Conheça melhor a EDELRID

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Muita gente tem me perguntado sobre a Edelrid. Para alguns, é uma marca nova, para outros, é “A marca”. As pessoas tem curiosidade de saber mais sobre essa marca com a qual tenho trabalhado nos últimos meses, e é fascinante ver o interesse que as pessoas tem pelo novo, tipo criança com uma nova história. Acho que a escalada tem esse poder sobre as pessoas: de fazer a gente se sentir criança de novo em alguns momentos.

Pra quem não sabe, a Edelrid é uma fabricante Alemã de equipamentos de escalada e montanhismo. Atualmente com um pouco mais de 150 anos de história, como eles mesmos dizem, são 150 anos de paixão pela escalada e pelo montanhismo, 150 anos de criatividade e inovação. Eles foram demolidos e reconstruídos duas vezes, e a empresa foi vendida outras tantas.

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Quero muito uma dessa. (Costura)

Nesse meio tempo eles simplesmente foram responsáveis por uma revolução no que conhecemos como escalada hoje em dia. Em 1954 a Edelrid inventou um conceito e lançou a primeira corda com Capa e Alma, característica que até hoje é o padrão para a produção das cordas de escalada de qualquer marca. Menos de 10 anos depois eles inventaram e produziram a primeira corda dinâmica do mercado. E teve mais, pois no ano seguinte lançaram a primeira cadeirinha de escalada, e dela desenvolveram a cadeirinha de quadril nos moldes das que utilizamos atualmente.

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Mas não parou por aí, pois na década de 70 o então dono da Edelrid, Claus Benk, que era escalador, lançou a primeira fita de costura “costurada”, que por acaso é o que praticamente todos os fabricantes produzem até hoje! A corda dupla também é invenção deles, de 1977! E seguindo as tendências, em 1994 lançaram a primeira corda de Canyonismo que bóia na água. Aí a empresa passou por um período em que aquele dono escalador não estava mais na empresa, ela foi comprada, foi vendida e ficou um tempo sem muita inovação. Até que em 2006 foram comprados pelo gigante grupo VAUDE, e aí voltaram a se estabelecer como empresa líder no ramo da escalada e as inovações voltaram a aparecer.

Primeira Costura do mundo: EDELRID

Primeira Costura do mundo: EDELRID

Praticamente 90% de seu leque de produtos atual foi desenvolvido ou melhorado nos últimos 5 anos, o que demonstra o tanto de inovação que eles tem criado. Cordas com tecnologias que aumentam sua durabilidade, certificações ambientais, cadeirinhas que não machucam, leves, que transpiram (tudo isso numa só), freios automáticos revolucionários, a primeira corda com dois diâmetros, o primeiro mosquetão com menos de 20g do mundo e o primeiro capacete dobrável também. É muita inovação pra uma empresa só! (Tanto que os cabos que sustentam a “capota” do Audi A8 conversível são da Edelrid).

Em outubro de 2013 tive a oportunidade de conhecer a fábrica em Isny, na Alemanha. Foi mais divertido que qualquer vez que eu tenha ido ao Playcenter ou Hopi Hari. Vocês nem imaginam como é a sensação de caminhar entre as máquinas que trançam cada fiozinho de nylon pra fazer uma corda! Ou entrar numa sala cheia de bancadas com pedaços de cadeirinha, fivelas, espumas, fitas e saber que é ali que eles literalmente INVENTAM as coisas que a gente é tão fascinado!

Certificação Ambiental Internacional de consumo consciente de recursos em toda a linha de produção dos materiais têxteis da Edelrid

Certificação Ambiental Internacional de consumo consciente de recursos em toda a linha de produção dos materiais têxteis da Edelrid

Em uma conversa de corredor com um dos desenvolvedores, fiquei sabendo que as cadeirinhas tem várias características meio que secretas que não são divulgadas, e que aumentam a segurança do usuário (tipo proteções antibobo). Que todas as cordas tem pelo menos um tratamento pra aumentar a durabilidade (algumas tem 3). As fibras são tratadas quando ainda estão no carretel, linha por linha, depois são trançadas, tratadas de novo, e só depois é que viram os elementos finais que vão dar origem ao trançado da corda, e ainda recebem o thermoshield. Isso para as cordas comuns, “sem tratamento”. Sem falar nas Dry. Vi também que todas as fitas são testadas individualmente e que TODAS as cordas passam 100% pelas mãos de profissionais que estão ali só pra verificar se há algum defeitinho, metro por metro, de milhares de cordas que são fabricadas semanalmente ali!

