Novo Pico de Escalada no Interior de SP

Falésia de Tremendal - O pico novo de São Paulo é tão legal que fica em minas!

Falésia de Tremendal – O pico novo de São Paulo é tão legal que fica em minas!

A Headline é meio sensacionalista mas é verdade. Esse fds conheci um pico novo muito legal com conquistas recentes, e muito potencial para mais. Tudo começou quando eu conheci o Everton de Franca, que estava hospedado lá no espaço mandala no Cipó com a Alice no Reveion. Conversamos um pouco e ele me falou desse pico novo do lado de Franca chamado Tremendal, onde eles estavam abrindo algumas vias. Pico com cachoeira, sombra, boulders, num quartzito com muitas agarras, bem propício. Já fiquei animado, e quando ele falou que ia rolar churrasco, consegui angariar 7 pessoas pra irmos em 2 carros passar o finde por lá.

Os detalhes de porque a gente combinou de sair as 5 da manhã mas saiu só as 9 vou deixar na imaginação de vocês, mas o fato é que chegamos em Franca as 11 e pudemos conhecer a Academia de Escalada ECOLIFE. Um conceito muito legal com uma pequena parede para vertical, mas uma mega estrutura de Boulder ímpar. Logo partimos pro pico, que fica próximo à cidade de Ibiraci e é preciso enfrentar 15 intermináveis km de terra para chegar no lugar, que é uma propriedade particular. Então, claro, todo respeito é bom e o dono gosta.

Comecinho do setor floresta

Comecinho do setor floresta

Fizemos a caminhada de 10 minutos do carro até o Acampamento Base, que é uma Mega árvore com vários blocos em volta, perfeito pra montar barraca, bivacar, armar rede, enfim, sombra sob o calor de rachar que fazia. Armamos as barracas deixamos tudo pronto e partimos pra mais 2 minutos de trilha conhecer o “pico” propriamente dito. Primeiro o setor “floresta” que é mais fechado e parece ter vias mais altas, termina próximo à cachoeira. Depois voltamos um pouco e já fomos para o segundo andar, onde resolvemos ficar e fazer a rapa no maior numero possível de vias que conseguíssemos. A idéia era abrir via também, mas no primeiro dia resolvemos escalar pra curar a ressaca a escalada estava tão gostosa, o time todo entrosado que resolvemos ficar curtindo o pico e o climb. Nos divertimos horrores, a escalada é muito gostosa, as vias muito bem protegidas, então é pra você curtir a escalada e não passar medo ou passar mal, no melhor estilo esportivo com um visual muito bonito.

Estávamos o Shimoto, a Júlia, o Gregson, a Fabi, o Ives, a convidada especial Mel, que veio de Sampameo, e eu. Foi massa porque todo mundo tava na mesma pegada: Opa, pico novo com várias vias encadenáveis, escalada à vista já! No fim do dia, quase escuro já, chegou o Artur, que é de Ribeirão, mas tem um pézinho em Bauru e agora meio que mora em São Carlos. E assim foi o primeiro dia, todo mundo entrando em tudo, fomos terminar de escalar lá pras 9 da noite. E olha como tava tão calor: Todo mundo caiu pro rio pra tomar banho 10h da noite! Com excessão do Ives que deu um migué monstro, todo mundo entrou na água e tomou o banho completo. Não demorou a água já estava agradável e dava pra ficar inteiro dentro tranquilamente (é que o lugar era meio raso).

O Churrasqueiro Everton que não deixou faltar nada!

O Churrasqueiro Everton que não deixou faltar nada!

E depois do banho, churrasco! Foi mto massa, o nosso anfitrião não deixou faltar Carne nem cerveja, muito menos batatas, cebolas e tomates no papel laminado para as vegetarianas. Teve até o repeteco do show do Rafa que animou a noite no 14º encontro de Londrina ano passado. E apesar de ter dormido pouco de sexta pra sábado e de sábado pra domingo, no domingo acordei cedinho, renovado, super disposto e pronto pra mais. Fomos pra bica do lado do carro pegar água e encontramos uma caranguejeira gigante preta na trilha do tipo que deixaria o Raul com piripaque (se bem que até as pequenas já causam esse efeito nele – essa era do tamanho de uma mão). Em seguida tomamos o café da manhã coletivo. Eu logo já fui pro pico com o Ives, que já tava animado pra furar também. Tinhamos visto vários locais em potencial para abrir via, mas em um dos setores a rocha parecia muito boa, super alta e com saídinha encardida. Fomos direto pra esse setor  e  Jumareei pela corda fixa que os locais tinham deixado no setor, (infelizmente não vou lembrar do nome de todos que conheci!) e no cume joguei a corda na linha que eu tinha flagrado enquanto subia.

