LANÇAMENTO: “GUIA COMPLETO DE ESCALADA DO CUSCUZEIRO”

Essa é a cara do novo Guia!

Essa é a cara do novo Guia!

Senhoras e senhores, venho através deste post orgulhosamente convidá-los para a festa de lançamento do “Guia Completo de Escalada do Cuscuzeiro”. Sim! Está pronto, está impresso, está lindo de morrer. Como pai coruja, devo confessar que ficou melhor do que eu esperava. Cheio de fotos, com papel chique, colorido e com informações sobre praticamente TODAS as 61 vias do Cuscuzeiro, é um guia pra ninguém ficar perdido procurando via ou entrando em via errada. Até mesmo quem nunca veio pra cá de outros estados não terá dificuldade de, sozinho, encontrar o local, as vias e se divertir e aproveitar todo o potencial que o lugar tem para oferecer. Os detalhes do Guia você pode conferir aqui na QUERO ESCALAR =)

Detalhes de como utilizar o Guia

Detalhes de como utilizar o Guia

Mas eu quero mesmo é convidar a todos para a “FESTA DE LANÇAMENTO” que ocorrerá no dia 26, (sim, daqui uma semana) aqui na Biblioteca Comunitária da Ufscar, atrás da Caixa d´água de escalada do CUME. O Evento está marcado para começar as 19hrs, com sessão de autógrafos e para os mais incrédulos, show imperdível com os Ukulele Brothers, Cleber Harrison da aclamada Banda The Beetles One e Bruno Alberto (Vulgo Beto, que ilustra inúmeras vezes as páginas do guia). Só não vai rolar comes e bebes pois será no saguão principal da Biblioteca, mas isso a gente pode providenciar na sequência, o que acham? =)

Seção enxuta com informações das vias mas sem dar spoilers pra quem preza pela escalada à vista

Seção enxuta com informações das vias mas sem dar spoilers pra quem preza pela escalada à vista

O Guia será vendido a R$30 a partir do Lançamento, então aproveitem para prestigiar, adquirir um dos melhores guias de escalada do mundo Brasil e curtir um som com a dupla quem vem ensaiando e tocando junto há mais de 2horas! Depois quem anima um churras vegetariano com opções para os carnívoros?

Todas as vias detalhadas numa seção separada, tin tin por tin tin. Né milú?

Todas as vias detalhadas numa seção separada, tin tin por tin tin. Né milú?

Nos vemos lá?!

Adquira o seu! Vendas a partir do dia 26...

Adquira o seu! Vendas a partir do dia 26…

Ah, e não esqueçam de solicitar a tabela de pré venda de produtos da Edelrid com preços especiais até dia 30/09!

Capa nova ED

Vento e cascavéis

Adoro fotógrafos Tchecos!

Adoro fotógrafos Tchecos!

 

Outro dia, por acaso eu encontrei um filme sobre a escalada no Wyoming. É tipo sobre a escalada no Mato Grosso 0.O haha Fala sobre a história dos escaladores locais, a evolução dos picos, presta uma singela homenagem ao Todd Skinner, famoso escalador pela maneira como morreu: Com uma cadeirinha de 20 anos toda fudida, ralada que estourou o looping durante um rapel em yosemite. No video mesmo um amigo dele conta que uns 20 anos atrás viu a cadeirinha dele, não dava coragem de pendurar nem um sapato nela que ia estourar. Ele pediu pra ver, pegou uma tesoura e picotou a cadeirinha, dizendo: Toma aqui 50 conto, vai comprar outra nova pra vc! E termina dizendo que alguém deveria ter feito isso outra vez.  Bem, entre outras passagens interessantes, mostra porque a cidade de Lander evoluiu tanto, como foi a conexão entre escaladores e comunidade local (não escaladense).

Uma coisa que me chamou a atenção foi que durante e desenvolvimento e abertura das vias em meados dos anos 80, teve a mão feminina no meio, e elas contam que quando abriam as vias, não simplesmente punham bolts na pedra, mas escalavam antes, pra definir os melhores lugares das clipadas pras vias ficarem seguras, limpavam agarras, blocos soltos, escovavam tudo. Vias estas que são clássicas e escaladas até hoje. Hehe tudo isso só pra alfinetar dizendo que a escalada no local evoluiu horrores porque as vias foram conquistadas de maneira segura e consciente, sem aquela coisa desprezível de rapelar do topo de uma parede com uma furadeira na mão (e um beck na boca) metendo furos aleatoriamente achando que vai dar certo. É preciso escalar a via antes pra saber bem onde serão colocadas as proteções para que a via fique segura.