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O mais incrível de tudo foi conhecer o “Business Manager” da empresa, e descobrir que tinha sido o cara que abriu as primeiras vias aqui no Cuscuzeiro em Analândia em 1997!! Não por acaso ele tem uma casa em Chaltén e passa suas férias todo ano na Patagônia Argentina. E é assim com todos os funcionários, especialmente os que desenvolvem os produtos novos: Escaladores reais que enfrentam as necessidades em campo, ao contrário de outras empresas com seus engravatados divagando sobre como achar pelo em ovo (ou ganhar mais dinheiro).

E o mais impressionante, é que lá fora a melhor cadeirinha da Edelrid custa quase o dobro de uma Petzl, mas aqui no Brasil modelos teoricamente equivalentes chegam a custar menos da metade! Isso porque na Quero Escalar importamos e revendemos direto para os escaladores, sem intermediários, e sem custo Brasil, podendo assim praticar a livre concorrência sem fazer parte de cartéis que estipulam preços tabelados.

Propaganda_cadeirinhaPortanto, se você queria saber um pouco mais sobre a Edelrid, agora já sabe que ela é uma das maiores e mais antigas empresas de equipamentos de escalada do mundo e uma das que mais investe em tecnologia e inovação. E você pode adquirir seus produtos Edelrid na Quero Escalar sem custo Brasil, com entrega para todo o Brasil, com garantia, parcelamentos, enfim, só vantagem! Mais alguma dúvida?

Carsten e eu durante visita na Fábrica da Edelrid na Alemanha.

Carsten e eu durante visita na Fábrica da Edelrid na Alemanha.

Evolução dos logos da Edelrid

Evolução dos logos da Edelrid

Equipe QE fazendo bom uso dos materiais Edelrid! Transpiráveis e confortáveis perfeitos pro nosso clima úmido!

Equipe QE fazendo bom uso dos materiais Edelrid! Transpiráveis, confortáveis e perfeitos pro nosso clima úmido!

Trabalho!

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Semana passada não teve post. Estive ocupadíssimo atualizando a apresentação do Curso que ministramos no CUME e em seguida preparando uma nota gigante que fez eu dormir uma média de 4 horas por noite alguns dias semana passada. Mas tudo bem, trabalho é bom, ocupa a cabeça e faz a gente focar nossa atenção e energia em coisas úteis. Essa semana é pra finalmente chegar a importação da EDELRID aqui na Quero Escalar e aí sim todo mundo vai poder comprar sua corda, sua cadeirinha e muitos outros equipamentos de primeira diretamente do importador, sem intermediários, por preços justos. Essa sempre foi a idéia principal da Quero Escalar, fazer algo diferente, inovar pra crescer e é nesse caminho que queremos continuar batalhando.

Enquanto isso, não muito longe dali… (pausa porquê um sabiá muito simpático ta entrando direto aqui no escritório no quarto em casa na sede da Quero Escalar e fica cantando em cima do suporte da cortina. Outro dia dormi com a janela aberta e ele foi me acordar hehe

Enfim, semana passada e retrasada acumulei milhares de vídeos, vou desovar aqui alguns dos mais sensacionais. Hoje não vou postar as fotos da Marina na Visual nem seu relato, tampouco o texto do Cleber sobre corrida. Fica pra próxima. Esta voltando a idéia de traduzir aquele texto sobre capacetes. Enquanto isso: USE O SEU PORRA!

(Vai direto para o último vídeo se quiser um não-de-escalada mas com mensagem massa no final). E por onde começo? Ah, sim… que tal o Atleta Edelrid Killian Fischubber escalando na índia? Muuito massa o vídeo, o cara escala com uma fluidez daquelas que faz ônzimo parecer quinto grau (sem os gritinhos e chiliques adamondrianos).

