Nas últimas duas semanas parece que houve um número anormal de vídeos bons de escalada pipocando pela internet afora. Muito vídeo gringo da hora, muitos vídeos brazucas que não ficam devendo nada para os gringos. Daí a gente vê que, de um lado a galera aprendeu a fazer vídeos, do outro, aprendeu a colocar neles todo o mistério e a magia daquela escalada, que é fundamental para dar “alma” a um vídeo, que, por melhor que seja, se não tiver alma, parece que fica meio vazio. Vou colocar aqui os melhores vídeos selecionados, começando com a categoria Internacional, e deixando o melhor para o final:

Começando com o lugar de onde saem os agarrões, e de lá se espalham pelas falésias do resto do mundo. (leia-se: a maior concentração de agarrões por metro quadrado de parede da face da terra). Isso mesmo, Kalymnos: O paraíso mor das chorreras e negativos de agarrão. De todos os graus.

Quem lembra daquele cara que tava numa fenda tremelicando, deixando cair várias peças, mosquetões, e cada vez que mudava a câmera ele tava com uma sapatilha diferente? Pois bem, veio esse outro e mostrou como é que se faz:

Já esse aqui é mais uma da linha “novelinha” da Arc’teryx. O cara escalando horrores, mas ao contrario da outra novelinha do J. Siegrist que sai de furgoneta pelos EUA, esse aí é de um Weekend warrior, daqueles que só escalam de finde porque tem que trabalhar. Muito legal também!

E falando em weekend warrior, aí o anti-WW número 1, o cara que mais vive de escalada no mundo, falando sobre treinos, e provavelmente sobre sua recém-inaugurada academia de escalada nos EUA.

E para variar um pouco, dois vídeos de boulder, de um dos caras mais tribol (daquele que tem tres bolas) do mundo. Forte, técnico e feio, poderia tranquilamente ter saído de uma partida de rugby.  Vos apresento aquele não tem medo de morrer por descender do Clã Macleod, com vocês, Dave Macleod (também o escritor de um dos melhores livros sobre treinamento em escalada: 9 entre cada 10 escaladores cometem os mesmos errros, previamente citado aqui no blog).

E só para polemizar: mais um vídeo dele, contradizendo a premissa de que só pode haver um:

Finalizando, um nono grau em móvel muito legal, num pico muito bonito que até então eu não conheço muito:

E chega dessa gringaiada, bora pros filmes brazucas que estão de arrebentar a boca do balão:

Começando com o Brasileiro de boulder no Rio, durante a Semana de Montanhismo, pela produtora “Foca no climb”, versão “Sério”, ou normal:

Não obstante, se vc pensa que outro vídeo cobrindo o mesmo evento seria mais do mesmo, não se engane. Com um outro enfoque, este vídeo é mais no estilo fanfarronices por trás dos bastidores do evento. Daria tudo pra ver um desse na final do Arco Rock master, com o sei lá, Timmy O’neil fazendo trocadilhos com o Ramonet, a Sasha digiulian ou ou Killian fischuber. Eu acho que ia ficar todo mundo com cara de tacho ahahaha

E se você gosta de vídeos comédia, então dá um fraga nesse, com o escalador JASON ANDRADA dando sua opinião sobre o pico..

Agora dois vídeos de Araxá, muito bem editados, o de escalada simples porém suficiente para mostrar a rocha, o pico e dar água na boca de ir lá tentar as vias.

E para mostrar que não devem nada pra ninguém, este segundo de boulder, também muito bem feito, até quem não gosta de boulder se sente fisgado pelo escalador malhando a via… muito bom!