Outra aspecto do filme é que os escaladores locais, depois de terem mandado todos os projetos da cidade, foram em busca de novos picos, e acharam um que fica 1h de carro da cidade, mais 1h de caminhada entre espinhos, sem trilha, com muitas cascavéis no caminho. E abriram um pico alucinante. Acho que as únicas desculpas que temos aqui é rocha podre, paredes com sol o dia inteiro (e no brasil é foda escalar no sol, principalmente no verão) e donos de propriedade ignorantes. Me senti tocado pelo filme e se antes eu já almejava fazer algo nesse sentido por aqui, agora dei uma animada 🙂 Então vejam o filme, que tem por volta de 1 hora.

 

Oficina do CUME

Aula teórica na sexta a noite..

Aula teórica na sexta a noite..

É já, foi.. e foi muito boa! Já faz vários anos que temos oferecido essa oficina de escalada para o pessoal que está começando a escalar. Nossa intenção não é formar logo de cara grandes montanhistas com mais conhecimento que o Rambo e um escoteiro juntos. Queremos que as pessoas que fazem essa oficina saiam daqui sabendo dar seg DIREITO, limpar vias COM TOTAL SEGURANÇA e sabendo usar e a verificar os equipamentos utilizados corriqueiramente na modalidade que mais cresce atualmente aqui na região (e provavelmente no Brasil todo) que é a escalada esportiva. Temos consciência que um final de semana pode ser pouco tempo, então trabalhamos esse pouco tempo e focamos no que realmente pode fazer a diferença. Muita gente começa a escalar e bate no peito dizendo que nunca fez curso, que aprendeu com um cara que fazia rapel na ponte em 1984. Nós respeitamos esse tipo de pessoa, mas oferecemos conhecimento e segurança para outro tipo de pessoa, aquela que começa a escalar e quer saber como fazer da maneira mais segura, e principalmente, PORQUÊ é mais seguro. Tanto as técnicas quanto os equipamentos estão em constante evolução (praticamente entrelaçados) e é importante estar sempre atualizado quanto ao uso e relação entre esses equipamentos e as técnicas verticais empregadas adequadas para cada atividade específica dentro do universo da escalada.

Eu como membro do CUME, com 10 anos de experiência em escalada, junto com outros membros do CUME com tanto conhecimento ou até mais, voluntariamente oferecemos essa oficina sem nenhum interesse lucrativo pessoal, apenas queremos que as pessoas escalem com segurança lado a lado conosco, uma vez que não tardará essas pessoas (muito antes do que se imagina) se tornam amigos e passamos a escalar juntos. O valor simbólico das inscrições é todo voltado para o CUME, o que é revertido em manutenção do espaço como na compra de agarras, chumbadores, equipamentos, estruturas para treinamento, colagem de agarras, etc… (manutenção essa que também é feita por nós mesmos).

A oficina, com 20 horas de duração sendo 4h de teórica e 16 de prática, frisa muito na repetição dos conceitos mais importantes para que as pessoas aprendam e saiam sabendo, inclusive identificar e corrigir outras pessoas que estiverem inadvertidamente cometendo algum deslize que possa vir a comprometer a segurança dela ou da pessoa que estiver escalando no pico.

Veja algumas fotos de como foi a oficina, onde 12 pessoas saíram sabendo realmente como fazer segurança pra quem está escalando, fazer o Partner Check e limpar vias com segurança:

Acima as fotos do sábado, onde eles aprenderam a fazer os nós, o Partner Check, a clipada e a dar seg guiada e de Top Rope de ATC e Grigri. Abaixo, as fotos de domingo quando puderam aprender a armar uma parada equalizada, dar seg para um segundo e limpar a via por rapel.

É isso galera! Não tenham dúvidas! Treinem, façam tudo sempre com muita segurança e não tenham medo ou vergonha de dar o toque se virem alguém dando seg errado ou com uma fivela aberta da cadeirinha, espalhem a palavra! =) E na dúvida, perguntem, estamos aqui pra isso!

Alguns ja tinham ido, mas aí estão os que restaram!

Alguns ja tinham ido, mas aí estão os que restaram!

E o mutirão?

Gaivota e Beto no Pau-de-Arara carregando lenha para os degraus!

Gaivota e Beto no Pau-de-Arara carregando lenha para os degraus!

