As melhores fendas do Interior Paulista

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Ahhh eu adoro essas fotos de equipos em pé de via!

Não é que escalada móvel seja a minha favorita. Mas eu diria que eu gosto tanto de escalar, que não escalar em móvel seria me privar de muitas vias maravilhosas. E eu não gosto muito dessa história de ficar me privando de alguma coisa. Então a escalada em móvel se tornou algo corriqueiro. Antes uma brincadeira, agora um acessório tão trivial quanto uma costura ou uma corda, são as peças móveis. Mas tem gente que pira nessas pecinhas de proteção móveis mais que na escalada em si (e aí arranja treta pra tudo que é lado kkkkk). Mas enfim, não vou polemizar pq não agrega ao contexto, mas que tal falar sobre escalada?

Manoo! Andei escalando umas vias incríveis em móvel, que você não tem noção. Coisa de filme mesmo. Até o mais apaixonado por chapeletas vai ficar com gana de botar a mão num joguinho de camalots e subir essas vias. A maioria delas fica no Pico do Mané, mas cá entre nós, há fendas incríveis no Cuscuzeiro e na Invernada também (e até na caralha). Até alguns anos atrás, quando se falava em via móvel no interior, só se falava em Irish Jararaca no Cuscuzeiro, que digamos que é a mãe de todas as vias móveis que vou citar. Não incluí ela pois ela já foi repetida trocentas vezes, já tem sua fama, e eu queria falar de coisa nova. Vamos lá? Numa ordem não muito aleatória, cuja sequência respeita um critério subjetivamente intrínseco e desconexo.

1 – Fenda perfeita do nome Perfeito. 5Sup – Pico do Mané, Franca

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Biaoncê divando desfrutando das fendas do Pico do Mané

Uma das menores vias da lista, mas também uma das mais bonitinhas. Uma daquelas vias pra se aprender guiar móvel. Colocações a prova de bomba, num arenito bastante sólido (apesar de fraturado, não esfarela). A fenda transcorre por um diedrinho e permite a colocação de peças praticamente a qualquer momento, quantas quiser. Começa com peças menores tipo um camalot #0.4 depois aumenta, diminui, tem fenda horizontal, vertical, aceita Nuts numa boa em vários momentos, camalots, e ainda tem um lancezinho “maroto” pra chegar na parada pela direita. Incrível, daquelas pra se fazer estreando peças, sapatilha, cadeirinha, fazer no fim de tarde só pra não passar em branco. Uma via feliz, diria eu! Ela tem uns 15m e fica pra direita da “Epopéia” e pra esquerda da PugliRocks, duas clássicas do setor da chegada. A parada são duas correntes discretas pra direita da árvore, não é na árvore! Ah, e o melhor, sombra depois das 15hrs, o que é muito importante lá no Mané!

2 – Abrindo Horizontes, 7a/b – Pico do Mané, Franca.

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hummm fendinha ishpertaaaa…

Essa é massa! (ah vá?!) Entre o setor da chegada e o setor da Tesão. É um diedro fendado com uma saída boulderística alucinante! Depois vai super de boa até o final do diedro, e toca mais uns 10-15m até o top. Tem duas chapas na segunda metade pq os blocos soltos não inspiram confiança, e da pra melhorar o ultimo lance com um camalot #2 ou #3. Tem 25m, sombra no diedro depois das 2 ou 3h dependendo da época do ano. Por representar fazer força de crux de 7b explosiva logo de cara, já é um filézinho. Ah! E foi a primeira via em móvel oficialmente que existiu no mané, daí o nome. Antes só a “Ph na cabeça” que tinha uma passagem em móvel no meio, mas é mista. Lembro que no dia da conquista “debaixo pra cima” eu levei tanta peça, tipo, 3  jogos de nuts, e 2 jogos completos de camalots, que eu pesava vários kilos a mais e achei super hard. Aí quando entrei pra cadena só com as peças que eu sabia que ia usar, tipo umas 8, nossa, foi lindo, vuei no move! kkkkk #fikdik 😉

3 – Sexo, Sangue, Suor Lágrimas e Gritaria, 7b/c – Invernada, São Carlos

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Comecinho delicado, final negativo de agarrão. Fenda no meio! Sensacional!

Ahh, essa é meu xodozinho. E também a vovózinha da lista, com praticamente 6 anos de existência (contra praticamente todas as outras que tem tipo, 1 ano no máximo). Essa é uma das vias que eu mais repeti, e sempre que repito adoro e fico com vontade de fazer de novo. São 25m de pura escalada. Uma via mista aqui no quintal de casa. Começa com um 7b incrível técnico de 3 chapas, depois clipa mais 2 fáceis e entra na fenda. Eu protegia com 2 peças mas agora tá tão decorada que eu ponho só um TCU roxinho equivalente ao camalot #0.4 ou .5 e vou pro descanso, ponho um #0,75 e entro pro lance do crux, que é protegido por 2 chapas, e pra ir pra parada rola proteger com um camalor #3 ou #3,5 ou um camalot #0.4 um pouco mais alto, e já era. Recentemente abri uma variante pra esquerda com chapas que não passa pela fenda e toca pra esquerda, chamada “Foguete cubano”, e já fiz a variante Sexo Cubano, que faz a fenda e do descanso toca pra Foguete cubano. Incrível, técnica, negativa, com agarrões, delícia de via! Tem uma permadraw no meio da via pra vc passar sua corda quando estiver rapelando para conseguir limpar as primeiras chapas, se não fica bem dificil devido à inclinação da via.

4 – Flertando com o Teto, 6sup – Pico do Mané, Franca.

Flertando com o Teto!

Flertando com o Teto!

Ahhh, essa foi uma das vias que mais deu trabalho pra abrir. Duas caçambas de blocos soltos, de terra, e muita faxina foram necessárias para transformar um aglomerado de pedras soltas em uma via móvel perfeita, de 25m protegivel do chão até o top. Um diedro com aquelas fendas dos filmes americanos, perfeita, em que vc não precisa nem conferir a colocação, enfiou o camalot, clipou a corda e tocou embora (mas confira sempre suas colocações, ok?). Um pouco técnica, requer uma certa logística devido ao grande teto, se não, rola um arrasto na corda monstro. O ideal é ir com uma corda dupla, ou, tal qual como nós fazemos na Lamúrias de um Viciado lá no Cipó: Vai encordado com as duas pontas da corda. Quando chegar no segundo platô antes do Crux e depois da Chaminé clipa umas 2 ou 3 peças redundantes com a corda que não tinha sido clipada em nada e desencorda da corda que vinha sendo clipada nas proteções sob o teto e na chaminé. Ou então abusa dos costurões de 1,20m e aguenta o arrasto da corda. Uma via pra ser fotografada e repetida. Em breve volto lá pra abrir a continuação, é só o Sol baixar! Leve uns camalots #0.4 repetidos para o começo, o #1 repetido para o teto e o crux antes da parada, além do resto do jogo completo que vc vai usando ao longo da via. No meio vai uns nuts, tricam, usei até um X4 amarelinho pra sair do diedro e montar no platô (peça móvel pequena). Ah! Como a maioria das vias no mané, ou chegue cedo (Tipo 6:30/7h) num dia frio, ou espere pra entrar nela depois das 3h da tarde. Destaque para a Rê Leite e a Mel de São Paulo que ajudaram a fazer a funça com a maior paciência do mundo e deram muita seg, escalaram a via varias vezes comigo e limparam impecavelmente a primeira metade dela, de onde sairam várias carriolas de terra e blocos soltos.

5 – Diedro Ainda sem nome, 7a/b – Cuscuzeiro, Analândia.

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A fenda nova no Cusco!

Essa é nova no Cusco. Tal qual na “Flertando com o teto”, o Beto também ficou meses wagnando e faxinando a fenda do diedro do qual rolaram várias caçambas de terra e blocos soltos. E abriu uma das vias mais espetaculares do cuscuzeiro. São 35m de via móvel, interrompidos unicamente por uma parada intermediária pra meiar o rapel de quem vai com corda menor que 70m. Uma escalada alucinante daquelas que você tem que desligar a chavinha do medo e tocar pra cima. Não porquê da medo, mas porque não precisa! As quedas são limpas, as colocações são bomba mas são do tipo “Só pra não morrer, não pra pagar o lance com a peça no peito”. Tem hora que é melhor não proteger mesmo e sair tocando pra cima pra chegar logo no agarrão. Sempre tem encaixes bons pra dar uma respirada, agarras boas, lances de diedro com pé chapado, muita técnica de oposição, incrível – mas o Psico pega!!

Leve um jogo de Camalots, Nuts vão muito bem. Tricams entram onde nada mais entra, e MicroFriends tipo X4 ou Aliens protegem lindamente lances cruciais – Nuts pequenos tbm. (e um rolo de papel higiênico pra por na cabeça)

6 – Vulva Alada, 6sup/7a – Pico do Mané, Franca

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Olhando de longe e de frente: Claramente uma Vulva Gigante!

