Como eu me sinto quando…

Como eu me sinto quando coloco uma roupa verde-limão e escalo no Calcário cinza...

Como eu me sinto quando coloco uma roupa verde-limão e escalo no Calcário cinza…

Tem um site que eu gosto muito que chama “Como eu me sinto quando“. E tem outro que eu gosto muito também chamado CruxCrush que é de garotas americanas escaladoras que colocam seu ponto de vista bem peculiar e pertinente ao mundo predominantemente masculino da escalada. Tem umas sacadas muito boas, e esses dias eu vi que elas meio que “linkaram” o como eu me sinto quando, com escalada. Genial! Como não achei muito mais coisa nesse sentido, resolvi roubar uns gifs do CEMSQ e adaptar para a escalada (nada se cria, tudo se copia não é mesmo?).

Como eu me sinto quando…

Quando mando meu primeiro oitavo a vista e neguinho vem dizer que é no máximo um 7b raso…

A vista tinha ultima agarra

Tento fazer uma virada de boulder descaída e sem agarras (tipo o VanderWals)…

virada boulderAlguém pergunta se eu quero uma costura um pouco mais longuinha pra mandar o crux da via clipado…

costurão no cruxEu passo na frente da câmera que está numa pedra filmando alguém mandar uma via ou boulder…

filmando boulder passo na frenteQuando tem alguém que não escala entre dois escaladores conversando…

alguem que nao escala entre dois escaladoresQuando chego no cume do Cuscuzeiro e vejo empresas de turismo de aventura predatória fazendo rapel onde não devem…

agencias de rapel cuscuzeiroQuando vejo um baixinho fazendo mil estrepolias pra alcançar a primeira agarra da via…

Um baixinho que não alcança a primeira agarra da viaQuando eu chego num pico novo de escalada cheio de vias lindas e próximas do meu limite e penso em qual vou querer entrar…

Pico novo que vias quero fazerE quando eu percebo que elas são extremamente mal grampeadas…

Pico novo que vias quero fazer vejo os grausAlguém pergunta se eu posso entrar pra limpar uma via que eu quis escalar o dia inteiro mas tinha fila…

nao consegue limpar via muito legalEu to almoçando no pico e um amigo vai pedir seg pra uma pessoa que dá uma seg péssima:

pedir seg muito malTem um monte de gente malhando meu projeto de meses e eu finalmente mando:

mando de primeira uma via que tava todo mundo tentandoUm brother que já manda sétimo pergunta se não pode dar um pega na via de top primeiro:

se eu faço rapelQuando o Shimoto fala que aperta tudo quanto é reglete, de palito de fósforo a gilettes, mesmo em vias negativas que tem agarrão, e mesmo assim nunca teve lesão:

que nunca se lesionou na escalada

Bom pessoal, tem mais alguns que eu separei, no próximo post eu coloco.. Boas escaladas no finde!

Isso aqui ô ô…

Eu ia por a do Daniel na Jhonny Quest, mas a Bia é a Bia né?

Eu ia por a do Daniel na Jhonny Quest, mas a Bia é a Bia né? (Bia na Chorrera Musical, no vale da Perseguida, Serra do Cipó) Foto: Ursa Krenk

Pois é… ressaca braba depois da volta do Cipó. Depois de ficar 11 dias no paraíso, quem quer saber de ir escalar em outro lugar? E trabalhar então… Ainda bem que no Brasil o ano só começa depois do carnaval. Ahhh o Calcário ❤ ainda estou com aquela vontade de empacotar tudo e mudar pra Minas. Divinópolis quem sabe? ô tentação.. Fica a meio caminho do Cipó e de Arcos.

Essa semana voltaram os treinos na Academia Vida e o Pilates na Equilíbrio corporal. É incrível como uma única sessão de pilates já me faz ficar com a postura mais reta ao longo da semana. Mas fora isso estava sendo uma semana bem preguiçosa. Até agora, pois hoje recebi boas notícias no campo dos negócios e já estou motivado a produzir novamente. Croqui de Arcos quem sabe? Do cusco? No campo afetivo por enquanto meu nome continua na boca do sapo, o que é bom porque agora não seria uma boa hora pra pegar uma gripe. Qual será meu horóscopo de hoje?

Áries: Com a vinda da lua cheia e vênus em capricórnio sob o domínio de Júpiter, o período está propício para prosperar nos negócios. Você encontrará uma nova via para se dedicar, por isso, não dê mole nos treinos. Abrir novas vias pode ser legal, mas picos novos é melhor ainda! No quesito relacionamentos: Deixe isso pra lá e vá escalar que é o melhor que tá tendo.

Bem, mas deixando o mimimi de lado, essa semana o Guilherme e eu começamos a por a mão na massa lá na caixa d´água e demos início ao projeto “NORMAL 2.0”. Estamos tirando todas as agarras da face normal da caixa d´água para posterior reforma. As que não saíram por bem, saíram por mal. Tinha agarras com chumbadores e parafusos com mais de 20 anos que só com o girar da chavinha já quebrou. Em outras foi preciso usar uma ferramenta fundamental para a intimidação das agarras jurássicas mais teimosas: O caralhator. Incrível que algumas agarras que faziam vários anos que vínhamos tentando tirar, só pela presença de tal elemento, saíram com certa facilidade sem nem precisar usar a ferramenta! Obviamente que em algumas foi necessário o uso da força. Ossos do ofício. Nesses casos o parafuso que restava estava completamente oxidado, praticamente só tinha pózinho no vão, facilmente martelável para sua remoção. Essa semana terminamos a remoção total das agarras e semana que vem iremos reiniciar os trabalhos adicionando novos furos, reaproveitando os antigos (de mais da metade conseguimos remover o chumbador antigo) e já preparando para a recolocação das agarras para que a parede esteja pronta até o início do ano letivo.

O kit Martelo + Talhadeira (Vulgo caralheitor): Terror das agarras que não quiseram sair.

O kit Martelo + Talhadeira (Vulgo caralheitor): Terror das agarras que não quiseram sair.

Entre treinos, trampos e ficar com as pernas dormentes pendurado 3h na caixa d´água dando manutenção, separei alguns poucos vídeos de climb para hoje. A semana foi fraca de vídeos, mas tem alguns bem legais. Quem sabe semana que vem não tem algumas fotos do Climb do finde, que no fds passado tava foda. Além da ressaca e de todo o saudosismo do calcário, fomos pro Cuscuzeiro e as agarras estavam mó escorreguentas. E tava seco!(Calor do caralho). Secava a mão na camisa, passava mag, e a próxima agarra tava que fazia <<PFZRRR>> (onomatopéia praquele barulho tipo qdo vc pisa descalço na merda). Não sei se por causa disso, tomei uma vuada histórica na Leite com Pera, via com a qual mantenho uma relação de amor e ódio. Fui costurar a segunda, puxei um, dois, puxei três braços de corda e o pé resvalou… OLHO NO LANCEEEEEEE……  (do segundo 13 ao 23 apenas é a piada no vídeo a seguir)

Voei. Decolei. Uns 10 metrinhos pra não dizer que sou exagerado (mas certeza que foram 12!). Uma queda limpa, suave, tranquila, com gritinho homossexual no meio, mas tudo bem hehehe A Leite com pera pra quem não sabe é a continuação da Manga com Leite, então já começa nos seus 18m.

