Um vídeo de cada…

Ciça escalando uma "Barbaridade!" kkkkkk

Ciça escalando uma “Barbaridade!” kkkkkk

As duas últimas semanas, de repente, pipocaram com vídeos iradíssimos pela internet afora. Muitos já foram postados no Face da Quero Escalar, (portanto, se você ainda não curtiu, curta e veja antes). Tem pra todos os gostos (anal, bukake, swing, amadoras) Boulder, esportiva, trad, de várias cordadas, treinos, competições… enfim, vamos logo ao que interessa?

Começando com um vídeo de história. Explicando a história do REDPOINT. Não sabe o que é? Bom, sabe quando você manda uma via? Ou seja, você escalou ela inteira, guiando, sem cair, certo? (CERTO? Não existe mandar com uma queda, nem mandar de top). Pois é. Você pode mandar ela a vista (onsight) que é quando você não sabe absolutamente nada sobre a via, só o grau e olha lá. Não sabe onde é o crux, não sabe a característica da via (se é de reglete, abaolado ou negativa) NADA. Nunca viu ninguém escala-la. Se você tiver qualquer noção de que a via tem reglete, ou que o crux é no começo ou no fim, já é FLASH (e aí não tem tradução, em português é flash mesmo). Agora, se vc “malha” a via N vezes, ou seja, entra nela mais que uma vez, ensaia os movimentos para só então mandá-la, então você mandou ela no chamado “redpoint”, ou seja, quando não é nem flash nem a vista. Mas porque redpoint? Agora chegamos ao ponto que eu queria (o vermelho?). Assista o vídeo e entenda essa história:

E já que estamos em ritmo de chucruts, mais um vídeo, desta vez da Sasha Digiulian dando um treininho “de buenas” em uma das academias conceito na Alemanha, o chamado Cafe Kraft. Várias dicas boas para incorporar em nossos treinos hein magrelas?!

E um que só descobri essa semana. Muito bom, vídeo feito na Itália, de uma via de várias cordadas, tudo na casa do 10b. A via sai de dentro de uma gruta, e vai virando o negativo até ficar vertical. O nome da via? Divina Comédia, epopéia Italiana de Dante Aliguieri, que está para o Italiano assim como os Lusíadas está para o Português. O livro, que é uma espécie de Senhor dos Anéis da idade média, conta a passagem do autor pelo Inferno, purgatório e finalmente céu, e cada etapa é composta por 3 livros (alô hollywood, se 1 hobbit rendeu 3 filmes, esse livro pode render 27! kkkkkk). Enfim, com vocês, o tal vídeo:

Vídeo de Nico Favresse fazendo o FA (First Ascent, primeira ascensão em livre – ou seja, só usando a rocha para subir, tendo a corda somente para sua proteção em caso de queda – e não tendo esta sido necessária em nenhum momento) de uma via na Noruega, toda em móvel. Ficaram mil anos lutando contra o mau tempo, e em algum momento chegaram a achar que não ia rolar. Em outro momento anterior, pensaram que mais um pega sairia (tipo um amigo meu na ética kkkk). Em determinado momento ele rasga o verbo e mete o pau na galera que faz tickMarck (marquinhas de magnésio na parte boa de agarras chave para facilitar a precisão e não errar na hora “H”), usa cordas fixas e outros artificios modernos, chamando-os de preguiçosos e que estão tentando ser uma coisa que não são.  Esqueceu de dizer que cada um escala o que quiser da maneira que se diverte mais né? Basta do Tribunal de pedra por aí. (E não esquecer de apagar os tickmarcks e remover as cordas fixas depois da escalada).

E finalizando. Por increça que parível, deixei o melhor de boulder pro final. Isso mesmo! Um vídeo de Boulder do Atleta Edelrid Espanhol Iris Matamoros (Mas se não tiver ele matamontanhas, matacolinas – Badun-tsssss). Deve ser parceiro do Alberto Rocasolano 😉 . O vídeo é uma compilação de muitos boulders de sua trip para Rocklands, simples porém bastante entretivo:

E pra encerrar um treino de ombro incrível para ficar com as escápulas, manguito rotador e deltóides petrificados igual do Patxi Usobiaga:

como diria um comentário que vi no Facebook: “Matei no peito, um, dois, nem me viu já sumi na neblina” huahuahua

Isso aí personas! Todos treinando forte para o Climb de Carnaval? Qual vai ser? Carnavarcos? Bocairnaval? Carnapó? Cuscuval? São Bentav…. CHEGA.

PS – EXTRA!! EXTRA!! Notícia QUENTINHA de última hora, saiu enquanto eu escrevia o post: A Quero Escalar vai apoiar mais um evento! A Invasão Feminina no Rio que vai acontecer no dia 8 de março na Praia Vermelha! 

Sessão de fotos

Apesar da grande carga de trabalho, final de semana pelo menos tem rolado climb. Aquele momento em que fico 60hrs sem ligar o computador, desligado de tudo e conectado com gente de verdade. E com as preda tudo! Muito bom, tenho tirado muitas fotos, fiz uma pequena seleção dos últimos Climbs. Estou adorando os equipos novos da Edelrid, logo menos vou fazer um review. O MegaJul aposentou o Grigri definitivamente. A Cadeirinha Cyrus parece um sofá e é extremamente arejada e confortável. O Capacete Shield II parece uma pluma e tem vários dutos de ventilação, tem hora que da pra sentir o vento na cabeça como se estivesse sem capacete. E a corda Heron de 9.8mm é fininha mas guenta bem o tranco! (Da o play ali em cima pra curtir as fotos ouvindo um som nacional de qualidade).

Mas vamos ao que interessa? Fotos dessa vez!

E depois da galeria de fotos Cuscuzeriana/Invernadense agora umas fotinhos da Trip pra Arcos que fizemos no feriado de São Carlos. Foram 4 dias de muito climb, furação e risadas com o Ives, o Cleber e a Marina. Havíamos sido convidados pelos trutas Peixe, Cintura, Alexsandro e Fabinho para um mutirão de abertura de vias para o festival do dia 20. Como eu tinha uma meta pessoal de abrir uma via no outro lado do rio num setor “B” desconhecido que até então tinha só 3 oitavos, fui com o Ives no primeiro dia e abrimos uma via lá e nem escalamos muito. Acabou ficando um 6ºgrau pra quem é alto e um 7b de bote pra quem é anão hehehhe. Aí domingo tirei pra escalar com os amigos, o Wagner de Franca colou lá com o seu sobrinho, Eduardo, e apesar de não escalar muito junto o tempo todo, pudemos dar umas boas risadas (e passar um certo nervoso né Cleberina?!). No fim do dia não resisti e fui conferir as vias novas, já que o dia inteiro as metrancas não paravam! Eles abriram 6 vias no setor que antes chamavam de “toca dos gatos” atrás da Kalimera e Centenária. Mas agora tamo zuando que vai chamar repartição pública pq tem vários nomes burocráticos sob a temática do cargo público. Pude escalar 2 e gostei muito, vias seguras, pois vi que eles estão escalando as vias antes de furar! Muito bom, as vias ficam excelentes e unânimes.

