LANÇAMENTO: “GUIA COMPLETO DE ESCALADA DO CUSCUZEIRO”

Essa é a cara do novo Guia!

Essa é a cara do novo Guia!

Senhoras e senhores, venho através deste post orgulhosamente convidá-los para a festa de lançamento do “Guia Completo de Escalada do Cuscuzeiro”. Sim! Está pronto, está impresso, está lindo de morrer. Como pai coruja, devo confessar que ficou melhor do que eu esperava. Cheio de fotos, com papel chique, colorido e com informações sobre praticamente TODAS as 61 vias do Cuscuzeiro, é um guia pra ninguém ficar perdido procurando via ou entrando em via errada. Até mesmo quem nunca veio pra cá de outros estados não terá dificuldade de, sozinho, encontrar o local, as vias e se divertir e aproveitar todo o potencial que o lugar tem para oferecer. Os detalhes do Guia você pode conferir aqui na QUERO ESCALAR =)

Detalhes de como utilizar o Guia

Detalhes de como utilizar o Guia

Mas eu quero mesmo é convidar a todos para a “FESTA DE LANÇAMENTO” que ocorrerá no dia 26, (sim, daqui uma semana) aqui na Biblioteca Comunitária da Ufscar, atrás da Caixa d´água de escalada do CUME. O Evento está marcado para começar as 19hrs, com sessão de autógrafos e para os mais incrédulos, show imperdível com os Ukulele Brothers, Cleber Harrison da aclamada Banda The Beetles One e Bruno Alberto (Vulgo Beto, que ilustra inúmeras vezes as páginas do guia). Só não vai rolar comes e bebes pois será no saguão principal da Biblioteca, mas isso a gente pode providenciar na sequência, o que acham? =)

Seção enxuta com informações das vias mas sem dar spoilers pra quem preza pela escalada à vista

Seção enxuta com informações das vias mas sem dar spoilers pra quem preza pela escalada à vista

O Guia será vendido a R$30 a partir do Lançamento, então aproveitem para prestigiar, adquirir um dos melhores guias de escalada do mundo Brasil e curtir um som com a dupla quem vem ensaiando e tocando junto há mais de 2horas! Depois quem anima um churras vegetariano com opções para os carnívoros?

Todas as vias detalhadas numa seção separada, tin tin por tin tin. Né milú?

Todas as vias detalhadas numa seção separada, tin tin por tin tin. Né milú?

Nos vemos lá?!

Adquira o seu! Vendas a partir do dia 26...

Adquira o seu! Vendas a partir do dia 26…

Ah, e não esqueçam de solicitar a tabela de pré venda de produtos da Edelrid com preços especiais até dia 30/09!

Capa nova ED

Vídeos e novidade!

Shimoto, em sua homenagem a foto-decorativa de hoje!

Shimoto, em sua homenagem a foto-decorativa de hoje!

Semana passada foi uma correria: entre arrumar malas, aprender a usar um programa novo e com ele fazer uma apresentação para o 15º Encontro de Escalada de Londrina sobre erros comuns e práticas seguras em Escalada Esportiva, não sobrou tempo para post no blog. Mas em compensação o Encontro foi muito legal, fiquei com uma melhor impressão ainda do pico dessa vez, tendo entrado em vias “modernizadas” seguras mas não por isso menos desafiadoras. Viagem tranquila, amigos agradáveis, bom climb, enfim, tudo na paz. Pena que esqueci minha câmera e não tirei nenhuma foto :/ Na verdade não faço idéia de onde ela esteja!

Enquanto isso, não muito longe dali… Acumulei alguns vídeozinhos muito interessantes. Vamos a Eles?

Começando com a super conquista brasileira no Fitz Roy, na Patagônia. Muita sorte com uma ventana de tempo bom incrível, e claro, muita competência por parte dos escaladores incontestáveis Sérgio Tartari, Flávio Daflon e Luciano Fiorenza.

E mais um filminho brazuca bastante simples e aprazível. Tardes de outono em Floripa mostra um lado Catarinense pouco divulgado por aí com uma escalada bonita num vídeo bem instrutivo. Diz a autora do vídeo que vem mais por aí… Estamos no aguardo! =D

E lembra daquela série da Mammut sobre vias velhas escaladas por escaladores novos? Pois é. Aparentemente hoje em dia os escaladores ficam escolhendo as vias mais perfeitinhas e no seu estilo pra evoluir ou pelo menos se divertir. No de hoje o Sean MColl um dos grandes das competições Não-mandando a via Hubble da Lenda dos anos 80 Ben Moon, que abiu e aparentemente foi o primeirio a mandar a via que tem agarra molhada, clipada tensa, crux no começo, passagens esquisitas, em pouco mais de 15m… haha 

E já que já fomos pra gringa, um vídeo que dá água na boca sobre um pico alucinante. Detalhe que é um vídeo comercial feito pelo/para o abrigo local e mesmo assim é de se assistir de novo. Detalhe para a Caroline Ciavaldini de Biquininho. ;P

Se você gostou da Carol, veja esse vídeo que mostra, entre outras coisas, um pouco do início de sua carreira:

Mas falando em garotas gringas... Ô Grória.. Daila Ojeda, Alizee Dufraisse e Olivia Hsu contando sobre suas motivações na escalada e claro, escalando num daqueles vídeos Zen da prana para quem é vegetariano, vai pro trabalho de bike, ajuda no azilo, doa sangue toda semana, não fala palavrão, não bebe alcool, não usa drogas e não fala mal de ninguém. (ou seja, não existe kkkk)

E Aqui a lenda viva Cuscuzeiriana, o cara que abriu as famosas Watch Me, Let´s Go, Mosquitos, Denorex, Fly or Die e Manga com Leite no Cuscuzeiro, o tal do “Alemão”… Carsten, falando sobre as maravilhosas cordas da Edelrid:

No final, mas não por último, uma palestra/vídeo/documentário sobre o famigerado Alex Honnold. Perguntas inusitadas… E confessando sobre sua motivação para solar vias e como ela foi mudando ao longo do tempo. “…No princípio eu comecei a solar pra ver se eu comia alguém..” kkkkkk Hilário…. 

