Dando o ar da graça…

Sessão de fotos no Cusco "uns dia pa trás aí"

Sessão de fotos no Cusco “uns dia pa trás aí”

Eu percebi que apesar de eu continuar a postar coisas no blog com uma certa frequência mesmo estando lesionado, não tem a mesma graça nem o faço com o mesmo entusiasmo. Na verdade a inspiração vem à lá Chico Xavier e eu vou escreveeendo, escreveeendo.. e beleza! Mas parece que quando eu tenho coisas a contar é mais legal. Eu venho correndo contar as coisas que aconteceram no finde! E veja que eu nem mencionei que era pra contar as cadenas alucinantes do finde (nossa, quanto tempo que eu nem sei o que é isso Snif Sniff… 😦  ) mas só de compartilhar como foi agradável ter passado momentos num ambiente natural, usando os equipamentos que eu amo tanto em companhia dos amigos, dando risada… Mas enfim, a música não para e o show tem que continuar não é mesmo?! Então Vamos lá. Algumas semanas atrás aproveitei o vagaroso regresso e fiz sessão de fotos com meus modelos favoritos: Mimimoto Shimoto, Bia e Guilherme. Tava vendo no Face da Bia só tem foto minha, e pude reparar que eu também só tiro foto dela, acho que se tivesse um ranking de fotografados acho que ela estaria em primeiro tipo com quase 10 sessões de foto parado em base de via tirando foto só dela! Na frente da Marta e até mesmo do Beto, Mas veja! Confira comigo no replay, como ficaram algumas das fotos na Manga com Leite no Cuscuzeiro:

Começando com ela, a melhor e mais forte escaladora Botucatuense!

Gabriela "Bia" Pedroso de Alcântara e Albuquerque Ponce de Leon Berenice de Oliveira

Gabriela “Bia” Pedroso de Alcântara e Albuquerque Ponce de Leon Berenice de Oliveira

E na sequência com o Garoto prodígio que mandou a Caixa de Pandora mais rápido com menos de 10 intentos:

Guilherme prestes a sair do chão

Guilherme prestes a sair do chão

E no final mas não por último, ele que por ter descendencia japonesa curte boulder pra ficar mais a vontade com as medidas de baixo comprimento.. O melhor e mais forte escalador residente na cidade de Araraquara:

Shimotenho na manga com leitxiii

Shimotenho na manga com leitxiii

E depois ainda fomos pra Distúrbios de Jah que desde o meio de Abril já está escalável (leia-se: parou de chover). Vou colocar todas numa galeria só pq se não fica mta coisa, ceis tão ligado né?

Tem Deus do outro lado extendendo a mão pra ele, mas não saiu no enquadramento.. (ia estourar o branco)

Tem Deus do outro lado extendendo a mão pra ele, mas não saiu no enquadramento.. (ia estourar o branco)

 

E é isso galerinha, apesar dos milhares de vídeos acumulados interessantissimos, deleita-los-ei apenas com essas pinturas por hoje!

Ah! Antes que eu me esqueça, a zueira é infinita e não pode parar né?! hahaha da um “fraga” nestas pinturas… 😉

Obra de arte do Pintor Michelangelo: Obra só teria sido concluida contanto que os corpos dos homens nus estivessem "se tocando"

Obra de arte do Pintor Michelangelo: Obra só teria sido concluida contanto que os corpos dos homens nus estivessem “se tocando”

Deus, me dê um costurão pra eu passar por esse lance da via....

Deus, me dê um costurão pra eu passar por esse lance da via….

Videos de escalada para embalar o feriado Natalino!

O ENMLD (essas sao as inciais do blog) deseja a todos um ótimo 2013!

O EINMLD (essas sao as inciais do blog) deseja a todos um ótimo 2013!

Como eu já me justifiquei, as postagens estão escassas e não tem nada que eu possa fazer a respeito! (a não ser postar mais). Eu até fiz um post nesse meio tempo mas foi no blog do CUME sobre o Campeonato Caipira, que foi de OTO PRANETAAA…. Mas como hoje é um dia dedicado à preguiça e à profanação, à procrastinação… não custa nada um postzinho né?! ainda mais que to com milhões de vídeos pra desovar aqui e ninguém gosta que eu coloco mais do que uns 15 ou 20 de uma vez, então vamos lá:

Começando com as produções nacionais, um dos mais perfeccionistas fotógrafos/escaladores/videomakers do Brasil, Naoki Arima mostrando as escaladas e treinos do pessoal capixaba:

E Não contente, fizeram mais este vídeo, “Indoor-Fina”, que na minha opinião tirou leite de pedra  e ficou incrível, mostrando que talento e criatividade podem fazer milagres:

O próximo vídeo a crítica caiu meio em cima fortemente. Alegando que os vídeos do Chris Sharma de uns tempos pra cá tem sido tipo tudo “Mais do mesmo”, vc assiste um e tem a impressão que ja tinha visto porque cai naquele lugar comum de mostrar a vida perfeita e paradisiaca do Chris, morando no melhor lugar do mundo pra escalar, ganhando pra isso, com sua super namorada (aonão não vou dizer oq ue vcs estao pensando asf), seu cachorro, sua piscina, enfim… mas o vídeo é bem filmado e editado, não fosse o lugar comum, seria melhor. To pra ver o vídeo do Sharma mandando a Separate Reality (um mero oitavo grau de teto em móvel em Yosemite).. aí sim eu terei visto uma coisa nova…