O mutirão fui um sucesso! No sábado estivemos em peso os escaladores do CUME e agregados pra dar “Aquele” talento na trilha do Cuscuzeiro. Até quem fazia anos que não aparecia ajudou a por a mão na massa. Nomes como Gaivota, Bruno e Russo que andavam meio sumidos apareceram pra ajudar a deixar a trilha mais transitável e duradoura – leia-se à prova de chuva. Estivemos o Ives, a Isa, o Beto, O Greg, a Tha, a Ju, o Kops, o Sevê, o Gera,o Tui e eu (além dos supracitados). Com as ferramentas e materiais fornecidos pelo Sr. Oldair do Projeto Pedra Viva tivemos a chance de arrumar degraus, fazer contenções, colocar pedras, tocos, toras, ajeitar, alisar trechos, podar mato, colocar “corrimões” onde não se deve passar entre muitas outras coisas. Agradecemos ao Águia que esteve lá com a Motosserra fazendo estacas para as contenções dos degraus (tanto que até acabou toda a madeira que havia disponível pra isso!).  Infelizmente não pude ficar até o final mas não vejo a hora de voltar lá daqui 2 semanas pra verificar o resultado final!

Ives também levando lenha

Ives também levando lenha

A Isa botando em prática seu projeto arquitetônico para o degrau, e Bruno só de suplente!

A Isa botando em prática seu projeto arquitetônico para o degrau, e Bruno só de suplente!

Processo de construção de degraus - Contém a água e melhoram a trilha

Processo de construção de degraus – Contém a água e melhoram a trilha

Canaleta para escoamento de água - Extremamente importante desviar e frear a água que é o que fode mais a trilha!

Canaleta para escoamento de água – Extremamente importante desviar e frear a água que é o que fode mais a trilha!

 

E são essas as poucas fotos, quem tiver mais manda aí que eu coloco!
Valeu galera, teve bão! No domingo foi pouca gente, eu mesmo não pude ir, parece que terminaram alguns detalhes que faltava na trilha norte, mas parece que a trilha sul continua intocada (pra quem queria ajudar, #FikDik

 

Yin – Yang

O Equilíbrio das coisas

O Equilíbrio das coisas

Muitas vezes eu fico na dúvida se existe isso mesmo de Yin-Yang. É tanta coisa boa que acontece que parece que o balanço geralmente acaba sendo positivo. Mas de vez em quando acontecem umas e outras que nos fazem lembrar do equilíbrio das coisas. O Feriado em São Bento foi atípico. Muitas cadenas, muitas risadas, projetos concluídos e metas alcançadas, outras nem tanto. Mas qual o preço a se pagar por uma cadena? Uma lesão? Será que vale a pena?

Meus projetos para essa viagem eram a Psicose, 8a na pedra da Divisa, e Rock and Roll na Catedral, na Falésia dos Olhos. Nem curto muito os olhos (muita regletera), mas como fomos pra SBS só pra Ju entrar no seu projeto de longa data, arranjei um projeto lá também. No primeiro dia tava sol, fomos pro Tetos. O Ives caiu de “jão” no primeiro pega na Hellraiser e na It´s only rock and roll but I like it. Uma saiu de segundo pega mas a outra precisou de mais empenho (ou seria descanso?). Eu entrei me batendo todo na Psicose logo depois de aquecer na Tufão. Fritei a Bia mil anos na seg e depois de um tempo resolvi inventar um jeito inovador pra minha altura no crux, pelo qual através de alguns entalamentos, já alcanço a agarra que todo mundo da um bote e evito ter que apertar um regletinho ignorante. Daí pra cima é só gritaria porque é negativo de agarrão mas vc já vem torado do Crux e cada agarra e cada pé movimentado é uma luta. No segundo pega não estava muito confiante mas depois que fiz com maestria a primeira parte que havia me batido no primeiro pega, senti uma torrente de glória. Executei com precisão o crux, peguei a estrelinha do Mário Bros. e saí apertando rápido como se não houvesse amanha. Ô Grória! Primeiro dia, primeiro projeto caído! Enquanto isso ouvia rumores de que no Pilar central a Taís do Greg mandara a Kaliya, seu primeiro 7c, o qual, momentos antes, a Bia havia mandado à Vista! A menina estava com tudo e o feriado prometia.