E encerro deixando a foto da capa do Guia do Cuscuzeiro que finalmente está na Gráfica para impressão. Em breve à venda em alguns lugares que eu vou selecionar a dedo kkkkk

Guia Completo de escaladas do Cuscuzeiro - Já na gráfica, em breve, na Quero Escalar!

Guia Completo de escaladas do Cuscuzeiro – Já na gráfica, em breve, na Quero Escalar!

 

 

Vídeos e a Polêmica da Nina e da Sasha

Os mano trad pira nas fenda chapeletada...

Os mano trad pira nas fenda chapeletada…

O post de hoje vai compensar a ausência com vídeos de encher os olhos. Qualidade gráfica, roteiracional e com direito a polemica!

Começando com esse vídeo em “Câmera Lentcha” de uma das etapas da copa do mundo de boulder, awesome!

O segundo é um spoiler pra quem quer mandar a vista a primeira via de 10c do mundo, Punks in the Gym. O cara vai narrando tin-tin por tin-tin todos os passos e “muves” da via.

Agora a polêmica Nina Caprez, que mandou um email pra Sasha sugerindo que não escalasse uma via de big wall (uma das mais foda do mundo) pois Nina e seu mino (Cedric Lachat) tinham planos de escala-la e iria ter conflito de interesses (e muita gente na parede ao mesmo tempo, o que poderia comprometer a segurança dela e da equipe). A comunidade e a mídia sensacionalista já caiu matando, mas entre as duas o que se notou foi um respeito e uma lógica de: É, se vai ta ocupado pq ela vai chegar primeiro mesmo, então eu vou em busca de outra via. Ponto pra duas, menos pra galera que fica jogando gasolina pra ver se vira treta e pega fogo hahaha. Leia aqui a entrevista da Nina em espanhol para a Desnivel, explicando que não foi nada disso que estão falando por aí de “treta”. Enfim, o vídeo nem tem nada a ver com a treta e sim do primeiro 11b (8c+) da Nina. Via linda, video bonito, com direito a 9a do Mino dela, o careca Cedric.

E quem passou pelas terras brazucas e nem deu um salve pros trutas foi a Mayan Smith Gobath, que por acaso encadenou aquela Punks in the Gym ali em cima, em 2012. Entrou, não falou nada, ninguém ficou sabendo e nem de mim se despediu. Nem arrancou chapas de vias alheias, nem criou polêmica, nem abriu via onde não podia. Deve ter lido esse post sobre “dicas para gringos virem escalar no Brasil” heheheh. No vídeo parece que rolou um certo pânico com os esticões nas croquinhas de nono grau da via Place of Happiness na Pedra Riscada, não conseguiram repeti-la em apenas um dia como era a intenção e no final nem acharam o fim da via pq não existia chapa pra guia-los no final dos rampões até o cume (mostrando que os superatletas patrocinados são gente também). Enfim, bom vídeo:

No final mas não por último, um vídeo da simpaticíssima Ana Stohr escalando uma via clássica que ficou muito famosa nos anos 80 (e aqui nos 90 quando chegaram as fotos) pelo movimento torcido em que se paga o crux. Movimento esse que inspirou e resolveu o final da uma via na lapinha, a Realidade da coisa, se não me engano, no setor da Savassinha.

E pra finalizar, um vídeo de um grande escalador Trad, mandando uma via com móveis colocados. Até aí tudo bem, mas aí um espertalhão veio “questionar” a autenticidade da cadena pq ele estava escalando com as peças postas, e isso “não vale” (hmpf… Juêi…). Aí ele responde (nos comentários do vídeo, confira) algo tipo: Fi, tava dando um relax com os trutas, aquele dia tinha uns manos que tambem queriam entrar na via mas não tavam muito confiantes nas colocação de proteções nesse grau, e mesmo que estivessem ia demorar muito ficar colocando e tirando toda hora, por isso deixei memo, e foi melhor pra todo mundo aquele dia no pico: todo mundo escalou, se divertiu e deu tempo de todo mundo escalar. Aí a discussão acaba tipo: Cri.. Cri… Cri…. Cri…. 🙂 (mas que não vale não vale kkkkkk) 

E por hoje é só! Ainda essa semana vou tentar fazer o post de Arcos, me mandem suas fotos!!

 

Feliz 2014!

A foto tema de hoje é em homenagem a meu amigo escalador de rodapé Shimoto

A foto tema de hoje é em homenagem a meu amigo escalador de rodapé Shimoto

E como prometido, com uma semana de atraso o post duplo da semana passada. Separei uns vídeos muito legais pra vocês curtirem nesse fim de ano. É pra torturar mesmo aquelas pessoas que ficam esperando as férias pra ir treinar, depois reclamam que queriam ter ido viajar mas não estavam em forma… TOMA! Treinar é todo dia. É uma colher de arroz a menos no prato, é sair do trabalho e ir pra parede fazer travessias, guiar vias, fazer finger, etc… É ir atrás da sua lesão pra ela sarar mais rápido e não ficar esperando que ela sare sozinha. É mudar seu estilo de vida pra que treinar, escalar e viajar (e viajar pra escalar obviamente) seja tão natural quanto ir ao cinema (coisa que esse ano não fiz ainda). É aquela duvida eterna: É você que está levando o cachorro pra passear, ou é o cachorro que passeia o dono, fazendo ele sair de casa, da frente da televisão? Enfim, divagações a parte, vamos aos videos conforme prometido.

