly bolted. Climb on top rope, ask a shorter person to do the same and see if he/she reaches all the places you intend to put the bolts. A good route is the one you can climb putting the draws or with them already in place with slightly no difference. DO NOT Retro-Bolt (bolting on rappeling before climbing the route). That’s not a matter of style, that’s local ethics.

As you’d do anywhere (your home crag for example), if you see something potentially dangerous, just ask the locals to know if they are aware of that. If they answer that it has been like that since ever, well, you know, those hemp-roped-tied-in-the-hips old school guys in the mid 50’s really had the guts you actually don’t. I don’t either.

It’s not because you can solo 5.10d/6b+ chimneys that a 5.10d/6b+ climber have to do it. Style is not only about how spaced bolts are, but about the safety as well, we don’t like those “Now i’m safe, now I can die. Now I’m safe, now I can die” kinds of routes.

At some crags you can’t smoke. And you can’t bring dogs. Please respect that. Feel free to put your cellphone songs at anytime, but if someone arrives turn it off or ask them if they would like some music.

A Crowded crag is not the best place to rehearse your project. Give it a go, but unless it is a 45m route with many good rests and you’re sending it, “don’t push it”. (Especially if it’s the only 5.10d/6b+ on the crag for people to warm up). Most of our crags don’t have 600 routes like those in spain.

Be kind, you’re responsible for the image of your country.

Do your thing. If you climb strong, climb strong, we want to see and learn from you. If you don’t, let’s share the passion and evolv together, that’s how the thing work here. We don’t suck at it at all so, maybe you could learn something from us too. It’s totally a social sport here. The more focused, silent and strong you are, the bigger the chances people think you’re snobbish. Of course you don’t have to be the Madre tereza on the crag, but look at Dave Graham’s example: The simpathy in person. “come on”, “Venga” and “Ale” are magic words that makes us climb one grade higher and makes us feel our redpointing of all life project of a 5.10c actually matters to you. Actually it does, doesn’t it?

Don’t go around spraying beta. Ask if beta is wanted. We like the onsight climbing as well. (but you may find it difficult to find someone who won’t want it).

Fact: You don’t climb in the sun. Not even in winter. You’d melt. Arrive early, leave late, that’s our way. It is ok to climb on the sun one day or two for multipitch, but don’t get used to it. Actually, you won’t (get used), don’t worry. When it’s cold or clouded, it probably rains.

Bring headlamp! You’ll use as much as your climbing shoes.

The quickdraws on a route are not there for you to take. Although they are expensive, yes we leave routes equipped with them for a couple of days or two while we are working on it. You can climb on them, but leave them there, you know, as if you haven’t been there.

It is good courtesy to brush chalk off key holds while lowering a route you just did.

ERASE TICK MARKS if you are not going to climb a route again.

Talking about climbing shoes, as I said before, bring your own. If you need resoling, we have great resolers, BUT, it may take more than one month to get the job done.

If you are climbing on soft stone, don’t get lowered down. Abseil instead. Avoid this on the picture:

Avoid this! Abseil from routes on soft stone where the rope touches de rock

Avoid this! Abseil from routes on soft stone where the rope touches de rock

So That’s it! I hope I was clear. Please forgive my “internal jokes”, I didn’t mean to offend anyone, I just wanted to help you all with our manners and make you feel embraced and involved by our culture. We are always laughing on our own problems, and we are always positive despite the politicians we have. And of course it’s better if you know some aspects of our climbing before you are coming, like our ethics for example. Actually I think if you are in doubt, those rules apply to almost everywhere in the world 😉 . So, if you ever thought about coming to Brazil, come! (But avoid the world Cup season, it’s gonna be CHAOS and we are not prepared to receive so much people). And, of course, if you have any doubts, just drop me some words and who knows I can help you!

See you and be safe!

Rodrigo Genja

Quero Escalar team

Atitude Positiva!!