(esssa é a via que eu to falando, e quem faz ela é o Dean Potter… se vc não conhece.. deveria, esse cara é insano)

Essa semana tive uma conversa pelo face e discutíamos se cachoeiras tem ou não dono. Havia um conjunto de chácaras que acessava uma cachoeira, aí o dono da terra vendeu-a, (a terra toda, não só a cachu) e o novo dono cercou tudo e acabou com a festa. E agora José? Agora que aqui na região de São Carlos temos pelo menos uns 5 picos de escalada alucinantes fechados (que nunca foram abertos na verdade) por conta da ignorância de alguns proprietários que acham que a gente para de tomar sol na laje de casa pra ir tomar sol e comer frango com farofa com o som ligado no máximo tocando funk nas propriedades deles, mostrando-se completamente alheios às questões humanas/psicológicas/sociais/ambientais do acesso às montanhas.

Caros proprietários de terras com pontos de interesse relevantes para a escalada: Nós não fazemos fogueira. Nós não jogamos lixo. Nós trazemos o lixo dos outros (e até mesmo seu) embora. Nós não levamos rádio. Nós não ouvimos sertanejo universitário muito menos funk carioca. Nós não derrumabos árvores. Nós cuidamos e damos manutenção nas trilhas. Nós não matamos animais silvestres. Nós não levamos cachorro no pico. Nós não jogamos excrementos em rios, pois fazemos nossas necessidades  no minimo a 30m de fontes de água, devidamente enterrados. Nós somos cordiais e respeitamos a privacidade dos proprietários. A única coisa que fazemos é escalar: Subir a pedra.  Discretamente de preferencia. No final do dia nós vamos embora. Será que agora podemos?

No Rio de Janeiro já existe uma lei que obriga quaisquer donos de terras que tenham pontos naturais de interesse comum como montanhas, paredões rochosos, etc… a fornecer um acesso pelo menos. Lei esta que tanto gostaríamos de ver aplicada no Brasil todo. Ahh, ia faltar parabolt. Se as empresas de chapeletas e chumbadores financiassem alguns políticos, eles iam encher o rabo de dinheiro de tanto que eles iam vender (e a gente abrir via ;P )… Enfim. Nos estados unidos os escaladores se uniram e formaram o ACCESS FUND que viabiliza e controla o acesso a algumas áreas. É como se fosse um fundo monetário, e, no caso de um proprietário querer encrespar com o acesso, ou querer vender para uma mineradora, o access fund vai lá e “empresta” dinheiro para a comunidade escaladora local comprar a terra. Depois a comunidade se vira pra pagar prestaçoes a perder de vista com juros infimos. Ah, e detalhe: funciona mesmo. Quem assina a Climbing sabe que sempre tem pico novo sendo liberado ou velho sendo salvo por eles. Tudo a base de doações dos proprios escaladores!!! (E aqui neguin miguelando 30 conto da semestralidade do cume… tsc tsc tsc…)

E Falando em acesso em áreas remotas, mais um video fanfarroneado para o ACCESS FUND:

E mudando um pouco de assunto, aqui um video de uma mulher espanhola que pratica escalada artificial em Solitário. Se você não sabe o que é escalada em artificial: (é quando vc pega na costura pra passar um lance que vc nao mandou em livre) e em solitário (quando vc faz sua própria Seg, com cordas, todos os equipamentos como manda o figurino, porém, sem um parça). Veja o vídeo e descubra porque a Silvia usa shampoo de laranja.

Agora um vídeo do “showBiz” da escalada. O LaSportiva Legends reune os feras da marca para um campeonato “Acima da média” pois os campeonatos de boulder tradicionais tem em média problemas de graduação entre 7c+ (V10) a 8b(V12). Esse não: Já começa em v12 (8a+) até v14 (8c)… enfim, mais todo o glamour que eles colocam em cima dos caras, que montam seus próprios desafios um dia antes para depois irem lá, todos juntos, na maior parceria, tentar mandar. Detalhe para um dos maiores campeões mundiais, o Jakob Schubert vermelho que nem um pimentão depois de tomar uns “ReggaeMaster” (é esse mesmo o nome né Gui?) na Baladinha…

E falando em escaladores manguaçados, eis um vídeo do nosso amigo Nacho “Doritos” “água de Salsicha” fazendo presepada em Kalymnos, na grécia. Aqui no Brasil o fanfarrão tem até via aberta que ele ajudou a conquistar, cujo nome é em sua homenagem e à sua troca de carícias com nosso outro amigo espanhol, Raul. O nome da via? “Cachaça não é água não”.

Nacho no Paredão (Cuscuzeiro)

Nacho no Paredão (Cuscuzeiro)

Tem até uma hora que aparece ele escalando!

Hora do mimimi: Se vc acha que está gordo, magro, alto, tem o doutorado, o mestrado, patrão chato, 34 créditos na faculdade, cargo importante, medinho de cair, casou com a pessoa errada, enfim, se vc PENSA que tem alguma justificativa para não ir escalar, hora do tapa na cara:

Tomou?

E pra terminar, o trailer de um documentário pra vc fica ligado… não é de escalada mas se vc pretende ter filhos, que eles não sejam obesos! Olha aí este documentário sobre o tema, muito interessante! Na minha opinião pais que tem filhos obesos deviam ir presos (ou perder a guarda da criança)!

