Cipó de Reveion (muitas fotos)

Bia e os contrastes das rochas do Cipó

Bia e os contrastes das rochas do Cipó

Fomos para o Cipó, ficamos 15 dias. Escalamos horrores e tive a oportunidade de escalar muitas vias a vista em setores novos e repetir algumas clássicas. Cheguei a mandar um 7c/8a no segundo pega (Por entre as pernas da perseguida) mas infelizmente não pude mandar todos os projetos que tinha. Tivemos a oportunidade de conhecer todos os setores novos e linkar por dentro o G3 ao G2 ao G1, coisa linda. O PCC é o canal pra dia de muito calor. O Blair pra qualquer dia, e o papagaio é irado! E o setor Janela então?! Puts, pirei!

Eu não pude entrar em tudo que eu gostaria pois no comecinho de dezembro senti um incômodo no ombro, que na segunda metade da trip voltou a incomodar. Eu nunca tinha sentido nada no ombro, mas agora como o elo mais fraco que eram os dedos foram fortalecidos, deve ter aparecido outro elo fraco :/ Foi num move besta e fácil no final da Especialidade da casa indo de um agarrão para outro agarrão q senti o Crec no ombro. <<Burroooooo>>. Aí que que o infeliz aqui faz? Mesmo com o alerta no ombro, depois de 2 dias, entra na Heróis equipando. Very clever! Quando cheguei no chão tiveram que tirar o nó pra mim e fui medicado com 1 dorflex e 2 cataflans pq não aguentava de dor no ombro/braço esquerdo. Ó dó…. Aí até o fim da trip tive que abaixar o nível e fiquei escalando só sétimos a vista com o Ives pra não forçar. Foi bão também! Fiz várias vias novas legais na perseguida, no Blair, no PCC, no Coliseu, no Serra Pelada. Escalada à vista é muito massa, não sei pq não vejo a galera fazendo esse tipo de escalada por lá.

O Greg foi o nosso menino de Ouro, mandou a ética e a na Calada da noite, e como diria a Bia, o resto não fez mais que a obrigação. Fiz um sexto grau lindo de morrer, “delício” na perseguida, novo, duas vias pra direta da por entre as pernas, sensacional. Repeti a Gigante pela propria natureza, flashblack, entrei na sheetara de novo, conheci a 11 proteções e 1 segredo, finalmente conheci a Dilúvios na Sancho Pena e a Via de Blair (que vias incríveis!). Incríveis também as duas vias da esquerda do PCC, um 6sup e um 7a, e fiquei morrendo de vontade de entrar na Pablo Escobar e na Zé pequeno, mas fui pela prudência que me faltou antes e me contive entrando em vias mais tranquilas. Ah! E pude mandar finalmente um 7b que tava devendo desde 2010, a “Minha amada imortal” no G1. A primeira vez do Ives no Cipó foi muito bem, fez até um ou outro 7a em flash e pode conhecer a maioria das clássicas.

Confira as fotos que acho que elas falam mais que palavras 🙂

Nossa, e nessa trip aconteceu a situação mais bizarra da minha vida com rapeleiros. Estavamos no setor da Melzinho, o Greg tinha acabado de mandar a Sem compromisso 7a e tinha um brother de Sampa malhando a Jungle Boy. De repente… Senta q lá vem a história:

Quando vejo alguém fazendo presepada no pico de escalada...

Quando vejo rapeleiro chegando no pico de escalada…

Num puta calor de 35º, todos derretendo, chega a gangue do rapel com macacão de piloto da força aérea, de bombeiro, de lixeiro, entre outros. Cheio de brasões, bordados e claro, coturno até o joelho. Garotos de 15, senhoritas de 30, homens nessa faixa também. E o líder de shortinho da copa de 70 e camisetinha (igual do gif acima). Vinham com corda no pescoço, cadeirinha em mãos, nenhuma mochila. Comentando entre si: “…Olha lá, eles já estão descendo aqui, vamos ver como eles tão fazendo…”  Eu cheguei até a pensar que fosse alguma coisa da brigada de resgate local, onde algum escalador foda estivesse ensinando alguma coisa para alguma turma sobre procedimentos de segurança em escalada. Ledo engano. Eles chegaram a perguntar se todos que ali estávamos na base da via (no chão) já tinhamos todos descido. Tive que explicar que nenhum de nós que ali estava havia descido, só subido e que apenas o último fica pra limpar a via e descer (nem me dei ao trabalho de explicar que depois de subir, haviamos descido de baldinho, preferi ser mais incisivo). Aí o Rapeleiro Alfa chega pra mim e pergunta: “É nossa primeira vez por aqui, onde vc recomenda que a gente faça rapel?”