Isa na Sonho de ícaro

Isa na Sonho de ícaro

E eis que no feriado, ao contrário dos planos de meses, faltando 5 horas pra sair de casa, mudamos o destino de Arcos pra São Bento. O motivo?! Uma escolha lógica: Em caso de Sol, escala-se em ambos os lugares. Em caso de Chuva, Em Arcos não escala-se nada e ficaríamos acampados no meio da lama, A Marta, o Felipe e eu… Já Em São Bento escala-se um pouquinho (Falésia dos olhos) porém se faz social o tempo todo. Fomos pra SBS. Ficamos na tia cida. Gastamos horrores, foi uma tragédia financeira, mas felizmente pude me permitir uma extravagância dessa vez. E para ficar com a Martinha, escalarmos juntos e se reintegrar ao SCPT foi excelente. Ela escalou, guiou, voou, foi lindo de ver. Já eu por minha vez bem… vamos aos fatos:

Primeiro dia fomos para a Falésia dos Olhos pois a previsão do tempo mandava água. Não veio, mas foi divertido. Depois de muito tempo sem escalar pude entrar na Quebradeira achando que era um quinto e xingando até a quinta geração da pessoa que me fez com tendências a ganhar uns kilos a mais quando fico sem poder escalar. Mas depois descobri que a via não é tão quinto assim quanto eu pensava. Depois, psicologicamente abalado entrei na sonho de ícaro. Sem resistência alguma, fui parando, e achando esquisito que tava quase mais fácil que a quebradeira. A Isa deu uns pegas na sonho de Ícaro, e a Bia na Bulls on Parede. O Beto, Gui e Raul ficaram malhando a “Despertar de Ícaro” um 8b novo que é a continuação pra esquerda da Sonho de Ícaro. Eu não me deixei abalar e para nao ficar parado fui na Rock and Roll na Catedral, que, ainda que a prestação, sabia que chegaria no final, porque o que eu queria era escalar.

Quebradeira. Entrei achando que era 5° e desci achando que eu estava em péssima forma! kkkkk sorte que disseram ser 6sup heheh

Quebradeira. Entrei achando que era 5° e desci achando que eu estava em péssima forma! kkkkk sorte que disseram ser 6sup heheh

E no segundo dia não tem foto nenhuma! Mas fomos pra Divisa, fizemos a rapa no setor tetos. Pude repetir a Pânico, um 7b que eu tinha mandado mil anos atrás e que eu lembro ter ficado com uma dor no pulso por umas semanas depois da cadena hehehe Mas desta vez foi tranquilo. O engraçado é que a galera já me conhece e sabe que eu sou um fanfarrão, parece que eles pedem pra eu fazer Genjices quando to escalando hehehe O foda é que a maioria das genjices (tipo todas) eu faço mais porque eu quero fazer, espontaneamente, do que por pressão popular. Mas o melhor veio depois: Tava na Pânico, me fudendo lá na contra do crux, espumando como diria o Russão, e a galera deu a maior vibe, foi da hora! Aquele momento que vc ta lá sem saber se vai dar pra ficar na próxima agarra pq ta no veneno.. costura no pé… cotovelinho subindo… Aí a galera começa a Gritar, é mto loco, dá +2 de motivação, +1 de força, +1 de resista e +1 de foco!! Aí minhas ganas de escalar foram aumentando e parece até que o que eu precisava era escalar uma via no limite pro corpo acordar… Massa demás!

Essa galerinha é da Vibe positiva!!

Essa galerinha é da Vibe positiva!!

Galerinha do Rio tava lá, dando a vibe, risada, pitaco, foi muito massa esse dia! Aquele clima massa! Sempre tem um rabugento pra conturbar as coisas (que nem tava com a nossa galera), mas nada disso atrapalha os climbs com essa turminha do barulho aprontando altas confusões. A Marta entrou duas vezes mostrando muita atitude, na primeira parte da Psicose, e ainda deu Beta pros outros que entraram depois! Ela também por pouquinho não manda a Hellraiser, na qual ela entrou guiando. _o/\o_  O Felipe e a Bia deram dois pegas na It’s only Rock and Roll e saiu cadena!! Depois o Beto, Gui e Raul foram para o setor comunista enquanto a gente fazia as já equipadas ou equipava as vias por ali mesmo. A Matriarca-Mor do Sanca Pression Team, a Naná (da época que nem tinha esse nome) estava lá com o Rôdela, o Chris, o Rogério (Figuraça)  e as respectivas (foi mau meninas, mandem seus nomes nos coments aí pra eu updatar o post depois!) . É quando vc sai do Climb leve, com a sensação de que está tudo bem e que estão todos felizes (Menos o Raul que não pode esperar a gente limpar a via no escuro, porém cuja felicidade é facilmente compravel com uma cachacinha hahaha)