E se vc ficou com vontade de assistir um documentário na íntegra, então veja esse que é muito bom e fala sobre a mais que atual questão do politicamente correto entre humoristas, que se defendem, e sociólogos que defendem as minorias:

Pronto! Feliz Natal, Feliz ano novo, muita escalada a todos, sem tendinites nem mimimi. Sejamos menos juízes dos outros e mais executores de nossas proprias sentenças! Ah, e observem o novo layout do blog, inclusive aquele segundo botão ali em cima, entre “Inicio” e “Este que vos Fala”. ;P

São Carlos Pression Team no PETZL RocTrip!

Todo mundo curioso, aguardando o Post sobre o Sanca Pression Team no Petzl RocTrip, verdade? Ainda não tinha publicado pois estou tendo problemas com a integração do meu site com pagseguro muito trabalho essa semana depois de voltar da viagem , mas com o tempo tudo vai se ajeitando, dormir pra quê não é mesmo?

Eu e Beto no Petzl Roctrip... Isa de Fotógrafa zuando que a gente nunca é sério!

Eu e Beto no Petzl Roctrip… Isa de Fotógrafa

Bom, pra começar devemos citar a novela Aerolíneas que fez Ema-Ema pra gente. Chegamos terça feira de manhã em Buenos Aires pra pegar a conexão até Esquel (se pronuncia Esquél e não Ésquel) mas como tava tendo greve geral eles falaram que só poderiam nos “encaixar” num vôo sábado. SÁ-BA-DO (O Evento acabava domingo). Ficamos desolados, sem vontade de cantar uma bela canção, e já achando que o povo argentino é tudo aquilo que a rivalidade futebolística prega. Sendo assim fomos ver de alugar um carro pra chegar lá: U$3.000,00 (TRÊS MIL DÓLARES). Dexa queto… Então a Patrícia, do Guichê de atendimento ao turista do Aeroporto de B.A. nos foi muito solícita, ligou pra Ana Laura, responsável pela organização do Evento da Petzl, e juntas, fizeram milagres, arranjaram 3 vôos, 4 conexões  e dois dias de viagem pra gente, coisa que a aerolineas nem tinha se importado. Mesmo assim chegariamos 2 dias atrasados ao evento. Tomamos a decisão de apostar alto: Sacamos dinheiro (não tinhamos pesos e nao podia mais trocar) e compramos uma passagem de Busão mesmo. 26 horas até Esquel, e mais 2 até a Piedra Parada com o Onibus da Petzl, que ia custar 50 pesos mas custou 85 :/

26horas no busão e uns 5 filmes depois...

26horas no busão e uns 5 filmes depois…

Problema resolvido, comida comprada, chegamos no evento e já fomos fazer as inscrições…. ai que emoção!

Enquanto isso, na fila de inscrições...

Enquanto isso, na fila de inscrições…

Pegamos nossos brindes, camisetas e fomos armar barraca e comer! Dia seguinte lá estávamos para as filmagens do vídeo do PRT e logo depois fomos escalar.

Uma galera descendo correndo uma piramba... ce ta loco!?

Uma galera descendo correndo uma piramba… ce ta loco!?

Na sequencia fomos escalar, e já de cara tivemos a impressão de que não escalaríamos muito. Muita fila nas vias. Mas muita mesmo. Mais que o Cipó no carnaval. Mais que a Ética na Semana Santa. Eram 1400 pessoas para escalar e mais 600 curiosos que estavam ali só pra ver (??!). Realmente tava treta. Mas felizmente achamos um lugarzinho ao sol hehehe

Entrada do Canyon La Buitrera

Entrada do Canyon La Buitrera

E começamos a escalar, e muito bloco solto, e algumas vias com chapas muito longe umas das outras, mas aquele negócio: Morrer vc não vai, mas se ta com o psico abalado, vai dar medinho! kkkk E eu que estava com psico abalado perdi cadenas bestas de 7a’s com proteção escassa e mandei 7b’s (inclusive um a vista praticamente) muito bem equipados. O negócio é não se cobrar muito se o psico não ajuda e aproveitar que tem muita via um pouco abaixo do seu limite e escala-las! Reparei tambem que de manhã eu tinha mais medo do que a tarde… mas que se o move era foda e a chapa tava pra baixo do pé, não importava se era de manhà ou de tarde, era fiasqueira mór…

Eu escalando um sextinho equipado pela Nina Caprez. Muita pedra solta!

Eu escalando um sextinho equipado pela Nina Caprez. Muita pedra solta!

Esse 7b derrubou UMA GALEEEERA a tarde toda enqto estavamos no setor, mas o Beto mandou a vista! Só que são tipo 6 chapas + parada em 30m de via :/

Esse 7b derrubou UMA GALEEEERA a tarde toda enqto estavamos no setor, mas o Beto mandou a vista! Só que são tipo 6 chapas + parada em 30m de via :/

Isa no mesmo sextinho das pedras soltas...

