Ma Oe, já vai?

Shimoto na Manga com leite (e no croqui do cusco nas pags. 82 e 93)

Shimoto na Manga com leite (e no croqui do cusco nas pags. 82 e 93)

Semana passada perdemos um amigo muito querido entre todos. Ficamos chocados, sem palavras, sem saber o que pensar, surpresos, desconsolados. A comoção foi geral e cada um reagiu de uma maneira diferente, ainda que todos tenham ficado muito tristes. Fui o primeiro a saber, praticamente em real time o ocorrido, e tive que contar aos companheiros, que claro, sabendo da minha natureza, acharam que eu estava zuando. Então, cada um está meio que sem saber o que pensar, o que aconteceu, e o que fazer a respeito. No ritual xamânico do fds emanamos muita luz e energias positivas para iluminar seu caminho e acendemos muitas velas. Eu no domingo resolvi homenageá-lo indo escalar, me divertindo como ele gostava, e tanto eu quanto o Ives ficamos um pouco “intrigados” pois nenhuma das 7 via que fizemos, fizemos da maneira como sempre vínhamos fazendo, tanto os crux, quanto passagens mais simples. Descobrimos sem querer maneiras diferentes de fazer vias que já estamos acostumados, decoradas há anos. E eu pude até mandar um 7c que eu já tinha entrado uma vez mas nunca tinha mandado, e que ele tinha mandado pra aquecer alguns meses atrás e eu falava zuando que era o primeiro oitavo dele, pq é um 7c bem do jeito que ele gostava: Curto, Grosso, 3 chapas e base, com muitos regletinhos ínfimos e moves explosivos (ou seja, um soco no rim do começo ao fim) mas que muit@ escalador@ de sétimo não consegue nem isolar os movimentos. Eu zuava que ele gostava dessa via porque ele não precisava respirar, prendia a respiração e saía apertando tudo e só soltava o ar e respirava quando clipava a parada. Ele teria ficado feliz pelo meu dia de escalada. Eu fiquei feliz. Houve um momento enquanto arrumava minha mochila que eu pensei comigo mesmo: Nossa, estou feliz, que estranho. Ao que o Ives me respondeu: Não há nada de estranho nisso. Nós nascemos felizes e esse é nosso estado natural. Depois de um 2014 tão turbulento já tinha até esquecido como era essa sensação.

Obra de arte do Pintor Michelangelo: Obra só teria sido concluida contanto que os corpos dos homens nus estivessem "se tocando"

Vocês lembram quando eu fiz essa montagem?

Eu acredito que a morte nada mais é que uma passagem, e que ele seguiu seu caminho apenas em outro plano, e que continua inserido na roda do Samsara, na qual as pessoas seguem nascendo e morrendo assim como acordamos e dormimos todos os dias. Segundo Douglas Ferreyra, o Samsara pode ser descrito mais ou menos da seguinte maneira:

De acordo com o budismo e o hinduismo, todas as criaturas vivas estão sujeitas ao “Samsara”, que é o ciclo de nascimento, morte e renascimento sucessivos. esse ciclo é considerado a fonte do sofrimento. É a perpétua repetição do nascimento e morte, desde o passado até o presente e o futuro, através dos seis ilusórios reinos: inferno, dos fantasmas famintos, dos Animais, Asura ou demônios belicosos, ser humano, dos deuses e da bem aventurança. A menos que se adquira a perfeita sabedoria ou seja iluminado, não se poderá escapar desta roda da transmigração, ou roda da Samsara. Aqueles que estão livres desta roda de transmigração são considerados Lamas, iluminados ou budas, em sânscrito. A libertação do Samsara ocorre quando se atinge a Iluminação, o “Nirvana”.

Foto Clássica das RockTrips

Foto Clássica das RockTrips

É interessante como nossa sociedade ocidental tem uma perspectiva totalmente distorcida sobre a morte e sobre política, e sobre valores, consumo, etc… Encontrei um texto bem legal sobre a Visão do Budismo acerca da morte:

“O temor que as pessoas sentem em relação à morte deve-se em grande parte ao que a mídia e a própria cultura ocidental nos transmitem desde pequenos. A idéia de morte que nos é passada geralmente está vinculada à escuridão, à tristeza e a ambientes fantasmagóricos e acabamos por associá-la sempre a imagens negativas, ruins e ao fim de tudo. O Budismo de Nichiren Daishonin é maravilhoso, pois enfoca a morte como um dos aspectos da vida. Não há por que temê-la. O Presidente Ikeda, por exemplo, faz um paralelo entre a morte e o sono. Assim como nosso descanso noturno é necessário para acordamos bem dispostos na manhã seguinte, a morte representa um estado latente durante o qual as energias são recarregadas para o renascimento ou uma nova vida. Segundo o budismo, a vida é eterna. Ela não acaba com a morte.