 

Felipe, Eu e Marta na 3° parada da Elektra, na Ana Chata

Felipe, Eu e Marta na 3° parada da Elektra, na Ana Chata

E no sábado o dia mandava tempo bom. Fomos pra Ana Chata porque eu queria levar a Marta pra fazer sua primeira parede. LEvamos Um saco de cimento, tijolos, areia… kkkk E fizemos uma cordada de 3 com o felipe também, que também estreava em ambiente paredeiro. Tivemos que esperar 1h pra entrar na via, mas o timing foi perfeito pois as nuvens iam alternando entre sol e sombra, foi muito massa. Só no finalzinho eu achei que poderia chover a qualquer momento, mas não choveu! Ahhh, a quinta enfiada. Depois de um apertozinho na quarta enfiada que tem coisa de 30m e 3 proteções, me esbaldei de proteger a enfiada em móvel. Não é nem que tava precisando, mas é que é tão gostoso enfiar os negócio nas fendinha e ver como fica bala! No cruxzinho rolou até entalamento de joelho e semisoltamento de mãos hehehe Nas duas ultimas enfiadinhas, que é uma travessia horizontal pra esquerda de 15m mais uns 20m até o cume, eu emendei pra ganhar tempo, Mas depois paguei o preço por ter deixado os friends pra trás. Nessa última enfiada só tem uma chapa. Ta certo que é facil, mas eu meio que me senti SOLANDOOOO hehehe se eu caísse ali, ia cair MOOOOITO. Mas foi da horinha. O único lancezinho vc faz com a costura no saco. Fizemos sessões de fotos no cume, separamos equipo e descemos, chegando no carro pouco depois de escurecer. E fomos direto pra Truta! E você acredita, que a garçonete admitiu rapidamente ter errado nas contas e devolveu o dinheiro cobrado a mais sem titubear? Ponto para o time dos Trutas honestos. <Tu dun – Tsss>

A cara do Felipe nessa foto ficou muito massa!!! kkk

A cara do Felipe nessa foto ficou muito massa!!! kkk

E aí no último dia estávamos todos des-tru-í-dos. Estávamos entre ir pra Divisa ou pros Olhos, mas acabamos indo pra vista aérea seduzidos pelas promessas de vias em móvel bem protegíveis uma trilha de 5 min do carro ao pico. Eu comecei fazendo a Mamão com Açúcar, achando que era só em chapa. Na verdade ela é, mas como eu queria ter levado meus friendinhos para um lance ou outro!! (#Fikadika). Depois que a marta fez ela também, fiz com ela uma Oficina de Escalada móvel, que a Isa Chamou de TRAD CLIMBING CLINICS hehehe ela ja tava até querendo subir guiando pondo as peças (mas de top hehe).  E eis que quando a Isa ia equipar a quinto apoio pra nóis, começa a chover! Mas isso já era umas 2 da tarde! Vazamos!

Beto na Batdiedro, Vista Aérea

Beto na Batdiedro, Vista Aérea

Só sei que na viagem, pra variar, começamos a pegar o trânsito na Fernão antes de chegar na Don Pedro, mas graças ao Beta do Koberle, pegamos o desvio em Guapirocada e viemos mais tranquilos. EU só queria comer uma coxinha de posto. Adoro. já era umas 7 da noite quando chegamos na Don Pedro na altura de Itatiba, e eu tava sem comer nada o dia inteiro. Como tava gostoso, nossa!!! Ah, outra coisa a se mencionar: IN-CRÍ-VEL o congestionamento e trânsito parado, deve ter sido algum recorde ou algo do tipo, desde São Carlos até a entrada da Anhanguera pela Washington Luís, coisa de 90km de congestionamento!!!! (só que no sentido interior- capital Xupa Paulistano)

E foi isso galerinha! Muita Vibe positiva na viagem, ver os aspectos positivos de tudo pois o que importa é estar feliz sempre e não mal humorado se cobrando resultados que isso não vira! O Negócio é Cobrar atitudes e mentalidade positiva, aí sim!

Valeu, até a próxima! E pra terminar, uma foto da Seg esperta de corpo de mim para o beto clipando (costura mágica em ação)  a primeira da Veneno Antimonotonia na Vista Aérea:

Se cair cai com a COSTELA no ossinho do cotovelo hein?!

