Cipó de Reveion (muitas fotos)

Bia e os contrastes das rochas do Cipó

Bia e os contrastes das rochas do Cipó

Fomos para o Cipó, ficamos 15 dias. Escalamos horrores e tive a oportunidade de escalar muitas vias a vista em setores novos e repetir algumas clássicas. Cheguei a mandar um 7c/8a no segundo pega (Por entre as pernas da perseguida) mas infelizmente não pude mandar todos os projetos que tinha. Tivemos a oportunidade de conhecer todos os setores novos e linkar por dentro o G3 ao G2 ao G1, coisa linda. O PCC é o canal pra dia de muito calor. O Blair pra qualquer dia, e o papagaio é irado! E o setor Janela então?! Puts, pirei!

Eu não pude entrar em tudo que eu gostaria pois no comecinho de dezembro senti um incômodo no ombro, que na segunda metade da trip voltou a incomodar. Eu nunca tinha sentido nada no ombro, mas agora como o elo mais fraco que eram os dedos foram fortalecidos, deve ter aparecido outro elo fraco :/ Foi num move besta e fácil no final da Especialidade da casa indo de um agarrão para outro agarrão q senti o Crec no ombro. <<Burroooooo>>. Aí que que o infeliz aqui faz? Mesmo com o alerta no ombro, depois de 2 dias, entra na Heróis equipando. Very clever! Quando cheguei no chão tiveram que tirar o nó pra mim e fui medicado com 1 dorflex e 2 cataflans pq não aguentava de dor no ombro/braço esquerdo. Ó dó…. Aí até o fim da trip tive que abaixar o nível e fiquei escalando só sétimos a vista com o Ives pra não forçar. Foi bão também! Fiz várias vias novas legais na perseguida, no Blair, no PCC, no Coliseu, no Serra Pelada. Escalada à vista é muito massa, não sei pq não vejo a galera fazendo esse tipo de escalada por lá.

O Greg foi o nosso menino de Ouro, mandou a ética e a na Calada da noite, e como diria a Bia, o resto não fez mais que a obrigação. Fiz um sexto grau lindo de morrer, “delício” na perseguida, novo, duas vias pra direta da por entre as pernas, sensacional. Repeti a Gigante pela propria natureza, flashblack, entrei na sheetara de novo, conheci a 11 proteções e 1 segredo, finalmente conheci a Dilúvios na Sancho Pena e a Via de Blair (que vias incríveis!). Incríveis também as duas vias da esquerda do PCC, um 6sup e um 7a, e fiquei morrendo de vontade de entrar na Pablo Escobar e na Zé pequeno, mas fui pela prudência que me faltou antes e me contive entrando em vias mais tranquilas. Ah! E pude mandar finalmente um 7b que tava devendo desde 2010, a “Minha amada imortal” no G1. A primeira vez do Ives no Cipó foi muito bem, fez até um ou outro 7a em flash e pode conhecer a maioria das clássicas.

Confira as fotos que acho que elas falam mais que palavras 🙂

Nossa, e nessa trip aconteceu a situação mais bizarra da minha vida com rapeleiros. Estavamos no setor da Melzinho, o Greg tinha acabado de mandar a Sem compromisso 7a e tinha um brother de Sampa malhando a Jungle Boy. De repente… Senta q lá vem a história:

Quando vejo alguém fazendo presepada no pico de escalada...

Quando vejo rapeleiro chegando no pico de escalada…

Num puta calor de 35º, todos derretendo, chega a gangue do rapel com macacão de piloto da força aérea, de bombeiro, de lixeiro, entre outros. Cheio de brasões, bordados e claro, coturno até o joelho. Garotos de 15, senhoritas de 30, homens nessa faixa também. E o líder de shortinho da copa de 70 e camisetinha (igual do gif acima). Vinham com corda no pescoço, cadeirinha em mãos, nenhuma mochila. Comentando entre si: “…Olha lá, eles já estão descendo aqui, vamos ver como eles tão fazendo…”  Eu cheguei até a pensar que fosse alguma coisa da brigada de resgate local, onde algum escalador foda estivesse ensinando alguma coisa para alguma turma sobre procedimentos de segurança em escalada. Ledo engano. Eles chegaram a perguntar se todos que ali estávamos na base da via (no chão) já tinhamos todos descido. Tive que explicar que nenhum de nós que ali estava havia descido, só subido e que apenas o último fica pra limpar a via e descer (nem me dei ao trabalho de explicar que depois de subir, haviamos descido de baldinho, preferi ser mais incisivo). Aí o Rapeleiro Alfa chega pra mim e pergunta: “É nossa primeira vez por aqui, onde vc recomenda que a gente faça rapel?”

via a vista 8anu

Ao que eu prontamente meio que sem pensar respondi: NÃO RECOMENDO. <<grilos – Cricri-cricri-cricri>>

coice-o

É, não foi um coice assim, mas alguns falaram que soou meio assim hehehe. Alguns segundos de silêncio depois que sucederam a resposta: “Mas não tem um lugar onde as pessoas fazem rapel aqui?” Não. não tem. O pessoal aqui vem pra escalar mesmo. Conheço os escaladores locais e pelo q eu sei essa atividade não é bem vista por aqui. Aì eles agradeceram, viraram as costas e foram “meio que caçar” um lugar pra exercer a deplorável atividade. Sem sucesso pois meia hora depois estavamos mudando de setor e cruzamos com eles passando por nós de novo na trilha, indo embora. Ai ai, até quando né gente? Não vou nem comentar pq se formos analisar as raízes disso passaríamos por parâmetros socio-econômicos, a falta de investimento e de interesse do governo em educação, a alta carga tributária, a safadeza descarada exercida pelo governo todos os dias, o monopólio do futebol em todas as mídias, que anda de mãos dadas com o machismo inerente à nossa sociedade, o desinteresse das pessoas por politica, ou seja: a falta de consciencia das pessoas sobre qualquer assunto e a superficialidade das discussões.

 

Agora fiquem com uma galeria de fotos do reveion…

E voltando ao tema principal do Blog que é fofocas escalada, mais fotos, pois na segunda metade da Trip, eu zuado me pus a tirar mais fotos afinal, era o que me restava fazer.