Aí animado pelas conquistas, o Peixe deixou sua preciosa comigo, e, junto com o Ives, pudemos abrir mais 4 vias no Vale das Sombras. São a “Reis do mambo” 6sup, “Estrombelete (de pombo obeso)” 5sup, Samsara 6sup/7a (pra anão é mais difícil), e Ho´oponopono (Sinto muito, me perdoe, te amo, sou grato), 7b. No último dia deixamos pra terminar de furar a Ho’oponopono pela manhã e logo fomos pra Suor de Cachaça 8a. Mas ao subir o 6sup da direita pra aquecer vi que tava arregaçado de cansado. 4º dia de climb, 2 de furação e um de climb a muerte… Pegava os agarrão, cotovelinho subia hahaha Assim que é bom, escalar à muerte mesmo! Re-isolei os moves da Suor mas tive que deixar pra próxima Trip essa via.

Bom e chega por hoje. Próximo post quem sabe sobre corrida e superação na escalada 😉 Vídeos com ctz! =)

E Não esqueçam do Encontro de Escalada EM ARCOS que a Quero Escalar e a Edelrid estão patrocinando!!

Quem vai? Vamos todos! Um dos melhores picos de escalada do Brasil! Ja deve ta com umas 120 vias, a maioria entre 6º e 7b!

Quem vai? Um dos melhores picos de escalada do Brasil! Ja deve ta com umas 120 vias, a maioria entre 6º e 7b!

Trabalho!

EDELRID_ALPINE_Christian_Pfanzelt_09

Semana passada não teve post. Estive ocupadíssimo atualizando a apresentação do Curso que ministramos no CUME e em seguida preparando uma nota gigante que fez eu dormir uma média de 4 horas por noite alguns dias semana passada. Mas tudo bem, trabalho é bom, ocupa a cabeça e faz a gente focar nossa atenção e energia em coisas úteis. Essa semana é pra finalmente chegar a importação da EDELRID aqui na Quero Escalar e aí sim todo mundo vai poder comprar sua corda, sua cadeirinha e muitos outros equipamentos de primeira diretamente do importador, sem intermediários, por preços justos. Essa sempre foi a idéia principal da Quero Escalar, fazer algo diferente, inovar pra crescer e é nesse caminho que queremos continuar batalhando.

Enquanto isso, não muito longe dali… (pausa porquê um sabiá muito simpático ta entrando direto aqui no escritório no quarto em casa na sede da Quero Escalar e fica cantando em cima do suporte da cortina. Outro dia dormi com a janela aberta e ele foi me acordar hehe

Enfim, semana passada e retrasada acumulei milhares de vídeos, vou desovar aqui alguns dos mais sensacionais. Hoje não vou postar as fotos da Marina na Visual nem seu relato, tampouco o texto do Cleber sobre corrida. Fica pra próxima. Esta voltando a idéia de traduzir aquele texto sobre capacetes. Enquanto isso: USE O SEU PORRA!

(Vai direto para o último vídeo se quiser um não-de-escalada mas com mensagem massa no final). E por onde começo? Ah, sim… que tal o Atleta Edelrid Killian Fischubber escalando na índia? Muuito massa o vídeo, o cara escala com uma fluidez daquelas que faz ônzimo parecer quinto grau (sem os gritinhos e chiliques adamondrianos).

E Falando em Edelrid, um comercial nada a ver, da JEEP, com um outro atleta patrocinado EDELRID com as costuras, todos os equipos verdinhos apostando pra ver quem chega primeiro no cume da montanha. Parece que ele escalou sozinho e não tinha seg nenhuma hehe mas é interessante. Se fosse por aqui a competição seria pra ver quem chega primeiro no chão, com o cara rapelando de freio 8 com uma cadeirinha da….. deixa pra lá! hehehe

Eu juro que não estou puxando a sardinha da Edelrid, masss… mais um hahaha dessa vez a N vezes campeã mundial de escalada Angela Eiter fazendo Boulder na África do sul. Provando pra vc´s o motivo de ter salvo o vídeo: O nome do Boulder é “in the middle of the Ass”. Estou perdoado?! hahaha Chek it out:

E como hoje estamos sem preconceitos com boulder, vai um muito legal de uma promessa do esporte, uma italiana de 14 anos com o pai mandando uns boulder sinistros.

Pra compensar a bouldericidade, uma via esportiva móvel no Rio, com o Flavio Daflon. Favor providenciar mais vídeos desses, grato! =)

Continuando no cenário nacional, um pequeno vídeo sobre a falésia que esvaziou o visual das águas de paulistanos, já que agora todos vão pro Paraíso! rsrs

E esse é pra vc que é um cagão que nunca cagou fora de casa e não sabe que sua merda polui, não sabe segurar esse cu e sai cagando em qualquer lugar por aí. Não faça no Pé de via de escalada pública o que você faz na privada! E trata de quando achar um lugar escondido, cavar um buraco de acordo pra encher (dependendo do caso preciso de um buraco de um metro e meio pra não transbordar) e OU enterra o papel bem enterradinho, ou leva embora. Para as meninas, não tem xororô, mijou, leva o papel junto, guarda na mochila. Não sou eu quem está dizendo, mas a associação de escaladores do Cipó. #tamojunto #bandodecagão!

E voltando ao cenário internacional, uma competição de verdade que a Adidas organizou num esquema mó dinâmico e empolgante para o público tanto leigo quanto escalador. (Alô RedBull, #FikDik)

E Aqui um dos picos mais legais da Espanha, na cidade de CUENCA. Daqueles que é mais fácil vc mandar um sétimo grau que um quinto, pq ali é tudo via dura pra caralho, OLD SCHOOL mesmo. Aliás, no Festival de escalada em Kalymnos que rolou no começo do mês, as lendas da escalada ao ser perguntadas como ainda mantém sua performance tão alta, responderam: “Because of the sof grades of the modern routes”. (Por causa dos graus moles das vias modernas – como se um 10b de hoje fosse um 10a de antigamente). Exemplo, em RED RIVER GORGE nos EUA o Adam Ondra decotou todos os 9a Francês pra 8c+ (de 11c pra 11b) que mandou a vista enquanto foi pra CUENCA e não mandou nenhum 9a a vista e capaz de ter precisado de mais de um pega pra mandar 8c+.

E pra finalizar, um video de um cara que eu não gostava mas agora eu adoro! O Edu Marin ensinando a como usar o Grigri. No curso no fds teve gente que me perguntou: “Mas sério que tem gente que não segura a mão na corda ou põe a mão na alavanca? R: É o que mais tem.. é só o que vc vai ver por aí. Show de horrores.” Vc sabe dar seg?

E pra finalizar, mais um do Edu Marin, com a Miss rosa Sasha Digiulian. Depois da treta com a Nina em Orbayu, acho que ela resolveu descer prum pico mais ensolarado e mandou um 11a (ou b?) do Dani Andrada na Sicília. Awesome!

E pra finalizar, um não de escalada! Muito massa, recomendo assistir!

E por hoje é só pessoal! Vamos ver se ainda essa semana posto alguma coisa, mas acho dificil! Tem muito trabalho aqui e muita coisa acumulando, mas ta da hora, enquanto a mente ta ocupada e não para, ta ótimo!