Se cair cai com a COSTELA no ossinho do cotovelo hein?!

Arcos: Novo point adicionado aos Favoritos do SCPT!

SCPT e a família do Rastro de São Pedro: As meninas Iá-Iá com a Nanica,  Tatá e ao fundo a direita, a Célia e o Victor.

SCPT e a família do Rastro de São Pedro: As meninas Iá-Iá com a Nanica, Tatá e ao fundo a direita, a Célia e o Victor.

Certeza que tava todo mundo curioso pra saber como que foi o último roctrip do Sanca Pression Team. Foi SEN-SA-CIO-NAL!! Quem não foi perdeu uma das melhores trips dos ultimos tempos do SCPT!! Muitas vias de qualidade, equipamento perfeito classe A, negativos de agarrão, muita escalada a vista, um monte de sétimos em promoção e um ambiente família out-of-this-world.

O abrigo é na verdade a casa de uma família que nos acolhe tão bem que nos sentimos em nossa própria casa. Há a casa deles, e bem do lado a casa dos escaladores, que é mais um apoio pois é uma salinha, um quartinho vazio, uma cozinha e um banheiro e nós devemos ficar acampados. Mas mesmo com a proximidade com a casa dos donos do local, ficamos realmente super a vontade e o ambiente foi muito agradável desde o começo. A Maria Célia inclusive nos guiou desde o segundo semáforo da BR (do restaurante pulo do gato) em Arcos até o local, que não tem erro, olha só:

Indo pela BR de Pains até Arcos, um pouco depois do segundo semáforo (que tem na BR mesmo) já em Arcos, entre à esquerda 1m (um metro) depois de passar embaixo do pontilhão de trem e siga beirando a ferrovia. Pouco depois de se distanciar dos trilhos vem a primeira bifurcação e você deve pegá-la pra direita. Daí pra frente é tudo esquerda nas bifurcações até a estrada acabar na porteira da fazenda do Rastro de São Pedro, são 7km. Quem toma conta é o Casal Maria Célia e o Victor, com as meninas Iá-Iá e a Tatá, e sua fiel escudeira, Nanica! O Ambiente família não podia ser melhor e já no primeiro dia a Célia (Célinha) acompanhada da Iá-Iá (que ia de pé no chão mesmo, no melhor estilo criança feliz e ativa) e a Nanica nos mostraram algumas vias e setores, que elas conhecem porque também escalam, para irmos começando, já que não tinha mais ninguém para nos orientar.

Primeiro dia, primeira via: Chifrinho! Detalhe para a calça do Raul. 1 semana de escalada em Arcos pode deixar sua calça de escalada nova igual a essa de 10 anos do Raul.

Primeiro dia, primeira via: Chifrinho! Detalhe para a calça do Raul. 1 semana de escalada em Arcos pode deixar sua calça de escalada nova igual a essa de 10 anos do Raul.

No primeiro dia estavamos só o Beto, o Raul (borracho) e eu. Pudemos aquecer em dois 6sups (café da manhã e Chifrinho) no setor onde ficam algumas vias clássicas do pico como Faixa de Gaza 7a e Amigos do rastro 7c. Mas não aguentamos e logo tivemos que ir na parede principal que parecia alucinante! Entramos em duas linhas que não sabíamos nome muito menos o grau, mas que realmente deixou a gente pilhados pela beleza. Estavamos no esquema todos a vista e o Raul avistou a primeira, Beto a segunda e quando eu fui avistar a terceira tomei umas picadas de abelha e tive que abandonar. Depois descobrimos que havíamos entrado nas vias mais clássicas do pico: Extraordinária 7b e Entre o sol e a Sombra 7a. O Beto deu um pega na confusão mental mas nãaaaaooo conseguiu, já estava destrambelhado, e eu no fim do dia tomei as picadas na Sacafraga, que ia avistando muito bem! (kkkk é um 6sup seu tonto). Eu tava naquelas de ir sentindo qualéqueera, pois tinha ficado 2 meses sem escalar direito por causa de dedos podres, mas graças à sessões de acupuntura com tratamento de choque pesado, rolou escalar de boa, e daí pra frente foi só apertar!