E Falando em Edelrid, um comercial nada a ver, da JEEP, com um outro atleta patrocinado EDELRID com as costuras, todos os equipos verdinhos apostando pra ver quem chega primeiro no cume da montanha. Parece que ele escalou sozinho e não tinha seg nenhuma hehe mas é interessante. Se fosse por aqui a competição seria pra ver quem chega primeiro no chão, com o cara rapelando de freio 8 com uma cadeirinha da….. deixa pra lá! hehehe

Eu juro que não estou puxando a sardinha da Edelrid, masss… mais um hahaha dessa vez a N vezes campeã mundial de escalada Angela Eiter fazendo Boulder na África do sul. Provando pra vc´s o motivo de ter salvo o vídeo: O nome do Boulder é “in the middle of the Ass”. Estou perdoado?! hahaha Chek it out:

E como hoje estamos sem preconceitos com boulder, vai um muito legal de uma promessa do esporte, uma italiana de 14 anos com o pai mandando uns boulder sinistros.

Pra compensar a bouldericidade, uma via esportiva móvel no Rio, com o Flavio Daflon. Favor providenciar mais vídeos desses, grato! =)

Continuando no cenário nacional, um pequeno vídeo sobre a falésia que esvaziou o visual das águas de paulistanos, já que agora todos vão pro Paraíso! rsrs

E esse é pra vc que é um cagão que nunca cagou fora de casa e não sabe que sua merda polui, não sabe segurar esse cu e sai cagando em qualquer lugar por aí. Não faça no Pé de via de escalada pública o que você faz na privada! E trata de quando achar um lugar escondido, cavar um buraco de acordo pra encher (dependendo do caso preciso de um buraco de um metro e meio pra não transbordar) e OU enterra o papel bem enterradinho, ou leva embora. Para as meninas, não tem xororô, mijou, leva o papel junto, guarda na mochila. Não sou eu quem está dizendo, mas a associação de escaladores do Cipó. #tamojunto #bandodecagão!

E voltando ao cenário internacional, uma competição de verdade que a Adidas organizou num esquema mó dinâmico e empolgante para o público tanto leigo quanto escalador. (Alô RedBull, #FikDik)

E Aqui um dos picos mais legais da Espanha, na cidade de CUENCA. Daqueles que é mais fácil vc mandar um sétimo grau que um quinto, pq ali é tudo via dura pra caralho, OLD SCHOOL mesmo. Aliás, no Festival de escalada em Kalymnos que rolou no começo do mês, as lendas da escalada ao ser perguntadas como ainda mantém sua performance tão alta, responderam: “Because of the sof grades of the modern routes”. (Por causa dos graus moles das vias modernas – como se um 10b de hoje fosse um 10a de antigamente). Exemplo, em RED RIVER GORGE nos EUA o Adam Ondra decotou todos os 9a Francês pra 8c+ (de 11c pra 11b) que mandou a vista enquanto foi pra CUENCA e não mandou nenhum 9a a vista e capaz de ter precisado de mais de um pega pra mandar 8c+.

E pra finalizar, um video de um cara que eu não gostava mas agora eu adoro! O Edu Marin ensinando a como usar o Grigri. No curso no fds teve gente que me perguntou: “Mas sério que tem gente que não segura a mão na corda ou põe a mão na alavanca? R: É o que mais tem.. é só o que vc vai ver por aí. Show de horrores.” Vc sabe dar seg?

E pra finalizar, mais um do Edu Marin, com a Miss rosa Sasha Digiulian. Depois da treta com a Nina em Orbayu, acho que ela resolveu descer prum pico mais ensolarado e mandou um 11a (ou b?) do Dani Andrada na Sicília. Awesome!

E pra finalizar, um não de escalada! Muito massa, recomendo assistir!

E por hoje é só pessoal! Vamos ver se ainda essa semana posto alguma coisa, mas acho dificil! Tem muito trabalho aqui e muita coisa acumulando, mas ta da hora, enquanto a mente ta ocupada e não para, ta ótimo!

PS – Ah, e to fazendo um treino animal na cda, mandei um 8a que eu nunca tinha entrado, no segundo pega em itaqueri semana passada, depois de ter mandado um 7a, um 8a e um 8b equipando! =D Ahh muleke! Em breve falo mais sobre isso… ;P

Já que vai fazer, faça direito!

A Daila Faz direitinho!

A Daila Faz direitinho!