A história dessa via é uma das que eu mais gosto e também a mais “novinha” da lista. O Wagner tinha acabado de abrir a trilha que liga o setor antigo ao setor novo no pico do Mané lá em Franca (Patrocínio Paulista na verdade). Foi no dia que abri a “Vida Loka” que passei por ali só pra conhecer a trilha do setor antigo para o setor novo. E quem escala sabe. Você não faz uma trilha num pico de escalada olhando pro chão. Eu pelo menos vou brisando: Olhaaaa, da pra abrir via ali, e ali, e ali, acessa por ali, bate um top, humm, ali tem que rolar bloco solto, humm. e vou analisando né? E assim foi com a Vulva: Amor à primeira vista. Lembro que a primeira vez que a descrevi pro Guilherme eu a descrevi como: Um diedro bem aberto com umas pranchas de surf que saiam bem do meio da fenda. Digamos que me apaixonei instantaneamente pela linha da via. Estava ficando um feriado de 4 ou 5 dias lá e como o setor tem de fato sombra até meio dia, cheguei com a Carol de Franca logo cedo (tipo as 7h) no pico, mas ao sinal da primeira chuvinha ela vazou e eu fiquei lá, com o pico inteiro só pra mim hehehe E o mais incrível: a única linha seca era a Vulva. Ahhhh, não tive dúvidas. Comecei a conquistá-la em livre em solitário até aproximadamente 2/3 dela, quando cheguei nuns blocos soltos meio medonhos. Puxei a furadeira pra cima (que estava preparada no chão só esperando pra eu puxar através de uma corda que eu levava retinida (também conhecida como “a outra ponta da mesma corda” kkkkk) e pendulei pra direita numa aresta, e continuei a conquista da “Cavaleiro Solitário” debaixo pra cima em livre. Esse dia ficou nublado o dia todo, então pude trabalhar até o fim da tarde sem tostar no sol, e, ao final, escalei na auto-seg a cavaleiro e marquei todas as proteções, e finalmente furei. No dia seguinte voltamos lá e através da Cavaleiro Solitário o Wagner fez cume, bateu vários Tops e pudemos abrir a “Na natureza Selvagem”, uma via Amaaazing em face que tem praticamente 30m em móvel com apenas uma chapa pra proteger a saída – Via do Wagner e do Eliel “jah”. E eu com o Juliano Engler pudemos abrir a Olho do Tigre e a Terra do Nunca, pra esquerda da Vulva. Ainda nesse dia abrimos (O Juliano, Wagner, Jah e eu) a Independência ou Móvel, uma via mista de 25 ou 30m incrível também.

Pois bem, voltando a falar da Vulva, uns 15 dias depois  voltei pra Franca e com uma galera massa que escala de meio de semana, pude finalmente bater o Top da Vulva e descer rolando todos os blocos medonhos que tinha no final do diedro antes do tetinho (ainda falta um, bem no final do teto, já pra cima dele: cuidado!). E finalmente, uns 2 dias depois ainda em Franca com essa galera que escala em meio de semana (Santinho, Jayme, Jah, Rê), pude finalmente mandar a Vulva Alada. Foi incrível. Abusei dos costurões, das proteções, em vários momentos você tem que trabalhar na oposição bem no meio, é sensacional, é escalada bonita, bem protegida, incrível! Detalhe para o tricam preto ❤ salvador que protege bem a passagem do Crux onde nenhuma outra peça conseguiu proteger. E aí pra acabar muitos agarrões, virada de teto com agarras, e “easy-terrain” até a parada, sempre com boas opções de proteção. Incrível! E nesse setor pra quem curte, da pra fazer a continuação da “Olho do Tigre, 6º” em móvel até a parada da Vulva, é a variante “Olho do lixão” facinho tipo 4Sup, e a continuação da “Terra do Nunca, 7a/b” em móvel até a mesma parada: Pensamentos Felizes, também sem muitas variações no grau desse finalzinho, não passando de 4sup.

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Depois de alcançar o Top da Cavaleiro solitário, fixei a corda, desci limpando a fenda, subi marcando as proteções da cavaleiro e desci furando. Ao fundo, a Vulva e sua fenda. Na esquerda a aresta da Terra do nunca.

Bem, pra ela você pode levar um jogo de nuts e um de camalots que ta tudo certo, mas não se esqueça de deixar os Camalots #2 e #3 para o final, e algo semelhante ao Tricam preto #0.250 pra proteger o crux bem no bloco que parece solto mas não solta. Escale em 3d e não esqueça de tomar cuidado com o bloco solto que está acima do teto!

7 – Vida Loka, Parte 1 – Pico do Mané, Franca

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Essa Fissura bem no meio da parede é a Vida Loka. Os cactus lá no meio deram trabalho pra desviar: Marimbondo pra esquerda, bloco solto pra direita!

Nossa, essa foi incrível também. Uma fendona de mão perfeita (leve uns 3 camalots #2), negativa, que na hora que eu vi (e o wagner tinha me alertado que quando visse ia querer fazer isso mesmo) já entrei conquistando debaixo pra cima na moralzinha. Mas tive que artificializar uma parte que eu acho que “vai dar crux”, acessei um platôzinho pra direita depois do final da fenda, desviei de Cactus, blocos soltos, estiquei horrores desde a última proteção (ok, horrores não vai, uns 3 ou 4m com direito a pêndulo desagradável), protegi numa fenda perfeita que também é agarra que me possibilitou pagar o lance em face e fugir de outros blocos bem soltos num momento que eu estava começando a ficar desesperado pois não queria subir neles (foi lindoooo aquela colocação do TCU verdinho, lembro como se fosse hj, saí do diedro sujo e cheio de cactus e entrei num lance de escalada em face mais exposto e senti o vento batendo no rosto, foi libertador rsrs). E então toquei mais uns 10 ou 15m através de um diedrinho fácil, acessei um platôzinho, subi numa geladeira que não está mais lá, e armei uma parada em móvel a prova de bomba e puxei a furadeira pra bater o Top. Então desci rolando blocos mil, que levaram consigo Cactus, terra, e aproveitei pra furar pro lado esquerdo o Top de uma clássica do pico, a “O Pianista”, que leva o nome devido ao Piano que o Wagner rolou pra baixo do meio da via.

Infelizmente não tive mais oportunidade de entrar lá e tentar mandar a Vida loka! Chama-se parte 1 porque tem claramente uma continuação fácil, em móvel lá pra cima, que vai se chamar Vida Loka parte 2 😉

Enfim! Essas são as minhas fendas favoritas aqui no Interior. Lá na falésia da Caralha também tem uma, a “Para o Beto com carinho”, um 5sup tranquilinho com cara de campo escola também todo em móvel. Mas quando eu soltar o croqui oficial do Pico com os betas de como chegar no pico e talz, aí eu falo sobre ela.

Ah, lembrando que apesar das fendas perfeitas, o Pico do Mané é um pico esportivo, com aproximadamente 70 vias contando as variações e links entre vias , das quais praticamente umas sei lá, 55 são com chapas. Ah, e pra quem quiser fazer uma via mista pra aprender ou pegar mais confiança nas colocações móveis, a Mosquitos no Cuscuzeiro é uma via esportiva com chapas mas que da pra ser feita em móvel. Assim, você pode clipar as chapas e colocar os móveis pra ir se costumando e aprendendo a escalar em móvel, ou se vc já sabe, só pelo lúdico =).

PS1 – Só pra não virem me xingar, São Bento e arredores não entrou na lista pq não considero ali como sendo “interior” do estado, uma vez que é um dos picos mais pertos da Capital, e eu entendo que ali é o mainstream de escalada no estado, tanto de boulder, quanto trad e esportiva. Logo essa lista é mais pra ser “alternativa” mesmo. Divirta-se =D

PS2 – Ainda que no Mané tenha muitas fendas, é em Mineiros do Tietê onde eu vi o maior potencial para escalada móvel da região com inúmeras fendas por setor. Acesso ao Cume fácil pra rolar os blocos, e sombra ou antes, ou depois das 13hrs dependendo do setor. Em breve voltaremos lá! Lembra quando eu postei essa foto aí embaixo, lá de Mineiros?

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Abrindo a primeira via do pico…

E o primeiro de Abril?

Dessa vez não é pegadinha, esse pico existe, as vias estão abertas e essa foto é só 10% da parede escalável. (e metade das vias abertas)

Dessa vez não é pegadinha, esse pico existe, as vias estão abertas e essa foto é só 10% da parede escalável. (e metade das vias abertas)

Bem, muita gente deve lembrar que ano passado rolou uma comoção geral por conta da minha pegadinha de primeiro de Abril. Muita gente veio tirar satisfação no pico, que não gostou nada da brincadeira. Pra quem não lembra (o post está aqui), fiz um post fake dizendo que haviamos descoberto uma suposta falésia aqui em São Carlos, contei toda a história de como achamos o local e desenvolvido até então as 17 vias negativas do pico. Fiz até um croqui fake sobre uma foto de uma parede podre real que havia tirado numa das nossas buscas por paredes novas na região. Mas era tudo mentira e todo mundo acreditou hahaha Devo confessar que dessa vez eu me superei, pois como vc´s sabem, a zueira não tem limites. Teve nego de fora ja me ligando se programando pra vir conhecer o  pico novo no próximo feriado, gente criticando a grampeação, gente parabenizando enfim, o bagulho deu o que falar. Mas o meu intuito foi alcançado, porém não sabia eu que de maneira tão contundente. Queria eu dar um chacoalho na galera que se ninguém ajudasse a procurar picos de escalada novos, continuaríamos sempre na mesma de ir pros mesmos Cusco e Itaqueri de sempre. E de lá pra cá muita coisa mudou!

Primeiro que a correria com os trabalhos aqui na Quero Escalar nem me permitiram fazer uma pegadinha esse ano (esse post era pra ter sido no primeiro de Abril, então vai vendo a correria). Segundo que agora temos mais 3 picos novos em andamento. Um deles com potencial para se tornar o maior polo de escalada do interior paulista em poucos anos. As chapas estão indo que nem água. Em virtude das conquistas e das viagens vieram dois apoios importantes: da maior e melhor marca de chumbadores e parabolts da América Latina, que é a Âncora Sistemas de Fixação e de uma das melhores e mais confiáveis marcas de mochilas do mundo, a Osprey, através da representante aqui no Brasil, a Bronet do Brasil.

Boulders Incríveis em Franca!

Boulders Incríveis em Franca!

