IV Encontro de Escalada de Arcos

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Bia na clássica Helicoidal, no terceiro Andar

Ahhh o Festival de Arcos.. Como não amar? Muita via boa junta. Um lugar onde você escala sem parar, toma espanco de uma, passeia na outra via do lado, volta, equipa, limpa. Repete. Tudo acessível. Muita gente boa junta. Ninguém reclamando que a via é protegida demais, nem de menos. Só escalando! Gente feliz? Uai, se não era, lá fica sendo rsrs

Vira e mexe a gente encontra um chato que reclama que o croqui tem “beta demais” ou que a via tem chapa demais. Mas tudo bem, o Rastro é praqueles outros 99,99999% dos escaladores que curtem escalar, e não reclamar (não que eu não reclame, longe de mim rsrs mas costumo reclamar por coisa mau feita, não caprichada demais). E lá essa galera se reúne e escala – e muito! Muitos setores. Vias na Sombra. Vias no sol. Vias com agarrão. Vias negativas. Vias de 30m. Vias seguras. Muitas. Vias. Democrático. Muito 6º grau com agarrão. Muito 7a “na promoção” (ADORO). Outros sétimos que são oitavo kkkk Mas os oitavos são oitavo mesmo! Mas é bom, mantém os máquinas ocupados. Tão ocupados quanto os seres humanos que vão lá pra escalar e se divertir com a galera, e fazem justamente isso!

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O Encontro de Arcos é uma festa da Escalada. Um dos melhores encontros de Escalada Esportiva do Brasil pois é tudo muito  fácil: Você vai lá pra escalar, então você vai lá e escala. Não precisa ficar 2h perdido no mato procurando via. Ta, eu sei, é conforto demais, tira o caráter aventura da escalada. Mas pra quem gosta de ficar perdido, tem pico que é mais aventura que escalada, e na hora de escalar é uma aventura. Em Arcos não: a gente vai pra escalar. Gostoso né? Em ARCO na Itália, o que fez a escalada sair do patamar de atividade marginal para um esporte popular e democrático (e os equipos de escalada se popularizarem e baratearem) foram justamente as falésias dentro da cidade que você vai caminhando, escala, escala, escala, depois desce e vai pro bar. A pé. Já estava mais do que na hora de termos um cantinho assim também!

Bem, não é dentro da cidade, mas de onde vc para o carro é tudo tão pertinho! A única excessão é o melhor setor de todos, o terceiro Andar, que fica na sombra o dia inteiro, tem 20 vias de 5º a 8a, base plana “child-friendly” mas tem que fazer a trilha de 15 minutos para o segundo andar (Ô que ruim), subir a escadinha de acesso e depois mais 5 minutos de caminhada (nossa, já cansei #sqn).

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Mochila Osprey Kestrel 48 incrível, cabendo tudo pra variar, e maguina Desfibrila. Fininho do jeito q eu curto!

E falando sobre o Encontro em si: IN-CRÍ-VEL!! Muita gente no abrigo, fora dele. Todo mundo escalando, organização de primeiro mundo. Comida da fazenda, pão de queijo, açucar com café… Minas né gente, o estado mais acolhedor do Brasil! (se bem que depois que eu conheci o Ceará, eu acho que pode rolar um empate técnico). A organização não deixou faltar nada, acho que não tem o que mudar para o ano que vem. Tipo, melhorar sempre dá, mas ficou evidente que a organização fez o máximo, o possível e o impossível que estava em seu alcance pra que ficasse perfeito. Prometo que ano que vem eu vou estar com voz e o Microfone vai ser meu na apresentação final e sorteio de brindes! hahaha

O foda foi que eu cheguei pro evento na terça com uma P… gripe. Chegava no fim das vias ofegante, fracooo… que tristeza. Até que no sábado comecei a apertar um negocin aqui outro ali  mas não deu pra entrar em nenhum projeto, que triste… Isso me frustrou bastante. Ainda bem que era festival e nem deu tempo de achar ruim, tava com uma galera bacana.  Well… mais ou menos hehehe O pessoal de São Carlos ficou numa casinha entre o abrigo e o pico. Mas eu preferi ficar na Geral com o pessoal de Franca. Aí o pessoal de São Carlos achava que eu tava com o pessoal de Franca. E o pessoal de Franca achava que eu tava com o pessoal de São Carlos kkkkkk E aí no final eu tentava juntar os dois grupos mas acabava indo sozinho pro pico (1h depois que todo mundo ja tinha ido) hehe

Mas foi bem massa pq no fim das contas deu pra escalar bastante, a galera aprovou as vias que eu pude abrir com o Ives e o Fabinho ano passado, e eu mesmo que não tinha entrado em várias, entrei, e pirei. É estranho, mas eu adoro as vias que eu abro rsrs  Tipo pai coruja achando que seu filho é sempre o mais bonito kkkkk

Finalmente mandei a Helicoidal, um clássico de Arcos no terceiro andar, e a  famigerada “Meia Seca” (quem me conhece sabe a história do nome da via hehehe 😛 ) um 7b de pés em aderência com agarras todas de lado ou invertidas, equilíbrio pra caralho e muita fé. E claro, entrei na Pilares da terra, um 6º cujo final teve a grampeação   sob a responsabilidade do Ives, e que ficou espetacular. A via é bem protegida pois tem um galho um certo momento da via, que passa bem atrás, e você tem que passar entre o galho e a pedra. 30m de puro regozijo numa escalada de agarras boas e final negativo de patacão com um pouco de técnica. Tem como não amar?

E claro, fiz um voluminho e perdi o medinho de uma via que tinha entrado quando tinham acabado de abrir e estava suja e eu tinha achado um terror. Desta vez, entrei, recuperei minha dignidade e recomendo a todos também a via “Meu amigo Stive” no vale das sombras. Aliás, por falar em vale, ali foi bonito de ver a galera malhando a   “Ho´ponopono” e a “Samsara”. Cadenas espetaculares da galera de Sanca e agregados, kamon! Ah! E a “Toko loco” também, incrível, negativo de batentões bons, só agarrão, um 6sup de teto no começo praticamente (depois fica vertical de agarras boas). Muito amor por esse encontro, esse pico, essas vias, essa galera! Agora passando a temporada de boulder volto pras vias e pros meus projetos que tive que adiar dessa vez.

Kamon!

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Valews, falows! =D (eu na Meia Seca)

Na estrada!! (parte 1/3)

Arcos, segunda casa!!

Arcos, segunda casa!!

