Práticas e Ética na Escalada Esportiva (Pode isso Arnaldo?)

Esse é o tipo de movimento dinâmico sem pés que a corda não pode interferir

Esse é o tipo de movimento dinâmico sem pés que a corda não pode interferir

Uma vez eu fui num médico por causa de minhas lesões nos dedos devido à escalada. Quando eu expliquei a ele o que eu fazia, ele me perguntou porque eu não subia pela escada. WTF???!?!!??Pra quem está de fora, nosso universo da escalada é um mundo a parte, e até mesmo quem já está a algum tempo nessa ainda não entende algumas “regrinhas” subliminares (nóias) que temos, e muitas vezes surge alguma cadena polêmica, que fulano diz que mandou a via a vista, o outro diz que não foi a vista, e um terceiro diz que nem cadena foi. Para orientar os escaladores, o site 8a.nu criou uma tabela de “regrinhas” que todo mundo sabe, segue, mas não está escrita em lugar nenhum. É basicamente o bom senso passado pro “papel”. Esse site 8a.nu pra quem não conhece, oferece um perfil para você cadastrar suas cadenas, e pra cada uma ele te da uma pontuação, dependendo do grau, se foi a vista, flash, etc… e com isso vc entra no ranking nacional ou mundial pra saber seu nível. A maioria das pessoas que eu conheço não liga pra isso, mas eu gosto porque fica um registro histórico das vias que eu escalei, os comentários sobre o que eu senti na época e um gráfico da evolução. Da uma olhada no meu por exemplo. Aí como tem um ranking, os playboy termina as vias pegando na costura da parada, sai com a quinta clipada, segura o pêndulo  do bote no meio da via pelo esticar da corda, tem a via inteirinha “beteada”, enfim, aí vai lá e coloca que mandou a vista no 8a.nu pra ganhar mais pontos e ficar na frente dos amiguinhos. Ou como diria o Bruno Marcondes, neguinho já entrou na via n vezes, mas aí vai lá e coloca que foi a vista. E aí os outros playboy fica putinho e eles ficam tretando pela internet dizendo que mandou ou não mandou (acho que até aqui vc não sabe se eu gosto ou não desse site né? kkk) e o bagulho fica engraçado.

Pra você que está começando e não está entendendo nada, a brincadeira é a seguinte: Toda essa galera que você conhece que já escala e faz essa tal de escalada esportiva joga um jogo cujas regras são as seguintes mais ou menos: escalar guiando as vias inteiras sem cair, sem se apoiar em pontos artificiais como as chapeletas, galhos de árvore nem sentar na corda pra descansar nenhuma vez. Só quando isso acontece podemos dizer que “MANDAMOS” uma via. Pra conseguir algumas pessoas escalam a via primeiro de TopRope, mas a maioria entra guiando mesmo e caindo nos pontos mais duros das vias que estão acima de seus limites, ensaia os movimentos até tê-los decorados e então entra pra “Mandar”.  Então, se eu entro guiando numa via, caio 1x no crux mas chego até o final, eu não mandei, a menos que eu entre novamente desde o chão, guiando, e faça sem nenhuma queda, logrando assim a famigerada cadena da via! Encadenei a via, mandei a cadena são sinônimos. Mas como ensaiar uma via ou “Fleshar” – entrar sabendo todos os betas – é mais facil que mandar uma via de primeira sem saber nada sobre ela, a tal da escalada à vista é tida como o estilo mais puro e que mais traduz seu nível atual na escalada, pois mostra realmente qual grau você está mandando por si só. Aí conforme você pode ter lido no post passado, nós alternamos entre mandar vias abaixo do nosso limite para aquecer, nos divertir, aprender um pouco de técnica, os movimentos, e mandar vias no limite e acima dele para nos desafiar e melhorar, ficar mais forte/técnico e consequentemente ter mais vias pra gente escalar abaixo do nosso limite depois que nosso limite é elevado.

Aí, pra não ter dúvida sobre como são essas regrinhas, não do site mas da maioria das pessoas de bom senso sobre o que você “pode” ou “não pode” fazer pra falar que mandou sua via, traduzi e adaptei uns 10% pra realidade brasileira novamente a tabela do 8a.nu sobre as regras de ética na escalada.

 

Eis aí algumas regrinhas que seguimos inconscientemente!

Eis aí algumas regrinhas que seguimos inconscientemente!

Tem algumas tipo desescalar que eu nunca tinha ouvido falar… também pudera né, acho que temos mais bom senso que os gringos hehe nunca vi ninguém guiando até a quinta chapa de uma via, depois desescalando até o chão pra depois entrar pra cadena e falar que valeu. Mas enfim, cada um cada um! E claro, tava incompleto o tópico sobre não chapeletar fendas, então adicionei um pouco do que tenho visto pelo Brasil afora, principalmente Minas e SP nesse quesito.

