Conheça melhor a EDELRID

Edelrid_2013

Muita gente tem me perguntado sobre a Edelrid. Para alguns, é uma marca nova, para outros, é “A marca”. As pessoas tem curiosidade de saber mais sobre essa marca com a qual tenho trabalhado nos últimos meses, e é fascinante ver o interesse que as pessoas tem pelo novo, tipo criança com uma nova história. Acho que a escalada tem esse poder sobre as pessoas: de fazer a gente se sentir criança de novo em alguns momentos.

Pra quem não sabe, a Edelrid é uma fabricante Alemã de equipamentos de escalada e montanhismo. Atualmente com um pouco mais de 150 anos de história, como eles mesmos dizem, são 150 anos de paixão pela escalada e pelo montanhismo, 150 anos de criatividade e inovação. Eles foram demolidos e reconstruídos duas vezes, e a empresa foi vendida outras tantas.

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Quero muito uma dessa. (Costura)

Nesse meio tempo eles simplesmente foram responsáveis por uma revolução no que conhecemos como escalada hoje em dia. Em 1954 a Edelrid inventou um conceito e lançou a primeira corda com Capa e Alma, característica que até hoje é o padrão para a produção das cordas de escalada de qualquer marca. Menos de 10 anos depois eles inventaram e produziram a primeira corda dinâmica do mercado. E teve mais, pois no ano seguinte lançaram a primeira cadeirinha de escalada, e dela desenvolveram a cadeirinha de quadril nos moldes das que utilizamos atualmente.

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Mas não parou por aí, pois na década de 70 o então dono da Edelrid, Claus Benk, que era escalador, lançou a primeira fita de costura “costurada”, que por acaso é o que praticamente todos os fabricantes produzem até hoje! A corda dupla também é invenção deles, de 1977! E seguindo as tendências, em 1994 lançaram a primeira corda de Canyonismo que bóia na água. Aí a empresa passou por um período em que aquele dono escalador não estava mais na empresa, ela foi comprada, foi vendida e ficou um tempo sem muita inovação. Até que em 2006 foram comprados pelo gigante grupo VAUDE, e aí voltaram a se estabelecer como empresa líder no ramo da escalada e as inovações voltaram a aparecer.

Primeira Costura do mundo: EDELRID

Primeira Costura do mundo: EDELRID

Praticamente 90% de seu leque de produtos atual foi desenvolvido ou melhorado nos últimos 5 anos, o que demonstra o tanto de inovação que eles tem criado. Cordas com tecnologias que aumentam sua durabilidade, certificações ambientais, cadeirinhas que não machucam, leves, que transpiram (tudo isso numa só), freios automáticos revolucionários, a primeira corda com dois diâmetros, o primeiro mosquetão com menos de 20g do mundo e o primeiro capacete dobrável também. É muita inovação pra uma empresa só! (Tanto que os cabos que sustentam a “capota” do Audi A8 conversível são da Edelrid).

Em outubro de 2013 tive a oportunidade de conhecer a fábrica em Isny, na Alemanha. Foi mais divertido que qualquer vez que eu tenha ido ao Playcenter ou Hopi Hari. Vocês nem imaginam como é a sensação de caminhar entre as máquinas que trançam cada fiozinho de nylon pra fazer uma corda! Ou entrar numa sala cheia de bancadas com pedaços de cadeirinha, fivelas, espumas, fitas e saber que é ali que eles literalmente INVENTAM as coisas que a gente é tão fascinado!

Certificação Ambiental Internacional de consumo consciente de recursos em toda a linha de produção dos materiais têxteis da Edelrid

Certificação Ambiental Internacional de consumo consciente de recursos em toda a linha de produção dos materiais têxteis da Edelrid

Em uma conversa de corredor com um dos desenvolvedores, fiquei sabendo que as cadeirinhas tem várias características meio que secretas que não são divulgadas, e que aumentam a segurança do usuário (tipo proteções antibobo). Que todas as cordas tem pelo menos um tratamento pra aumentar a durabilidade (algumas tem 3). As fibras são tratadas quando ainda estão no carretel, linha por linha, depois são trançadas, tratadas de novo, e só depois é que viram os elementos finais que vão dar origem ao trançado da corda, e ainda recebem o thermoshield. Isso para as cordas comuns, “sem tratamento”. Sem falar nas Dry. Vi também que todas as fitas são testadas individualmente e que TODAS as cordas passam 100% pelas mãos de profissionais que estão ali só pra verificar se há algum defeitinho, metro por metro, de milhares de cordas que são fabricadas semanalmente ali!