via a vista 8anu

Ao que eu prontamente meio que sem pensar respondi: NÃO RECOMENDO. <<grilos – Cricri-cricri-cricri>>

coice-o

É, não foi um coice assim, mas alguns falaram que soou meio assim hehehe. Alguns segundos de silêncio depois que sucederam a resposta: “Mas não tem um lugar onde as pessoas fazem rapel aqui?” Não. não tem. O pessoal aqui vem pra escalar mesmo. Conheço os escaladores locais e pelo q eu sei essa atividade não é bem vista por aqui. Aì eles agradeceram, viraram as costas e foram “meio que caçar” um lugar pra exercer a deplorável atividade. Sem sucesso pois meia hora depois estavamos mudando de setor e cruzamos com eles passando por nós de novo na trilha, indo embora. Ai ai, até quando né gente? Não vou nem comentar pq se formos analisar as raízes disso passaríamos por parâmetros socio-econômicos, a falta de investimento e de interesse do governo em educação, a alta carga tributária, a safadeza descarada exercida pelo governo todos os dias, o monopólio do futebol em todas as mídias, que anda de mãos dadas com o machismo inerente à nossa sociedade, o desinteresse das pessoas por politica, ou seja: a falta de consciencia das pessoas sobre qualquer assunto e a superficialidade das discussões.

 

Agora fiquem com uma galeria de fotos do reveion…

E voltando ao tema principal do Blog que é fofocas escalada, mais fotos, pois na segunda metade da Trip, eu zuado me pus a tirar mais fotos afinal, era o que me restava fazer.

 

Bem, e essa foi mais uma trip pro Cipó! Agora é focar na recuperação e planejar a próxima! Que venha a rehab né, pq por enquanto é o que ta dando pra almejar! =D

Férias no Cipó (Ou: “o post mais aguardado do ano até o momento”)

Começando o Post com o Por do Sol do Mirante

Começando o Post com o Por do Sol do Mirante

Falar o quê de uma das melhores trips de climb EVER? Simpesmente todos os praticamente 30 leitores deste blog estavam lá, então foi praticamente uma reunião nacional da galera mais firmeza do climb do Brasil! Graças à Ju que conseguiu reunir uma galeeera de todos os cantos do Brasil num único espaço, num único pico, que brilhou muito. Muita vibe boa, muita risada e uma galera integrada, confraternizando junto, comemorando juntos essa festa chamada escalada.

(pra você que vai ler tudo, dá o play nessa música que eu escrevi o post ouvindo ela e algumas do gênero)

Não tem muito como descrever, quem esteve lá sentiu que faz parte MESMO dessa tribo do bem que é a galerinha do Climb. O Espaço Mandalla acolheu a todos muito bem. Na outra vez tinhamos ficado no Magrão (Abrigo G3), e outrora no Abrigo Cipó dos amigos Barão e da Rafa, tudo 5 estrelas, e dessa vez pudemos conhecer o Mandalla. Mesmo quem não tava ficando lá “passava de lá” no fim do dia de Climb pra dar um salve pros irmão,(filar) tomar uma cervecita e botar o papo em dia. Através da figura do Ale Imbelloni que tava tomando conta na ausência da Fran, foi tudo muito bem organizado e não pudemos perceber sequer um mínimo de desconforto, muito pelo contrário.

Para o Cipó fomos de São Carlos a Fabi, o Greg (doravante denominados Fagreg) e eu. Fizemos um caminho que economizou praticamente 2h, indo por capitólio e Divinópolis. No começo estava chovendo todo dia as 2 e as 5 da tarde, então ficamos mais concentrados ali na sala de justiça e arredores. Conheci outra blogueira muito famosa, a Alessanda, do Minhas Certezas Incertas. Conheci a Wenia, com quem havia feito negócios via face e que me marcou pela espontaneidade (e é personalidade ali na região de São João del Rey, Arcos…). Esses são os que eu já conhecia de internet. Mas conheci muito mais gente. Conheci a Mel, o Lex, a Joana de SP, o Igor e o Gui do RJ, a Vanessa, a Cláudia e a Carol do Sul (sul de verdade, de POA e “alrededores” né gurias?), a Rê e a Emília com sua turminha de SP, o Everton de Franca, o Ulisses com a namorada Chilena, enfim: muitos desses com uma galeeeera junto (ou pelo menos @ respectiv@). Foi muito massa. Foi tipo o primeiro ano de faculdade quando todo mundo é super amigo! Conheci a família Imbelloni, a Luciana de Franco (que acaba de se tornar a primeira brasileira a mandar um 10b e que é a humildade e a simpatia em forma de gente). Conheci o Maneira de Araxá. A Vevê eu já conhecia, o Raul e o Cleber chegaram depois. Até o féla do Felipe colou na goma com sua familia do barulho aprontando altas confusões (E Não levou nem a sapatilha – imperdoável). Apareceram também o casal Guibia da Quero Escalar/ Sanca Pression Team! Incrivelmente chegou também diretamente da China o Daniel Hirata, (mandei mensagem pra ele qdo eu ainda tava em São Tomé pelo celular) e pudemos reconectar a boa vibe novamente, eita minino bão sô, diretamente de minas pro mundo trazendo na mala bastante saudade e duas toneladas de chá! E também uma Eslovena, a Ursa (se lê Ursha), a qual tinha conhecido em Cuenca na Espanha 1 ano e meio atrás. A galera ia chegando, ia vazando, e a gente foi perseverando. Quando vimos nem sabíamos quanto tempo fazia que estávamos ali, e a contar pelos dias de climb – descanso – climb – descanso – climb tinhamos ficado 3 dias a mais que o plano inicial. Mas também, não fosse isso não teria mandado meu projetinho da viagem!