Tem um ponto que eu adicionei que não tem mto lá fora, (tem também, mas menos) sobre “VALE AQUELA AGARRA” ou não vale. Reza a lenda que quando o Chris Sharma mandou a via La Rambla, 9a+Fr (12aBR), o cara que tinha mandado pela primeira vez, o espanhol Ramonet, falou que o Chris Sharma usou uma agarra que não vale kkkkk Aparentemente não mudou o grau do crux (mas o ramonet falou que fica mais fácil com ela), era uma agarra aparentemente 30cm pra direita, e depois todo mundo que mandou usou também.

E aí, alguma polêmica? Acha que tem que mudar alguma coisa? Agora alguma cadena sua passou para a categoria “Curintcha”? (ou seja, vc colocou que mandou à vista mas tinha tentado a saída 5x e depois que saiu do chão não caiu mais?)

E por falar em Curintcha, vou colocar aqui um vídeo que me deixou meio indignado. O cara malhando um sei lá, nono ou décimo grau em móvel numa fendiquinha lazarenta (se pá até já pus esse vídeo aqui). Aì de repente faltando uns 5m pra fenda acabar ele da um puta dum curintxa e cai pra fenda da esquerda mais fácil que esteve lá o tempo todo e termina por ela, deixando a fendiquinha lazarenta pra direita. Ladrãaaaaaaaooooooooo! Pode isso Arnaldo?

 

E só pra dar uma decorada no post, vejam esse vídeo e entendam porquê morando em São Carlos eu não faço Boulder. Admito, eu gosto de boulder também… Adoraria fazer boulder num pico tipo esse, incrível! Ahhh, a grama do vizinho é sempre mais verde né? kkkkkkkk

Cada um cada um né? Mas esse próximo vídeo me faz lembrar que eu prefiro as vias hehehe

 

Dicas para escalar melhor adaptadas para a realidade brasileira

Escaladora anônima aleatória da Semana!

Escaladora anônima aleatória da Semana!

Em todos os meios de comunicação pipocam métodos milagrosos para que você da noite para o dia passe do 5sup para o oitavo grau. Artigos normalmente norteamericanos, espanhóis, ingleses ou franceses em sua maioria. Citam planificações de 8 semanas, 10 semanas, descanso, viagem, treino, mais um monte de planilha que só de olhar dá vontade de ir pro bar tomar uma e pedir uma porção de fritas com bacon. Baseadas em uma outra realidade, pra gente aquilo tudo parece meio de outro planeta. Ainda que tenhamos academias modestas em quase todos os grandes centros que possuem escaladores, ainda não há nenhuma daquelas mega academias do tamanho de um campo de futebol, com vias de 20-25m como em Innsbruck ou na California. Beleza, mas considerando que a sua academia é suficiente pra você fazer os treinos. Aí você vai lá fazer o treino de finger e em duas semanas tem que parar de escalar por causa de alguma lesão. Como assim? Nunca tive lesão! Escalo faz 6 meses, já estou forte, mandando 7a, entrando em 8a, como isso é possível? Sabe de nada, inocente. Bom, aí é pq vc não leu os avisos exaustivos nos próprios artigos de que esse tipo de treino é pra quem já escala há mais tempo.  Existem três jeitos de evoluir na escalada: Treinando, Escalando e treinando ou só escalando. Se você não fizer nenhum dos três, (só caminha) vai ficar dificil você sair do quinto grau (a menos que você tenha 16 anos, tenha 1,90 e 60kg e tenha uma certa consciência corporal advinda de outros esportes).

“Ai, mas pra que eu preciso mandar mais que quinto grau? Não sou esses nóia que fica preocupado com grau, eu quero me divertir”.

Acho justo! Mas tem muita gente inconformada por aí, e também pudera. Um dos motivos que levam as pessoas a quererem evoluir (além do próprio ego) é que se você escala quinto grau, você tem pouquissimas vias pra subir quando sai pra escalar. Em praticamente todas as nossas falésias com exceção do Rio que tem suas vias de terceiro e quarto que da pra descer de bicicleta (mas eu demoro uma semana pra guiar uma enfiada), o restante das falésias do Brasil tem poucos quintos graus. Então se você não quer fazer a mesma via todos os fins de semana, ou limitar-se a fazer 3 vias apenas na sua viagem de 1 semana pro cipó – que não necessariamente são as linhas mais estéticas do pico mas também não vai ser ruim – é melhor você começar a treinar. Não precisa mandar décimo grau, mas poxa, guiar com tranquilidade um sextinho e mandar com alguns pegas um sétimo grau já faz você se divertir horrores em qualquer lugar.

Uma coisa em comum  entre todos os livros de treinamento para escalada é que até oitavo grau você não precisa de muita disciplina e esforços sobrehumanos e com apenas algumas mudanças de paradigma já da pra se divertir e evoluir bastante!

Depois de ler alguns livros de autores como Eric J. Hörst e Dave MacLeod elaborei algumas dicas para as pessoas poderem escalar melhor baseadas na nossa realidade levemente diferente.