Eu não lembro onde eu li ou ouvi em alguma entrevista, que o escalador tem que ter seus equipamentos como meros meios para atingir seus objetivos, e não objetivos em si (tipo aquele cara que começa a escalar, começa a mandar bem, aí compra cadeirinha e sapatilha, passa a se achar e escalador e para de escalar, pois na sua cabecinha ter equipo o define como escalador – e não o ato de escalar em si – e aí ele se acomoda e para. Troféu jóinha pra ele! Eu confesso que gosto tanto de escalar quanto dos meus equipos, todo mundo sabe que mesmo que estejamos com 40 costuras indo escalar, eu ainda assim levarei as minhas 12, fazendo 52, porque eu adoro escalar com elas. Sem contar as sapatilhas, cadeirinha… enfim, um verdadeiro caso de transtorno obsessivo compulsivo  amor e devoção. Por isso, me enchem os olhos os vídeos que falam sobre essas pequenas peças de nosso dia-a-dia escaladorístico. Confira este vídeo da DMM, explicando fatores importantes a se considerar na hora de comprar seus mosquetões.

*Não perca em breve, a série “Sandstone Series”…  AGUARDE

Para quem está na dúvida se vai ou não pra argentina em Novembro, razões não faltam. Primeiro, um evento de nível mundial, com vias equipadas em nível mundial por um time de equipadores de nivel mundial… Tudo isso a preço de vôo local… ou melhor, até ali nos nossos hermanos argentinos… Saiu no brogue do Pemp’s tudo o que vc queria saber sobre o local.. confira em www.blogdescalada.blogspot.com 

Motivando ainda mais, saiu o vídeo do último Rocktrip que rolou na china. Eu nem vi, mas pelo tease está sensacional… vejamos:

E aí, partiu a Barca pra Argentina?

A gente sempre vê a galera da antiga usando técnicas que hoje em dia não se usam mais, não por estarem erradas, mas por existirem melhores na atualidade, que não existiam quando eles começaram. Mas também a gente vê alguns deles fazendo muita coisa que seria considerada errada inclusive em seus dias áureos. A discussão da semana foi sobre a seg no Loop e não na cintura+perneira da cadeirinha. Pergunta clássica:

- Mas se vc se encordar em dois pontos não é melhor?!

É, pode até ser, mas duas coisas anulam essa dualidade: O freio fica de um jeito que vc fica mais suscetivel a fazer cagada, e segundo solicita seu mosquetão de forma errada. Eu poderia escrever uma hora sobre o assunto, mas já fizeram isso por mim =D Então vamos ao tão aclamado ctrl+C ctrl+V do extenso texto que o Davi Marski colocou na Hangon essa semana, e foi reproduzido pela internet afora (Né Neudson? ;) ):

Nesse último final de semana, enquanto escalava com um grupo de amigos no sul de MG, passei por uma situação bastante inusitada que descrevo a seguir…
 
Logo que cheguei na base das vias do “campo escola” na Pedra do Pantano (Andradas – MG), acabei encontrando-me com um outro grupo, grupo este no qual havia umas 5 ou 6 pessoas, e imediatametne reparei que uma das pessoas desse grupo estava dando segurança de “top-rope” para outro escalador, com o mosquetão (que prendia o freio) passado de forma incorreta na cadeirinha. A pessoa passava o mosquestão do freio tanto na parte inferior da cadeirinha, como na parte superior, como a foto a seguir ilustra:
 
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O escalador que estava “dando segurança” provavelmente era um iniciante – essa foi a minha conclusão – pois seus equipamentos eram todos novos e vistosos. 
 
E enquanto eu “esperava” o melhor momento (ele parar de dar a segurança para o escalador que estava no “top rope”) e finalmente tentar explicar “porque” o mosquetão não deveria estar passado na cadeirinha daquele jeito, me dei conta que as demais pessoas do grupo também usavam o mosquetão dessa forma ! 
 