PS – Ah, e to fazendo um treino animal na cda, mandei um 8a que eu nunca tinha entrado, no segundo pega em itaqueri semana passada, depois de ter mandado um 7a, um 8a e um 8b equipando! =D Ahh muleke! Em breve falo mais sobre isso… ;P

Práticas e Ética na Escalada Esportiva (Pode isso Arnaldo?)

Esse é o tipo de movimento dinâmico sem pés que a corda não pode interferir

Esse é o tipo de movimento dinâmico sem pés que a corda não pode interferir

Uma vez eu fui num médico por causa de minhas lesões nos dedos devido à escalada. Quando eu expliquei a ele o que eu fazia, ele me perguntou porque eu não subia pela escada. WTF???!?!!??Pra quem está de fora, nosso universo da escalada é um mundo a parte, e até mesmo quem já está a algum tempo nessa ainda não entende algumas “regrinhas” subliminares (nóias) que temos, e muitas vezes surge alguma cadena polêmica, que fulano diz que mandou a via a vista, o outro diz que não foi a vista, e um terceiro diz que nem cadena foi. Para orientar os escaladores, o site 8a.nu criou uma tabela de “regrinhas” que todo mundo sabe, segue, mas não está escrita em lugar nenhum. É basicamente o bom senso passado pro “papel”. Esse site 8a.nu pra quem não conhece, oferece um perfil para você cadastrar suas cadenas, e pra cada uma ele te da uma pontuação, dependendo do grau, se foi a vista, flash, etc… e com isso vc entra no ranking nacional ou mundial pra saber seu nível. A maioria das pessoas que eu conheço não liga pra isso, mas eu gosto porque fica um registro histórico das vias que eu escalei, os comentários sobre o que eu senti na época e um gráfico da evolução. Da uma olhada no meu por exemplo. Aí como tem um ranking, os playboy termina as vias pegando na costura da parada, sai com a quinta clipada, segura o pêndulo  do bote no meio da via pelo esticar da corda, tem a via inteirinha “beteada”, enfim, aí vai lá e coloca que mandou a vista no 8a.nu pra ganhar mais pontos e ficar na frente dos amiguinhos. Ou como diria o Bruno Marcondes, neguinho já entrou na via n vezes, mas aí vai lá e coloca que foi a vista. E aí os outros playboy fica putinho e eles ficam tretando pela internet dizendo que mandou ou não mandou (acho que até aqui vc não sabe se eu gosto ou não desse site né? kkk) e o bagulho fica engraçado.

Pra você que está começando e não está entendendo nada, a brincadeira é a seguinte: Toda essa galera que você conhece que já escala e faz essa tal de escalada esportiva joga um jogo cujas regras são as seguintes mais ou menos: escalar guiando as vias inteiras sem cair, sem se apoiar em pontos artificiais como as chapeletas, galhos de árvore nem sentar na corda pra descansar nenhuma vez. Só quando isso acontece podemos dizer que “MANDAMOS” uma via. Pra conseguir algumas pessoas escalam a via primeiro de TopRope, mas a maioria entra guiando mesmo e caindo nos pontos mais duros das vias que estão acima de seus limites, ensaia os movimentos até tê-los decorados e então entra pra “Mandar”.  Então, se eu entro guiando numa via, caio 1x no crux mas chego até o final, eu não mandei, a menos que eu entre novamente desde o chão, guiando, e faça sem nenhuma queda, logrando assim a famigerada cadena da via! Encadenei a via, mandei a cadena são sinônimos. Mas como ensaiar uma via ou “Fleshar” – entrar sabendo todos os betas – é mais facil que mandar uma via de primeira sem saber nada sobre ela, a tal da escalada à vista é tida como o estilo mais puro e que mais traduz seu nível atual na escalada, pois mostra realmente qual grau você está mandando por si só. Aí conforme você pode ter lido no post passado, nós alternamos entre mandar vias abaixo do nosso limite para aquecer, nos divertir, aprender um pouco de técnica, os movimentos, e mandar vias no limite e acima dele para nos desafiar e melhorar, ficar mais forte/técnico e consequentemente ter mais vias pra gente escalar abaixo do nosso limite depois que nosso limite é elevado.

Aí, pra não ter dúvida sobre como são essas regrinhas, não do site mas da maioria das pessoas de bom senso sobre o que você “pode” ou “não pode” fazer pra falar que mandou sua via, traduzi e adaptei uns 10% pra realidade brasileira novamente a tabela do 8a.nu sobre as regras de ética na escalada.

 

Eis aí algumas regrinhas que seguimos inconscientemente!

Eis aí algumas regrinhas que seguimos inconscientemente!

Tem algumas tipo desescalar que eu nunca tinha ouvido falar… também pudera né, acho que temos mais bom senso que os gringos hehe nunca vi ninguém guiando até a quinta chapa de uma via, depois desescalando até o chão pra depois entrar pra cadena e falar que valeu. Mas enfim, cada um cada um! E claro, tava incompleto o tópico sobre não chapeletar fendas, então adicionei um pouco do que tenho visto pelo Brasil afora, principalmente Minas e SP nesse quesito.

Tem um ponto que eu adicionei que não tem mto lá fora, (tem também, mas menos) sobre “VALE AQUELA AGARRA” ou não vale. Reza a lenda que quando o Chris Sharma mandou a via La Rambla, 9a+Fr (12aBR), o cara que tinha mandado pela primeira vez, o espanhol Ramonet, falou que o Chris Sharma usou uma agarra que não vale kkkkk Aparentemente não mudou o grau do crux (mas o ramonet falou que fica mais fácil com ela), era uma agarra aparentemente 30cm pra direita, e depois todo mundo que mandou usou também.

E aí, alguma polêmica? Acha que tem que mudar alguma coisa? Agora alguma cadena sua passou para a categoria “Curintcha”? (ou seja, vc colocou que mandou à vista mas tinha tentado a saída 5x e depois que saiu do chão não caiu mais?)

E por falar em Curintcha, vou colocar aqui um vídeo que me deixou meio indignado. O cara malhando um sei lá, nono ou décimo grau em móvel numa fendiquinha lazarenta (se pá até já pus esse vídeo aqui). Aì de repente faltando uns 5m pra fenda acabar ele da um puta dum curintxa e cai pra fenda da esquerda mais fácil que esteve lá o tempo todo e termina por ela, deixando a fendiquinha lazarenta pra direita. Ladrãaaaaaaaooooooooo! Pode isso Arnaldo?

 

E só pra dar uma decorada no post, vejam esse vídeo e entendam porquê morando em São Carlos eu não faço Boulder. Admito, eu gosto de boulder também… Adoraria fazer boulder num pico tipo esse, incrível! Ahhh, a grama do vizinho é sempre mais verde né? kkkkkkkk

Cada um cada um né? Mas esse próximo vídeo me faz lembrar que eu prefiro as vias hehehe

 

Dicas para escalar melhor adaptadas para a realidade brasileira

Escaladora anônima aleatória da Semana!

Escaladora anônima aleatória da Semana!