Algumas diferenças básicas principalmente para os Paulistas, mas provavelmente gente de mais estados vai se identificar: Falésias muito longe e Picos com poucas vias: Enquanto lá fora os picos bons tem 3.000 vias e neguinho fala que os pico ruinzinho tem só 300, aqui o melhor pico é capaz de ter essas 300. Muitas vezes os – já poucos – quintos graus são antigos e mau grampeados, aí um iniciante não pode guiar pois corre risco de dar chão antes de costurar a segunda, ou mesmo se cair antes da primeira pode se machucar feio. Aí é foda! Mas tudo bem, é nossa característica nos virarmos com o que temos né?

Carnaval em ritmo de festa!

Escalada de carnaval em ritmo de festa!

Divirta-se, mas saia da sua zona de conforto pelo menos um pouquinho.

Comumente a galera mete uma pressão na gente terrível! Não pode TopRope, não pode entrar em via repetida, não pode gritar retesa. As vezes é importante você só se divertir mesmo, especialmente quando está voltando, quando não treinou muito ou principalmente quando está começando. O importante é você (re)conquistar confiança, o prazer e a motivação que são fatores psicológicos tão fundamentais para sua evolução. Se você está voltando, ou começando, o importante realmente é você fazer um volume de vias abaixo do seu limite para que vá alimentando essa coisa aí dentro que vai fazer você querer treinar e voltar com tudo! Fazendo isso você também acaba (re)adaptando seu corpo para o stress que seus tendões vão receber e também vai descobrindo como sua cabeça funciona numa situação teoricamente controlada. (mas cuidado pra não acomodar!)

Treine. Na academia, na rua, na fazenda, numa casinha de sapé.

Se você é uma pessoa normal, daquelas que só vão pra rocha aos finais de semana (os chamados “Weekend Warriors”), você precisa fazer alguma coisa com seu tempo livre enquanto espera ansioso 5 dias para escalar novamente. Correr ajuda MUITO. Mas assim, MUITO mesmo. Tipo, PRA CARALHO. Corra. Vai. Tipo, agora! Anda! Ta esperando o quê? Direcione toda sua vontade de escalar pra corridinhas suaves de meia hora/uma hora uma ou duas vezes por semana. Isso faz milagres, pode crer. Hoje em dia está na moda o tal do crossfit ou do treinamento funcional. Realmente é sensacional e pra muitas pessoas que estão já num nível um pouco mais alto na escalada, tem feito uma grande diferença, praticamente eliminando a necessidade (eu disse praticamente mas não exlcuindo totalmente) de treinos de escalada como subir vias ou fazer boulders em ginásios. Você acaba ficando forte por inteiro, fortalece ombros, cotovelos, peitos, costas, joelhos, e fica bem menos suscetível a lesões. E como faz bastante aeróbico, vc acaba mantendo o peso controladamente baixo, o que também é melhor ainda pra evitar lesões. Se você não pode pagar pelo treinamento funcional, faça travessias no boulder cada vez mais difíceis pra ganhar resistência, a ponto de ficar cada vez mais cansado com menos tempo, mesmo você estando mais forte. Agora, se você está voltando de lesão, antes de voltar a se pendurar, FORTALEÇA. Quando você fica muito tempo parado, seus tendões definham e se você voltar querendo alcançar afobadamente seu nível de quando parou, vai ficar tendo lesão atrás de lesão, vai por mim. Por isso, é importante que sare bem e depois faça um fortalecimento por semanas seja com bolinha, com massagem, elástico, aí vai de cada um, antes de voltar. Abdominais suspenso também são sensacionais pra desenvolver sua tensão corporal tão importante. Concilie a corrida e 300 abdominais suspensos e veja os resultados. Sem raízes brancas, ligue já!.  E se você não tem onde treinar, não pode pagar academia, muros com pedras são excelentes alternativas, normalmente são dificeis, com muitos regletes, e é um treino excelente. Quando a polícia chegar é só explicar que você está fazendo boulder e que aquele pó branco não tem nada de suspeito. (sugiro pedir autorização para o porteiro/dono da casa. Se ele não der, aí vc escala mesmo assim e ainda com aquele gostinho da aventura e do proibido kkkkk)

Quem não tem academia...

