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A garota aleatoriamente anônima do post de hoje!

A garota aleatoriamente anônima do post de hoje!

Vocês já perceberam que quando eu to sem escalar aparecem mais posts sobre vídeos, técnicas e novidades? É, desde São bento e aqueles fatídicos regletinhos da falésia dos olhos que to meio que em “off” da escalada. Chato né? Estou subindo pelas paredes! hahaha Mas minha fisioterapeuta fez umas ziquiziras na minha mão (também conhecido como ultrassom), acendi uma vela, fiz massagens e descansei. Parece que depois do ritual o dedo deu uma melhorada boa, cuida do espírito, que o corpo cura! 🙂 Enfim, no fim de semana pretendo ir pro cusco fazer escaladinhas leves!

E hoje começarei as referências externas com um assunto muito legal que precisa ser levado pro mundo: Comunicação não violenta! Não tem a ver com escalada mas tenho certeza que todo mundo vai concordar, principalmente depois que ler o artigo, que é muito melhor praticar e viver num âmbito em que a comunicação é feita de forma não violenta mesmo. Se você não gostar é bem capaz de achar que isso é coisa de viado e uma putaria do caralho hahaha. Acesse e aprenda mais sobre Comunicação não violenta.

Enquanto isso, não muito longe dali, essa semana rolaram uns videos bem da hora! Da um flagra:

Começando com esse, que até quem não é do Climb vai se sentir informado pela mensagem. E se começássemos a, nós, mais velhos e experientes escaladores da antiga, levarmos gente nova pra escalar, fazer a ponte entre a academia para a rocha, e conscientizar os novos escaladores com o perfil “criados no apartamento no leite com pera” da real importância de sua conduta no ambiente natural, na maioria das vezes em uma propriedade particular?! Pois a Climbing fez um vídeo que tenta orientar as pessoas nesse sentido. Excelente iniciativa:

E você que casou com 30 anos, ganhou 10 kilos e agora acha que nunca mais vai poder escalar pq já está muito velho, sabe aquele clichê de que a idade é coisa da sua cabeça? Pois é, assista esse vídeo e saiba que o cara desse vídeo começou a escalar forte com quase 50 anos. Grande lição de vida. Mas da pra ver também que é uma pessoa que teve uma boa vida garantida por um governo/país equilibrado que tinha politicas públicas que funcionavam em prol da população. Nem tenho esperança de ter isso por aqui, uma pena. Mas enfim, até mesmo filmes de escalada colocam uma mensagem politica/social ao fundo né?

E a parte 2:

O terceiro já saiu mas não no youtube e não rola por aqui, então… aguardem. OU….. procurem!

E o próximo é de um Chileno buscando mandar seu primeiro 9a Fr (11cBR). Vídeo bem legal dos nossos hermanos chilenos.

E a parte 2:

E já que estamos falando ali de escaladas tropicais (apesar do primeiro ser na espanha), tem esse que eu acho que até já rolou por aqui, mas é muito legal, veio à tona de novo esses dias e merece ser compartilhado, mostrando que quem faz a escalda não são associações no papel, mas escaladores in loco botando a mão na massa e fazendo acontecer.

Continuando a onda Latina, mais um, do Master do Chile!

E mais um, Brazuca dessa vez, um vídeo muito massa de Brasília, um 10a no Belchior muito bem produzido, filmado e editado. Nota 10!

E finalizando com as meninas, primeiro a Sashinha fazendo boulder, num daqueles vídeos mais artísticos que escalais:

E olha que engraçado, se Sasha é um nome Russo para uma americana, agora uma Russa fazendo uma via na espanha, Fabelita, que é um bom nome pra ela, que bela! (tu-dun-tssss). Mas também, olha o nome da guria: Evgeniya Malamid. Juro, tive que dar Ctrl+c Ctrl+V. Evgenija? Evgengiva? Minha chará?! hahahaha Check it out

==Update===

Notem que a mina passa mais magnésio que o Ives! Olhaí mano, vc não está sozinho no mundo! haha

Bom, agora sim queridos, vídeos pro resto do ano. Enjoy! See you at the rocks!