E depois que eu assumi de vez (ui) esse estilo de vida de escalador, as coisas tem ficado muito mais corridas aqui na Quero Escalar. Muitos pedidos, reposição de estoque, negociações, importações, uma lou-cu-ra. Adoro hehehe Mas aí aos finais de semana, vish… mais correria ainda. Muitas viagens, aberturas de vias, festivais, nossa. Fazia tempo que eu não postava justamente pq primeiro tenho tentado ocupar o tempo o máximo possível com coisas não computadorianas, segundo não tenho tido tempo por causa das atribuições da Quero Escalar (da loja) e terceiro que tenho viajado pra caralho pra prestigiar eventos, campeonatos, abrir vias, enfim, muito trabalho, sabe como é. 😉

Já nem lembro mais mas acho que foi 1 mês e meio atrás que fui pra Arcos com Ives e Cleberina num feriadinho tipo 1º de maio ou algo assim. Foi risada a dar com pau, mas sinceramente nem lembro mais dos detalhes do nosso itinerário kkkkk Aqui vão algumas fotenhas:

E Arcos sabe como é né, não tem como ir pra lá, não levar a furadeira e não abrir uma viazinha! Num dos dias fui com o Ives no setor novo que o Peixe, Maurinho, Carlão, Cintura e Cia. Ltda tinham descoberto atrás da cafeína e piramos. Eu alucinei no setor. Mas a logística ali ia ser mais pesada, preciso de uma trip só pra isso pois o setor ali cabe o triplo de vias que atualmente já estão abertas no pico inteiro. (!!) Sendo assim abrimos uma linha que há muito namorávamos do lado esquerdo da Minha Criança/Mar de Espinhos. Linha Incrível, e adivinha? Não passa de mais um sexto grau (LINDO). O Nome ficou uma homenagem ao graaaande Cleber Harrison, e nossa piada interna favorita: “CURTE O PLANETA QUE VOCÊ VIVE, 6º”

Ives na conquista da "Curte o Planeta que você vive" no segundo Andar

Ives na conquista da “Curte o Planeta que você vive” no segundo Andar

Mas aí o terceiro andar era muito alucinante… tive que voltar pra Arcos só pra explorar ali aquele setor, mas eu chego lá no próximo post. Enquanto isso pudemos curtir uma trip leve, engraçada e suave, como tem que ser. Apesar da comida apimentadíssima do Ives, não houveram muitos percalços durante nossa estadia. Ah, e nossa ida pra lá ocasionou uma coisa muito legal! Tava muito lotado o camping da Celinha, e logo ali os brothers Cintura e Tetê alugavam uma casa onde a gente brincava que só a Diretoria costumava ficar e ficamos lisonjeadissimos em poder ficar ali também. Aí motivados pela nossa ida,  Teco e a Dalva resolveram transformar a casa em abrigo de escaladores em parceria com o Cintura e a Tetê!!! Uhuuullll!! Fiquei muito feliz e na próxima Trip ja pudemos voltar e literalmente estrear o novo Abrigo Base. AH! E uma parte da diária do abrigo vão pra comprar chapa pro pico, irado, não?! É a transformação começando a aconteceeer….

No próximo post tem mais coisa incrível acontecendo… aguardeee….

Nota mental: Não deixar para entrar nas tretas no último dia de viagem, a menos que seja o projeto de todos os dias da viagem.... kkkkk

Nota mental: Não deixar para entrar nas tretas no último dia de viagem, a menos que seja o projeto de todos os dias da viagem…. kkkkk

 

Escalando na Serra da Canastra

Cachoeira na Fazenda Santa Bárbara

Lugar aprazível de se escalar!

É bem na bordinha, mas é canastra. Com os campos rupestres inconfundíveis na chegada do pico, e histórias sobre a nascente do São Francisco, a 80km de Franca, esse lugar que pudemos conhecer no último fds oferece um estilo diferente para os escaladores e conquistadores de plantão. Com uma super infraestrutura de recepção turística já estabelecida com área para camping, chalés e restaurante rural, o grande diferencial do pico é uma grande cachoeira muito bonita com poção e grande volume d´água. E a vontade do dono que escaladores venham aos milhares para escalar as paredes adjacentes à cachoeira, em sua propriedade particular.

O Potencial não é para mil vias, mas a beleza do lugar é encantadora e encontramos potencial para abertura de umas 30 vias, fora o que ouvimos dizer sobre os canyons próximos. Umas 20 vias de uns 20-30m que precisarão de alguma jardinagem e que ficam ao sol, com base boa e na sombra para o seg,  e mais umas 10 mais curtinhas de uns 10 ou 15m na sombra – ah, e com aparente possibilidade para escalada em móvel para uma linha ou outra. E ao lado da cachoeira aparentemente o filé. Com apenas um acesso seco a um platô que dá acesso à única via já conquistada, vai dar pra abrir mais umas 4 ou 5 vias a partir desse platô, mas não vai ser esquema Itaqueri confortável, na base do pico o dia inteiro. Enquanto oferece conforto e comodidade nos 15 mins de trilha em linha reta, no poção da cachoeira e pedras ao redor para deitar preguiçosamente, na hora do climb talvez precise de um poquinho de empenho, mas nada de outro planeta (como ficar em pé num platô ancorado enquando dá seg). Vários diedros negativos prometem escaladas fortes e altamente estéticas a menos de 20m da cachoeira, que forma arco íris praticamente todo o dia e os Urubu-Reis sempre vem dar uma olhada no que está acontecendo.

Acessando o platô de onde sairiam as outras vias

Escovando Acessando o platô de onde sairiam as outras vias

Convidados pelo Wagner de Franca que abriu a primeira e única via do pico (por enquanto), Ives e eu fomos conferir todo o potencial. No início ficamos um pouco decepcionados pelo acesso ao platô e muita parede molhada pelo spray que vem da cachoeira. Mas logo que começamos a escalar já animamos muito pois a rocha é dura pra caramba, com muitas agarras invertidas e muita técnica.

O Wagner pediu pra eu equipar a via, chamada Gritadores (que vocês imaginam porquê ao lado da cachoeira). Fui subindo, mas a via estava bem suja ainda, então dei uma de diarista e limpei todas as agarras. Agarrçoes cheios de terra e pézinhos chave com camadas de areia.  Tirei os moves, testei todos os blocos encaixados que nem respiram nem dão sinal de vida (mas impressionam) e desci. O Ives entrou e mandou seu primeiro FA, provavelmente a via ficou um sexto grau bem técnico. Você escala e o tempo todo ao lado da cachoeira e do poção, é só virar a cabeça que é tudo o que você vê, muito massa!

Escalada bem ao lado da cachoeira. No platô não venta como no começo da escalada, ainda bem!

Escalada bem ao lado da cachoeira. No platô não venta como no começo da escalada, ainda bem!

Depois ainda voltei ao top da via, bati uma chapa pra esquerda e alcancei um platô onde furei uma parada com a intenção de abrir outra via do lado, mas ficamos de saco cheio ficou escuro e tivemos que abandonar a missão. Fiquei com muita vontade de conquistar os diedros e arestas negativos pra esquerda da cachoeira. Mas principalmente de desenvolver os setores menores pra esquerda que aparentemente vai ter vias entre 10 e 20m na sombra com rocha boa. O setor mais alto fica no sol, mas até compensaria pois em alguns lugares até 1/3 da via ficaria na sombra, incluindo o seg. É longe pra caramba, (ok, só 80km) de Franca, uns 280 de São Carlos,  mas é tão bonito que compensaria ir de vez em quando, até com amigos que não escalam pra que eles façam as trilhas do lugar, acampem, deem um rolê no mato enquanto a gente escala =)

Nom fim do dia um selfie com a cara toda suja de poeira (uma camada uniforme) a mão regaçada, com os brinquedos e a metranca a TiraColo

No fim do dia um selfie com a cara toda suja de poeira (uma camada uniforme), a mão regaçada, com os brinquedos e a metranca a TiraColo

E a noite pudemos provar o maravilindo JK, prato típico Franquense que eu nem consegui mandar a cadena, tive que abandonar no meio apesar de ser deliciosissimo. No dia seguinte não tem fotos, mas voltamos pro Tremendal e tivemos a triste noticia que o dono da propriedade tinha pedido que gentilmente os escaladores tirassem as chapas das vias pois não estava morando mais ali por motivos de saúde e os escaladores vinham sendo confundidos com ladrões de gado e de café. É o cu da cobra, de cair o cu da bunda, mas mais um pico muito legal com nem 50% do seu potencial desenvolvido fechado porque está em “propriedade particular”. Escalamos a via que haviamos aberto em fevereiro quando estivemos lá pois era a primeira a entrar na sombra, e tiramos as chapas com a sensação de quem sacrifica um cavalo de que gosta muito. 😦 Escalamos pela última vez no pico e o Ives pode mandar seu primeiro 7b a vista, ah muleque!