Greg na Melzinho

Greg na Melzinho

Na verdade o projeto era desconectar do mundo, passar um reveion  diferente fazendo o que eu mais gosto na vida que é (interagindo com gente que pensa como eu) escalar e aproveitar para apresentar o pico pro Cleber e Fagreg que estão começando no mundo da escalada. O Greg(són) mandou a FlashBlack a vista! A Fabi mandou a Popopó equipando à vista também! E o nosso rádio Cléber dormiu na cachoeira e teve uma insolação – Burrrooooo! kkkkkk mandou a Diversão garantida no segundo pega: Ahhhh muleke! Escalaram muito mais que isso claro, mas foi bom ver eles entrando no espírito da coisa. Legal ver a Vevê entrando guiando nas vias. A Rê mandando seu primeiro 7a com a Rei do Torresmo. A Vanessa mandando um 7a/b na lapinha no segundo pega! A Mel dando duplo mortal de cuestas la no pedrão hahaha Pra quem tava parada ta muito bem no climb também! E até o Lex entrou num 8b de top achando que era 7b e foi até a quinta costura! O Raul foi pra dar uma escaladinha de leve e conseguiu… conseguiu matar 2 garrafas de cachaça e dar trabalho – pra variar –  e deixar a todos espantados com seus papos de sexo e cagadas… principalmente quando era ao mesmo tempo hahahaha A Jú conseguiu reunir todo mundo, igual a galinha mãe que abraça todos os pintinhos embaixo da asa. Equipando as vias e “spraying beta” pelos 4 cantos do Cipó. “Serviço de Beta Gratuito 0800-JuliaMara. Seg da cadena firmeza. Escovamos as agarras de seu projeto e damos a vibe-mor!” E eu? Bem, eu fui lá descompromissado, sem ter escalado quase nada em 2013 inteiro, mandando nem 7a praticamente. Fui com a intenção de poder presenciar tudo isso que narrei. De interagir com essa galera massa que ta nessa pegada da hora de curtir o climb. Essa galera sem nóia de grau, mas que também quer evoluir e mandar seus projetos. E acabei voltando pra casa com duas cadenas inesperadíssimas, mas que me custaram alguns intentos.

Mel na Mister X

Melzinha na Mister X olhando a Fabi na Melzinho (puts Mel, não tinha como não fazer esse trocadilho!)

Dois métodos de treino. Lembrava da Academia Vida e dos treinos funcionais do Juliano quando fazia os movimentos das vias e me sentia leve. Lembrava da Equilíbrio Corporal e dos treinos de Pilates com a Sí quando blocava no core nos moves nos negativos pra dar aquela chamada com o corpo colado na rocha e pés longe ou botar pé na mão. 2 meses de treino, ta bão né? Comecei a entrar na Ética por causa da Chuva. Estávamos ali, chovia muito no fim do ano, então tínhamos que acordar cedo tipo 6 da manhã pro Cagão do Greg poder fazer o seu ritual matinal de 1h cagando – em 10 dias foram lidos 2 enciclopédias Barsa, O Senhor dos Anéis (os 3 volumes), o Hobbit, o sumarilion, e o catálogo da revista hermes. Tudo isso somente enquanto ele fazia seu “muñequito” de barro matinal. Chegando na rocha umas 10 da manhã, dava pra escalar uma coisinha ou outra e logo tinhamos que correr pra sala pq chovia as 2 e as 5. Benzadeus que a Júlia escovou as agarras da ética, pq tava foda! E aí foi só tirar a senha ao longo de vários dias. No terceiro pega eu errei um monte de coisa, gastei pra caramba e ainda assim caí indo pra última agarra. E aí no próximo dia (2 dias depois pq fomos pra Lapinha e teve um de descanso) saiu de primeira. A Mônica, namorada do Doc tinha acabado de descer da via e perguntou: Vai mandar? E eu, na maior naturalidade: Vou sim. (pensando, vou… vou mandar uma fiasqueira que vou ter que sair da sala de justiça pela porta dos fundos hehehe) Mas aí rolou! um 7c no meio da viagem eu nem esperava! Só que aí eu me apaixonei perdidamente…