No segundo dia todos mais ansiosos que a própria Jú, já fomos direto pros Olhos sem nem olhar a previsão do tempo, que mandou um sol lascado de trincar a parede. Aì o Yin Yang da Bia Aflorou. Chegando no pico, um cavalo aparece estribuchando perto da cerca já próxima da torre de alta tensão, provavelmente mordido por uma cobra. Aí a Bia prontamente se voluntariou a voltar pra casa do dono e avisar (detalhe, o cavalo estava do lado de lá da cerca). Chegando lá, ninguém. Só um cachorro. Que saiu correndo, babando, espumando, vindo em sua direção.

Agora imagina a cena em câmera lenta...

Agora imagina com um pitbull raivoso…

Ela aterrorizada pela figura errante vindo em sua direção, sai correndo como num filme de terror em que a mocinha corre do tarado estuprador vilão. Mas, em suas próprias palavras, se ficar o bicho pega se correr o bicho come. Após alguns metros, uma mordida na bota que a derrubou de joelho no chão, mão direita direto na terra. Ao se ver rodeada por uma fera de dimensões colossais, sentindo o sangue escorrendo pelas pernas e imaginando-se sendo devorada pelo raivoso animal como a um Zumbi de walking dead que devora a um humano degustando órgão por órgão, tripa após rim, coração após fígado, ela rapidamente levanta e, tal qual numa cena de perseguição hollywoodyana, se joga desfiladeiro abaixo rumo ao lago, buscando subterfúgios para que pudesse salvaguardar sua vida daquela fera de proporções e intenções subjulgadas. Só que eis que no lago havia patos extremamente territorialistas (ou seriam gansos?). Mas esses compadeceram-se com a cena de dona Maria Gabriela e atacaram em bando o cachorro, que foi devorado em poucos segundos pelos agora raivosos patos vingadores, os superpatos!

Ta, a história entra para a ficção a hora que os patos devoram o cachorro, mas até aí é tudo verdade! Bia ainda teve as moral de subir a trilha toda em sopa de volta até as vias rastejando e pedir resgate. O Joelho aparentemente precisaria de pontos e a mão de gesso. Sorte que não precisou de nada disso, mas o climb do feriado pra ela estava over.

Todos ficamos muito abalados com a história e a Ju entrou na Bulls pra equipar sob um sol de meio dia com a rocha fritando um ovo de tão quente. Eu ainda esperei até umas 3 da tarde pra equipar a Rock and roll na catedral, mas demorei horrores pra tirar todos os moves, também me sentia levemente abalado, não sei se pelo cansaço do dia anterior. O Ives equipou a Sonho de ìcaro. E eu, vendo que a noite se aproximava e que não queria entrar “de noite”, não esperei mais que uns 40mins e já entrei de novo, se não pra mandar, pelo menos pra equipar. E parece que tinha tirado muito bem os movimentos. Executei com maestria a maioria dos movimentos menos o da terceira chapa, que é um dinâmico meio de lado com um calcanhar direito segurando pra não abrir a porteira. (calcanhar o qual não to podendo usar por causa de uma contratura na panturrilha desde Arcos, na via Estréia). Mas fiquei impressionado com a leveza com que pude fazer a travessia pra direita que havia me custado tanto no primeiro pega. Rolou até mantel pra ficar em pé! Aí sim eu comecei a sentir uma torrente de glória (ô grória), e a acreditar que talvez pudesse mandar. E fiz isolando um regletão de esquerda que respira ofegantemente pra chegar nos buracos ao lado da ultima chapa. Dali pra cima foi respirar fundo, e escolher com que mão clipar a base. E aí veio o meu yang. Após duas cadenas sensacioníveis, uma dor num dedo da mão direita que eu não sentia ha mais de 2 anos. 😦 E os dedos da mão esquerda que tão sempre reclamando estavam bem! Ah, detalhe para o Raul que mandou a Dark Nectar, 8c no segundo pega! Voltando à forma que as cachaças e comidas brasileiras tanto tem lhe custado!

Fomos conhecer o setor Corujas no dia seguinte. Estava me sentindo bem cansado, e entrei na África apertando aqueles regletes como se fossem os últimos. Béee.. dedo reclamou. Depois entrei na C4, fui pagar o cruxzinho com uma puxada de perna direita e Bééé… panturrilha doeu horrores. Entrei na efeito moral, uma delícia, mas aí o corpo já tava pedindo pra parar, pegava nas agarras (enormes por sinal) e o braço respondia bem, poderia costurar à montê, mas o resto do corpo tava mole. Parecia que eu poderia dormir a qualquer momento no meio da via. Aí pedi pra descer, quando para de ser divertido eu paro. Só me restava a motivação de equipar uma via pro parça mandar, e fui correndo com o Ives lá no Tetos, equipei em tipo 10 minutos a It´s Only Rock and Roll às 17:20 pra ele poder entrar e mandar ainda com luz. E não é que o viado mandou?! A-hul! Depois de dois dias de muito aprendizado e yangs, finalmente um Yin pra ele! hehehe O Beto ainda mandou a Vôo da Coruja à vista! Not bad hein?