Isa no mesmo sextinho das pedras soltas…

Tava caindo MUUUUITA pedra, e esse setor, o Jardin del Eden, tava bem foda de ficar. Escalamos duas vias e já deu. NA verdade a gente começou escalando no Ortigas, mas tava mto frio e tivemos que sair pro sol…

Porque ela falou que fazer essas poses é coisa de criança! Mas bem que ela deu risada né?! ;)

Porque ela falou que fazer essas poses é coisa de criança! Mas bem que ela deu risada né?! 😉

No dia seguinte ja fomos prum setor muito bem recomendado chamado Huelitas ou holitas.. mó da hora! Negativaço de agarrão com um monte de buracos! Só que: Mimimi Era de manha, e era tipo 30m de via com 7 chapas. Não tem psico abalado que aguente pra aquecer hehehehe Mas puta via da hora, eu é que não estava rendendo. Ainda.

30m de via e umas 6 ou 7 chapas. Morrer não ia, mas... PRA QUÊÊÊÊÊ???

30m de via e umas 6 ou 7 chapas. Morrer não ia, mas… PRA QUÊÊÊÊÊ???

Beto no 6c (7aBr) do Setor Holitas. Tudo a vista fi!

Beto no 6c (7aBr) do Setor Holitas. Tudo a vista fi!

Só sei que fiquei bem chateado. Sentia-me como um ator pornô com disfunção erétil. Impossibilitado de fazer o que mais gosta!! Mas graças à umas brasileiras muito gente boa, meu problema se amenizou. A Gláucia do Rio deixou um 6c+ (7b Br) equipado e eu dei um pega na via. Fui espanetando (ou seja, escalando rápido, inteligentemente porque era fácil e sem maiores percalços) até o crux, mó da hora, e lá, perdi uns 10 minutos (e a cadena), era um movezinho tenso de regletes e equilibrio.. tirei o move, entrei de novo e mandei! Ahu!! O Beto Aproveitou e equipou outro 6c+ ao lado e entrei no flash (só é flash pq sabia onde era o crux) e mandei! Uma leitura bem complicada, dei uma roubada na altura hehehe mas aí ja fiquei mais motivado!

Banho no Rio... leva a pá pra quebrar a camada de gelo em cima do rio!

Coragem pra guiar via com esticão ele tem… mas pra entrar na água de uma vez… vish… pior que eu pra guiar via com esticão! kkkkkk

A noite foi dia de banho afinal, já tava fazendo uns dias, mas enfim… água gelada, o negócio é não pensar muito e já sair caminhando sobre a água até ela chegar no saco. Daí em diante é só alegria. 3 minutos depois o banho está terminado. 🙂

Todo dia a noite rolava fogueiras espalhadas pelo camping, E claro, as baladinhas da PETZL. Acabamos não indo em nenhuma pois iamos sempre dormir cedo pra acordar cedo pra nao pegar fila nas vias, o que nem sempre se concretizava, mas enfim…

Fogueiras por todo canto..

Fogueiras por todo canto..

Uma das vias mais clássicas do pico...

Uma das vias mais clássicas do pico…

No sábado acordamos cedo e fomos pro climb. IN-CRÍ-VEL! Nenhuma fila na via mais badalada do pico,  a Mickey Mouse! Um Sexto grau negativo de agarrão que parecia de ferro fundido! Amazing!!

Piedra Parada ao fundo... Setor El Aero..

Piedra Parada ao fundo… Setor El Aero..

Essa era a ultima via antes das vias interditadas e desequipadas por conta das escavações arqueológicas…

Pensa num agarrão...

Isa descansando numa agarrinha da via….

E a tarde paramos tudo e fomos ver os RockStars escalarem… e Aí a Tietagem rolou solta!

Alizee Dufraisse na Seg do Dave Graham...

Alizee Dufraisse na Seg do Dave Graham…

Beto e Eu Tietando a Melissa Le Neve, super simpática!

Beto e Eu Tietando a Melissa Le Neve, super simpática!

E Beto e eu Tietando o Máquina, Dani Andrada!

E Beto e eu Tietando o Máquina, Dani Andrada!

Dani Andrada meio adverso ao uso de casco...

Dani Andrada meio adverso ao uso de casco…

E esse dia ficamos pageando os nossos fãs, foi mó da hora! Conseguimos coletar autógrafos de:

– Gerome Povreau

– Steve Maclure

– Mayan Smith Gobath

– Alizée Dufraisse

– Melissa Le Neve

– Florence Pinet

– Martina Cufar

– Philippe Ribiere

– Dave Graham

– Said Belhaj

– Dani Andrada

Só faltou da Charlote Durif, que não compareceu nesse dia, e quando cruzamos com ela, ela tava com o Biro-Biro e ficamos com vergonha de pedir o dela e o dele não.. kkkkkk

Bom, de noite como sempre jantinha, o casal Isabeto para a Barraca antes das galinhas por causa do climb do dia seguinte e eu, bem… socialzinho antes né? Fiz amizade com a Delegação Chilena da Petzl (de importadores, não de atletas) e todo dia a gente se reunia em volta da fogueira. Até conheci o importador da Petzl no Brasil, o Walker!

Um sextinho legal, comprido, ao sol, mó visu, divertido!

Um sextinho legal, comprido, ao sol, mó visu, divertido!

E no dia seguinte, mais climb. Fomos pro Setor El Circo, onde pude escalar um 6b com a Isa enquanto o Beto escalava de verdade. Depois tinha uns Brazucas na via do lado, trocamos com eles assim todos escalam 🙂

Mais uma vez a Gláucia deu uns betas bons e mandei no Flash um 6c (7aBr) muito legal com direito a mega entalamento de joelho! \o/  O Beto tava malhando um 7c que acabou mandando no terceiro pega, mas eu arreguei porque apesar de bem fazível, o crux tinha costura pra baixo do pé, e aí sabe como é… Popóoooooo (Ahhhh GENJA! TOME VERGONHA NESSA SUA CARAAA! – lembra da apologia com o ator pornô né?)