E de repente, lá em Franca junto com o Xerife local, o Wagner, começamos a abrir as primeiras vias numa parede estranha, um arenito que eu não estava acostumado. Era o começo do Pico do Mané: um fds inteiro pra abrir uma, duas vias (também pudera, parede de 60m, abrindo vias de 30/35m, queria o que? Aqui escacalamos antes pra ver onde ficam as melhores proteções, pra via ficar segura). Mas era  legal, mesmo que o pico ficasse com tipo, 10 vias, tava ótimo! Não tínhamos idéia do potencial do pico no começo. Só íamos lá curtir a parceria, o climb e a abertura de vias. Só que hoje o pico conta com 43 vias e contando. O potencial é absurdo. Com parede de 60m de altura e quase 1km de extensão o potencial é por baixo, para umas 300 vias. Vias esportivas com grampeação segura padrão IFSC (daquela que vc pode entrar mesmo estando acima do seu grau que vc não vai morrer – só isso já é polèmica para um post inteiro tem gente que gosta de correr risco de vida qdo ta escalando: nas minhas vias esportivas não!). Vias móveis com fendas perfeitas no melhor estilo Indian Creek que provavelmente vão chegar no cume. Tetos com agarrão. Um arenito duro, cheio de agarras, coisa que eu, escolado em Cuscuzeiro, Itaqueri e Invernada – expoentes do arenito aqui do interior – ainda não tinha visto igual! Rapidamente a comunidade escaladora de Franca cresceu, o Wagner, o Eliel bactéria “Jah” e a Renata Parreira com o apoio do Everton da academia de escalada Enjoy Climb & Fitness fundaram a AFER – Associação dos Escaladores de Franca e região. Hoje o pico conta com alguns Boulders super legais também, uma cachoeira a 5 minutos, outras paredes com bastante potencial nos arredores e muita, mas muita rocha pra abrir via.

E de repente os amigos de Jaú/Bauru Leo Franceschini e Marco Curi, junto com o Artur Teixeira de Ribeirão Preto (da Moountain) descobriram um lugar de fácil acesso na beira da rodovia que os antigos escaladores de São Carlos sempre conheciam por “não ser bom pra escalada” pela qualidade da rocha. Mas ninguém falou que não era bom pra boulder – e então limparam vários blocos e abriram vários boulders incríveis, deixando em aberto pra gente poder continuar o trabalho. E eu, que nunca fui do Boulder, pirei na modalidade no último OuroBoulder lá em Ouro Preto. E comecei a colar nesse pico pra fazer boulder, que tem como característica uma formação rochosa de formato fálico muito curioso, que rendeu o apelido ao pico: Caralha de Brotas.  E de tanto ir lá, de repente comecei a flagrar que a rocha não parecia tão ruim assim. Aliás, é o arenito mais duro de todas as 5 falésias de arenito que este post comenta. Hoje já são 5 vias na Caralha (5º, 6º, 7a e 7b e a normal em móvel de acesso ao cume, um 4º grau) e mais 4 vias incríveis numa das falésias ao lado. E já achamos mais um monte de blocos de boulder esperando pra serem limpos e escalados, e várias paredes com vias pra serem abertas.

E de repente os locais de Itirapina, através da figura do Murilo e a Vanessa da Academia Atitude, o Eduardo Santini, o Stélio e o Romário (o Bruno tava viajando) deram um puta gás num pico onde eles junto com o Animal daqui de São Carlos haviam aberto algumas vias uns 5 anos atrás. É o pico do Colorido, onde estão saindo bastantes vias fortes, na sombra, abrigadas da chuva, onde a meu ver está o next level da escalada Hard aqui no interior. Tudo oitavo grau até embaixo dos tetos, e as continuações estão lá, esperando pra serem abertas passando pelos tetos. Muita coisa promissora naquela Falésia também!

Claro que enquanto isso teve conquistas no Cuscuzeiro, Itaqueri e na invernada. Mas não é incrível como a união da galera, atacando em várias frentes trouxe um progresso de maneira exponencial para a escalada “local”? Entre aspas porque Franca está a 200km de São Carlos, mas tudo aqui é arenito, e interior. As prospecções não param, estamos de olho em outras falésias. Não pretendo abrir 100 vias em todas, mas abrir algumas vias e catalogar e divulgar, soltar um croquizinho já deixa o gancho aberto para as futuras gerações que vierem na nova leva de escaladores levarem o pico adiante, tal qual foi com a gente outrora! É muito bacana ver essa evolução, a sensação de estar escalando no “quintal de casa” em um pico diferente dos mesmos já batidos Cuscuzeiro, Itaqueri e Invernada é impagavel! Só falta agora aquele campo de Boulder com 400 blocos de 8m de altura com negativo num terreno plano e de fácil acesso hehehe Bem, eu sonhei antes, e to vendo rolar, sigo sonhando! =D

#EscaladaLifeStyle

Wagner, o pioneiro das conquistas de vias no Arenito em Franca!

Wagner, o pioneiro das conquistas de vias no Arenito em Franca!

Nos últimos meses tenho tentado viver tudo o que a vida tem me oferecido. Tipo um Yes Man. Trip pra São Bento? Vamo. Abrir via num pico novo? Kamon. Feriado em Arcos? partiu. Nem tem dado tempo de ficar postando muita coisa aqui. Ainda mais que durante a semana tenho me organizado bem e tickado várias metas e melhorias na Quero Escalar. Faz um mês mais ou menos eu estive em Franca num pico que meu brother Wagner descobriu, e eu já tinha visitado no final do ano passado. Agora eles abriram mais um setor mais alto, que tem sombra depois das 2 da tarde no verão, e lá fomos nós novamente. Eu fiquei muito empolgado com o pico. Como todo arenito, tem lugares com arenito duvidoso mas eu diria que 80% do pico é arenito do bom, do tipo que nem precisa de cola para o Bolt. E o melhor, com agarras! Claro que a definição de arenito é: Aquele pico que vai precisar rolar muuuuito bloco antes de abrir para o publico. É um mau necessário, que chega até a ser divertido ver as geladeiras, os microondas e os Jet-skis rolando barranco abaixo. Vou abrir uma via chamada “Giovana e o forninho” hahahaha

Eduardo escalando a via mais clássica do pico futuro cartão de visitas: Papel Higiênico na cabeça

Eduardo escalando a via mais clássica do pico futuro cartão de visitas: Papel Higiênico na cabeça

A parte Gourmet dos mimos e da lasanha vou deixar pra lá, vou falar direto das vias. Bem, o pico fica uns 20mins da porta da casa do Wagner em Franca, com direito a uma parada de 5mins pra abastecer. A trilha ainda não é lá grandes coisas mas com o tempo ela vai se acertando e eles vão fazendo manutenções. O Maior entusiasta da cidade é o Wagner mesmo e seu fiel escudeiro Eduardo. O restante da galera vai de vez em quando, e precisa de muita negociação pro Wagner conseguir mais parceria, oferecendo escalada em troca de mão de obra pra arrumar trilha e abrir vias. Aos poucos a galera está ficando mais assídua. Todos os 8 escaladores da cidade. hahaha

Enfim, o Wagner e o Eduardo tinham aberto duas vias no setor. Uma facinha que chamaram de “La mole mole” e uma outra que ainda tava sem nome, que ia até a metade da parede. Mas parecia que tinha mais que o dobro de pedra pra cima! Entrei na via, nossa, um primor. Como eu sempre digo, essa via ficou o suprassumo da expressão: Vai entrar nessa via? Põe um papel higiênico na cabeça do pau. Porque? Pq vc vai gozar na cueca de tão boa. A via é incrível, com umas fendas abertas, um tetinho, oposições, nossa, sucesso. Quando cheguei na parada, primeiro eu desci pra descansar, tomar água por causa do sol, mas logo subi meio em “Azero” de novo até a parada rapidinho, peguei todo o equipo de conquista e toquei pra cima. logo ela chega em uma fendona perfeita, tipo uma laca, e no final, uma virada de teto, com agarras. a via ficou com 30m certinho, as duas pontas da corda ficam um pouco mais altas que o chão (coisa de 20cm). E o nome ficou Papel Higiênico na cabeça pq cada move que vc faz, vc tem um espasmo orgasmático de prazer enquanto se está escalando. Enquanto isso o Wagner limpava um enorme platô de onde saia uns arranha-gatos/cipós que escondiam o jogo das agarras na parede. Foi aí que foquei meus esforços no segundo dia.

Durante a conquista de baixo pra cima da PH na cabeça

No segundo dia fiquei uma meia hora limpando uma fenda linda, meio canaleta, de uns 20m. Mas rolei tanta pedra, mas tanta pedra. Dava pra encher uma caçamba dessas de lixo de construção civil (entulho). Faltando uns 10m pra chegar no chão desisti. Tinha muita pedra pra rolar ainda. Resolvi ganhar tempo e abrir uma via na face mais limpa e sem tanta pedra solta. O bom é que o que sobrou ficou beeeeemmm sólido mesmo! A dureza do arenito é boa, o ruim é que tem pedras soltas pra rolar. Fazer o quê? Com o Sol a pino, abri a “Erupções Solares”, e o Wagner ao lado abriu a Sahara. A apenas alguns metros dali o Wagner mais cedo escalou a Papel Higiênico e pagou uma travessia pra direita pra bater a parada de outra via, que pude escalar de Top no fim da tarde.

 

Na conquista da Erupções Solares

Na conquista da Erupções Solares

Via de 30m e que ficou faltando uns 15-20m para o final da parede, com certeza sairá uma segunda cordada em móvel nesse local, pois há uma fenda bem óbvia e aparentemente fácil até o cume da falésia. Mas o começo vai ser treta! Há duas opções: Agarras de face, totalizando talvez um 8b-c de regletes que passa por uns blocos encaixados que vão ter que ser removidos no pé de cabra, OU um começo em fenda bem treta, coisa de nono grau em fenda offwidth que não tenho certeza se é protegível em móvel no crux e que emenda na parte dos blocos encaixados.