As pessoas do grupo simplesmente ignoravam a presença do “belay loop” de suas respectivas cadeirinhas !!!  E uma das pessoas inclusive usava uma cadeirinha específica para alta montanha (a Alpine Bod Harness da Black Diamond, que é uma cadeirinha que vem sem “belay loop”, mas isso é outra história pois essa cadeirinha tem uma “outra geometria”…)
 
E confesso que fiquei constrangido em “ir dar lição” para um grupo tão grande (e alguns deles inclusive são escaladores há bastante tempo), e agora, já na minha casa, minha “consciência pesada” me motivou a escrever este texto…
 
Alguns podem estar se perguntando: “pô, mas qual é o problema em passar o mosquetão desse jeito na cadeirinha ? não é mais seguro pois está preso a dois pontos ao invés de estar preso apenas ao “loop” ?
 
A resposta é: ”não, não é mais seguro. Pelo contrário, pode até mesmo ser perigoso !”
 
Então vamos por partes:
 
a) Como todos estão cansados de saber, o mosquetão foi projetado para ser submetido a cargas bi-direcionais. Não foi projetado para receber forças multi-axiais (ou em três ou mais direções). Quando o mosquetão é colocado na cadeirinha da forma citada (ou ilustrada na primeira foto), ele pode acabar recebendo forças em três direções (e usando o “belay loop”  isso dificilmente iria acontecer)
 
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ou alguém duvida que essa configuração é exatamente o que está acontecendo na imagem abaixo (que é exatamente a configuração da primeira foto!)  ?
 
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b) O “loop” das cadeirinhas foi projetado justamente para ser o ponto de conexão tanto para o rapel, quanto para “o segue” do escalador que irá guiar. 
E se você não confia mais no seu loop, já seria hora de trocar de cadeirinha, não ?. O nome desse anel não é “belay loop” (anel de segurança) a toa… 
Para quem “duvida” da segurança do seu “belay loop” sugiro a leitura do artigo da Black Diamond:  http://www.blackdiamondequipment.com/en-us/journal/climb/all/qc-lab-strength-of-worn-belay-loops    
 
c) Por último, mas não menos importante, o freio não fica de forma “linear” quando montado nessa posição ! É só comparar a primeira foto com essa (com o mosquestão preso ao “belay loop”):
 
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Por falar em dar segurança ou realizar o rapel (com o mosquetão preso no “belay loop” ou em um anel da “daisy chain” ou no nó do seu “auto-seguro”), a última edição (maio/2012) da revista Climbing Magazine ilustra bem o jeitão “moderno” e recomendado por praticamente todas as escolas de escalada ao redor do mundo:
 
1) freio afastado do corpo do escalador, uns 40 ou 50cm (a imagem ilustra melhor do que eu consigo escrever)
2) fita de auto-seguro (ou daisy-chain, se usada como tal) presa usando um “boca-de-lobo” em ambas as partes da cadeirinha (vide ilustração)
3) nó auto-blocante de backup para o rapel  *abaixo* do freio  (outro assunto largamente discutido e é consenso mundial que é melhor colocar-se o nó auto-blocante de backup abaixo do freio do que acima…)
4) se o freio for um freio linear do tipo “tubo”, e se o freio tiver sulcos para uma maior frenagem da corda, deve-se avaliar se o escalador deseja usar essa configuração (de maior frenagem) para o rapel (com cordas finas ou corda simples isso geralmente é o desejável) ou se “prefere” que a corda tenha um menor atrito (como seria com um “atc” convencional), principalmente no caso de pessoas muito leves, cordas muito grossas, cordas molhadas e pesadas, etc..
 
 
Para saber mais:  
 
 
 
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Claro que esse meu breve email não encerra o assunto, mas o “alerta” está dado :-)
 
abraços e ótimas escaladas seguras !
 
Davi Augusto Marski Filho

E claro, continuando, vamos acrescentar, de como fazer essa parada aí (essa tal de seg)!

E já que vc gostou do capítulo 2, que tal o capítulo 1, se vc é iniciante-ante mesmo?!