Em todos os meios de comunicação pipocam métodos milagrosos para que você da noite para o dia passe do 5sup para o oitavo grau. Artigos normalmente norteamericanos, espanhóis, ingleses ou franceses em sua maioria. Citam planificações de 8 semanas, 10 semanas, descanso, viagem, treino, mais um monte de planilha que só de olhar dá vontade de ir pro bar tomar uma e pedir uma porção de fritas com bacon. Baseadas em uma outra realidade, pra gente aquilo tudo parece meio de outro planeta. Ainda que tenhamos academias modestas em quase todos os grandes centros que possuem escaladores, ainda não há nenhuma daquelas mega academias do tamanho de um campo de futebol, com vias de 20-25m como em Innsbruck ou na California. Beleza, mas considerando que a sua academia é suficiente pra você fazer os treinos. Aí você vai lá fazer o treino de finger e em duas semanas tem que parar de escalar por causa de alguma lesão. Como assim? Nunca tive lesão! Escalo faz 6 meses, já estou forte, mandando 7a, entrando em 8a, como isso é possível? Sabe de nada, inocente. Bom, aí é pq vc não leu os avisos exaustivos nos próprios artigos de que esse tipo de treino é pra quem já escala há mais tempo.  Existem três jeitos de evoluir na escalada: Treinando, Escalando e treinando ou só escalando. Se você não fizer nenhum dos três, (só caminha) vai ficar dificil você sair do quinto grau (a menos que você tenha 16 anos, tenha 1,90 e 60kg e tenha uma certa consciência corporal advinda de outros esportes).

“Ai, mas pra que eu preciso mandar mais que quinto grau? Não sou esses nóia que fica preocupado com grau, eu quero me divertir”.

Acho justo! Mas tem muita gente inconformada por aí, e também pudera. Um dos motivos que levam as pessoas a quererem evoluir (além do próprio ego) é que se você escala quinto grau, você tem pouquissimas vias pra subir quando sai pra escalar. Em praticamente todas as nossas falésias com exceção do Rio que tem suas vias de terceiro e quarto que da pra descer de bicicleta (mas eu demoro uma semana pra guiar uma enfiada), o restante das falésias do Brasil tem poucos quintos graus. Então se você não quer fazer a mesma via todos os fins de semana, ou limitar-se a fazer 3 vias apenas na sua viagem de 1 semana pro cipó – que não necessariamente são as linhas mais estéticas do pico mas também não vai ser ruim – é melhor você começar a treinar. Não precisa mandar décimo grau, mas poxa, guiar com tranquilidade um sextinho e mandar com alguns pegas um sétimo grau já faz você se divertir horrores em qualquer lugar.

Uma coisa em comum  entre todos os livros de treinamento para escalada é que até oitavo grau você não precisa de muita disciplina e esforços sobrehumanos e com apenas algumas mudanças de paradigma já da pra se divertir e evoluir bastante!

Depois de ler alguns livros de autores como Eric J. Hörst e Dave MacLeod elaborei algumas dicas para as pessoas poderem escalar melhor baseadas na nossa realidade levemente diferente.

Algumas diferenças básicas principalmente para os Paulistas, mas provavelmente gente de mais estados vai se identificar: Falésias muito longe e Picos com poucas vias: Enquanto lá fora os picos bons tem 3.000 vias e neguinho fala que os pico ruinzinho tem só 300, aqui o melhor pico é capaz de ter essas 300. Muitas vezes os – já poucos – quintos graus são antigos e mau grampeados, aí um iniciante não pode guiar pois corre risco de dar chão antes de costurar a segunda, ou mesmo se cair antes da primeira pode se machucar feio. Aí é foda! Mas tudo bem, é nossa característica nos virarmos com o que temos né?

Carnaval em ritmo de festa!

Escalada de carnaval em ritmo de festa!

Divirta-se, mas saia da sua zona de conforto pelo menos um pouquinho.

Comumente a galera mete uma pressão na gente terrível! Não pode TopRope, não pode entrar em via repetida, não pode gritar retesa. As vezes é importante você só se divertir mesmo, especialmente quando está voltando, quando não treinou muito ou principalmente quando está começando. O importante é você (re)conquistar confiança, o prazer e a motivação que são fatores psicológicos tão fundamentais para sua evolução. Se você está voltando, ou começando, o importante realmente é você fazer um volume de vias abaixo do seu limite para que vá alimentando essa coisa aí dentro que vai fazer você querer treinar e voltar com tudo! Fazendo isso você também acaba (re)adaptando seu corpo para o stress que seus tendões vão receber e também vai descobrindo como sua cabeça funciona numa situação teoricamente controlada. (mas cuidado pra não acomodar!)

Treine. Na academia, na rua, na fazenda, numa casinha de sapé.

Se você é uma pessoa normal, daquelas que só vão pra rocha aos finais de semana (os chamados “Weekend Warriors”), você precisa fazer alguma coisa com seu tempo livre enquanto espera ansioso 5 dias para escalar novamente. Correr ajuda MUITO. Mas assim, MUITO mesmo. Tipo, PRA CARALHO. Corra. Vai. Tipo, agora! Anda! Ta esperando o quê? Direcione toda sua vontade de escalar pra corridinhas suaves de meia hora/uma hora uma ou duas vezes por semana. Isso faz milagres, pode crer. Hoje em dia está na moda o tal do crossfit ou do treinamento funcional. Realmente é sensacional e pra muitas pessoas que estão já num nível um pouco mais alto na escalada, tem feito uma grande diferença, praticamente eliminando a necessidade (eu disse praticamente mas não exlcuindo totalmente) de treinos de escalada como subir vias ou fazer boulders em ginásios. Você acaba ficando forte por inteiro, fortalece ombros, cotovelos, peitos, costas, joelhos, e fica bem menos suscetível a lesões. E como faz bastante aeróbico, vc acaba mantendo o peso controladamente baixo, o que também é melhor ainda pra evitar lesões. Se você não pode pagar pelo treinamento funcional, faça travessias no boulder cada vez mais difíceis pra ganhar resistência, a ponto de ficar cada vez mais cansado com menos tempo, mesmo você estando mais forte. Agora, se você está voltando de lesão, antes de voltar a se pendurar, FORTALEÇA. Quando você fica muito tempo parado, seus tendões definham e se você voltar querendo alcançar afobadamente seu nível de quando parou, vai ficar tendo lesão atrás de lesão, vai por mim. Por isso, é importante que sare bem e depois faça um fortalecimento por semanas seja com bolinha, com massagem, elástico, aí vai de cada um, antes de voltar. Abdominais suspenso também são sensacionais pra desenvolver sua tensão corporal tão importante. Concilie a corrida e 300 abdominais suspensos e veja os resultados. Sem raízes brancas, ligue já!.  E se você não tem onde treinar, não pode pagar academia, muros com pedras são excelentes alternativas, normalmente são dificeis, com muitos regletes, e é um treino excelente. Quando a polícia chegar é só explicar que você está fazendo boulder e que aquele pó branco não tem nada de suspeito. (sugiro pedir autorização para o porteiro/dono da casa. Se ele não der, aí vc escala mesmo assim e ainda com aquele gostinho da aventura e do proibido kkkkk)

Quem não tem academia...

