Na estrada parte 2/3

O Parceiro, Fábio!

O Parceiro de trip, Fábio!

E se eu não me apressar com esses posts logo serão mais partes hahaha

Mês passado teve o lançamento do guia de escalada mais esperado da década depois do guia do Cusco, é claro ;). Foi lá na Serra do Cipó que os escaladores locais Barão, Belisário e Wagninho lançaram o Guia de Escalada da Serra do Cipó. (Já disponível na Quero Escalar) 😉 Não poderia deixar de prestigiar este que para mim foi um acontecimento mais importante que qualquer abertura de temporada, campeonato ou festival. Um guia de escalada tão completo da melhor área de escalada do Brasil realmente não poderia passar em branco, ainda mais com o campeonato que marca a abertura de temporada no Cipó?! Vish, fui memo, ta ligado?

Esse Guia é o Bicho! E sabe onde tem? Isso mesmo, na Quero Escalar!

Esse Guia é o Bicho! E sabe onde tem? Isso mesmo, na Quero Escalar!

Combinei com o Fabio de Porto Ferreira, que ao contrário de mim que estava a trabalho, está num período sabático. Ninguém de São Carlos animou ir mas mesmo assim eu me joguei pois sabia (e estava era mesmo precisando) que ir para um lugar incrível e reencontrar os amigos de longe e conhecer um monte de gente boa não me soava nada mal. Saímos de Porto Ferreira numa quinta, chegamos no magrão a noite, armamos barraca e lá ficamos até domingo. Na sexta feira pudemos escalar, já começamos a reencontrar a galera pelo pico e conhecer outros tantos. A noite era o principal motivo de nossa viagem, colamos no Espaço Mandalla para o lançamento do Guia. Nossa, só personalidade… tietei horrores, tive o privilégio de apertar a mão e conhecer o Antonio Paulo Faria, graaaande figura da escalada brasileira que pelas histórias hilárias provou porquê é um figura tão carismático e respeitado por onde passa. Conheci o Sapo, da Sapo Agarras, Reencontrei a Flora e o Tommy da 4 ventos (marca de roupas e mochilas do Paraná). Do Paraná Também estava o Chiquinho da Alto Estilo e o Ed da Conquista, com quem pude conversar pessoalmente pela primeira vez sobre a polêmica entre a Quero Escalar e sua marca. Pessoa humilde, que conversou numa boa sobre o ocorrido. Pude então finalmente conhecer outra figura bastante carismática e conhecida que é a escaladora Nereida, entre outros tantos não tão anônimos quanto este que vos fala. Pela primeira vez pude trocar algumas idéias com o Belisário pessoalmente, gente finíssima também. O lançamento foi uma festa mesmo, a galera toda super alto astral, a viagem estava só começando mas começou muito bem. A qualidade do guia realmente cumpriu o que prometeu e não deixou nada a desejar a nenhum guia gringo.

No segundo dia iria ter o festival, eu com meu mimimi ombro zuado fui só rapidinho pra prestigiar e pegar a camiseta do evento. Tocamos pra pedra escalar mas no fim do dia voltamos para ver as finais do Master. Aí foi um show a parte. Um show da parte da organização, um show por parte d@s atletas que deram um espetáculo ali ao ar livre. Pude ver grandes personalidades como Jean Ouriques, Rafael Passos, Haddad e o máquina Felipe Camargo (entre outros não menos fortes/importantes) flutuarem pelos boulders, este último com brutal vantagem física e técnica sobre os outros. No feminino foi de encher os olhos ver a flora demonstrar uma técnica apuradíssima que só quem escala muito na rocha consegue ter, ou ver a pressão incrível da Maíra Vilas Boas destruir alguns boulders. Tietei mais ainda. Tirei foto com um cara que eu admiro muito e já tinha trocado idéia que é o Fei (tipo o Dani Andrada Brasileiro, um dos caras que mais abre via no Brasil), fiquei admirado com a simpatia e a humildade do Felipe Camargo, que ficou trocando uma idéia de boa um tempão e contou dos planos e de seu rolê pela Europa (por acaso essa semana ele mandou um 9a Francês la em margalef).