Começando com esse vídeo português sensacional. Acho que o melhor de Dezembro e um dos melhores do ano. É a busca de um português pelo seu primeiro 11c (9aFr). E o melhor é que é nas terras dos vídeos gringos do Chris Sharma, e em português. Muito bom, esperamos mais produções nesse sentido. [SPOILER ALERT] Detalhe para no finalzinho, quando ele passa o crux, ta na cadena, falta uma agarra pra clipar a base, ele ta em dois regletinhos e AS DUAS MÃOS escorregam ao mesmo tempo e  ele consegue pegar o agarrão e clipar.. a mão suou, o cu piscou e deu até um frio na barriga.. Muito bom o vídeo

O proximo vídeo me faz pensar porque eu não curto tanto boulder ou vídeos de boulder. Cheio daqueles muleques com boné de aba reta, criados no leite com pera, com 1% de gordura no corpo e “Ape index” infinito mandando os v15. Bem, pois neste vídeo um cara que eu pago um pau que é o Killian Fischubber, seguidamente campeão de escalada (e de boulder as vezes também) por vários anos seguidos, namorido da Anna Stohr aparece fazendo boulder num lugar muito massa, com vários blocos muito bonitos e legais, (e não no farelo tirando leite de pedra).

E aqui vai minha alfinetada para aqueles que pararam de escalar por causa da patroa. Primeiramente meus parabéns a você que escala e à seu companheir@ que não escala, por conviverem tão harmoniosamente numa protocooperação. Melhor que isso só mesmo o mutualismo de um casal escalador 🙂 Como estes desse filme. Os já famosos por aqui James Pearson e Caroline Ciavaldini numa produção do Brasileiro Francisco Taranto Jr.! São eles no festival de Kalymnos, na grécia. Durante o evento o James faz uma surpresa pra Caroline, e eles se casam! Detalhe pra coragem dele de casar de usar um terno branco. Ornou porque a noiva casa de preto! Já viu isso? Sem contar que o vídeo é mais sobre os dois que sobre o evento (podia ter aparecido mais a Nina Caprez). Reparem que a Caroline ta usando a que eu considero uma das melhores cadeirinhas do mundo na atualidade, que é a Atmosphere da Edelrid, que é confortável pra caramba, ao mesmo tempo que é respirável! Quem sabe em breve né?

Já que estamos falando de festivais, segue um da La Sportiva. Na Sardenha, de boulder. Parece um lugar com muito bloco, pra você escolher seu estilo, tipo Conceição do Mato Dentro. Como é de boulder, ce tâ ligado….

E voltando a falar de escalada, esse vídeo me deixou empolgadíssimo. Apesar da tremedeira, o vídeo ficou bem legal e não vejo a hora de ver o oficial. É sobre a escalada nas Blue Mountains, na Austrália, lugar tão presente nas fotografias do Simon Carter.

E pra encerrar um muito simples. Um vídeo de escalada à moda antiga: Só o cara escalando, sem muito fru-fru. Espanhol mandando 11a Br numa falésia chamada Valdecabras (seria o pico das cabras, vulgo sheeppeak , da espanha? hahaha). Boa filmagem, boa edição.

Muito bem! Chega por hoje. Agora postagem só ano que vem! Ou não né, vai saber. Enfim, todo mundo merece um descansozinho né não?! 😀

Beijos a tod@s, viagem bastante, curtam os feriados, saiam, vivam a vida, sejam felizes, sintam emoções, sejam honestos consigo mesmos e não abusem muito da comida e da bebida! Feliz 2014 a tod@s  os leitores! Luv´ya all, bitches! hahaha

Pense fora da caixa!

Ué? Não conhece não?

Ué? Não conhece não?

Fala a verdade: Quase todos os vídeos de escalada que você vê são sempre dos mesmos figurinhas: Alex Honnold, Chris Sharma, Daniel Woods, Sasha Digiulian, Daila Ojeda, Nina Caprez, Dave Graham entre outros bambambam’s do climb. O seu sonho de consumo são as cadeirinhas e mosquetões da Petzl, cordas da beal e sapatilhas La Sportiva e 5.10, não é não? Pois você sabia que existe um mundo inteiro de produtos lá fora muito bons, até melhores que esses que não chega até você? Que existe uma infinidade de escaladores fazendo vídeos geniais que não chegam até você? Pois é, em breve vou fazer um post sobre algumas dessas marcas, mas adianto que não necessariamente seu sonho de consumo é o que há de melhor no mercado. Eu já vi freio USClimb igualzinho da Black Diamond por exemplo. “Guspido e escarrado”. Pela metade do preço ou 1/3 e mesmo assim neguinho quer o BD. Vai entender. Eu por exemplo quando tive uma cadeirinha petzl não me adaptei muito bem a ela, Comprei outra nova da mesma marca e não me adaptei. Mudei o tamanho, e nada. Até que bati o olho numa Edelrid, provei, ouvi a musiquinha, e estamos apaixonados até hoje 😉 Bem, mas hoje não quero muito falar de equipamentos, apesar de ser minha grande paixão falar sobre isso. Vou postar vídeos muito bons de escaladores que ninguém conhece, fazendo vias que ninguém ouviu falar em picos que ninguém conhece. E São vídeos sensacionais, atletas super fodas. Aliás, pra vc um atleta foda é o que manda dôzimo grau sem suar ou o que treina todo dia e rala pra caralho, deixa um monte de coisa de lado e vai lá e manda com 50 tentativas o mesmo dôzimo? Ou até mesmo ônzimo, décimo, nono… não importa muito né? O que fica é a atitude. É claro que mandar um grau alto não é só sair fazendo força, é preciso muita coisa por trás como organização, determinação, foco,  um pouco de sorte e genética serão decisivos também em alguns casos, mas enfim. Vamos agora testar sua índole pra ver se o que lhe interessa são os fodões mandando dôzimos ou se curte também vídeos de lugares maravilhosos com vias bonitas, com gente que se esforça muito pra mandar o grau que manda (tá, eu sei, os fodões treinam mto tbm, to ligado, mas deixa minha licença poética defender os que também treinam muito mas ainda não chegaram no topo da tabela de graus). Enfim, vamos ao que viemos e que tal videozinhos?

Começando com Samsara, esse vídeo de dois “alemões” escalando uma via de várias cordadas. Muito bom, 10 minutos, full HD, sensacional fotografia. E não esqueça de ligar a legenda em inglês, se não vc nao vai entender nada!

