Vídeos e a Polêmica da Nina e da Sasha

Os mano trad pira nas fenda chapeletada...

Os mano trad pira nas fenda chapeletada…

O post de hoje vai compensar a ausência com vídeos de encher os olhos. Qualidade gráfica, roteiracional e com direito a polemica!

Começando com esse vídeo em “Câmera Lentcha” de uma das etapas da copa do mundo de boulder, awesome!

O segundo é um spoiler pra quem quer mandar a vista a primeira via de 10c do mundo, Punks in the Gym. O cara vai narrando tin-tin por tin-tin todos os passos e “muves” da via.

Agora a polêmica Nina Caprez, que mandou um email pra Sasha sugerindo que não escalasse uma via de big wall (uma das mais foda do mundo) pois Nina e seu mino (Cedric Lachat) tinham planos de escala-la e iria ter conflito de interesses (e muita gente na parede ao mesmo tempo, o que poderia comprometer a segurança dela e da equipe). A comunidade e a mídia sensacionalista já caiu matando, mas entre as duas o que se notou foi um respeito e uma lógica de: É, se vai ta ocupado pq ela vai chegar primeiro mesmo, então eu vou em busca de outra via. Ponto pra duas, menos pra galera que fica jogando gasolina pra ver se vira treta e pega fogo hahaha. Leia aqui a entrevista da Nina em espanhol para a Desnivel, explicando que não foi nada disso que estão falando por aí de “treta”. Enfim, o vídeo nem tem nada a ver com a treta e sim do primeiro 11b (8c+) da Nina. Via linda, video bonito, com direito a 9a do Mino dela, o careca Cedric.

E quem passou pelas terras brazucas e nem deu um salve pros trutas foi a Mayan Smith Gobath, que por acaso encadenou aquela Punks in the Gym ali em cima, em 2012. Entrou, não falou nada, ninguém ficou sabendo e nem de mim se despediu. Nem arrancou chapas de vias alheias, nem criou polêmica, nem abriu via onde não podia. Deve ter lido esse post sobre “dicas para gringos virem escalar no Brasil” heheheh. No vídeo parece que rolou um certo pânico com os esticões nas croquinhas de nono grau da via Place of Happiness na Pedra Riscada, não conseguiram repeti-la em apenas um dia como era a intenção e no final nem acharam o fim da via pq não existia chapa pra guia-los no final dos rampões até o cume (mostrando que os superatletas patrocinados são gente também). Enfim, bom vídeo:

No final mas não por último, um vídeo da simpaticíssima Ana Stohr escalando uma via clássica que ficou muito famosa nos anos 80 (e aqui nos 90 quando chegaram as fotos) pelo movimento torcido em que se paga o crux. Movimento esse que inspirou e resolveu o final da uma via na lapinha, a Realidade da coisa, se não me engano, no setor da Savassinha.

E pra finalizar, um vídeo de um grande escalador Trad, mandando uma via com móveis colocados. Até aí tudo bem, mas aí um espertalhão veio “questionar” a autenticidade da cadena pq ele estava escalando com as peças postas, e isso “não vale” (hmpf… Juêi…). Aí ele responde (nos comentários do vídeo, confira) algo tipo: Fi, tava dando um relax com os trutas, aquele dia tinha uns manos que tambem queriam entrar na via mas não tavam muito confiantes nas colocação de proteções nesse grau, e mesmo que estivessem ia demorar muito ficar colocando e tirando toda hora, por isso deixei memo, e foi melhor pra todo mundo aquele dia no pico: todo mundo escalou, se divertiu e deu tempo de todo mundo escalar. Aí a discussão acaba tipo: Cri.. Cri… Cri…. Cri…. 🙂 (mas que não vale não vale kkkkkk) 

E por hoje é só! Ainda essa semana vou tentar fazer o post de Arcos, me mandem suas fotos!!

 

Escalada de ano novo

Primeiro post, primeira foto do ano!

Primeiro post, primeira foto do ano!

Escalada de ano novo esse ano é no Cipó! O Genja está lá, mas ele deixou o Gerador de posts automaticos do WordPress trabalhar por ele… Esse post seria digamos, um psicopost ou um alter-ego…. Enfim… tudo preparado, e claro, ele deixou um presente de reis magos pra galera! São alguns vídeos que estavam aqui na meia e agora aproveito e compartilho com todos, aproveitando esse espírito “compartilhamental” de fim de ano.

O primeiro é da Sterling. Curto, belas imagens e belos vôos. Os mais chegados tão ligados que eu estou na empreita de aprender a voar e se desapegar do contato físico com a rocha e aprender a fazer melodia com o som do vento a medida que eu tomo grandes voadas numa via. Esse vídeo motiva e empolga! Você tem medo de tomar umas voadas? Let it go…

Ano passado no Roctrip encontramos, pedimos autógrafo, tietamos a Mayan Smith-Gobath. Ela é uma escaladora foda, do time Petzl, e se até então vc não a conhecia, ela foi a primeira mulher a mandar, ano passado, a primeira repetição feminina da via Punks in the Gym, na Austrália. Essa via foi o primeiro 10c do mundo aberto e escalado pelo Wolfgang Gullich em 85!! Tinha que ver a cara dela quando o Beto a cumprimentou pela cadena da via: Uma mistura de vergonha, humildade e orgulho… legal! 🙂

A monique forestier é uma das melhores escaladoras e destemidas do mundo, e acho que deve ter um pacto com o Simon Carter, melhor fotógrafo do mundo e também australiano. As fotos e vídeos dele são coisa de outro planeta, e somando ele com a Monique que é foda pra caralho, num dos picos mais fodas e belos do mundo, Verdon, na França, é receita de sucesso, boca aberta e mão suada.

Já esse é da Ashima, a prima mais nova da Fabi. Desta vez ela está de volta mandando boulders que um número de mulheres que da pra contar nos dedos da mão mandaram, só que ela está fazendo isso com menos de 10 anos de idade. Impressionante!

E para finalizar, eu pretendia fazer um post-homenagem ao Grande ídolo, junto com o Gullich, Patrick Edlinger, que morreu ano passado por problemas relacionados ao alcool. Praticamente o idealizador das competições de escalada modernas, foi o pioneiro e principal responsável pela realização dos primeiros ARCO ROCKMASTER na cidade italiana de Arco. Foi ele quem sugeriu que não se fizesse mais competições ao ar livre mas numa estrutura montada. Todo mundo riu da cara dele, e hoje as competições são o que são. Ele também que equipou falésias mundialmente famosas como CEÜSE na frança. Destaque para seu depoimento sobre a distância entre as chapeletas nas vias dele:

“…As vias tem poucas chapeletas, não porque somos tradicionais, somos contra as chapeletas, nem somos praticantes do mínimo impacto ou minimalistas. Naquela época nós moravamos no carro e não tinhamos dinheiro pra comprar chapeletas. Então com o que a gente conseguia a gente tentava equilibrar pra poder abrir o maior número de vias possível. Se tivessemos mais chapas, com certeza colocaríamos mais chapeletas nas vias…” O que é um tapa na cara de algumas pessoas que ficam defendendo vias mal protegidas (veja, eu Não disse esticada, disse mal-protegida, é diferente) alegando que na frança é assim porque eles são isso ou aquilo.

E por hoje é só pessoal! Espero que estejam aproveitando os primeiros dias do ano… Que o Genja ta lá no cipó escalando horrores e dando risadas mil! rsrs

Feliz  Janeiro Sasha!

Feliz Janeiro Sasha!