O primeiro vídeo de hoje é do perrengue que o Edu Marín e a Sasha “Cor de rosa” Digiulian passaram nas dolomitas. Repetiram um 10c do Alex hubber de 600m mas nem tudo saiu como planejado. Não é uma obra prima dos filmes de escalada mas é massa ver que os pros também se fodem de vez em quando hahaha E fica a pergunta que não quer calar: SERÁ QUE ROLOU? É massa ver que os pros também se fodem de vez em quando #2 hahaha

Falando em Sasha, saiu também esse, agora muuuuuito melhor, sobre ela e seu rolêzinho na África do Sul. Eu gostei, apesar dos comentários sobre racismo e como os locais são colocados como parte do cenário e não na mesma altura da protagonista. Tem sempre os “Haters gonna hate” hehehe

Não consegui colocar aqui de jeito nenhum, então clica aqui!

Esse aqui é tipo um vídeo-biografia-apresentação de um atleta Edelrid da espanha, no qual ele repete um 9b/c  que teve um significado histórico em sua época.

E já que o assunto é a Edelrid, que tal conhecer uma das maiores fabricas de cordas do mundo, com 150 anos de história? Essa fábrica é gigante e eu tive a oportunidade de conhecer pessoalmente. É um puuuuta trampo, realmente só tendo 150 anos pra manjar dos paranauê de como fazer cordas bem feitas, de maneira ágil e com as tecnologias pra aumentar a durabilidade da corda, inclusive nas mais baratas!!

E pra finalizar, mais um episódio das aventuras de James Pearson e Caroline Ciavaldini pela Turquia produzido pelo Brasileiro Francisco Taranto Jr. Massa demás!

Já saiu o episódio 5, mas como não da pra colocar aqui (nao ta no youtube, so na pagina deles) não vou colocar o link ainda!

Pra terminar, não deixe de ler o Blog da Ursa com fotos à lá Naoki Arima de sua trip pro Cipó. Está imperdível as impressões de uma Gringa sobre o melhor pico de climb do mundo Brasil!

http://ursagoesaroundtheworld.blogspot.com.br

E po-por hoje é so-só pe-pessoa-al!!

Feliz 2014!

A foto tema de hoje é em homenagem a meu amigo escalador de rodapé Shimoto

A foto tema de hoje é em homenagem a meu amigo escalador de rodapé Shimoto

E como prometido, com uma semana de atraso o post duplo da semana passada. Separei uns vídeos muito legais pra vocês curtirem nesse fim de ano. É pra torturar mesmo aquelas pessoas que ficam esperando as férias pra ir treinar, depois reclamam que queriam ter ido viajar mas não estavam em forma… TOMA! Treinar é todo dia. É uma colher de arroz a menos no prato, é sair do trabalho e ir pra parede fazer travessias, guiar vias, fazer finger, etc… É ir atrás da sua lesão pra ela sarar mais rápido e não ficar esperando que ela sare sozinha. É mudar seu estilo de vida pra que treinar, escalar e viajar (e viajar pra escalar obviamente) seja tão natural quanto ir ao cinema (coisa que esse ano não fiz ainda). É aquela duvida eterna: É você que está levando o cachorro pra passear, ou é o cachorro que passeia o dono, fazendo ele sair de casa, da frente da televisão? Enfim, divagações a parte, vamos aos videos conforme prometido.

Começando com esse vídeo português sensacional. Acho que o melhor de Dezembro e um dos melhores do ano. É a busca de um português pelo seu primeiro 11c (9aFr). E o melhor é que é nas terras dos vídeos gringos do Chris Sharma, e em português. Muito bom, esperamos mais produções nesse sentido. [SPOILER ALERT] Detalhe para no finalzinho, quando ele passa o crux, ta na cadena, falta uma agarra pra clipar a base, ele ta em dois regletinhos e AS DUAS MÃOS escorregam ao mesmo tempo e  ele consegue pegar o agarrão e clipar.. a mão suou, o cu piscou e deu até um frio na barriga.. Muito bom o vídeo

O proximo vídeo me faz pensar porque eu não curto tanto boulder ou vídeos de boulder. Cheio daqueles muleques com boné de aba reta, criados no leite com pera, com 1% de gordura no corpo e “Ape index” infinito mandando os v15. Bem, pois neste vídeo um cara que eu pago um pau que é o Killian Fischubber, seguidamente campeão de escalada (e de boulder as vezes também) por vários anos seguidos, namorido da Anna Stohr aparece fazendo boulder num lugar muito massa, com vários blocos muito bonitos e legais, (e não no farelo tirando leite de pedra).

E aqui vai minha alfinetada para aqueles que pararam de escalar por causa da patroa. Primeiramente meus parabéns a você que escala e à seu companheir@ que não escala, por conviverem tão harmoniosamente numa protocooperação. Melhor que isso só mesmo o mutualismo de um casal escalador 🙂 Como estes desse filme. Os já famosos por aqui James Pearson e Caroline Ciavaldini numa produção do Brasileiro Francisco Taranto Jr.! São eles no festival de Kalymnos, na grécia. Durante o evento o James faz uma surpresa pra Caroline, e eles se casam! Detalhe pra coragem dele de casar de usar um terno branco. Ornou porque a noiva casa de preto! Já viu isso? Sem contar que o vídeo é mais sobre os dois que sobre o evento (podia ter aparecido mais a Nina Caprez). Reparem que a Caroline ta usando a que eu considero uma das melhores cadeirinhas do mundo na atualidade, que é a Atmosphere da Edelrid, que é confortável pra caramba, ao mesmo tempo que é respirável! Quem sabe em breve né?

Já que estamos falando de festivais, segue um da La Sportiva. Na Sardenha, de boulder. Parece um lugar com muito bloco, pra você escolher seu estilo, tipo Conceição do Mato Dentro. Como é de boulder, ce tâ ligado….

E voltando a falar de escalada, esse vídeo me deixou empolgadíssimo. Apesar da tremedeira, o vídeo ficou bem legal e não vejo a hora de ver o oficial. É sobre a escalada nas Blue Mountains, na Austrália, lugar tão presente nas fotografias do Simon Carter.