Fabi na Popopó

Fabi na Popopó

Lembro da primeira vez que a vi. Ali. Despretensiosa. Dando mole. Olhando pra mim. Toda de branco. Alguém estava tentando levar ela pra casa. Mas naquele momento eu senti que eu poderia ter sorte nesse jogo. Era do jeito que eu gosto, “Totally my style”. O nome dela é Cheetara. Vi a via equipada ali no setor da escamoso com uns costurões de 80cm nas 4 primeiras. Um negativão que parecia ter agarras. Ah.. ja tinha mandado muito mais que o que eu poderia esperar da viagem, porquê não entrar “For fun”? E aí fodeu. Me apaixonei pela via. Não conseguia pensar em outra coisa. Fui pra casa pensando nos movimentos e nos dias seguintes dei mais pegas despretensiosos e cada vez via a remota possibilidade se aproximar. Eu nem imaginava que poderia conseguir. Mas sabia que tudo é treino, e que o “jogo da conquista” muitas vezes é mais legal que a conquista em si. Quando eu consegui mandar com apenas uma queda, e ainda por cima num sol de lascar, percebi que algo poderia sair daquela brincadeira. Mas precisaria descansar um dia, o que implicaria em estender a trip. Implicaria descansar no teoricamente último dia, e entrar nela na segunda feira. Mexemos uns pauzinhos e fiz acontecer de ficarmos mais 3 dias. No domingo fiquei de Chico-GriGri só dando seg, desci a trilha do G3 pro mandalla correndo. Comemos pizza e a Vanessa pagou a cerveja que ela tava devendo pelas cadenas na Lapinha e no G3. Na segunda feira foram embora a Vanessa, a Ju e o Cléber e ficamos Fagreg, Raul e Daniel (a Ursa tirou dia de descanso). Aqueci na Via nova do Antonio Paulo Faria, a BR-040 que fica do lado esquerdo (Ou EM CIMA, mais precisamente) da Diversão garantida, talvez seja um sextinho interessante. E não esperei muito pois apesar de chegarmos cedo no setor, o sol em menos de 1h estaria FRITAAAANDO na via. Pedi pro Raul alongar estrategicamente 2 costuras pra mim quando ele fez a Popopó. Entrei enquanto havia sombra. Descansei nos descansos. Usei o Beta da Ursa, da Júlia e do Daniel (que eu não tinha usado nos outros tentos). Executei a sequência com maestria sem errar. A sequência está na cabeça até agora. Uma via linda! Gostosa, benevolente, bem equipada, longa, negativa, com apenas um reglete opcional. Nossa, nem acreditei que saiu! Foda foi controlar a cabeça no descanso depois de mandar o crux. “Será que vou mandar mesmo?” Será que vou cair no próximo movimento?” “Se eu cair costurando a base, terá sido Cadena técnica?” Mas aí você entra num estado de concentração meditativo tão intenso que sua cabeça se limpa dos pensamentos e só o movimento que você está fazendo naquele momento passa a existir no universo. É um momento mágico que poderia durar pra sempre. Que é o que buscamos quando estamos escalando. É a meditação em movimento.

Depois disso ainda dei dois pegas na Especialidade da casa mas aí já não tinha braço pra nada. E no último dia entrei a vista na virgulino, no setor cangaço, mas tomei um espanco daquele cruxzinho lazarento, até que eu descobri como faz. O Efetivo estava cada vez menor, e o Raul também tinha vazado, tendo ficado apenas Fagreg, Ursa e Daniel. Eles ficaram malhando a O Cravo e a Rosa e a Virgulino enquanto eu fui dar uma seg pra Ursa (se lê URSHA) na Ética, também porque tínhamos que desequipar pois estava com as costuras da Ju. Voltamos no cangaço e mandei (já no doping na base do ibuprofeno) a Virgulino. O betinha do crux faz ela virar praticamente um 7a pra quem é alto! E no fim do dia apresentei o grupo Foda pra turminha e fizemos a Pra elas, Voce decide (o sextinho do lado esquerdo da pra elas né?) e mandei equipando a qual é a nota, que pra mim é a Ninhos versão 7b. Ah! Detalhe para o ataque das aranhas gigantes que a fabi sofreu na segunda! Uma caranguejeira daquelas bundudonas do tamanho da minha mão pulou de uma agarra da Diversão Garantida na Fabi!!!!!! A fabi gritou Pro Raul que tava na Seg: “Ahhhh Raul, uma aranha! Desce!” O raul ficou tipo o Chaves quando tem um piripaque e não desceu a menina. (Detalhe, eu vendo tudo de camarote ao lado). Aí a Aranha PU-LOU na Fabi ARACNOFOBIA STYLE!! Se fosse o Raul no lugar dela tinha tido no mínimo uma Síncope, mas mais provável um ataque cardíaco fulminante seguido de evacuação completa e imediata dos intestinos grosso e delgado. Mas a Fabi em seu lugar só deu um Matrix na Aranha, que caiu direto no chão. Vc bota uma fé? Depois descobrimos que a aranha fugia de uma vespa do tamanho de um pardal que põe seus ovos na aranha ainda viva, tipo Alien, o 8º passageiro. Esse dia ainda vimos lacraias, besouros, sapos gigantes e escorpiões. Segundo o Raul, tinha um Nazgul por perto, certeza.

Aranhas "RIGANTES" né Raul?

Aranhas “RIGANTES” né Raul?

No meio desses relatos todos teve um reveion, muita comida, “biritis”, confraternização no Mandalla, música, piadas, gargalhadas e mais gargalhadas. Mas também prefiro nem detalhar muito, prefiro lembrar do que eu senti, não do que eu escrevi. Vocês idem.

Que mais eu podia pedir? Que 2014 continue assim? Ta bom né?

Valeu demais galera, só tenho a agradecer a vibe, o final de ano maraviwonderful, incredilivable, alucinante! Estão todos no meu coração! Qual a próxima trip?

Bjos e até a próxima!

Fazendo jus ao nome do Blog

Primeiro dia passeando pela Pedriza. Isso sim pra mim é boulder...