No domingo foi Mara pois pude escalar com o Graaaaande Maurinho de Divinópolis na sala da Justiça. Conheci finalmente personalidades do Climb Mineiro como a Renatinha e a própria Maira Vilas Boas que tava no Magrão com a gente. Conheci gente muito animada com o climb, gente normal sabe? Gente que tem vida não-climb além do Climb – Tipo de gente que as vezes falta no meio da escalada pra trazer uma perspectiva diferente pra gente que fica só bitolado no climb. Pessoas tipo a Silvia de Sampa que eu já conhecia, ou a Alaine de BH. O Lucas que fez janta com a gente no magrão, e no outro dia entrou a vista na Inquilinos (9a) do meu lado na sala da Justiça e mandou de segundo pega. A humildade do maluco é maior que a força na escalada, e a simpatia supera tudo! Finalmente conheci o Garrinha, vi ele escalando só um 6 grau, mas ali eu já flagrei que o bicho manja dos paranauê de subir pedra. Menos quando tem queda com pêndulo né Garrinha? rsrs Galerinha de Montes Claros aaaltamente alto astral, nuuu… que foi isso!? Tiago, Fernandinha, Cris, (e o quarto elemento todo quietão que eu esqueci o apelidooo) nuuu… Se a galera de MOC é que nem essa turma, vou pra lá em breve!!  Enfim, foram 3 dias de um intensivão de gente Alto Astral, a Vibe lá na lua, foi coisa fina mesmo, tipo uma lobotomia de boas vibrações. Tipo aquilo que o Chico Xavier usa pra pagar o ônibus… um passe!! 

Ahhhh, o Cipóoo. Mas o domingo chegou e o Fábio e eu vazamos. Fomos para a segunda etapa do nosso rolê, que estava só Começando: Arcos. Mas essa Trip foi tão da hora que não da pra contar tudo num post só, mas se liga que o próximo post eu conto do Setor novo no qual a gente abriu as primeiras vias e do abrigo classe A pra escaladores lá de Arcos. No te lo pierdas!

Escalando na Serra da Canastra

Cachoeira na Fazenda Santa Bárbara

Lugar aprazível de se escalar!

É bem na bordinha, mas é canastra. Com os campos rupestres inconfundíveis na chegada do pico, e histórias sobre a nascente do São Francisco, a 80km de Franca, esse lugar que pudemos conhecer no último fds oferece um estilo diferente para os escaladores e conquistadores de plantão. Com uma super infraestrutura de recepção turística já estabelecida com área para camping, chalés e restaurante rural, o grande diferencial do pico é uma grande cachoeira muito bonita com poção e grande volume d´água. E a vontade do dono que escaladores venham aos milhares para escalar as paredes adjacentes à cachoeira, em sua propriedade particular.

O Potencial não é para mil vias, mas a beleza do lugar é encantadora e encontramos potencial para abertura de umas 30 vias, fora o que ouvimos dizer sobre os canyons próximos. Umas 20 vias de uns 20-30m que precisarão de alguma jardinagem e que ficam ao sol, com base boa e na sombra para o seg,  e mais umas 10 mais curtinhas de uns 10 ou 15m na sombra – ah, e com aparente possibilidade para escalada em móvel para uma linha ou outra. E ao lado da cachoeira aparentemente o filé. Com apenas um acesso seco a um platô que dá acesso à única via já conquistada, vai dar pra abrir mais umas 4 ou 5 vias a partir desse platô, mas não vai ser esquema Itaqueri confortável, na base do pico o dia inteiro. Enquanto oferece conforto e comodidade nos 15 mins de trilha em linha reta, no poção da cachoeira e pedras ao redor para deitar preguiçosamente, na hora do climb talvez precise de um poquinho de empenho, mas nada de outro planeta (como ficar em pé num platô ancorado enquando dá seg). Vários diedros negativos prometem escaladas fortes e altamente estéticas a menos de 20m da cachoeira, que forma arco íris praticamente todo o dia e os Urubu-Reis sempre vem dar uma olhada no que está acontecendo.