 

Bem, e essa foi mais uma trip pro Cipó! Agora é focar na recuperação e planejar a próxima! Que venha a rehab né, pq por enquanto é o que ta dando pra almejar! =D

Sessão de fotos

Apesar da grande carga de trabalho, final de semana pelo menos tem rolado climb. Aquele momento em que fico 60hrs sem ligar o computador, desligado de tudo e conectado com gente de verdade. E com as preda tudo! Muito bom, tenho tirado muitas fotos, fiz uma pequena seleção dos últimos Climbs. Estou adorando os equipos novos da Edelrid, logo menos vou fazer um review. O MegaJul aposentou o Grigri definitivamente. A Cadeirinha Cyrus parece um sofá e é extremamente arejada e confortável. O Capacete Shield II parece uma pluma e tem vários dutos de ventilação, tem hora que da pra sentir o vento na cabeça como se estivesse sem capacete. E a corda Heron de 9.8mm é fininha mas guenta bem o tranco! (Da o play ali em cima pra curtir as fotos ouvindo um som nacional de qualidade).

Mas vamos ao que interessa? Fotos dessa vez!

E depois da galeria de fotos Cuscuzeriana/Invernadense agora umas fotinhos da Trip pra Arcos que fizemos no feriado de São Carlos. Foram 4 dias de muito climb, furação e risadas com o Ives, o Cleber e a Marina. Havíamos sido convidados pelos trutas Peixe, Cintura, Alexsandro e Fabinho para um mutirão de abertura de vias para o festival do dia 20. Como eu tinha uma meta pessoal de abrir uma via no outro lado do rio num setor “B” desconhecido que até então tinha só 3 oitavos, fui com o Ives no primeiro dia e abrimos uma via lá e nem escalamos muito. Acabou ficando um 6ºgrau pra quem é alto e um 7b de bote pra quem é anão hehehhe. Aí domingo tirei pra escalar com os amigos, o Wagner de Franca colou lá com o seu sobrinho, Eduardo, e apesar de não escalar muito junto o tempo todo, pudemos dar umas boas risadas (e passar um certo nervoso né Cleberina?!). No fim do dia não resisti e fui conferir as vias novas, já que o dia inteiro as metrancas não paravam! Eles abriram 6 vias no setor que antes chamavam de “toca dos gatos” atrás da Kalimera e Centenária. Mas agora tamo zuando que vai chamar repartição pública pq tem vários nomes burocráticos sob a temática do cargo público. Pude escalar 2 e gostei muito, vias seguras, pois vi que eles estão escalando as vias antes de furar! Muito bom, as vias ficam excelentes e unânimes.

Aí animado pelas conquistas, o Peixe deixou sua preciosa comigo, e, junto com o Ives, pudemos abrir mais 4 vias no Vale das Sombras. São a “Reis do mambo” 6sup, “Estrombelete (de pombo obeso)” 5sup, Samsara 6sup/7a (pra anão é mais difícil), e Ho´oponopono (Sinto muito, me perdoe, te amo, sou grato), 7b. No último dia deixamos pra terminar de furar a Ho’oponopono pela manhã e logo fomos pra Suor de Cachaça 8a. Mas ao subir o 6sup da direita pra aquecer vi que tava arregaçado de cansado. 4º dia de climb, 2 de furação e um de climb a muerte… Pegava os agarrão, cotovelinho subia hahaha Assim que é bom, escalar à muerte mesmo! Re-isolei os moves da Suor mas tive que deixar pra próxima Trip essa via.

Bom e chega por hoje. Próximo post quem sabe sobre corrida e superação na escalada 😉 Vídeos com ctz! =)

E Não esqueçam do Encontro de Escalada EM ARCOS que a Quero Escalar e a Edelrid estão patrocinando!!

Quem vai? Vamos todos! Um dos melhores picos de escalada do Brasil! Ja deve ta com umas 120 vias, a maioria entre 6º e 7b!

Quem vai? Um dos melhores picos de escalada do Brasil! Ja deve ta com umas 120 vias, a maioria entre 6º e 7b!

Yin – Yang

O Equilíbrio das coisas

O Equilíbrio das coisas

Muitas vezes eu fico na dúvida se existe isso mesmo de Yin-Yang. É tanta coisa boa que acontece que parece que o balanço geralmente acaba sendo positivo. Mas de vez em quando acontecem umas e outras que nos fazem lembrar do equilíbrio das coisas. O Feriado em São Bento foi atípico. Muitas cadenas, muitas risadas, projetos concluídos e metas alcançadas, outras nem tanto. Mas qual o preço a se pagar por uma cadena? Uma lesão? Será que vale a pena?

Meus projetos para essa viagem eram a Psicose, 8a na pedra da Divisa, e Rock and Roll na Catedral, na Falésia dos Olhos. Nem curto muito os olhos (muita regletera), mas como fomos pra SBS só pra Ju entrar no seu projeto de longa data, arranjei um projeto lá também. No primeiro dia tava sol, fomos pro Tetos. O Ives caiu de “jão” no primeiro pega na Hellraiser e na It´s only rock and roll but I like it. Uma saiu de segundo pega mas a outra precisou de mais empenho (ou seria descanso?). Eu entrei me batendo todo na Psicose logo depois de aquecer na Tufão. Fritei a Bia mil anos na seg e depois de um tempo resolvi inventar um jeito inovador pra minha altura no crux, pelo qual através de alguns entalamentos, já alcanço a agarra que todo mundo da um bote e evito ter que apertar um regletinho ignorante. Daí pra cima é só gritaria porque é negativo de agarrão mas vc já vem torado do Crux e cada agarra e cada pé movimentado é uma luta. No segundo pega não estava muito confiante mas depois que fiz com maestria a primeira parte que havia me batido no primeiro pega, senti uma torrente de glória. Executei com precisão o crux, peguei a estrelinha do Mário Bros. e saí apertando rápido como se não houvesse amanha. Ô Grória! Primeiro dia, primeiro projeto caído! Enquanto isso ouvia rumores de que no Pilar central a Taís do Greg mandara a Kaliya, seu primeiro 7c, o qual, momentos antes, a Bia havia mandado à Vista! A menina estava com tudo e o feriado prometia.

No segundo dia todos mais ansiosos que a própria Jú, já fomos direto pros Olhos sem nem olhar a previsão do tempo, que mandou um sol lascado de trincar a parede. Aì o Yin Yang da Bia Aflorou. Chegando no pico, um cavalo aparece estribuchando perto da cerca já próxima da torre de alta tensão, provavelmente mordido por uma cobra. Aí a Bia prontamente se voluntariou a voltar pra casa do dono e avisar (detalhe, o cavalo estava do lado de lá da cerca). Chegando lá, ninguém. Só um cachorro. Que saiu correndo, babando, espumando, vindo em sua direção.

Agora imagina a cena em câmera lenta...