Escalando, travando no regletinho e tirando a terra do abaolado horrível na via nova ainda sem nome...

Escalando, travando na aderência (mão esquerda) e tirando a terra do abaolado horrível na via nova ainda sem nome…

No fim das contas, praticamente 4 vias no setor e um top batido para se terminar de conquistar essa via treta. Muito animado com o pico, tem muita rocha, muita rocha BOA, com agarras, e muito potencial para muitas vias altas, e muitas uma do lado da outra por várias centenas de metros de largura. O único viés é que dependendo do  horário bate sol, mas há vegetação no pé das vias para pelo menos o seg ficar na sombra!

Não vejo a hora de voltar! A vibe dos parça franquenses é demais, é só risada no pico, comida boa e vias novas com mto climb. Just the way it should be! Oh, life is good!

PS – O pico ainda não está liberado pois as trilhas estão deploráveis para receber visitantes, algumas vias ainda tem blocos soltos, mas principalmente as trilhas estão no estado [No-Ecziste]. Mas com o tempo os meninos vão providenciando isso! Já to ligado que fds passado rolou uma manutenção na trilha lá. Veremos! SoPsyched!

PS2 – Obrigado Leo vc manda oitavo grau nas fotos, valeu demais!

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É porque minha camiseta é escura, pq tava igual a do Wagner. E minha cara tava mais suja!

Feriado em São Bento – Chuva e cadenas a vista!

Aquela Seg "ishperta"

Aquela Seg “ishperta”

Pois é, no feriado de tiradentes fomos pra São Bento depois de 1 ano. Enquanto a galerinha do bem ficou na casa da “Ju, CV, Russo e Greg”, o Ives, a ML e eu ficamos na casa das amigas de SampaMeoo Silvia e San. Fomos muito bem recebidos, e a vibe é alto astral total! Ainda no domingo conhecemos também a Laís e até a Jan e o máquina Felipe Ho apareceram por lá pra dar um salve (pra San né, hahaha).

Aí no primeiro dia fomos com elas pra Divisa, onde pude testar mais um pouco as sapatas novas que estou avaliando, tanto da Spyffer quanto as Tchecas Triop. A Látex da Spyffer tenho usado ha um mes e tem o calcanhar melhor que o da five ten (o que não é muito dificil cá entre nós), e a borracha até agora tem cumprido o que promete. Sugeri algumas alterações como o fecho mais justo e os modelos disponíveis na Quero Escalar já estão com as modificações. Ela é bem agressiva, não é uma sapatilha DURA como a miura, é mais parecida com a cobra, inclusive o couro, mas veste bem no pé e tem boa adesão nos regletinhos. Eu brinco e digo até que parece o sistema no edge porque é bastante sensível e onde você bate o pé ela gruda. Enfim, mandei a Gripe Espanhola no setor tetos na divisa, um 7a que todo mundo que mandou 7a/b a vista como a It´s only rock and roll e a chão de giz aquele dia, não mandou, e achou que poderia ser um 7b hard ou 7c.

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Marina e Cleverson fazendo combo “Double Pose” com a mãozinha hehe

 

E por falar em 7c mandei meu primeiro 7c a vista! Fui pro setor comunista e mandei a “Quem mandou não estudar”. A via é muito legal, estava equipada e fiz uma leitura muito boa (o que pra quem conhece a via sabe que não é lá mto dificil). Aí as suspensões no tecido e no trapézio nas aulas de circo com a Trupe Uaaah! e a estabilização dos antagonistas e core na Equilíbrio corporal fizeram a sua parte – pois não tenho feito treinos específicos pra escalada nos ultimos meses por conta da dor no ombro.

Segundo dia, paredinha...

Segundo dia, paredinha…

No segundo dia rolou um disse que disse que não me disse. A galera do bem ficou de passar na nossa casa logo cedo pois lá nao pega celular, estávamos no pé do Baú e iríamos fazer parede. As 8:30 estávamos prontos e nada. 9:30 e nada. 10:15 saímos e a caminho descobrimos que eles já estavam lá nos esperando. 40 mins depois, quando finalmente chegamos ao pé das vias no Bauzinho depois de pagar a taxa de acesso/estacionamento, Ives e eu descobrimos que Isabeto convenientemente resolveram fazer a via que nós dois vinhamos comentando que queriamos fazer há dias. E toca esperar a primeira dupla. Nós na Homem pássaro, a dupla Honnold-Caldwell Cleverson e Greg na Galba, que a fizeram em sei lá, meia hora. Aí o Trio parada dura: Bia, Marilands e Marina, com pouca experiência acabaram sendo auxiliadas por um pessoal de SP, e o Hugo acabou dividindo a cordada com a ML. Eu e o Ives fomos revezando as cordadas, dividindo parada com Isabeto na HP, mas na quarta enfiada desabou a maior chuva, e tivemos que abandonar. E uma vez no cume do Baúzinho esperamos as meninas terminarem a via prussikando em cordas fixas sob a orientação do Hugo. Eu fiquei com a impressão de que a intenção nas mudanças da situação do Baú até que foram boas, mas o que se recebe não é o que se espera. Você paga pra entrar e estacionar o carro, e de cara encontra alguma infraestrutura. Para chegar no cume do do Baúzinho (onde antes se parava o carro) agora é preciso fazer uma caminhadinha. Até aí tudo bem. Mas o estacionamento atual causa muito mais impactos ambientais do que ir de carro até o local antigo pois a estradinha de nem 300m de acesso a esse estacionamento está em péssimas condições, parece um rio de lama quando chove e a parte baixa do estacionamento já está acumulando uma grande camada de lama sobre a grama provocada pela erosão acelerada da estrada. Foi por muita sorte e destreza dos motoristas ter conseguido sair dali pois depois da chuva a estrada se tornou um lamaçal. E se tivesse tido qualquer problema, acidente ou incidente antes havia uma casinha próxima ao cume do Baúzinho onde poderia ser guardada uma prancha rígida ou um kit de PS. Mas no final deu tudo certo, apesar de termos tomado a maior chuva. Ah, fiquei puto também pois meu Anorak/capa de Chuva Colúmbia com tecnologias Omni-Tech e Omni-weak-Evap se comportou como um moleton molhado. Mesmo fechado, molhou inteiro por dentro, enxarcou meu saco de magnésio, não fez diferença alguma na escalada e na proteção contra chuva. Aquelas capas de chuva amarelas do “PicaPau desce as cataratas” são mais impermeáveis com certeza.

Como tinhamos acordado a toa cedinho no domingo, na segunda acordamos tranquilamente e fomos para o frade sem muita pressa. Tínhamos a localização GPS do pico, do estacionamento, da entrada na rodovia, então chegamos por lá uma da tarde. Foi Bater na pedra, caiu uma chuvinha de verão de uns 15 mins, suficiente para nos espantar para o setor da direita, com algumas vias bem negativas com agarras boas. Delicia! Adorei a via Freddie Mercury, mas com agarra quebrada acho que a via deve ter subido de 7a para 7c/8a. E depois dela, fomos conhecer as vias no outro lado do pico, mas ficamos um pouco decepcionados com as trilhas e o pé das vias que carecem de manutenção. Então, mesmo com muita gente no platô, insisti em dar uma chegada ali no setor barcelona. Pude então entrar na via sem noção, um 7c que após longa batalha na segunda chapa, acabei mandando a vista também. Esta eu mandei com uma das minhas sapatilhas tchecas, a Triop modelo phet maak, que é mais durinha e tem um calcanhar bastante confiável. Fiquei muito feliz, não entendi muito bem o ocorrido. O final foi uma luta contra o tijolamento, tive que usar e abusar do posicionamento para fazer as costuradas gastando o mínimo de energia, e focar nos movimentos pois indo pra base realmente até pensei que pudesse cair mas aí utilizei aquela concentração da meditação, de focar no que é importante, esvaziar os pensamentos e Vualá. O Ives coitado, que acabou não escalando muito pois foi equipar umas vias fáceis pra ML e ela fez a desfeita de nem entrar. :/ E na hora de ir embora aquele pasto parecia uma rave, várias headlamps perdidas indo pra lá e pra ca sem achar o caminho certo do estacionamento. Aos poucos quase 20 escaladores foram chegando depois de terem ficado altamente perdidos e se orientado pelas headlamps dos que chegavam ao estacionamento e as deixavam ligadas no modo estrobo para ajudar os coleguinhas.

Na freddie Mercury, no Frade

Na freddie Mercury, no Frade com a Triop que brilhou muito

Ives na Freddie Mercury

Ives na Freddie Mercury

Pedra do Romão - Bases de vias tão boas que se seu carro passar no crux da estrada é até Kids-friendly!

Pedra do Romão – Bases de vias tão boas que se seu carro passar no crux da estrada é até Kids-friendly!

No último dia, combinei com um amigo de Facetoba, o Samuel de Cachoeira de Minas para conhecermos uma falésia nova – a Pedra do Romão. A Quero Escalar até tinha doado umas chapas pra ele abrir umas vias lá. O Carrinho nem subiu até o final pois já estava carregado com as malas pra ir embora na sequência, mas a caminhadinha é beem de boa. O Pico suuuuuuper bem organizado. Trilhas bem marcadas, degrauzinhos, croqui das vias em garrafinhas no pico, nossa, pico gringo mesmo, achei demais. Entrei em umas 3 vias mas nossa, realmente fiquei muito feliz em ter podido contribuir com o desenvolvimento desse pico. Parabéns Samuel e aos locais pelo trampo, valeu a pena, com certeza vocês verão mais visitantes em breve, recomendo a todos que tiverem cansados do eixo “Divisa-olhos” e quiserem conhecer um pico esportivo novo ali na região de São Bento, vale muito a pena!