Café

Tomando café da manhã, com a falésia ao fundo

Comecei a descer e rapidamente estava no lugar que havia vislumbrado bater uma parada, mas era meio duvidoso. Na verdade eu senti que não conhecia muito a rocha, pois no arenito só de olhar eu já sei se é podre ou um vidro. Mas ali é rocha nova e fui descendo até encontrar rocha suficientemente sólida pra eu bater uma parada. Decidi sacrificar alguns metros de uma escalada com muitos agarrões em prol da segurança, e foi melhor, porque no final das contas a via ficou com quase 30m!!

Parada batida, puxei outra corda e deixei o top armado com uma parada equalizada, backupeado na corda que vinha do cume. Desci e na metade inferior tive que escovar tudo pois tinha muuuito limo e musgo seco nas agarras. E tudo com uma escovinha de dentes kkkkkkk Foi puta trampo, ia magnando os regletes que da parede lisa iam pipocando e tornando a escalada possível. Cheguei no chão depois de quase 1:30h pendurado e dei uma relaxada rápida, bebi muita água e comi alguma coisa. Mesmo tendo ficado quase 1:30 no sol, as vezes vinha uma brisa da cachoeira o que não tornou a tarefa tão árdua. Na sequência entrei escalando de toprope pra definir os melhores lugares pra furar e por as chapas. Saídinha forte e logo um passeio até o final que já estava na sombra quando eu saí da altura da copa das árvores. A Jú entrou na sequência pra ver se a “altura” das chapas estava ok para os anões equiparem a via. A parada ficou poucos metros à direita do final vertical de uma fenda perfeita de uns 30m em z. Só que essa fenda tem vários blocos pra rolar, então já que tinha bastantes agarras pela direita deixei a via mais afastada dela (e pra não causar polêmica com chapa perto de fenda). Quando estava chegando na parada ela puxou um video-cassete que eu já tinha visto e desconfiado que tava solto. Gritou tão alto “PEEEEDRAAAAAA” que ela ficou rouca até chegar em São Carlos. O Everton deu um matrix se escondendo embaixo de um bloco, e a pedra caiu certinho onde ele estava!!

Via1

Tirando os moves pra ver onde é melhor colocar as proteções

Passado o susto concluímos que já estava meio tarde, então já subi pra furar. Foram 12 furos, 2 brocas e tive o cuidado de colocar uma chapa melhorzinha no crux pra economizar o mosquetão da galera. E o mais legal: quando estava na metade da via olhei pra cima e observei que faltavam 6 furos e eu tinha só mais duas baterias, então resolvi deixar um furo intermediário numa das partes mais fáceis da via para o final. Consegui felizmente furar os 5 furos que faltavam, e quando, já descendo, fui aproveitar pra fazer o furo que tinha deixado por último, a bateria acabou bem no comecinho! Fica a pimentinha na via pros amigos, quem já fez um 7c lá embaixo acho que não vai reclamar do esticãozinho de 4m na parte de 4º grau 🙂

Nem sei muito o que os outros tavam fazendo, mas sei que o Ives ficou ali no auxílio mandando as coisas pra mim enquanto furava, a júlia ajudou a definir a altura das chapas e a grampeação, e o shimoto deu aquela seg esperta no top e na cadena da Ju. O Greg subiu com o Ives lá no topo da falésia depois pra desarmar as cordas fixas e demoraram mil anos pra voltar. Ficou mal contada essa história mas tudo bem, eles estão no direito deles. E a Fabi tinha tomado uma picada na testa no dia anterior, acabou ficando mais na dela. A Mel escalou uma via com o Shimoto mais cedo mas depois também não resistiu aos encantos da rede e fez uma ciesta.