Acessando o platô de onde sairiam as outras vias

Escovando Acessando o platô de onde sairiam as outras vias

Convidados pelo Wagner de Franca que abriu a primeira e única via do pico (por enquanto), Ives e eu fomos conferir todo o potencial. No início ficamos um pouco decepcionados pelo acesso ao platô e muita parede molhada pelo spray que vem da cachoeira. Mas logo que começamos a escalar já animamos muito pois a rocha é dura pra caramba, com muitas agarras invertidas e muita técnica.

O Wagner pediu pra eu equipar a via, chamada Gritadores (que vocês imaginam porquê ao lado da cachoeira). Fui subindo, mas a via estava bem suja ainda, então dei uma de diarista e limpei todas as agarras. Agarrçoes cheios de terra e pézinhos chave com camadas de areia.  Tirei os moves, testei todos os blocos encaixados que nem respiram nem dão sinal de vida (mas impressionam) e desci. O Ives entrou e mandou seu primeiro FA, provavelmente a via ficou um sexto grau bem técnico. Você escala e o tempo todo ao lado da cachoeira e do poção, é só virar a cabeça que é tudo o que você vê, muito massa!

Escalada bem ao lado da cachoeira. No platô não venta como no começo da escalada, ainda bem!

Escalada bem ao lado da cachoeira. No platô não venta como no começo da escalada, ainda bem!

Depois ainda voltei ao top da via, bati uma chapa pra esquerda e alcancei um platô onde furei uma parada com a intenção de abrir outra via do lado, mas ficamos de saco cheio ficou escuro e tivemos que abandonar a missão. Fiquei com muita vontade de conquistar os diedros e arestas negativos pra esquerda da cachoeira. Mas principalmente de desenvolver os setores menores pra esquerda que aparentemente vai ter vias entre 10 e 20m na sombra com rocha boa. O setor mais alto fica no sol, mas até compensaria pois em alguns lugares até 1/3 da via ficaria na sombra, incluindo o seg. É longe pra caramba, (ok, só 80km) de Franca, uns 280 de São Carlos,  mas é tão bonito que compensaria ir de vez em quando, até com amigos que não escalam pra que eles façam as trilhas do lugar, acampem, deem um rolê no mato enquanto a gente escala =)

Nom fim do dia um selfie com a cara toda suja de poeira (uma camada uniforme) a mão regaçada, com os brinquedos e a metranca a TiraColo

No fim do dia um selfie com a cara toda suja de poeira (uma camada uniforme), a mão regaçada, com os brinquedos e a metranca a TiraColo

E a noite pudemos provar o maravilindo JK, prato típico Franquense que eu nem consegui mandar a cadena, tive que abandonar no meio apesar de ser deliciosissimo. No dia seguinte não tem fotos, mas voltamos pro Tremendal e tivemos a triste noticia que o dono da propriedade tinha pedido que gentilmente os escaladores tirassem as chapas das vias pois não estava morando mais ali por motivos de saúde e os escaladores vinham sendo confundidos com ladrões de gado e de café. É o cu da cobra, de cair o cu da bunda, mas mais um pico muito legal com nem 50% do seu potencial desenvolvido fechado porque está em “propriedade particular”. Escalamos a via que haviamos aberto em fevereiro quando estivemos lá pois era a primeira a entrar na sombra, e tiramos as chapas com a sensação de quem sacrifica um cavalo de que gosta muito. 😦 Escalamos pela última vez no pico e o Ives pode mandar seu primeiro 7b a vista, ah muleque!