Puberdade, 7a - Pedra do Romão

Puberdade, 7a – Pedra do Romão

E aí, já mais perto de Sanca (pois agora descobrimos um caminho pra SBS que paga R$9,0 de pedagio contra os 50 de campinas e que demora a mesma coisa só que sem congestionamentos em vésperas e retornos de feriados) voltamos pra sanca pra encarar a realidade. E no fds seguinte, já fui pra Franca com o Wagner abrir via num pico novo (e desta vez não é primeiro de Abril – mas o pico ainda não está liberado: há muito trabalho a ser feito – tanto de trilhas, quanto de vias). Mas esse assunto fica para um próximo post!

Em breve, aguardem...

Em breve, aguardem…

Um vídeo de cada…

Ciça escalando uma "Barbaridade!" kkkkkk

Ciça escalando uma “Barbaridade!” kkkkkk

As duas últimas semanas, de repente, pipocaram com vídeos iradíssimos pela internet afora. Muitos já foram postados no Face da Quero Escalar, (portanto, se você ainda não curtiu, curta e veja antes). Tem pra todos os gostos (anal, bukake, swing, amadoras) Boulder, esportiva, trad, de várias cordadas, treinos, competições… enfim, vamos logo ao que interessa?

Começando com um vídeo de história. Explicando a história do REDPOINT. Não sabe o que é? Bom, sabe quando você manda uma via? Ou seja, você escalou ela inteira, guiando, sem cair, certo? (CERTO? Não existe mandar com uma queda, nem mandar de top). Pois é. Você pode mandar ela a vista (onsight) que é quando você não sabe absolutamente nada sobre a via, só o grau e olha lá. Não sabe onde é o crux, não sabe a característica da via (se é de reglete, abaolado ou negativa) NADA. Nunca viu ninguém escala-la. Se você tiver qualquer noção de que a via tem reglete, ou que o crux é no começo ou no fim, já é FLASH (e aí não tem tradução, em português é flash mesmo). Agora, se vc “malha” a via N vezes, ou seja, entra nela mais que uma vez, ensaia os movimentos para só então mandá-la, então você mandou ela no chamado “redpoint”, ou seja, quando não é nem flash nem a vista. Mas porque redpoint? Agora chegamos ao ponto que eu queria (o vermelho?). Assista o vídeo e entenda essa história:

E já que estamos em ritmo de chucruts, mais um vídeo, desta vez da Sasha Digiulian dando um treininho “de buenas” em uma das academias conceito na Alemanha, o chamado Cafe Kraft. Várias dicas boas para incorporar em nossos treinos hein magrelas?!

E um que só descobri essa semana. Muito bom, vídeo feito na Itália, de uma via de várias cordadas, tudo na casa do 10b. A via sai de dentro de uma gruta, e vai virando o negativo até ficar vertical. O nome da via? Divina Comédia, epopéia Italiana de Dante Aliguieri, que está para o Italiano assim como os Lusíadas está para o Português. O livro, que é uma espécie de Senhor dos Anéis da idade média, conta a passagem do autor pelo Inferno, purgatório e finalmente céu, e cada etapa é composta por 3 livros (alô hollywood, se 1 hobbit rendeu 3 filmes, esse livro pode render 27! kkkkkk). Enfim, com vocês, o tal vídeo:

Vídeo de Nico Favresse fazendo o FA (First Ascent, primeira ascensão em livre – ou seja, só usando a rocha para subir, tendo a corda somente para sua proteção em caso de queda – e não tendo esta sido necessária em nenhum momento) de uma via na Noruega, toda em móvel. Ficaram mil anos lutando contra o mau tempo, e em algum momento chegaram a achar que não ia rolar. Em outro momento anterior, pensaram que mais um pega sairia (tipo um amigo meu na ética kkkk). Em determinado momento ele rasga o verbo e mete o pau na galera que faz tickMarck (marquinhas de magnésio na parte boa de agarras chave para facilitar a precisão e não errar na hora “H”), usa cordas fixas e outros artificios modernos, chamando-os de preguiçosos e que estão tentando ser uma coisa que não são.  Esqueceu de dizer que cada um escala o que quiser da maneira que se diverte mais né? Basta do Tribunal de pedra por aí. (E não esquecer de apagar os tickmarcks e remover as cordas fixas depois da escalada).

E finalizando. Por increça que parível, deixei o melhor de boulder pro final. Isso mesmo! Um vídeo de Boulder do Atleta Edelrid Espanhol Iris Matamoros (Mas se não tiver ele matamontanhas, matacolinas – Badun-tsssss). Deve ser parceiro do Alberto Rocasolano 😉 . O vídeo é uma compilação de muitos boulders de sua trip para Rocklands, simples porém bastante entretivo:

E pra encerrar um treino de ombro incrível para ficar com as escápulas, manguito rotador e deltóides petrificados igual do Patxi Usobiaga:

como diria um comentário que vi no Facebook: “Matei no peito, um, dois, nem me viu já sumi na neblina” huahuahua

Isso aí personas! Todos treinando forte para o Climb de Carnaval? Qual vai ser? Carnavarcos? Bocairnaval? Carnapó? Cuscuval? São Bentav…. CHEGA.

PS – EXTRA!! EXTRA!! Notícia QUENTINHA de última hora, saiu enquanto eu escrevia o post: A Quero Escalar vai apoiar mais um evento! A Invasão Feminina no Rio que vai acontecer no dia 8 de março na Praia Vermelha! 

Trabalho!

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Semana passada não teve post. Estive ocupadíssimo atualizando a apresentação do Curso que ministramos no CUME e em seguida preparando uma nota gigante que fez eu dormir uma média de 4 horas por noite alguns dias semana passada. Mas tudo bem, trabalho é bom, ocupa a cabeça e faz a gente focar nossa atenção e energia em coisas úteis. Essa semana é pra finalmente chegar a importação da EDELRID aqui na Quero Escalar e aí sim todo mundo vai poder comprar sua corda, sua cadeirinha e muitos outros equipamentos de primeira diretamente do importador, sem intermediários, por preços justos. Essa sempre foi a idéia principal da Quero Escalar, fazer algo diferente, inovar pra crescer e é nesse caminho que queremos continuar batalhando.

Enquanto isso, não muito longe dali… (pausa porquê um sabiá muito simpático ta entrando direto aqui no escritório no quarto em casa na sede da Quero Escalar e fica cantando em cima do suporte da cortina. Outro dia dormi com a janela aberta e ele foi me acordar hehe

Enfim, semana passada e retrasada acumulei milhares de vídeos, vou desovar aqui alguns dos mais sensacionais. Hoje não vou postar as fotos da Marina na Visual nem seu relato, tampouco o texto do Cleber sobre corrida. Fica pra próxima. Esta voltando a idéia de traduzir aquele texto sobre capacetes. Enquanto isso: USE O SEU PORRA!

(Vai direto para o último vídeo se quiser um não-de-escalada mas com mensagem massa no final). E por onde começo? Ah, sim… que tal o Atleta Edelrid Killian Fischubber escalando na índia? Muuito massa o vídeo, o cara escala com uma fluidez daquelas que faz ônzimo parecer quinto grau (sem os gritinhos e chiliques adamondrianos).

E Falando em Edelrid, um comercial nada a ver, da JEEP, com um outro atleta patrocinado EDELRID com as costuras, todos os equipos verdinhos apostando pra ver quem chega primeiro no cume da montanha. Parece que ele escalou sozinho e não tinha seg nenhuma hehe mas é interessante. Se fosse por aqui a competição seria pra ver quem chega primeiro no chão, com o cara rapelando de freio 8 com uma cadeirinha da….. deixa pra lá! hehehe

Eu juro que não estou puxando a sardinha da Edelrid, masss… mais um hahaha dessa vez a N vezes campeã mundial de escalada Angela Eiter fazendo Boulder na África do sul. Provando pra vc´s o motivo de ter salvo o vídeo: O nome do Boulder é “in the middle of the Ass”. Estou perdoado?! hahaha Chek it out:

E como hoje estamos sem preconceitos com boulder, vai um muito legal de uma promessa do esporte, uma italiana de 14 anos com o pai mandando uns boulder sinistros.

Pra compensar a bouldericidade, uma via esportiva móvel no Rio, com o Flavio Daflon. Favor providenciar mais vídeos desses, grato! =)

Continuando no cenário nacional, um pequeno vídeo sobre a falésia que esvaziou o visual das águas de paulistanos, já que agora todos vão pro Paraíso! rsrs

E esse é pra vc que é um cagão que nunca cagou fora de casa e não sabe que sua merda polui, não sabe segurar esse cu e sai cagando em qualquer lugar por aí. Não faça no Pé de via de escalada pública o que você faz na privada! E trata de quando achar um lugar escondido, cavar um buraco de acordo pra encher (dependendo do caso preciso de um buraco de um metro e meio pra não transbordar) e OU enterra o papel bem enterradinho, ou leva embora. Para as meninas, não tem xororô, mijou, leva o papel junto, guarda na mochila. Não sou eu quem está dizendo, mas a associação de escaladores do Cipó. #tamojunto #bandodecagão!