E pra encerrar um muito simples. Um vídeo de escalada à moda antiga: Só o cara escalando, sem muito fru-fru. Espanhol mandando 11a Br numa falésia chamada Valdecabras (seria o pico das cabras, vulgo sheeppeak , da espanha? hahaha). Boa filmagem, boa edição.

Muito bem! Chega por hoje. Agora postagem só ano que vem! Ou não né, vai saber. Enfim, todo mundo merece um descansozinho né não?! 😀

Beijos a tod@s, viagem bastante, curtam os feriados, saiam, vivam a vida, sejam felizes, sintam emoções, sejam honestos consigo mesmos e não abusem muito da comida e da bebida! Feliz 2014 a tod@s  os leitores! Luv´ya all, bitches! hahaha

Eu vim pra São Thomé…

Fotos sequenciais em São Tomé com os Locais!

Fotos sequenciais em São Tomé com os Locais!

E na véspera de Natal casou a viagem com a vontade de escalar. A Júlia me convidou e eu convidei o Cleber. Como já estava todo mundo indo embora eu fui me vendo ficando sem parceria de viagem de climb de fim de ano. Agarrei a oportunidade e fui. 3 dias em São Thomé das letras, cidade que não conhecia. A-hu! Fomos a Ju, o Cléber, o CV, dono da maior Academia de Escalada de Piracicaba , e eu. Desta vez não vou contar milimetricamente todos os detalhes e cadenas, porque tiramos muitas fotos. Vou resumir apenas que choveu só nos fins de tarde e deu pra escalar muito mais do que a previsão do tempo garantia. Até arriscamos fazer boulder no primeiro dia, mas o meu negócio é via mesmo, clipar umas mosquetões – ô que gostoso! – então focamos mais nisso. O Cleber que vem treinando e mostrando boa evolução no Climb, guiou pela primeira vez, e tomou sua primeira voada!

Demos risada demais e o Beto pra variar sempre presente, principalmente quando passamos por 3 corações e ele sempre conta a história do Pelé e do Traveco. Virou até um blues esta história heheheh Visitamos a pirâmide, que fica no final de uma piramba, a pirâmbide (tu-dun-tsss). Comemos a melhor pizza top five entre as 5 mais do Universo segundo o CV. “Muito loco esse lugar hein?” Reiterava o Cléber.  Ah, e antes que eu me esqueça… avisem onde tem poça! hahahaha (tipo, imagina 4 pessoas subindo uma piramba no escuro, breu total, aí uma vira e fala: “Avisa onde tem poça d´água!” Tipo, como vamos avisar se não estamos vendo um palmo diante de nossos narizes? hahaha

A Rocha é muito boa, mas parece que vai quebrar o tempo todo (mas não quebra!), o estilo é o de negativos e tetos com agarrões e patacos. Média de 10 a 15m por via. Muitas vias poderiam ter as paradas melhoradas, mas isso é questão de estilo desta escola. 🙂 Ah, e da pra abrir muuuuita via ainda, especialmente nos setores que já tem vias que eu visitei (os setores 1 e 2 do croqui, se não me engano – aquele que tem o ET). Vale a visita, mas mais que isso, vale vir conversar com os locais pois se for do interesse da comunidade local vira muito trazer a metranca pq tem muitas linhas óbvias ainda não chapeletadas!

Enfim, com vc´s, fotos de São Tomé das Letras;

Ta, as anteriores não são todas do primeiro dia, mas eu resolvi deixar assim pra facilitar a categorização das categorias categoricamente categorizidas:

E beleza, as fotos do último dia, com uma das clássicas do pico: a “De ré pra trás”  que mesmo chovendo fiz questão de entrar pela indicação do Carelli, da Outra Esquerda.

E foi isso! Se pá no Reveion tem mais em outro pico alucinervous por aí! Boas festas a todos, boa escalada e bom descanso!

Como foi o Climb do finde?

Amigas da marta na mini-oficina de escalada com o Javi.

Amigas da marta na mini-oficina de escalada com o Javi.

Eu é que pergunto! Como foi o climb aí do finde dos meus amigos queridos?! Contem me tudo! Aqui fui pra uma zona de escalada chamada Valéria, perto de Cuenca, já conhecida nossa: pequena, porém muito divertida. (pequena padrão espanha: Só umas 150 vias +-). A marta combinou com um monte de amigas suas e o namorado de uma delas deu um minicurso a elas no sábado, ensinando seg, encordamento, limpar vias, etc… Não é a oficina do cume, mas o pessoal aprendeu bastante! Aqui na espanha da uma sensação de que existem tres tipos de escaladores: nível foda pra caralho, nego que faz 10 cursos de montanha, guia, reciclagem, resgate, abertura de vias, primeiros socorros, e uma caralhada de coisas e sabe tudo de alta montanha, esqui, boulder, esportiva, tradicional, alpina etc… A outra vertente é o escalador que foi um dia numa academia, curtiu, vai na loja, compra corda, costuras, grigri e vai pra rocha sem saber o que fazer com tudo aquilo. O terceiro grupo é o que não é o guia alpino foda pracaralho, mas que se defende bem no que faz: Dá seg direitinho, escala bem e com segurança. As meninas com certeza se encaixarão grupo do meio 🙂 pois já se viu ali grande atenção à segurança e aos procedimentos. Muito bom! No sábado a escalada foi bem sussa, aqui tem muitos terceiros e quartos graus pra quem ta começando, então é ótimo pra aprender a fazer segurança, armar parada, etc…

Marta guiando um quinto grau

Marta guiando um quinto grau

Eu e a Marta ficamos ajudando, iamos equipando as vias enquanto o Javi e a Ali ensinavam os procedimentos pras meninas no chão, foi interessante. No fim do dia mandei um sexto com uma saída bem dura com uns bidedos médios e pés inexistentes praticamente até a segunda chapa, depois só curtição os 25m restantes.

 A noite, depois de umas cañas en el pueblo, fizemos Bivaque na tal cueva onde já havia feito bivaque outras 2 ocasiões.

A noite, depois de umas cañas en el pueblo, fizemos Bivaque na tal cueva onde já havia feito bivaque outras 2 ocasiões.