Nas escrituras de Nichiren Daishonin consta uma passagem que fala que, no momento da morte, mil budas surgirão diante de nós e estenderão suas mãos para conduzir-nos, e o presidente Ikeda diz que esses budas, na realidade, correspondem às pessoas que estão orando nesse momento crucial da nossa vida. É nesse momento que perceberemos quantas pessoas ajudamos a salvar ou a encontrar o caminho da felicidade.
Segundo o budismo, a condição de vida dos familiares e das pessoas próximas que estão vivas é exatamente o estado em que o falecido se encontra. Se a família está angustiada, a condição do falecido se encontra da mesma maneira.
A visão budista da eternidade da vida e do carma é muito mais racional e aceitável do que a idéia de que existe um ser superior controlando o destino de cada um na face da Terra e que todos os acontecimentos são de vontade divina. O que somos e a vida que temos hoje são efeitos de causas cometidas nesta existência e nas anteriores. Se passamos por sofrimentos é porque temos “dívidas” a pagar. Como todos sabem, se temos dívidas, enquanto não as pagamos totalmente, os cobradores continuarão a nos enviar as contas e a nos perseguir. Após passarmos pelo estágio de vida latente, que é a morte, renascemos ou iniciamos uma nova vida a partir daquele ponto em que paramos na existência anterior. Como exemplo é como fumar um cigarro. Não é porque o reacendemos que ele voltará ao tamanho normal. Ele continuará a queimar de onde parou. Então não adianta lamentarmos dizendo que nunca fizemos mal a ninguém, que não merecemos essa vida de sofrimentos.

Shimoto, o garoto modelo QE 2014

Sessão retrô no blog

Embora muitos relutem em aceitar, é assim que a vida é feita. A vida é resultado das ações que praticamos durante todas as existências. O que é fantástico no budismo é que podemos amenizar os efeitos e até mesmo mudar o rumo de nossa vida por meio da recitação do Nam-myoho-rengue-kyo e de nossa dedicação em prol das pessoas e do Kossen-rufu. Podemos direcionar nossa vida para um futuro de felicidade, independente do que possamos ter feito no passado. O que determina o futuro é o que faremos neste exato momento.
O budismo esclarece que o carma é formado por nossos pensamentos, nossas palavras e nossas ações, desta e de outras existências. Tudo o que ocorre em nossa vida são efeitos. Por exemplo, quando deparamos com a doença, a primeira reação que temos é combatê-la, mas ao refletirmos pelo ponto de vista budista, estamos apenas combatendo o efeito, e o efeito não se combate. Pela lógica, procuramos um médico. Contudo, há casos que os médicos não conseguem resolver e que aquele que recita o Nam-myoho-rengue-kyo consegue. Porquê? Porque o Daimoku atinge diretamente a causa. Sim, exatamente. Ele age diretamente na causa. Numa orientação a respeito do Gongyo, o presidente Ikeda diz que quando a família continua uma prática consistente mesmo sofrendo a perda de um ente querido, todos os caracteres do Gongyo proferidos pelos familiares transformam-se em um só e posteriormente em um Buda que se desloca até o domínio onde a pessoa falecida se encontra e transmite a ela que foi enviado pelos familiares, e diz que isso automaticamente possibilita a sua iluminação. Para sermos felizes, precisamos nos desfazer de pensamentos negativistas e errôneos. As insatisfações, as lamentações só atrasam a nossa revolução humana. É por isso que Nichiren  Daishonin afirma que o que mais importa no budismo é o coração. A sinceridade e o espírito de gratidão sem dúvida são essenciais. Temos de criar uma tendência de vida sempre positiva e otimista.

Ê nego véio! É assim que eu sempre vou lembrar dele! Esse dia foi mto engraçado!