E voltando ao cenário internacional, uma competição de verdade que a Adidas organizou num esquema mó dinâmico e empolgante para o público tanto leigo quanto escalador. (Alô RedBull, #FikDik)

E Aqui um dos picos mais legais da Espanha, na cidade de CUENCA. Daqueles que é mais fácil vc mandar um sétimo grau que um quinto, pq ali é tudo via dura pra caralho, OLD SCHOOL mesmo. Aliás, no Festival de escalada em Kalymnos que rolou no começo do mês, as lendas da escalada ao ser perguntadas como ainda mantém sua performance tão alta, responderam: “Because of the sof grades of the modern routes”. (Por causa dos graus moles das vias modernas – como se um 10b de hoje fosse um 10a de antigamente). Exemplo, em RED RIVER GORGE nos EUA o Adam Ondra decotou todos os 9a Francês pra 8c+ (de 11c pra 11b) que mandou a vista enquanto foi pra CUENCA e não mandou nenhum 9a a vista e capaz de ter precisado de mais de um pega pra mandar 8c+.

E pra finalizar, um video de um cara que eu não gostava mas agora eu adoro! O Edu Marin ensinando a como usar o Grigri. No curso no fds teve gente que me perguntou: “Mas sério que tem gente que não segura a mão na corda ou põe a mão na alavanca? R: É o que mais tem.. é só o que vc vai ver por aí. Show de horrores.” Vc sabe dar seg?

E pra finalizar, mais um do Edu Marin, com a Miss rosa Sasha Digiulian. Depois da treta com a Nina em Orbayu, acho que ela resolveu descer prum pico mais ensolarado e mandou um 11a (ou b?) do Dani Andrada na Sicília. Awesome!

E pra finalizar, um não de escalada! Muito massa, recomendo assistir!

E por hoje é só pessoal! Vamos ver se ainda essa semana posto alguma coisa, mas acho dificil! Tem muito trabalho aqui e muita coisa acumulando, mas ta da hora, enquanto a mente ta ocupada e não para, ta ótimo!

PS – Ah, e to fazendo um treino animal na cda, mandei um 8a que eu nunca tinha entrado, no segundo pega em itaqueri semana passada, depois de ter mandado um 7a, um 8a e um 8b equipando! =D Ahh muleke! Em breve falo mais sobre isso… ;P

LANÇAMENTO: “GUIA COMPLETO DE ESCALADA DO CUSCUZEIRO”

Essa é a cara do novo Guia!

Essa é a cara do novo Guia!

Senhoras e senhores, venho através deste post orgulhosamente convidá-los para a festa de lançamento do “Guia Completo de Escalada do Cuscuzeiro”. Sim! Está pronto, está impresso, está lindo de morrer. Como pai coruja, devo confessar que ficou melhor do que eu esperava. Cheio de fotos, com papel chique, colorido e com informações sobre praticamente TODAS as 61 vias do Cuscuzeiro, é um guia pra ninguém ficar perdido procurando via ou entrando em via errada. Até mesmo quem nunca veio pra cá de outros estados não terá dificuldade de, sozinho, encontrar o local, as vias e se divertir e aproveitar todo o potencial que o lugar tem para oferecer. Os detalhes do Guia você pode conferir aqui na QUERO ESCALAR =)

Detalhes de como utilizar o Guia

Detalhes de como utilizar o Guia

Mas eu quero mesmo é convidar a todos para a “FESTA DE LANÇAMENTO” que ocorrerá no dia 26, (sim, daqui uma semana) aqui na Biblioteca Comunitária da Ufscar, atrás da Caixa d´água de escalada do CUME. O Evento está marcado para começar as 19hrs, com sessão de autógrafos e para os mais incrédulos, show imperdível com os Ukulele Brothers, Cleber Harrison da aclamada Banda The Beetles One e Bruno Alberto (Vulgo Beto, que ilustra inúmeras vezes as páginas do guia). Só não vai rolar comes e bebes pois será no saguão principal da Biblioteca, mas isso a gente pode providenciar na sequência, o que acham? =)

Seção enxuta com informações das vias mas sem dar spoilers pra quem preza pela escalada à vista

Seção enxuta com informações das vias mas sem dar spoilers pra quem preza pela escalada à vista

O Guia será vendido a R$30 a partir do Lançamento, então aproveitem para prestigiar, adquirir um dos melhores guias de escalada do mundo Brasil e curtir um som com a dupla quem vem ensaiando e tocando junto há mais de 2horas! Depois quem anima um churras vegetariano com opções para os carnívoros?

Todas as vias detalhadas numa seção separada, tin tin por tin tin. Né milú?

Todas as vias detalhadas numa seção separada, tin tin por tin tin. Né milú?

Nos vemos lá?!

Adquira o seu! Vendas a partir do dia 26...

Adquira o seu! Vendas a partir do dia 26…

Ah, e não esqueçam de solicitar a tabela de pré venda de produtos da Edelrid com preços especiais até dia 30/09!

Capa nova ED

Vídeos e a Polêmica da Nina e da Sasha

Os mano trad pira nas fenda chapeletada...

Os mano trad pira nas fenda chapeletada…

O post de hoje vai compensar a ausência com vídeos de encher os olhos. Qualidade gráfica, roteiracional e com direito a polemica!

Começando com esse vídeo em “Câmera Lentcha” de uma das etapas da copa do mundo de boulder, awesome!

O segundo é um spoiler pra quem quer mandar a vista a primeira via de 10c do mundo, Punks in the Gym. O cara vai narrando tin-tin por tin-tin todos os passos e “muves” da via.

Agora a polêmica Nina Caprez, que mandou um email pra Sasha sugerindo que não escalasse uma via de big wall (uma das mais foda do mundo) pois Nina e seu mino (Cedric Lachat) tinham planos de escala-la e iria ter conflito de interesses (e muita gente na parede ao mesmo tempo, o que poderia comprometer a segurança dela e da equipe). A comunidade e a mídia sensacionalista já caiu matando, mas entre as duas o que se notou foi um respeito e uma lógica de: É, se vai ta ocupado pq ela vai chegar primeiro mesmo, então eu vou em busca de outra via. Ponto pra duas, menos pra galera que fica jogando gasolina pra ver se vira treta e pega fogo hahaha. Leia aqui a entrevista da Nina em espanhol para a Desnivel, explicando que não foi nada disso que estão falando por aí de “treta”. Enfim, o vídeo nem tem nada a ver com a treta e sim do primeiro 11b (8c+) da Nina. Via linda, video bonito, com direito a 9a do Mino dela, o careca Cedric.

E quem passou pelas terras brazucas e nem deu um salve pros trutas foi a Mayan Smith Gobath, que por acaso encadenou aquela Punks in the Gym ali em cima, em 2012. Entrou, não falou nada, ninguém ficou sabendo e nem de mim se despediu. Nem arrancou chapas de vias alheias, nem criou polêmica, nem abriu via onde não podia. Deve ter lido esse post sobre “dicas para gringos virem escalar no Brasil” heheheh. No vídeo parece que rolou um certo pânico com os esticões nas croquinhas de nono grau da via Place of Happiness na Pedra Riscada, não conseguiram repeti-la em apenas um dia como era a intenção e no final nem acharam o fim da via pq não existia chapa pra guia-los no final dos rampões até o cume (mostrando que os superatletas patrocinados são gente também). Enfim, bom vídeo:

No final mas não por último, um vídeo da simpaticíssima Ana Stohr escalando uma via clássica que ficou muito famosa nos anos 80 (e aqui nos 90 quando chegaram as fotos) pelo movimento torcido em que se paga o crux. Movimento esse que inspirou e resolveu o final da uma via na lapinha, a Realidade da coisa, se não me engano, no setor da Savassinha.

E pra finalizar, um vídeo de um grande escalador Trad, mandando uma via com móveis colocados. Até aí tudo bem, mas aí um espertalhão veio “questionar” a autenticidade da cadena pq ele estava escalando com as peças postas, e isso “não vale” (hmpf… Juêi…). Aí ele responde (nos comentários do vídeo, confira) algo tipo: Fi, tava dando um relax com os trutas, aquele dia tinha uns manos que tambem queriam entrar na via mas não tavam muito confiantes nas colocação de proteções nesse grau, e mesmo que estivessem ia demorar muito ficar colocando e tirando toda hora, por isso deixei memo, e foi melhor pra todo mundo aquele dia no pico: todo mundo escalou, se divertiu e deu tempo de todo mundo escalar. Aí a discussão acaba tipo: Cri.. Cri… Cri…. Cri…. 🙂 (mas que não vale não vale kkkkkk) 

E por hoje é só! Ainda essa semana vou tentar fazer o post de Arcos, me mandem suas fotos!!

 

Tips for non-Brazilian-Climbers in Brazil

Strong Brazilian Climber Ana Lígia, climbing on some solid Sandstone at Itaqueri - SP

Strong Brazilian Climber Ana Lígia, climbing on some solid Sandstone at Itaqueri – SP

I’m going to make this post in English because I think there aren’t much sources of information anywhere on the internet about climbing in Brazil. I Found some texts about some crags, inviting strong climbers to come and try our projects, but nothing more detailed. So, shall we begin?

– First of all, Gringo, you should know that you are very welcome here. Anywhere in this country you go, you can make a lot of friends and do the “Dirtbag” purest style sleeping on couches or even real beds without spending a dime and even trying the Brazilian typical food of someone’s mother (the one you’d never have the opportunity to try in a restaurant). We (climbers) like to be good hosts and it is also good for us to practice our english. Because of that, don’t you even think about hiring a guide (unless you are going to Rio). If you insist, drop me a line 😉

– Brazilians DON’T Speak Spanish. Unless those who spent a season climbing in Rodellar or in Chaltén. We speak Portuguese, but we can’t understand what people from portugal say because they speak too fast. It is not difficult to find people here that don’t speak english; actually, that’s the majority. Among climbers, however, you may find higher rates of english speakers.

– Learn portuguese. If not fluent, at least key words, like Bom dia, obrigado, com licença, até logo e por favor. (Good morning, thank you, excuseme, see you soon, please). Learn some more so that you can have and active talk (I, he, she, it, we, they for a start). You’ll remember my words when you meet someone interesting and find out you suddenly can speak another language you didn’t know 😉 . Besides that, learning a foreign language makes you smarter.