 

No domingo a galera ficou animada e ficaram fazendo vários quartos e quintos. A Marta e eu ficamos só nos sextos graus. É ótimo pra ela que está voltando a escalar a pegar confiança guiando algumas vias fáceis. E pra mim, que quero me ver livre de lesões, melhor ainda escalar vias fáceis, usar as mãos e forçar os dedos fortalecendo-os com escaladas como estas. Esqueci de tirar fotos das escaladas porque tambem ficamos mais independentes, mas no fim do dia fizemos séries de fotos sequenciais muito legais 🙂

O pessoal foi embora domingo mesmo, e a Marta e eu dormimos mais uma noite na cueva del Vivac, para segunda escalar por ali de novo. Na segunda eu inexplicavelmente estava meio abalado, ao contrário dos outros dias que estava guiando qualquer via sem problemas. Suponho que por ter escalado o dia anterior inteiro no sol. Escalamos algumas coisinhas tranquilas, mas depois de shimotar num sexto bem exposto (tipo a Manga com leite assim), fomos pra Cuenca conhecer a tal “cidade encantada“. Um paraíso para boulderistas, porém, onde não se pode escalar. São blocos enormes todos com negativos em cima (vide fotos) me lembrou um pouco o Parque de Vila Velha, no Paraná. E foi esse o finde! Escaladas tranquilas, aproveitando os quintos e sextos que a espanha tem pra poder me recuperar direito desta vez e poder voltar a apertar o quanto antes!

Uma coisa que eu acho genial mas que não ouso fazer no Brasil se não vou ser execrado e exilado na sibéria é colocar o nome das vias no pé das mesmas. Acho genial. Sob a justificativa da aventura e de que pra isso servem guias de escalada não se colocam essas marcas na rocha, mas se esquecem que não temos guias de escalada assim, digamos, impecáveis a ponto de não serem necessárias essas marcações, E, estamos falando também de escalada esportiva. Não são todas as vias, são só algumas no pico inteiro, as vezes 10 ou 20% das vias de um setor (o que em muitos casos é uma ou duas), pra identificar o setor com muitas vias, localizar-se pelo croqui, etc. Por muitas vezes essas marcações nos salvaram de roubadas pela europa, pena que no Brasil é tão mal-visto.

Ok, não precisa tanto! Talvez uma pedrinha no pé da via com o nome estaria bom, igual na Lapa do seu Antão, que tal? ;)

Ok, não precisa tanto! Talvez uma pedrinha no pé da via com o nome estaria bom, igual na Lapa do seu Antão, que tal? 😉

 

Tips for non-Brazilian-Climbers in Brazil

Strong Brazilian Climber Ana Lígia, climbing on some solid Sandstone at Itaqueri - SP

Strong Brazilian Climber Ana Lígia, climbing on some solid Sandstone at Itaqueri – SP

I’m going to make this post in English because I think there aren’t much sources of information anywhere on the internet about climbing in Brazil. I Found some texts about some crags, inviting strong climbers to come and try our projects, but nothing more detailed. So, shall we begin?

– First of all, Gringo, you should know that you are very welcome here. Anywhere in this country you go, you can make a lot of friends and do the “Dirtbag” purest style sleeping on couches or even real beds without spending a dime and even trying the Brazilian typical food of someone’s mother (the one you’d never have the opportunity to try in a restaurant). We (climbers) like to be good hosts and it is also good for us to practice our english. Because of that, don’t you even think about hiring a guide (unless you are going to Rio). If you insist, drop me a line 😉

– Brazilians DON’T Speak Spanish. Unless those who spent a season climbing in Rodellar or in Chaltén. We speak Portuguese, but we can’t understand what people from portugal say because they speak too fast. It is not difficult to find people here that don’t speak english; actually, that’s the majority. Among climbers, however, you may find higher rates of english speakers.

– Learn portuguese. If not fluent, at least key words, like Bom dia, obrigado, com licença, até logo e por favor. (Good morning, thank you, excuseme, see you soon, please). Learn some more so that you can have and active talk (I, he, she, it, we, they for a start). You’ll remember my words when you meet someone interesting and find out you suddenly can speak another language you didn’t know 😉 . Besides that, learning a foreign language makes you smarter.

Beto crushing some great Limestone in Serra do Cipó, Minas Gerais. So solid, so Strong dude!

Beto crushing some great Limestone in Serra do Cipó, Minas Gerais. So solid, so Strong dude!

– Climbing gear in Brazil is very expensive. Bring your own and some spare in case you are going to stay here too long (i.e. an extra pair of climbing shoes).

– We don’t have good enough public transportation. Or trains. The only trains we have are those on touristic attractions like 1h rides just to know how it feels, it’s not to go from A to B. What we have are a lot of trucks at roads and highways, and they are fucking crazy, if you rent a car (or drive someone’s) stay away of their way. At cities we don’t have enough buses but for some touristic and rest days it will be enough. To go from town to town maybe you’ll have to take two of them. As I said, the best is to have a host. And that’s very easy to get. We think car rentals are even more expensive than climbing gear, so we never hire them, but if because of your currency you can afford one, it’s a good solution, but dirtbag to dirtbag talking, give up on that idea. In most crags you’ll stay you don’t need a car.

– We don’t have those furgo-style vans in which you can sleep in. We don’t have the “concept” of bivouac. It’s either camping or staying on a “abrigo para escaladores” (something like a shelter or refuge, hostel-like for climbers only). If you read that in a crag it is forbidden to camp, it means bivouac as well, for land owners, it’s the same.

– Every milimeter of land in Brazil has an owner. Amazonia forest is someone’s, for sure. If it’s not private, than it is a park, and then we’re screwed. Because our parks are completely abandoned. For governants, the whole model of a park is “Foz do Iguaçu” National Park, in which you go in escalators and ascenders up and down and you don’t even touch the ground (which is with concrete most of your way inside the park). The easy solution for all the other parks that aren’t a profitable source of money is the same: Closure. There are some parks that have the intense participation of climbers in it’s management, and in those cases, climbing is permitted. But in most of them, climbing is forbidden just because the park manager thinks climbers are crazy fat drug addicted people who throw ropes down and go abseileing some vertical wall, putting *His* ass in danger. That is because if you break a leg walking on a trail on a national park or someone’s land, you can sue the owner or the park, and you’ll win. But think about it: someone actually sued a Landowner or park for having gotten injured inside a natural trail. How absurd is that? Please don’t sue no landowner while you’re here.

Brazilian Tipical Churrasco

Brazilian Tipical Churrasco

– It is possible that you go back to your country fatter than when you left. We have excelent food. From the Feijoada, frango caipira, arroz com feijão to the churrascos (Barbecue). And by Barbecue I mean with real meat, not burgers. Contra filé, Alcatra, cupim and the king of the Churrascos: PICANHA. (Write that down not to forget). But don’t let yourself be fooled: A good State of the art Churrasco  strictu sensus has meat and beer (and some cachaça, why not) only; perhaps some “french bread”. Rice, salad and other stuff is for pussies. You’ll be amazed how we can make barbecue grills from almost anything that won’t get on fire. The food from Minas Gerais is by far the most liked from us, although each state has its own typical food and you are going to love them all. (for more amazing brazilian food you MUST try out, check this link)

The three on the left are the ones I recommend.