Quem não tem academia…

Faça a Pirâmide

Apesar de termos poucas vias, no longo prazo com todas as viagens que você vai fazer você conseguirá ir fortalecendo a base da sua pirâmide. Mas o que é isso? É assim, você só tenta um sexto grau, depois de ter mandado 10 quintos. Só entra num sétimo, depois de ter mandado 15 quintos e 10 sextos. Só entra num 7b, depois de ter mandado 5 7a´s e 15 sextos. E por aí vai. Dessa forma você vai adquirindo experiência, solidez e confiança na sua escalada. Se não vc fica sendo aquele cara que manda um 7c decoradinho com maestria, mas escala horrívelmente se atrapalhando todo, bufando como se tivesse num nono, um quinto grau que era pra você estar aquecendo. E isso acontece mesmo viu! também conhecido como Vergonha alheia. Adaptando pra nossa realidade, você só entra em sétimos depois que estiver guiando sextos, porque também não da pra exigir que você entre em 10 sextos que muitas vezes somando quintos e sextos nem tem isso de via na maioria das falésias! No Acre inteiro por exemplo não tem nenhum! Tenha bom senso, Se só tem um sétimo pra escalar, tudo bem, escale o sétimo, mas se você está num pico novo e você não tem tantos quintos ou sextos (ou sétimos, sei lá, a base da sua pirâmide) de preferência para fazer o maior número de vias possível. Isso te garante ampliar seu repertório de movimentos e você precisará de menos força bruta pra conseguir mandar as vias mais duras. 

Piramide com base larga é melhor, o ideal é que com o tempo vá virando um quadrado, montado de baixo pra cima claro

Cada quadrado é uma via que você mandou. Piramide com base larga é melhor, o ideal é que com o tempo vá virando um quadrado, montado de baixo pra cima claro. 

Malhe Vias.

Normalmente os atletas de ponta aquecem num oitavo, nono grau depois vão malhar seus projetos de décimo, ônzimo. E ficam nessa via até mandar. Não raro a gente ouve falar que o cara entrou 27 vezes numa via até mandar. O Chris Sharma tentou 99 vezes aquela via sobre o mar num arco em Mallorca, lembra? A via era a El Pontas e tinha um bote insano. Ele já mandava 12a brasileiro e mesmo assim demorou 99 pegas pra mandar o 12b. O Adam Ondra também deu não sei quantos tentos na “La Dura Dura” ou “The change” e isso pq ele ja mandava 11b a vista na época (hoje ele já mandou 3 11c´s a vista). Isso que é determinação! Isso é importante pois cria objetivos e faz com que você tenha uma meta a ser alcançada. Mantém a motivação em alta e sustenta saudavelmente o músculo mais importante pra escalada: o Cérebro. Se vc não mandar, não tem problema, no fundo no fundo vc sabe que tudo é treino né? É bom também que você se acostuma com o processo, que é a parte mais demorada, e não com a conquista que é instantânea e logo você já está pensando qual será a próxima. É claro que se no seu projeto você não consegue nem sair do chão, é mais prudente que você escolha um projeto mais factível, e faça a tão falada pirâmide. Mas se sua pirâmide tem uma boa base, já deu 27 pegas no seu projeto? 

Dê tudo pra mandar seus projetos!

Dê tudo pra mandar seus projetos!

Repita vias.

Lá na gringa, com os picos de 3.000 vias, você mandou um 7a, não tem razao nenhuma pra repetir enquanto você não mandar os outros 250 7a´s, e mesmo depois disso, é pra você começar a mandar os 250 7b´s e por aí vai. Aqui não tem isso, então uma maneira interessante de treinar no quintal de casa é ocasionalmente repetir vias. Mas procure dilapidar a sua escalada na via para que possa executa-la com maestria fazendo o mínimo de esforço e o máximo de técnica possível (ou seja, escale bonito). É bom pra você saber como está o seu nível, é divertido, acaba sendo um bom aquecimento ou mesmo treino, e sabe como é, o importante é estar escalando não é mesmo? Mas também não vá cair no círculo vicioso de ficar repetindo sempre as mesmas vias pra sempre. Quando eu comecei a escalar tinha um escalador “fodão” que SEMPRE mandava as mesmas vias, a gente pagava um pau, mas depois de um tempo começamos a nos perguntar porque nunca tínhamos visto ele entrar nas outras vias no pico no mesmo grau. As vezes ele gostava muito daquela, ou as vezes ele tinha desencanado do processo de descobrir, tomar espanco e evoluir nas outras. Com o tempo aquele cara foi se afastando da escalada. Nunca vou saber se foi por falta de motivação ou porque casou rsrsrs

Viaje.

Com um background arenistico no quintal de casa, lembro como sofri a primeira vez no granito de Andradas. JESUUUUUISSSS!!!! Fazia força de sétimo grau (que eu nem mandava na época) em quartos de aderência. Adquiri tantos “experience points” que ganhei um level up no trabalho de pés. Granito é bom pra isso né?! (e só pra isso). Aí fiz parede e aprendi o foco necessário quando não se vê a última costura e é preciso entrar num lance que você não tem certeza que vai mandar. Quando voltei, guiar as vias esportivas “esticadas” era mamão com açúcar! E percebi que fazia muito menos força nas vias pois movia melhor os pés e me posicionava mais adequadamente economizando energia naturalmente. Quando fui pro Cipó me apaixonei pelo calcário, era essa a resposta que eu procurava ao “porquê eu escalo” e achei meu estilo, o lugar mágico e a rocha com agarras benevolentes porém não menos difícil. Voltei pra casa determiando a treinar, ficar forte, fazer a lição de casa e voltar pro Cipó pra mandar os projetos e pendências e me divertir horrores. É bom também porquê você conhece outras realidades, outras “éticas locais”, gente que manda muito mais que você, gente que manda menos que você e você descobre que tamo todo mundo junto no mesmo barco. Eventualmente seus amigos novos virão escalar contigo no seu quintal e você poderá sempre encontrá-los quando voltar, e até mesmo fazer a maior festa quando ambos estiverem escalando “fora de casa”. As vezes você terá casa cheia, e outras vezes não vai precisar pagar camping, hostel e conhecerá a hospitalidade de cada estado com guias locais que são seus parças.

Beto e Eu Tietando a Melissa Le Neve, super simpática!

Beto e Eu Tietando a Melissa Le Neve, super simpática!

Socialize.

É mais um adendo do tópico anterior, mas quando você chega num pico com seu brother, entra quieto e sai calado, você perde a oportunidade de conhecer técnicas novas, novos equipamentos, detalhes sobre as vias que você nunca imaginaria (que uma via tem uma continuação linda que não aparece no croqui – ainda mais com a maioria dos croquis que tem por aí que venhamos e convenhamos né? – ou que tem marimbondo) e pode trocar muita informação sobre novos lugares pra escalar, novas vias, betas de lugares mais baratos pra ficar. Mas só por isso você não mereceria a socialização. Também tem que ser espontâneo e não por interesse! Oferecer seg é uma ótima maneira de quebrar o gelo. Bolacha com café preto, vish, os nego vem que nem abelha no mel! hahaha Né Mel? haha Os mineiros adoram uma cachaça, Sulistas não largam o Chimarrão, enfim, essa troca de culturas é saudável para sua vida como um todo, não só para a sua escalada!

Escale a vista.