Não, Não é propaganda de uma faculdade de advocacia. É sobre coisas que as pessoas fazem na escalada e que algumas delas acabam fazendo de qualquer jeito. Todo mundo sabe que eu tenho um monte de TOC’s (transtorno obsessivo compulsivo) na escalada. Na verdade eu sei que o mundo não vai acabar quando alguem coloca as costuras fora de ordem na mochila, ou quando não põe no elastiquinho a sobra de fita da cadeirinha quando passa pela fivela. Mas a maioria dos meus TOC’s sao bem justificáveis e a sua não observância pode sim levar ao fim do mundo… pelo menos pra quem não se atenta a elas. São fatos que eu presenciei muito na espanha, e na época ficava assustado pois no Brasil aquilo não acontecia (muito), mas hoje está se tornando perigosamente corriqueiro. Eu estou falando de gente com a cadeirinha vestida ao contrário, costuras com o gatilho curvo pra cima, dois “strings” no sling, solteira passada somente na cintura ou na perneira da cadeirinha, rapel de chapeleta de canto vivo, barriga de corda arrastando no chão antes do escalador clipar a segunda chapa, nó faltando uma passada ou com 7 arremates pela sobra de corda, e claro, o campeão dos campeões (Não é dar curintxa na via, que isso pode!): fazer seg ERRADO.

Assim você MATA o escalador

ERRADO

Assim como o Schumacher (desculpe o paralelo antigo, desde quando ele era o N°1 que não acompanho fórmula 1) não pode andar acima do limite de velocidade na cidade, nem estacionar em local proibido, você também que manda décimo grau não pode fazer a seg ERRADO dos seus coleguinhas. Você sabia que em uma queda de 10m, você tem apenas 0.98s ou 98centésimos de segundo para que seus olhos mandem a informação para o cérebro, ele interprete a situação e mande o comando para que sua mão saia de onde estiver e segure a corda? Dessa nenhum bolt te salva, nem Usain Bolt! (tu-dun-tsss). Foi pensando nisso que os fabricantes de freios para escalada (ATC, GRIGRI, CINCH) mandam junto com o seu freio, um EXTENSO manual explicando como usá-lo e principalmente, COMO NÃO USÁ-LO. Assim como não passa de um mito (machista, diga-se de passagem) de que toda loira é burra, também existe um mito de que o GriGri trava sozinho. GriGri NÃO TRAVA SOZINHO. Mas o buraco é mais embaixo pois tem gente que solta a mão inclusive dando seg de ATC!!!!

Nunca solte a mão na corda. NUNCA.

Nunca solte a mão na corda. NUNCA.

Desculpas baratas como “Ah não, de boa, ele não vai cair agora” ou “Ele conhece muito bem essa via” não colam, principalmente quando você está escalando uma via, a 20m de altura, na parte facil dela e olha pra baixo e o seu seg de braço cruzado sem a mão na corda, te dando seg de ATC. É nessa hora que você PODE MORRER. (Afinal, pedras quebram, sapatilhas escorregam, abelhas e vespas picam, aranhas assustam – inclusive se ele estiver de Grigri). Partindo-se do pressuposto da reciprocidade, se você não quer que façam isso pra você, você também não faz isso pra ninguém. E se você se acha muito experiente porque a vida inteira sem a mão na corda e com a mão direita na alavanca seu Grigri travou sozinho (o que dá umas 500 ou 1000 vezes talvez), que tal ouvir a opinião de quem fez 1.000.000 de testes e somou a experiência de escaladores profissionais do mundo inteiro, que caem sem avisar o seg “Vou cair, retesa” e tiraram dados estatisticos que colocam que SE NÃO SEGURAR A CORDA, NÃO VAI TRAVAR. Pelo menos não um em cem? Em mil? cinco mil? Eu é que não quero deixar a VIDA do meu melhor amigo, da minha namorada, daquele cara que me deve uma grana, nas mãos do acaso. Tá aqui comigo, não abro a mão, pode voar a vontade sem avisar que to esperto na seg deve ser a sua “Frase de exibição” enquanto estiver na funça de segurar alguém escalando. E de fato fazê-lo. As vezes não é morte, é pé torcido, é uma perna quebrada, é um traumatismo, uma hemorragia interna, um hematoma… enfim. CULPA SUA. Ahhh, mas escalada é um esporte de risco, o escalador tem que saber que está suscetivel a isso… Ah tá… então o que você fez é propaganda enganosa, porque entrar numa via esportiva com chapa de metro em metro e ainda correr o risco de se matar por vacilo do seg é muita “Falta de sacanagem” do seg. Quem nunca solou um quinto grau cuja seg era dada pelo seu amigo que nunca tinha vestido uma cadeirinha na vida, que se atire da primeira pedra. Mas lá naquele oitavo vc pediu a seg do seu truta experiente né? Então, porque será? Bom, se você leu até aqui é porque você concorda que existe o jeito certo de usar seu freio (freio não né Mário Alberto, estamos falando é do GriGri né), e que ele inclui em não soltar a mão da corda nunca para qualquer tipo de freio, e de não bloquear o mecanismo de travamento (caso ele tenha um).