Beto bem no crux do 7c (7a Fr)

Beto bem no crux do 7c (7a Fr)

E essa foi a noite do grande churras! Rolou o tal do Chulipan (Pão com “linguiça” à moda argentina e a tal carne de cordeiro). Todos se serviram a vontade, comemos tranquilamente (apesar da fila pra pegar o cordeiro) mas sabe como é… igual no Bandejão: Cozinhar pra 2.000 pessoas não fica lá aquelas coisas… mas deu pra entender o espírito da coisa (do churrasco, não do cordeiro).

Isa no Canyon la Calavera

Isa mandando um sextinho negativo de agarrão no setor Calavera…

E Segunda fomos pro Setor Calavera, onde estavam as vias mais badaladas e disputadas. Nos outros dias tava bem foda de escalar ali (leia-se: impossível) mas segunda UMA GALEEERA ja tinha vazado entao rolou sussa. Fizemos uns sextinhos pra animar, muito legais, um deles negativo de agarrão, depois mais dois de 30m, um deles um pouco mais adiante, que é a a última via do Canyon(setor galinheiro), um sexto com várias barrigas, viradas de tetos e um cruxzinho lazarento totalmente díspar com o restante da via. Mas legalzinho.

Setor la Calavera visto desde o Final do Canyon...

Setor la Calavera visto desde o Final do Canyon…

E na terça de manhãzinha Isabeto vazaram e eu fiquei mais um dia, arranjei um parça alemão que não tava com medinho de cair. Bixo ligado no 220, daqueles que qdo ta frio vai escalar no gelo, esquiar, quando ta calor vai pra pedra, quando ta tempo bom vai fazer escalada alpina… Também, o Matterhorn no quintal da casa dele, o Montblanc a algumas horas… enfim. Fiquei com os móveis e entramos numa grande chaminé de 3 enfiadas de quinto grau. Ouvimos dizer que alguns Brasileiros tinham entrado dias antes. E eu fico me perguntando: COMO????! COMO?!?! COMO eles entraram na via e mesmo assim quando eu entrei eu tirei TONELADAS de pedra da via… Era questão de pegar a agarra que menos mexia, olhar pro lado e, ao encostar o cotovelo na rocha, caia maços e maços de laquinhas de pedra pra baixo. Um terror. Colocava o pé na agarra que menos respirava, e ao olhar pra cima o joelho toca a rocha e um chumaço de pedra ia pra baixo. Fui colocar um friend uma hora, e os outros friends do mesmo mosquetao ao encostar na rocha, fizeram desprender um playstation da parede que caiu no meu joelho… PQP!! Castelo de cartas é brincadeira, é sólido… ta mais pra… sei lá… Castelo de palitos de dente.. a via devia chamar osteoporose ou algo assim. Ah! E o final era um esticão de uns 10m até a base com entalamento de asa de galinha numa fenda de meio corpo. A-hul! Quando o Chris (aquele alemão pilhado) chegou em mim falou: Fiii, desencana dessa parada! Se comigo ha 10m pra direita da canaleta/chaminé tava tomando pedradas, imagina se eu guio a segunda enfiada e vc ta aqui na parada e não consegue desviar?! Deixa isso pra lá!!

Escalamos essa Chaminé na esquerda bem óbvia... descemos em 1/3...

Escalamos essa Chaminé na esquerda bem óbvia… descemos em 1/3… (sim, tem um maluco fazendo HighLine)

Pois bem, descemos e eu lembro que o Rapel foi mais aterrorizante que a escalada em si. Credo. Acho que tava considerando a hipotese de encarar as pedradas no peito da segunda enfiada só pra não ter que fazer rapel. Mas enfim. Descemos. Comemos, eu não estava muito animado e ele entrou numa via justo ao lado da chaminé que pareceu bem massa… entrei também e me animei, acho que era um sextinho. E depois no mesmo setor ele entrou num 8b Br e eu num 6sup, mó da hora negativo com uns buracos muito bons e uma virada, logo no começo. E aí ele tava com os pés todos fodidos de usar sapata apertada 5 dias seguidos e tinha parado. Mas eu queria fazer uma última antes de ir embora, afinal, era o último dia. Íamos fazer um sexto grau de duas enfiadas em uma só, no setor Mordor, totalizando uns 60m de via. No caminho vimos o mestre malhando um 10a (8a+ Fr) no Setor Ojos de Buda, e ficamos olhando e pensamos: Não tem nada pra gente escalar ali? Eu olhei o guia e vi que tinha um 7a br. Ah.. cheguei ali perto, analisei, a via tava na sombra, tava um calorzao, a via que eu ia fazer antes tava no sol e era sextinho… Gostei da rocha, das proteções… OK, fico com esta! Entrei sacando, e a vista. Foi mó da hora pois estava pilhado (já estava antes se não não teria optado por ir fazer a outra via) e meu nível de concentração e foco foram a milhão. Cada movimento era friamente calculado 10 movimentos antes. Fui subindo, com inteligência, fazendo a leitura da via conforme ia equipando, e quando cheguei no Crux… Era um movimento de monodedo, pé na mão e costura no pé… ui ui… Meu estado de concentração era tão grande que não hesitei. Também, o mestre estava ali do lado mandando a vibe (pro amigo dele na via do lado da minha) e eu não ia fazer fiasqueira de pegar na costura na frente do Dani Andrada né? hahaha entrei pro move do crux, montei na perna direita com o monodedo de esquerda, fiquei em pé, peguei num reglete, costurei e toquei pra base. Ahul! Um 7a a vista! Ok, ok, não é o primeiro e minha obrigação era ja ta mandando 8a a vista… mas a gente fica feliz com uma cadeninha assim no ultimo dia depois da fiasqueira dos últimos dias! 🙂

Imagem lúdica do Vale...