Espero que os locais tenham a sagacidade e o poder de negociação com os proprietários para reverter a situação.  Ainda não recebi as fotos do domingo, então, finalizo com uma foto das paredes mais altas à direita da Cachoeira de sábado, que tem grande potencial. Valeu Wagner pela hospitalidade e por nos apresentar a este pico tão bacana! Em breve estaremos aí novamente!

Potencial do lado direito da cachoeira. Com a jardinagem certa vai ficar lindo!

Potencial do lado direito da cachoeira. Com a jardinagem certa vai ficar lindo!

CarnavArcos!

Carnaval em ritmo de festa!

Carnaval em ritmo de festa!

O sábio erótico Clóvis Basílio certa vez disse que …”O carnaval da Vivi Fernandes é um dos melhor carnaval”… (sic). Eu vou ter que discordar. Certamente Kid Bengala não conheceu a galerinha do bem que esteve no último carnaval escalando em Arcos, no Rastro de São Pedro. Foram 6 dias de muito climb, festa e  claro, como não pode faltar em todo bom carnaval: furação.

Com a proposta de fazer um Carna diferente, gente de todos os cantos lotaram o pico, que agora conta com 102 vias esportivas praticamente. Mesmo com tanta gente, não houve fila nas vias, pelo contrário, o que rolou foi o comentário de pessoas diferentes em setores diferentes, que aquilo ali tava parecendo um ginásio de escalada: Muitas vias equipadas e muita gente dando A VIBE. E já que era ocasião, teve gente até escalando de fantasia de carnaval. Galerinha do São Carlos Pression Team pode passar o rodo em vários 7a´s e tivemos vários “primeiros 7a´s redpoint, flash e a vista”. Eu mandei meu primeiro 7c em flash (Cafeína) e se eu tivesse visto que a parada da via era pra direita e não pra cima como eu achava, teria mandado outro 7c a vista (A estréia)! Foi loco ver o Ives despertando seu escalador interior que estava dormente, mandando vários 7a´s, e até o Cleber que escala a menos de 8 meses mandou a “entre a sol e a sombra”. Beto pra variar passeando em todas as vias abaixo de nono e o Daniel com a Li curtindo uns quintinhos. Até o Sérgio apareceu com a Rose!! O Gera pôde consolidar sua escalada com vários sétimos também e aprender como NÂO se deixa a corda durante uma escalada dura tipo a cafeína<momento acuzada!>.

Pudemos conhecer os setores novos, muita via nova e todo mundo sem ficar perdido graças a um croqui bem feitinho que pode orientar a todos onde estavam as vias. Sem contar as plaquinhas estratégicas com os nomes das principais vias dos setores. Por muitos anos eu falava que tinha isso na Europa e que era muito massa, que me ajudou muito nas minhas viagens por lá, mas os vovôzinhos do Climb ficaram de putaria falando que isso tiraria o espírito da aventura. Mas aí vc vai no pico, com mais de 100 pessoas, e pergunta se essas pessoas estão reclamando? Ou se estão tendo ótimos momentos escalando com a galera e dando risada? Enfim. Parabéns ao GT Arcos pela proposta, iniciativas como essa só agregam ao esporte, que vem crescendo desenfreadamente, mesmo com tanta gente fazendo tanto pra sugar ao máximo em vez de contribuir de maneira construtiva. Sempre vai ter uma chapa que podia estar mais pra lá ou mais pra cá, é natural. Nem tudo é perfeito e a escalada é feita por seres humanos. Então em vez de reclamar, que tal aprender com os erros alheios (e próprios, claro) pra não acontecer de novo e  mandar um “Muito obrigado” pra essa galera de Arcos que vem botando a mão na massa? Valeu galera. É o Peixe, é o Cintura,  Carlão, Alexsandro, Ricardo Animal, Maurinho e uma galera que eu nem conheço mas sei que dão um trampo pro fico estar filé desse jeito.

Quando escalamos pela primeira vez a “Tufantástica” 6º, ficamos de namorico com a paredes que tem pra direita dela. E no “dia de descanso” fui com o Ives pra esse setor. Escalei uma canaleta pra direita do setor laçando árvore, vários bicos de pedra e fiz “cume”. Puxei a furadeira e desde o cume bati na virada o primeiro furo da parada da primeira via que conquistaríamos no feriado. Escalamos um escalador alto e um baixo e marcamos onde seriam as proteções. Fiz quase todos os furos mas no final tive o privilégio de “ensinar” o Ives a fazer o seu primeiro furo. Ele que vem sendo meu fiel escudeiro em várias conquistas, agora está se emancipando e botando mais a mão na massa. No final subi a via fazendo o FA (de um quinto grau, vale isso Arnaldo?), paguei uma travessia pra esquerda com a ultima costura vários metros pra baixo do pé e, completamente torto e ejetando da parede, comecei a fazer o primeiro furo da via da esquerda. Mas a bateria acabou no meio e eu tive que voltar, desescalar e deixar pra outro dia. No último dia escalei o quinto grau de novo, paguei a travessia desajeitada pra esquerda, lacei mais alguns bicos pra proteger a grande queda/pendulo e consegui terminar de bater a parada dessa outra via. Calculei certinho onde a corda iria passar pra não pegar em nenhum bico e como diriam no jargão local, “implantei”. Escalamos, marcamos e furamos. Enquanto isso a Dupla de Betos furava o final de uma via que o Betão de Divinópolis ja vinha namorando a tempos, pra esquerda da macaco não tem culpa. O Betinho subiu a mãe gaia, atravessou pra esquerda e bateu parada e vários furos no final da via. Mas a logística ficou bem comprometida pelas baterias estarem fazendo por volta de 3 furos cada uma, então era o tempo de ir na casinha deixar pra carregar e voltar pra pegar outra. Acabou que a via dos Betos não foi terminada pelo sol intenso e as bateras, mas não tardará muito voltaremos pra terminar o projeto! A outra via terminamos, deixei o Ives começar, e com umas 4 idas e voltas à casinha pra pegar baterias, o Ives furou a via toda. Está graduado na arte de furar. Agora só falta pagar acessos duvidosos com proteções precárias pra bater as paradas rsrsrs

Além de muito climb e furação, rolou muita cachaça festa a noite. Os donos do Camping tão mais pra melhores amigos que outra coisa. Nos sentimos muito a vontade, e ficamos muito gratos por poder vir ficar na casa de amigos quando vamos escalar em Arcos, isso não tem preço! E claro, numa certa altura das festas noturnas diárias rolou o momento Bigodagem: Todos os homens barbudos cortaram a barba deixando só o Bigode à lá Freddie Mercury / Seu madruga e costeletas.  Mas tipo, rolou adesão praticamente completa de todo mundo! Até as meninas fizeram bigode de Carvão. Isa, Ju, Mel, Ives, Cleber, todos que não tem barba aderiram ao movimento. Por isso a via da esquerda que conquistamos ficou em homenagem à essa galera que cortou barbas centenárias: Bigodagem, 6º. A via da direita ficou muito gostosa de escalar e por isso ficou com o nome de: “Delicinha”, 5º.