The three beers on the left are the ones I recommend.

– We have excellent cachaças and are not those exported ones you can find all around the world. Those 50 euros cachaças here are not worthy more than 2 dollars. You have to try the boazinha, seleta, sagatiba and the nameless Cachaças Mineiras (From Minas Gerais). I’m sure my brazilian fellows will enumerate even better ones, but I’m not such an avid cachaça drinker, so, well, those are the famous (but they will agree with the mineiras ones). We also have good beer. I Suggest Bohêmia, serramalte and Original. If you want a cheap and easy-to-find beer, the best is Brahma. Avoid Kaiser and Bavaria at all costs, unless you want to make a colon cleansing to be extremely light for that redpoint you are aiming the next day. Buy a gatorade along with it to drink after the effects.

– Yes, we have a lot of vegetarian climbers and vegetarian restaurants, you don’t worry about that. Perhaps on that small town with 400 habitants will be tough to find one, but at most cities you will find one.

Awesome climbing on conglomerate in Bahia!

Awesome climbing on conglomerate in Bahia!

– We have many kinds of rock types and formations. Brazil is so big, which is good, but also, because of that, the main crags are really apart form each other. There are Class A climbs in every state of Brazil but the north region. Minas gerais is the mecca for our limestone sportclimbs with the Serra do Cipó. Rio de Janeiro is the Mecca for slab multipitch climbs on granite with urban climbs all over the city with the Pão de Açucar and many other (dozens or more) of mountains in the middle of town. Paraná has our “Indian Creek” for trad climbing with São Luís do Purunã sector 3 close to curitiba and others growing bigger with clean trad lines. São Paulo has awesome solid sandstone with the morro do Cuscuzeiro (printed guide soon!) and its surrounding crags – and it’s where I live. Santa Catarina has a strong crag called corupá, which is conglomerate, and Rio Grande do Sul has the “Gruta da 3° légua” wich for many years had the hardest climbs in Brazil, with routes around the 5.14/8b+ range. Espirito Santo has loads of virgin granite peaks and a growing sport climbing comunity. In Bahia you’ll find a slower pace of life than in south and southeast. Don’t miss the chapada diamantina climbs and waterfall showers between one climb and another. The conglomerate and quartzite rule there, so the fun is guaranteed. Cities like Igatu, lençois and Itatim are the hotspots.

Anaí Climbs one of Rio de Janeiro Classics: "The passage of the eyes" at the Pedra da Gávea, Rio de Janeiro

Anaí Climbs one of Rio de Janeiro Classics: “The passage of the eyes” at the Pedra da Gávea

– In many crags you’ll find the “tupiniquim” solution for our lack of bolt hangers in the 70’s and 80’s that lasts until nowadays: The “Grampo P”. Which is something like the chemical glued in hangers, but without the chemical glued in. It’s a great solution and it’s very safe. It’s just not recommended to be used on roofs, so, you’ll not find many on them, although the ones that have been put on roofs are there after many years of abusive falling. It is a 13mm hole with a 14mm diameter steel bar hammered inside. Everyone climbs on them, falls on them, it’s not you, the redneck gringo that will be the lucky one to take them off doing a 5.8/V+ as a A0. But don’t worry, our crags are also full of petzl SS and fixe bolt hangers. In some cases, the “Grampo (or Pino) P” are only on the anchors because of its rounded section, for rapelling.  And they are only on Granite and hard limestone. For Sandstone we glue in the 12cm (5″) parabolts inside with sikka.

This is the "Grampo P" at at one crag at Rio. The one on the right has been replaced by the left one by the locals.

This is the “Grampo P” at Rio. The one on the right has been replaced by the left one by the locals.

– There are idiots and morons everywhere in the world, so if you find one, don’t worry, he’s one of a kind, not the rule. Here in Brazil I think statistically there are less idiots/stupid/morons per climber than in other countries I have been. No offense (there deep inside you’ll know what I mean! 😉 )

– Brazil is becoming a very safe place to live, but don’t do the “gringo distracted style”. As we say here: One eye on the cat, the other on the fish. Keep your things with you and don’t trust people you don’t know. Especially on big towns. The smallest the town, the better. A friend of a friend however can gain a vote of trust. Being a Climber here is synonim for trustworthy, but hey, remember the last paragraph, and don’t forget: “One eye on the cat, the other on the fish”.  Don’t act as if you’re lost (or as we’d say here, as lost a a dog that felt from the moving truck – or as a blindman in the middle of gunshooting). Don’t stop to take pictures in the midle of nowhere in the city, the metro exit, or places like that. Be smart!

– It is not true that we don’t like Argentineans. What we don’t like are those who think Buenos Aires is the capital of Brazil. It is NOT. The capital of Brazil is Brasília. The Argentineans we like the most are the ones that climb. Those are our Brothers from the other side of the frontier, always welcome as we are on their country.

– We don’t dance Samba but even the worst Brazilian samba dancer is better than you. Get over it. Most climbers don’t like soccer as well. Despite that, the worst beer-drinking-barbecue-eating soccer player is better than you. Get over it as well. We learned to kick a ball before we could walk.

– Brazilian people are traditionnaly homophobic, but among climbers that is not an issue. We are bad-belayer-phobic, because that actually affects us somehow.

– Despite all you saw about naked girls in carnaval, we don’t go to the beach naked neither girls do topless (actually that is forbidden, can you believe it?). So you won’t see anyone doing that. Not on the beach, not on a waterfall between climbs or a river close to the climbing crag on hot days. Ever. I’ve seen more boobs in one afternoon in a ordinary shore in Valence, Spain, than I have seen my whole life in Brazil. I wish that moment could last forever.

– We have deadbite snakes. Ok, that’s true. The worst ones you’ll hardly cross if you stick to the popular sport crags, like the Jararaca. but the most popular one is the “Cascavel” (rattle snake). The good thing is that they make noise before biting (therefore, rattlesnake), so you have one chance to escape. If bitten, you won’t die instantly. Just ask for help and get to a hospital ASAP. You have like 3 hours before irreversible effects.

Yes, we have rattlesnakes. Don't kill them, just walk away!

Yes, we have rattlesnakes. Don’t kill them, just walk away!