(eu ensino melhor como fazer o oito duplo reverso na cadeirinha hahaha)

Esses dois vídeos são de uma série de videos interessantissimos (ainda que para quem seja mais experiente sejam chover no molhado, para o novato é muito bom revisar conceitos de segurança) sobre conceitos básicos da escalada, e são válidos (muito por sinal) em qualquer lugar do mundo: Desde yosemite a rodellar, itaqueri ou serra do cipó. Portanto, se vc não se encorda nem faz seg assim, revise seus conceitos…

Como este post por si só já ficou extenso, vou colocar apenas dois vídeozinhos para finalizar:

O primeiro é de uma Cave na provincia espanhola de tenerife, que parece muito com a cave aqui de São Carlos, só que a do vídeo fica praticamente no meio da cidade. Muito legal!

Este segundo é do J. Siegrist. É o primeiro capítulo de uma pequena pseudo-novelinha onlina de suas aventuras pelos EUA. As imagens estão alucinantes, e faz suar a mão só de assistir. Nível de “suação” de mão de 0 a 10-> 8 (yéeeahh)

E por hoje é isso pessoal, em breve volto com mais!!

PS – Aguardem, muitas novidades on the way!

PS 2 – A quem precisar, agora estou vendendo magnésio 4climb – Frete grátis para quem mora em São Carlos, frequenta as monitorias de quinta feira e a todos da região que escalam em itaqueri de sábado e cuscuzeiro domingo! =D

Da série: Fotos sequenciais são legais!

(Não esqueçam de clicar no HD para assistir os videos em Alta definição!)

Fiquei emocionado com esse vídeo da Raquel Guilhon no RJ mandando a esdrúxulo luxo, 10a (8a+). Finalmente um vídeo com qualidade gringa, e uma escaladora com nível gringo. A Raquel na minha opinião é junto com a Janine a escaladora mais forte do Brasil, e isso se mostra nas vias que ela vem mandando na rocha. O destaque também é pela incrível edição, de qualidade, com muitos takes, e várias tomadas, sem erros de continuidade, parabéns ao Ricardo Cosme da Granito Filmes pela produção. Em breve o primeiro lançamento amador da Marmota filmes sobre o cuscuzeiro. E já menos amador uma pequena produção sobre a nossa trip para o cipó.

Sobre fotos dos últimos climbs, bem, a camera anda meio tímida, e o fotografo idem, sem muitas sequências geniais que mereçam vir para o blog. Mas em breve, como já antecipei, vídeos!

E já que o assunto é vídeo, fiquem com mais um:

O polêmico Barnabé escalando uma “criação sua”, um praticamente 12a, que ele teve que colar umas agarrinhas (béééééeeeee) para poder linkar um trecho impossível… ou seja, fabricando vias, coisa que não fazemos aqui no Brasil nem fudendo! (talvez por isso não tenhamos dôzimos? Melhor não pensar).

E na sequência, 2 trailers:

Esse da Sashinha que rolou aos montes na internet semana passada, mas eu não poderia deixar de coloca-lo. Detalhe que ele foi feito usando uma (!!) GRUA (!!) é isso mesmo, uma espécide de haste que acompanha a escaladora conforme ela vai subindo.. muito foda essas superproduções. E eu aqui todo feliz que fiquei sentado numa árvore em frente a via pra fazer umas fotinhos mixurucas… =/ Note que o saquinho de mag que ela usa parece gigante, mas eu tenho um igual e é bem menor, mostrando que ela édeve ser muito pequena. Maldita magra

E esse trailer do filme do Adam Ondra… Muito bom assisti-lo malhando a Golpe de Estado (12b Br) bem de perto, vê-lo falhar, não conseguir fazer os moves, insistir até conseguir… Vê se aprende pra não dar fiasco na leite com pêra, genjão! – Eu sei… :(

E vocês lembram daquela via que iniciava o Dosage 4? Onde o Chris Sharma pagava uma travessia nuns abaolados ignorantes, e no final fazia uma virada pegando num reglete inexistente, dando umas vuadas alucinantes? (medo) Pois ela está de volta… Ficou bem legal essa edição, não está world class, mas vale a pena acompanhar a escalada e o crux de uma forma menos “gritante”.