Agora imagina com um pitbull raivoso…

Ela aterrorizada pela figura errante vindo em sua direção, sai correndo como num filme de terror em que a mocinha corre do tarado estuprador vilão. Mas, em suas próprias palavras, se ficar o bicho pega se correr o bicho come. Após alguns metros, uma mordida na bota que a derrubou de joelho no chão, mão direita direto na terra. Ao se ver rodeada por uma fera de dimensões colossais, sentindo o sangue escorrendo pelas pernas e imaginando-se sendo devorada pelo raivoso animal como a um Zumbi de walking dead que devora a um humano degustando órgão por órgão, tripa após rim, coração após fígado, ela rapidamente levanta e, tal qual numa cena de perseguição hollywoodyana, se joga desfiladeiro abaixo rumo ao lago, buscando subterfúgios para que pudesse salvaguardar sua vida daquela fera de proporções e intenções subjulgadas. Só que eis que no lago havia patos extremamente territorialistas (ou seriam gansos?). Mas esses compadeceram-se com a cena de dona Maria Gabriela e atacaram em bando o cachorro, que foi devorado em poucos segundos pelos agora raivosos patos vingadores, os superpatos!

Ta, a história entra para a ficção a hora que os patos devoram o cachorro, mas até aí é tudo verdade! Bia ainda teve as moral de subir a trilha toda em sopa de volta até as vias rastejando e pedir resgate. O Joelho aparentemente precisaria de pontos e a mão de gesso. Sorte que não precisou de nada disso, mas o climb do feriado pra ela estava over.

Todos ficamos muito abalados com a história e a Ju entrou na Bulls pra equipar sob um sol de meio dia com a rocha fritando um ovo de tão quente. Eu ainda esperei até umas 3 da tarde pra equipar a Rock and roll na catedral, mas demorei horrores pra tirar todos os moves, também me sentia levemente abalado, não sei se pelo cansaço do dia anterior. O Ives equipou a Sonho de ìcaro. E eu, vendo que a noite se aproximava e que não queria entrar “de noite”, não esperei mais que uns 40mins e já entrei de novo, se não pra mandar, pelo menos pra equipar. E parece que tinha tirado muito bem os movimentos. Executei com maestria a maioria dos movimentos menos o da terceira chapa, que é um dinâmico meio de lado com um calcanhar direito segurando pra não abrir a porteira. (calcanhar o qual não to podendo usar por causa de uma contratura na panturrilha desde Arcos, na via Estréia). Mas fiquei impressionado com a leveza com que pude fazer a travessia pra direita que havia me custado tanto no primeiro pega. Rolou até mantel pra ficar em pé! Aí sim eu comecei a sentir uma torrente de glória (ô grória), e a acreditar que talvez pudesse mandar. E fiz isolando um regletão de esquerda que respira ofegantemente pra chegar nos buracos ao lado da ultima chapa. Dali pra cima foi respirar fundo, e escolher com que mão clipar a base. E aí veio o meu yang. Após duas cadenas sensacioníveis, uma dor num dedo da mão direita que eu não sentia ha mais de 2 anos. 😦 E os dedos da mão esquerda que tão sempre reclamando estavam bem! Ah, detalhe para o Raul que mandou a Dark Nectar, 8c no segundo pega! Voltando à forma que as cachaças e comidas brasileiras tanto tem lhe custado!

Fomos conhecer o setor Corujas no dia seguinte. Estava me sentindo bem cansado, e entrei na África apertando aqueles regletes como se fossem os últimos. Béee.. dedo reclamou. Depois entrei na C4, fui pagar o cruxzinho com uma puxada de perna direita e Bééé… panturrilha doeu horrores. Entrei na efeito moral, uma delícia, mas aí o corpo já tava pedindo pra parar, pegava nas agarras (enormes por sinal) e o braço respondia bem, poderia costurar à montê, mas o resto do corpo tava mole. Parecia que eu poderia dormir a qualquer momento no meio da via. Aí pedi pra descer, quando para de ser divertido eu paro. Só me restava a motivação de equipar uma via pro parça mandar, e fui correndo com o Ives lá no Tetos, equipei em tipo 10 minutos a It´s Only Rock and Roll às 17:20 pra ele poder entrar e mandar ainda com luz. E não é que o viado mandou?! A-hul! Depois de dois dias de muito aprendizado e yangs, finalmente um Yin pra ele! hehehe O Beto ainda mandou a Vôo da Coruja à vista! Not bad hein?

O último dia foi dia de Belay Bitch pra mim, enquanto o pessoal fazia volume no Quilombinho, eu só na seg e no joguinho do São Carlos Pression Team que eu tinha deixado em cache no meu celular. Consegui chegar no final e descobrir que era o último personagem da equipe!

E acabou-se mais uma trip. Muitas cadenas alucinantes no começo, e no final um ritmo um pouco mais lento. É, quando a cabeça não quer, não tem corpo que acompanha!  Ainda acabamos comendo um X-tragédia no centro de SBS pra fazer hora e pegar estrada depois das 8 e evitar congestionamentos, o que se mostrou de certa forma muito proveitoso. 🙂

Agradeço a todos que estavam no pico e tiraram tantas fotos minhas que nem soube quais escolher pra por no post! Menos à Bia que tava no Canadá hehehe

Próximo feriado, 1º de Maio, Arcos?

Arrasando

Foto de divulgação da Edelrid

Essa cadeirinha é demais, é a melhor cadeirinha do universo! Ainda vou ter uma dessas!

Nos dois últimos finais de semana o Sanca Pression Team foi só alegria. No finde passado fiquei muito feliz por ter mandado um mito do cuscuzeiro. Uma via que desde que eu tinha começado a escalar, a tinha como uma coisa intangível. Uma via para poucos. Não, não mandei a Caixa de Pandora. Mas desde sempre ouvia todo mundo falar que só Fulano ou Ciclano tinham mandado a 97 bons motivos pela variante da direita do teto. Naquela época só de fazer a 97 já era uma coisa de outro planeta (idos de 2006). A 97 bons motivos é a via que fica à esquerda do Paredão, e segue por um diedro lindo, ao final do qual se paga uma pequena travessia para a esquerda por baixo de um tetinho, para então voltar pra direita. Uma via clássica do Cusco que não tenho visto o pessoal entrar nela ultimamente. Pois no finde passado pude repeti-la, tirar os moves da variante pra direita do teto e mandar! Surpreendentemente é uma variante muito mais legal que o final original pela esquerda, super estético de movimentos bonitos e aéreos. IN-CRÍ-VEL. Deve ser um 7b (a original é 7a) mas do jeito que o pessoal falava eu achava que devia ser no mínimo 1/8 um oitavo! No mesmo dia o Ives mandou a 97 original no segundo pega. Parabéns!