Como temos tããão poucas vias nos picos, é valiosíssima sua primeira entrada! A menos que você tenha em mente REALMENTE e com convicção que quer mandar seu primeiro 7b em flash, dê o primeiro pega a vista. Você aprende as malícias de pensar rápido nos momentos mais tensos, as estratégias para esse tipo de escalada, acaba ficando mais esperto e aprende a escalar a via do melhor jeito para o seu corpo, com o seu background, sem estar sugestionado a fazer de determinada maneira. Você acaba lembrando muito mais a sequência de agarras para um eventual segundo pega e incorpora com muito mais naturalidade a nova gama de movimentos que essa via te ensinou. (é bom também pq ninguém pode falar que você roubou porque usou aquela agarra meio metro pra direita da chapa sem magnésio que facilitou muito sua vida, sendo que a via inteira era pela esquerda). No começo pode parecer meio difícil, mas depois que a mágica acontece… ahhh… aí a mágica acontece 😉 .  Com relação ao tanto que  o a vista te ensina e te faz evoluir, dizem que a escalada a vista está para a escalada com os betas, assim como a escalada guiada está para o top rope. (eu digo isso) Da mesma maneira, NÃO dê betas indesejados se as pessoas não pedirem! Uma vez tinha uma australiana chamada Naomi escalando no cuscuzeiro. Quando passei embaixo dela gritei: É pela esquerda a via viu?! Ela olhou pra baixo com o zoião arregalado e exclamou: EXCUSEME?? Aí eu muito sagaz: Não é com vc não, é com o cara na via da esquerda! kkkkkk Quem preza pela escalada a vista DETESTA beta e uma dica que você der pode transformar uma cadena extrema da pessoa a vista num flash (o quê da muito menos pontos no 8a.nu também). E por falar em 8a.nu, um 7b a vista te da mais pontos que um 8a malhado, pense nisso! Enfim, apesar de ter muita gente por aí beteiro pra caramba, cada vez cresce mais o número de praticantes da escalada a vista, e você poderia ser um deles!

Escale vendado.

É ótimo para você treinar sua concentração, seu trabalho de pés, sua estratégia, enfim, é só vantagem! Experimente um dia e você vai se divertir horrores enquanto treina! Não precisa entrar num oitavo grau exposto, pode ser uma via que você já conhece na academia ou mesmo na rocha. O exercício de não poder ver e ter que ir tateando é ótimo! E as blocadas isométricas (aquelas que você faz quando começa o movimento e trava no meio enquanto com a outra mão vai tateando buscando uma agarra) são um excelente treino!

Depois da escalada Onsight, Escalada OnBlind hehehe

Depois da escalada Onsight, Escalada OnBlind hehehe

Escale com quem escala mais/há mais tempo que você.

Recentemente teve uma puta polêmica na Climbing porque um cara escreveu uma matéria alegando que o problema do lixo, bagunça e consequente fechamento dos picos é porquê os “zé ruela de academia” (SIC) vão pra rocha sem saber como se comportar no ambiente natural. Acho que nesse comentário ele errou feio errou rude, pois no meio da discussão lançaram um contraponto excelente: Se 10% da população é idiota, é natural que 10% dos escaladores também sejam. Então a culpa é da sociedade e não das academias. Nem vou entrar nessa discussão pq acho que não é o foco deste post. O que eu quero ressaltar é que ir pro pico acompanhado de alguém que já tem experiência na rocha te deixa mais seguro e comete menos gafes naturais de primeira vez como em todos os lugares. Ele pode te mostrar onde é o melhor lugar para o número 2, quais são as melhores vias, quais você deve evitar dependendo do seu grau, ou te botar numa bela roubada porque ele confia no seu potencial e que você nunca entraria e acaba adorando. Mas onde eu quero chegar é que você pode aprender muito com esse brother/tutor. Quando eu estive em Arco na Itália, aprendi tanta coisa com meus padrinhos da escalada, o Birão e a Dani, que até hoje propago esses métodos tão eficientes que se tornaram TOC e muita gente já os pegou de mim para seu benefício próprio. Exemplos práticos são: Se encordar ANTES de colocar aquela sapatilha 5 números menor que seu pé que você nem a suporta direito durante a escalada muito menos em pé, no chão, enquanto se encorda. Tirar a poeira da sola da sapatilha com a palma da mão antes de calçá-la pode ser a diferença entre mandar e não mandar uma via com pezinhos delicados. Tirar a LAMA da sapatilha é respeito ao próximo pois as agarras de pé logo serão agarras de mão. Não dar seg de sapatilha pra não fuder a sapata que independente do seu nível financeiro, não foi barata. Respirar no meio do Crux, costurar com o braço esticado em posição relaxada, enfim, tanta coisa que sinceramente dava pra fazer um post só em homenagem a esse casal que hoje mora em Bragança. Mas também tenha parcimônia, não foi meu caso, mas muita gente da “antiga” tem vícios terríveis como dar seg nos dois pontos da cadeirinha e não no looping como manda o manual de qualquer freio ou cadeirinha. Invariavelmente, se as pessoas com quem você escala são mais fortes, vai sobrar pra você limpar vias acima do seu nível garantindo inestimável aprendizado, ou ter várias vias no seu grau equipadas pra você entrar tranquilo que se você não mandar tem alguém que manda, (mas que você vai acabar mandando e se não mandar pelo menos terminar pela dignidade kkkkkkkkkk) garantindo grande evolução. É aqui que você pode praticar exponencialmente aquela parte do “Malhe vias”.

Escalando com quem tem mais experiência você aprende muito! (Mas cuidado com os vícios errados!)

Escalando com quem tem mais experiência você aprende muito! Mas cuidado com os vícios errados! (Dou seg em troca de comida diz o cartaz em inglês.)

Espalhe a palavra. 

Quando eu comecei a escalar, achava que todo mundo gostaria de escalar também só não o fazia por falta de oportunidade. Qual não foi minha decepção quando descobri que a escalada não é pra todo mundo. Mas quando te procurarem, quando ver gente nova querendo ir pra rocha, leve e faça a funça do tutor. Pra ver se ninguém faz nenhum procedimento errado, não desrespeita a ética local – ou seja, pra ver se ninguém mija fora do pinico – e também para garantir que essas pessoas terão uma experiência agradável e não tomem um grande espanco, traumatizem e parem de escalar. Não é porquê ninguém queria te levar pra rocha no começo que você precisa passar pra frente a gentileza. Mas também não tire a experiência da aventura de ninguém, seja ponderado. Muitas vezes os iniciantes precisam mesmo de um toprope em sua primeira ida à rocha pra aclimatar com a falta de adesivos nas agarras. Mas também não deixe acostumar hehehe Depois, uma via equipada e com a primeira passada é uma ótima motivação pra pessoa começar a guiar (Já era negão, segunda vez na rocha não tem Top mais! Olha o bullying que eu falei la no começo kkkkk). Não esquece de falar sobre o silêncio, comportamento e o respeito em ambientes naturais, mínimo impacto, etiqueta (tipo nunca escalar de sapatilha clara com meia preta – aliás, com meia nenhuma!). Todo mundo vai falar que já sabia, mas você não pode falar que não avisou! Tem gente preocupada que tem muitos escaladores novos pra poucas vias, mas quanto mais pessoas começarem, conhecerem a escalada, maiores as chances de amanhã encontrarmos um pico alucinante e o dono já conhecer a escalada e liberar o acesso numa boa. Sonho meuu… sonho meuu….