E mais um, esse na Sicilia, meio em Italiano, meio em inglês. O First Ascent de uma via que no vídeo, é confundido com abertura e redpoint. O cara subiu a via, mas mandou o crux em artificial pq não viu jeito de isolar o move (é um 9c – 8a fr). Aí alguns anos depois ele mesmo foi com um amigo seu mais forte lá e seu amigo mandou. Anônimos que mandam bem! Bom vídeo:

Aqui mais um desconhecido, (talvez não para o Raul), um espanhol repetindo o primeiro 9c (8aFr) da espanha, mandado pela primeira vez em 86. Via de 15m, de muitos regletes e movimentos explosivos. Deu até vontade de dar um peguinha, mesmo eu temendo-os (regletes)!

E essa é a extensão do boulder “Girl”, cujo nome é Girl from Ipanema, V11. Minas desconhecidas, boulder idem:

E aqui três amigos fazendo uma via de parede num pico aqui na espanha chamado Galayos. Interessante. E desconhecidos:

E se vc acha que escalada no brasil é novidade, imagina em Oman… Não, não é a terra natal do Dan OsMAN kkkkkk (TU-DUN-TSSSSSS)… É lá nas arábias.. Lugar bonito!

E aqui uma compilação aleatória de movimentos dinâmicos em escalada… Tem alguns famosos, não tem como eles não aparecerem hehehe

E todo mundo sabe que eu A-DO-RO a Devils tower. Quando eu for pros EUA vou primeiro escalar ali e só depois vou pra Yosemite (talvez eu até pare antes por Indian Creek). Esse video da Devils é muito legal, aliás, um dos melhores sobre o pico nos últimos anos (só não ganha do da Catherine destivelle, que eu ia deixar linkado aqui, mas é tão bom que eu vou é colocar aí embaixo também):

Do vídeo da Catherine destivelle aprendemos que devemos passar a corda antes de começar a escalar, e que só escalamos em solitário vias que se der merda, podemos solar kkkk (E que roupas tom-sur-tom estavam na moda no começo da década de 90) Detalhe para o momento esguichos de suor das mãos quando ela se desencorda no meio da via, com uma mão só. Esse vídeo tem tipo 20 anos então não venha dizer que é spoiler hehehe.

Bom, e pra terminar, um famosinho… (escalador e pico – não tem como fugir muito!) aqui o Mino da nina caprez, Michael Fuselier, fazendo psicobloc em Mallorca, na espanha:

E deu né? Hoje é isso, se tudo correr bem vou ter novidades incríveis em breve! Aguardem! E antes, que eu me esqueça… Qual a boa do finde?

Bjos!

Tips for non-Brazilian-Climbers in Brazil

Strong Brazilian Climber Ana Lígia, climbing on some solid Sandstone at Itaqueri - SP

Strong Brazilian Climber Ana Lígia, climbing on some solid Sandstone at Itaqueri – SP

I’m going to make this post in English because I think there aren’t much sources of information anywhere on the internet about climbing in Brazil. I Found some texts about some crags, inviting strong climbers to come and try our projects, but nothing more detailed. So, shall we begin?

– First of all, Gringo, you should know that you are very welcome here. Anywhere in this country you go, you can make a lot of friends and do the “Dirtbag” purest style sleeping on couches or even real beds without spending a dime and even trying the Brazilian typical food of someone’s mother (the one you’d never have the opportunity to try in a restaurant). We (climbers) like to be good hosts and it is also good for us to practice our english. Because of that, don’t you even think about hiring a guide (unless you are going to Rio). If you insist, drop me a line 😉

– Brazilians DON’T Speak Spanish. Unless those who spent a season climbing in Rodellar or in Chaltén. We speak Portuguese, but we can’t understand what people from portugal say because they speak too fast. It is not difficult to find people here that don’t speak english; actually, that’s the majority. Among climbers, however, you may find higher rates of english speakers.

– Learn portuguese. If not fluent, at least key words, like Bom dia, obrigado, com licença, até logo e por favor. (Good morning, thank you, excuseme, see you soon, please). Learn some more so that you can have and active talk (I, he, she, it, we, they for a start). You’ll remember my words when you meet someone interesting and find out you suddenly can speak another language you didn’t know 😉 . Besides that, learning a foreign language makes you smarter.

Beto crushing some great Limestone in Serra do Cipó, Minas Gerais. So solid, so Strong dude!

Beto crushing some great Limestone in Serra do Cipó, Minas Gerais. So solid, so Strong dude!

– Climbing gear in Brazil is very expensive. Bring your own and some spare in case you are going to stay here too long (i.e. an extra pair of climbing shoes).

– We don’t have good enough public transportation. Or trains. The only trains we have are those on touristic attractions like 1h rides just to know how it feels, it’s not to go from A to B. What we have are a lot of trucks at roads and highways, and they are fucking crazy, if you rent a car (or drive someone’s) stay away of their way. At cities we don’t have enough buses but for some touristic and rest days it will be enough. To go from town to town maybe you’ll have to take two of them. As I said, the best is to have a host. And that’s very easy to get. We think car rentals are even more expensive than climbing gear, so we never hire them, but if because of your currency you can afford one, it’s a good solution, but dirtbag to dirtbag talking, give up on that idea. In most crags you’ll stay you don’t need a car.

– We don’t have those furgo-style vans in which you can sleep in. We don’t have the “concept” of bivouac. It’s either camping or staying on a “abrigo para escaladores” (something like a shelter or refuge, hostel-like for climbers only). If you read that in a crag it is forbidden to camp, it means bivouac as well, for land owners, it’s the same.

– Every milimeter of land in Brazil has an owner. Amazonia forest is someone’s, for sure. If it’s not private, than it is a park, and then we’re screwed. Because our parks are completely abandoned. For governants, the whole model of a park is “Foz do Iguaçu” National Park, in which you go in escalators and ascenders up and down and you don’t even touch the ground (which is with concrete most of your way inside the park). The easy solution for all the other parks that aren’t a profitable source of money is the same: Closure. There are some parks that have the intense participation of climbers in it’s management, and in those cases, climbing is permitted. But in most of them, climbing is forbidden just because the park manager thinks climbers are crazy fat drug addicted people who throw ropes down and go abseileing some vertical wall, putting *His* ass in danger. That is because if you break a leg walking on a trail on a national park or someone’s land, you can sue the owner or the park, and you’ll win. But think about it: someone actually sued a Landowner or park for having gotten injured inside a natural trail. How absurd is that? Please don’t sue no landowner while you’re here.

