Cuscuzeiro: +1 de Healing! (1 Up!)

Dia de Apertar o Cabo da Enxada!

Na última quarta feira foi um dia que será lembrado por muitos anos. Cada vez que algum escalador subir a trilha do cuscuzeiro, lembrará deste primeiro de maio. Cada degrau pisado, cada plaquinha lida o remeterá a um dia que fez juz ao nome: “Dia do Trabalho”. Foi um dia de muito trabalho. Após a convocação em massa dos escaladores da região pra fazer manutenção num dos morros mais visitados do interior paulista (se não “o mais”), tivemos a massiva presença da comunidade escaladora. Foram 11 pessoas (das quais mais da metade nem escala ou começou a escalar esse ano) pra arrumar a trilha para centenas de outros poderem usufruir no longo prazo. E antes que alguém aponte o dedo dizendo de quem é a responsabilidade de manter as trilhas arrumadas, já adianto: Cachorro de muito dono morre de fome. O morro estava carente, as trilhas indo de mau a pior, e foi muito prazeiroso passar o dia ajeitando degraus, deixando cada trecho da trilha do jeito que gostaríamos, uma vez que a entropia da trilha só vinha aumentando, como era de se esperar. Foi um trabalho muito coordenado: Os meninos faziam força carregando blocos de até uma tonelada no braço para os degraus, e as meninas com as pazinhas N°2 fazendo o ajuste fino dos detalhes dos degraus, completando com terra e firmando estaquinhas. Foram comidos dois sacos de 10kg de laranja e cinco pencas de banana. Várias plaquinhas colocadas e muita risada, lógico.

As meninas do trabalho de formiguinha!

As meninas do trabalho de formiguinha! (não, eu Não né, só elas! Eu no trabalho de rinoceronte)

Começamos debaixo pra cima: logo no começo da trilha já fizemos alguns degraus, desvios para a água se dissipar e colocamos algumas plaquinhas. E fomos subindo em direção à Sunday pela face Norte. Tinha lugar que era fácil, outros extenuante. Tinha lugar que as estaquinhas não fincavam e tivemos que ser criativos. Em outros elas entraram que foi uma beleza. Principalmente as estacas élficas que eu levei de casa produzidas em Valfenda por Elrond, com +2 de penetrabilidade e +2 de agilidade. Improvisamos algumas na hora também, e no final das contas deu certinho! No trecho de sol sabíamos que seria o crux: a parte com pedras expostas é uma das mais degradadas, mas o Timing foi perfeito pois quando chegamos nela o sol já estava mais baixo e não torramos como imagináramos. E fizemos o melhor que podíamos, tiramos o mato onde tava precisando, pusemos degraus de pedra nas partes íngremes, pusemos toquinhos para conter a terra nas partes mais arenosas e muitas placas indicando por onde NÃO se deve passar. No fim das contas ainda ficaram alguns trechos que podiam ser melhorados, lógico, mas o contingente humano disponível nào foi suficiente para dar conta do morro todo, apesar de termos todos trabalhado com overclock em quase 200% o dia todo. É interessante reparar o quanto os escaladores estão preocupados de verdade com a questão ambiental antes que seus umbigos, e não se importaram de deixar de ir repetir as vias que eles já fizeram mais de 100x no mesmo pico de escalada só pra ir cuidar de uma trilha com claros sinais de desgaste (Aviso de ironia). E foi muito bom ver que de última hora apareceram alguns ANJOS pra nos ajudar com sua mão de obra imprescindível e energia contagiante, já que sem a ajuda deles e seus sacos de laranja e pencas de banana, nem metade do trabalho teria sido concluído. Valeu galera, vocês são demais!

Com o montante de gente que deveria ter aparecido, esperávamos acabar os trabalhos por volta de uma ou duas da tarde, e logo escalar, mas com o que apareceu fizemos um milagre e fomos terminar às 5 e meia da tarde. E aí vc pensa que o povo tava cansado de dar duro e pegar no pesado 😉 o dia inteiro? Nada! Ainda rolou Ânimo pra descer a trilha pela enésima vez naquele dia, pegar as mochilas com equipos e subir a trilha de noooovo para fazer um NightClimb. Prêmio mais que merecido para a maioria que estava indo pra rocha pela primeira vez e até mesmo ESCALANDO pela primeira vez! Todo mundo muito animado, nem parecia que era de noite tamanha era a vibe da galera! Até eu que não gosto de escalar a noite (porque vocês sabem né, eu sou um cara muito visual kkkk) equipei a fimose pra galera 🙂

Cabe destacar o Águia, novo operador turístico no cuscuzeiro que se mostrou super prestativo e, com meia dúzia de degraus feitos por ele, também já fez mais pelo morro que seus concorrentes fizeram EVER! E ainda se prontificou a dar uma ajeitada na trilha sul, que é a mais frequentada pelas agências de rapel que acessam a carteirinha através da face sul. Nos doou vários toquinhos para as contenções e está animado a manter o diálogo com os escaladores para fazer as alterações necessárias nas trilhas. Força cara, fazendo tudo certinho e com diálogo você irá longe!

E aqui os agradecimentos finais aos anjos que nos ajudaram o cuscuzeiro! Valeu a vibe Felipe, Mari, Dionísio, Marinaão, Thierry, Pedro, Marcinho, Larissa e Rafael. E claro o parcerão Beto! É nóis Galera, valeu!!

Ah, e foi mal não ter mais fotos, mas o trampo foi hard mesmo, foi dar tempo de almoçar 5:30 da tarde pra vc’s verem!