– We don’t have deadbite Spiders. There are only 3 kinds you should be aware of: The Brown Spider (Aranha Marrom – Loxosceles spp). This one is small and likes to walk around bricks and not very common to be seen or bit, unless they are inside your shoes or clothes while you put them on. But if they bite, you probably won’t even feel. Its poison however will digest (necrosis) your skin and muscles and cause kidney failure, so, the quickest you go to the hospital, the less implications you’ll get (12hours to start to leave sequels). The Armadeira spider (Phoneutria) that looks like a small tarantula, have red “quelicerae” (teeth) and she stands on her 4 behind legs and can jump into you like 1,5m depending on the species, and is very agressive. She will never jump on someone walking the trail from behind a rock. Like the rattlesnake, if it feels threatened it warns you by waving the forelegs in the air. In that case, run. Its poison is neurotoxic and extremely strong. One of the collateral effects of its bite is that you’ll get a 24hour painful boner (yeah a boner!). The other spider you should be aware of are the red tarantulas. They are slow. They don’t jump. They don’t bite. They have as much poison as a small bee. But if it happens for you to be on the 10% of population alergic to its hairs, you can die before getting to the hospital if you breath it. You’ll probably see one inside big holes (which are holds) on the top of some routes in Minas Gerais. If you touch or harm them, they will start to rub the legs on the butt dispersing hair on the air, and then is when you jump for your lives. I once crossed one, was scared to death, but it kept there, looking at me as if I were not there, while I made my way to the anchors of the route. When I was lowered down, she was still there, as if nothing happened.

The Armadeira Spider, also know as Brazilian Wandering Spider

The Armadeira Spider, also know as Brazilian Wandering Spider

– Despite being very receptive, we are very strict with our ethics, so long developed and discussed. We are a very social community, and although such a big country, it is common every climber has at least one climber friend on each state, so if you tell me about a climber, I’ll probably have heard of him, despite where he’s from. Because of that Bond we have, the ethics are almost the same on the whole country, with some minor variations from crag to crag. Here is the most important thing you must know when you come to Brazil:

You can climb any route, but you cannot change them. Do not add bolts. Do not remove them. You can leave a maillon or a binner at an anchor if it doesn’t have one (or two). Remember gear is expensive here.

Before bolting a new route, talk to the locals. We are on a exponential grouth of the sport climbing phase, and the old school climbers that don’t climb anymore want to impose rules to the local climbers that actually climb and make the climb happen in Brazil. So, figure that, even between us there are polemics and discussions about where, how many and how to bolt new routes, imagine what could happen if you bolted a route somewhere we all concensed it’s not supposed to have anymore routes! Don’t you think you’d be doing us a favor by bolting a new route or chopping the bolts of an existing one. We are grown-up enough to take care of the climbing of our country, thanks for asking. Bolt a new route because you like the line, got psyched, it came naturally, but only after you are absolutely sure why wasn’t there a route there before.

If you want to do us a favor, please bring or buy apicultor clothes and remove the bees of some crags. What helds Brazilian climbs development besides a few other things are bees on the crags and routes. I can tell you many undeveloped crags because there are bees and not brave-enough people to remove them (me included). It is ok to remove them, because when I say bees I mean the european and african ones, that compete unequally with the native ones. The european (and afrikan) bees are not welcome here, we have our own to make their job.

We don’t bolt cracks. It’s not that we never did it. But it’s been more than 15 years that we don’t do it. If you see it, don’t worry, it’s not going to be replaced in the future, just let it be and enjoy the view. I’ve climbed 30m cracks in Italy and Spain full of bolts. So, if you think there is a bolt that shouldn’t be there, please, go back to you country and do what you gotta do in your homecrag.

Do not bolt anything before climbing. We like to do things well done, so we want the routes to be perfectly bolted. Climb on top rope, ask a shorter person to do the same and see if he/she reaches all the places you intend to put the bolts. A good route is the one you can climb putting the draws or with them already in place with slightly no difference. DO NOT Retro-Bolt (bolting on rappeling before climbing the route). That’s not a matter of style, that’s local ethics.

As you’d do anywhere (your home crag for example), if you see something potentially dangerous, just ask the locals to know if they are aware of that. If they answer that it has been like that since ever, well, you know, those hemp-roped-tied-in-the-hips old school guys in the mid 50’s really had the guts you actually don’t. I don’t either.

It’s not because you can solo 5.10d/6b+ chimneys that a 5.10d/6b+ climber have to do it. Style is not only about how spaced bolts are, but about the safety as well, we don’t like those “Now i’m safe, now I can die. Now I’m safe, now I can die” kinds of routes.

At some crags you can’t smoke. And you can’t bring dogs. Please respect that. Feel free to put your cellphone songs at anytime, but if someone arrives turn it off or ask them if they would like some music.

A Crowded crag is not the best place to rehearse your project. Give it a go, but unless it is a 45m route with many good rests and you’re sending it, “don’t push it”. (Especially if it’s the only 5.10d/6b+ on the crag for people to warm up). Most of our crags don’t have 600 routes like those in spain.

Be kind, you’re responsible for the image of your country.

Do your thing. If you climb strong, climb strong, we want to see and learn from you. If you don’t, let’s share the passion and evolv together, that’s how the thing work here. We don’t suck at it at all so, maybe you could learn something from us too. It’s totally a social sport here. The more focused, silent and strong you are, the bigger the chances people think you’re snobbish. Of course you don’t have to be the Madre tereza on the crag, but look at Dave Graham’s example: The simpathy in person. “come on”, “Venga” and “Ale” are magic words that makes us climb one grade higher and makes us feel our redpointing of all life project of a 5.10c actually matters to you. Actually it does, doesn’t it?

Don’t go around spraying beta. Ask if beta is wanted. We like the onsight climbing as well. (but you may find it difficult to find someone who won’t want it).

Fact: You don’t climb in the sun. Not even in winter. You’d melt. Arrive early, leave late, that’s our way. It is ok to climb on the sun one day or two for multipitch, but don’t get used to it. Actually, you won’t (get used), don’t worry. When it’s cold or clouded, it probably rains.

Bring headlamp! You’ll use as much as your climbing shoes.

The quickdraws on a route are not there for you to take. Although they are expensive, yes we leave routes equipped with them for a couple of days or two while we are working on it. You can climb on them, but leave them there, you know, as if you haven’t been there.

It is good courtesy to brush chalk off key holds while lowering a route you just did.

ERASE TICK MARKS if you are not going to climb a route again.

Talking about climbing shoes, as I said before, bring your own. If you need resoling, we have great resolers, BUT, it may take more than one month to get the job done.

If you are climbing on soft stone, don’t get lowered down. Abseil instead. Avoid this on the picture:

Avoid this! Abseil from routes on soft stone where the rope touches de rock

Avoid this! Abseil from routes on soft stone where the rope touches de rock

So That’s it! I hope I was clear. Please forgive my “internal jokes”, I didn’t mean to offend anyone, I just wanted to help you all with our manners and make you feel embraced and involved by our culture. We are always laughing on our own problems, and we are always positive despite the politicians we have. And of course it’s better if you know some aspects of our climbing before you are coming, like our ethics for example. Actually I think if you are in doubt, those rules apply to almost everywhere in the world 😉 . So, if you ever thought about coming to Brazil, come! (But avoid the world Cup season, it’s gonna be CHAOS and we are not prepared to receive so much people). And, of course, if you have any doubts, just drop me some words and who knows I can help you!