Furando a segunda chapa

Furando a segunda chapa

Duas horas depois de ter saído do chão pra começar a furar, estava de volta, exausto, acabado. Fiquei pensando nas escolhas que a gente faz na vida da gente. Estava ali porque eu queria, cansado, todo dolorido, não tinha obrigação nenhuma, mas eu queria tanto estar ali, estava me divertindo tanto, estava muito feliz. A cabeça a mil, o corpo nem tava aguentando tanto “malho” que vinha recebendo nos últimos dias. Tava tão cansado que deixei a via pro Shimoto equipar, depois deixei a Ju entrar pro FA enquanto eu tirava um cochilo, ali, em cima da corda do Shimoto mesmo. E quando ela chegou no chão, o corpo ainda esgotado respondeu quando eu mandei ele levantar e ir lá, que eu queria escalar aquela via tão bonita! Lembro que a hora que levantei a Mel já me olhou e passou a garafa de café, que eu tomei rapidão e já fui pra via. A Ju me proibiu de passar mag no crux, mas achei um entalamento de joelho tão bom que até pude me permitir. Fiz o lance, costurei da melhor posição (e não da agarra ruim que tem próxima à costura) e aí foi só dar uma respirada e tocar mais 25m de curtição. Subi re-limpando e re-assoprando muitas agarras pois não havia sido suficiente da primeira vez e lá no final da via ainda vinha um ar fresco da cachoeira, que maravilha! Acabei mandando a primeira repetição, e foi muito recompensador mandar uma via que acabara de abrir. O Grau sugerido ficou entre 7b duro ou um 7c suave, tem 30m praticamente e o nome é “Intercâmbio Cultural”, devido à essa troca de experiências tão gostosa que foi esse final de semana com o pessoal de Franca, em especial na figura do Everton da Ecolife. Obrigado pelo presente de me permitir fazer uma das coisas que eu mais gosto que é abrir vias, num pico tão incrível, bonito, num ambiente bucólico e escalar com pessoas que tem sido como uma família pra mim. Não vemos a hora de voltar! Tem muita linha pra abrir ainda, espero que ainda sobre alguma quando voltarmos! 🙂 Detalhe que ao sairmos do pico pra ir embora, não vimos um lixinho, nada, o pico ficou do jeito que estava como chegamos e como tem que ser!

E claro, obrigado aos amigos que me acompanharam ao pico novo, mesmo sem saber muito o que esperar, vocês são demais! Shimoto, Ives, Ju, Fabi, Greg e Mel:

Gratidão!

Capacete cheio de Poeira: Missão Cumprida!

Capacete cheio de Poeira: Missão Cumprida!

Vídeos com Charada

Alguém tem costuras iguais às dela? ;)

Alguém tem costuras iguais às dela? 😉

Provavelmente você pensou que era um post sobre um vídeo que tem uma charada. Hmmm.. não. Mas vamos lá, uma charada que tava todo mundo com saudades, mais os vídeos que eu achei que valiam a pena aparecer por aqui. Joguei uns 5 de boulder fora porque em uns eu dormi antes do final (mesmo eles tendo menos de 5 minutos) ou porque realmente eram a “pain in the ass” assistir inteiro. Anyway, vai lá:

Esse vídeo é um dos melhores vídeos brasileiros dos últimos tempos. Sem um começo meio e fim, porém com personagens que nos mantém presos ao filme, como é o caso do Tiaguinho de Porto Ferreira, vulgo preto! Ensinando os entalamentos de mão e falando sobre a escalada no Parque Nacional do Itatiaia. Ótimo filme, só achei que a última via ficou muito demorada, mas de resto, Show de buela!