Espero que os locais tenham a sagacidade e o poder de negociação com os proprietários para reverter a situação.  Ainda não recebi as fotos do domingo, então, finalizo com uma foto das paredes mais altas à direita da Cachoeira de sábado, que tem grande potencial. Valeu Wagner pela hospitalidade e por nos apresentar a este pico tão bacana! Em breve estaremos aí novamente!

Potencial do lado direito da cachoeira. Com a jardinagem certa vai ficar lindo!

Potencial do lado direito da cachoeira. Com a jardinagem certa vai ficar lindo!

Férias no Cipó (Ou: “o post mais aguardado do ano até o momento”)

Começando o Post com o Por do Sol do Mirante

Começando o Post com o Por do Sol do Mirante

Falar o quê de uma das melhores trips de climb EVER? Simpesmente todos os praticamente 30 leitores deste blog estavam lá, então foi praticamente uma reunião nacional da galera mais firmeza do climb do Brasil! Graças à Ju que conseguiu reunir uma galeeera de todos os cantos do Brasil num único espaço, num único pico, que brilhou muito. Muita vibe boa, muita risada e uma galera integrada, confraternizando junto, comemorando juntos essa festa chamada escalada.

(pra você que vai ler tudo, dá o play nessa música que eu escrevi o post ouvindo ela e algumas do gênero)

Não tem muito como descrever, quem esteve lá sentiu que faz parte MESMO dessa tribo do bem que é a galerinha do Climb. O Espaço Mandalla acolheu a todos muito bem. Na outra vez tinhamos ficado no Magrão (Abrigo G3), e outrora no Abrigo Cipó dos amigos Barão e da Rafa, tudo 5 estrelas, e dessa vez pudemos conhecer o Mandalla. Mesmo quem não tava ficando lá “passava de lá” no fim do dia de Climb pra dar um salve pros irmão,(filar) tomar uma cervecita e botar o papo em dia. Através da figura do Ale Imbelloni que tava tomando conta na ausência da Fran, foi tudo muito bem organizado e não pudemos perceber sequer um mínimo de desconforto, muito pelo contrário.

Para o Cipó fomos de São Carlos a Fabi, o Greg (doravante denominados Fagreg) e eu. Fizemos um caminho que economizou praticamente 2h, indo por capitólio e Divinópolis. No começo estava chovendo todo dia as 2 e as 5 da tarde, então ficamos mais concentrados ali na sala de justiça e arredores. Conheci outra blogueira muito famosa, a Alessanda, do Minhas Certezas Incertas. Conheci a Wenia, com quem havia feito negócios via face e que me marcou pela espontaneidade (e é personalidade ali na região de São João del Rey, Arcos…). Esses são os que eu já conhecia de internet. Mas conheci muito mais gente. Conheci a Mel, o Lex, a Joana de SP, o Igor e o Gui do RJ, a Vanessa, a Cláudia e a Carol do Sul (sul de verdade, de POA e “alrededores” né gurias?), a Rê e a Emília com sua turminha de SP, o Everton de Franca, o Ulisses com a namorada Chilena, enfim: muitos desses com uma galeeeera junto (ou pelo menos @ respectiv@). Foi muito massa. Foi tipo o primeiro ano de faculdade quando todo mundo é super amigo! Conheci a família Imbelloni, a Luciana de Franco (que acaba de se tornar a primeira brasileira a mandar um 10b e que é a humildade e a simpatia em forma de gente). Conheci o Maneira de Araxá. A Vevê eu já conhecia, o Raul e o Cleber chegaram depois. Até o féla do Felipe colou na goma com sua familia do barulho aprontando altas confusões (E Não levou nem a sapatilha – imperdoável). Apareceram também o casal Guibia da Quero Escalar/ Sanca Pression Team! Incrivelmente chegou também diretamente da China o Daniel Hirata, (mandei mensagem pra ele qdo eu ainda tava em São Tomé pelo celular) e pudemos reconectar a boa vibe novamente, eita minino bão sô, diretamente de minas pro mundo trazendo na mala bastante saudade e duas toneladas de chá! E também uma Eslovena, a Ursa (se lê Ursha), a qual tinha conhecido em Cuenca na Espanha 1 ano e meio atrás. A galera ia chegando, ia vazando, e a gente foi perseverando. Quando vimos nem sabíamos quanto tempo fazia que estávamos ali, e a contar pelos dias de climb – descanso – climb – descanso – climb tinhamos ficado 3 dias a mais que o plano inicial. Mas também, não fosse isso não teria mandado meu projetinho da viagem!