Não dê ouvidos ao Tribunal de Pedra. Mas tenha humildade pra ouvir conselhos.

Muita gente vai tentar dizer o que você deve fazer ou deixar de fazer. Cobre-se sempre, esteja sempre em evolução porque isso não é uma imposição, é praticamente a definição do nosso esporte. Mas só você mesmo conhece seus limites, sua velocidade de aprendizado e sua rotina e dedicação. É bom quando as pessoas tiram a gente da zona de conforto, mas também tem os chatos de plantão. Sempre alguém vai decotar a via que você demorou dois meses pra mandar, e sempre vai ter gente achando que sua luxação no tornozelo porque caiu errado antes de costurar a primeira chapa de uma via mau grampeada é puro mimimi. Saiba ouvir pois muitas orientações boas podem vir das pessoas, mas saiba filtrar porquê as vezes aquilo pode não funcionar pra você.

Bem, espero que tenham gostado dessas dicas baseadas na realidade sociológica e geográfica de nossa escalada. Todos os gringos que vem pra ca concordam que somos escaladores muito sociáveis, até demais, e muitas vezes até deixamos de lado a escalada pra fazer social. Faz parte da nossa realidade, é importante que nos adaptemos mas também é importante não esquecer que devemos seguir o caminho do meio: Treinar duro mas não esquecer que existe vida além da escalada. De um outro ponto de vista é importante socializar mas também não vamos esquecer de escalar, treinar, evoluir que esse é o objetivo hehehe Enfim, espero que estas dicas ajudem e se você tem alguma dica útil posta aí que eu adiciono como Update!

Escalando na Serra da Canastra

Cachoeira na Fazenda Santa Bárbara

Lugar aprazível de se escalar!

É bem na bordinha, mas é canastra. Com os campos rupestres inconfundíveis na chegada do pico, e histórias sobre a nascente do São Francisco, a 80km de Franca, esse lugar que pudemos conhecer no último fds oferece um estilo diferente para os escaladores e conquistadores de plantão. Com uma super infraestrutura de recepção turística já estabelecida com área para camping, chalés e restaurante rural, o grande diferencial do pico é uma grande cachoeira muito bonita com poção e grande volume d´água. E a vontade do dono que escaladores venham aos milhares para escalar as paredes adjacentes à cachoeira, em sua propriedade particular.

O Potencial não é para mil vias, mas a beleza do lugar é encantadora e encontramos potencial para abertura de umas 30 vias, fora o que ouvimos dizer sobre os canyons próximos. Umas 20 vias de uns 20-30m que precisarão de alguma jardinagem e que ficam ao sol, com base boa e na sombra para o seg,  e mais umas 10 mais curtinhas de uns 10 ou 15m na sombra – ah, e com aparente possibilidade para escalada em móvel para uma linha ou outra. E ao lado da cachoeira aparentemente o filé. Com apenas um acesso seco a um platô que dá acesso à única via já conquistada, vai dar pra abrir mais umas 4 ou 5 vias a partir desse platô, mas não vai ser esquema Itaqueri confortável, na base do pico o dia inteiro. Enquanto oferece conforto e comodidade nos 15 mins de trilha em linha reta, no poção da cachoeira e pedras ao redor para deitar preguiçosamente, na hora do climb talvez precise de um poquinho de empenho, mas nada de outro planeta (como ficar em pé num platô ancorado enquando dá seg). Vários diedros negativos prometem escaladas fortes e altamente estéticas a menos de 20m da cachoeira, que forma arco íris praticamente todo o dia e os Urubu-Reis sempre vem dar uma olhada no que está acontecendo.

Acessando o platô de onde sairiam as outras vias

Escovando Acessando o platô de onde sairiam as outras vias

Convidados pelo Wagner de Franca que abriu a primeira e única via do pico (por enquanto), Ives e eu fomos conferir todo o potencial. No início ficamos um pouco decepcionados pelo acesso ao platô e muita parede molhada pelo spray que vem da cachoeira. Mas logo que começamos a escalar já animamos muito pois a rocha é dura pra caramba, com muitas agarras invertidas e muita técnica.

O Wagner pediu pra eu equipar a via, chamada Gritadores (que vocês imaginam porquê ao lado da cachoeira). Fui subindo, mas a via estava bem suja ainda, então dei uma de diarista e limpei todas as agarras. Agarrçoes cheios de terra e pézinhos chave com camadas de areia.  Tirei os moves, testei todos os blocos encaixados que nem respiram nem dão sinal de vida (mas impressionam) e desci. O Ives entrou e mandou seu primeiro FA, provavelmente a via ficou um sexto grau bem técnico. Você escala e o tempo todo ao lado da cachoeira e do poção, é só virar a cabeça que é tudo o que você vê, muito massa!

Escalada bem ao lado da cachoeira. No platô não venta como no começo da escalada, ainda bem!

Escalada bem ao lado da cachoeira. No platô não venta como no começo da escalada, ainda bem!

Depois ainda voltei ao top da via, bati uma chapa pra esquerda e alcancei um platô onde furei uma parada com a intenção de abrir outra via do lado, mas ficamos de saco cheio ficou escuro e tivemos que abandonar a missão. Fiquei com muita vontade de conquistar os diedros e arestas negativos pra esquerda da cachoeira. Mas principalmente de desenvolver os setores menores pra esquerda que aparentemente vai ter vias entre 10 e 20m na sombra com rocha boa. O setor mais alto fica no sol, mas até compensaria pois em alguns lugares até 1/3 da via ficaria na sombra, incluindo o seg. É longe pra caramba, (ok, só 80km) de Franca, uns 280 de São Carlos,  mas é tão bonito que compensaria ir de vez em quando, até com amigos que não escalam pra que eles façam as trilhas do lugar, acampem, deem um rolê no mato enquanto a gente escala =)

Nom fim do dia um selfie com a cara toda suja de poeira (uma camada uniforme) a mão regaçada, com os brinquedos e a metranca a TiraColo

No fim do dia um selfie com a cara toda suja de poeira (uma camada uniforme), a mão regaçada, com os brinquedos e a metranca a TiraColo

E a noite pudemos provar o maravilindo JK, prato típico Franquense que eu nem consegui mandar a cadena, tive que abandonar no meio apesar de ser deliciosissimo. No dia seguinte não tem fotos, mas voltamos pro Tremendal e tivemos a triste noticia que o dono da propriedade tinha pedido que gentilmente os escaladores tirassem as chapas das vias pois não estava morando mais ali por motivos de saúde e os escaladores vinham sendo confundidos com ladrões de gado e de café. É o cu da cobra, de cair o cu da bunda, mas mais um pico muito legal com nem 50% do seu potencial desenvolvido fechado porque está em “propriedade particular”. Escalamos a via que haviamos aberto em fevereiro quando estivemos lá pois era a primeira a entrar na sombra, e tiramos as chapas com a sensação de quem sacrifica um cavalo de que gosta muito. 😦 Escalamos pela última vez no pico e o Ives pode mandar seu primeiro 7b a vista, ah muleque!