See you and be safe!

Rodrigo Genja

Quero Escalar team

Destination: ARCOS – MG

Todo mundo ansioso pelo post sobre a trip pra Arcos?! Eu mesmo morrendo de vontade de contar TUTOOO como foi mas… Estava trabalhando fervorosamente num croquizão bem bonito do 2° andar de lá onde abrimos 3 vias, além é claro de fazendo faxina e esperando o puto do Beto (1x) me passar as melhores fotos que tão tavam na camera dele.

Em Breve... aguardem!

Em Breve… aguardem!

A trip foi alucinante. Escalamos, conquistamos, furamos, nos divertimos horrores, fizemos uns rangos supermassa e amigos que são figurinhas impagáveis. Saímos de Sanca quarta a noite com o carro abarrotado de coisas: Equipo de climb, de camping, de furação (de conquista) e comida principalmente inclusive, que estavamos achando que era muito (Não foi). Chegamos em Arcos lá pra uma da matina, pegamos a chave com a Célinha no pulo do gato e fomos pro pico. Não se esqueçam: Na estrada de terra, Logo depois de se afastar do trilho do trem, primeira bifurcação à direita, depois todas à esquerda. Quando chegar na porteira é porque chegou. Descarregamos o carro e blz, lanchinho ludico e cama.

Setor da frente, cartão postal do pico

Setor da frente, cartão postal do pico

Primeiro dia de Climb fomos pro segundo andar, pois, apesar de a previsão mandar muito frio, estava calor e fomos no setor frio de sombra, deixando pra escalar no sol nos dias de frio que viriam (Não vieram). Escalamos um quintinho e um sextinho simultaneamente, primeiro contato do felipe com o Calcário, e logo o Beto (2x) entrou na Café, Cachaça e tabaco. Descendo já pirou numa linha do lado esquerdo que eu já tinha pirado na outra ocasião quando entrei nela. Só o segundo dia ia ser o de furation, massss…. ah…. já tava ali mesmo né? Desci a trilha toda até a casinha, peguei a metranca enquanto o Felipe escalava (as duas vias – a existente e a futura). Logo entrei, tirei os moves, eles idem e sugerimos os locais dos furos escalando e pensando na segurança de quem iria escalar depois (É ASSIM QUE SE CONQUISTA UMA VIA ESPORTIVA ou debaixo pra cima, com cliffs, estribos, etc.. buscando os melhores locais pras clipadas não rapelando e furando com uma tronca na boca sem nem saber se a linha de agarras chega no chão). Muito bem: Ratá-tá-tá… Fiz todos os furos e pus a parada,  e o Beto (3x) pos o restante dos bolts com as chapas. E mandamos os Firsts Ascents de noite mesmo. A via ficou com 26m, com 13 proteções + parada (portanto leve14 costuras). Estávamos na dúvida entre chamá-la de Muñequito de Barro(bonequinho de barro) , por causa de um ditado espanhol que diz: Café e Cigarro, Muñequito de Barro! (café, cigarro e tabaco é a via do lado). Mas acho que ia ficar piada interna demais mass… o nome acabou ficando mais piada interna que o muñequito de barro, porém tão comprido quanto a via: MONOGAMIA HETERONORMATIVA. Um 6sup/7a lindo de morrer. O nome é uma crítica ao modelo da sociedade moderna que atrapalha/impede  a prática do amor livre, que é a monogamia heteronormativa, pela qual todo mundo que quiser ser considerado normal deve ser monogâmico e heterossexual. Leia aqui o artigo sobre a Prática do Amor livre, pra entender o contexto.

Enfim, a noite fiz um rangão da hora, tomamos uns gorozinhos que tinhamos levado, mas o charuto cubano que eu tava guardando pra uma ocasião especial como a conquista de uma via em Arcos sumiu!! Ficamos achando que tinha sido o Gato na noite anterior, certeza! No segundo dia voltamos pro Segundo andar, e o Beto (4x) e o Felipe entraram em 2 viazinhas muito legais ali no “Portal” de chegada. Muito boas as vias (Ah vá?! Via em Arcos que não é legal? Hmmmm Não tem!). Enfim, dois sextinhos meio curtos para os padrões Arquenses (só 15 ou 20m) . E depois desses o Beto entrou numa super fenda gigante do lado oposto do valezinho ali, em frente à cafe, cachaça e tabaco. Tudo em móvel, crux é desviar da árvore. Enquanto isso eu fui tentar chegar na base de uma grande proa protuberante visível da trilha, pra direita, alucinante. Tinhamos visto essa linha na outra viagem e dessa vez consegui abrir uma trilha e chegar embaixo dela. Pensamos se tratar de uma linha futurista, mas acabou que, como tudo em arcos, é um teto com uns 4m de comprimento de 7b kkkkkkk Chegamos lá e deixei o beto (5x) começar (Ô caraaa) . O Setor é alucinante e por si só já dá pra abrir várias vias… A via começa em cima de uma espécie de Totem de pedra e pra chegar na base da via tem que dar uma soladinha num segundo grau até uma pedra, onde, estando-se em pé, alcança-se o teto. Cheio de agarras. PORQUE SENHOR?! PorQUE?! Porque não temos tetos com agarras aqui no arenito senhor?! Pus a primeira chapa do chão, bem alta, para podermos utiliza-la como proteção caso ele caísse antes de furar a segunda, e sair rolando. Depois de 3 proteções virou o teto e tocou em móvel laçando bicos de pedra até o final da parede. Furou a parada, deixou uma corda fixa e marcou onde poderiam ser os outros furos. Como uma das 3 baterias (a que teoricamente aguenta mais carga) morreu no dia anterior, só deu pra fazer 5 furos, uma vez que os 2 primeiros fizemos de 12cm de profundidade por segurança. A noite o Felipe fez a comida. Achamos o charuto, matamos o segundo e último fardinho de breja e finalmente pudemos acender o cubano, que afinal não tinha sido o gato que tinha pego.