Apesar das festas noturnas no camping , todos os dias na rocha era dia de festa. Gente escalando de peruca, cartola, fantasia de pirata, máscaras de carnaval, calças com reforço de cordura kkkkkkk Maior vibe MESMO, galera se conhecendo, escalando junto, foi muito massa! Pude conhecer várias celebridades que só conhecia por facebook, se tivesse caneta pediria até autógrafo hehehe

E foi isso galera! Tem muita historia pra contar mas dessa vez resolvi ser mais sucinto no relato e encher de fotos que agradam mais né? Qualquer dia desses eu upo no xvideos os videos que eu fiz com o celular das festas noturnicas!

Valeu demais a todos que conheci no Camping, vocês são demais e espero poder escalar com vocês de novo em breve! Aos parceiros que acompanham sempre _/\_ Gratidão 😉

Destination: ARCOS – MG

Todo mundo ansioso pelo post sobre a trip pra Arcos?! Eu mesmo morrendo de vontade de contar TUTOOO como foi mas… Estava trabalhando fervorosamente num croquizão bem bonito do 2° andar de lá onde abrimos 3 vias, além é claro de fazendo faxina e esperando o puto do Beto (1x) me passar as melhores fotos que tão tavam na camera dele.

Em Breve... aguardem!

Em Breve… aguardem!

A trip foi alucinante. Escalamos, conquistamos, furamos, nos divertimos horrores, fizemos uns rangos supermassa e amigos que são figurinhas impagáveis. Saímos de Sanca quarta a noite com o carro abarrotado de coisas: Equipo de climb, de camping, de furação (de conquista) e comida principalmente inclusive, que estavamos achando que era muito (Não foi). Chegamos em Arcos lá pra uma da matina, pegamos a chave com a Célinha no pulo do gato e fomos pro pico. Não se esqueçam: Na estrada de terra, Logo depois de se afastar do trilho do trem, primeira bifurcação à direita, depois todas à esquerda. Quando chegar na porteira é porque chegou. Descarregamos o carro e blz, lanchinho ludico e cama.

Setor da frente, cartão postal do pico

Setor da frente, cartão postal do pico

Primeiro dia de Climb fomos pro segundo andar, pois, apesar de a previsão mandar muito frio, estava calor e fomos no setor frio de sombra, deixando pra escalar no sol nos dias de frio que viriam (Não vieram). Escalamos um quintinho e um sextinho simultaneamente, primeiro contato do felipe com o Calcário, e logo o Beto (2x) entrou na Café, Cachaça e tabaco. Descendo já pirou numa linha do lado esquerdo que eu já tinha pirado na outra ocasião quando entrei nela. Só o segundo dia ia ser o de furation, massss…. ah…. já tava ali mesmo né? Desci a trilha toda até a casinha, peguei a metranca enquanto o Felipe escalava (as duas vias – a existente e a futura). Logo entrei, tirei os moves, eles idem e sugerimos os locais dos furos escalando e pensando na segurança de quem iria escalar depois (É ASSIM QUE SE CONQUISTA UMA VIA ESPORTIVA ou debaixo pra cima, com cliffs, estribos, etc.. buscando os melhores locais pras clipadas não rapelando e furando com uma tronca na boca sem nem saber se a linha de agarras chega no chão). Muito bem: Ratá-tá-tá… Fiz todos os furos e pus a parada,  e o Beto (3x) pos o restante dos bolts com as chapas. E mandamos os Firsts Ascents de noite mesmo. A via ficou com 26m, com 13 proteções + parada (portanto leve14 costuras). Estávamos na dúvida entre chamá-la de Muñequito de Barro(bonequinho de barro) , por causa de um ditado espanhol que diz: Café e Cigarro, Muñequito de Barro! (café, cigarro e tabaco é a via do lado). Mas acho que ia ficar piada interna demais mass… o nome acabou ficando mais piada interna que o muñequito de barro, porém tão comprido quanto a via: MONOGAMIA HETERONORMATIVA. Um 6sup/7a lindo de morrer. O nome é uma crítica ao modelo da sociedade moderna que atrapalha/impede  a prática do amor livre, que é a monogamia heteronormativa, pela qual todo mundo que quiser ser considerado normal deve ser monogâmico e heterossexual. Leia aqui o artigo sobre a Prática do Amor livre, pra entender o contexto.

Enfim, a noite fiz um rangão da hora, tomamos uns gorozinhos que tinhamos levado, mas o charuto cubano que eu tava guardando pra uma ocasião especial como a conquista de uma via em Arcos sumiu!! Ficamos achando que tinha sido o Gato na noite anterior, certeza! No segundo dia voltamos pro Segundo andar, e o Beto (4x) e o Felipe entraram em 2 viazinhas muito legais ali no “Portal” de chegada. Muito boas as vias (Ah vá?! Via em Arcos que não é legal? Hmmmm Não tem!). Enfim, dois sextinhos meio curtos para os padrões Arquenses (só 15 ou 20m) . E depois desses o Beto entrou numa super fenda gigante do lado oposto do valezinho ali, em frente à cafe, cachaça e tabaco. Tudo em móvel, crux é desviar da árvore. Enquanto isso eu fui tentar chegar na base de uma grande proa protuberante visível da trilha, pra direita, alucinante. Tinhamos visto essa linha na outra viagem e dessa vez consegui abrir uma trilha e chegar embaixo dela. Pensamos se tratar de uma linha futurista, mas acabou que, como tudo em arcos, é um teto com uns 4m de comprimento de 7b kkkkkkk Chegamos lá e deixei o beto (5x) começar (Ô caraaa) . O Setor é alucinante e por si só já dá pra abrir várias vias… A via começa em cima de uma espécie de Totem de pedra e pra chegar na base da via tem que dar uma soladinha num segundo grau até uma pedra, onde, estando-se em pé, alcança-se o teto. Cheio de agarras. PORQUE SENHOR?! PorQUE?! Porque não temos tetos com agarras aqui no arenito senhor?! Pus a primeira chapa do chão, bem alta, para podermos utiliza-la como proteção caso ele caísse antes de furar a segunda, e sair rolando. Depois de 3 proteções virou o teto e tocou em móvel laçando bicos de pedra até o final da parede. Furou a parada, deixou uma corda fixa e marcou onde poderiam ser os outros furos. Como uma das 3 baterias (a que teoricamente aguenta mais carga) morreu no dia anterior, só deu pra fazer 5 furos, uma vez que os 2 primeiros fizemos de 12cm de profundidade por segurança. A noite o Felipe fez a comida. Achamos o charuto, matamos o segundo e último fardinho de breja e finalmente pudemos acender o cubano, que afinal não tinha sido o gato que tinha pego.