Sem um beta tão bom, tivemos que ir buscar os reforços do Time de madrugada próximo à linha do trem, e no dia seguinte já levamos todo mundo pra aquecer nas vias que tinhamos feito no dia anterior, e nós, que já tinhamos escalado-as, fomos no setor “corredor” e aquecemos num sextimo muito legal. Logo fizemos a via “Parceragem”, e eu sofri (do tipo fazer tudo errado entrar pro lado errado, vish, corda no pescoço, nusss) com a entrada na canaleta, mas acabei mandando. As meninas Isa, Ju e Bia estavam ali na Café da manha e Chifrinho com o Gui, e ficou tudo equipado, do corredor até a faixa de gaza, incluindo a lenços umedecidos (8b/c) que o Beto mandou (O Gui também, não?). Entrei a vista na faixa de gaza e foi só curtição, adorei a via, claro. Mas o mais legal foi ter entrado à vista na “Amigos do Rastro” 7c. No primeiro pega caí pra costurar a segunda, gastei demais, achei que tinha um descanso onde nao tinha, e depois disso tudo (de cair) ainda fiquei sabendo que o blocão na esquerda da via, deonde se pode descansar horrores (é aqueles blocos que vc passa a 1cm de distância com cuidadinho pra não relar, pq tá encostada, 20cm pra direita da via) não vale e é considerado dar Curintxa na via. Ok, ja tinha caido mesmo, vamo lá. O Raul entrou em flash, leu direitinho, mas se embananou com os pés, pegou na mao errada no crux, e eu querendo ajudar atrapalhei e ele perdeu a cadena… No meu primeiro pega, ensaiei bem, tirei bem o move do crux que achei incrivel, e depois de mandar um Twix dei o segundo pega e mandei, u-hulll via da hora demásssss. Já tinhamos incorporado pro SCPT o doisberto, que na verdade é Webert, vulgo Beto, e no fim do dia fui dar uma seg pra ele na Suor de Cachaça 8b ali no setor da onça mas já tava semiescurecendo nem rolou outras escaladas, só ajudamos a tirar melhor o move do primeiro cruxzinho ali debaixo. Achei a via bem dura e totalmente destoante do resto do pico, que tinha tudo agarrão. Ah, sei lá, pra entrar em vias assim fico em itaqueri. Ali com tanta via negativa de agarrão, pra que o sofrimento gratuito?! (tem que ver até onde vc quer se desafiar) hahaha E pior que o Beto mandou ela no dia seguinte quase em flash, caindo no final, necessitando só dois pegas.

Ta fóoorte hein nenéim?! :) Isa na Faixa de Gaza estreando sua sapatilha autografada  que ela ganhou da Steph Davis

Ta fóoorte hein nenéim?! 🙂 Isa na Faixa de Gaza estreando sua sapatilha autografada que ela ganhou da Steph Davis

No final do segundo dia o Peixe, escalador e conquistador local me mostrou o caminho para o setor “Segundo Andar” e lógico que a gente alucinou né. Levei toda a galera pra lá no terceiro dia, e a galera já saiu equipando TUTOOOO. Comecei fazendo um sextinho ali na direita da entrada do setor, que fica logo à esquerda de um quintinho um pouco mais na aresta. Demais, com direito a lacona que canta uma sinfonia no final (e que vc tem que pagar um montê nela kkkkk). Depois o Raul mandou a vista a Café, Cachaça e Tabaco (Cafe e cigarro, muñequito de Barro) e eu mandei na sequência. Entramos pra limpar um 6sup/7a meio esquisito ali na direita da café, tabaco cachaça que também tinha que se puxar numa laca gigante que ia afinando, quase um totem… achei estranha. Mas a via mais filé do setor foi a Golden Fish 6sup, pra direita da Cafeína (7c). A cafeína é uma via bem negativa que sai numa proa bem no meio do setor, e à sua esquerda (bem na frente dela) tem um quinto muito massa, onde eu rasguei minha calça favorita de climb :/

ÓOO.. rasgou a bermudinha foi? Deixa eu tocar uma musica pra vc no menor violino do mundo.. (piada interna São Carlos Pression team)

ÓOO.. rasgou a bermudinha foi? Deixa eu tocar uma musica pra vc no menor violino do mundo.. (piada interna São Carlos Pression team)

No fim do dia fomos pro setor da Onça com a Natalia, que tinha ido junto com o “Beto de minas” pra Arcos e no primeiro dia tinha mandado a Faixa de Gaza, e tinha acabado de mandar a Golden Fish. Ela nos mostrou a Incrível céu de arcos e a Mãe Gaia. Mas quando o Raul tirou o primeiro pé do Chão, começou a chover horrores. E não escalamos mais nada pq faltava tipo uma hora pra escurecer.