O último dia foi dia de Belay Bitch pra mim, enquanto o pessoal fazia volume no Quilombinho, eu só na seg e no joguinho do São Carlos Pression Team que eu tinha deixado em cache no meu celular. Consegui chegar no final e descobrir que era o último personagem da equipe!

E acabou-se mais uma trip. Muitas cadenas alucinantes no começo, e no final um ritmo um pouco mais lento. É, quando a cabeça não quer, não tem corpo que acompanha!  Ainda acabamos comendo um X-tragédia no centro de SBS pra fazer hora e pegar estrada depois das 8 e evitar congestionamentos, o que se mostrou de certa forma muito proveitoso. 🙂

Agradeço a todos que estavam no pico e tiraram tantas fotos minhas que nem soube quais escolher pra por no post! Menos à Bia que tava no Canadá hehehe

Próximo feriado, 1º de Maio, Arcos?

CarnavArcos!

Carnaval em ritmo de festa!

Carnaval em ritmo de festa!

O sábio erótico Clóvis Basílio certa vez disse que …”O carnaval da Vivi Fernandes é um dos melhor carnaval”… (sic). Eu vou ter que discordar. Certamente Kid Bengala não conheceu a galerinha do bem que esteve no último carnaval escalando em Arcos, no Rastro de São Pedro. Foram 6 dias de muito climb, festa e  claro, como não pode faltar em todo bom carnaval: furação.

Com a proposta de fazer um Carna diferente, gente de todos os cantos lotaram o pico, que agora conta com 102 vias esportivas praticamente. Mesmo com tanta gente, não houve fila nas vias, pelo contrário, o que rolou foi o comentário de pessoas diferentes em setores diferentes, que aquilo ali tava parecendo um ginásio de escalada: Muitas vias equipadas e muita gente dando A VIBE. E já que era ocasião, teve gente até escalando de fantasia de carnaval. Galerinha do São Carlos Pression Team pode passar o rodo em vários 7a´s e tivemos vários “primeiros 7a´s redpoint, flash e a vista”. Eu mandei meu primeiro 7c em flash (Cafeína) e se eu tivesse visto que a parada da via era pra direita e não pra cima como eu achava, teria mandado outro 7c a vista (A estréia)! Foi loco ver o Ives despertando seu escalador interior que estava dormente, mandando vários 7a´s, e até o Cleber que escala a menos de 8 meses mandou a “entre a sol e a sombra”. Beto pra variar passeando em todas as vias abaixo de nono e o Daniel com a Li curtindo uns quintinhos. Até o Sérgio apareceu com a Rose!! O Gera pôde consolidar sua escalada com vários sétimos também e aprender como NÂO se deixa a corda durante uma escalada dura tipo a cafeína<momento acuzada!>.

Pudemos conhecer os setores novos, muita via nova e todo mundo sem ficar perdido graças a um croqui bem feitinho que pode orientar a todos onde estavam as vias. Sem contar as plaquinhas estratégicas com os nomes das principais vias dos setores. Por muitos anos eu falava que tinha isso na Europa e que era muito massa, que me ajudou muito nas minhas viagens por lá, mas os vovôzinhos do Climb ficaram de putaria falando que isso tiraria o espírito da aventura. Mas aí vc vai no pico, com mais de 100 pessoas, e pergunta se essas pessoas estão reclamando? Ou se estão tendo ótimos momentos escalando com a galera e dando risada? Enfim. Parabéns ao GT Arcos pela proposta, iniciativas como essa só agregam ao esporte, que vem crescendo desenfreadamente, mesmo com tanta gente fazendo tanto pra sugar ao máximo em vez de contribuir de maneira construtiva. Sempre vai ter uma chapa que podia estar mais pra lá ou mais pra cá, é natural. Nem tudo é perfeito e a escalada é feita por seres humanos. Então em vez de reclamar, que tal aprender com os erros alheios (e próprios, claro) pra não acontecer de novo e  mandar um “Muito obrigado” pra essa galera de Arcos que vem botando a mão na massa? Valeu galera. É o Peixe, é o Cintura,  Carlão, Alexsandro, Ricardo Animal, Maurinho e uma galera que eu nem conheço mas sei que dão um trampo pro fico estar filé desse jeito.