Para finalizar, o Alex Honnold, solando uns bagulho cabuloso, e gritando no meio: “Ai caralho, to me cagando!!!”  Vaaai nego… detalhe para o bom gosto para camisas dele, que assim como eu, alto e feio, temos que utilizar para parecer mais normal. Além de escalarmos pra caralho é claro kkkkkk

E chega por hoje, quem quiser mais vídeo, tem esse, que entrou na lista porque a trilha sonora fez a média subir e passar raspando no pré-requisito…

Marta na Rei do Torresmo, 6sup (6b+)

(Não, ainda não é a grande compilação de meia hora com todos os videos em HD que fiz no cipó… mas aguardem B-) ) Como eu estou sem muito acesso à internet, estou vendo poucos vídeos, mas hoje eu tirei o dia para fazer muitas coisas, e inclusive ver alguns. E sensacionais. Começando pela entrevista com o Simon Carter, simplesmente o melhor fotógrafo do mundo, dizendo alguns de seus segredos e dando algumas dicas de como fazer fotos sensacionais. As mais importantes na minha opinião são, primeiro, não simplesmente fotografar uma cena bonita, mas planejá-la, compo-la e posicionar-se (num ponto de vista mais frio: “Fabricar” a foto), e segundo deixar de lado um pouco sua escalada e seu grau para por mais empenho nessa nova faceta (fotografar).

Agora um vídeo de uma musica do Iron: Be quick or be dead. Não é lá um vídeo muito bom, o cara entra numa via com as peças móveis colocadas, mas as imagens são bonitas:

E agora sim, com milhares de erros de continuidade (como num angulo o cara estar com uma sapata, no outro com outra) porém colocando as peças, numa via que parece ser bem hard, nem sei se o cara encadenou mesmo:

*(detalhe para a sapatilha que ele usa, a melhor do mundo na minha opinião: Uma Scarpa Feroce)

E para finalizar, um video de um V15, ou 8C, na espanha, um teto ignorante com botõezinhos… o video vai bem morninho, até que mostra o treino do Nacho, e depois a cadena definitiva, vale a pena ver antes de ir treinar!

A galera correndo se esconder da chuva, enquanto o Daniel tenta a Caixa de Fósforo com chuva de vento!

Na sexta fomos dormir cedo, acordamos as 8, tomamos café rapidão a Marta e eu e logo já fomos pro Cusco. Quase lá o Beto me liga dizendo que estava chovendo horrores em Sanca, e que a nuvem vinha de RP… Olhei para o Céu, já em Analândia e vimos que nao ia rolar mesmo…Poxa, tinha pegado os nuts… o plano era colocar a Marmota pra guiar a Marreta, e eu pra Guiar a Marmota (A via)… os nuts, claro, quem sabe, estava ali mesmo, derrubar um projeto de tão longa data preterido… a Irish. Mas claro também, o plano B na mochila, Friends médios e grande para a “Sexo, Sangue, Suor, lágrimas e gritaria”, 7b/c na invernada, a nossa “falésia plano B sempre”. Ou então até a segunda parte da Barranco noveá (7b/c). Enfim, uma vez em Analândia a Anta aqui resolveu tomar o caminho mais longo entre dois pontos, também conhecido como “ATALHO”. De analândia até Pirassununga, pela anhanguera até porto ferreira, e daí passando por Descalvado até a Invernada: quase 50km e meia hora a mais e R$10 de pedágio, e lá estavamos, depois de todo mundo claro, que saiu de São Carlos e percorreu meros 18km pra chegar lá.

Tirando o move de baixo que derruba muita gente...

Para os gringos, cachoeira ao fundo é o ouro!! hahaha Ainda bem que ela ja ta acostumada...