A única foto que eu tenho na 97 bons motivos, algumas semanas antes. Entre, é clássica!

Uma das poucas fotos que eu tenho na 97 bons motivos, algumas semanas antes. Entre, é clássica! (foto By GuiOliveira)

No dia seguinte fui pra Itaqueri com a Ju e o Shimoto, o qual mandou equipando pra aquecer um oitavo chamado “escorrega na mão que nem quiabo”. Via essa que pode ser feita em apnéia pois são 3 chapas e parada (o que de fato ele fez). Depois fui tentar a via nova do Rafa e do Kalango, ainda no primeiro setor. Via muito legal, por uns agarrões, variante da via do sino. Não pude mandá-la por conta da minha lesão na panturrilha direita, obra da “Estréia”, em Arcos, ainda no Carnaval. Mas como eu consegui pela primeira vez em anos isolar o crux da via do sino, animei em entrar nela com uns nuts do shimoto que ele deixa sempre na mochila e que ele nunca tinha usado na vida! Fiquei felizão!

Eu na Via do Sino.. Finalmente saiu, depois de mil anos!

Eu na Via do Sino.. Finalmente saiu, depois de mil anos!

Aí nesse último finde o pude fazer a Sunday+Sabath+Let´s go de uma enfiada só (deve dar uns 40m de via). Só que a intenção era equipar a Sabath pro Ives que está passando o rodo nos 7a´s e 7b´s locais, e ficar no platô da Let´s Go pra orientar a Simoni e o Marco na escalada da Let´sgo. Ela pode treinar a montagem da parada in loco, dar seg de cima pro segundo e depois armar o rapel. Enquanto isso o Ives matava a todos de orgulho mandando a sabath bloody sabath (extensão da Sunday Bloody Sunday) inclusive pulando costura. No fim do dia fui no meu inferno astral chamado Cactus Now. Ô como eu não gosto dessa via!!! É só espanco que eu tomo toda vez, ta loco. Eu sempre desço dela antes de chegar no final com a sensação de “PAROU! Já deixou de ser divertido faz tempo!”. Mas qto mais apanho, mais eu quero mais! (humm.. mulher de malandro! hahaha).

Pula essa fii!!!

Pula essa fii!!! (Ou: segurando uma cabeça imaginária kkkkk)

No dia seguinte repeti o fiasco entrando na Urubu de Kichute. Ô viazinha lazarenta também essa viu? Não tem refresco. Primeiro um dinâmico saindo de uma moeda de cinquenta centavos e de uma faquinha e praticamente sem pé nenhum. Depois aguenta os palitos de fósforo até o final. Que miséria de via! huahuahuahuahu Mas esse dia foi massa pq tava a galera de Sampa (mel, samara, Rê leite, Guilherme (outro Gui!). O Raul nem foi pra Itaqueri domingo pq pra variar deu “Logoff” na comemoração de sua cadena da Urubus Cadentes no Cusco sábado.

Raul logo após fazer o move de comer um cachorro na saída da Urubus Cadentes

Raul logo após fazer o move de comer um cachorro na saída da Urubus Cadentes

O Ives pra variar com a bolinha de fogo (lembra do NBA Stars do SNES?) mandou pela primeira vez, e aquecendo ainda, a “Onde a Cascavel Cochila mas não dorme”. Aí deu uns par de pegas na Balanga Beiço e saiu tbm! Ahh muleque! Esse aí ta forte candidato à “Atleta SCPT do Mês” hahaha. No fim do dia equipei a Quarto Elemento e na descida pus os costurões estratégicos na Urubu de Kichute pra Bia e pra Ju entrarem, e eu fiquei com coceirinha entrei também (pra dar o fiasco que eu narrei antes). Ah, nem foi fiasco, tudo é treino! hahaha Pelo menos fui até o final, ao contrário da Cactus que mentalmente é muito desgastante.

Ives demonstrando toda sua classe e categoria na Balanga Beiço

Ives demonstrando toda sua classe e categoria na Balanga Beiço

Enfim, o time todo representando muito bem nessas duas últimas semanas, ta todo mundo empolgado para que no feriado de Páscoa possamos estar em alta e mandar os projetos da viagem! Julia Mara vem na pegada desde janeiro treinando forte pra Bulls na Falésia dos olhos, kamon mano, estaremos lá pra dar a Vibe e tomar cerveja de graça depois!

Rê Leite e Samara em Itaqueri

Rê Leite e Samara em Itaqueri

E por hoje é só pessoal! Tem alguns vídeos que “se pá” coloco até o fds! Aliás, sábado dia 12/4 tem Ritual Xamânico, quem quiser participar (ou saber o que é) entre em contato!

Namastê!

Destination: ARCOS – MG

Todo mundo ansioso pelo post sobre a trip pra Arcos?! Eu mesmo morrendo de vontade de contar TUTOOO como foi mas… Estava trabalhando fervorosamente num croquizão bem bonito do 2° andar de lá onde abrimos 3 vias, além é claro de fazendo faxina e esperando o puto do Beto (1x) me passar as melhores fotos que tão tavam na camera dele.

Em Breve... aguardem!

Em Breve… aguardem!

A trip foi alucinante. Escalamos, conquistamos, furamos, nos divertimos horrores, fizemos uns rangos supermassa e amigos que são figurinhas impagáveis. Saímos de Sanca quarta a noite com o carro abarrotado de coisas: Equipo de climb, de camping, de furação (de conquista) e comida principalmente inclusive, que estavamos achando que era muito (Não foi). Chegamos em Arcos lá pra uma da matina, pegamos a chave com a Célinha no pulo do gato e fomos pro pico. Não se esqueçam: Na estrada de terra, Logo depois de se afastar do trilho do trem, primeira bifurcação à direita, depois todas à esquerda. Quando chegar na porteira é porque chegou. Descarregamos o carro e blz, lanchinho ludico e cama.

