Passos largos!

Eu na via Cafeína - Arcos

Eu na via Cafeína – Arcos

Semana passada não teve post mas hoje vai ter um por uma única e excelente notícia! É muita coisa boa acontecendo em tão pouco tempo que a ficha nem caiu direito ainda. Muitos amigos conseguindo alvará de soltura das esposas voltando a escalar, minha tendinite que nunca mais voltou e os projetos saindo. E a grande notícia: recebi uma proposta tentadora que se eu aceitar vai rolar arrumar as malas e passar uma temporada escalando na Grécia e sabe-se lá mais aonde. Um grupo estrangeiro ficou sabendo da proposta da Quero Escalar de oferecer equipamentos de qualidade a preços justos com uma “cara” um pouco mais pessoal, com essa idéia de ganhar na quantidade e não no “lucro-Brasil”. Fizeram uma proposta e me ofereceram uma quantia de dinheiro que se tudo der errado eu compro um pico de escalada só pra mim! O grupo estrangeiro está com a idéia de que eu continue gerenciando tudo à distância e que contratemos de início uns 15 funcionários que sejam escaladores MESMO pra fazer a coisa andar (cuidar da parte de vendas, logística, gerenciamento e administração, escritório, marketing e relações exteriores). Eu já falei que enquanto eu penso se aceito ou não a proposta, está proibido freio 8 na loja pois isso seria contra tudo que temos pregado até hoje! O nome é Quero Escalar e não quero rapelar né? Enfim, esse grupo gerencia várias marcas gringas e quer entrar com tudo no mercado brasileiro de escalada pra acabar com a festa dos preços ridículos que rola por aqui. Acho que vai ter gente perdendo o sono a noite! haha A idéia é criar um grande centro de importação e distribuição de equipamentos de escalada e vender para o Brasil inteiro através de filiais espalhadas por todas as capitais e principais centros de escalada. É, esses chineses tem cada idéia que vou te falar viu?! Não sei como eu não pensei nisso antes hahaha Em principio os produtos serão produzidos nas fábricas na Itália e República Tcheca e em breve estarei embarcando pra ir conhecer o escritório do grupo em Pequim, e na sequência passar pelas fábricas para conhecer o processo produtivo e avaliar a qualidade do material. Fiquem tranquilos que só vai entrar em terras Brazucas do bom e do melhor! Vai ficar fácil enfrentar a concorrência assim, oferecendo preços justos e produtos de qualidade sem intermedários! Rolou até um boato de criar uma revista só deles pra divulgar os produtos e promover os eventos e atletas. Aliás, falando nisso, ainda em Abril começará a “peneira” para escolher os atletas patrocinados da Marca, que prefere ficar no anonimato por enquanto. Terão que ser atletas com alto grau de Carisma, popularidade, escalar bem e ter bom relacionamento com a comunidade.

Bom, por enquanto são essas as boas novas!  O Croqui do Cusco eu termino outra hora, que agora vou é comemorar e pensar se aceito a proposta. (Alguém tem alguma dúvida?).

===========UPDATE==================

Foi mal galera, primeiro de Abril!

Foi mal galera, primeiro de Abril!

 

Fiquei surpreso pois bastante gente acreditou! Isso mostra que estamos no caminho certo e que muita gente não só torce pelo projeto “Quero Escalar” como acompanha e caminha junto! Se foi fácil acreditar nessa história mirabolante, é porque algo sólido temos construído, só falta mesmo o investidor Chinês! 😉 Enquanto isso vamos trabalhando da mesma maneira e fortalecendo nossos princípios e valores!

Valeu galera, e desculpa aí se alguém não gostou da brincadeira, poxa, era primeiro de Abril!

Cuscuzeiro: +1 de Healing! (1 Up!)

Dia de Apertar o Cabo da Enxada!

Na última quarta feira foi um dia que será lembrado por muitos anos. Cada vez que algum escalador subir a trilha do cuscuzeiro, lembrará deste primeiro de maio. Cada degrau pisado, cada plaquinha lida o remeterá a um dia que fez juz ao nome: “Dia do Trabalho”. Foi um dia de muito trabalho. Após a convocação em massa dos escaladores da região pra fazer manutenção num dos morros mais visitados do interior paulista (se não “o mais”), tivemos a massiva presença da comunidade escaladora. Foram 11 pessoas (das quais mais da metade nem escala ou começou a escalar esse ano) pra arrumar a trilha para centenas de outros poderem usufruir no longo prazo. E antes que alguém aponte o dedo dizendo de quem é a responsabilidade de manter as trilhas arrumadas, já adianto: Cachorro de muito dono morre de fome. O morro estava carente, as trilhas indo de mau a pior, e foi muito prazeiroso passar o dia ajeitando degraus, deixando cada trecho da trilha do jeito que gostaríamos, uma vez que a entropia da trilha só vinha aumentando, como era de se esperar. Foi um trabalho muito coordenado: Os meninos faziam força carregando blocos de até uma tonelada no braço para os degraus, e as meninas com as pazinhas N°2 fazendo o ajuste fino dos detalhes dos degraus, completando com terra e firmando estaquinhas. Foram comidos dois sacos de 10kg de laranja e cinco pencas de banana. Várias plaquinhas colocadas e muita risada, lógico.