Lá Chegamos e a chuva apertou nervous, com muito vento e de repente o unico lugar que nao molhava era o buraco da TPM. Meia hora depois, a chuva diminuiu, o vento cessou, mas o tomelirrolímetro estava meio a meio… Frio, tudo úmido, tava quase indo embora… mas eis que meu Mental Game Coach Guilherme me deu um UP! e eu resolvi seguir os conselhos da Marta que estava desde o começo falando pra eu por a cadeirinha e escalar sem compromisso alguma coisa. Bendito conselho! Fiz a Caixa de fósforo Extension (7b) e logo aproveitei que não tinha fila, entrei na Colômbia…e pela primeira vez, provei a sequência até a caixa… a Narcotráfico. AMAZING. Uma travessia muito legal bem no estilo caverninha, com boas agarras e movimentação muito gostosa, com o final da já mais que decorada caixa de fósforo. Detalhe para o fato que quando caí no crux da colombia, caí mais baixo que o seg… descansei um pouco no chão, e voltei, entrei de novo pra tirar os moves (e aí sim toquei na narcotráfico). Depois de fazer uma seg esperta pro Gui na Colômbia, tinha animado para entrar na Rolling cones, mas a fila tava suspeita, e não tinha ninguém na colômbia… Entrei. E, só me lembro em câmera lenta da minha mão indo para o agarrão da cadena, e ficando, estranhamente ficando.. e em seguida cruzando a mão no agarrão do lado e clipando a base… A-hulllll!!!! Não era bem esse o projeto que eu esperava ver caído hoje, mas valeuuuu!!!  Ainda toquei pela Narcotráfico, mas não dei conta heheheh tomei uma bela vuada limpa =)  Me saiu melhor que a encomenda, pois a colômbia é um 8a que muita gente diz que pode ser 8b.. Não sei, não estava treinando forte, fiz apenas alguns treininhos na garagem e na Caixa D’água essa semana. Acho que por estar fechando bem a boca esses dias também.

Meu Mental Game Coach, Guilherme, também na Seg

Uma sequência interessante...

Só faltou a mão na nuca...

E tocando a sequência... proximo projeto :D

 

 

Nem pude agradecer ao Gui, meu mental game couch que deu a seg da cadena, valeu muleke!! Valeu a Galera toda que tava dando a maior pilha… o Beto, a Isa, o Animal, a Ju, o Greg, o Russo, o Marião (Back from the dead), o Daniel.. e claro, a Marmota, que fez algumas fotenhas!! (Estava o Eduardo e sua namorada também, que eu não conhecia, valeu a vibe tbm!)

E aproveitei e tirei as fotos da Marta na Caixa, que ela ta decotando hehehe Mais um pega e ela manda, certeza! Ainda mais que ela tirou muito sussa os movimentos da parte debaixo que derruba muita gente!

 

E ainda na temática do Post anterior de conquistas, uma conquista um pouco parecida com as que fazemos por aqui:

 

(postado ao som de)

Arenito vidro, parabolt de 8, chapa de 10, martelo de primeira...

Galera, desculpem a demora em atualizar, mas é que eu mudei de casa e to sem internet, cada vez que acesso é da casa de alguém ou da Ufscar. Sem contar que fomos pro cipó uma semana, foi bem massa, a Marta escalou horrores, em breve um relato + fotos. Postei esses dias algumas fotos e um relatinho da oficina de escalada do último finde no Blog do CUME, vc ja favoritou e fidou? Se os putos que eu adicionei como moderadores de puserem a postar também, o blog do cume vai ficar bem mais legal e ativo!!