Setor da frente, cartão postal do pico

Setor da frente, cartão postal do pico

Primeiro dia de Climb fomos pro segundo andar, pois, apesar de a previsão mandar muito frio, estava calor e fomos no setor frio de sombra, deixando pra escalar no sol nos dias de frio que viriam (Não vieram). Escalamos um quintinho e um sextinho simultaneamente, primeiro contato do felipe com o Calcário, e logo o Beto (2x) entrou na Café, Cachaça e tabaco. Descendo já pirou numa linha do lado esquerdo que eu já tinha pirado na outra ocasião quando entrei nela. Só o segundo dia ia ser o de furation, massss…. ah…. já tava ali mesmo né? Desci a trilha toda até a casinha, peguei a metranca enquanto o Felipe escalava (as duas vias – a existente e a futura). Logo entrei, tirei os moves, eles idem e sugerimos os locais dos furos escalando e pensando na segurança de quem iria escalar depois (É ASSIM QUE SE CONQUISTA UMA VIA ESPORTIVA ou debaixo pra cima, com cliffs, estribos, etc.. buscando os melhores locais pras clipadas não rapelando e furando com uma tronca na boca sem nem saber se a linha de agarras chega no chão). Muito bem: Ratá-tá-tá… Fiz todos os furos e pus a parada,  e o Beto (3x) pos o restante dos bolts com as chapas. E mandamos os Firsts Ascents de noite mesmo. A via ficou com 26m, com 13 proteções + parada (portanto leve14 costuras). Estávamos na dúvida entre chamá-la de Muñequito de Barro(bonequinho de barro) , por causa de um ditado espanhol que diz: Café e Cigarro, Muñequito de Barro! (café, cigarro e tabaco é a via do lado). Mas acho que ia ficar piada interna demais mass… o nome acabou ficando mais piada interna que o muñequito de barro, porém tão comprido quanto a via: MONOGAMIA HETERONORMATIVA. Um 6sup/7a lindo de morrer. O nome é uma crítica ao modelo da sociedade moderna que atrapalha/impede  a prática do amor livre, que é a monogamia heteronormativa, pela qual todo mundo que quiser ser considerado normal deve ser monogâmico e heterossexual. Leia aqui o artigo sobre a Prática do Amor livre, pra entender o contexto.

Enfim, a noite fiz um rangão da hora, tomamos uns gorozinhos que tinhamos levado, mas o charuto cubano que eu tava guardando pra uma ocasião especial como a conquista de uma via em Arcos sumiu!! Ficamos achando que tinha sido o Gato na noite anterior, certeza! No segundo dia voltamos pro Segundo andar, e o Beto (4x) e o Felipe entraram em 2 viazinhas muito legais ali no “Portal” de chegada. Muito boas as vias (Ah vá?! Via em Arcos que não é legal? Hmmmm Não tem!). Enfim, dois sextinhos meio curtos para os padrões Arquenses (só 15 ou 20m) . E depois desses o Beto entrou numa super fenda gigante do lado oposto do valezinho ali, em frente à cafe, cachaça e tabaco. Tudo em móvel, crux é desviar da árvore. Enquanto isso eu fui tentar chegar na base de uma grande proa protuberante visível da trilha, pra direita, alucinante. Tinhamos visto essa linha na outra viagem e dessa vez consegui abrir uma trilha e chegar embaixo dela. Pensamos se tratar de uma linha futurista, mas acabou que, como tudo em arcos, é um teto com uns 4m de comprimento de 7b kkkkkkk Chegamos lá e deixei o beto (5x) começar (Ô caraaa) . O Setor é alucinante e por si só já dá pra abrir várias vias… A via começa em cima de uma espécie de Totem de pedra e pra chegar na base da via tem que dar uma soladinha num segundo grau até uma pedra, onde, estando-se em pé, alcança-se o teto. Cheio de agarras. PORQUE SENHOR?! PorQUE?! Porque não temos tetos com agarras aqui no arenito senhor?! Pus a primeira chapa do chão, bem alta, para podermos utiliza-la como proteção caso ele caísse antes de furar a segunda, e sair rolando. Depois de 3 proteções virou o teto e tocou em móvel laçando bicos de pedra até o final da parede. Furou a parada, deixou uma corda fixa e marcou onde poderiam ser os outros furos. Como uma das 3 baterias (a que teoricamente aguenta mais carga) morreu no dia anterior, só deu pra fazer 5 furos, uma vez que os 2 primeiros fizemos de 12cm de profundidade por segurança. A noite o Felipe fez a comida. Achamos o charuto, matamos o segundo e último fardinho de breja e finalmente pudemos acender o cubano, que afinal não tinha sido o gato que tinha pego.

Eu, Beto e Felipe fazendo a janta

Eu, Beto e Felipe fazendo a janta

No dia seguinte fomos escalar um pouco no setor da frente, e pensei em ir terminar a via com bateras novinhas depois do almoço, quando o sol estivesse mais ameno. Entramos na Leão de Judá, um 7b que eu diria que é a “Lamúrias de um viciado” de Arcos (a lamúrias é o carimbo no passaporte de quem vai pra Serra do Cipó). E o Beto (6x) quis porque quis entrar na “Michael Jordan”, uma via que pra quem é anão, vulgo Short-leg (Aí Bianca, vai adorar) é bem mais dura. Eu não tava na pegada de apertar por causa da lesão, mas como era um bote dinâmico de um agarrão invertido para um buraco igual uma cesta de basquete muito alto, resolvi tentar “pelo folclore”. O Beto (7x) apertou um reglete lixo intermediário e isolou. O felipe entrou mas seu ombrinho não o deixou ir mto longe. Eu desencanei do reglete e já na segunda tentativa consegui isolar o bote. IN-SA-NO. O resto da via é muito legal, vai por uns patacos, única coisa é costurar a segunda que ainda tem um lancinho fortinho, e eu achei até um descanso sem mãos com entalamento de joelho da segunda pra terceira. Mais do que depressa Beto (8x) e eu já entramos e mandamos cadena. Ahul!