Quem não tem academia…

Faça a Pirâmide

Apesar de termos poucas vias, no longo prazo com todas as viagens que você vai fazer você conseguirá ir fortalecendo a base da sua pirâmide. Mas o que é isso? É assim, você só tenta um sexto grau, depois de ter mandado 10 quintos. Só entra num sétimo, depois de ter mandado 15 quintos e 10 sextos. Só entra num 7b, depois de ter mandado 5 7a´s e 15 sextos. E por aí vai. Dessa forma você vai adquirindo experiência, solidez e confiança na sua escalada. Se não vc fica sendo aquele cara que manda um 7c decoradinho com maestria, mas escala horrívelmente se atrapalhando todo, bufando como se tivesse num nono, um quinto grau que era pra você estar aquecendo. E isso acontece mesmo viu! também conhecido como Vergonha alheia. Adaptando pra nossa realidade, você só entra em sétimos depois que estiver guiando sextos, porque também não da pra exigir que você entre em 10 sextos que muitas vezes somando quintos e sextos nem tem isso de via na maioria das falésias! No Acre inteiro por exemplo não tem nenhum! Tenha bom senso, Se só tem um sétimo pra escalar, tudo bem, escale o sétimo, mas se você está num pico novo e você não tem tantos quintos ou sextos (ou sétimos, sei lá, a base da sua pirâmide) de preferência para fazer o maior número de vias possível. Isso te garante ampliar seu repertório de movimentos e você precisará de menos força bruta pra conseguir mandar as vias mais duras. 

Piramide com base larga é melhor, o ideal é que com o tempo vá virando um quadrado, montado de baixo pra cima claro

Cada quadrado é uma via que você mandou. Piramide com base larga é melhor, o ideal é que com o tempo vá virando um quadrado, montado de baixo pra cima claro. 

Malhe Vias.

Normalmente os atletas de ponta aquecem num oitavo, nono grau depois vão malhar seus projetos de décimo, ônzimo. E ficam nessa via até mandar. Não raro a gente ouve falar que o cara entrou 27 vezes numa via até mandar. O Chris Sharma tentou 99 vezes aquela via sobre o mar num arco em Mallorca, lembra? A via era a El Pontas e tinha um bote insano. Ele já mandava 12a brasileiro e mesmo assim demorou 99 pegas pra mandar o 12b. O Adam Ondra também deu não sei quantos tentos na “La Dura Dura” ou “The change” e isso pq ele ja mandava 11b a vista na época (hoje ele já mandou 3 11c´s a vista). Isso que é determinação! Isso é importante pois cria objetivos e faz com que você tenha uma meta a ser alcançada. Mantém a motivação em alta e sustenta saudavelmente o músculo mais importante pra escalada: o Cérebro. Se vc não mandar, não tem problema, no fundo no fundo vc sabe que tudo é treino né? É bom também que você se acostuma com o processo, que é a parte mais demorada, e não com a conquista que é instantânea e logo você já está pensando qual será a próxima. É claro que se no seu projeto você não consegue nem sair do chão, é mais prudente que você escolha um projeto mais factível, e faça a tão falada pirâmide. Mas se sua pirâmide tem uma boa base, já deu 27 pegas no seu projeto? 

Dê tudo pra mandar seus projetos!

Dê tudo pra mandar seus projetos!

Repita vias.

Lá na gringa, com os picos de 3.000 vias, você mandou um 7a, não tem razao nenhuma pra repetir enquanto você não mandar os outros 250 7a´s, e mesmo depois disso, é pra você começar a mandar os 250 7b´s e por aí vai. Aqui não tem isso, então uma maneira interessante de treinar no quintal de casa é ocasionalmente repetir vias. Mas procure dilapidar a sua escalada na via para que possa executa-la com maestria fazendo o mínimo de esforço e o máximo de técnica possível (ou seja, escale bonito). É bom pra você saber como está o seu nível, é divertido, acaba sendo um bom aquecimento ou mesmo treino, e sabe como é, o importante é estar escalando não é mesmo? Mas também não vá cair no círculo vicioso de ficar repetindo sempre as mesmas vias pra sempre. Quando eu comecei a escalar tinha um escalador “fodão” que SEMPRE mandava as mesmas vias, a gente pagava um pau, mas depois de um tempo começamos a nos perguntar porque nunca tínhamos visto ele entrar nas outras vias no pico no mesmo grau. As vezes ele gostava muito daquela, ou as vezes ele tinha desencanado do processo de descobrir, tomar espanco e evoluir nas outras. Com o tempo aquele cara foi se afastando da escalada. Nunca vou saber se foi por falta de motivação ou porque casou rsrsrs

Viaje.

Com um background arenistico no quintal de casa, lembro como sofri a primeira vez no granito de Andradas. JESUUUUUISSSS!!!! Fazia força de sétimo grau (que eu nem mandava na época) em quartos de aderência. Adquiri tantos “experience points” que ganhei um level up no trabalho de pés. Granito é bom pra isso né?! (e só pra isso). Aí fiz parede e aprendi o foco necessário quando não se vê a última costura e é preciso entrar num lance que você não tem certeza que vai mandar. Quando voltei, guiar as vias esportivas “esticadas” era mamão com açúcar! E percebi que fazia muito menos força nas vias pois movia melhor os pés e me posicionava mais adequadamente economizando energia naturalmente. Quando fui pro Cipó me apaixonei pelo calcário, era essa a resposta que eu procurava ao “porquê eu escalo” e achei meu estilo, o lugar mágico e a rocha com agarras benevolentes porém não menos difícil. Voltei pra casa determiando a treinar, ficar forte, fazer a lição de casa e voltar pro Cipó pra mandar os projetos e pendências e me divertir horrores. É bom também porquê você conhece outras realidades, outras “éticas locais”, gente que manda muito mais que você, gente que manda menos que você e você descobre que tamo todo mundo junto no mesmo barco. Eventualmente seus amigos novos virão escalar contigo no seu quintal e você poderá sempre encontrá-los quando voltar, e até mesmo fazer a maior festa quando ambos estiverem escalando “fora de casa”. As vezes você terá casa cheia, e outras vezes não vai precisar pagar camping, hostel e conhecerá a hospitalidade de cada estado com guias locais que são seus parças.