Eu, Beto e Felipe fazendo a janta

Eu, Beto e Felipe fazendo a janta

No dia seguinte fomos escalar um pouco no setor da frente, e pensei em ir terminar a via com bateras novinhas depois do almoço, quando o sol estivesse mais ameno. Entramos na Leão de Judá, um 7b que eu diria que é a “Lamúrias de um viciado” de Arcos (a lamúrias é o carimbo no passaporte de quem vai pra Serra do Cipó). E o Beto (6x) quis porque quis entrar na “Michael Jordan”, uma via que pra quem é anão, vulgo Short-leg (Aí Bianca, vai adorar) é bem mais dura. Eu não tava na pegada de apertar por causa da lesão, mas como era um bote dinâmico de um agarrão invertido para um buraco igual uma cesta de basquete muito alto, resolvi tentar “pelo folclore”. O Beto (7x) apertou um reglete lixo intermediário e isolou. O felipe entrou mas seu ombrinho não o deixou ir mto longe. Eu desencanei do reglete e já na segunda tentativa consegui isolar o bote. IN-SA-NO. O resto da via é muito legal, vai por uns patacos, única coisa é costurar a segunda que ainda tem um lancinho fortinho, e eu achei até um descanso sem mãos com entalamento de joelho da segunda pra terceira. Mais do que depressa Beto (8x) e eu já entramos e mandamos cadena. Ahul!

O Beto (9x) ainda levou o Felipe pra fazer a famigerada “Extraordinária” 7b (pra variar) e enquanto isso eu, que já tinha feito ela, fui lá terminar a via. Chegando lá, subi pela corda fixa ate a 4° proteção mas comecei a ser rodeado por umas abelhas européias que logo descobri estavam a uns 10m pra esquerda. Fiquei imóvel uns 20 mins mas sempre que voltava pra via (sem barulho de furadeira) elas voltavam, então resolvi voltar mais tarde. Enquanto esperava a poeira abelha baixar fui fazer um social com uma galera muito gente boa que tava ali na “salinha” do segundo andar. Eles já tinham entrado na Monogamia Heteronormativa e elogiaram bastante (valeu rapeize!). Quando a noite estava por cair, voltei pro tetão, subi e finalmente consegui terminar a via. Como foram poucos furos, ainda restava praticamente uma batera inteira, bati a parada de outra via, à esquerda. Nessas alturas o Beto e o Felipe já estavam ali e, com a parada pronta, armei um top e o Beto (10x) subiu a noite de tenis marcando onde seriam as chapas e aproveitou e já furou. Ficou faltando só a primeira, mas nem faz muita falta, da pra escalar sem, talvez na próxima trip coloquemo-na. E Já é! O nome do grande teto ficou “O Universo em desencanto”, nome que já saímos de São Carlos com ele na cabeça, por que estávamos ouvindo muito o cd do Tim Maia Racional (Na verdade ficamos a trip inteira com as musicas na cabeça). E guardamos ele pra esse teto. Já a via da esquerda ficou “Na caralha da noite”, em partes por ter sido aberta a noite, em partes pela zueira com a quase homônima via no cipó e em partes porque a palavra “Caralha” era utilizada para se referir a tudo pelo Felipe, praticamente um sinônimo de “coisa”. Tiramos as duas primeiras chapas da Universo em Desencanto pras pessoas não entrarem enquanto as abelhas estiverem ali perto pois está perigoso (e Na caralha da noite nem tem a primeira entao sussa!). O Peixe falou que vai com a galera lá essa semana tirar as abelhas, e deixei as chapas com o Vitor do Camping. Quem quiser mandar os FA’s é só ir lá tirar as abelhas e por as duas chapas (colocáveis do chão a primeira, e a segunda pendurado da primeira). Enquanto furávamos, tava rolando maior lual no camping, que esse dia tava cheio de gente, com a Célinha e o Vitor tendo preparado uma mega fogueira. Do alto da via ouvíamos (e viamos) a galera em volta da fogueira gritando pra gente descer e ir lá com eles. Fomos quando os trabalhos estavam terminados, e quase esquecemos de jantar! Um whiskão JB e o outro charuto cubano (e não é um eufemismo pra cigarro de outra coisa!) na beira da fogueira, papo bom com os mineiros e ninguém queria mais nada!! Tonhão, figuraça, Vitor de Arcos, pessoal de Berlândia e toda a rapeize que não vou lembrar o nome agora, foi mto da hora! Lá pelas tantas eu lembrei do rango (claro, ele é gordo, ele gosta de comeeer!) , e quando vi tinha sobrado comida pra caralho da galera, que NÃO iam mais comer e iam embora no dia seguinte. Pois joguei um pozinho de pirlimpimpim, duas baratas, pernas de rã e 3 cabelos do saco do feijão mais o frango e arroz que tinha já feito a mais no primeiro dia para esse dia e Voilá! Estava pronto o rango mais gostoso do universo! E quase os putos esquecem de jantar, quanta loucura.

Mas whisky bom não dá ressaca, e no dia seguinte estavamos lá, firmes e fortes pro ultimo dia de climb. Fomos conhecer o novo setor entre o setor da onça e o da frente, o “Vale das Sombras”. Se as vias que abrimos não tivessem ficado tão legais teria batido um leve arrependimentinho, pois o setor é muito insano, e com muita sombra! Ficamos mil anos namorando um grande teto ali logo na entrada que inexplicavelmente ainda não tinha sido conquistado. Entramos numa via que é dentro de um BURACO. É isso mesmo, vc sobe uma via em 3D. Tem que usar 360° de apoios como se estivesse escalando aquelas chaminés antigas de fábrica, um túnel na vertical, de 2,5m de diâmetro por 25 de altura. E na sequência entramos num 6sup à direita da primeira, que a Nati (que é praticamente local do pico) deixara equipada pra gente. Saindo de lá, estávamos curiosos pra saber o que era o barulho de furadeira que ouvíamos, e quando chegamos na entrada do setor, o grande Teto tinha acabado de ser conquistado debaixo pelo conquistador local, Peixe. Santa eficiência hein Batman?

Tinhamos que pegar a estrada e pra agilizar, do moídos que estávamos (com uma puta ressaca) de 4 dias intensos , entramos num quintinho do lado esquerdo da Michael Jordan. no setor da Frente. Nem preciso dizer que a via é muito boa né? E depois dessa já fomos pro carro, arrumamos tudo, nos despedimos da galera e pé na estrada! Ah! Conhecemos o Sérgio, o cara que está produzindo os “P-Bolts” que é tipo um chumbador CBA com anilha na ponta, tal qual já vinhamos utilizando em algumas paradas, porém, melhorado. Digamos que é uma chapeleta com formato de pino P. E finalmente, tocamos direto pra São Carlos. O Beto dirigiu 5hrs seguidas direto pro recanto empório, onde a moça já nos viu e trouxe o Litrão e os Baurús de contra.