Beto crushing some great Limestone in Serra do Cipó, Minas Gerais. So solid, so Strong dude!

Beto crushing some great Limestone in Serra do Cipó, Minas Gerais. So solid, so Strong dude!

– Climbing gear in Brazil is very expensive. Bring your own and some spare in case you are going to stay here too long (i.e. an extra pair of climbing shoes).

– We don’t have good enough public transportation. Or trains. The only trains we have are those on touristic attractions like 1h rides just to know how it feels, it’s not to go from A to B. What we have are a lot of trucks at roads and highways, and they are fucking crazy, if you rent a car (or drive someone’s) stay away of their way. At cities we don’t have enough buses but for some touristic and rest days it will be enough. To go from town to town maybe you’ll have to take two of them. As I said, the best is to have a host. And that’s very easy to get. We think car rentals are even more expensive than climbing gear, so we never hire them, but if because of your currency you can afford one, it’s a good solution, but dirtbag to dirtbag talking, give up on that idea. In most crags you’ll stay you don’t need a car.

– We don’t have those furgo-style vans in which you can sleep in. We don’t have the “concept” of bivouac. It’s either camping or staying on a “abrigo para escaladores” (something like a shelter or refuge, hostel-like for climbers only). If you read that in a crag it is forbidden to camp, it means bivouac as well, for land owners, it’s the same.

– Every milimeter of land in Brazil has an owner. Amazonia forest is someone’s, for sure. If it’s not private, than it is a park, and then we’re screwed. Because our parks are completely abandoned. For governants, the whole model of a park is “Foz do Iguaçu” National Park, in which you go in escalators and ascenders up and down and you don’t even touch the ground (which is with concrete most of your way inside the park). The easy solution for all the other parks that aren’t a profitable source of money is the same: Closure. There are some parks that have the intense participation of climbers in it’s management, and in those cases, climbing is permitted. But in most of them, climbing is forbidden just because the park manager thinks climbers are crazy fat drug addicted people who throw ropes down and go abseileing some vertical wall, putting *His* ass in danger. That is because if you break a leg walking on a trail on a national park or someone’s land, you can sue the owner or the park, and you’ll win. But think about it: someone actually sued a Landowner or park for having gotten injured inside a natural trail. How absurd is that? Please don’t sue no landowner while you’re here.

Brazilian Tipical Churrasco

Brazilian Tipical Churrasco

– It is possible that you go back to your country fatter than when you left. We have excelent food. From the Feijoada, frango caipira, arroz com feijão to the churrascos (Barbecue). And by Barbecue I mean with real meat, not burgers. Contra filé, Alcatra, cupim and the king of the Churrascos: PICANHA. (Write that down not to forget). But don’t let yourself be fooled: A good State of the art Churrasco  strictu sensus has meat and beer (and some cachaça, why not) only; perhaps some “french bread”. Rice, salad and other stuff is for pussies. You’ll be amazed how we can make barbecue grills from almost anything that won’t get on fire. The food from Minas Gerais is by far the most liked from us, although each state has its own typical food and you are going to love them all. (for more amazing brazilian food you MUST try out, check this link)

The three on the left are the ones I recommend.

The three beers on the left are the ones I recommend.

– We have excellent cachaças and are not those exported ones you can find all around the world. Those 50 euros cachaças here are not worthy more than 2 dollars. You have to try the boazinha, seleta, sagatiba and the nameless Cachaças Mineiras (From Minas Gerais). I’m sure my brazilian fellows will enumerate even better ones, but I’m not such an avid cachaça drinker, so, well, those are the famous (but they will agree with the mineiras ones). We also have good beer. I Suggest Bohêmia, serramalte and Original. If you want a cheap and easy-to-find beer, the best is Brahma. Avoid Kaiser and Bavaria at all costs, unless you want to make a colon cleansing to be extremely light for that redpoint you are aiming the next day. Buy a gatorade along with it to drink after the effects.

– Yes, we have a lot of vegetarian climbers and vegetarian restaurants, you don’t worry about that. Perhaps on that small town with 400 habitants will be tough to find one, but at most cities you will find one.

Awesome climbing on conglomerate in Bahia!

Awesome climbing on conglomerate in Bahia!

– We have many kinds of rock types and formations. Brazil is so big, which is good, but also, because of that, the main crags are really apart form each other. There are Class A climbs in every state of Brazil but the north region. Minas gerais is the mecca for our limestone sportclimbs with the Serra do Cipó. Rio de Janeiro is the Mecca for slab multipitch climbs on granite with urban climbs all over the city with the Pão de Açucar and many other (dozens or more) of mountains in the middle of town. Paraná has our “Indian Creek” for trad climbing with São Luís do Purunã sector 3 close to curitiba and others growing bigger with clean trad lines. São Paulo has awesome solid sandstone with the morro do Cuscuzeiro (printed guide soon!) and its surrounding crags – and it’s where I live. Santa Catarina has a strong crag called corupá, which is conglomerate, and Rio Grande do Sul has the “Gruta da 3° légua” wich for many years had the hardest climbs in Brazil, with routes around the 5.14/8b+ range. Espirito Santo has loads of virgin granite peaks and a growing sport climbing comunity. In Bahia you’ll find a slower pace of life than in south and southeast. Don’t miss the chapada diamantina climbs and waterfall showers between one climb and another. The conglomerate and quartzite rule there, so the fun is guaranteed. Cities like Igatu, lençois and Itatim are the hotspots.

Anaí Climbs one of Rio de Janeiro Classics: "The passage of the eyes" at the Pedra da Gávea, Rio de Janeiro

Anaí Climbs one of Rio de Janeiro Classics: “The passage of the eyes” at the Pedra da Gávea

– In many crags you’ll find the “tupiniquim” solution for our lack of bolt hangers in the 70’s and 80’s that lasts until nowadays: The “Grampo P”. Which is something like the chemical glued in hangers, but without the chemical glued in. It’s a great solution and it’s very safe. It’s just not recommended to be used on roofs, so, you’ll not find many on them, although the ones that have been put on roofs are there after many years of abusive falling. It is a 13mm hole with a 14mm diameter steel bar hammered inside. Everyone climbs on them, falls on them, it’s not you, the redneck gringo that will be the lucky one to take them off doing a 5.8/V+ as a A0. But don’t worry, our crags are also full of petzl SS and fixe bolt hangers. In some cases, the “Grampo (or Pino) P” are only on the anchors because of its rounded section, for rapelling.  And they are only on Granite and hard limestone. For Sandstone we glue in the 12cm (5″) parabolts inside with sikka.

This is the "Grampo P" at at one crag at Rio. The one on the right has been replaced by the left one by the locals.

This is the “Grampo P” at Rio. The one on the right has been replaced by the left one by the locals.

– There are idiots and morons everywhere in the world, so if you find one, don’t worry, he’s one of a kind, not the rule. Here in Brazil I think statistically there are less idiots/stupid/morons per climber than in other countries I have been. No offense (there deep inside you’ll know what I mean! 😉 )

– Brazil is becoming a very safe place to live, but don’t do the “gringo distracted style”. As we say here: One eye on the cat, the other on the fish. Keep your things with you and don’t trust people you don’t know. Especially on big towns. The smallest the town, the better. A friend of a friend however can gain a vote of trust. Being a Climber here is synonim for trustworthy, but hey, remember the last paragraph, and don’t forget: “One eye on the cat, the other on the fish”.  Don’t act as if you’re lost (or as we’d say here, as lost a a dog that felt from the moving truck – or as a blindman in the middle of gunshooting). Don’t stop to take pictures in the midle of nowhere in the city, the metro exit, or places like that. Be smart!

– It is not true that we don’t like Argentineans. What we don’t like are those who think Buenos Aires is the capital of Brazil. It is NOT. The capital of Brazil is Brasília. The Argentineans we like the most are the ones that climb. Those are our Brothers from the other side of the frontier, always welcome as we are on their country.

– We don’t dance Samba but even the worst Brazilian samba dancer is better than you. Get over it. Most climbers don’t like soccer as well. Despite that, the worst beer-drinking-barbecue-eating soccer player is better than you. Get over it as well. We learned to kick a ball before we could walk.

– Brazilian people are traditionnaly homophobic, but among climbers that is not an issue. We are bad-belayer-phobic, because that actually affects us somehow.

– Despite all you saw about naked girls in carnaval, we don’t go to the beach naked neither girls do topless (actually that is forbidden, can you believe it?). So you won’t see anyone doing that. Not on the beach, not on a waterfall between climbs or a river close to the climbing crag on hot days. Ever. I’ve seen more boobs in one afternoon in a ordinary shore in Valence, Spain, than I have seen my whole life in Brazil. I wish that moment could last forever.

– We have deadbite snakes. Ok, that’s true. The worst ones you’ll hardly cross if you stick to the popular sport crags, like the Jararaca. but the most popular one is the “Cascavel” (rattle snake). The good thing is that they make noise before biting (therefore, rattlesnake), so you have one chance to escape. If bitten, you won’t die instantly. Just ask for help and get to a hospital ASAP. You have like 3 hours before irreversible effects.

Yes, we have rattlesnakes. Don't kill them, just walk away!

Yes, we have rattlesnakes. Don’t kill them, just walk away!