Imagem lúdica do Vale…

Voltamos pro Camping satisfeitos e começamos a arrumar tudo pois no dia seguinte era dia de vazar. O busão foi Lotado, e fui em pé mais da metade do caminho até Esquel. Lá ficamos num Hostel chamado El Caminante, onde foram super atenciosos e deixaram a gente ficar até depois do horário no dia seguinte, curti mesmo! Enquanto estivemos ali pudemos confraternizar com uma galera que nem escalava mas que estava de turismo por ali. Tomamos cerveja a tarde inteira com Noruegueses, (que estava no Roctrip), Argentinos, Russas, Francesas, Canadenses, Alemães, ingleses, enfim, foi mó da hora e no dia seguinte peguei o voo de volta pra casa. Mais uma noite dormida no Aeroporto, dois aviões e dois ônibus depois estava em casa! A-hul!

Esse é o Cris! Mas ninguém odeia ele, que eu saiba... (tu-dun-tssss)

Esse é o Cris! Mas ninguém odeia ele, que eu saiba… (tu-dun-tssss)

Resumo da ópera:

Realizei o sonho de participar de um Roctrip. Escalei abaixo do meu limite por uma besteira que já devia ter resolvido antes que é o medinho de cair (e de fato estava melhorando), mas deu pra escalar bastante. Não se cobrar muito nessas ocasioes e aproveitar e escalar o máximo que der é uma boa pedida quando a cabeça não deixa escalar mais grau. Já que tamo ali né? Ou escala um pouco menos forte ou não escala? Sem dúvida deu pra curtir. E ver tembém gente fazendo presepada na seg né? PUTAQUIPARIU! Tanto Brasileiro quanto gringos, meldels….. Gente, usem o Grigri direitinho conforme vem no manual ta? Não tem problema que vc vai demorar pra aprender. não é nenhum oitavo grau. Mesmo pq tem gente que manda só quarto grau e sabe dar seg direito, pq vc não tenta? Tivemos um acidente do nosso lado por conta de Seg vacilão que deixou barriga de corda e segurou o Grigri de maneira incorreta. O escalador veio pro chão de 10m de altura que nem um Saco de Batata. E olha que coisa: ele sempre tinha feito seg daquele jeito e nunca tinha dado nada! Pra vc ver como são as coisas! Estranho né? O jeito certo de dar seg é o que vc sabe, e que um dia VAI falhar, ou o jeito que é à prova de tonto?

Bom, além disso, também foi tempo para aproveitar o ambiente, conhecer algumas pessoas (com certeza deveria ter socializado mais), estar num abiente agradável, e o mais importante, quebrar com velhos hábitos daqui de casa que já estavam me incomodando. Também com os vieses da viagem a gente testa nossa paciência ali, depois de 50 horas de viagem e se defronta com perguntas como se vale a pena todo o sacrifício por algo assim. Mas são sonhos. Se a gente não se sacrifica para realizá-los, qual o sentido de tudo? Valeu a pena poxa. Ví de perto meus ídolos, conversei com eles (um marmanjo de 28 anos não pode ter ídolos e pedir autógrafo? Pedi memo!), escalei vias míticas da Patagônia, fiz uns rangos muito da hora, tomei banho de rio (3 pra ser mais preciso) e treinei meu espanhol e minha diplomacia. Ta bom né? Além do mais…. É o Petzl Roctrip maluco! Ano que vem a gente se vê na Januária! (brincadeira, não sabem ainda onde vai ser)…

Imagina a corda como não ficou?

Imagina a corda como não ficou?

Essa é uma agulha muito proeminente no meio do Canyon. tudo oitavo e nono até a ultima cordada de A0... Loucura!

Essa é uma agulha muito proeminente no meio do Canyon. tudo oitavo e nono até a ultima cordada de A0… Loucura!

Vista da minha barraca ao anoitecer todos os dias..

Vista da minha barraca ao anoitecer todos os dias..

Olha quem estava junto!

Olha quem estava junto!

 

 

Jason Andrada e outros vídeos

Bom dia senhoras e senhores! Depois da imensa quantidade de posts em menos de uma semana, de repente duas sem nada?! Foi pra compensar, claro! 😉 Na verdade tava naquele esquema sem internet, sabem como é!! Mas vamos lá, tenho muitos vídeos por desovar aqui! Começando com o vídeo Sensação do momento no interior, e assunto de todas as mesas de bar pós climb.. (e charutadas pré-climb). 