Bem, mas voltando ao assunto, por enquanto tenho notícias mais quentes. Depois de agilizar minha vida fazendo corres burocráticos em banco, ganhar tarifa de conta gratuita por 6 meses sob a ameaça de encerramento de conta (não era ameaça, eu ia fechar mesmo mas mantive para poder ficar com o cartao que tanto nos beneficia com as compras online no ebay e no DX), e mais um milhao de procedimentos para abertura de cnpj e pagamento de iptu’s… Enfim, depois de ter conseguido fazer tudo que eu tinha planejado numa única tarde, me permiti ir para Itaqueri no meio de semana com o Cataia, com quem ia abrir a “Sinos do Barão” que é a piada interna mais recorrente da Trip do Cipó. E tinha que ser com ele pois foi ele quem perguntou se na lapinha é que tinha essa tal via “Sinos de Baron” ou algo assim..e logo já virou motivo de vergonha alheia hahahaha (e de baron virou do barão). Mas tudo bem, para motivar o garoto, levei-o para fazer parte da conquista que eu havia vislumbrado durante a conquista em móvel da (agora vos apresento o nome dela): “Fissura Olho no lance” 5° no setor 2,5 em itaqueri. Ela ficava no diedro à esquerda da Motor de lancha, e agora fica entre a Motor e a Sinos do Barão.

Depois de examinar certinho, bater, medir, calcular... furar!!

Subi rapidinho a motor de lancha, fiquei na minha, puxei a corda estática e blz, macaqueei para onde eu imaginava que seria a parada da nova via. Lacei uma pedra encaixada para não voar, uma vez que estava já mais alto que o ponto onde eu estava ancorado, e até cogitei montar a parada bem no final da rocha, mas uma trinca me fez mudar de idéia… e a rocha 30cm mais embaixo parecia bem mais convidativa a dois furicos. (Uma pena porque depois vimos que este lance de pegar lá em cima é muito legal!). Pois bem, martelei, medi, calculei, senti a direção do vento, a distância entre as chapas com a corrente que eu tinha levado, e záz, fiz o primeiro furo. Comecei bem devagar, pois ali o arenito é muuuuito duro, e poderia derreter a broca. Fui furando de 2 em 2cm, tirando a broca e soprando pra dar um tempo da broca esfriar. Quando estava no 6° centímetro que eu saquei a broca, a ponta da vídea estava solta!!!! Pãããatsssssss…….. PUTA TRAMPOOOO MEOOOOO…vir até aqui, com peso de furadeira, martelo, bolts, chapas, corda estática… Bem, dei um miguézão, pus a broca pra dentro com a vídea ainda encaixada na ponta e seguindo a linha do Bahiano de Fudido meio fudido logo todo, terminei o furo com a videa daquele jeito (e não fez diferença). Na hora de saca-la só ouvi a ponta caindo. DAMN IT! Tanto preparo e hoje não ia haver conquista. Pensei: Beleza, fazer o quê? Bati o bolt, a chapa, pus uma malha e o mosquetão de aço e pelo menos nos propus a escalar e limpar a linha. Desci arrancando alguns cipós, mato, musgo de algumas agarras.. e depois o Cataia subiu e eu subi na sequência para marcar onde seriam as chapas em potencial. Aprendam crianças: Quando forem conquistar uma via esportiva, é imprescindível que duas pessoas de estaturas diferentes escalem-na antes para certificarem-se de que as chapas não estão num lugar sem noção, e que de fato protegem o que devem proteger.

Eis que nesse meio tempo tinha chegado o Julio, de Sampa, e ficamos trocando idéia, sugerindo vias pra ele, deu até tempo dele ir, fazer e voltar da Refrigerante de Musgo no terceiro setor. Ele perguntou da via, e nós comentamos que não conquistariamos por falta de broca. E no meio da conversa, ele comentou que tinha uma broca presa num furo lá no primeiro setor. O QUÊÊÊ?????? Nessa hora eu me liguei, não acreditei no que estava acontecendo e lembrei do causo que tinham me contado na noite anterior:

O Fato curioso é que no domingo, a equipe de conquistadores de meia tigela  composta por Animal, que liderava o Bando, Guilherme, que muito humildemente se propunha a aprender a equipar com os mais experientes, e o Raul, (ler a parte seguinte com o sotaque do Raul no estilo “Não tem nada demais…”)  escalador espanhol que vem da espanha, onde os conquistadores são os melhores do mundo, com as melhores “escuelas” do planeta ,onde eles já nascem aptos a equipar vias e mandam 9a+ sem fazer finger board. Pois muito bem, lá estava o time a (consertar uma cagada de outra pessoa) conquistar uma via no primeiro setor quando de repente, o Raul descobriu que diferentemente da espanha, as furadeiras do Brasil tem 2 “SENTIDOS DE ROTAÇÃO” da broca O.0 Imaginem o que aconteceu, meia hora, uma broca e uma bateria inteira depois e nenhum furo, qual não devia ser era a cara do Espanhol =P  Tanto que na hora de fazer outro furo (ou sei lá, o mesmo) com o sentido da broca correto, a segunda bateria deles acabou, e a broca ficou presa pra dentro da rocha sem condições de sair. (de novo)

Corremos pro primeiro setor com a furadeira, e, como a excalibur, a broca nova saiu do furo tilintando emoções e regozijando-se de alegria, para nossa alegria! Voltamos para o 2,5 e logo terminei a base, boniiiita, como eu havia planejado. A nova broca não estava 100%, mas ainda tinha muita coisa pra furar. Fiquei na dúvida se deixaria ou não um esticão antes da base, por se tratar de um lance fácil, então deixei esse provável furo para depois. Furei nas marcações, variando apenas alguns centímetros devido à dureza e ao timbre da rocha, e apenas o segundo furo fiz um pouco mais baixo, do lado de um agarrão, para que possa ser clipado sem esforço logo depois do cruxzinho.

Um arenito duríssimo, de qualidade!

Primeira chapa um pouco alta, sabemos.. mas por uma boa razão, todos vão concordar!

O Cataia fez o F.A., mas nós concordamos que o esticão estava desnecessário antes da base, e ele puxou as “parada” e solucionou o problema. Eu subi na sequência e fiz o segundo First Ascent. Aprovado!! Aí no final voltamos no primeiro setor, pusemos a broca de volta no lugar e saímos como se nada tivesse acontecido! hahahaha (brincadeira, logo fomos pra cda onde encontramos o animal e contamos a ele o novo causo)

Primeira chapa protege o lance!

Segunda chapa do lado do agarrão da cadena

“]

Fazendo o Segundo First Ascent [notem o bloquinho solto na minha mão esquerda

Cabe ressaltar também que a Ana, que fez a maioria das fotos, foi praticar o que aprendeu no curso do final de semana, e já saiu guiando tudo, tendo mandado a Castelo de Cartas IVsup e a Motor de Lancha 5°, suas primeiras cadenas guiando! No final ainda deu um peguinha na Sinos do Barão, mas as agarras tavam meio sujas de pó de furo e acabou não mandando, por isso fica a sugestão de grau: 5sup.

Ana guiando a Castelo de Cartas.. sua primeira!

Ela curte a Clipada adam ondra..

E na motor de lancha...

E uma fotinho lúdica...

Cataia com o nosso limpador de furos by fapesp

Então ficou o seguinte, nova via em Itaqueri da Serra, no setor 2,5 (entre o 2 e o 3).

Sinos do Barão, 5° sup, 5 chapas + base. Não usar o mosquetão da base para fazer Top rope pra galera, use seu próprio mosquetão! Use aquele mosquetão só para o último escalador da galera descer de baldinho limpando a via. O mesmo vale para a motor de lancha. Desta forma eles vão durar muito mais! Ah, detalhe! Não vale costurar a base e descer! Tem que pegar no agarrão que tem lá em cima, esse lance é legal e acaba com a base na altura da costela ;) (igual a Libera o cliente)

Essa é a Base (parada) da Motor de lancha.. a da Sinos é Parecida.

PS – O mosquetão deve ficar na Malha rápida, não no meio da corrente como aparece na foto, torcendo-a e requisitando os dois pontos de forma inadequada. Ficando na malha a tensão está na chapeleta, e a outra fica de backup. Caso preferir, basta armar uma parada equalizada com seus mosquetões e fita! :) (hoje em dia o mosquetão voltou para a malha rápida, de onde nunca deveria ter saído!). =D

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