Movimento APENAS para a hora que o escalador precisa de corda rápido (vai costurar por ex.)

Movimento APENAS para a hora que o escalador precisa de corda rápido (vai costurar por ex.)

E falando em GriGri, tem mais uma coisa:

Além de não soltar a mão direita da corda do momento que o cara tira o primeiro pé do chão até o momento que ele coloca os dois de volta, também você deve saber que Grigri tem um lado certo pra cima e outro pra baixo. E que ele DEVE ser colocado no Loop da cadeirinha. Principalmente a galera das antigas, da época do Guaraná de rolha, cordas de sisal e que as cadeirinhas não tinham loop, ou da galera mais nova que aprendeu no boca boca com essa galera da antiga e nunca se reciclou ou sequer leu uma linha do manual daquela super cadeirinha nova e moderna de 200g que o amigo trouxe na mala da gringa. Esses ainda dão segurança com o mosquetão na perneira e cintura da cadeirinha, torcendo o GriGri erroneamente para o lado, e solicitando o mosquetão em direções as quais ele não foi designado para. (sem contar que é uma bosta, apertado e esquisito passar nos dois pontos). Bem, se você não usa o Loop pois não confia “num ponto só”, não arme top ropes com parada equalizada. Afinal, é uma fita só que une as 2 chapas né Capiroto? O que te faz pensar que o seu loop não é mais seguro pois aquela sua cadeirinha da conquista feita com estofado de sofá e cinto de segurança ja tem 10 anos, mas a cintura e a perneira dão conta de segurar uma bela voada? Seu loop é a parte mais forte da sua cadeirinha!   (precisando de uma cadeirinha nova? Clica aqui hehehe)

Então leia o manual de tudo que você comprar até a dessossar todas as informações! E Não tenha vergonha de admitir que tem dificuldade em vestir uma cadeirinha direito nas primeiras vezes. É normal, depois vc pega a manha! Mas Porfa! Veste ela direitinho, nem que lhe custe 3 ou 4 (ou quantas forem necessárias) colocadas e tiradas até que a perna esquerda esteja na esquerda, a direita na direita, e ambas orientadas na direção certa. E que a fivela esteja fechada, o loop não torcido. O mesmo vale pra quem já faz seg errado, ou ta aprendendo: Desbique, trave, puxe a corda do seu amigo que está escalando (de preferencia uma via abaixo do limite dele) enquanto você aprende a fazer seg direito, mas insista em fazer corretamente a segurança e não se deixe levar para o lado negro da Seg!!! Você vai ver que custa muito pouco! Fazer seg em duas ou tres vias do jeito certo já terá sido suficiente pra vc dominar a técnica. Tem muita gente descordenada que faz direitinho, não é possível que você não consiga! Lembre-se: A sua humildade pode salvar uma vida!

Ademais, recomendo a extensa leitura do artigo em ingreis (veja as figuras pelo menos, Anarfa) sobre o uso do GriGri que tira TODAS as suas dúvidas sobre seu uso.

Perca o medo de cair – Parte 3 (Aprendendo a dar seg Dinâmica)

Continuando a série com a outra ponta da corda importante: O Seg!

Continuando a série com a outra ponta da corda importante: O Seg!

Eu já vi gente machucando o pé porque estava tão tenso e tão assustado com a possibilidade de uma queda que caiu dura como um tijolo, toda tensionada, e isso a fez achar que quedas são “perigosas”. Já vi também gente caindo despreocupada e o seg não dinamizou a queda como deveria e a pessoa foi puxada contra a parede pelo seg, ganhando um belo roxo na perna. Em ambos os casos, não foi o fato de cair que provocou um dano na pessoa, mas sim o fato de um não saber cair, e o outro não saber assegurar. Por isso continuando a série “Perca o medo de cair” vou abordar a tão importante e esquecida “Segurança Dinâmica”. Quando estive escalando com o Birão e a Dani em Arco em 2009 eles já me alertavam sobre a importancia de fazer a Seg dinâmica. Algum tempo depois o Raul trouxe da espanha essa técnica para o Brasil e difundiu entre a gente, para que pudessemos nos tornar melhores asseguradores, e consequentemente quem estiver escalando ficar despreocupado para poder escalar “À muerte”.