Nati fazendo a Golden Fish a vista!

Nati fazendo a Golden Fish a vista!

E de noite o pessoal da casa fez uma festa Hippie, foi muito legal. O Beto e o Raul pra variar puderam experimentar a Cachacinha mineira e o Borracho do Raul deu trabalho mais uma vez… tanto que no dia seguinte, ainda de ressaca, acordou “pronto”  pra escalar:

FAZÊ UMA SOPA PA NÓIS!!

FAZÊ UMA SOPA PA NÓIS!!

E no último dia tive que ir com o Beto no segundo andar limpar a Cafeína, que ele tinha deixado equipada no dia anterior pq começou a chover. Pelo menos ele mandou!

Beto prestes a entrar na Cafeína, no segunda andar.

Beto prestes a entrar na Cafeína, no segunda andar.

E aí esqueci minha câmera pra poder ir leve pro segundo andar, fui só com o ropebag, cadeirinha e sapata. Na volta descemos pro setor da onça, onde estavam todos equipando a Incrível céu de arcos e a do lado, ambos 7b’s. Aqueci equipando a Mãe Gaia, 7a, via linda!!! Pena que no meinho tem um cruxzinho esquisito, certeza que tinha uma agarra que eu nao vi, dei um semicurintxa quase chegando na via da esquerda, mas no final consegui mandar a vista sem cair nem roubar de fato. 🙂 Aí entrei a vista avista mesmo no 7b incrível céu de Arcos e foi massa. Não mandeeeeeiiii… kkkkk Mas foi ótimo, tomei uma quedinha bem besta pq tava bombado, mas foi bom pro psico perder qualquer resquicio de medinho e tocar pracima na sequência fortinha do crux e fazer a melhor virada de teto que eu já fiz na vida la em cima. Muuuito da hora!!

Pois muito bem, descemos, arrumamos as coisas e partimos! Queremos muito voltar com a metranca! Muita pedra pra abrir via! Vamos torcer para as pedreiras não comerem tudo que tem por ali, porque ta chegando perto! Com as explosões muitas vezes o chão tremia e 7segundos depois vinha o barulho, foda!

No fim do dia, fotos sequenciais:

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Eu, Raul, Iá-iá, Gui, Ju e Tatá com a Nanica no colo!

Agradecemos MUUUITO à familia que nos acolheu tão calorosamente e nos deixou tão a vontade para voltarmos, nos fazendo sentir parte da família! Valeu demais Victor, Maria Célia, Iá-Iá, Tatá, Nanica e os gatinhos Lilica e Ripilica!

========UPDATE========

As gatinhas chamam-se Pois é e Pois não, e não Lilica e Ripilica!

Umas fotos da camera da Bia que eu não tinha visto!

O Cipó já não é mais o mesmo… É muito melhor!

Gui na famigerada "Atretas do Craimbe" no Rod

Gui na famigerada “Atretas do Craimbe” no Rod

Primeira trip do ano não poderia ter sido pra lugar melhor! Pra começar bem 2013, peregrinação até a MECA da escalada esportiva no Brasil!!! Fomos a Isa e eu de bumba no dia primeiro de manhã, chegando lá a noite e na manhã seguinte chegou a Bia. Nosso anfitrião é na verdade o Gui, que apesar de ser Beaguense (aquele que nasce em BH), se radicou aqui no São Carlos Pression Team. Primeiro dia, para ganhar tempo, fomos num sítio ainda inexplorado: o Rod! A Bia e eu não conhecíamos e nos divertimos horrores no setorzinho “boas vindas” (G2) aquecendo em clássicas como “Atretas do Craimbe” 6sup e “Tapa na Aranha”  7a. Tive a felicidade de mandar um dos 7c’s mais famosos do Brasil no segundo pega: a “Sedativa”. Uma via curta, com saída de teto e um move de boulder ligeiramente explosivo logo na sequência. Ainda tivemos a oportunidade de fazer em flash outra famosa: Gables in the lables (se pronuncia GAIBOUS IN THE LEIBOUS, mas suponho eu que a escrita seja em inglês). Ainda depois fizemos mais uma que eu não faço a menor idéia do nome, talvez um 6° ali atrás. E firmeza, primeiro dia tudo lindo, tudo azul, janta na tia Preta (#FIKADIKA!!!!!) e bora pro nosso esquema, no meio do caminho entre cipó e lagoa santa.