Primeiro dia passeando pela Pedriza. Isso sim pra mim é boulder…

Pois é! Este que vos fala mais uma vez se vai e logo se volta. E não paro, o que é ótimo! Finalmente algumas coisas que eu tinha como meta fazia meses, pra não dizer anos, se desenrolaram, e agora estou super otimista de que tudo vai dar certo (Como sempre!). Eu sei que todo mundo está ansioso pra saber da viagem do Cipó, estava enrolando pq não tinha pego as fotos com a Isa ainda, mas também tive menos de 30horas para arrumar as malas e preparar o terreno para a viagem pra espanha. O Sebá é que está certo! Diz ele que não gosta de ter muito tempo pra fazer as coisas, que é melhor deixar pra ultima hora que você acaba fazendo tudo muito mais eficiente. E é a mais pura verdade. Veja a vida por exemplo. Depois que eu tive um “estalo” e saí da Matrix, parece que tem tanta coisa que eu quero fazer na minha vida que não vai dar tempo de fazer metade!! Essa correria toda também é motivo dos posts rareados, além é claro do meu superpopular post no blog do cume sobre “Ser melhor em vez de ficar mais forte”. Semana passada até cheguei a escrever um post imenso, tipo 3 paginas de word, só sobre filosofia de buteco, relacionamento, comportamento, atitude e a origem do universo. No fim das contas senti que era muita viagem pra pouco foco e acabei deixando de publicar (mas ta ali nos rascunhos, um dia quem sabe!).

Bem, enquanto estava no saguão do aeroporto esperando dar a hora do embarque, e depois de ter trabalhado um pouquinho, escrevi um pouco da viagem do cipó mesmo sem fotos significativas.

Júlia na Lamúrias no primeiro dia, aquecendo/aclimatando

Júlia na Lamúrias no primeiro dia, aquecendo/aclimatando

O Pico está DE-MA-IS. Claro. Arcos é tudibão, e tem potencial, mas o cipó está no epicentro das grampeações e cada vez que eu vou lá, não só o número de vias mas também de setores que duplica ou triplica. Quem diria, me senti quase em Arcos hahaha Você vai passando num setor completamente novo que vc nao fazia idéia que existia, com paredes de 30m cheio de agarras (veja que eu disse agarras, pq os agarrões estão em Arcos). Conheci o Vale Zen… Da última vez tinha sido o da perseguida a novidade (e antes o foda, e antes o cangaço), mas agora tem o coliseu, república dos chilenos, PCC, Vale zen, casinha amarela e G1 (bico do papagaio?). E parece que tem muito mais por ser aberto, Enquanto os generais de 10 estrelas ficam atrás da mesa com o c* na mão deliberando que não se deve mais abrir vias no cipó, as vias antigas, clássicas e já meio alisadas de tanto abuso, vão sendo aliviadas pelos pioneiros locais como Barão, Fei, Waguininho, Magrão entre outros, que dão o gás pro pico continuar 1000 estrelas e dar conta de suportar a tendência internacional de escaladores (e vias) que só aumenta. E cada vez mais rocha aparece, e mais um setor, um vale, uma gruta surge e a gente fica de boca aberta de novo com o potencial e qualidade das vias. Daqui a pouco a gente vai ta indo pro G3 pela zuma pois cada vez os setores estão ficando mais perto entre si, e a sala de justiça desafogada. Mas também grandes poderes vem acompanhados de grandes responsabilidades. No mundo inteiro e aqui não seria diferente. Com o aumento do número de escaladores também aumenta o número deles que não fazem nem idéia o que estão fazendo e não é dificil encontrar gente entrando guiando um oitavo grau sem ter nunca nem ter guiado na academia ou “malemá” sabendo fazer seu próprio nó. E o pior é que as pessoas batem no peito orgulhosas que não tem instrução especializada (como se isso fosse bom) e mau sabem a vergonha alheia que estão passando. Se até a gente acostumados ao partner check nos pegamos encordados só na perneira da cadeirinha, e sabemos que “não pode”, imagina quem não faz idéia e não checa? Bom, nos resta espalhar a palavra com responsabilidade e bancar os chatos que saem corrigindo a galera no pico (É mto mais fácil que carregar o malaco com a perna quebrada ou na maca trilha abaixo, garanto).