Apesar de altamente boicotado pela concorrência e pelos blogs especializados, as redes sociais são um excelente socialproof para demonstrar a popularidade de vídeos, e esse bombou! Apesar do 8a.nu não ter noticiado como parte do complô internacional contra os vídeos de escalada que não são em FULLHD, esse vídeo tem várias indicações aos prêmios da academia (do genja) nas categorias melhor roteiro adaptado, melhor figurino, melhor ator, melhor ator coadjuvante, melhor trilha sonora, melhor curta-metragem, melhor edição improvisada (alguém lembra mais algum?). O Vídeo é inenarrável e indescritível, mas marca o retorno do Jason Andrada (la roca… la regleta, regleta! Lo abaol- ROMO! Romo 1; Romo dôs! – Lembra?)

Veja o que a mídia especializada que se deu ao trabalho de comentar esse Blockbuster de sucesso das redes sociais tem falado sobre os vídeos:

“Porra Bruno, que da hora!” – Editor do blog parabenizando a um dos participantes do filme

“Não fui eu Não, foi idéia do gaivota” – Bruno, se eximindo de qualquer responsabilidade sobre o curta-metragem

“O Vídeo é inenarrável e indescritível” – Editor do Portal “Enquanto isso nao muito longe dali”

“La pregunta?” – Jason Andrada, sobre seus sucesso recente e instantâneo nas telas e mídias sociais…

Enfim serafim, é isso aí, parabéns e esperamos ansiosos por mais aparições de Jason Andrada e seu Cúmplice…

E se vc gostou, tem mais vídeos da dupla, mais tímida, só fazendo boulder sem muito alarde:

E voltando aos vídeos, depois de cruzar o oceano só pra ir num casamento, (Que não era o meu, que fique bem claro! como se não fosse um casamento muito importante hehe) Aproveitei para conhecer a “escuela” espanhola de Cuenca.. (em espanhol uma zona de climb com algumas falésias reunidas é conhecida como “escuela”… tipo São Bento: reúne Divisa, quilombo, falésia dos olhos, Baú, zinho, Ana Chata, entre muitos outros. Seria la escuela de São Bento. Mas voltando a falar de Cuenca, é um pico muito famoso por ter seus graus um pouco “puxados” (do tipo que nunca são decotados) e esticões meio desesperadores em alguns casos. Pude provar isso numa via sábado, porém, no domingo tive a felicidade de entrar numa via super negativa de agarrão (bidedos e buracos basicamente). Perfeitamente equipada. O resultado é a cadena de meu primeiro 8a no hemisfério norte e o vídeo abaixo:

E para encher-vos os olhos, dois vídeos Sulamericanos muito legais, o primeiro de duas minas (uma chilena e uma argentina) fazendo o FA de uma via de umas par de enfiadas (seriam umas 6 talvez?) no chile que varia de 9a a 9c… Fraca as mina!

E já que o assunto é América Latina, mais um, este em Cochamo Cochamó Cochamô (porra como que escreve isso?!)

http://vimeo.com/44731325

E se você está animado por mais vídeos:

Trata-se do “Trailer” de um filme sobre as escaladas na TABLE MOUNTAIN que é tipo o Pão de Açucar Sulafricano… promete! (Gui, já vai baxando aí pa nóes)

E vamos para o que interessa mais, que são vídeos da mulherada (trepando) escalando:

Uma garota (QUE GAGOTA!) do Leste europeu (seria Turquia? Não lembro, vi o vídeo faz uns 10 dias)… Enfim, de encher os olhos a mina de 15 anos mandando os graus!

E dois da Sashinha (Sasha Digiulian):

Onde ela meio que da entrevista, meio que escala e é meio que filmado debaixo… se vc ta sem tempo e não é fã da Sasha, deixa pra lá kkkkkkk

Já esse outro é mais legal, aparece a Americana arranhando um espanhol meia boca, mas até que ela se vira bem:

(É do Balearic Master, um campeonato que teve em Mallorca semana passada)

E chega por hoje, que daqui (mil anos) a pouco o Beto passa aqui pra gente ir escalar!

Fui!

Calça Bermuda? Conheça a “Cadeirinha Bermuda”!