O Beto (9x) ainda levou o Felipe pra fazer a famigerada “Extraordinária” 7b (pra variar) e enquanto isso eu, que já tinha feito ela, fui lá terminar a via. Chegando lá, subi pela corda fixa ate a 4° proteção mas comecei a ser rodeado por umas abelhas européias que logo descobri estavam a uns 10m pra esquerda. Fiquei imóvel uns 20 mins mas sempre que voltava pra via (sem barulho de furadeira) elas voltavam, então resolvi voltar mais tarde. Enquanto esperava a poeira abelha baixar fui fazer um social com uma galera muito gente boa que tava ali na “salinha” do segundo andar. Eles já tinham entrado na Monogamia Heteronormativa e elogiaram bastante (valeu rapeize!). Quando a noite estava por cair, voltei pro tetão, subi e finalmente consegui terminar a via. Como foram poucos furos, ainda restava praticamente uma batera inteira, bati a parada de outra via, à esquerda. Nessas alturas o Beto e o Felipe já estavam ali e, com a parada pronta, armei um top e o Beto (10x) subiu a noite de tenis marcando onde seriam as chapas e aproveitou e já furou. Ficou faltando só a primeira, mas nem faz muita falta, da pra escalar sem, talvez na próxima trip coloquemo-na. E Já é! O nome do grande teto ficou “O Universo em desencanto”, nome que já saímos de São Carlos com ele na cabeça, por que estávamos ouvindo muito o cd do Tim Maia Racional (Na verdade ficamos a trip inteira com as musicas na cabeça). E guardamos ele pra esse teto. Já a via da esquerda ficou “Na caralha da noite”, em partes por ter sido aberta a noite, em partes pela zueira com a quase homônima via no cipó e em partes porque a palavra “Caralha” era utilizada para se referir a tudo pelo Felipe, praticamente um sinônimo de “coisa”. Tiramos as duas primeiras chapas da Universo em Desencanto pras pessoas não entrarem enquanto as abelhas estiverem ali perto pois está perigoso (e Na caralha da noite nem tem a primeira entao sussa!). O Peixe falou que vai com a galera lá essa semana tirar as abelhas, e deixei as chapas com o Vitor do Camping. Quem quiser mandar os FA’s é só ir lá tirar as abelhas e por as duas chapas (colocáveis do chão a primeira, e a segunda pendurado da primeira). Enquanto furávamos, tava rolando maior lual no camping, que esse dia tava cheio de gente, com a Célinha e o Vitor tendo preparado uma mega fogueira. Do alto da via ouvíamos (e viamos) a galera em volta da fogueira gritando pra gente descer e ir lá com eles. Fomos quando os trabalhos estavam terminados, e quase esquecemos de jantar! Um whiskão JB e o outro charuto cubano (e não é um eufemismo pra cigarro de outra coisa!) na beira da fogueira, papo bom com os mineiros e ninguém queria mais nada!! Tonhão, figuraça, Vitor de Arcos, pessoal de Berlândia e toda a rapeize que não vou lembrar o nome agora, foi mto da hora! Lá pelas tantas eu lembrei do rango (claro, ele é gordo, ele gosta de comeeer!) , e quando vi tinha sobrado comida pra caralho da galera, que NÃO iam mais comer e iam embora no dia seguinte. Pois joguei um pozinho de pirlimpimpim, duas baratas, pernas de rã e 3 cabelos do saco do feijão mais o frango e arroz que tinha já feito a mais no primeiro dia para esse dia e Voilá! Estava pronto o rango mais gostoso do universo! E quase os putos esquecem de jantar, quanta loucura.

Mas whisky bom não dá ressaca, e no dia seguinte estavamos lá, firmes e fortes pro ultimo dia de climb. Fomos conhecer o novo setor entre o setor da onça e o da frente, o “Vale das Sombras”. Se as vias que abrimos não tivessem ficado tão legais teria batido um leve arrependimentinho, pois o setor é muito insano, e com muita sombra! Ficamos mil anos namorando um grande teto ali logo na entrada que inexplicavelmente ainda não tinha sido conquistado. Entramos numa via que é dentro de um BURACO. É isso mesmo, vc sobe uma via em 3D. Tem que usar 360° de apoios como se estivesse escalando aquelas chaminés antigas de fábrica, um túnel na vertical, de 2,5m de diâmetro por 25 de altura. E na sequência entramos num 6sup à direita da primeira, que a Nati (que é praticamente local do pico) deixara equipada pra gente. Saindo de lá, estávamos curiosos pra saber o que era o barulho de furadeira que ouvíamos, e quando chegamos na entrada do setor, o grande Teto tinha acabado de ser conquistado debaixo pelo conquistador local, Peixe. Santa eficiência hein Batman?

Tinhamos que pegar a estrada e pra agilizar, do moídos que estávamos (com uma puta ressaca) de 4 dias intensos , entramos num quintinho do lado esquerdo da Michael Jordan. no setor da Frente. Nem preciso dizer que a via é muito boa né? E depois dessa já fomos pro carro, arrumamos tudo, nos despedimos da galera e pé na estrada! Ah! Conhecemos o Sérgio, o cara que está produzindo os “P-Bolts” que é tipo um chumbador CBA com anilha na ponta, tal qual já vinhamos utilizando em algumas paradas, porém, melhorado. Digamos que é uma chapeleta com formato de pino P. E finalmente, tocamos direto pra São Carlos. O Beto dirigiu 5hrs seguidas direto pro recanto empório, onde a moça já nos viu e trouxe o Litrão e os Baurús de contra.

O lado ruim da viagem veio segunda feira: Ressaca ou depressão pós-Arcos. Poxa, em arcos a vida é linda, a escalada é magnífica. Todas as vias são num calcário perfeito, cheio de negativos de agarrão de 30m <hmpff….>. Mas é isso aí: Bolting Trip pra Arcos: Animal! Só tenho uma coisa a dizer:

So Pyched! Life is good!!

Como foi o 14° Encontro de Escalada Londrina?

Pra resumir: Foi Sensacional.

14° Encontro de Escalada de Londrina

14° Encontro de Escalada de Londrina

Mas também eu sou poliana né? Hehehe O Encontro foi muito massa, deu pra conhecer gente nova, fazer amigos, e alguns deles inclusive saíram com sorriso de orelha a orelha com seus brinquedos novos. A Quero Escalar  apoiou o evento, e mais uma vez, um evento apoiado por ela foi um sucesso, a exemplo do campeonato caipira do ano passado. Ponto alto para o evento o rango de sábado a noite. Se eu fosse uma abelha não ia nem conseguir ferroar ninguém de tanto que eu comi. Tava bom demais: comida caseira, mandioca frita, franguinho, polentinha… ai meu deus. Mas vamos ao que interessa! haha

Depois de milhões de reais gastos com pedágio, chegamos na Olívia em Maringá quase 2 da manhã de sexta (pra sábado). Um strogonoff nos esperava e após saciados partimos pro sono. No dia seguinte acordei 6:30 e tomei o último banho do finde. Batemos aquele café da manhã “ishperrrto” tranquilamente e logo fomos pro encontro. Chegando lá socialização já no estacionamento, galera já veio loca nos equipos e após breve negociação sairam algumas comprinhas. Estou no ramo certo pq quando eu vejo a galera sorrindo com equipo novo nas mãos eu fico tão feliz como se fosse eu! 😀 Bem, e aí já tocamos pro pico. Perauzinho, o setor mais esportivinho. Muitas vias mistas que ninguém estava entrando, e outras chapeletadas com fila, mas normal, muita gente no encontro, era de se esperar. Equipei um quintinho pra aclimatar, e logo tentamos um sextinho do lado. Achei um pouco forte para o grau, ainda mais com a primeira chapa praticamente depois do crux, bem alta. Ali a galera sai sempre com a primeira passada (clipstickada), o que eu sou um pouco contra. Prefiro que a via fique bem protegida para ser equipada por quem está malhando o grau da via, especialmente à vista, o que incentiva mais os novos escaladores a entrar guiando. Mas não vou discutir isso pois creio que neste quesito não exista certo e errado, apenas estilo de conquista.