O lado ruim da viagem veio segunda feira: Ressaca ou depressão pós-Arcos. Poxa, em arcos a vida é linda, a escalada é magnífica. Todas as vias são num calcário perfeito, cheio de negativos de agarrão de 30m <hmpff….>. Mas é isso aí: Bolting Trip pra Arcos: Animal! Só tenho uma coisa a dizer:

So Pyched! Life is good!!

Arcos: Novo point adicionado aos Favoritos do SCPT!

SCPT e a família do Rastro de São Pedro: As meninas Iá-Iá com a Nanica,  Tatá e ao fundo a direita, a Célia e o Victor.

SCPT e a família do Rastro de São Pedro: As meninas Iá-Iá com a Nanica, Tatá e ao fundo a direita, a Célia e o Victor.

Certeza que tava todo mundo curioso pra saber como que foi o último roctrip do Sanca Pression Team. Foi SEN-SA-CIO-NAL!! Quem não foi perdeu uma das melhores trips dos ultimos tempos do SCPT!! Muitas vias de qualidade, equipamento perfeito classe A, negativos de agarrão, muita escalada a vista, um monte de sétimos em promoção e um ambiente família out-of-this-world.

O abrigo é na verdade a casa de uma família que nos acolhe tão bem que nos sentimos em nossa própria casa. Há a casa deles, e bem do lado a casa dos escaladores, que é mais um apoio pois é uma salinha, um quartinho vazio, uma cozinha e um banheiro e nós devemos ficar acampados. Mas mesmo com a proximidade com a casa dos donos do local, ficamos realmente super a vontade e o ambiente foi muito agradável desde o começo. A Maria Célia inclusive nos guiou desde o segundo semáforo da BR (do restaurante pulo do gato) em Arcos até o local, que não tem erro, olha só:

Indo pela BR de Pains até Arcos, um pouco depois do segundo semáforo (que tem na BR mesmo) já em Arcos, entre à esquerda 1m (um metro) depois de passar embaixo do pontilhão de trem e siga beirando a ferrovia. Pouco depois de se distanciar dos trilhos vem a primeira bifurcação e você deve pegá-la pra direita. Daí pra frente é tudo esquerda nas bifurcações até a estrada acabar na porteira da fazenda do Rastro de São Pedro, são 7km. Quem toma conta é o Casal Maria Célia e o Victor, com as meninas Iá-Iá e a Tatá, e sua fiel escudeira, Nanica! O Ambiente família não podia ser melhor e já no primeiro dia a Célia (Célinha) acompanhada da Iá-Iá (que ia de pé no chão mesmo, no melhor estilo criança feliz e ativa) e a Nanica nos mostraram algumas vias e setores, que elas conhecem porque também escalam, para irmos começando, já que não tinha mais ninguém para nos orientar.

Primeiro dia, primeira via: Chifrinho! Detalhe para a calça do Raul. 1 semana de escalada em Arcos pode deixar sua calça de escalada nova igual a essa de 10 anos do Raul.

Primeiro dia, primeira via: Chifrinho! Detalhe para a calça do Raul. 1 semana de escalada em Arcos pode deixar sua calça de escalada nova igual a essa de 10 anos do Raul.

No primeiro dia estavamos só o Beto, o Raul (borracho) e eu. Pudemos aquecer em dois 6sups (café da manhã e Chifrinho) no setor onde ficam algumas vias clássicas do pico como Faixa de Gaza 7a e Amigos do rastro 7c. Mas não aguentamos e logo tivemos que ir na parede principal que parecia alucinante! Entramos em duas linhas que não sabíamos nome muito menos o grau, mas que realmente deixou a gente pilhados pela beleza. Estavamos no esquema todos a vista e o Raul avistou a primeira, Beto a segunda e quando eu fui avistar a terceira tomei umas picadas de abelha e tive que abandonar. Depois descobrimos que havíamos entrado nas vias mais clássicas do pico: Extraordinária 7b e Entre o sol e a Sombra 7a. O Beto deu um pega na confusão mental mas nãaaaaooo conseguiu, já estava destrambelhado, e eu no fim do dia tomei as picadas na Sacafraga, que ia avistando muito bem! (kkkk é um 6sup seu tonto). Eu tava naquelas de ir sentindo qualéqueera, pois tinha ficado 2 meses sem escalar direito por causa de dedos podres, mas graças à sessões de acupuntura com tratamento de choque pesado, rolou escalar de boa, e daí pra frente foi só apertar!

Sem um beta tão bom, tivemos que ir buscar os reforços do Time de madrugada próximo à linha do trem, e no dia seguinte já levamos todo mundo pra aquecer nas vias que tinhamos feito no dia anterior, e nós, que já tinhamos escalado-as, fomos no setor “corredor” e aquecemos num sextimo muito legal. Logo fizemos a via “Parceragem”, e eu sofri (do tipo fazer tudo errado entrar pro lado errado, vish, corda no pescoço, nusss) com a entrada na canaleta, mas acabei mandando. As meninas Isa, Ju e Bia estavam ali na Café da manha e Chifrinho com o Gui, e ficou tudo equipado, do corredor até a faixa de gaza, incluindo a lenços umedecidos (8b/c) que o Beto mandou (O Gui também, não?). Entrei a vista na faixa de gaza e foi só curtição, adorei a via, claro. Mas o mais legal foi ter entrado à vista na “Amigos do Rastro” 7c. No primeiro pega caí pra costurar a segunda, gastei demais, achei que tinha um descanso onde nao tinha, e depois disso tudo (de cair) ainda fiquei sabendo que o blocão na esquerda da via, deonde se pode descansar horrores (é aqueles blocos que vc passa a 1cm de distância com cuidadinho pra não relar, pq tá encostada, 20cm pra direita da via) não vale e é considerado dar Curintxa na via. Ok, ja tinha caido mesmo, vamo lá. O Raul entrou em flash, leu direitinho, mas se embananou com os pés, pegou na mao errada no crux, e eu querendo ajudar atrapalhei e ele perdeu a cadena… No meu primeiro pega, ensaiei bem, tirei bem o move do crux que achei incrivel, e depois de mandar um Twix dei o segundo pega e mandei, u-hulll via da hora demásssss. Já tinhamos incorporado pro SCPT o doisberto, que na verdade é Webert, vulgo Beto, e no fim do dia fui dar uma seg pra ele na Suor de Cachaça 8b ali no setor da onça mas já tava semiescurecendo nem rolou outras escaladas, só ajudamos a tirar melhor o move do primeiro cruxzinho ali debaixo. Achei a via bem dura e totalmente destoante do resto do pico, que tinha tudo agarrão. Ah, sei lá, pra entrar em vias assim fico em itaqueri. Ali com tanta via negativa de agarrão, pra que o sofrimento gratuito?! (tem que ver até onde vc quer se desafiar) hahaha E pior que o Beto mandou ela no dia seguinte quase em flash, caindo no final, necessitando só dois pegas.

