Encontrei um Equipo abandonado numa via… E agora?

Tinha que ter posto uma foto do stone nudes já que o assunto é polêmica né? ;)

Tinha que ter posto uma foto do stone nudes já que o assunto é polêmica né? 😉

Recentemente rolou uma treta entre um escalador polêmico que era daqui de São Carlos, e outro, que é de ficar mais na dele. O Polêmico pela segunda vez não conseguiu tirar um friend de uma fenda, que em teoria seria a conquista de uma nova via, que acabou não se concretizando e o friend ficou lá. Todo mundo passava por lá e via aquele frendão “xuxado” na fenda mais ou menos a 2,5m de altura, ao alcance de qualquer um que conseguisse removê-lo. Eis que mais de um ano depois, chega o rei Arthur e consegue tirar a excalibur, que de tantas tentativas fracassadas de remoção, estava um farrapo, com os cabos de aço destruídos e as molinhas empenadas.

Algumas semanas depois o polêmico solta pelas listas de discussão que estava emputecido porque tinham “roubado” seu friend – também conhecido como peça móvel, daquelas que se coloca e tira da rocha, não gerando poluição visual. Bom, passada a treta, caso encerrado, ambas as partes chegando num acordo. E eis que na revista NorteAmericana Climbing de Maio sai uma pequena matéria sobre como proceder em casos como este.

Revista Climbing - Maio 2013

Revista Climbing – Maio 2013

E a matéria é curtinha, mas vai mais ou menos assim:

O Tesouro dos Escaladores

Um Brilho no meio de uma via chama sua atenção. Seu coração bate mais forte. Suas mãos começam a suar. Será que é? O Santo graal de todo “Escalador Micróbio” e entusiastas? Sim, é isso mesmo! Uma prêmio!! E agora, o que eu faço com isso?

Metade da graça em encontrar esses “prêmios” – Equipamentos abandonados – é que eles são de graça. A outra metade é que você conseguiu tirar um equipamento entalado que ninguém mais conseguiu. Mas o que você deve fazer com ele? Fica pra você ou tenta devolver pro EX-dono? E mais importante: Você deveria tê-lo tirado de lá, pra começar? Aqui estão algumas regrinhas de etiqueta desses tesouros brilhantes que vão ajudar-lhe a tomar decisões responsáveis sobre qual equipamento você pode chamar de seu.

  • Mosquetão sozinho numa chapa no meio de uma via.
    • Provavelmente um mosquetão de abandono. Pegue-o e use-o quando tiver que abandonar uma via.
  • Uma costura perdida no meio da via.
    • Depende se a costura foi deixada como abandono ou num lugar de difícil remoção (tipo no começo de um teto). Na dúvida, deixe-a. *Nota do tradutor: Costura presa na chapa com malha rápida é parte da via, deixada pelos conquistadores ou pela comunidade local normalmente no crux. Se a fita (sling) está muito acabada e você tem uma sobressalente, não hesite em trocar, a galera agradece!
  • Uma via inteira equipada com costuras:
    • É o projeto de alguém e ele ou ela deixou as costuras na parede porque está trabalhando os movimentos da via e vai voltar pra mandá-la (ainda que no dia seguinte). Alguns picos esportivos possuem “perma-draws” (algo na tradução literal como perma-costuras – ou costuras permanentes) em vias muito negativas (onde limpar a via é muito difícil e trabalhoso) ou nas que têm muito “tráfico” (pra agilizar o processo).
  • Uma peça móvel numa via trad: Se ela estiver bem entalada lá, praticamente cimentada, é provável que seja uma proteção fixa, o que significa que todo mundo a usa (mas que você deveria usar com backup!). Veja se na descrição da via no croqui não fala nada a respeito pra ter certeza. Se alguém simplesmente não conseguiu tirar e você conseguiu, é seu. Contudo, se você viu ficar presa, ou se tem gente escalando as enfiadas acima de você, devolva.
  • Devolva equipo encontrado:
    • O esforço para devolver um equipo normalmente é proporcional ao valor. Quanto mais caro, mais vc tenta. Se é um pedaço de sucata, nevermind. Deixe pendurado pra fora da mochila as peças pra todo mundo ver; Deixe uma nota no abrigo ou com a galera, ou coloque na lista da hangon, femerj, cume, femesp, etc.. Depois disso colha a recompensa Kármica de devolver o tesouro encontrado! (e não vale devolver só com 8 o jogo de 10 costuras que vc achou dentro da sua mochila, que isso lá no Cipó tem outro nome!)