Eu, Beto e Felipe fazendo a janta

Eu, Beto e Felipe fazendo a janta

No dia seguinte fomos escalar um pouco no setor da frente, e pensei em ir terminar a via com bateras novinhas depois do almoço, quando o sol estivesse mais ameno. Entramos na Leão de Judá, um 7b que eu diria que é a “Lamúrias de um viciado” de Arcos (a lamúrias é o carimbo no passaporte de quem vai pra Serra do Cipó). E o Beto (6x) quis porque quis entrar na “Michael Jordan”, uma via que pra quem é anão, vulgo Short-leg (Aí Bianca, vai adorar) é bem mais dura. Eu não tava na pegada de apertar por causa da lesão, mas como era um bote dinâmico de um agarrão invertido para um buraco igual uma cesta de basquete muito alto, resolvi tentar “pelo folclore”. O Beto (7x) apertou um reglete lixo intermediário e isolou. O felipe entrou mas seu ombrinho não o deixou ir mto longe. Eu desencanei do reglete e já na segunda tentativa consegui isolar o bote. IN-SA-NO. O resto da via é muito legal, vai por uns patacos, única coisa é costurar a segunda que ainda tem um lancinho fortinho, e eu achei até um descanso sem mãos com entalamento de joelho da segunda pra terceira. Mais do que depressa Beto (8x) e eu já entramos e mandamos cadena. Ahul!

O Beto (9x) ainda levou o Felipe pra fazer a famigerada “Extraordinária” 7b (pra variar) e enquanto isso eu, que já tinha feito ela, fui lá terminar a via. Chegando lá, subi pela corda fixa ate a 4° proteção mas comecei a ser rodeado por umas abelhas européias que logo descobri estavam a uns 10m pra esquerda. Fiquei imóvel uns 20 mins mas sempre que voltava pra via (sem barulho de furadeira) elas voltavam, então resolvi voltar mais tarde. Enquanto esperava a poeira abelha baixar fui fazer um social com uma galera muito gente boa que tava ali na “salinha” do segundo andar. Eles já tinham entrado na Monogamia Heteronormativa e elogiaram bastante (valeu rapeize!). Quando a noite estava por cair, voltei pro tetão, subi e finalmente consegui terminar a via. Como foram poucos furos, ainda restava praticamente uma batera inteira, bati a parada de outra via, à esquerda. Nessas alturas o Beto e o Felipe já estavam ali e, com a parada pronta, armei um top e o Beto (10x) subiu a noite de tenis marcando onde seriam as chapas e aproveitou e já furou. Ficou faltando só a primeira, mas nem faz muita falta, da pra escalar sem, talvez na próxima trip coloquemo-na. E Já é! O nome do grande teto ficou “O Universo em desencanto”, nome que já saímos de São Carlos com ele na cabeça, por que estávamos ouvindo muito o cd do Tim Maia Racional (Na verdade ficamos a trip inteira com as musicas na cabeça). E guardamos ele pra esse teto. Já a via da esquerda ficou “Na caralha da noite”, em partes por ter sido aberta a noite, em partes pela zueira com a quase homônima via no cipó e em partes porque a palavra “Caralha” era utilizada para se referir a tudo pelo Felipe, praticamente um sinônimo de “coisa”. Tiramos as duas primeiras chapas da Universo em Desencanto pras pessoas não entrarem enquanto as abelhas estiverem ali perto pois está perigoso (e Na caralha da noite nem tem a primeira entao sussa!). O Peixe falou que vai com a galera lá essa semana tirar as abelhas, e deixei as chapas com o Vitor do Camping. Quem quiser mandar os FA’s é só ir lá tirar as abelhas e por as duas chapas (colocáveis do chão a primeira, e a segunda pendurado da primeira). Enquanto furávamos, tava rolando maior lual no camping, que esse dia tava cheio de gente, com a Célinha e o Vitor tendo preparado uma mega fogueira. Do alto da via ouvíamos (e viamos) a galera em volta da fogueira gritando pra gente descer e ir lá com eles. Fomos quando os trabalhos estavam terminados, e quase esquecemos de jantar! Um whiskão JB e o outro charuto cubano (e não é um eufemismo pra cigarro de outra coisa!) na beira da fogueira, papo bom com os mineiros e ninguém queria mais nada!! Tonhão, figuraça, Vitor de Arcos, pessoal de Berlândia e toda a rapeize que não vou lembrar o nome agora, foi mto da hora! Lá pelas tantas eu lembrei do rango (claro, ele é gordo, ele gosta de comeeer!) , e quando vi tinha sobrado comida pra caralho da galera, que NÃO iam mais comer e iam embora no dia seguinte. Pois joguei um pozinho de pirlimpimpim, duas baratas, pernas de rã e 3 cabelos do saco do feijão mais o frango e arroz que tinha já feito a mais no primeiro dia para esse dia e Voilá! Estava pronto o rango mais gostoso do universo! E quase os putos esquecem de jantar, quanta loucura.

Mas whisky bom não dá ressaca, e no dia seguinte estavamos lá, firmes e fortes pro ultimo dia de climb. Fomos conhecer o novo setor entre o setor da onça e o da frente, o “Vale das Sombras”. Se as vias que abrimos não tivessem ficado tão legais teria batido um leve arrependimentinho, pois o setor é muito insano, e com muita sombra! Ficamos mil anos namorando um grande teto ali logo na entrada que inexplicavelmente ainda não tinha sido conquistado. Entramos numa via que é dentro de um BURACO. É isso mesmo, vc sobe uma via em 3D. Tem que usar 360° de apoios como se estivesse escalando aquelas chaminés antigas de fábrica, um túnel na vertical, de 2,5m de diâmetro por 25 de altura. E na sequência entramos num 6sup à direita da primeira, que a Nati (que é praticamente local do pico) deixara equipada pra gente. Saindo de lá, estávamos curiosos pra saber o que era o barulho de furadeira que ouvíamos, e quando chegamos na entrada do setor, o grande Teto tinha acabado de ser conquistado debaixo pelo conquistador local, Peixe. Santa eficiência hein Batman?

Tinhamos que pegar a estrada e pra agilizar, do moídos que estávamos (com uma puta ressaca) de 4 dias intensos , entramos num quintinho do lado esquerdo da Michael Jordan. no setor da Frente. Nem preciso dizer que a via é muito boa né? E depois dessa já fomos pro carro, arrumamos tudo, nos despedimos da galera e pé na estrada! Ah! Conhecemos o Sérgio, o cara que está produzindo os “P-Bolts” que é tipo um chumbador CBA com anilha na ponta, tal qual já vinhamos utilizando em algumas paradas, porém, melhorado. Digamos que é uma chapeleta com formato de pino P. E finalmente, tocamos direto pra São Carlos. O Beto dirigiu 5hrs seguidas direto pro recanto empório, onde a moça já nos viu e trouxe o Litrão e os Baurús de contra.

O lado ruim da viagem veio segunda feira: Ressaca ou depressão pós-Arcos. Poxa, em arcos a vida é linda, a escalada é magnífica. Todas as vias são num calcário perfeito, cheio de negativos de agarrão de 30m <hmpff….>. Mas é isso aí: Bolting Trip pra Arcos: Animal! Só tenho uma coisa a dizer:

So Pyched! Life is good!!