11a aos 2 anos de climb? Que tal 10c aos 60?

Vocês tão gostaaaando das fotos do blog né?

Pois é, vc aí com mimimi pq é gordo, porque é magro, porque é fraco, pq é forte, pq é careca… tsc tsc tsc.. Ta certo que se tivéssemos mais décimos graus de qualidade, com grande continuidade de movimentos, vias de 30m negativas de agarrão com crux bem definido, certeza que muito mais gente estaria mandando essa graduação na região, ou pelo menos tentando! Confesso que vias do tipo “FAZ-NÃOFAZ”  são bem chatas pra mim… essas que vc chega no crux e nao manda por nada… agora, quando vc até isola os movimentos mas não encadena, aí sim essas são as minhas favoritas! Pq parece que a via com um move impossível vc precisa ir fazer boulder, treinar, escalar outras vias, sei lá… hehehe (e insistir mais tbm né?) Mas enfim, chega de blablábla e vamos ao que viemos.

Vc aí fazendo doce pra ir treinar, botando a culpa na novela patroa, na baladinha, no trabalho, ou porque vc começou agora a escalar (faz só 2 anos)… Pois é, põe aqui na tela: faz uns 20 meses que o cara escala, e já mandou um 11a…e vc aí reclamando que o 6sup é muito foda! hehehe (e eu aqui reclamando que 9a8a, 7a é dificil! kkkkk) Bom, sou suspeito pra falar, mas eu adoro negativos de agarrão na “Caliza de Calidad”, e apesar de saber que muitas dessas vias não são de agarrão (se nao nao seriam ônzimo grau), sao negativas com caliza de calidad, o que já é 2/3 do que eu mais gosto ahahahaha A grama do Jardim do vizinho é sempre mais verde né? Detalhe para o cara no final do vídeo, todo humildão falando da via, que os descansos machucam, e da dor na bunda de fazer tantos drop-knees

(OOOO CARA TO COM UMA DOR NA BUNDAAAAAA)

E aí vc vai falar: Ahh, mas ele é jovem e tem um puta físico! Eu já to velho pra isso! TOOOMA, esse outro vídeo:

O pai do Edu Marin, (aquele mesmo do campus Board de 10m de altura que tem que fazer de top) que começou a escalar faz uns 10 anos, mandando seu primeiro 10c em Rodellar (Aahh, Rodellar) com 60 anos. Enfim: ele da uma entrevista falando sobre a conquista de vias, sobre a NÃO furação de agarras artificiais na via, e a ajuda que os que mais se beneficiam com a escalada NÃO DÃO para a abertura de vias. Interessante!

E esse aqui é para os religiosos superpoderosos de plantão…. um vídeo do Ateu Alex Honnold falando que pra ele a vida deve ser aproveitada, vivida… enfim.. O cara fazer tudo aquilo que ele faz e não acreditar numa força suprema que o esteja esperando com 21 virgens no paraíso quando ele cair no meio de um climb é ter muita personalidade! hahahha

E pra terminar se vc é um fudido que nao tem dinheiro nem pra ressolar sua Trinity da Snake, quanto menos comprar uma sapatilha de verdade, aqui vai um vídeo que vc vai adorar:

E chega por hoje!

Rodellar, a Itaqueri Espanhola!

Saindo de férias das férias... mais férias?

(antes de iniciar a leitura, no final tem o link para os croquis de rodellar, caso esteja procurando ok?)