(Acaba aqui a tradução)

Sempre que nós achamos equipos abandonados no cuscuzeiro colocamos nas bases das vias: Algumas já tem mosquetão com rosca, principalmente em locais sem acesso a rapeleiros, então vc termina seu 8a, coloca uma COSTURA SUA e desce. Se ninguém mais for entrar na via AÍ SIM você pode usar o mosquetão pra limpar a via de baldinho. Não fazemos isso em itaqueri pois um FÉLA roubou todos os mosquetões das paradas das vias e já estava começando a roubar as primeiras chapas das vias (PRA QUÊÊÊÊ???).

Bem, então é isso, se encontrar um brinquedinho novo e ele estiver em condições tente devolver, se não parabéns, no jogo de sorte ou revés hoje você tirou Sorte! O dia que tiver que abandonar uma via na metade, terá sido revés (incompetência mesmo! kkkk) Mas lembre-se que mosquetão em base de via é pra LIMPAR a via (NÃO pra armar top rope) e que malha rápida no crux é pra galera que não manda o lance poder abandonar (porque aqui no brasil é foda abandonar uma costura no crux! Na verdade o mais comum é abandonar um cordim né, pq uma malha rápida em certos lugares ta mais caro que um mosquetão, ta loco! (Não na Quero Escalar 😉 )

É isso, e não percam o próximo post-homenagem com uma notícia bombástica… (velha, mas que ninguem ficou sabendo).. Aguardem..

De volta com novidades: É 5.10, é Beal, é vídeo… Confira!

Fotinho lúdica para decorar o post cheio de vídeos :)

Fotinho lúdica para decorar o post cheio de vídeos 🙂

Ó, nem vem falar que faz 2 semanas que eu não posto nada no blog pq nesse meio tempo foram 3 posts no blog do CUME. Lá eu pus uns “Vidinhos” pra galera que ta começando, a divulgação da SACU – Leia-se: monitoria todo dia essa semana, que não rolou direito por causa da chuva – e as inscrições para a Oficina de escalada do CUME. Mas isso eu ainda tive que fazer rapidinho porque está sendo um frissom com a nova leva de sapatilhas da 5.1o que chegaram na Quero Escalar!! Não obstante, também recebi uma leva de cordas da beal aqui e tudo tem sido uma correria. Tudo começou quando, depois de uma série de decisões, sentei pra terminar o croqui do cuscuzeiro. Trabalhei intensamente por 2 dias sem comer nem beber água muito menos ir ao banheiro e no terceiro dia tive uma reviravolta (os fatos citados acima) e agora eu não consigo tempo pra sentar e dar continuidade aos trabalhos. Mas eu Não reclamo não, é bom sentir-se produtivo. Fiz até um protótipo de cartão da Quero Escalar que preciso mandar pra gráfica, vai ficar lindo de ver! 🙂

Agora só falta eu poder voltar a escalar de verdade (que não aguento mais quinto grau, as mesmas vias de quinto e sexto grau que se somadas não deve dar umas 10 aqui na região, não sei como tem gente que não enjoa, toma vergonha na cara e vai treinar pra fazer mais vias mais difíceis) e pronto, vai estar faltando só uma coisa – ou melhor, pessoa – pra ficar tudo “ótemo”.

E chega de Bla-blá-blá que apesar da semana passada ter sido meio morna de vídeos, essa ta da hora!