Segundo dia foi G3. Todo mundo animado, fomos sedentos por novas vias no setor da “Perseguida”. Simplesmente SEN-SA-CIO-NAL . Só que antes a gente deu uma aquecidinha ali no Anfiteatro: todo mundo aqueceu na Jhonny Quest (6sup) e só o belezão aqui que foi já sedento na Dr. Jack (7b)… Claro que desmandei a via! hahaha mas foi da hora relembrar os movimentos dessa via. Caí em partes onde antes nunca tinha titubeado, e passei tranquilo em trechos que antes apanhava… vai entender! Já na Perseguida, a Isa falou de uma tal de “quinto aventura” (que não tem esse nome, mas na falta dele, vai esse apelido), que deve ser um 5sup ou sextinho com crux na saída, depois uns “400 metros” de escalada de todos os tipos: Aresta, face, fenda, aderencia, sombra, sol… dá uma má impressão vc olhar para o lado, ver a chapa e NENHUUUUMA saliência…. mas a via segue pela aresta e é agarrão e surpresa boa o tempo todo, dilícia! Ao todo uns 30m de via, umas 12 costuras ou mais… Depois fizemos a “Beco diagonal” que deve dar um 7a, e na sequência… Tchan tchan tchan tchannnnnnnn….. A mais nova “melhor 7a do Cipó”: Chorrera Musical. Uns 5 posts atrás eu devo ter comentado algo sobre querer muito fazer essa via… não sei onde eu li que era um 7c… depois falaram 7b, aí no dia eu ouvi “7a parabéns” e tenho que concordar. Quem ja foi pra Rodellar deve ter ouvido falar do 6sup mais tradicional de lá: Roxy La Palmera… pois bem, esqueçam tudo… Chorrera Musical é a nova Chorrera sensação do momento. São 30m de puro prazer! Ainda no fim do dia a gente tava naquela vou-não-vou na lamúrias, aí a Júlia falou que tinha um 7c equipado ali no cangaço que eu ia adorar e que ela ia betear pra mim… Bom… a Isa não ficou muito contente que a Lamúrias não se equiparia sozinha aquele dia, mas também ja estava faltando pouco pra escurecer, e faltando umas 3 chapas pro final da “Cangaceiro” já estava de noite e eu nem tive tesão pra continuar baixei. Hmmm…. Via OK, mas não muito meu estilo, sei lá, vai ver que por estar aquela penumbra escurecendo eu não tenha curtido tanto, já que não gosto de escalar a noite.

Me esbaldando na "Chorrera Musical" Melhor 7a do Cipó!

Me esbaldando na “Chorrera Musical” Melhor 7a do Cipó!

No terceiro dia de Climb eu acordei meio zuado. Cagando mole, aquele negócio. E pra piorar fui ficando enjoado no carro, e não consegui escalar o dia inteiro. A Isa entrou na lamúrias que o Gui equipou e depois eles foram para o cangaço, onde a Isa queria tentar a “O cravo e a rosa”. Dei seg pra ela e numa voada, em vez de fazer a seg dinâmica, recolhi corda pois era a segunda costura e não queria que ela caísse muito, sei lá, vai que dá chão… mas infelizmente ela bateu a ponta do pé numa saliência e deu game over aquele dia. MY BAD! (poderia tranquilamente – e deveria – te-la deixado cair, voar tranquilamente mais uns 2m que tava sussa, mas não… enfim… na próxima ja to ligado! O Puto do gui ainda me manda a Cangaceiro em flash!!! Putaquipariu, eu ali, deitado no chao, um puta calor e eu com frio, coberto com meu anoraque, levemente febril, tive a oportunidade de ver o viado fazendo praticamente a vista a travessia do crux… que luta!!! \o/ Parabéns, “Equipe Quero Escalar” representando bem o time! hehehe