– We don’t have deadbite Spiders. There are only 3 kinds you should be aware of: The Brown Spider (Aranha Marrom – Loxosceles spp). This one is small and likes to walk around bricks and not very common to be seen or bit, unless they are inside your shoes or clothes while you put them on. But if they bite, you probably won’t even feel. Its poison however will digest (necrosis) your skin and muscles and cause kidney failure, so, the quickest you go to the hospital, the less implications you’ll get (12hours to start to leave sequels). The Armadeira spider (Phoneutria) that looks like a small tarantula, have red “quelicerae” (teeth) and she stands on her 4 behind legs and can jump into you like 1,5m depending on the species, and is very agressive. She will never jump on someone walking the trail from behind a rock. Like the rattlesnake, if it feels threatened it warns you by waving the forelegs in the air. In that case, run. Its poison is neurotoxic and extremely strong. One of the collateral effects of its bite is that you’ll get a 24hour painful boner (yeah a boner!). The other spider you should be aware of are the red tarantulas. They are slow. They don’t jump. They don’t bite. They have as much poison as a small bee. But if it happens for you to be on the 10% of population alergic to its hairs, you can die before getting to the hospital if you breath it. You’ll probably see one inside big holes (which are holds) on the top of some routes in Minas Gerais. If you touch or harm them, they will start to rub the legs on the butt dispersing hair on the air, and then is when you jump for your lives. I once crossed one, was scared to death, but it kept there, looking at me as if I were not there, while I made my way to the anchors of the route. When I was lowered down, she was still there, as if nothing happened.

The Armadeira Spider, also know as Brazilian Wandering Spider

The Armadeira Spider, also know as Brazilian Wandering Spider

– Despite being very receptive, we are very strict with our ethics, so long developed and discussed. We are a very social community, and although such a big country, it is common every climber has at least one climber friend on each state, so if you tell me about a climber, I’ll probably have heard of him, despite where he’s from. Because of that Bond we have, the ethics are almost the same on the whole country, with some minor variations from crag to crag. Here is the most important thing you must know when you come to Brazil:

You can climb any route, but you cannot change them. Do not add bolts. Do not remove them. You can leave a maillon or a binner at an anchor if it doesn’t have one (or two). Remember gear is expensive here.

Before bolting a new route, talk to the locals. We are on a exponential grouth of the sport climbing phase, and the old school climbers that don’t climb anymore want to impose rules to the local climbers that actually climb and make the climb happen in Brazil. So, figure that, even between us there are polemics and discussions about where, how many and how to bolt new routes, imagine what could happen if you bolted a route somewhere we all concensed it’s not supposed to have anymore routes! Don’t you think you’d be doing us a favor by bolting a new route or chopping the bolts of an existing one. We are grown-up enough to take care of the climbing of our country, thanks for asking. Bolt a new route because you like the line, got psyched, it came naturally, but only after you are absolutely sure why wasn’t there a route there before.

If you want to do us a favor, please bring or buy apicultor clothes and remove the bees of some crags. What helds Brazilian climbs development besides a few other things are bees on the crags and routes. I can tell you many undeveloped crags because there are bees and not brave-enough people to remove them (me included). It is ok to remove them, because when I say bees I mean the european and african ones, that compete unequally with the native ones. The european (and afrikan) bees are not welcome here, we have our own to make their job.

We don’t bolt cracks. It’s not that we never did it. But it’s been more than 15 years that we don’t do it. If you see it, don’t worry, it’s not going to be replaced in the future, just let it be and enjoy the view. I’ve climbed 30m cracks in Italy and Spain full of bolts. So, if you think there is a bolt that shouldn’t be there, please, go back to you country and do what you gotta do in your homecrag.

Do not bolt anything before climbing. We like to do things well done, so we want the routes to be perfectly bolted. Climb on top rope, ask a shorter person to do the same and see if he/she reaches all the places you intend to put the bolts. A good route is the one you can climb putting the draws or with them already in place with slightly no difference. DO NOT Retro-Bolt (bolting on rappeling before climbing the route). That’s not a matter of style, that’s local ethics.

As you’d do anywhere (your home crag for example), if you see something potentially dangerous, just ask the locals to know if they are aware of that. If they answer that it has been like that since ever, well, you know, those hemp-roped-tied-in-the-hips old school guys in the mid 50’s really had the guts you actually don’t. I don’t either.

It’s not because you can solo 5.10d/6b+ chimneys that a 5.10d/6b+ climber have to do it. Style is not only about how spaced bolts are, but about the safety as well, we don’t like those “Now i’m safe, now I can die. Now I’m safe, now I can die” kinds of routes.

At some crags you can’t smoke. And you can’t bring dogs. Please respect that. Feel free to put your cellphone songs at anytime, but if someone arrives turn it off or ask them if they would like some music.

A Crowded crag is not the best place to rehearse your project. Give it a go, but unless it is a 45m route with many good rests and you’re sending it, “don’t push it”. (Especially if it’s the only 5.10d/6b+ on the crag for people to warm up). Most of our crags don’t have 600 routes like those in spain.

Be kind, you’re responsible for the image of your country.

Do your thing. If you climb strong, climb strong, we want to see and learn from you. If you don’t, let’s share the passion and evolv together, that’s how the thing work here. We don’t suck at it at all so, maybe you could learn something from us too. It’s totally a social sport here. The more focused, silent and strong you are, the bigger the chances people think you’re snobbish. Of course you don’t have to be the Madre tereza on the crag, but look at Dave Graham’s example: The simpathy in person. “come on”, “Venga” and “Ale” are magic words that makes us climb one grade higher and makes us feel our redpointing of all life project of a 5.10c actually matters to you. Actually it does, doesn’t it?

Don’t go around spraying beta. Ask if beta is wanted. We like the onsight climbing as well. (but you may find it difficult to find someone who won’t want it).

Fact: You don’t climb in the sun. Not even in winter. You’d melt. Arrive early, leave late, that’s our way. It is ok to climb on the sun one day or two for multipitch, but don’t get used to it. Actually, you won’t (get used), don’t worry. When it’s cold or clouded, it probably rains.

Bring headlamp! You’ll use as much as your climbing shoes.

The quickdraws on a route are not there for you to take. Although they are expensive, yes we leave routes equipped with them for a couple of days or two while we are working on it. You can climb on them, but leave them there, you know, as if you haven’t been there.

It is good courtesy to brush chalk off key holds while lowering a route you just did.

ERASE TICK MARKS if you are not going to climb a route again.

Talking about climbing shoes, as I said before, bring your own. If you need resoling, we have great resolers, BUT, it may take more than one month to get the job done.

If you are climbing on soft stone, don’t get lowered down. Abseil instead. Avoid this on the picture:

Avoid this! Abseil from routes on soft stone where the rope touches de rock

Avoid this! Abseil from routes on soft stone where the rope touches de rock

So That’s it! I hope I was clear. Please forgive my “internal jokes”, I didn’t mean to offend anyone, I just wanted to help you all with our manners and make you feel embraced and involved by our culture. We are always laughing on our own problems, and we are always positive despite the politicians we have. And of course it’s better if you know some aspects of our climbing before you are coming, like our ethics for example. Actually I think if you are in doubt, those rules apply to almost everywhere in the world 😉 . So, if you ever thought about coming to Brazil, come! (But avoid the world Cup season, it’s gonna be CHAOS and we are not prepared to receive so much people). And, of course, if you have any doubts, just drop me some words and who knows I can help you!

See you and be safe!

Rodrigo Genja

Quero Escalar team

Postagem relâmpago…

La Buitrera!

La Buitrera!

Correria por correria truco. Já dizia o Tim Ferris: Não existe falta de tempo, existe falta de prioridades! Vou colocar alguns vídeos bacanas aqui e a super discussão sobre equipos abandonados deixarei pra semana que vem! Beijos!

Começando com esse que apesar de antigo, ahhh, me inspira tanto. A nina caprez, quando ainda era uma atleta 5.10 (hoje ela é uma atleta Scarpa, o que combina muito mais com a personalidade dela).  Nessa época ela já era mina do Cedric Lachat (2011) e eu nem sabia! Ah, no video ela faz uma via que demora 1h de caminhada aos trancos e barrancos pra chegar, morro acima, a baixo. Depois, a via, são várias cordadas de 8c a 10a. Depois disso, você está morto, diz ela. E como Não estaria?! hahaha

E agora sobre uma escalada um pouco mais comprometida, a Lotus Flower, no canadá. Um daqueles vídeos pra assistir comendo pipoca. Detalhe para o ex-casal TommyCaldwel e Beth Rodden. E as simpatias em pessoa Arnauldinho (arnauld petit) e Stephanie Bodet, que vocês conheceram no video do PEtzl RocTrip China.

Falando em aventura, antes tarde do que nunca esse do Ed, da conquista, no Salto Angel:

E não poderia deixar de citar esse vídeo de uma galera do RS testando um parabolt do tipo Alpha no arenito. Fator 2 na TORA, da pra ver a chapa tendo deformação elástica! Muito massa, aguentou bem. Mito do Rolling Cones desmistificado!!

Ah, e esse muito massa de uma mina que fazia artes marciais e agora escala horrores. Sensacional também!

E pra quem acha que Africa do Sul é só boulder, se engana! Lá também tem muita escalada e esse vídeo mostra a nova modinha: O Greenpoint de uma via que tinha chapas. Detalhe que as chapas não foram tiradas depois. Obrigado.

E pra terminar, falando em móvel com chapas… Sabe quando você leva seu amigo que escala mais que você pra jogar basquete e ele não sabe bater a bola sem pular ao mesmo tempo? Pois é mais ou menos isso que veremos nesse vídeo em que Matt Segal e Alex “Triple Ball” Honnold fazem quando levam o Daniel “Nãoescalosófaçoboulder” Woods pra escalar trad no deserto de UTAH. É como pegar o einstein pra ensinar soma e subtração a um analfabeto.  hehehehe Pelo menos ele tenta e mantem a atitude positiva o tempo todo, que é o que conta! 🙂

Ta, e pra acabar mesmo esse da recuperação do Edu Marin. Nem tem mto climb (nada), então se vc quer videos de escalada pode pular esse.

E por hoje é só pessoal!

Ci Sentiamo!