Começando com esse, da grande blogueira Marieta Cartró, que manda décimo grau tanto com as palavras num humor afiado e inteligente, quanto na escalada. Aqui ela aparece malhando um 10b (ou c – não lembro que vi o vídeo semana passada) e dando entrevista, falando como começou a escalar, mostrando seu quintal, Montserrat, na Espanha. Depois não sabe pq tem tanto espanhol que escala…

Seguindo a linha de quintal de casa, vamos para o nosso. Ta certo que ta mais para quintal do vizinho (onde a grama é sempre mais verde). Você não pode perder as aventuras dessa galerinha que vai aprontar altas confusões a bordo de uma Kombi do barulho! Mas como não estamos na sessão da tarde, esse é um vídeo de um rolê que uma galera fez pela américa do sul de kombi, mas pra escalar de verdade, nada de ficar fazendo caminhadinha pros topos dos morros… Terminando o rolê no Petzl RocTrip. Vídeo muito bem feito, editado, com belas imagens, de escalada, de lugares, enfim…

E já que o assunto é pedra parada en AR-RENTINA, segue um vídeo do Enzo Oddo àvistando um 10b. Curtinho para os padrões do pico…

Uma pessoa que eu conheci na Piedra Parada Estrela o próximo vídeo. voltando para as terras Tupiniquins, quem gosta da cave de São Carlos, vai adorar essa via, que pra quem for pra Itatim, é um Si-ne-qua-non! Vídeo da Bianca Castro, que apesar de não ser escaladora (ela só faz boulder), resolveu arriscar colocar uma cordinha e fazer os FFA das vias lá pras bandas da Bahia.

Bianca, é brincadeira o negócio de não ser escaladora tá? 😉

E voltando pra espanha, este vídeo ganhou destaque porque o cara (Magnus Mitb0e) desce de um 11c/12a (9a/+) e fala: …”Ói que beleza! 9a+ sem estar tijolado!? Ta bom né?”... PUTO. Mas o que mais chama atenção é o momento TOC (transtorno obsessivo compulsivo) nos minutos 3:10 e 3:30). Eu vou dar uma de Spoiler porque eu sei que muita gente não vai nem se ligar, mas, MEOOOOOO…… Irrita mooooooito quando fulano coloca as costuras de ponta cabeça na chapa!! Que fodaaaaa…… da vontade solar a via e ir lá trocar. Costura só tem dois jeitos de usar: Virada pra direita ou pra esquerda; e mesmo assim depende de pra onde a via vai. O Mosquetão de cima é reto e o debaixo é curvo, e o curvo é preso por uma borrachinha normalmente e o de cima não, e tudo por uma razão: segurança, não é estética não. (se bem que pra mim é uma questão de o mundo poder acabar se ela é colocada assim, igual quando você pisa na divisória das cores da calçada). Enfim, já está na manga um post explicando porquê tudo isso. Sem mais delongas, convosco, o famigerado vídeo;

Só que eu não vou ficar sofrendo de TOC sozinho aqui, agravando meu Bruxismo diurno. Tem um cara mais TOC’eiro que eu, (Mais não, é só mais impulsivo com os poucos TOC’s dele) e eu vou ser bem filhadaputa e colocar esse vídeo pra ele surtar e ter uma taquicardia, quando ele ver o cara do vídeo mandando o “First Ascent” da via, que é em móvel, COM AS PEÇAS POSTAAAASSS…(agora imagina o seu madruga arrancando o chapéu e pisando em cima quando toma bofetada da dona florinda… mais ou menos essa a reação)… E aí Mister Praquê?! Pra quanto foi a pressão agora?! hahahhaa Ah, detalhe que o cara no vídeo também escala em solitário com uma minitraxion..

E agora que a cagada está feita, vai um vídeo para compensar a namorada da pessoa que eu citei no parágrafo anterior que deve estar ali acalmando-o, coloco então um vídeo instrutivo da Steph Davis, ensinando como esparadrapar suas mãos para escalar as fendas perfeitas do deserto de Utah.

E se você achou que no final ia pelo menos aparecer ela escalando de fato… (sim aparece, mas pouquinho), fique com essa via que foi capa da Climbing desse mês, Glad to Be trad, uma fendona incrível de nono grau no mesmo pico.

Bom, e agora deu de vídeos pra mais uma semana né?! Bem, veremos 😉