Isa, Genja, Beto, Julia e Seba - Os integrantes do SCPT nessa Trip

Isa, Genja, Beto, Julia e Seba – Os integrantes do SCPT nessa Trip

Para a viagem fomos A Júlia, o Sebá, nosso amigo italiano máquina que esta ficando 2meses em São Carlos, Isabeto e eu. No primeiro dia escalamos no Vale Zen depois de aquecer nas clássicas (Lamúrias, injustiça…). O Beto apresentou o 9c (8aFr) mais famoso do Brasil pro Sebá, a Heróis da Resistência, enquanto eu buscava os locais para mais informações sobre os novos setores. Já no Zen, Fiz a via “Gigante pela própria Natureza”. Maravilhosa, 7a de 35m medida na tinta do meio da corda! Como eu Não estou escalando nada me coloquei pequenos desafios e mandar essa via a vista equipando foi muito bom de ter conseguido! Todo mundo curtiu e meio que passou aquele veneninho no mesmo lugar X da via que eu não vou dizer onde é hehehe. Ainda no final do dia a Isa e eu entramos na via que supostamente é a Estriquinada, via que a Rafa abriu, um quintinho muito bem equipado, curtinho, ideal pra quem está começando a guiar. Só de curiosos ela e eu entramos na via do arco, bem na entrada do vale zen, mas por precaução com relação ao meu dedo (e por incompetência) fui só até a metade. No segundo dia fomos pro Vale da Perseguida, onde pude aquecer equipando a “Vai Mané” 7b, e mandar no segundo pega. Enquanto a Isa e a Jú entravam na Chorrera Musical. Depois ainda fiquei azedo pois entrei numa via sem saber que tinha regletes, e meu dedo ainda não estar 100%. Acho que o nome da lazarenta era “Por entre as pernas da perseguida” 7c/8a (mas é  uma via mto massa e quero entrar de novo qdo tiver bão). Nessa hora chegou o Rio de Janeiro Aderencion team liderados pela Naná, contando com Rogério, Rô e o famigerado Preza, que era figurinha carimbada nos picos mas que eu ainda não conhecia. FIgura! No final do dia ainda ganhei um presentão da Júlia tendo mandado no flash a Olho do Observador, láa no outro setor, o já tradicional Anfiteatro, na verdade pelos nomes das vias acho que é na caverna do dragão hehehe. Não tinha adesivo na via, então fui pro “descanso” na esquerda, o que me fez sugerir 7a pra via, mas deu uma vontadezinha de tentar o 7c reto. Via animal! Recomendo!

Preza, eu, Sebá, Naná, Rô, na frente: ROgério, Beto, Julia e Isa

Preza, eu, Sebá, Naná, Rô, na frente: ROgério, Beto, Julia e Isa

No terceiro dia voltei pro Zen com a Júlia e a Isa por causa do beta do Preza, de um 6° (Avenida Brasil) e um 7b (FlashBlack). O Riodejanereiton Aderetion Team foi pro Antão pra poder ficar mais perto do Aeroporto e pro Preza que está no Lesionados pression team assim como eu poder escalar alguma coisa. Voltando ao caso do Zen, como o Daniel de Joinville estava na Avenida Brasil (teoricamente um sexto), entrei no 7a e mandei meio a vista (meio a vista pq quem tava no chão cantou a agarra do outro lado da aresta – sorry Gui pelo spoiler, fica de troco pelo beta da chapa na direita da canaleta da gigante hahaha). Mais uma clássica do pico das que vale a pena fazer sempre que se vai pro Cipó, junto com a Gigante, a Lamúrias, a Tatara, a Cravo e a Rosa, enfim… Entrei no sexto e passei um sufoco!! PQP! Muito mais foda, com uns abaolados de ombro e em vários momentos eu me vi VOoaaandoooo só não voei pq a cabeça tava boa e apertei mesmo me vendo voando e não ficando nos abaolados, ia pros moves com dedicação e acabei mandando com a vibe da Jú e da Isa. Foi naquele esquema: “…só mais uma agarra vai, não to tão tijolado assim, além do mais se eu cair ótimo que assim já não fico mais com tanto medinho”. E funcionou hehehe. Mais tarde mandei um 7a no strictu sensu da palavra, sem saber nada. o Fei apareceu pouco antes e falou que tinha essa via nova que o Vaguininho tinha aberto, “Avenida das torres” ou algo assim. Láaaaa por entre a 8° e 9° chapa tive que abusar de minha altura, fazer entalamentos de joelho, asa de galinha, passei um sufoco, quase perdi a cadena pois fui muito pra direita, tomei marimbondada na cara (sim, marimbondada, eles trombaram comigo mas nao picaram)… mas no final deu tudo certo e acabei mandando! Ufa! Eu pensava: Tenho que mandar pra nao ter que passar por isso de novo hehehe Depois a Julia entrou e achou um monte de agarra que eu não vi. Provavelmente quando a via estiver mais limpinha vai ficar mais sussa (mas é da hora!).

Puts… e no ultimo dia… mano… Último dia fomos num lugar Magnifíc! O Magrão passou todos os betas de como chegar, fez um mapinha ishperrrto de um setor novo que tinham acabado de abrir algumas vias (tinha pó dos furos na parede ainda). São aqueles bicos que dá pra ver ali do abrigo do magrão, no G1 ainda.. à esquerda da “assombrolhos bicolhos”. Tipo meia hora de caminhada, passa por um vale muuuito lindo, cheio de umas flores vermelhas grandes, um microclima umido e frio, no meio do “agreste seco” pelo qual passamos antes pra chegar la. Passamos por dentro de uma Cave cheia de espeleotemas muito bonita, e depois demos a volta pra acessar o platô onde começam as vias. Fiz um 7c do magrão chamado “Vô coruja” A-NI-MAL. via também de 35m ou mais, com começo de 6°grau, depois um negativo de agarrões, e depois um lance vertical meio “tricky” e no final pra variar, canaleta. Fui só até o lance vertical e desci pois dali pra cima não estava equipada e eu não tinha levado costuras (e fiquei com uma puta preguiça tbm, último dia de climb sabe como é né?). Enquanto eu entrava nessa com a Isa, o Sebá, nosso Italian very relaxed man entrava com o beto na do lado, que é um 7a até a metade e depois vira um 9c. Eu já estava na capa da gaita mas ainda dei um peguinha sem compromisso na parte de 7a do 9c. E aí fomos pra casa, comemos o resto da lentilha que a Ju tinha feito pra 18 pessoas na noite anterior (mas eramos em 5), e vortemos. Na volta ainda pegamos um congestionamento de 1h em Rio Claro onde ficavamos nos estapeando Julia e eu para ficarmos acordados.