Greg na Melzinho

Greg na Melzinho

Na verdade o projeto era desconectar do mundo, passar um reveion  diferente fazendo o que eu mais gosto na vida que é (interagindo com gente que pensa como eu) escalar e aproveitar para apresentar o pico pro Cleber e Fagreg que estão começando no mundo da escalada. O Greg(són) mandou a FlashBlack a vista! A Fabi mandou a Popopó equipando à vista também! E o nosso rádio Cléber dormiu na cachoeira e teve uma insolação – Burrrooooo! kkkkkk mandou a Diversão garantida no segundo pega: Ahhhh muleke! Escalaram muito mais que isso claro, mas foi bom ver eles entrando no espírito da coisa. Legal ver a Vevê entrando guiando nas vias. A Rê mandando seu primeiro 7a com a Rei do Torresmo. A Vanessa mandando um 7a/b na lapinha no segundo pega! A Mel dando duplo mortal de cuestas la no pedrão hahaha Pra quem tava parada ta muito bem no climb também! E até o Lex entrou num 8b de top achando que era 7b e foi até a quinta costura! O Raul foi pra dar uma escaladinha de leve e conseguiu… conseguiu matar 2 garrafas de cachaça e dar trabalho – pra variar –  e deixar a todos espantados com seus papos de sexo e cagadas… principalmente quando era ao mesmo tempo hahahaha A Jú conseguiu reunir todo mundo, igual a galinha mãe que abraça todos os pintinhos embaixo da asa. Equipando as vias e “spraying beta” pelos 4 cantos do Cipó. “Serviço de Beta Gratuito 0800-JuliaMara. Seg da cadena firmeza. Escovamos as agarras de seu projeto e damos a vibe-mor!” E eu? Bem, eu fui lá descompromissado, sem ter escalado quase nada em 2013 inteiro, mandando nem 7a praticamente. Fui com a intenção de poder presenciar tudo isso que narrei. De interagir com essa galera massa que ta nessa pegada da hora de curtir o climb. Essa galera sem nóia de grau, mas que também quer evoluir e mandar seus projetos. E acabei voltando pra casa com duas cadenas inesperadíssimas, mas que me custaram alguns intentos.

Mel na Mister X

Melzinha na Mister X olhando a Fabi na Melzinho (puts Mel, não tinha como não fazer esse trocadilho!)

Dois métodos de treino. Lembrava da Academia Vida e dos treinos funcionais do Juliano quando fazia os movimentos das vias e me sentia leve. Lembrava da Equilíbrio Corporal e dos treinos de Pilates com a Sí quando blocava no core nos moves nos negativos pra dar aquela chamada com o corpo colado na rocha e pés longe ou botar pé na mão. 2 meses de treino, ta bão né? Comecei a entrar na Ética por causa da Chuva. Estávamos ali, chovia muito no fim do ano, então tínhamos que acordar cedo tipo 6 da manhã pro Cagão do Greg poder fazer o seu ritual matinal de 1h cagando – em 10 dias foram lidos 2 enciclopédias Barsa, O Senhor dos Anéis (os 3 volumes), o Hobbit, o sumarilion, e o catálogo da revista hermes. Tudo isso somente enquanto ele fazia seu “muñequito” de barro matinal. Chegando na rocha umas 10 da manhã, dava pra escalar uma coisinha ou outra e logo tinhamos que correr pra sala pq chovia as 2 e as 5. Benzadeus que a Júlia escovou as agarras da ética, pq tava foda! E aí foi só tirar a senha ao longo de vários dias. No terceiro pega eu errei um monte de coisa, gastei pra caramba e ainda assim caí indo pra última agarra. E aí no próximo dia (2 dias depois pq fomos pra Lapinha e teve um de descanso) saiu de primeira. A Mônica, namorada do Doc tinha acabado de descer da via e perguntou: Vai mandar? E eu, na maior naturalidade: Vou sim. (pensando, vou… vou mandar uma fiasqueira que vou ter que sair da sala de justiça pela porta dos fundos hehehe) Mas aí rolou! um 7c no meio da viagem eu nem esperava! Só que aí eu me apaixonei perdidamente…