Deixei o Shimoto com a Olivia na fila de um 6°sup clássico do pico, a “Ocerco”, e fui na Highline. Perguntei se tinha alguém na fila e todo mundo me olhou com aquela cara de alívio sabendo que não teria que ser o próximo hehehehe O Réges foi primeiro, e logo me ajudou na minha vez. Ai meu caralhoooO!!! Que medinho que dá. É tipo se jogar com a costura pra baixo do pé, estando em dois agarrões: Você não quer cair hehehe. Mas aí saí do chão né? Tinha uns 15 ou 20m de comprimento sobre um vão de 30m de altura. Até que fui bem longe, modo autista ativado… caí praticamente na metade! Mas o bagulho cansa muito pra voltar. Pra voltar, pra arrumar. Cada vez que você vai voltar tem que pagar uma barra, puxar um abdominal com as pernas pra cima da cabeça, nossa senhora. Sei que depois da segunda tentativa, na qual arrumei os esparadrapos da fita, fiquei MO-Í-DO. foram tipo umas 15 barras seguidas de puxada de abdomen pra cima da cabeça. A mão nem fechava direito hehehe

Modo Autista [ON]

Eu andando na Highline

Depois disso fui almoçar e já devia ser umas 5 da tarde. A galera já tava dispersando, a sombra tinha tomado o pico. Aproveitei o tomelirrolímetro em alta e entrei equipando a via que o shimoto tinha ficado pra malhar com a Olivia (a Ocerco). A Olivia ta fortona mandando 7a à vista no cipó e ali no Perau com poucos pegas! Não sei se é porque eu estou praticamente ha 6 meses sem escalar (lesiona, para, volta, lesiona outra coisa, para, volta, lesiona de novo…) ou se era por causa das mil barras na HighLine, mas a mão abriu antes de chegar na base. O shimoto já tinha entrado mas não tinha mandado, mas resolveu entrar de novo pra cadena. NÃOOO CONSEGUIUUUU também hehehe Entrei de novo e chegando na base rolou a falência múltipla dos bracitos. Genial. O shimoto entrou de novo, e, apesar de não ter mandado, não ficou de shimotation e terminou a via na dignidade. E chega! Descemos e vazamos. A noite teve palestra da Flora sobre suas aventuras com o Chiquinho e o Tomi na Patagônia. Ela é a “dona” da Marca “Flora” que faz excelentes roupas femininas para escalada, e o Tomi excelentes roupas masculinas de montanha, sob a marca Quatro ventos. (e o Chiquinho da Alto Estilo), todos no pé do Anhangava e 4 Barras, Paraná. A janta como eu já disse estava sensacional e não durei muito acordado. O Shimoto já queimou a largada cedinho e eu ainda fiquei fazendo um social mas logo menos eu também fui.

No dia seguinte mesmo esquema: desmontar barraca, café da manhã tranquilamente, chegamos no pico quase meio dia. Fomos direto pra uma das clássicas do pico, a “De repente Califórnia”. Que saco ficar com aquela música “Garota eu vou pra califóoooorniaaa… viver a vida de cinemaaa” e só, pq depois fica repetindo o refrão pq ninguém lembra o resto.

A via é daquele jeito: Crux na saída, primeira chapa depois, na casa do chapéu. Protegi com um Tricam (seu lindo!) azul e fui tirando os moves. Estava me sentindo pesado e sem ritmo e o mega esticão da segunda pra terceira eu coloquei o Tricam laranja (que depois eu troquei por uma fita laçando o buraco). Daí não cai mais até a base. Via linda, sensacional.  O Shimoto entrou, caiu no primeiro Tricam, voltou, e conseguiu isolar a saída, foi até o final, e desceu. Entrei de novo e mandei na tora (Saudades do tempo que tava mandando 7b a vista, 8a com 2 pegas :/ ) mas mandei! O Shimoto entrou bem, e, sem Shimotar, caiu indo pra terceira, mas com dignidade. Voltou e terminou a via.

Shimoto costurando o tricam na saída da Eternamente California

Shimoto costurando o tricam na saída da Eternamente California

Almoçamos e fomos em busca de um quintinho. Só que havia poucos, e os poucos que tinha eram mistos ou em móvel. E os que eram em móvel tinham grandes esticões de parede lisa onde não parecia protegível, enfim, um pouco controverso. O bom é que a vibe da galera era ótimo e não foi difícil achar uma via. Com o dedo coçando pra entrar numa viazinha em móvel, entrei num 6° chamado “Milhão de peças”. Muito boa a via! Colocações perfeitas e agarras ao longo da lateral da fenda, e a costurada da base com direito a entalamento de joelho: maravilha! Ao nosso lado o pessoal ainda tomou umas picadas de abelha e foi mó trampo pra eles limparem a via. O Shimoto não quis entrar na via em móvel (começou a shimotação) e pediu pra eu equipar um 7a pra ele, cuja primeira chapa era tipo a uns 4,5m de altura, e mesmo tendo clipsticado, não consegui isolar nenhum move até a chapa. Ou eu to muito tanga ou era uma via nova, já que não tinha quase nada de magnésio. Acabei desecalando pela árvore, arrumamos as coisas e fomos embora pois iria começar o sorteio de brindes (OFERECIMENTO QUERO ESCALAR) no posto da Bica, logo na entrada da estrada de terra para o Perau.

E foi isso! Na volta pegamos um caminho alternativo pra pagar menos pedágio. 1,5h  a mais, e R$30 a menos pagos de pedágio. Bom, não fosse a pescaria entre eu e o shimoto no carro. Fomos falando muita merda pra variar. Os assuntos mais comentados na viagem foram shimotices e xoxotices, esta última que acorda qualquer um, principalmente embriagado de sono no caminho de volta!

O Evento foi muito legal, ótimo conhecer um pico novo, vias novas e voltar a escalar em grande estilo (sim, foi minha primeira escalada de verdade em meses). Tá Naná, com excessão da vez que escalamos no Rio, mas nessa ocasião não usei as mãos quase né?! hehehe

Eu praticamente na metade, momentos antes de sair voando

Eu praticamente na metade, momentos antes de sair voando

 

Ah! E pra variar, uma montagem com a nova expressão do São Carlos Pression Team que surgiu na viagem:

Shimoto nós te amamos viu?! hahaha

Shimoto nós te amamos viu?! hahaha

Quando vc fica de shimotation With me, cara? É quando vc desescala o crux inteiro em vez de pegar no próximo agarrão e costurar, ou faz uma via de agarrões pelos regletes hehehe ou ainda…. Náhh…. deixa pra lá! 🙂

Falou!