Brazilian Tipical Churrasco

Brazilian Tipical Churrasco

– It is possible that you go back to your country fatter than when you left. We have excelent food. From the Feijoada, frango caipira, arroz com feijão to the churrascos (Barbecue). And by Barbecue I mean with real meat, not burgers. Contra filé, Alcatra, cupim and the king of the Churrascos: PICANHA. (Write that down not to forget). But don’t let yourself be fooled: A good State of the art Churrasco  strictu sensus has meat and beer (and some cachaça, why not) only; perhaps some “french bread”. Rice, salad and other stuff is for pussies. You’ll be amazed how we can make barbecue grills from almost anything that won’t get on fire. The food from Minas Gerais is by far the most liked from us, although each state has its own typical food and you are going to love them all. (for more amazing brazilian food you MUST try out, check this link)

The three on the left are the ones I recommend.

The three beers on the left are the ones I recommend.

– We have excellent cachaças and are not those exported ones you can find all around the world. Those 50 euros cachaças here are not worthy more than 2 dollars. You have to try the boazinha, seleta, sagatiba and the nameless Cachaças Mineiras (From Minas Gerais). I’m sure my brazilian fellows will enumerate even better ones, but I’m not such an avid cachaça drinker, so, well, those are the famous (but they will agree with the mineiras ones). We also have good beer. I Suggest Bohêmia, serramalte and Original. If you want a cheap and easy-to-find beer, the best is Brahma. Avoid Kaiser and Bavaria at all costs, unless you want to make a colon cleansing to be extremely light for that redpoint you are aiming the next day. Buy a gatorade along with it to drink after the effects.

– Yes, we have a lot of vegetarian climbers and vegetarian restaurants, you don’t worry about that. Perhaps on that small town with 400 habitants will be tough to find one, but at most cities you will find one.

Awesome climbing on conglomerate in Bahia!

Awesome climbing on conglomerate in Bahia!

– We have many kinds of rock types and formations. Brazil is so big, which is good, but also, because of that, the main crags are really apart form each other. There are Class A climbs in every state of Brazil but the north region. Minas gerais is the mecca for our limestone sportclimbs with the Serra do Cipó. Rio de Janeiro is the Mecca for slab multipitch climbs on granite with urban climbs all over the city with the Pão de Açucar and many other (dozens or more) of mountains in the middle of town. Paraná has our “Indian Creek” for trad climbing with São Luís do Purunã sector 3 close to curitiba and others growing bigger with clean trad lines. São Paulo has awesome solid sandstone with the morro do Cuscuzeiro (printed guide soon!) and its surrounding crags – and it’s where I live. Santa Catarina has a strong crag called corupá, which is conglomerate, and Rio Grande do Sul has the “Gruta da 3° légua” wich for many years had the hardest climbs in Brazil, with routes around the 5.14/8b+ range. Espirito Santo has loads of virgin granite peaks and a growing sport climbing comunity. In Bahia you’ll find a slower pace of life than in south and southeast. Don’t miss the chapada diamantina climbs and waterfall showers between one climb and another. The conglomerate and quartzite rule there, so the fun is guaranteed. Cities like Igatu, lençois and Itatim are the hotspots.

Anaí Climbs one of Rio de Janeiro Classics: "The passage of the eyes" at the Pedra da Gávea, Rio de Janeiro

Anaí Climbs one of Rio de Janeiro Classics: “The passage of the eyes” at the Pedra da Gávea

– In many crags you’ll find the “tupiniquim” solution for our lack of bolt hangers in the 70’s and 80’s that lasts until nowadays: The “Grampo P”. Which is something like the chemical glued in hangers, but without the chemical glued in. It’s a great solution and it’s very safe. It’s just not recommended to be used on roofs, so, you’ll not find many on them, although the ones that have been put on roofs are there after many years of abusive falling. It is a 13mm hole with a 14mm diameter steel bar hammered inside. Everyone climbs on them, falls on them, it’s not you, the redneck gringo that will be the lucky one to take them off doing a 5.8/V+ as a A0. But don’t worry, our crags are also full of petzl SS and fixe bolt hangers. In some cases, the “Grampo (or Pino) P” are only on the anchors because of its rounded section, for rapelling.  And they are only on Granite and hard limestone. For Sandstone we glue in the 12cm (5″) parabolts inside with sikka.

This is the "Grampo P" at at one crag at Rio. The one on the right has been replaced by the left one by the locals.

This is the “Grampo P” at Rio. The one on the right has been replaced by the left one by the locals.

– There are idiots and morons everywhere in the world, so if you find one, don’t worry, he’s one of a kind, not the rule. Here in Brazil I think statistically there are less idiots/stupid/morons per climber than in other countries I have been. No offense (there deep inside you’ll know what I mean! 😉 )

– Brazil is becoming a very safe place to live, but don’t do the “gringo distracted style”. As we say here: One eye on the cat, the other on the fish. Keep your things with you and don’t trust people you don’t know. Especially on big towns. The smallest the town, the better. A friend of a friend however can gain a vote of trust. Being a Climber here is synonim for trustworthy, but hey, remember the last paragraph, and don’t forget: “One eye on the cat, the other on the fish”.  Don’t act as if you’re lost (or as we’d say here, as lost a a dog that felt from the moving truck – or as a blindman in the middle of gunshooting). Don’t stop to take pictures in the midle of nowhere in the city, the metro exit, or places like that. Be smart!

– It is not true that we don’t like Argentineans. What we don’t like are those who think Buenos Aires is the capital of Brazil. It is NOT. The capital of Brazil is Brasília. The Argentineans we like the most are the ones that climb. Those are our Brothers from the other side of the frontier, always welcome as we are on their country.