As meninas do trabalho de formiguinha!

As meninas do trabalho de formiguinha! (não, eu Não né, só elas! Eu no trabalho de rinoceronte)

Começamos debaixo pra cima: logo no começo da trilha já fizemos alguns degraus, desvios para a água se dissipar e colocamos algumas plaquinhas. E fomos subindo em direção à Sunday pela face Norte. Tinha lugar que era fácil, outros extenuante. Tinha lugar que as estaquinhas não fincavam e tivemos que ser criativos. Em outros elas entraram que foi uma beleza. Principalmente as estacas élficas que eu levei de casa produzidas em Valfenda por Elrond, com +2 de penetrabilidade e +2 de agilidade. Improvisamos algumas na hora também, e no final das contas deu certinho! No trecho de sol sabíamos que seria o crux: a parte com pedras expostas é uma das mais degradadas, mas o Timing foi perfeito pois quando chegamos nela o sol já estava mais baixo e não torramos como imagináramos. E fizemos o melhor que podíamos, tiramos o mato onde tava precisando, pusemos degraus de pedra nas partes íngremes, pusemos toquinhos para conter a terra nas partes mais arenosas e muitas placas indicando por onde NÃO se deve passar. No fim das contas ainda ficaram alguns trechos que podiam ser melhorados, lógico, mas o contingente humano disponível nào foi suficiente para dar conta do morro todo, apesar de termos todos trabalhado com overclock em quase 200% o dia todo. É interessante reparar o quanto os escaladores estão preocupados de verdade com a questão ambiental antes que seus umbigos, e não se importaram de deixar de ir repetir as vias que eles já fizeram mais de 100x no mesmo pico de escalada só pra ir cuidar de uma trilha com claros sinais de desgaste (Aviso de ironia). E foi muito bom ver que de última hora apareceram alguns ANJOS pra nos ajudar com sua mão de obra imprescindível e energia contagiante, já que sem a ajuda deles e seus sacos de laranja e pencas de banana, nem metade do trabalho teria sido concluído. Valeu galera, vocês são demais!

Com o montante de gente que deveria ter aparecido, esperávamos acabar os trabalhos por volta de uma ou duas da tarde, e logo escalar, mas com o que apareceu fizemos um milagre e fomos terminar às 5 e meia da tarde. E aí vc pensa que o povo tava cansado de dar duro e pegar no pesado 😉 o dia inteiro? Nada! Ainda rolou Ânimo pra descer a trilha pela enésima vez naquele dia, pegar as mochilas com equipos e subir a trilha de noooovo para fazer um NightClimb. Prêmio mais que merecido para a maioria que estava indo pra rocha pela primeira vez e até mesmo ESCALANDO pela primeira vez! Todo mundo muito animado, nem parecia que era de noite tamanha era a vibe da galera! Até eu que não gosto de escalar a noite (porque vocês sabem né, eu sou um cara muito visual kkkk) equipei a fimose pra galera 🙂

Cabe destacar o Águia, novo operador turístico no cuscuzeiro que se mostrou super prestativo e, com meia dúzia de degraus feitos por ele, também já fez mais pelo morro que seus concorrentes fizeram EVER! E ainda se prontificou a dar uma ajeitada na trilha sul, que é a mais frequentada pelas agências de rapel que acessam a carteirinha através da face sul. Nos doou vários toquinhos para as contenções e está animado a manter o diálogo com os escaladores para fazer as alterações necessárias nas trilhas. Força cara, fazendo tudo certinho e com diálogo você irá longe!

E aqui os agradecimentos finais aos anjos que nos ajudaram o cuscuzeiro! Valeu a vibe Felipe, Mari, Dionísio, Marinaão, Thierry, Pedro, Marcinho, Larissa e Rafael. E claro o parcerão Beto! É nóis Galera, valeu!!

Ah, e foi mal não ter mais fotos, mas o trampo foi hard mesmo, foi dar tempo de almoçar 5:30 da tarde pra vc’s verem!