Beto e Eu Tietando a Melissa Le Neve, super simpática!

Beto e Eu Tietando a Melissa Le Neve, super simpática!

Socialize.

É mais um adendo do tópico anterior, mas quando você chega num pico com seu brother, entra quieto e sai calado, você perde a oportunidade de conhecer técnicas novas, novos equipamentos, detalhes sobre as vias que você nunca imaginaria (que uma via tem uma continuação linda que não aparece no croqui – ainda mais com a maioria dos croquis que tem por aí que venhamos e convenhamos né? – ou que tem marimbondo) e pode trocar muita informação sobre novos lugares pra escalar, novas vias, betas de lugares mais baratos pra ficar. Mas só por isso você não mereceria a socialização. Também tem que ser espontâneo e não por interesse! Oferecer seg é uma ótima maneira de quebrar o gelo. Bolacha com café preto, vish, os nego vem que nem abelha no mel! hahaha Né Mel? haha Os mineiros adoram uma cachaça, Sulistas não largam o Chimarrão, enfim, essa troca de culturas é saudável para sua vida como um todo, não só para a sua escalada!

Escale a vista.

Como temos tããão poucas vias nos picos, é valiosíssima sua primeira entrada! A menos que você tenha em mente REALMENTE e com convicção que quer mandar seu primeiro 7b em flash, dê o primeiro pega a vista. Você aprende as malícias de pensar rápido nos momentos mais tensos, as estratégias para esse tipo de escalada, acaba ficando mais esperto e aprende a escalar a via do melhor jeito para o seu corpo, com o seu background, sem estar sugestionado a fazer de determinada maneira. Você acaba lembrando muito mais a sequência de agarras para um eventual segundo pega e incorpora com muito mais naturalidade a nova gama de movimentos que essa via te ensinou. (é bom também pq ninguém pode falar que você roubou porque usou aquela agarra meio metro pra direita da chapa sem magnésio que facilitou muito sua vida, sendo que a via inteira era pela esquerda). No começo pode parecer meio difícil, mas depois que a mágica acontece… ahhh… aí a mágica acontece 😉 .  Com relação ao tanto que  o a vista te ensina e te faz evoluir, dizem que a escalada a vista está para a escalada com os betas, assim como a escalada guiada está para o top rope. (eu digo isso) Da mesma maneira, NÃO dê betas indesejados se as pessoas não pedirem! Uma vez tinha uma australiana chamada Naomi escalando no cuscuzeiro. Quando passei embaixo dela gritei: É pela esquerda a via viu?! Ela olhou pra baixo com o zoião arregalado e exclamou: EXCUSEME?? Aí eu muito sagaz: Não é com vc não, é com o cara na via da esquerda! kkkkkk Quem preza pela escalada a vista DETESTA beta e uma dica que você der pode transformar uma cadena extrema da pessoa a vista num flash (o quê da muito menos pontos no 8a.nu também). E por falar em 8a.nu, um 7b a vista te da mais pontos que um 8a malhado, pense nisso! Enfim, apesar de ter muita gente por aí beteiro pra caramba, cada vez cresce mais o número de praticantes da escalada a vista, e você poderia ser um deles!

Escale vendado.

É ótimo para você treinar sua concentração, seu trabalho de pés, sua estratégia, enfim, é só vantagem! Experimente um dia e você vai se divertir horrores enquanto treina! Não precisa entrar num oitavo grau exposto, pode ser uma via que você já conhece na academia ou mesmo na rocha. O exercício de não poder ver e ter que ir tateando é ótimo! E as blocadas isométricas (aquelas que você faz quando começa o movimento e trava no meio enquanto com a outra mão vai tateando buscando uma agarra) são um excelente treino!

Depois da escalada Onsight, Escalada OnBlind hehehe

Depois da escalada Onsight, Escalada OnBlind hehehe

Escale com quem escala mais/há mais tempo que você.