– We don’t dance Samba but even the worst Brazilian samba dancer is better than you. Get over it. Most climbers don’t like soccer as well. Despite that, the worst beer-drinking-barbecue-eating soccer player is better than you. Get over it as well. We learned to kick a ball before we could walk.

– Brazilian people are traditionnaly homophobic, but among climbers that is not an issue. We are bad-belayer-phobic, because that actually affects us somehow.

– Despite all you saw about naked girls in carnaval, we don’t go to the beach naked neither girls do topless (actually that is forbidden, can you believe it?). So you won’t see anyone doing that. Not on the beach, not on a waterfall between climbs or a river close to the climbing crag on hot days. Ever. I’ve seen more boobs in one afternoon in a ordinary shore in Valence, Spain, than I have seen my whole life in Brazil. I wish that moment could last forever.

– We have deadbite snakes. Ok, that’s true. The worst ones you’ll hardly cross if you stick to the popular sport crags, like the Jararaca. but the most popular one is the “Cascavel” (rattle snake). The good thing is that they make noise before biting (therefore, rattlesnake), so you have one chance to escape. If bitten, you won’t die instantly. Just ask for help and get to a hospital ASAP. You have like 3 hours before irreversible effects.

Yes, we have rattlesnakes. Don't kill them, just walk away!

Yes, we have rattlesnakes. Don’t kill them, just walk away!

– We don’t have deadbite Spiders. There are only 3 kinds you should be aware of: The Brown Spider (Aranha Marrom – Loxosceles spp). This one is small and likes to walk around bricks and not very common to be seen or bit, unless they are inside your shoes or clothes while you put them on. But if they bite, you probably won’t even feel. Its poison however will digest (necrosis) your skin and muscles and cause kidney failure, so, the quickest you go to the hospital, the less implications you’ll get (12hours to start to leave sequels). The Armadeira spider (Phoneutria) that looks like a small tarantula, have red “quelicerae” (teeth) and she stands on her 4 behind legs and can jump into you like 1,5m depending on the species, and is very agressive. She will never jump on someone walking the trail from behind a rock. Like the rattlesnake, if it feels threatened it warns you by waving the forelegs in the air. In that case, run. Its poison is neurotoxic and extremely strong. One of the collateral effects of its bite is that you’ll get a 24hour painful boner (yeah a boner!). The other spider you should be aware of are the red tarantulas. They are slow. They don’t jump. They don’t bite. They have as much poison as a small bee. But if it happens for you to be on the 10% of population alergic to its hairs, you can die before getting to the hospital if you breath it. You’ll probably see one inside big holes (which are holds) on the top of some routes in Minas Gerais. If you touch or harm them, they will start to rub the legs on the butt dispersing hair on the air, and then is when you jump for your lives. I once crossed one, was scared to death, but it kept there, looking at me as if I were not there, while I made my way to the anchors of the route. When I was lowered down, she was still there, as if nothing happened.

The Armadeira Spider, also know as Brazilian Wandering Spider

The Armadeira Spider, also know as Brazilian Wandering Spider

– Despite being very receptive, we are very strict with our ethics, so long developed and discussed. We are a very social community, and although such a big country, it is common every climber has at least one climber friend on each state, so if you tell me about a climber, I’ll probably have heard of him, despite where he’s from. Because of that Bond we have, the ethics are almost the same on the whole country, with some minor variations from crag to crag. Here is the most important thing you must know when you come to Brazil:

You can climb any route, but you cannot change them. Do not add bolts. Do not remove them. You can leave a maillon or a binner at an anchor if it doesn’t have one (or two). Remember gear is expensive here.

Before bolting a new route, talk to the locals. We are on a exponential grouth of the sport climbing phase, and the old school climbers that don’t climb anymore want to impose rules to the local climbers that actually climb and make the climb happen in Brazil. So, figure that, even between us there are polemics and discussions about where, how many and how to bolt new routes, imagine what could happen if you bolted a route somewhere we all concensed it’s not supposed to have anymore routes! Don’t you think you’d be doing us a favor by bolting a new route or chopping the bolts of an existing one. We are grown-up enough to take care of the climbing of our country, thanks for asking. Bolt a new route because you like the line, got psyched, it came naturally, but only after you are absolutely sure why wasn’t there a route there before.

If you want to do us a favor, please bring or buy apicultor clothes and remove the bees of some crags. What helds Brazilian climbs development besides a few other things are bees on the crags and routes. I can tell you many undeveloped crags because there are bees and not brave-enough people to remove them (me included). It is ok to remove them, because when I say bees I mean the european and african ones, that compete unequally with the native ones. The european (and afrikan) bees are not welcome here, we have our own to make their job.

We don’t bolt cracks. It’s not that we never did it. But it’s been more than 15 years that we don’t do it. If you see it, don’t worry, it’s not going to be replaced in the future, just let it be and enjoy the view. I’ve climbed 30m cracks in Italy and Spain full of bolts. So, if you think there is a bolt that shouldn’t be there, please, go back to you country and do what you gotta do in your homecrag.

Do not bolt anything before climbing. We like to do things well done, so we want the routes to be perfectly bolted. Climb on top rope, ask a shorter person to do the same and see if he/she reaches all the places you intend to put the bolts. A good route is the one you can climb putting the draws or with them already in place with slightly no difference. DO NOT Retro-Bolt (bolting on rappeling before climbing the route). That’s not a matter of style, that’s local ethics.

As you’d do anywhere (your home crag for example), if you see something potentially dangerous, just ask the locals to know if they are aware of that. If they answer that it has been like that since ever, well, you know, those hemp-roped-tied-in-the-hips old school guys in the mid 50’s really had the guts you actually don’t. I don’t either.

It’s not because you can solo 5.10d/6b+ chimneys that a 5.10d/6b+ climber have to do it. Style is not only about how spaced bolts are, but about the safety as well, we don’t like those “Now i’m safe, now I can die. Now I’m safe, now I can die” kinds of routes.

At some crags you can’t smoke. And you can’t bring dogs. Please respect that. Feel free to put your cellphone songs at anytime, but if someone arrives turn it off or ask them if they would like some music.