Olá a todos! Quanto tempo não é mesmo? Vocês devem estar se perguntando por onde anda o genja que não escreve mais… de duas uma: ou arranjou um emprego e ta se matando de trabalhar… ou ta escalando pra caramba. Mas claaaaro que é a segunda opção! =D

Depois que a marta terminou finalmente e defendeu seu DEA (leia-se: mestrado), resolvemos tirar uma semaninha de férias, já que ela não tinha tirado nenhum dia de férias esse ano. O máximo foi nossa viagem pra Margalef em maio, mas o auge do verão e das férias ela passou em frente do computador enrolando escrevendo. No dia de sua defesa a gente já começou, mas fazendo turismo geriátrico por uma cidade chamada Segóvia, que tem uns arcos Romanos milenares e talz… boniiiito…

Posando na frente dos Aquedutos Romanos

Visitamos um castelo nos arredores com um mega power Jardim com várias fontes sob temática mitológica grega. Ok, turismo geriátrico 1x por semestre até que é legal ;P

Essa aí é a casa que estamos morando... Foda é limpar todo domingo!

Destaque para o Cordeiro que comemos na cidade…

Ok, o lado bom do turismo geriátrico... =)

Mas como estávamos livres podendo tirar umas férias de verdade, e como ela havia percebido que eu já tinha saudades de escalar em Itaqueri, então resolveu me levar no mais próximo que tem por aqui de itaqueri: Um singelo lugar chamado Rodellar. O lugar é muito massa, a graduação é meio dura (tipo, parece que de quinto a sexto é tudo 6sup; 6sup é 7b, 7b é 8b e daí pra cima sei lá hehehe).

Chegando em Rodellar...

O lugar é muito foda. Se vai a pé a todos os setores. Tipo a vila de Itaqueri e os setores (só que é um mega vale com mega setores dos dois lados). Só que rola aquele incentivo né, ao contrário do Brasil, em que a escalada é marginalizada. Aqui é visto como uma fonte de renda, PORÉM, não se paga para escalar em uma área natural pois isso não é justo. Há muitas outras formas de se ganhar muito mais dinheiro de forma muito mais eficiente que cobrando pela entrada nos locais de escalada. Há bares, há restaurantes, campings, pousadas, refúgios. Você é atraído pela escalada, e claro, acaba deixando dinheiro na cidade, pois vc paga por todo o resto (camping, comida, etc..) que são coisas que vc estaria consumindo em qualquer lugar mesmo, porém feliz da vida pq escalou o dia inteiro num lugar muito massa.

Marta num quintinho em Rodellar.. Já viu né... ;P

No primeiro dia a marta já estava mordendo pedra. Com sua sapatilha nova, queria sair desossando as vias. Entrou guiando num 6a Fr (5° Br) mas não rolou, eu entrei, e achei o quinto grau mais dificil da minha vida, junto com a Nini van Prehn em Andradas. Podemos dizer que os quintos daqui são “quintos de Andradas”. Isso pq a via tinha tipo 5 costuras e a base. Tudo bem, era a primeira via e estávamos aclimatando. Depois encontramos um casal canadense na casa do seus 50 anos que enquanto encarávamos umas vias e decidíamos se íamos entrar ou não, eles sugeriram que entrássemos pois as vias eram muito boas. A marta entrou equipando nas duas e resgatou sua dignidade. Eram dois 6a Fr (5°) do setor Bikini de quase 30m. Eu sei que a minha (dignidade) ficou num setor chamado Desplombe de los desesperados. Entrei num 6c+ (7b Br) com uma saída super boulderística, nem cheguei na segunda chapa, aí entrei na via ao lado, um 6b+ (6sup) que eu fiz força como se fosse um 6c+ (7b Br). Mas esses foram os equívocos iniciais, acho que pela aclimatação ao local, pois o resto dos dias rolou curtir mais o climb, as vias e todo o resto.

Encadeirando-se... ao fundo a Gran Boveda, né não? (note à direita a pequena sombra: é o diedro inicial da via de 40m)

Para fugir do sol, outro dia, fomos para o setor “Furia Latina” e “Sorgente”, mas o psico da marta não tava muito legal pra guiar esse dia. No fim do dia entrei num 6c (7a BR) de 4 chapas e base. Explosão total num mega negativo com chorreira, mini teto no final, com direito a pinça no teto…. animal a via.. é a segunda via do setor Furia Latina. A via é legal, acabei não mandando pois o ultimo move da virada do teto para o vertical, apesar de alucinante, era bem forte, mas deu pra isolar bem os moves. Não voltei na via pois daí pra frente percebi que as vias curtas tem a dificuldade espremida, então resolvi dar prioridade a vias mais longas, já que via curta eu posso escalar em casa hehehe.