Ta fóoorte hein nenéim?! :) Isa na Faixa de Gaza estreando sua sapatilha autografada  que ela ganhou da Steph Davis

Ta fóoorte hein nenéim?! 🙂 Isa na Faixa de Gaza estreando sua sapatilha autografada que ela ganhou da Steph Davis

No final do segundo dia o Peixe, escalador e conquistador local me mostrou o caminho para o setor “Segundo Andar” e lógico que a gente alucinou né. Levei toda a galera pra lá no terceiro dia, e a galera já saiu equipando TUTOOOO. Comecei fazendo um sextinho ali na direita da entrada do setor, que fica logo à esquerda de um quintinho um pouco mais na aresta. Demais, com direito a lacona que canta uma sinfonia no final (e que vc tem que pagar um montê nela kkkkk). Depois o Raul mandou a vista a Café, Cachaça e Tabaco (Cafe e cigarro, muñequito de Barro) e eu mandei na sequência. Entramos pra limpar um 6sup/7a meio esquisito ali na direita da café, tabaco cachaça que também tinha que se puxar numa laca gigante que ia afinando, quase um totem… achei estranha. Mas a via mais filé do setor foi a Golden Fish 6sup, pra direita da Cafeína (7c). A cafeína é uma via bem negativa que sai numa proa bem no meio do setor, e à sua esquerda (bem na frente dela) tem um quinto muito massa, onde eu rasguei minha calça favorita de climb :/

ÓOO.. rasgou a bermudinha foi? Deixa eu tocar uma musica pra vc no menor violino do mundo.. (piada interna São Carlos Pression team)

ÓOO.. rasgou a bermudinha foi? Deixa eu tocar uma musica pra vc no menor violino do mundo.. (piada interna São Carlos Pression team)

No fim do dia fomos pro setor da Onça com a Natalia, que tinha ido junto com o “Beto de minas” pra Arcos e no primeiro dia tinha mandado a Faixa de Gaza, e tinha acabado de mandar a Golden Fish. Ela nos mostrou a Incrível céu de arcos e a Mãe Gaia. Mas quando o Raul tirou o primeiro pé do Chão, começou a chover horrores. E não escalamos mais nada pq faltava tipo uma hora pra escurecer.

Nati fazendo a Golden Fish a vista!

Nati fazendo a Golden Fish a vista!

E de noite o pessoal da casa fez uma festa Hippie, foi muito legal. O Beto e o Raul pra variar puderam experimentar a Cachacinha mineira e o Borracho do Raul deu trabalho mais uma vez… tanto que no dia seguinte, ainda de ressaca, acordou “pronto”  pra escalar:

FAZÊ UMA SOPA PA NÓIS!!

FAZÊ UMA SOPA PA NÓIS!!

E no último dia tive que ir com o Beto no segundo andar limpar a Cafeína, que ele tinha deixado equipada no dia anterior pq começou a chover. Pelo menos ele mandou!

Beto prestes a entrar na Cafeína, no segunda andar.

Beto prestes a entrar na Cafeína, no segunda andar.

E aí esqueci minha câmera pra poder ir leve pro segundo andar, fui só com o ropebag, cadeirinha e sapata. Na volta descemos pro setor da onça, onde estavam todos equipando a Incrível céu de arcos e a do lado, ambos 7b’s. Aqueci equipando a Mãe Gaia, 7a, via linda!!! Pena que no meinho tem um cruxzinho esquisito, certeza que tinha uma agarra que eu nao vi, dei um semicurintxa quase chegando na via da esquerda, mas no final consegui mandar a vista sem cair nem roubar de fato. 🙂 Aí entrei a vista avista mesmo no 7b incrível céu de Arcos e foi massa. Não mandeeeeeiiii… kkkkk Mas foi ótimo, tomei uma quedinha bem besta pq tava bombado, mas foi bom pro psico perder qualquer resquicio de medinho e tocar pracima na sequência fortinha do crux e fazer a melhor virada de teto que eu já fiz na vida la em cima. Muuuito da hora!!

Pois muito bem, descemos, arrumamos as coisas e partimos! Queremos muito voltar com a metranca! Muita pedra pra abrir via! Vamos torcer para as pedreiras não comerem tudo que tem por ali, porque ta chegando perto! Com as explosões muitas vezes o chão tremia e 7segundos depois vinha o barulho, foda!

No fim do dia, fotos sequenciais:

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Eu, Raul, Iá-iá, Gui, Ju e Tatá com a Nanica no colo!

Agradecemos MUUUITO à familia que nos acolheu tão calorosamente e nos deixou tão a vontade para voltarmos, nos fazendo sentir parte da família! Valeu demais Victor, Maria Célia, Iá-Iá, Tatá, Nanica e os gatinhos Lilica e Ripilica!

========UPDATE========

As gatinhas chamam-se Pois é e Pois não, e não Lilica e Ripilica!

Umas fotos da camera da Bia que eu não tinha visto!

O Cipó já não é mais o mesmo… É muito melhor!

Gui na famigerada "Atretas do Craimbe" no Rod

Gui na famigerada “Atretas do Craimbe” no Rod

Primeira trip do ano não poderia ter sido pra lugar melhor! Pra começar bem 2013, peregrinação até a MECA da escalada esportiva no Brasil!!! Fomos a Isa e eu de bumba no dia primeiro de manhã, chegando lá a noite e na manhã seguinte chegou a Bia. Nosso anfitrião é na verdade o Gui, que apesar de ser Beaguense (aquele que nasce em BH), se radicou aqui no São Carlos Pression Team. Primeiro dia, para ganhar tempo, fomos num sítio ainda inexplorado: o Rod! A Bia e eu não conhecíamos e nos divertimos horrores no setorzinho “boas vindas” (G2) aquecendo em clássicas como “Atretas do Craimbe” 6sup e “Tapa na Aranha”  7a. Tive a felicidade de mandar um dos 7c’s mais famosos do Brasil no segundo pega: a “Sedativa”. Uma via curta, com saída de teto e um move de boulder ligeiramente explosivo logo na sequência. Ainda tivemos a oportunidade de fazer em flash outra famosa: Gables in the lables (se pronuncia GAIBOUS IN THE LEIBOUS, mas suponho eu que a escrita seja em inglês). Ainda depois fizemos mais uma que eu não faço a menor idéia do nome, talvez um 6° ali atrás. E firmeza, primeiro dia tudo lindo, tudo azul, janta na tia Preta (#FIKADIKA!!!!!) e bora pro nosso esquema, no meio do caminho entre cipó e lagoa santa.