A Crowded crag is not the best place to rehearse your project. Give it a go, but unless it is a 45m route with many good rests and you’re sending it, “don’t push it”. (Especially if it’s the only 5.10d/6b+ on the crag for people to warm up). Most of our crags don’t have 600 routes like those in spain.

Be kind, you’re responsible for the image of your country.

Do your thing. If you climb strong, climb strong, we want to see and learn from you. If you don’t, let’s share the passion and evolv together, that’s how the thing work here. We don’t suck at it at all so, maybe you could learn something from us too. It’s totally a social sport here. The more focused, silent and strong you are, the bigger the chances people think you’re snobbish. Of course you don’t have to be the Madre tereza on the crag, but look at Dave Graham’s example: The simpathy in person. “come on”, “Venga” and “Ale” are magic words that makes us climb one grade higher and makes us feel our redpointing of all life project of a 5.10c actually matters to you. Actually it does, doesn’t it?

Don’t go around spraying beta. Ask if beta is wanted. We like the onsight climbing as well. (but you may find it difficult to find someone who won’t want it).

Fact: You don’t climb in the sun. Not even in winter. You’d melt. Arrive early, leave late, that’s our way. It is ok to climb on the sun one day or two for multipitch, but don’t get used to it. Actually, you won’t (get used), don’t worry. When it’s cold or clouded, it probably rains.

Bring headlamp! You’ll use as much as your climbing shoes.

The quickdraws on a route are not there for you to take. Although they are expensive, yes we leave routes equipped with them for a couple of days or two while we are working on it. You can climb on them, but leave them there, you know, as if you haven’t been there.

It is good courtesy to brush chalk off key holds while lowering a route you just did.

ERASE TICK MARKS if you are not going to climb a route again.

Talking about climbing shoes, as I said before, bring your own. If you need resoling, we have great resolers, BUT, it may take more than one month to get the job done.

If you are climbing on soft stone, don’t get lowered down. Abseil instead. Avoid this on the picture:

Avoid this! Abseil from routes on soft stone where the rope touches de rock

Avoid this! Abseil from routes on soft stone where the rope touches de rock

So That’s it! I hope I was clear. Please forgive my “internal jokes”, I didn’t mean to offend anyone, I just wanted to help you all with our manners and make you feel embraced and involved by our culture. We are always laughing on our own problems, and we are always positive despite the politicians we have. And of course it’s better if you know some aspects of our climbing before you are coming, like our ethics for example. Actually I think if you are in doubt, those rules apply to almost everywhere in the world 😉 . So, if you ever thought about coming to Brazil, come! (But avoid the world Cup season, it’s gonna be CHAOS and we are not prepared to receive so much people). And, of course, if you have any doubts, just drop me some words and who knows I can help you!

See you and be safe!

Rodrigo Genja

Quero Escalar team

Escalando no Rio de Janeiro

Casal de marmotas escalando pelo Rio

Casal de marmotas escalando pelo Rio

Se vocês estavam ansiosos pra saber como foi a viagem deste coleguinha de vocês aqui durante o feriado, imagina o coleguinha aqui para saber como foram as escaladas de todos vocês! Mas, como nem todos tem blog, depois a gente se atualiza. Vou fazer a minha parte e narrar os acontecimentos no feriado! (Antes uma musiquinha temática para o post hahaha)

Embarcamos pro Rio na quinta a noite, e, após uma longa noite de viagem, chegamos sexta cedo na casa da Naná, que estava trabalhando, mas fomos recebidos pelo Rô, que nos foi super hospitaleiro. Enrolação básica de sempre, e já saímos pra aproveitar o dia. A Marta nem sabia o que a aguardava. Fomos caminhando de Botafogo direto pra Urca, e para o primeiro dia resolvemos fazer a clássica Coringa, que é um 3° grau (3° sim, III só se for na Itália). Terceiro Grau carioca né? Na segunda enfiada passei um veneninho naquele cruxzinho de aderencia pra subir o pé esquerdo, com o pino 1m pra baixo do pé e o próximo 1m pra cima… fui.. voltei…fui… voltei… aí quando eu já tava quase pedindo arrego achei um jeito e acabaram-se os meus problemas. Também estava usando pela segunda vez uma sapatilha nova, uma Anasazi Verde, com solado Onyx, que brilhou muito. Pouco a pouco eu fui abusando cada vez mais e ela foi correspondendo. Fui subindo, ia testando, e a Marta vinha como se estivesse andando na rua. Mas de segundo… ahh como eu queria! Na terceira enfiada, que não tem parada pra nego não fazer rapel (em breve tem parada no cusco que vai estar assim também) eu coloquei os tricams que eu levei mais um Friend do Rô justamente para chamar a segunda, e já era. Aí foi tocar pro cume pelo costão, ser visto como um macaco de circo pelos turistas que nunca tinham visto um mosquetão na vida, e descer de bondinho até a Urca. A Caminhada pra casa foi tensa, estávamos bem cansados pois não tinhamos almoçado, o café da manha tinha sido um salgado e um suco, e durante o dia tinhamos mandado ver uns amendoins e talvez uma banana. Mas ainda tivemos forças pra ir jantar com o Rô e logo depois encontrar a Naná na Pedra do Sal, a pedido da Marta que queria não só escalar mas fazer um turismo geriátrico cultural pelo Rio.

Martinha terminando a terceira enfiada da Coringa no Pão de Açúcar

Martinha terminando a terceira enfiada da Coringa no Pão de Açúcar

Sei que no segundo dia acordamos vagarosamente tarde, fomos almoçar num vegetariano com um casal de amigos muito gente boa do Rô que vieram de Sampa Meoo e logo depois fomos pra Babilônia fazer uma viazinha de algumas enfiadas pra aclimatar ainda mais nas aderências e nos esticões insanos cariocas. Cada vez eu fui ficando mais a vontade com a sapatilha nova que é muito confortável (mas não a ponto de dar seg com ela) e com as aderências. A noite fizemos umas tapiocas caseiras e formos dormir cedo, porque o dia seguinte ia ser cheio.