Falou!

 

 

Campeonato Caipira 2013 – Etapa Campinas

A torcida vibra a cada pé na mão!

A torcida vibra a cada pé na mão!

E continuando a série de posts sobre atitude positiva: O que foi esse campeonato caipira etapa campinas?! Quem não foi perdeu uma grande festa que começou sábado de manhã e só foi acabar no domingo a tarde. A escalada no Brasil pode estar no começo, ter suas falhas (Como poucos picos de escalada para – agora sim já ta até dando pra dizer – muita gente, ou gente que começa a escalar e bate no peito com orgulho dizendo que nunca fez um curso de escalada), mas sem dúvida nenhuma podemos dizer a escalada Brasileira tem PERSONALIDADE. E foi isso que a gente viu, o grande reflexo da comunidade escaladora brasileira no sábado em Campinas, lá no muro do GEEU. Todo mundo trocando idéia de boa. É como se você chegasse num lugar, não conhecesse ninguém, mas só porque todo mundo escala, já viram BFF melhores amigos! Muita animação, risada e escalada rolou sob o pano de fundo de uma competição que movimentou a comunidade escaladora interiorana, no que hoje é O MAIOR CAMPEONATO DE ESCALADA do estado de São Paulo (O que não é muito difícil quando se é o único, diga-se). Não vi os números oficiais, aliás, GEEUenses, aguardo número para divulgar aqui, de inscritos e colocações! Nas minhas contas tinha quase 40 participantes, tipo a Etapa em Sanca em novembro passado!

O São Carlos Pression Team foi bem representado pelas categorias de base e pelos fanfarrões do Master, que foram só pelo rolê e pra fazer social. Ta, ok, eu fui pra fazer social e dar rolê, pois o Beto e o Gui Quase que ganham a parada, não fossem as estrelas nacionais competindo de igual pra igual! As meninas também não fizeram feio, e eis que a caravana era composta por:

Thierry – O menino lobo que só come frutas e está conquistando o coração de todo mundo com seu bom humor e carisma, e acabou ficando em primeiro no iniciante, com 2 meses de escalada (sim, ele escalou pela primeira vez em 6 de abril deste mesmo ano).

Breno – Outro que vem se esforçando bastante e não decepcionou o time (ao contrário deste que vos fala) em sua categoria!

Mari – A menina criada com a avó no Apartamento mandou muito bem, matou a gente de orgulho e mostrou que a classe dos Nerds também tem vez na escalada (na verdade Mari, nós somos a maioria! 😉 ), tendo garantido um lugar no pódio com o terceiro lugar! E agora Mari? Próxima etapa vai ter que ir guiando hein? ;P

Bia – A Bia decidiu de última hora dar um balão na aula de sábado e partir com o time representar no campeonato!

Bia na Segunda via...

Bia na Segunda via…

Isa – A atual primeira dama do CUME também competiu na categoria feminino Não-iniciante (é que só tinha duas, iniciante e intermediário, mas eu chamaria de Master!)

Guilherme – O Mr. Escalada a vista fez bonito com sua escalada técnica cheio de graça e tirou vários aplausos da torcida (principalmente das meninas Cheerleaders do SCPT da Bia)

Beto – Betão saiu mostrando técnica e força misturadas numa fórmula que por pouco não garantiu lugar no pódio do Master! Foi mais uma vítima da agarra “Duna”, grande vilã que derrubou praticamente todos os finalistas já na saída da via da final… :/

Genjão – Até seria um fiasco se houvesse a remota possibilidade de um desempenho. A real é que teria sido mais feio não competir do que cair na primeira agarra da primeira via! O importante é estar dando risada com a galera dos próprios erros e tomar tudo como aprendizado! Mesmo voltando da lesão número 28, eu que nem ia competir, acabei de última hora contagiado por toda aquela vibe empolgante da galera.  Deixei as minhas expectativas nulas de lado e resolvi sentir o friozinho na barriga de escalar com a platéia, e, apesar de nem ter saído do chão por causa de uma bobagem qualquer – que garantiu comentários de quem assistia se eu não estaria equivocado competindo na categoria errada)- acabei escalando um pouco mais na segunda via do master, e, com um gritinho no melhor estilo Chris Sharma vergonha-alheia isso sim, encerrei minha participação nesta etapa do campeonato.

E também destaque para as Cheerleaders Marta e Marina(ã0)que foram só para assistir, torcer e jogar cascas de banana e tomates nos concorrentes, e passar maionese nas agarras aquela vibe esperta. Certeza que foram para tietar as sub-celebridades do Climb Brasileiro isso sim!

De noite ainda rolou baladinha, tava muito massa mas estavamos muito cansados e logo nos evadimos do local, ainda que a contragosto, pois já não estavamos aguentando ficar acordados: nos despertamos aquele dia as 6 da manhã, ficamos no sol, competimos e fizemos social o dia inteiro. Ficamos na casa do Lukinha, que mostrou uma puta hospitalidade ímpar, típica do Brasileiro, valeu mano! Mi casa su casa! Aliás, essa coisa de união de toda a galera é um pouco raro la fora (mas parece que eles estão aprendendo com a gente), parece que é mais coisa de brasileiro e é por isso que os gringos gostam tanto de vir pro Brasil escalar! O melhor de subir as preda tudo aqui no Brasil, é a galera embaixo!? Será exagero? Bem, não seria a primeira vez, mas também não é lá muito inverdade. Na verdade acho que é a soma dos dois fatores! Tipo quando a Bianca fala no Blog dela que muitas de suas cadenas se devem em parte por conta da vibe d@s amig@s, acho que tem muito disso na escalada! E no domingo ainda rolou um Climb na pedreira, foi bem massa, tava toda a galera que sempre encontramos no cuscuzeiro e Itaqueri, pessoal de Rio Claro, Hortolândia, Piracicaba e claro, Campinas. Deu pra socializar, nos passaram os betas das vias, foi apoteótico!

A Equipe Quero Escalar na concentração do Campeonato Caipira!

A Equipe Quero Escalar na concentração do Campeonato Caipira!

O que importa é a Vibe positiva que rola sempre nesses encontros, que a galera da escalada emana e que é muito legal, praticamente uma seleção natural: Quem não tem a vibe nem começa a escalar pq não ta na sintonia…. Portanto se vc tem a vibe boa, vem pro Climb vc também! 🙂

E é isso aí galera, daqui a pouco o vídeo que eu fiz com as celebridades durante o evento!