De olho na galera escalando de verdade.. Parte de trás do "Delfin", setor Sorgente..

Querendo vias mais altas e de beleza cênica impressionante, escalamos obviamente o cartão postal de Rodellar: As vias do Delfin (golfinho). O impressionante arco tem um 5sup (6a+ FR) que beira o arco muito legal. Super aérea e pouco polida. Recomendo!

Essa via não é muito longa, mas é alta, puta visuuu meooo!!

E a via vai beirando "o abismo", super aérea, legal! Termina subindo reto depois da metade...

No fim do dia ainda fomos correndo no setor El callejon, onde nos tinha sido indicado pelo David e pela Iris, que haviam nos emprestado o guia, um 7a Fr (7c Br) muito massa de chorrera. A via realmente é animal, recomendo, se chama “Passaba por aqui”. Ele só não tinha me avisado do lance de placa lazarento que tinha nos 15m finais da via! A via tem uma saída negativa em chorreras (leia-se agarrões), um cruxzinho de sair da chorrera e entrar na parte levemente positiva. Todo mundo sabe que eu odeio as placas (positivo de aderência e regletinhos), mas o lance inicial na chorrera foi tão, mas tão massa, que eu subi o lance de placa (que não era muito menos que sexto, mas plaquero!!) dando risada… Eu lembro que eu subia pensando “ahahahah, que da hora, a próxima chapa está a uns 4m de distância, vou tomar a maior vaca da minha vida.. ahahaha vamo lá, que da hora ahahah” Acho que em parte também por culpa da nova sapatilha que eu tava estreando. É uma Scarpa Instinct S, (que eu tive que rodar meio mundo pra encontrar, pois não tinha na Italia, nao tinha na espanha, nao tinha nos EUA, achei numa lojinha na Inglaterra) com o novo solado Vibram XSGrip 2.0 que realmente está ducaralho. Eu achava que era a sapatilha que por si só era muito boa, mas descobri o que é o vibram 2 (e o que se supõe que ele faz) depois de voltar pra Madrid, num artigo da revista da barrabés. Mas como confiar na sapata influencia no psico!!

De brinquedo novo, ô que beleza!

De sapata nova, COM BICO (que a que eu tava já não tinha) tudo fica mais fácil!

O casal de sapa nova... escalando um grau a mais... kkkk

Mas voltando a falar de climb, um setor que eu recomendo para quem está procurando vias longas negativas de agarrão (e não muito aérea, o que é bom para o psico hehe), é um setor muito legal que de longe impressiona: Pince sans rire. Um mega teto de uns 50m de altura com uma outra parede dentro dela. Dificil explicar, mas muito legal de escalar! (Vide foto)

Ao fundo o Setor.. note que dentro da Cueva a esquerda tem meio que outro setor...

Na direita as vias de décimo grau de 50m (onde a Daila Ojeda sem o seu namorado estava malhando um 10b BR – 8b Fr). Na esquerda vias mais baixas, de 25m, de 6° (6b Fr) a 7c (7a Fr). Entrei num 6° muito loco, e, apesar de ter ficado um pouco intimidado pela extensão e dificuldade, como uma criança num parque de diversões, resolvi entrar num 6sup super negativo que parecia ter muitos agarrões. E qual não foi minha surpresa quando realmente era um 6sup (de rodellar – forte!) de agarrão de 25m!! Descendo da via de baldinho fiquei quase uns 8m da parede… me esbaldei! A via se chama “Los Hermanos Peruanos”, uma das melhores que eu fiz na trip! Saindo do setor a marta ainda deu um puta migué… estávamos com vergonha de tirar uma foto com a Daila, e meio que sem querer acabamos tirando uma foto com o cachorro do Chris Sharma kkkkk De todas as escaladoras que eu conheci na Espanha, dá pra dizer que a Daila é a Rafa Discaciati espanhola, por ser muito simpática! Aí Barão, sobrou pra ti o cargo de Chris sharma Brasileiro! Kkkk

Marta e o Cachorro celebridade...