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O mais incrível de tudo foi conhecer o “Business Manager” da empresa, e descobrir que tinha sido o cara que abriu as primeiras vias aqui no Cuscuzeiro em Analândia em 1997!! Não por acaso ele tem uma casa em Chaltén e passa suas férias todo ano na Patagônia Argentina. E é assim com todos os funcionários, especialmente os que desenvolvem os produtos novos: Escaladores reais que enfrentam as necessidades em campo, ao contrário de outras empresas com seus engravatados divagando sobre como achar pelo em ovo (ou ganhar mais dinheiro).

E o mais impressionante, é que lá fora a melhor cadeirinha da Edelrid custa quase o dobro de uma Petzl, mas aqui no Brasil modelos teoricamente equivalentes chegam a custar menos da metade! Isso porque na Quero Escalar importamos e revendemos direto para os escaladores, sem intermediários, e sem custo Brasil, podendo assim praticar a livre concorrência sem fazer parte de cartéis que estipulam preços tabelados.

Propaganda_cadeirinhaPortanto, se você queria saber um pouco mais sobre a Edelrid, agora já sabe que ela é uma das maiores e mais antigas empresas de equipamentos de escalada do mundo e uma das que mais investe em tecnologia e inovação. E você pode adquirir seus produtos Edelrid na Quero Escalar sem custo Brasil, com entrega para todo o Brasil, com garantia, parcelamentos, enfim, só vantagem! Mais alguma dúvida?

Carsten e eu durante visita na Fábrica da Edelrid na Alemanha.

Carsten e eu durante visita na Fábrica da Edelrid na Alemanha.

Evolução dos logos da Edelrid

Evolução dos logos da Edelrid

Equipe QE fazendo bom uso dos materiais Edelrid! Transpiráveis e confortáveis perfeitos pro nosso clima úmido!

Equipe QE fazendo bom uso dos materiais Edelrid! Transpiráveis, confortáveis e perfeitos pro nosso clima úmido!

Altos e Baixos

Quando eu repetir foto me avisem!

Quando eu repetir foto me avisem!

Acho que na escalada não tem um trocadilho mais óbvio que esse título, mas a bem da verdade é que se eu parar pra pensar acho que consigo achar outros. Você entenderá tudo, keep reading. Ultimamente tenho tido dias super corridos! Tenho trabalhado muito, ao ponto de ter que pisar o pé no freio e deliberadamente procurar coisas pra fazer no meu tempo livre só pra não ficar no computador mais tempo. É claro que eu já faço isso automaticamente, mas como eu não to podendo treinar tanto quanto eu gostaria, também  tento não usar o computador no meu tempo “Livre”. Primeiro porque se eu sento aqui num sabado de manhã antes de ir escalar ou num domingo de madrugada pra ler notícias, quando eu vejo estou respondendo emails de clientes, comprando ou vendendo alguma coisa ou dando manutenção no site da Quero Escalar. E aí se contar essas horas vou ultrapassar as 40 horas de trabalho semanais facilmente. Bem, por isso, (mas não só por isso) as postagens rarearam ultimamente (mas tem muito conteúdo acumulando-se!). E pra piorar o Filipe Carelli do “A outra Esquerda” também ta viajando, e logo, o outro fanfarrão do blog de lá não tem mantido-lhes suficientemente entretidos.