Fabi na Popopó

Fabi na Popopó

Lembro da primeira vez que a vi. Ali. Despretensiosa. Dando mole. Olhando pra mim. Toda de branco. Alguém estava tentando levar ela pra casa. Mas naquele momento eu senti que eu poderia ter sorte nesse jogo. Era do jeito que eu gosto, “Totally my style”. O nome dela é Cheetara. Vi a via equipada ali no setor da escamoso com uns costurões de 80cm nas 4 primeiras. Um negativão que parecia ter agarras. Ah.. ja tinha mandado muito mais que o que eu poderia esperar da viagem, porquê não entrar “For fun”? E aí fodeu. Me apaixonei pela via. Não conseguia pensar em outra coisa. Fui pra casa pensando nos movimentos e nos dias seguintes dei mais pegas despretensiosos e cada vez via a remota possibilidade se aproximar. Eu nem imaginava que poderia conseguir. Mas sabia que tudo é treino, e que o “jogo da conquista” muitas vezes é mais legal que a conquista em si. Quando eu consegui mandar com apenas uma queda, e ainda por cima num sol de lascar, percebi que algo poderia sair daquela brincadeira. Mas precisaria descansar um dia, o que implicaria em estender a trip. Implicaria descansar no teoricamente último dia, e entrar nela na segunda feira. Mexemos uns pauzinhos e fiz acontecer de ficarmos mais 3 dias. No domingo fiquei de Chico-GriGri só dando seg, desci a trilha do G3 pro mandalla correndo. Comemos pizza e a Vanessa pagou a cerveja que ela tava devendo pelas cadenas na Lapinha e no G3. Na segunda feira foram embora a Vanessa, a Ju e o Cléber e ficamos Fagreg, Raul e Daniel (a Ursa tirou dia de descanso). Aqueci na Via nova do Antonio Paulo Faria, a BR-040 que fica do lado esquerdo (Ou EM CIMA, mais precisamente) da Diversão garantida, talvez seja um sextinho interessante. E não esperei muito pois apesar de chegarmos cedo no setor, o sol em menos de 1h estaria FRITAAAANDO na via. Pedi pro Raul alongar estrategicamente 2 costuras pra mim quando ele fez a Popopó. Entrei enquanto havia sombra. Descansei nos descansos. Usei o Beta da Ursa, da Júlia e do Daniel (que eu não tinha usado nos outros tentos). Executei a sequência com maestria sem errar. A sequência está na cabeça até agora. Uma via linda! Gostosa, benevolente, bem equipada, longa, negativa, com apenas um reglete opcional. Nossa, nem acreditei que saiu! Foda foi controlar a cabeça no descanso depois de mandar o crux. “Será que vou mandar mesmo?” Será que vou cair no próximo movimento?” “Se eu cair costurando a base, terá sido Cadena técnica?” Mas aí você entra num estado de concentração meditativo tão intenso que sua cabeça se limpa dos pensamentos e só o movimento que você está fazendo naquele momento passa a existir no universo. É um momento mágico que poderia durar pra sempre. Que é o que buscamos quando estamos escalando. É a meditação em movimento.