E já que o assunto é granito, esse segundo vídeo é num parque que pra mim é o equivalente ao Itatiaia, só que na Espanha: La Pedriza. Com milhares de vias, tradicionais e esportivas e mais uma caralhada de boulder, o pico é muito frequentado pelos Madrilenhos que não têm uma Rodellar por perto (Coitados, tem que dirigir intermináveis 6 horas pra chegar lá, como o mundo é cruel não é mesmo?) então dirigem 40 minutos até este pico, que aos finais de semana lota (mas lota meeesmo) mas não de farofeiros, mas sim de pessoas que vão caminhar, escalar, fazer trilhas, boulder, passear, sem som ligado no máximo, sem farofada, sem a tigrada fazendo algazarra nem perguntando se os escaladores estão fazendo rapel hehehehe Ah! O vídeo é muito bom apesar de um angulo só de cima deixa-lo um pouco “Chapado”… talvez uma tomada um pouco mais atrás seria excelente pra dar noção da via… mas enfim, bom vídeo!

Esse vídeo é de uma via muito clássica nos EUA, a “Just do It” que foi o primeiro 9a Fr, 5.14d, 11c Br da “América” (só confirmo pq foi mesmo, tanto da do sul qto da central qto da do norte) e que impressionantemente na época, aberta em meados de 90, foi notícia quando um jovem talento a mandou em 97, tornando-se o mais jovem e um dos poucos a encadenar essa via mítica, um tal de Chris Sharma. Mas o mais legal são os franceses de spandex nas imagens da decada de 80 🙂 AH!!! E sabem porque o escalador aparece de toca? O Bruno Xibungo sabe!! Vide a última cena dele SEM toca no último minuto do vídeo hahahaha

E se você gostou do Silbergeier com a Nina Caprez (e não se apaixonou por ela, vai se apaixonar agora) vai adorar este vídeo dela fazendo boulder e algumas vias no meio do deserto Argentino. Sensacional. O detalhe é que ela não aparece escalando com o Cedric, mas com outro francês, o Mike Fuselier. Não que eu esteja insinuando nada, longe de mim. Aliás, legal o motivo pelo qual ela “aceitou” ir nessa trip hehehe Assista e comprove…

E se você acha que escalada é tudo igual e que a comunidade escaladora mundial é toda unida… bem… veja bem, pode até ser, mas com estilos diferentes, beeem diferentes. Eis aqui um vídeo EstadoUnidense de um campeonato de boulder, e podemos observar como eles transformam tudo num grande show, com a multidão indo à loucura com os botes insanos, as travadas de ombro e os movimentos dinâmicos…. Ah! E com o narrador e o comentarista: Mas o escalador pegou na costura no meio da via, pode isso Arnaldo? A regra é clara! Pegar na costura não pode. Então querrrr dizerrr que pegar na costura não pode? Não, não pode. Pegar na costura não pode não? Pode não…. Bom, pelo menos escalada ao contrário do ciclismo (e do futebol ) é um esporte de verdade né?! huahuauhaha

E o que tem rolado essa semana e eu não entendi direito foram duas biografias simultâneas do Tommy Caldwell, que está ha mil anos tentando livrar uma via no yosemite e ta empacado ali no meio. Sorte maluco! O primeiro não consegui embebedar aqui no blog, então foda-se vamos para o segundo:

E pra terminar um vídeo da Brooke Raboutou, que eu acho muito mais simpática que a Ashima. Acho que pq nunca vi a Ashima escalando, só fazendo boulder haahha Ou porque a Ashima parece que ainda tem 3 anos de idade pois nem fala direito ainda (tem 11), enquanto a Brooke já é toda falante e desinibida, (eu ia falar sorridente mas as duas são igual duas crianças hehehe) mas também pudera fazer tanto sucesso: a Brooke é filha da mãe dela, que foi tipo a Angela Eiter da época dela. É aquele negócio, filho de peixe, e eu te direi quem és!

Vídeo pra caralho né? Eu sei, a Marta também reclama que é muita coisa.. mas, ah… melhor sobrar que faltar né? Tem gente que curte! (tipo eu assim quando releio hihihi)

Ah, e vamos para a prometida charada:

E aí, já adivinhou de cara né? Sabia!

E aí, já adivinhou de cara né? Sabia!

Sim, é relacionado TOTALMENTE com escalada a resposta da charada! Vamos ver quem adivinha! Nos vemos no final de semana em:

If <não chover> Then <Itaqueri sábado>, <Cusco domingo> ; Else <#PartiuInvernada!>

kkkkkkk

Falou, é nóis!