No terceiro dia nos levantamos as 7, e as 8:05 estavamos prontos e saindo pra ir pra Pedra da Gávea. Eita caminhadinha!! 1:30 de subida no melhor estilo “Falta muito?” e “Não quero mais brincar disso…” Mas eis que as 10:30 estavamos encordados e prontos pra escalar. O Rô com o Amarelo, e a Naná, a Marta e eu numa cordada de 3. Como a via é super horizontal, a marta vai de segundo com duas cordas, duas segs. A naná guiou tudo menos a primeira, e logo estávamos no olho direito da figura do imperador. Ah é, muito mistério ronda essa formação. Na internet tem muita coisa do tipo: “… DIZEM QUE…” mas nada concreto ou com fontes seguras que não sejam boatos. Ainda que pareçam ser copiadas da mesma fonte, a maioria das informações (aqui, e aqui) remete à inscrições na “orelha direita” do imperador, que seriam fenícias e indicariam que ali é a “Esfinge” e tumba de um grande rei fenício. Depois de assistir dezenas de vezes ao filme “Os Trapalhões na Terra dos Monstros” (cujos dublês eram ninguém menos que Alexandre Portela e Sérgio Tartari, e mais dois que eu não lembro nem conhecia), estava curiosíssimo para passar pelos olhos da figura e ver a entrada da gruta para o mundo dos Barks, dos Grunks e quem sabe até trocar uma idéia com o Sr. Geleca…

A Escalada procedeu bem, sofremos apenas um momento com o bolo que duas cordas simples de 9,8 e 10mm provocam quando emboladas, mas nada que nos fizesse perder mais que 5 ou 10 minutos. A Marta ficou um pouco impressionada com a altura da Passagem dos Olhos, mas era tudo tão bonito que ela nem teve como achar ruim.

Naná numa das mais famosas fotos do Rio

Naná numa das mais famosas fotos do Rio

E ao final da escalada passamos pelo mirante que parece a “bunda” do imperador, e logo descemos. Já era tarde e pretendíamos passar pela carrasqueira (que para quem quer subir a Pedra da Gávea via Trilha e não escalando, é o trecho de uns 25m de trepa pedras de 2° grau obrigatório) ainda com luz do sol. Nossa água havia acabado quando a escalada acabou, mas para as 2h de trilha a gente deu uma xupinzada na água da Naná pois estávamos com muita sede –  nada que nos impedisse de chegar no carro. Como eu estava com o Charuto no beiço desde o meio da escalada, achei prudente não comer meu lanche e apenas comer uma maçã pra não atiçar um intestino que já não estava muito quieto. Mas no meio da descida não teve jeito e a desova foi inevitável. Pazinha da Quero Escalar salvou!! Quando faltavam uns 10 minutos de trilha para chegar no carro, encontramos umas 8 pessoas descendo devagar e sem lanterna. Já fazia aproximadamente meia/uma hora que estávamos só na Headlamp quando os encontramos e uma das meninas nem estava conseguindo andar direito de tão cansada. Fomos com eles, ajudando e iluminando a todos e os 10 minutos viraram 40. Depois descobrimos que um dos caras que ajudava a menina que mal podia caminhar, e estava com uma lanterninha do Sucrilhos, era GUIA, ou melhor, se autoentitulava guia do grupo todo. Guia que não tinha lanterna e não tinha calculado ou observado os sinais de que seus “Clientes” visivelmente não teriam muita condição pra terminar a escalada. Mas tudo bem. Felizmente ficou o aprendizado para o pseudo-guia e mais um do que a Revista Climbing americana adora chamar de “Epic”. Nem citei nessa descida nada sobre os outros 4 que comigo estavam pq realmente foi tudo tranquilo e nada demais aconteceu durante a descida a não ser o grupo alheio sem lanterna. Chegamos no carro, tomamos todas as aguas que o Amarelo tinha ali guardadas, e fomos pra casa. Pus um chinelo que não aguentava mais ficar de tenis (ainda mais EU, que fico de tenis o dia todo ate mesmo em casa e não gosto de ficar descalço). Fomos prum Rodízio de pizza, onde eu tomei 1 suco, 1 coca (a primeira que eu tomo esse ano, a vontade veio no meio da descida, não teve como resistir), 1 cerveja e depois 1 gatorade inteiro. Ah é, e até comi alguma coisa tipo as pizzas e as panquecas que iam vindo.

Martinha e eu no JB

Martinha e eu no JB

Chegando em casa (mais água) a Naná, que já tinha tomado banho, foi dormir cedo porque iria começar no emprego novo segunda e nós não demoramos muito também fomos. Aí na segunda foi dia de turismo geriátrico cultural. Moídos que estávamos, nem pude corresponder ao Rô que estava disponível para uma escalada (mas também provavelmente não estava muito em condições, como nós). Passeamos pelo Jardim Botânico, almoçamos, e fomos dar um rolê em Copacabana tomar um açaí antes de voltar pra casa, pegar as malas e ir pra rodô. Só que o lazarento do ônibus 173 não passou nos quase 40 minutos que estivemos esperando, e as 6:15 mais ou menos tivemos que ir de taxi pra rodoviária pra não perder o onibus pra Sanca.

E foi esse o rolê. Simples porém épico hehehe fazia mto tempo que não ficava tão cansado com uma escalada tão completa: A aproximação, a escalada em si, a logística, o retorno, tudo preparado. Cansei de andar viu?! Saudades dos negativos de agarrão! Eu não sentia vontade de por um chinelo no pé desde mooito tempo, mas nessa viagem meus pés não tiveram trégua da caminhada e das escaladas em aderência! Bom para os dedinhos da mão, injuriados de tanto apertar e escrever. Fica o salve pra Naná e pro Rô, que nos receberam tão bem, e que ficaram sem seu philadelphia porque realmente esse não é o tipo de coisa que costumamos negar!! Vocês ja sabem: mi casa, su casa!

Não, Não é o que aconteceu descendo a trilha... É o ente milenar que mora dentro da Rocha!

Não, Não é o que aconteceu descendo a trilha… É o ente milenar que mora dentro da Rocha!