Depois disso ainda dei dois pegas na Especialidade da casa mas aí já não tinha braço pra nada. E no último dia entrei a vista na virgulino, no setor cangaço, mas tomei um espanco daquele cruxzinho lazarento, até que eu descobri como faz. O Efetivo estava cada vez menor, e o Raul também tinha vazado, tendo ficado apenas Fagreg, Ursa e Daniel. Eles ficaram malhando a O Cravo e a Rosa e a Virgulino enquanto eu fui dar uma seg pra Ursa (se lê URSHA) na Ética, também porque tínhamos que desequipar pois estava com as costuras da Ju. Voltamos no cangaço e mandei (já no doping na base do ibuprofeno) a Virgulino. O betinha do crux faz ela virar praticamente um 7a pra quem é alto! E no fim do dia apresentei o grupo Foda pra turminha e fizemos a Pra elas, Voce decide (o sextinho do lado esquerdo da pra elas né?) e mandei equipando a qual é a nota, que pra mim é a Ninhos versão 7b. Ah! Detalhe para o ataque das aranhas gigantes que a fabi sofreu na segunda! Uma caranguejeira daquelas bundudonas do tamanho da minha mão pulou de uma agarra da Diversão Garantida na Fabi!!!!!! A fabi gritou Pro Raul que tava na Seg: “Ahhhh Raul, uma aranha! Desce!” O raul ficou tipo o Chaves quando tem um piripaque e não desceu a menina. (Detalhe, eu vendo tudo de camarote ao lado). Aí a Aranha PU-LOU na Fabi ARACNOFOBIA STYLE!! Se fosse o Raul no lugar dela tinha tido no mínimo uma Síncope, mas mais provável um ataque cardíaco fulminante seguido de evacuação completa e imediata dos intestinos grosso e delgado. Mas a Fabi em seu lugar só deu um Matrix na Aranha, que caiu direto no chão. Vc bota uma fé? Depois descobrimos que a aranha fugia de uma vespa do tamanho de um pardal que põe seus ovos na aranha ainda viva, tipo Alien, o 8º passageiro. Esse dia ainda vimos lacraias, besouros, sapos gigantes e escorpiões. Segundo o Raul, tinha um Nazgul por perto, certeza.

Aranhas "RIGANTES" né Raul?

Aranhas “RIGANTES” né Raul?

No meio desses relatos todos teve um reveion, muita comida, “biritis”, confraternização no Mandalla, música, piadas, gargalhadas e mais gargalhadas. Mas também prefiro nem detalhar muito, prefiro lembrar do que eu senti, não do que eu escrevi. Vocês idem.

Que mais eu podia pedir? Que 2014 continue assim? Ta bom né?

Valeu demais galera, só tenho a agradecer a vibe, o final de ano maraviwonderful, incredilivable, alucinante! Estão todos no meu coração! Qual a próxima trip?

Bjos e até a próxima!

14° Encontro de Escalada de Londrina

Coitado do Kalango na época em que era obrigado a escalar com sapatilha nacional!

Kalango moendo uma sapatilha Urucum no apogeu da finada Nômade, num 9a no Peral Vermelho

A organização do encontro soltou um release sobre o evento, que acontece daqui um mês praticamente. Este ano a Quero Escalar estará apoiando o Encontro com alguns equipamentos que serão distribuidos entre os participantes conforme os critérios adotados pela organização do Evento!

O Clube de Montanha Norte Paranaense realiza mais uma edição tradicional do Encontro de Escalada de Londrina nos dias 03 e 04 de Agosto de 2013. Nessa 14º edição, mantendo o formato já consagrado a muitos anos, teremos mais algumas vias novas e também o adrenante Highline. A base do encontro se dará no agradável Recanto Pinhão, onde os escaladores terão, na noite de sábado, uma palestra com um conceituado atleta da escalada e logo após participarão do jantar de confraternização seguido de um badalado Luau.