Semana passada foi uma semana polêmica, com muitas noticias pipocando. Pra quem não sabe, o Tito Traversa, um italianinho de 12 anos que ja havia mandado vários 10c’s (8b+fr) morreu. É, morreu. Se escafedeu. (Ele morreu ele morreu ele morreu Lombardi!! Lará laráa laráa….). E agora tem uma nova moda nos picos de escalada que é sair conferindo as “Borrachinhas” das costuras de todo mundo. Coisa que eu já fazia antes mas por pura curiosidade de conhecer o equipo alheio, não por ser alheio mas por ser diferente, agora com uma bela desculpa. Pra quem não entendeu nada, a causa mortis do guri foi ter caído no chão depois de chegar no final de uma via de 17m. Clipou a última, deve ter falado (ou não) pro Seg: “Blz to na sua retesa!” e aí veio “estourando” uma por uma as costuras até ele se esborrachar no chão. Mas como? Ao que tudo indica, depois de extensa leitura em vários topicos pela net, da pra se chegar à conclusão de que a mãe de uma amiguinha da mesma idade dele arrumou as costuras da filha. Ela, não manjando PORRA nenhuma de escalada cometeu um erro inocente, e os responsáveis na hora não conferiram as costuras. O erro? Passou a FITA da costura pela borrachinha que a mantém no lugar, e a borrachinha pelo mosquetão dando a impressão de que a fita estava presa ao mesmo. Foda. Fica a dica, e fica o aprendizado. Com certeza esse acidente salvou a vida de uma GALEEERA que nem sabia que a borrachinha não aguentava 2 toneladas (ela aguenta tipo umas gramas apenas, é o mesmo que um elastiquinho de dinheiro). E agora todo mundo vai ficar esperto com os equipos alheios (espero). Foda!

Esse aí é o vilão, porém, montado do jeito CERTO

Esse aí é o vilão, porém, montado do jeito CERTO

Vi todos os blogs copiando e reproduzindo a foto (abaixo) da costura, mas quase nenhum site falou sobre o String (detalhe técnico referente ao acidente), então resolvi colocar um pouco de informação extra, que nunca é demais. Dê uma olhada no “PETZL EXPERIENCE” com as fotos de “MODUS ERRANDI” de usar seu string (a borrachinha chama String). Ah, e antes que vc pense: “…Nunca mais vou usar essa porra”…, não seja bobo. Ela é muito útil, e sua presença pode lhe garantir mais segurança do que prejudica-la, uma vez que garante agilidade nas clipadas, mantem o mosquetão no lugar e protege a fita bem no mosquetão de arestas cortantes. É só ficar esperto e praticar o seu uso correto.

Costura no modus operandi ERRADO igual ao do acidente

Costura no modus operandi ERRADO igual ao do acidente

O String serve pra manter o mosquetão orientado na posição correta.

O String serve pra manter o mosquetão orientado na posição correta.

Independente do tipo, cuidado pois sozinho ele não faz nada!

Independente do tipo, cuidado pois sozinho ele não faz nada!

Esse é dificil de visualizar, fique esperto e confira sempre!!

Esse é dificil de visualizar, fique esperto e confira sempre!!

Porquê não se deve utilizar dois Strings numa costura

Porquê não se deve utilizar dois Strings numa costura

A Petzl também recomenda que não se use String em Fitas longas. Eu uso mesmo assim, mas fico BEEEM esperto pois sei que isso pode acontecer!

A Petzl também recomenda que não se use String em Fitas longas. Eu uso mesmo assim, mas fico BEEEM esperto pois sei que isso pode acontecer!(você sabia?)

Bem, e chega de falar disso. E como ja foi um baixo, vamos falar de um alto agora. Semana passada BOMBOU na internet as fotos do Chris Sharma e da Daila Ojeda num ensaio fotográfico Desnudos (y borachos). Eles fizeram as fotos para uma série de fotos pra ESPN americana mostrando os corpos de atletas famosos como jogadores de basquete e snowboardistas. Foi com certeza o ponto alto da semana para os escaladores, que não precisaram lixar seus calos antes de ir treinar durante toda a semana. Fica aqui o link para o ensaio completo, e deixo um teaser… ;P Mas não vai esperando muito não que é só uma fotinho de cada e mais uma com os dois juntos.

Vc acha que eu não ia falar sobre isso aqui no Blog?

Vc acha que eu não ia falar sobre isso aqui no Blog?