Recentemente teve uma puta polêmica na Climbing porque um cara escreveu uma matéria alegando que o problema do lixo, bagunça e consequente fechamento dos picos é porquê os “zé ruela de academia” (SIC) vão pra rocha sem saber como se comportar no ambiente natural. Acho que nesse comentário ele errou feio errou rude, pois no meio da discussão lançaram um contraponto excelente: Se 10% da população é idiota, é natural que 10% dos escaladores também sejam. Então a culpa é da sociedade e não das academias. Nem vou entrar nessa discussão pq acho que não é o foco deste post. O que eu quero ressaltar é que ir pro pico acompanhado de alguém que já tem experiência na rocha te deixa mais seguro e comete menos gafes naturais de primeira vez como em todos os lugares. Ele pode te mostrar onde é o melhor lugar para o número 2, quais são as melhores vias, quais você deve evitar dependendo do seu grau, ou te botar numa bela roubada porque ele confia no seu potencial e que você nunca entraria e acaba adorando. Mas onde eu quero chegar é que você pode aprender muito com esse brother/tutor. Quando eu estive em Arco na Itália, aprendi tanta coisa com meus padrinhos da escalada, o Birão e a Dani, que até hoje propago esses métodos tão eficientes que se tornaram TOC e muita gente já os pegou de mim para seu benefício próprio. Exemplos práticos são: Se encordar ANTES de colocar aquela sapatilha 5 números menor que seu pé que você nem a suporta direito durante a escalada muito menos em pé, no chão, enquanto se encorda. Tirar a poeira da sola da sapatilha com a palma da mão antes de calçá-la pode ser a diferença entre mandar e não mandar uma via com pezinhos delicados. Tirar a LAMA da sapatilha é respeito ao próximo pois as agarras de pé logo serão agarras de mão. Não dar seg de sapatilha pra não fuder a sapata que independente do seu nível financeiro, não foi barata. Respirar no meio do Crux, costurar com o braço esticado em posição relaxada, enfim, tanta coisa que sinceramente dava pra fazer um post só em homenagem a esse casal que hoje mora em Bragança. Mas também tenha parcimônia, não foi meu caso, mas muita gente da “antiga” tem vícios terríveis como dar seg nos dois pontos da cadeirinha e não no looping como manda o manual de qualquer freio ou cadeirinha. Invariavelmente, se as pessoas com quem você escala são mais fortes, vai sobrar pra você limpar vias acima do seu nível garantindo inestimável aprendizado, ou ter várias vias no seu grau equipadas pra você entrar tranquilo que se você não mandar tem alguém que manda, (mas que você vai acabar mandando e se não mandar pelo menos terminar pela dignidade kkkkkkkkkk) garantindo grande evolução. É aqui que você pode praticar exponencialmente aquela parte do “Malhe vias”.

Escalando com quem tem mais experiência você aprende muito! (Mas cuidado com os vícios errados!)

Escalando com quem tem mais experiência você aprende muito! Mas cuidado com os vícios errados! (Dou seg em troca de comida diz o cartaz em inglês.)

Espalhe a palavra. 

Quando eu comecei a escalar, achava que todo mundo gostaria de escalar também só não o fazia por falta de oportunidade. Qual não foi minha decepção quando descobri que a escalada não é pra todo mundo. Mas quando te procurarem, quando ver gente nova querendo ir pra rocha, leve e faça a funça do tutor. Pra ver se ninguém faz nenhum procedimento errado, não desrespeita a ética local – ou seja, pra ver se ninguém mija fora do pinico – e também para garantir que essas pessoas terão uma experiência agradável e não tomem um grande espanco, traumatizem e parem de escalar. Não é porquê ninguém queria te levar pra rocha no começo que você precisa passar pra frente a gentileza. Mas também não tire a experiência da aventura de ninguém, seja ponderado. Muitas vezes os iniciantes precisam mesmo de um toprope em sua primeira ida à rocha pra aclimatar com a falta de adesivos nas agarras. Mas também não deixe acostumar hehehe Depois, uma via equipada e com a primeira passada é uma ótima motivação pra pessoa começar a guiar (Já era negão, segunda vez na rocha não tem Top mais! Olha o bullying que eu falei la no começo kkkkk). Não esquece de falar sobre o silêncio, comportamento e o respeito em ambientes naturais, mínimo impacto, etiqueta (tipo nunca escalar de sapatilha clara com meia preta – aliás, com meia nenhuma!). Todo mundo vai falar que já sabia, mas você não pode falar que não avisou! Tem gente preocupada que tem muitos escaladores novos pra poucas vias, mas quanto mais pessoas começarem, conhecerem a escalada, maiores as chances de amanhã encontrarmos um pico alucinante e o dono já conhecer a escalada e liberar o acesso numa boa. Sonho meuu… sonho meuu….

Não dê ouvidos ao Tribunal de Pedra. Mas tenha humildade pra ouvir conselhos.