MAIS INFORMAÇÕES: Facebook – Encontro de Escalada de Londrina

INSCRIÇÕES: cmnp.escalada@hotmail.com  (solicitar ficha)

Programação do Evento

Programação do Evento

É isso aí galera, pretendo estar presente prestigiando o encontro e representando o São Carlos Pression Team! Agradeço à Olívia que fez a ponte com o pessoal da organização (ta, foi ela quem conseguiu) para que a Quero Escalar apoiasse o evento!

E para o pessoal de Londrina, Maringá e arredores que forem ao encontro: frete grátis para todos os produtos do site pois estarei entregando pessoalmente no evento!

Cesar Grosso num 9a no Peral Vermelho

Cesar Grosso num 9a no Peral Vermelho

Um 7b de teto nos aguarda!

Um 7b de teto nos aguarda!

Vídeos não, agora são FILMES de escalada

Nina Caprez em seu novo filme, Silbergeier

Nina Caprez em seu novo filme, Silbergeier

Esse final de ano foi repleto de filmes de escalada. Primeiro foi o ReelRock tour, depois o Brasil Vertical do Felipe Camargo, e logo o Silbergeier. Puts! Esse filme é insano e vou começar com ele! (mesmo porque o Reelrock tour nao tem na internet então só na base do torrent/truta que me passou)

Para o filme da Nina eu só tenho elogios: Uma ótima continuidade, ótimo “roteiro”, ótimo desenrolar da história, ótimas filmagens, ótimo tudo! E principalmente, ótima atuação do Casal Nina-Cedric que são dois palhações mesmo e o filme só fica sério a hora que ela ta apertando um regletinho no meio da via que é tudo ou nada para a cadena, pq o resto do filme é só zueira, muito legal. Inclusive a FANFARRONA da Nina chega num ponto famoso da via (Silbergeier, daí o nome do filme) em que tem uma foto famosa da década de 80 do conquistador da via descansando sem as mãos. Pois ela quando está ali ainda vira de costas e cruz os braços!! Sensacional esse filme, nós vimos quando estávamos no Roctrip na Argentina e no dia seguinte todo mundo quando chegava num descanso da via tentava virar de costas e cruzar os braços hahaha Essa Nina lançando moda mesmo viu! hahaha

Nina lançando moda hahaha Mão na nuca? já era...

Nina lançando moda hahaha Mão na nuca? já era…

E tivemos também o lançamento do Brasil vertical, que mostra o Felipe Camargo escalando os primeiros ônzimos do Brasil pelo Cipó e Rio afora. Tem também uma parte ele subindo um rodapé…

Já esse filme eu achei que faltou um final. O filme ia bem, com a narrativa, com a sucessão de cadenas, vai te prendendo ao “enredo”, até com a parte do boulder tudo certo, mas de repente: Ué? Acabou? Mas assim, já? Nem vai fazer uma conclusãozinha? Uma sequencia de imagens? Cenas de projetos nao mandados ou panoramicas do cipó? Entrevistas com os caras das antigas falando o que representam essas vias, sei lá… o filme meio que faz vc morrer (de pau duro) com um zap na mão… Mas as imagens são legais e o filme é muito bom, bem filmado, boa qualidade, só o final que ficou devendo, e muito. Poderia ter tipo um mapinha do Brasil antes de cada escalada com o aviãozinho indo de onde ele estava para onde ele vai, no estilo Street Fighter, pra mostrar ONDE de fato são as escaladas que ele ta fazendo, pra deixar claro que não é tudo num lugar só, muito menos na AMAZONIA como muito gringo vai pensar, certeza…

E já que dois filmes longos de tanta qualidade tomar-lhes-á a tarde toda para ver, hoje o post é curto, mas de Calidad!

Hoje as fotos do post são em homenagem a Nina. Não, não vou por foto do Felipe aqui hahahaha

Hoje as fotos do post são em homenagem a Nina. Não, não vou por foto do Felipe Camargo hahahaha

Inté!