Na sexta  noite chegou o Daniel Hirata de campinas, que também está em ano sabático e começou sua jornada aqui pela Espanha escalando em rodellar (depois de ter ficado 1semana em Barcelona só curtindo a night – e os afters). Com ele veio seu amigo de infância, o Roger, com quem ele fazia troca-troca quando era pequeno (aí Roger, zuêra!)… Apesar da sapatilha dele ser pior que um kichute, ele demonstrou grande evolução e perseverança em apenas dois dias de escalada, o que renderia bons frutos na semana seguinte já aqui em Madrid, escalando em Patones. Pela primeira vez fomos no Setor “El Camino” e na minha humilde opinião foi um dos melhores que escalei aqui, pois ele possui muitas vias, negativas, com comprimento entre 15 e 25m, todas uma do lado da outra, base plana, acesso mais sussa… e as que eu escalei muito boas com agarrões. Aquecemos num 6°, fizemos um quintinho, e não poderia sair dali sem aproveitar para entrar num 6c FR (7a Br), aproveitando que tava o Daniel ali mordendo preda e disposto a subir a via também. Subi equipando e caí indo para o agarrão da cadena sem dar curintcha na costura.. que via massa! Muita pinça, invertidas, chorrera, negativa, e com agarrões intermediários! Adoro! O Daniel subiu mas também achou um 7a meio fortinho, e acabou ficando lá em cima, sentado num bloco, ao lado da base, tirando umas fotos com sua mega câmera máster plus xxx de cima. Entrei de novo “apretando à muerte” e mandei rapidinho! (incrível a diferença entre entrar a vista sacando os moves e depois entrar pra cadena rapidão!). Agora eu espero ele mandar as fotos um dia quem sabe! (junto com as fotos que ele me prometeu da Vagabundos nutridos ao por do sol!).

Daniel com toquinha no melhor estilo Gibara de ser...

E ainda na pilha das vias longas, fomos no setor Nuit de Temps fazer uma via de mais de 40m. Um 6sup Impressionante de quase 18 costuras e dois rapéis. A primeira enfiada é um diedrinho de quinto grau de 17m chamado “Tam-tam”, cheio de fendas. Chega num platô e a coisa começa a ficar séria, mais 26m de escalada de comprometimento, onde vc não pode nem pensar em caiirrrrr qualidade, negativa, com vários crux, mas na real, uma via de resista. A segunda parte se chama “Objetivo M” e eu diria que seria a Lamúrias de Rodellar (só que mais fácil). Eu só sei que é escalada que não acabava mais!! Cheguei na base com UMA costura no Rack!! (tinha pegado um monte do Daniel, devo ter subido com umas 18). A via é muito boa, só fico com vergonha porque já faltando uma ou duas costuras pra base, fui ficando cansado aí começou aquela putaria de gemer cada vez que pegava um agarrão, comemorando – Uiiii!! ADORO UM AGARRÃOOO. Mas deu tudo certo e não caí =).

Essa foto só mostra metade da via, mas aquela foto ali em cima que tem eu me encadeirando, aparece esse "espigão" aí inteiro, visto do outro lado do vale...

Casal na área de lazer central do pico entre os sectores...

No último dia andamos MIL ANOS procurando um quinto grau pro Roger, e aproveitamos para conhecer um setor muito bonito, a “Cueva de los cazadores”… Lugar com um teto do caralho, impressionante mesmo, mas o quinto grau sem nome podia chamar quebradeira… Escalamos todos, muito legal, mas depois desse quinto tinha só 7b (6c+ fr) pra cima, que por sinal, fiquei muito na instiga de entrar, “La niña de mis ojos”, pois parecia que a dificuldade consistia na negatividade da via com final no teto (tipo o começo da TPM, na invernada), mas com uma chapa atrás da outra, e agarrões.