Muita gente vai tentar dizer o que você deve fazer ou deixar de fazer. Cobre-se sempre, esteja sempre em evolução porque isso não é uma imposição, é praticamente a definição do nosso esporte. Mas só você mesmo conhece seus limites, sua velocidade de aprendizado e sua rotina e dedicação. É bom quando as pessoas tiram a gente da zona de conforto, mas também tem os chatos de plantão. Sempre alguém vai decotar a via que você demorou dois meses pra mandar, e sempre vai ter gente achando que sua luxação no tornozelo porque caiu errado antes de costurar a primeira chapa de uma via mau grampeada é puro mimimi. Saiba ouvir pois muitas orientações boas podem vir das pessoas, mas saiba filtrar porquê as vezes aquilo pode não funcionar pra você.

Bem, espero que tenham gostado dessas dicas baseadas na realidade sociológica e geográfica de nossa escalada. Todos os gringos que vem pra ca concordam que somos escaladores muito sociáveis, até demais, e muitas vezes até deixamos de lado a escalada pra fazer social. Faz parte da nossa realidade, é importante que nos adaptemos mas também é importante não esquecer que devemos seguir o caminho do meio: Treinar duro mas não esquecer que existe vida além da escalada. De um outro ponto de vista é importante socializar mas também não vamos esquecer de escalar, treinar, evoluir que esse é o objetivo hehehe Enfim, espero que estas dicas ajudem e se você tem alguma dica útil posta aí que eu adiciono como Update!

Escale como um profissional

Olha lá que bobo subindo o pé na altura da cabeça!

“Olha o Genja com a mão na nuca de novo!”

Saiu semana passada no 8a.nu sobre como treinadores olham alguém escalando e já dizem se a pessoa é um escalador de elite ou um newba. Assim como tudo e qualquer post que o Jens coloque lá, independente do que seja, todo mundo já cai de pau em cima dele, por mais que seja pertinente. Enfim, tomei a liberdade de traduzir pois achei muito legal e concordo com as observações:

Início da tradução livre:

A maioria dos treinadores consegue julgar o nível de qualquer escalador em apenas 15 segundos. Aqui estão algumas dicas rápidas de como parecer um profissional, além é claro de evoluir mais rápido.

1. Olhe para baixo
Escaladores profissionais olham para baixo na altura de seus pés para manterem-se relaxados e para colocar os pés altos da melhor maneira possível. Inclinar a cabeça para trás só cria mais tensão em suas mãos.

2. Pés altos
Escaladores intermediários as vezes tentam subir um pé tão alto quanto possível, o que resulta em posições nas quais fica difícil de visualizar outras agarras tanto de pé quanto de mão e até mesmo soltar uma mão para buscar outra agarra. Em vez disso, suba os pés pouco a pouco de maneira gradual (a chamada “pedalada”) para que você consiga alcançar agarras mais altas de maneira mais confortável, possibilitando ir para as próximas agarras de maneira mais sólida.

3. Mudanças de Ritmo
Parar e ir é o truque que todos os profissionais usam, enquanto que os escaladores intermediários costumam escalar as vias inteiras com o mesmo ritmo. Sempre treine alguns movimentos rápidos para o caso de precisar deles em alguns tipos de crux.

4. Descanse, descanse, descanse
Um profissional está 100% focado enquanto está descansando, quase como uma meditação. Você pode notar que ele move seu corpo bem lentamente e o truque é a respiração.

Fim da tradução livre. 

E é isso, a gente sempre tenta ensinar a mulecada a chapar o pé na parede pra fazer moves de pés altos, mas parece que eles não entendem! Mas tudo bem, tem coisas que só mesmo as horas de voos e horas de escaladas na rocha (isso é o básico, se nem isso vc faz, putzzz) e mais além, nos picos fora do quintal de casa! Confesso que quando eu comprei minha primeira sapatilha importada, meu trabalho de pés melhorou e nem foi tanto pela sapata ser boa (mas foi) mas por eu achar que ela ficava tão bonita no meu pé que eu passava a olhar mais para meus pés e acabava fazendo um trabalho de pés nas vias muito mais minucioso! hahahaha

As agarras de pé estão lá, mas se você não olhar com os olhos, nao as verá!

As agarras de pé estão lá, mas se você não olhar com os olhos, nao as verá!

Desejo um feliz ano novo a todos os leitores do blog, seus lindos*, Obrigado pelo carinho e pelo acesso! Sei que vocês não gostam de comentar (mas vocês podem viu, eu nem ligo;) ) mas eu sei que vocês estão aí pelas estatísticas e pageviews!

*menos o viado do ives que só entra e vê as fotos e não lê nada, puto!

As charadas estão de volta! (mas os vídeos continuam)

Quem se lembra delas? Depois de, um ano atrás, o Gui mandar uma charada tão difícil que quebrou a banca… Ninguém acertou, eu não faço a menor idéia do que seja… hoje me senti inspirado a fazer mais duas charadas. Uma bem fácil, só pelo lúdico pra motivar a galera, e logo outra um pouco menos fácil, porém ainda assim quinto grau de charada hahaha Para quem quiser se remotivar com a charada que já está ha aproximadamente 48 semanas entre os 10 problemas sem solução da matemática moderna, repito-a:

Essa é a versão que ele me passou, “fácil”… let’s just think outside of the box….