A Seg dinâmica para paredes de escalada e vias esportivas

Quando você cai numa via esportiva ou parede indoor, ninguém quer uma “freada” abrupta que vai causar um impacto nos seus orgãos internos, machucar suas costas e te jogar contra a parede machucando um pé.

Para que isso aconteça não é muito dificil: basta escalar com uma corda bem usada, pelucenta (parecendo um urso de pelúcia) que nem estica mais e que acabou de tomar uma grande queda, usando um freio “autoblocante” (tipo o Grigri), ser mais leve que seu seg e que ele fique parado como uma pedra junto à parede ou se ancore à alguma coisa no chão e ainda pule pra trás retesando corda na hora da sua queda.

Isso garante que quando você cair você tenha uma parada brusca e bata contra a parede. O resultado de uma queda tão estática pode ser no mínimo desconforto e na pior das hipóteses uma lesão.

O que esperamos de um seg numa via esportiva é uma “pegada” suave ou amortecida usando um freio dinâmico. Você começa a voar e gradualmente para, como se estivesse pulando de bungie jump só que sem o “chicoteio”. O escalador em queda desacelera, em vez de tomar uma parada brusca.

Um parceiro firmeza é fundamental para sua cabeça ficar tranquila

Um parceiro firmeza é fundamental para sua cabeça ficar tranquila

John Arran fez uma analogia:

“Se você segura uma bola de sinuca, que lhe é arremessada, com a mão dura e estática, ela vai doer, pois a bola para bruscamente e toda a energia que a bola tinha vai direto para sua mão, rapidamente. Se você recebe a bola dinâmicamente com um movimento para trás de maneira que a bola pare devagarzinho, a energia vai ser absorvida mais lentamente e não haverá um impacto doloroso. “

Pegar um ovo caindo sem deixá-lo quebrar também é uma boa analogia, diz Adrian Berry.

Como dar uma Seg Dinâmica

A Seg dinâmica é dinâmica porque o seg se move. Como ela é dada depende completamente da diferença de peso entre o escalador que cai, e o seg.

Um assegurador mais leve naturalmente irá dar uma seg dinâmica porque ele automaticamente será puxado pra cima na hora da queda.

Um assegurador (ou Seg) mais pesado precisa estar mais alerta e deve adotar uma posição alguns metros para trás da base da via, dessa forma ele:

1- Conterá a queda dinamicamente, e para isso ele deve antecipar o milésimo de segundo antes da corda esticar na hora da queda e, nesse exato momento, travar o freio e mover-se rapidamente para frente até o pé da via.

2- Conforme o Seg se move, a corda vai esticar, mas toda a força da queda terá mais tempo para ser dissipada, resultando numa queda suave com menos risco de bater em alguma coisa.

A seg dinâmica irá resultar no escalador caindo mais do que numa seg “retesada”. O Importante é que a queda seja parada devagar, não que o tamanho da queda seja minimizado.

Saiba mais sobre isso neste artigo do UKclimbing: Dynamic Belaying by by Adrian Berry

Por trás de toda grande cadena tem sempre um grande Seg!

Por trás de toda grande cadena tem sempre um grande Seg!

E a seguir algumas dicas para sua escalada dinâmica:

  • Depois de uma queda muito grande ou repetidas quedas, você precisa por a corda pra descansar. Ela precisa se recuperar. Ou troque a ponta em que se estava escalando ou deixe a corda descansar por uns 20 minutos.
  • A Seg dinâmica é possível com qualquer tipo de freio.
  • O Corrimento da corda pelo freio vai aumentar o dinamismo da seg “dinâmica”.
  • O Corrimento da corda pelo freio é maior em cordas finas.
  • Certifique-se de que você está usando o freio correto de acordo com o diâmetro da sua corda.
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E você, sabe fazer a Seg dinâmica?

Bem, eu achava que tinha acabado, mas ainda tem mais um pouco de artigo, agora, ajudando as pessoas à aplicarem a técnica pouco a pouco e a evoluirem com ela. E como sei que todo mundo odeia artigos longos, optei por colocar pouco a pouco!

E se vc quer um videozinho instrutivo, o do GriGri ensinando como usa-lo mostra os “Pros” usando ele corretamente e e fazendo a seg dinamicamente tambem..