Esse é um ponto muito importante, pois o budismo explica que assim como cada um de nós possui os dez estados de vida, o Universo também os tem. Então quando falecemos, nossa vida funde-se exatamente com o estado do Universo referente à condição em que nos encontrávamos no momento da morte. Quem morre no estado de Inferno, funde-se com o estado de Inferno do Universo. Se a pessoa estava no estado de Alegria, funde-se com o estado de Alegria do Universo e assim por diante. É por isso que devemos sempre procurar mudar nossa tendência básica de vida e fazer sempre causas positivas dia a dia para mantermos um estado de vida elevado. O poder do Daimoku é imensurável, capaz de transformar até mesmo a vida de alguém que falece no estado de Inferno. O Daimoku que os familiares oram diariamente em memória dos falecidos contribui para isso. Entendemos que tudo depende da própria pessoa no tocante a como encarar a morte, mas para que possamos ter uma morte tranqüila e renascer logo, é importante que cumpramos em vida a promessa que fizemos de renascer neste mundo e conduzir as pessoas à felicidade, que é a ação do bodhisattva. Uma vida dedicada a esse propósito certamente atingirá a iluminação. É isso que o budismo ensina, que o mestre ensina e é esse o caminho que devemos seguir.”

E pra encerrar, duas frases de um dos meus livros favoritos e que eu nunca consigo terminar de ler, porém que traz ricos conceitos filosóficos para aquele que consegue ler além dos preconceitos causados por dogmas e traumas das religiões ocidentais.

Da mesma forma que a alma adquire um corpo na infância, um corpo na juventude, e um corpo na velhice, durante a sua vida, similarmente, a alma adquire outro corpo após a morte. Isso não deveria iludir um sábio ( 2.13).
( Bhagavad Gita )

Assim como uma pessoa coloca uma nova roupa após desfazer-se das velhas, similarmente, a entidade viva, ou a alma individual, adquire um novo corpo após jogar fora o velho corpo. (2.22)
( Bhagavad Gita )

Krishna explicando a Arjuna os motivos de seguir lutando…

É isso aí Nego Véio! Vai em paz, estamos mandando a vibe aqui pra vc mandar mais essa cadena por aí! Aperta os regrete tudo aí mano, nada de pegar na costura dessa vez kkkkk! E se puder, de vez em quando da uma olhada por aqui se não tem ninguém com a fivela da cadeirinha aberta ou dando seg errado, que a sua era uma das melhores seg´s que eu já tive! E pra quem fica, kamon moçada, todo mundo ficar feliz e emanar energias positivas pra ele poder sentir essa vibe e continuar sua escalada até sair da roda do Samsara!

*No ritual sábado coincidentemente tocou um áudio de um trecho do livro “Um curso em Milagres” que encaixou certinho com a ocasião, se você quiser ouvir, é só baixar aqui que não achei no youtube.

E pra vc Shimoto, apesar de sua breve passagem, “Nós estamos muito felizes por você ter vindo”:

Vídeos com Charada

Alguém tem costuras iguais às dela? ;)

Alguém tem costuras iguais às dela? 😉

Provavelmente você pensou que era um post sobre um vídeo que tem uma charada. Hmmm.. não. Mas vamos lá, uma charada que tava todo mundo com saudades, mais os vídeos que eu achei que valiam a pena aparecer por aqui. Joguei uns 5 de boulder fora porque em uns eu dormi antes do final (mesmo eles tendo menos de 5 minutos) ou porque realmente eram a “pain in the ass” assistir inteiro. Anyway, vai lá:

Esse vídeo é um dos melhores vídeos brasileiros dos últimos tempos. Sem um começo meio e fim, porém com personagens que nos mantém presos ao filme, como é o caso do Tiaguinho de Porto Ferreira, vulgo preto! Ensinando os entalamentos de mão e falando sobre a escalada no Parque Nacional do Itatiaia. Ótimo filme, só achei que a última via ficou muito demorada, mas de resto, Show de buela!