Isa na Lamúrias

Isa na Lamúrias

No quarto dia eu já estava respirando sem ajuda de aparelhos, consegui comer normalmente de manha e o que saia de mim era mais denso que água mineral, com uma frequência superior a meia hora. Senti-me um pouco mais motivado e fomos pro Foda, pois o Gui e Eu queríamos porque queríamos entrar na Tatara, 8a. A gente aqueceu na “Pra elas” 5°, e as meninas aqueceram na “Você decide” 6sup. Aí enquanto elas lutavam, se degladeavam na “Caximbo da Paz” 7a, os meninos tiravam os moves da Tatara. Eu lembro que apesar de ter chegado cedo no pico, e não ter ficado muito tempo enrolando, o segundo pega que eu dei na Tatara, e terceira escalada do dia, foi tipo umas 5:30 da tarde. Ainda tinha brincado com a Bia que ia esperar meia hora pra meu “Tomelirrolímetro” chegar a 100% (que normalmente é depois das 6, mesmo eu não gostando de escalar a noite – pergunta se eu Não gosto do horário de verão hehehe). Entrei na via bem animado, cantarolando menina veneno e tudo… e passei rapidamente pela primeira parte da via que é negativa com regletes bons e agarrões, e quando faltava 4 minutos pras 6 estava no descansão antes do último move e CRUX da via. Ali da pra deitar, rolar, sentar, fazer o que quiser.. Aproveitei e tirei a sapata, relaxei, e quando já era umas 6:03 continuei a escalar. Bem no meio do Crux, fiz um movimento diferente do que eu tinha “ensaiado”, pus um pé esquerdo na mão no último agarrão (que é num teto praticamente) quase apoiei em “Figura4“, travei de direita num reglete bom, subi a esquerda numa controna meio boa meio abaolada e, travando com o calcanhar esquerdo na aresta e o direito apoiando num biquinho mais abaixo, consegui pegar a “baguete” (nome popular da última agarra da via devido a seu formato peculiar) e costurar a base tranquilamente. Fiquei muito feliz em ter mandado essa via que eu tinha malhado na última viagem com a Martinha na Seg… Gosto muito deste estilo de escalada bem esportivo, bem protegida, com movimentos atléticos e técnicos… que alegria!! A meta da Viagem estava alcançada!! A caganeira na verdade ajudou a ficar levinho e descansar pra encadenar essa via hahahaha Meu antidoping mostraria substância ilícita: Streptococus Cipózensis hahahaha

E no último dia quem amanheceu com falência múltipla do Sfincter anal foi o Gui, que deu W.O. no climb na Lapinha e apareceu só pra pegar carona pra vir embora. O São Carlos Pression Sfincter ainda teria mais uma combalida (Béééééé) no meio da Viagem que foi a Isa, que segurou bem as pontas pra não sujar o carro do Gui. Ah é, esse dia de manha antes de partir pra SanCharles nós fomos para a Lapinha, que agora está reaberta e as escaladas lá são sensacionais. Lá o Climb rolou bem, fizemos a Gigante de Bronze ou algo assim, e depois dois 7a’s (que ME PARECE que chamam-se: O perigo que veio do Céu e Arranca couro, essa última achei mais um 6sup na verdade). A Isa já tava só na Capa da gaita de tanto escalar todos os dias e acabou nem entrando nas duas últimas, e como iamos sair as 12:30, acabou que foi só isso mesmo que deu pra fazer. A escalada na Lapinha merece ser conhecida, é um pico muito clássico, tipicamente negativo de agarrão, com vias bem protegidas, sombra, muias vias, ah, é sensacional e da vontade de ir entrando em uma atrás da outra mesmo sem saber o grau porque é muito agradável. E parabéns à toda a galera envolvida na liberação da escalada por lá, o Museu está de primeiro mundo, assim como o atendimento e o trato para conosco escaladores. Valeu!

Bia na Lapinha... só escalada de "Qualitê"!!!

Bia na Lapinha… só escalada de “Qualitê”!!!

E é isso galerinha! Escaladinha no Cipó pra começar o ano bem, muitas vias, muitas cadenas, muitas risadas, musiquinhas, piadas à la genja, diarréia coletiva (menos a bia, que tava no canadá?) e tudo o que temos direito! Algo mais? Quem vai na próxima?!