Beto, na Tecnicamente apelidada de "Falsa Lamúrias" no G1

Beto, na Tecnicamente apelidada de “Falsa Lamúrias” no G1

O Cipó já não é mais o mesmo… É muito melhor!

Gui na famigerada "Atretas do Craimbe" no Rod

Gui na famigerada “Atretas do Craimbe” no Rod

Primeira trip do ano não poderia ter sido pra lugar melhor! Pra começar bem 2013, peregrinação até a MECA da escalada esportiva no Brasil!!! Fomos a Isa e eu de bumba no dia primeiro de manhã, chegando lá a noite e na manhã seguinte chegou a Bia. Nosso anfitrião é na verdade o Gui, que apesar de ser Beaguense (aquele que nasce em BH), se radicou aqui no São Carlos Pression Team. Primeiro dia, para ganhar tempo, fomos num sítio ainda inexplorado: o Rod! A Bia e eu não conhecíamos e nos divertimos horrores no setorzinho “boas vindas” (G2) aquecendo em clássicas como “Atretas do Craimbe” 6sup e “Tapa na Aranha”  7a. Tive a felicidade de mandar um dos 7c’s mais famosos do Brasil no segundo pega: a “Sedativa”. Uma via curta, com saída de teto e um move de boulder ligeiramente explosivo logo na sequência. Ainda tivemos a oportunidade de fazer em flash outra famosa: Gables in the lables (se pronuncia GAIBOUS IN THE LEIBOUS, mas suponho eu que a escrita seja em inglês). Ainda depois fizemos mais uma que eu não faço a menor idéia do nome, talvez um 6° ali atrás. E firmeza, primeiro dia tudo lindo, tudo azul, janta na tia Preta (#FIKADIKA!!!!!) e bora pro nosso esquema, no meio do caminho entre cipó e lagoa santa.

Segundo dia foi G3. Todo mundo animado, fomos sedentos por novas vias no setor da “Perseguida”. Simplesmente SEN-SA-CIO-NAL . Só que antes a gente deu uma aquecidinha ali no Anfiteatro: todo mundo aqueceu na Jhonny Quest (6sup) e só o belezão aqui que foi já sedento na Dr. Jack (7b)… Claro que desmandei a via! hahaha mas foi da hora relembrar os movimentos dessa via. Caí em partes onde antes nunca tinha titubeado, e passei tranquilo em trechos que antes apanhava… vai entender! Já na Perseguida, a Isa falou de uma tal de “quinto aventura” (que não tem esse nome, mas na falta dele, vai esse apelido), que deve ser um 5sup ou sextinho com crux na saída, depois uns “400 metros” de escalada de todos os tipos: Aresta, face, fenda, aderencia, sombra, sol… dá uma má impressão vc olhar para o lado, ver a chapa e NENHUUUUMA saliência…. mas a via segue pela aresta e é agarrão e surpresa boa o tempo todo, dilícia! Ao todo uns 30m de via, umas 12 costuras ou mais… Depois fizemos a “Beco diagonal” que deve dar um 7a, e na sequência… Tchan tchan tchan tchannnnnnnn….. A mais nova “melhor 7a do Cipó”: Chorrera Musical. Uns 5 posts atrás eu devo ter comentado algo sobre querer muito fazer essa via… não sei onde eu li que era um 7c… depois falaram 7b, aí no dia eu ouvi “7a parabéns” e tenho que concordar. Quem ja foi pra Rodellar deve ter ouvido falar do 6sup mais tradicional de lá: Roxy La Palmera… pois bem, esqueçam tudo… Chorrera Musical é a nova Chorrera sensação do momento. São 30m de puro prazer! Ainda no fim do dia a gente tava naquela vou-não-vou na lamúrias, aí a Júlia falou que tinha um 7c equipado ali no cangaço que eu ia adorar e que ela ia betear pra mim… Bom… a Isa não ficou muito contente que a Lamúrias não se equiparia sozinha aquele dia, mas também ja estava faltando pouco pra escurecer, e faltando umas 3 chapas pro final da “Cangaceiro” já estava de noite e eu nem tive tesão pra continuar baixei. Hmmm…. Via OK, mas não muito meu estilo, sei lá, vai ver que por estar aquela penumbra escurecendo eu não tenha curtido tanto, já que não gosto de escalar a noite.

Me esbaldando na "Chorrera Musical" Melhor 7a do Cipó!

Me esbaldando na “Chorrera Musical” Melhor 7a do Cipó!