E agora vamos para outro ponto baixo da semana passada, que foi a Polêmica da corda Rompida na Pedra do Elefante em Andradas. Você viu?! Eu como revendedor seria muito féla se não falasse nada a respeito! Vamos aos fatos:

Corda Beal Yuji 10mm

Corda Beal Yuji 10mm

Primeiro sobre a corda: É uma Yuji, de 10mm da marca BEAL. Segundo o fabricante, é uma corda com menos capa que as outras, e logo, “mais Eco-friendly” (minha rola). A Beal diz que ela é para todos os usos, só fiquem espertos que a durabilidade é menor que as outras, principalmente abrasão e sujeira. Dito isso, muitos sites internacionais a classificam como uma corda pra “Ginásio”. Mas não pro Ginásio comprar e deixar lá pra milhares de pessoas moerem-na diariamente. É para vc que treina na academia 1 ou 2x por semana ter a sua de meia com seu parça, escalar, guiar, cair, moer e trocar depois de um tempo. Uma corda barata e comoda pra se voar, porém, num ambiente controlado de academia, que nao tem problema de arestas, quinas nem nada.

Aí veio um brother do GEEU com uma dessa que ele comprou na gringa, e desce um parceiro dele de Baldinho numa virada de teto num dos granitos mais lazarentos que eu já vi, o de Andradas. Não bastasse o simples correr da corda pra baixo e atritar natural com a virada do teto entre a corda e o granito, tal virada era diagonal, e alem do movimento para baixo em Y, também rolou um pouco de movimento para o lado, em X. E a corda ficou igual a da foto (é a da foto na verdade). O que sucedeu foi que ele entrou em contato com a Beal e a Beal meio que tirou o corpo fora: “..Só damos garantia contra defeitos de fabricação!”… O dono da corda ainda alegou que ja tinha feito isso ali com outra corda (descer de baldinho). Só que foi justamente com uma das cordas mais duráveis, caras, e melhores que existem: uma Sterling. Aí fica dificil comparar!

Moral da História: Agora tão fazendo umas cordinhas mais “suaves” e baratas, (Tipo a negresco que custa a mesma coisa que antes mas tem a metade do diâmetro), só que com qualidade menor. Pros Calcáreos franceses deve ser lindo mesmo, é quase uma pedra sabão, mas pros granitões cheio de cristaizinhos fdp’s de Andradas realmente é de se preocupar. De qualquer maneira serviu ao mesmo propósito do caso Tito Traversa: Agora ja ta todo mundo ligado que essa corda não é uma Sterling e que se for comprar tem que usar direito e não pode abusar muito! Eu particularmente não teria problema em ter e usar uma, principalmente pq é melhor ter uma dessa do que não ter nenhuma, e muitas vezes o preço é um fator limitante na escolha da compra de uma corda. No brasil não são 20, 30, 50 reais de diferença, as vezes são 300, 400 reais de custo brasil a mais pela outra. E aí fica dificil competir com mercado paralelo! Ainda mais pro escalador esporádico que vai pro setor 2,5 de Itaqueri a cada 2 meses, essa corda tá boa demais! 😉

Sabe o que o Alex Megos fez quando mandou o primeiro 11c a vista? Tirou uma ONDRA! huauhahuauha

Sabe o que o Alex Megos fez quando mandou o primeiro 11c a vista? Tirou uma ONDRA! huauhahuauha

Ponto alto: Adam ondra manda seu primeiro 11c a vista (9a Fr). Ninguém falou nada! kkkkk Coitado, só pq ele tava lá no intento, aí veio um muleque (que deve ter surtado com as fotos da Daila – ou do Chris Sharma – No ten nada demás!) chamado Alex Megos e manda primeiro que ele o primeiro 9a da história. Mas não tira o mérito. Mesmo pq o Adam ondra tinha mandado uns 15 11b a vista e decotado uns 4 ou 5 11c’s pra 11a ou 11b! E dessa vez ele falou que é 9a mesmo, não o mais dificil, mas ainda assim 9a. E deve ser mesmo pq já não tem a pressão de mandar pq não vai ser o primeiro mesmo.

E como no final de semana teremos presenças Ilustres em Itaqueri, conheça mais o Raphael Nishimura: um dos escaladores mais badalados do momento:

E Por hoje chega, porque eu sei que se pusesse muita coisa ninguém ia ler mesmo! hahaha