E já que o assunto é granito, esse segundo vídeo é num parque que pra mim é o equivalente ao Itatiaia, só que na Espanha: La Pedriza. Com milhares de vias, tradicionais e esportivas e mais uma caralhada de boulder, o pico é muito frequentado pelos Madrilenhos que não têm uma Rodellar por perto (Coitados, tem que dirigir intermináveis 6 horas pra chegar lá, como o mundo é cruel não é mesmo?) então dirigem 40 minutos até este pico, que aos finais de semana lota (mas lota meeesmo) mas não de farofeiros, mas sim de pessoas que vão caminhar, escalar, fazer trilhas, boulder, passear, sem som ligado no máximo, sem farofada, sem a tigrada fazendo algazarra nem perguntando se os escaladores estão fazendo rapel hehehehe Ah! O vídeo é muito bom apesar de um angulo só de cima deixa-lo um pouco “Chapado”… talvez uma tomada um pouco mais atrás seria excelente pra dar noção da via… mas enfim, bom vídeo!

Esse vídeo é de uma via muito clássica nos EUA, a “Just do It” que foi o primeiro 9a Fr, 5.14d, 11c Br da “América” (só confirmo pq foi mesmo, tanto da do sul qto da central qto da do norte) e que impressionantemente na época, aberta em meados de 90, foi notícia quando um jovem talento a mandou em 97, tornando-se o mais jovem e um dos poucos a encadenar essa via mítica, um tal de Chris Sharma. Mas o mais legal são os franceses de spandex nas imagens da decada de 80 🙂 AH!!! E sabem porque o escalador aparece de toca? O Bruno Xibungo sabe!! Vide a última cena dele SEM toca no último minuto do vídeo hahahaha

E se você gostou do Silbergeier com a Nina Caprez (e não se apaixonou por ela, vai se apaixonar agora) vai adorar este vídeo dela fazendo boulder e algumas vias no meio do deserto Argentino. Sensacional. O detalhe é que ela não aparece escalando com o Cedric, mas com outro francês, o Mike Fuselier. Não que eu esteja insinuando nada, longe de mim. Aliás, legal o motivo pelo qual ela “aceitou” ir nessa trip hehehe Assista e comprove…

E se você acha que escalada é tudo igual e que a comunidade escaladora mundial é toda unida… bem… veja bem, pode até ser, mas com estilos diferentes, beeem diferentes. Eis aqui um vídeo EstadoUnidense de um campeonato de boulder, e podemos observar como eles transformam tudo num grande show, com a multidão indo à loucura com os botes insanos, as travadas de ombro e os movimentos dinâmicos…. Ah! E com o narrador e o comentarista: Mas o escalador pegou na costura no meio da via, pode isso Arnaldo? A regra é clara! Pegar na costura não pode. Então querrrr dizerrr que pegar na costura não pode? Não, não pode. Pegar na costura não pode não? Pode não…. Bom, pelo menos escalada ao contrário do ciclismo (e do futebol ) é um esporte de verdade né?! huahuauhaha

E o que tem rolado essa semana e eu não entendi direito foram duas biografias simultâneas do Tommy Caldwell, que está ha mil anos tentando livrar uma via no yosemite e ta empacado ali no meio. Sorte maluco! O primeiro não consegui embebedar aqui no blog, então foda-se vamos para o segundo:

E pra terminar um vídeo da Brooke Raboutou, que eu acho muito mais simpática que a Ashima. Acho que pq nunca vi a Ashima escalando, só fazendo boulder haahha Ou porque a Ashima parece que ainda tem 3 anos de idade pois nem fala direito ainda (tem 11), enquanto a Brooke já é toda falante e desinibida, (eu ia falar sorridente mas as duas são igual duas crianças hehehe) mas também pudera fazer tanto sucesso: a Brooke é filha da mãe dela, que foi tipo a Angela Eiter da época dela. É aquele negócio, filho de peixe, e eu te direi quem és!

Vídeo pra caralho né? Eu sei, a Marta também reclama que é muita coisa.. mas, ah… melhor sobrar que faltar né? Tem gente que curte! (tipo eu assim quando releio hihihi)

Ah, e vamos para a prometida charada:

E aí, já adivinhou de cara né? Sabia!

E aí, já adivinhou de cara né? Sabia!

Sim, é relacionado TOTALMENTE com escalada a resposta da charada! Vamos ver quem adivinha! Nos vemos no final de semana em:

If <não chover> Then <Itaqueri sábado>, <Cusco domingo> ; Else <#PartiuInvernada!>

kkkkkkk

Falou, é nóis!