No terceiro dia de Climb eu acordei meio zuado. Cagando mole, aquele negócio. E pra piorar fui ficando enjoado no carro, e não consegui escalar o dia inteiro. A Isa entrou na lamúrias que o Gui equipou e depois eles foram para o cangaço, onde a Isa queria tentar a “O cravo e a rosa”. Dei seg pra ela e numa voada, em vez de fazer a seg dinâmica, recolhi corda pois era a segunda costura e não queria que ela caísse muito, sei lá, vai que dá chão… mas infelizmente ela bateu a ponta do pé numa saliência e deu game over aquele dia. MY BAD! (poderia tranquilamente – e deveria – te-la deixado cair, voar tranquilamente mais uns 2m que tava sussa, mas não… enfim… na próxima ja to ligado! O Puto do gui ainda me manda a Cangaceiro em flash!!! Putaquipariu, eu ali, deitado no chao, um puta calor e eu com frio, coberto com meu anoraque, levemente febril, tive a oportunidade de ver o viado fazendo praticamente a vista a travessia do crux… que luta!!! \o/ Parabéns, “Equipe Quero Escalar” representando bem o time! hehehe

Isa na Lamúrias

Isa na Lamúrias

No quarto dia eu já estava respirando sem ajuda de aparelhos, consegui comer normalmente de manha e o que saia de mim era mais denso que água mineral, com uma frequência superior a meia hora. Senti-me um pouco mais motivado e fomos pro Foda, pois o Gui e Eu queríamos porque queríamos entrar na Tatara, 8a. A gente aqueceu na “Pra elas” 5°, e as meninas aqueceram na “Você decide” 6sup. Aí enquanto elas lutavam, se degladeavam na “Caximbo da Paz” 7a, os meninos tiravam os moves da Tatara. Eu lembro que apesar de ter chegado cedo no pico, e não ter ficado muito tempo enrolando, o segundo pega que eu dei na Tatara, e terceira escalada do dia, foi tipo umas 5:30 da tarde. Ainda tinha brincado com a Bia que ia esperar meia hora pra meu “Tomelirrolímetro” chegar a 100% (que normalmente é depois das 6, mesmo eu não gostando de escalar a noite – pergunta se eu Não gosto do horário de verão hehehe). Entrei na via bem animado, cantarolando menina veneno e tudo… e passei rapidamente pela primeira parte da via que é negativa com regletes bons e agarrões, e quando faltava 4 minutos pras 6 estava no descansão antes do último move e CRUX da via. Ali da pra deitar, rolar, sentar, fazer o que quiser.. Aproveitei e tirei a sapata, relaxei, e quando já era umas 6:03 continuei a escalar. Bem no meio do Crux, fiz um movimento diferente do que eu tinha “ensaiado”, pus um pé esquerdo na mão no último agarrão (que é num teto praticamente) quase apoiei em “Figura4“, travei de direita num reglete bom, subi a esquerda numa controna meio boa meio abaolada e, travando com o calcanhar esquerdo na aresta e o direito apoiando num biquinho mais abaixo, consegui pegar a “baguete” (nome popular da última agarra da via devido a seu formato peculiar) e costurar a base tranquilamente. Fiquei muito feliz em ter mandado essa via que eu tinha malhado na última viagem com a Martinha na Seg… Gosto muito deste estilo de escalada bem esportivo, bem protegida, com movimentos atléticos e técnicos… que alegria!! A meta da Viagem estava alcançada!! A caganeira na verdade ajudou a ficar levinho e descansar pra encadenar essa via hahahaha Meu antidoping mostraria substância ilícita: Streptococus Cipózensis hahahaha

E no último dia quem amanheceu com falência múltipla do Sfincter anal foi o Gui, que deu W.O. no climb na Lapinha e apareceu só pra pegar carona pra vir embora. O São Carlos Pression Sfincter ainda teria mais uma combalida (Béééééé) no meio da Viagem que foi a Isa, que segurou bem as pontas pra não sujar o carro do Gui. Ah é, esse dia de manha antes de partir pra SanCharles nós fomos para a Lapinha, que agora está reaberta e as escaladas lá são sensacionais. Lá o Climb rolou bem, fizemos a Gigante de Bronze ou algo assim, e depois dois 7a’s (que ME PARECE que chamam-se: O perigo que veio do Céu e Arranca couro, essa última achei mais um 6sup na verdade). A Isa já tava só na Capa da gaita de tanto escalar todos os dias e acabou nem entrando nas duas últimas, e como iamos sair as 12:30, acabou que foi só isso mesmo que deu pra fazer. A escalada na Lapinha merece ser conhecida, é um pico muito clássico, tipicamente negativo de agarrão, com vias bem protegidas, sombra, muias vias, ah, é sensacional e da vontade de ir entrando em uma atrás da outra mesmo sem saber o grau porque é muito agradável. E parabéns à toda a galera envolvida na liberação da escalada por lá, o Museu está de primeiro mundo, assim como o atendimento e o trato para conosco escaladores. Valeu!

Bia na Lapinha... só escalada de "Qualitê"!!!

Bia na Lapinha… só escalada de “Qualitê”!!!

E é isso galerinha! Escaladinha no Cipó pra começar o ano bem, muitas vias, muitas cadenas, muitas risadas, musiquinhas, piadas à la genja, diarréia coletiva (menos a bia, que tava no canadá?) e tudo o que temos direito! Algo mais? Quem vai na próxima?!