Segundo dia foi G3. Todo mundo animado, fomos sedentos por novas vias no setor da “Perseguida”. Simplesmente SEN-SA-CIO-NAL . Só que antes a gente deu uma aquecidinha ali no Anfiteatro: todo mundo aqueceu na Jhonny Quest (6sup) e só o belezão aqui que foi já sedento na Dr. Jack (7b)… Claro que desmandei a via! hahaha mas foi da hora relembrar os movimentos dessa via. Caí em partes onde antes nunca tinha titubeado, e passei tranquilo em trechos que antes apanhava… vai entender! Já na Perseguida, a Isa falou de uma tal de “quinto aventura” (que não tem esse nome, mas na falta dele, vai esse apelido), que deve ser um 5sup ou sextinho com crux na saída, depois uns “400 metros” de escalada de todos os tipos: Aresta, face, fenda, aderencia, sombra, sol… dá uma má impressão vc olhar para o lado, ver a chapa e NENHUUUUMA saliência…. mas a via segue pela aresta e é agarrão e surpresa boa o tempo todo, dilícia! Ao todo uns 30m de via, umas 12 costuras ou mais… Depois fizemos a “Beco diagonal” que deve dar um 7a, e na sequência… Tchan tchan tchan tchannnnnnnn….. A mais nova “melhor 7a do Cipó”: Chorrera Musical. Uns 5 posts atrás eu devo ter comentado algo sobre querer muito fazer essa via… não sei onde eu li que era um 7c… depois falaram 7b, aí no dia eu ouvi “7a parabéns” e tenho que concordar. Quem ja foi pra Rodellar deve ter ouvido falar do 6sup mais tradicional de lá: Roxy La Palmera… pois bem, esqueçam tudo… Chorrera Musical é a nova Chorrera sensação do momento. São 30m de puro prazer! Ainda no fim do dia a gente tava naquela vou-não-vou na lamúrias, aí a Júlia falou que tinha um 7c equipado ali no cangaço que eu ia adorar e que ela ia betear pra mim… Bom… a Isa não ficou muito contente que a Lamúrias não se equiparia sozinha aquele dia, mas também ja estava faltando pouco pra escurecer, e faltando umas 3 chapas pro final da “Cangaceiro” já estava de noite e eu nem tive tesão pra continuar baixei. Hmmm…. Via OK, mas não muito meu estilo, sei lá, vai ver que por estar aquela penumbra escurecendo eu não tenha curtido tanto, já que não gosto de escalar a noite.

Me esbaldando na "Chorrera Musical" Melhor 7a do Cipó!

Me esbaldando na “Chorrera Musical” Melhor 7a do Cipó!

No terceiro dia de Climb eu acordei meio zuado. Cagando mole, aquele negócio. E pra piorar fui ficando enjoado no carro, e não consegui escalar o dia inteiro. A Isa entrou na lamúrias que o Gui equipou e depois eles foram para o cangaço, onde a Isa queria tentar a “O cravo e a rosa”. Dei seg pra ela e numa voada, em vez de fazer a seg dinâmica, recolhi corda pois era a segunda costura e não queria que ela caísse muito, sei lá, vai que dá chão… mas infelizmente ela bateu a ponta do pé numa saliência e deu game over aquele dia. MY BAD! (poderia tranquilamente – e deveria – te-la deixado cair, voar tranquilamente mais uns 2m que tava sussa, mas não… enfim… na próxima ja to ligado! O Puto do gui ainda me manda a Cangaceiro em flash!!! Putaquipariu, eu ali, deitado no chao, um puta calor e eu com frio, coberto com meu anoraque, levemente febril, tive a oportunidade de ver o viado fazendo praticamente a vista a travessia do crux… que luta!!! \o/ Parabéns, “Equipe Quero Escalar” representando bem o time! hehehe

Isa na Lamúrias

Isa na Lamúrias

No quarto dia eu já estava respirando sem ajuda de aparelhos, consegui comer normalmente de manha e o que saia de mim era mais denso que água mineral, com uma frequência superior a meia hora. Senti-me um pouco mais motivado e fomos pro Foda, pois o Gui e Eu queríamos porque queríamos entrar na Tatara, 8a. A gente aqueceu na “Pra elas” 5°, e as meninas aqueceram na “Você decide” 6sup. Aí enquanto elas lutavam, se degladeavam na “Caximbo da Paz” 7a, os meninos tiravam os moves da Tatara. Eu lembro que apesar de ter chegado cedo no pico, e não ter ficado muito tempo enrolando, o segundo pega que eu dei na Tatara, e terceira escalada do dia, foi tipo umas 5:30 da tarde. Ainda tinha brincado com a Bia que ia esperar meia hora pra meu “Tomelirrolímetro” chegar a 100% (que normalmente é depois das 6, mesmo eu não gostando de escalar a noite – pergunta se eu Não gosto do horário de verão hehehe). Entrei na via bem animado, cantarolando menina veneno e tudo… e passei rapidamente pela primeira parte da via que é negativa com regletes bons e agarrões, e quando faltava 4 minutos pras 6 estava no descansão antes do último move e CRUX da via. Ali da pra deitar, rolar, sentar, fazer o que quiser.. Aproveitei e tirei a sapata, relaxei, e quando já era umas 6:03 continuei a escalar. Bem no meio do Crux, fiz um movimento diferente do que eu tinha “ensaiado”, pus um pé esquerdo na mão no último agarrão (que é num teto praticamente) quase apoiei em “Figura4“, travei de direita num reglete bom, subi a esquerda numa controna meio boa meio abaolada e, travando com o calcanhar esquerdo na aresta e o direito apoiando num biquinho mais abaixo, consegui pegar a “baguete” (nome popular da última agarra da via devido a seu formato peculiar) e costurar a base tranquilamente. Fiquei muito feliz em ter mandado essa via que eu tinha malhado na última viagem com a Martinha na Seg… Gosto muito deste estilo de escalada bem esportivo, bem protegida, com movimentos atléticos e técnicos… que alegria!! A meta da Viagem estava alcançada!! A caganeira na verdade ajudou a ficar levinho e descansar pra encadenar essa via hahahaha Meu antidoping mostraria substância ilícita: Streptococus Cipózensis hahahaha

E no último dia quem amanheceu com falência múltipla do Sfincter anal foi o Gui, que deu W.O. no climb na Lapinha e apareceu só pra pegar carona pra vir embora. O São Carlos Pression Sfincter ainda teria mais uma combalida (Béééééé) no meio da Viagem que foi a Isa, que segurou bem as pontas pra não sujar o carro do Gui. Ah é, esse dia de manha antes de partir pra SanCharles nós fomos para a Lapinha, que agora está reaberta e as escaladas lá são sensacionais. Lá o Climb rolou bem, fizemos a Gigante de Bronze ou algo assim, e depois dois 7a’s (que ME PARECE que chamam-se: O perigo que veio do Céu e Arranca couro, essa última achei mais um 6sup na verdade). A Isa já tava só na Capa da gaita de tanto escalar todos os dias e acabou nem entrando nas duas últimas, e como iamos sair as 12:30, acabou que foi só isso mesmo que deu pra fazer. A escalada na Lapinha merece ser conhecida, é um pico muito clássico, tipicamente negativo de agarrão, com vias bem protegidas, sombra, muias vias, ah, é sensacional e da vontade de ir entrando em uma atrás da outra mesmo sem saber o grau porque é muito agradável. E parabéns à toda a galera envolvida na liberação da escalada por lá, o Museu está de primeiro mundo, assim como o atendimento e o trato para conosco escaladores. Valeu!

Bia na Lapinha... só escalada de "Qualitê"!!!

Bia na Lapinha… só escalada de “Qualitê”!!!

E é isso galerinha! Escaladinha no Cipó pra começar o ano bem, muitas vias, muitas cadenas, muitas risadas, musiquinhas, piadas à la genja, diarréia coletiva (menos a bia, que tava no canadá?) e tudo o que temos direito! Algo mais? Quem vai na próxima?!