E agora que vc lembrou, vamos às duas de hoje, primeiro a fácil:

3 segundos pra dar a resposta…

E agora a menos fácil:

O retorno das charadas 🙂

Muito bem! Tempooooo…. hehehe Não vou nem dar dica, se eu disser quem não vale adivinhar, os outros já adivinharão por ligação..

Mas claro que nem só de charadas vivemos os escaladores, também vamos dar uma olhada em alguns vídeos que pipocaram na net essa semana. Começando com esse comparativo entre a personalidade de duas escaladoras. Todo mundo sabe que eu sou fã da Sasha Digiulian, mas de agora em diante ela caiu três posições, ficando atrás da Alizée Dufraisse, que subiu duas posições, da Melissa Le neve, que aparece pela primeira vez no Ranking. Nina Caprez ganha uma posição e Ruth Planells (quem?) que antes figurava sempre alternando as primeiras e segundas posições, cai 4 posições, e, quem sobe uma posição também no Ranking é uma escaladora Brasileira que tem um muro lá em Igatu com seu nome, mas que vou manter sua identidade em segrego por motivos de segurança e intimidade.

Enfim, tudo isso mais uma vez pra dizer que este vídeo da 5.10 com a equipe treinando para o Adidas RockStars (5.10 que por acaso é da Adidas, diga-se de passagem) mostra as meninas trocando idéia depois do treino, e aí a sasha comenta que não curte muito rock (e cai 4 posições) fazendo com que a Melissa entre no top-5. Soma-se a isto o segundo vídeo, mas primeiro, veja o das meninas da 5.10 team se preparando para o Adidas Rockstars:

E aí vc termina de assistir o vídeo e fala: RIHANA ,Sasha? Rihana??? Aí vc vê a diferença Brutal de culturas entre as escaladoras, esta americana, e a outra francesa: Alizeé Dufraisse, que sobe para a primeira posição do Ranking, principalmente depois que ela fala da trajetória de sua vida, e que aprendeu russo pq ela curte muito as obras de dostoiewsky. Que toca piano e que curte ouvir Musica clássica quando está escalando. Puts… Os mano Pira nas escaladora intelectual hahahaa

E já que o assunto são as francesas, nada melhor que a receita do sucesso para suas cadenas com o Chef Francês: “Gibarrê”

Continuando com as dicas dos grandes mestres, aproveito e coloco o último vídeo que saiu com as dicas do Chris Sharma, que sempre é bem popular nas buscas e da bastante pageviews hahahaa

E partindo um pouco para outra vertente, aí um garoto em Squamish Solando uma das clássicas do pico, um tetão chamado Zombie Roof… toda a história, durante o filme:

Você lembra da Bermudeirinha? Pois é, para quem está curioso para vê-la em ação aqui um vídeo dividido em três etapas. Um pouco monótono porém interessante pois mostra o Dani Andrada, O Magnus Mitdboe (nem tenho aquela letra esquisita no meu teclado pra escrever o nome do maluco) e o Ethan Ruffles malhando um dozimo chamado Eye of Odin na caverna de Flatanger, na Noruega, que é Basicamente o Passavinte gringo, só que com a galera tendo contado com o apoio da cidade e do governo federal para organizar um evento que ajudou na abertura e equipagem de várias vias no pico.  Eu preciso ser mais específico e dizer isso tudo eu me refiro é lá na Noruega, e não no Brasil? Enfim… O Magnus aparece usando a Bermudeirinha no seu pegue pra mandar a via (não conseguiuuuoooooo) e quem acaba mandando o FA  é o Ruffles no final. Confira:

Vou terminar colocando um videozinho que tenta explicar e justificar a polêmica do Cerro Torre e a retirada dos trocentos bolts da escadinha de bolts do Maestri, e porquê teoricamente não foi uma coisa tão ruim assim… vai entender… Belas imagens, muito bem contadas as histórias das 3 únicas vias de acesso ao cume do torre por meios considerados “justos, ou honestos” por isso valeu a pena ver o vídeo, porém não justifica muita coisa, é bem unilateral mostrando só um ponto de vista no que se refere à retirada, nem considerando, mencionando nem citando o outro ponto de vista: de que tenha sido ruim a retirada. Qual é o certo qual o errado? Vai de cada um, mas um video pra ser bom a gente espera que no mínimo seja imparcial. #faleimemo

Bom, e chega né!? Não esqueça que tem 3 charadas pra vc resolver hoje!

Bjo!

========UPDATE=========

Esqueci de colocar o vídeo mais importante do dia hahahaha O Novo episódio da THE SANDSTONE SERIES, com o Genja (vulgo eu), escalando a via Barranco noveá na invernada…