Muita pedra solta e cocô de pomba... mas um visu mto massa!

Por fim não entrei e acabamos voltando pro “setor principal” e demos mais uma escaladinha nas vias do Delfin pro Roger e o Daniel provarem. Entrei no outro 6a+ Fr (5sup BR) da esquerda já que já tinha feito a via da direita, e achei muito mais legal a da esquerda mesmo! Aí aproveitei o Daniel e entrei num 7a Fr (7cBR) que passava bem pelo teto no meio do Delfin. Só que me deixei seduzir pelas costuras abandonadas e acabei não indo pelo 7a FR e sim por um 7c (9aBr). Não cheguei no final, mas costurei 3 das 4 costuras eternas (permadraws) do teto, feliz da vida pq era tudo agarrão gigante animal…Só o crux tinha um move mais forte com abaoladinho no final do teto… mas aí minha mão já não fechava mais pra costurar nem a próxima permadraw. Mas que satisfação! Hahahaha Entrei num 9a em Rodellar! Kkkkk E que satisfação que fomos para outro setor, recomendados por uma outra escaladora Canária muito simpática que havíamos conhecido outro dia: A melhor via abaixo de 7a de rodellar! Roxy La palmera, um 6sup na chorreira meio bombante super divertido!!! Adorei! A marta também adorou e falou que foi a melhor via que ela entrou na viagem! E o final ainda tem um presente muito legal pra chegar na base (só entrando pra ver!)! E  1m pra esquerda tem um 7a br que a Canária também recomendara, que pareceu ser muito massa, de chorrera e teto, mas já tava escuro, tivemos que limpar outra via (a massive atack) que o Daniel tinha entrado com o Roger ali do lado).

Marta guiando uma via de quase 30m no setor L'ecole

Esqueci de mencionar a inundação que tivemos durante uma noite onde estavamos acampando e sem ter chovido! Por conta de um cano quebrado ou algo assim, e logo pela manhã fomos acordados por uns gringos e tivemos que escolher outro lugar para a barraca. Por sorte a água só subiu uns 10cm e não molhou nada dentro da barraca =)

Nossa casa por quase 10 dias...

Medidas emergenciais! Corre pra salvar o fogão, geladeira, que inundou o barraco!

Saímos de Rodellar e seguimos para o Parque Nacional de Ordesa y Monte Perdido que a Marta queria muito conhecer, pois segundo ela era muito legal, muito bonito, e estávamos só a duas horas do Parque. Enfim fomos, ficamos num camping de luxo, mas super barato. E a trilha… bem, vou poupar palavras e assistam ao vídeo que eu fiz do rolê.

E foi esse o resumão da nossa trip de 10 dias por Rodellar (serra de Guara) e Pirineus. Agora de volta a Madrid, o frio está chegando, vamos dar seguimento às nossas vidas e ao climb, mas ainda com muita saudade dos trutas e de casa! Trutas: Mandem as noticias dos Climbs! Já to sabendo que o VIADO do Gui mandou a Cactus com o Bruno! (me matam de orgulho!)… Que mais rola por aí, São Carlos (Itirapina, BH, Botucatu, RP) Pression Team?

Martinha no Delphin..

Aí no Setor Desplome de los desesperados... Pince Sans Rire ao fundo. (eu sei, branco estourado)

Já fora de Rodellar.. Aí eles aproveitaram a curva da estrada e fizeram um belo mirante, com passarela para a paisagem... No brasil teriam tampado o buraco com lixo de construção civil se pudessem..

E aí a Marta com um gato de rua... Super dócil, quase dormiu na barraca com a gente.... pena que ele não faz o gato de fole quando apertado...

E como prometido no início, esse link tem os croquis de quase todas as vias de rodellar, mas é um site genérico e provavelmente terá de outros picos classe A também…

http://27crags.com/crags/rodellar/topos/nuit-des-temps