Espero que os locais tenham a sagacidade e o poder de negociação com os proprietários para reverter a situação.  Ainda não recebi as fotos do domingo, então, finalizo com uma foto das paredes mais altas à direita da Cachoeira de sábado, que tem grande potencial. Valeu Wagner pela hospitalidade e por nos apresentar a este pico tão bacana! Em breve estaremos aí novamente!

Potencial do lado direito da cachoeira. Com a jardinagem certa vai ficar lindo!

Potencial do lado direito da cachoeira. Com a jardinagem certa vai ficar lindo!

Vídeos Comentados

Tem uma foto sua escalando, garota? Manda pra eu decorar o próximo post! ;D

Tem uma foto sua escalando, garota? Manda pra eu decorar o próximo post! ;D

Tá, toda semana eu coloco vídeos comentados, principalmente nas semanas que estou escalando menos, mas preciso mudar o título do post cada vez em quando 🙂

Não vou por as fotos de Arcos ainda pois ninguém me passou as respectivas, né Sr. Guilherme e Dona Bia?

Por enquanto vamos conferir os vídeos que foram sucesso semana passada pela net afora.

Semana passada saiu um vídeo da Mayan Smith-Gobath no Brasil. Parece que ela não para quieta e agora foi pra Oceania escalar um dos picos mais famosos do novissimo continente. Localizado na Nova Zelândia, a Totem Pole é uma batata frita gigante em pé de 5×5 e uns 40m de altura no meio de duas paredes a beira mar. Bonito e aventuresco. Vira e mexe aparece propaganda de alguma coisa nesse lugar pois é muito clássico. Mas já virou meio clichê de tanto aparecer, igual fotos do chris sharma fazendo psicobloc em Mallorca ou do Adam ondra sem camisa se camuflando numa rocha calcaria branca como ele em um 9b numa falésia qualquer pelo mundo.

E aqui um vídeozinho curto sobre uma garota americana que sempre foi diferente e quis morar numa van e escalar pra caralho. Atleta patrocinada, ela fila o wifi das cafeterias que frequenta e ferve a água do café em frigideira.

E se tem uma Persona-non-grata nesse país, esse cara é Enzo Oddo. Tomou tanta bordoada pelas cagadas que andou aprontando em sua última passagem por aqui, que sobrou até pro seu companheiro, que em teoria “não tem nada a ver com a paçoca” Gabriele “água de salsicha” Moronni. O Tribunal de Pedra da internet condenou os dois ao exílio sob ameaças e críticas duríssimas sobre suas condutas quando tiraram chapas de uma via do Marechal da Mantiqueira (queria ver se fosse via minha hehe) la de Itatiaia, e furaram um boulder porquê ao que tudo indica não tiveram as moral de escalar outras vias mais comprometidas por esse Brasil afora. Enfim… finalmente saiu o primeiro vídeo da polêmica passagem dos meninos por aqui..

Um dos protagonistas dessa confusão toda mas que depois “meio que se” provou que era inocente, o Moroni, lançou um vídeo de 45min dele escalando na espanha. Com aparições de Joe Kinder Ovo e Lucas “Braço Preto” Jáh Marques dando depoimentos calorosíssimos sobre o ruivo, o filme é legal pelas aparições de seu BFF (best friends forever), o também italiano Silvio Reffo. (aviso de mais do mesmo daquela receita de video de escalada 2012-2013: Ir num pico foda, encontrar os fodões, mandar várias vias foda, projetar uma mais foda ainda, mandar no último dia de trip e furar uma via nova, que na verdade são só meia dúzia de chapas a mais pra esquerda de outra via já com top e tudo mais, que acaba precisando de um costurão de 60cm pq a chapa nao ficou num lugar bom pra equipar nem pra clipar com costura curta – Genja, como vc tá chato!)

E falando em crítica, acho que apesar de falar muito disso e daquilo, a única coisa que eu pego no pé MEEESMO é sobre segurança. E isso inclui sobre abrir vias direito sem colocar as pessoas em risco, inutilizando trechos preciosos de rocha que ninguém vai escalar porque a via ficou “perigosa”. De nada adianta abrir um setor inteiro se as vias precisam de costuras de 60cm para ficar minimamente escaláveis. Via boa tem que ser segura mesmo equipando. Se não fica um monte de chapa na parede, praticamente desperdiçada pois ninguém vai querer entrar na via pra correr um risco gratuito. Quer correr risco vai fazer parede, big wall, guiar esticões de 20m entre paradas. Quando for abrir uma via, escale antes. Pense nos melhores lugares para EQUIPAR (colocar as costuras nas chapas), de maneira que se você cair puxando corda costurando não bata no chão, não bata em platôs. Role blocos soltos ao longo da via, agarras duvidosas voce pode reforçar com sika (mas seja discreto, por favor!) e faça uma parada amigável. Dê uma olhada nesse vídeo de como abrir uma via clássica:

Outra coisa que inclui a segurança é fazer segurança pra quem está escalando de maneira correta. Os equipamentos que usamos são testados incessantemente pelos fabricantes e fica comprovado por eles que de algumas maneiras seus produtos não funcionam, de outras funcionam com excelência. Mesmo assim as pessoas insistem em usar freios como o Grigri por exemplo, à seu bel-prazer sem se dar conta de que estão colocando a vida de seus companheiros de escalada em risco. Só existe uma maneira correta de dar segurança, e não é a que você sabe “melhor”, é a que o fabricante indica e sugere. Mas tem gente que continua achando “muito difícil” e prefere fazer de uma maneira em que o freio não evite que o escalador caia em queda livre até se esborrachar no chão. “Perca” (na verdade, ganhe) um tempinho, aprenda a fazer direitinho de seg numa via (ou duas) para um chegado, somente do jeito certo, por mais que você tenha dificuldade. Eu prometo que no final das 2 vias você vai estar conseguindo! Leia na internet, no manual do seu brinquadinho novo, veja videos na internet como fazê-lo pois um acidente por sua causa além de causar uma morte, pode fechar um pico inteiro de escalada para toda a comunidade, e olha que já não temos muitos! Enfim!! Vocês lembram daquele escalador que já mandava décimo grau antes de você nascer, o Novato, pai do Edu Marin, que com 60 anos está malhando uma via de 11b e recentemente mandou seu primeiro 11a? Pois é, ele é um que aparece dando seg de maneira completamente equivocada nesse vídeo que dá até desgosto 😦 Mas o vídeo em si é legal, e aparece ele malhando seu projeto, falando sobre motivações, sobre seus processos e que a via está próxima de sair. Isso se ninguém se matar com a sua seg hahaha

E vamos aliviar um pouco esse clima tenso que se instaurou. Curta esse vídeo de uma escalada no Marrocos. Curto, com belas imagens e um pouco de escalada. Legal a narração com sotaque 🙂

E no final, um vídeo de dois Brazucas em Bishop, provando que não é necessário muitos recursos para fazer um vídeo bem legal. Com uma Câmera, um tripé, registraram sua trip para os EUA e fizeram um vídeo muito leve e cativante até para o escalador como eu que não gosta de boulder. Detalhe para o minuto 3:30 o cara dando uma de Robert estragando o take dando A-QUE-LA coçada no saco cabulosa enquanto pensa em descer do boulder.

Bom, e já deu né? Tem mais uma série de vídeos da Paige Claassen, quem sabe no próximo post. Qual a boa do finde?