Quando escalamos pela primeira vez a “Tufantástica” 6º, ficamos de namorico com a paredes que tem pra direita dela. E no “dia de descanso” fui com o Ives pra esse setor. Escalei uma canaleta pra direita do setor laçando árvore, vários bicos de pedra e fiz “cume”. Puxei a furadeira e desde o cume bati na virada o primeiro furo da parada da primeira via que conquistaríamos no feriado. Escalamos um escalador alto e um baixo e marcamos onde seriam as proteções. Fiz quase todos os furos mas no final tive o privilégio de “ensinar” o Ives a fazer o seu primeiro furo. Ele que vem sendo meu fiel escudeiro em várias conquistas, agora está se emancipando e botando mais a mão na massa. No final subi a via fazendo o FA (de um quinto grau, vale isso Arnaldo?), paguei uma travessia pra esquerda com a ultima costura vários metros pra baixo do pé e, completamente torto e ejetando da parede, comecei a fazer o primeiro furo da via da esquerda. Mas a bateria acabou no meio e eu tive que voltar, desescalar e deixar pra outro dia. No último dia escalei o quinto grau de novo, paguei a travessia desajeitada pra esquerda, lacei mais alguns bicos pra proteger a grande queda/pendulo e consegui terminar de bater a parada dessa outra via. Calculei certinho onde a corda iria passar pra não pegar em nenhum bico e como diriam no jargão local, “implantei”. Escalamos, marcamos e furamos. Enquanto isso a Dupla de Betos furava o final de uma via que o Betão de Divinópolis ja vinha namorando a tempos, pra esquerda da macaco não tem culpa. O Betinho subiu a mãe gaia, atravessou pra esquerda e bateu parada e vários furos no final da via. Mas a logística ficou bem comprometida pelas baterias estarem fazendo por volta de 3 furos cada uma, então era o tempo de ir na casinha deixar pra carregar e voltar pra pegar outra. Acabou que a via dos Betos não foi terminada pelo sol intenso e as bateras, mas não tardará muito voltaremos pra terminar o projeto! A outra via terminamos, deixei o Ives começar, e com umas 4 idas e voltas à casinha pra pegar baterias, o Ives furou a via toda. Está graduado na arte de furar. Agora só falta pagar acessos duvidosos com proteções precárias pra bater as paradas rsrsrs

Além de muito climb e furação, rolou muita cachaça festa a noite. Os donos do Camping tão mais pra melhores amigos que outra coisa. Nos sentimos muito a vontade, e ficamos muito gratos por poder vir ficar na casa de amigos quando vamos escalar em Arcos, isso não tem preço! E claro, numa certa altura das festas noturnas diárias rolou o momento Bigodagem: Todos os homens barbudos cortaram a barba deixando só o Bigode à lá Freddie Mercury / Seu madruga e costeletas.  Mas tipo, rolou adesão praticamente completa de todo mundo! Até as meninas fizeram bigode de Carvão. Isa, Ju, Mel, Ives, Cleber, todos que não tem barba aderiram ao movimento. Por isso a via da esquerda que conquistamos ficou em homenagem à essa galera que cortou barbas centenárias: Bigodagem, 6º. A via da direita ficou muito gostosa de escalar e por isso ficou com o nome de: “Delicinha”, 5º.

Apesar das festas noturnas no camping , todos os dias na rocha era dia de festa. Gente escalando de peruca, cartola, fantasia de pirata, máscaras de carnaval, calças com reforço de cordura kkkkkkk Maior vibe MESMO, galera se conhecendo, escalando junto, foi muito massa! Pude conhecer várias celebridades que só conhecia por facebook, se tivesse caneta pediria até autógrafo hehehe

E foi isso galera! Tem muita historia pra contar mas dessa vez resolvi ser mais sucinto no relato e encher de fotos que agradam mais né? Qualquer dia desses eu upo no xvideos os videos que eu fiz com o celular das festas noturnicas!

Valeu demais a todos que conheci no Camping, vocês são demais e espero poder escalar com vocês de novo em breve! Aos parceiros que acompanham sempre _/\_ Gratidão 😉