Não sei se começo a falar do fator “tanga” de quem escala com aquelas calças da by jurássicas com cordura na bunda ou no joelho, ou do fator doug funnie que me acomete. Vamos pelo segundo: É muito difícil encontrar roupa decente para escalar no Brasil. Quando se encontra, e se olha o preço, normalmente o que acontece é pensar que o preço até está bom, um pouco caro, porém, até justo pois existe toda a cadeia de produção de distribuição bla bla bla. Mas o que se passa em seguida é que não tinhamos visto o número 6 do lado, indicando que aquele valor que julgávamos elevado porém justo, é a primeira parcela de outras 5 que se seguem: Tornando a compra de roupas de escalada no Brasil uma verdadeira piada. Só compra roupa de marcas de montanha no Brasil quem tem dinheiro sobrando, pois quem compra com lógica e razão nunca vai comprar uma camiseta por R$120 ou uma calça por R$180. A menos é claro que você esteja acostumado a comprar roupa no shopping e compra suas camisetas Pollo e Raulph Laureen em promoção por R$150. Eu pelo menos não pago nem R$40 numa calça Jeans. NO FUCKING way. Tenho só 2, e uma custou menos que isso (R$39 nessas lojas tipo “Lojão Éd+”, e a outra minha mãe me deu (e foi no mesmo esquema). Minto, agora tenho 3 mas a terceira também foi presente :). Enfim, depois de dissertar mil anos sobre moda, economia e sociedade, vamos ao que interessa: O Fator Doug Funny. Doug Funnie era o cara que tinha sempre a mesma bermuda, a mesma camiseta e o mesmo colete verde em todos os episódios, e, inclusive mostra uma imagem de seu guarda roupa num episódio, onde todas as peças de roupa são iguais. Pois bem, eu, com 1,90m tenho o complexo do shorts da copa de 70, pois qualquer short normal me fica pra cima do joelho, o que, com cadeirinha, faz com que fique ainda mais curto, me deixando parecidamente com um short que a seleção usava na copa de 70 (também conhecido como shortinho da FUNAI). Daí que nos últimos anos encontrei em super promoções umas bermudas longas (que na espanha-italia) são conhecidas por modelo “Pirata”. A coincidência é que parece que não sou só eu que sofre o efeito “short copa de 70” pois essas calças estão cada vez mais na moda (Na moda é o caralho, estão é menos raras de se ver por aí isso sim). Com a escassez desse tipo de roupa a preços justos no Brasil (leia-se: inexistência por completo), sempre que encontro uma, acabo comprando como garantia para caso a minha bermuda atual não esteja mais em condições de uso (visto que uso muitissimo), eu tenha uma reserva. Nesse pensamento acabei percebendo que sofro do efeito doug funnie de estar sempre com o mesmo estilo de roupa hahaha Sempre a mesma bermuda cinza um palmo pra cima da canela.

Doug com a única roupa que ele usa, igual a mim hahahaha

Já sobre o fator tanga/calça da by, é que sempre que vemos a galera que está começando a escalar, eles acabam querendo comprar uma calça para escalar, e o mercado acaba impondo a única alternativa, longe de ser a melhor, para vestuário em calças para escalada. As famosas “Calças da By” (finaaaaada By). Com cores que deixam qualquer fã da banda Restart com inveja, essas calças foram a coqueluxe da moda de montanha no final dos anos 90 e começo dos 2000. Normal também porque quem se avautura a escalar ja tem um certo contato com a montanha através das caminhadas, e daí também saem muitos iniciantes da escalada com as coloridas calças. O que passa é que para escalar esportiva, calça comprida não é lá muito cômodo por pelo menos 2 motivos, e logo quem começa a escalar mais/melhor vai se dando conta disso:

– Efeito Jorge Ben Jor: Moro num país tropical abençoado por Deus e Bonito por natureza, mas que beleza. Calça comprida é quente, e com cadeirinha a cordura atrás faz com que o suor da bunda seque mais devagar, causando desconforto, já que quando faz muito calor, como a bunda sua! Logo, não é uma boa pedida.

– Efeito esportivista: Se você vai a uma falésia esportiva, as aproximações não são tão grandes, e não há tantos espinhos, urtigas ou animais peçonhentos para se proteger (sem falar que uma calça comprida não vai te proteger de uma picada de cobra), e logo, não tem porquê se usar uma calça comprida em detrimento do calor que você vai passar. Segundo que é muito importante estar olhando para os pés enquanto se escala, e com uma calça boca de sino que cobre toda a sua sapatilha e quase não te deixa ver a rocha onde está pisando não é muito inteligente, principalmente se você está querendo encadenar algo no seu limite (leia-se: Está praticando escalada esportiva).

A solução seria uma calça bermuda, mas como ela custa os olhos da cara (parece piada o quanto uma merda de calça de marca de escalada custa no Brasil), também está fora de cogitação. Logo nos sobram as bermudas. A não ser que você seja o Gibara que só escala com a mesma calça de sempre ou o Raul, que escala com o mesmo furo (que tem uns panos em volta e quase completam a definição da palavra calça) há 20 anos, que é a calça da cadena, então você pode utilizar uma bermuda confortável, fresca e arejada para sua escalada, de qualquer marca. A menos é claro, que você tenha 1,90m e bermuda de surf seja muito difícil de encontrar no seu tamanho, e que nao lhe pareça o shortinho da copa dee 70. Aí a única solução são as calças de mano, mais longas, porém com materiais um pouco grossos para a prática esportiva, ou as de yoga, que são raras de encontrar e as vezes custam caro (mas sempre tem promoção boa na Decathlon). A menos, também, é claro, que você vá fazer escaladas tradicionais em que é preciso mesmo da proteção extra oferecida por calças compridas e tecidos tecnológicos contra vento, frio, atrito, etc… o que não é o caso da escalada esportiva.

PORRA VELHO?! Mas porque você escreveu tudo isso??? (tudo pra vc entender a seguinte frase) É que agora seus problemas com calças da By acabaram!! Claro, você ainda fica fadado ao efeito doug funny, mas veja só o que a Mammut acaba de lançar:

Em princípio parece uma Bermuda com Rack?

Sensacional a idéia de fazer uma bermudeirinha, ou calça-deirinha ou cadeimuda? (que merda genja). Em carioquês fica ótimo: Bermudriêr! Confira comigo no replay o que é:

Até que não é feia não!

Note que não tem fivela, ela é fechada pelo nó 8 da corda!

Detalhe para o encordamento…

Parece que o cara ta solando ou escalando com a corda amarrada na cintura..

Das últimas 8 provas da copa do mundo, 7 foram vencidas por gente usando essa calça (no caso, o mesmo Jackob Shubert hehe)

A Mammut fala que é um conceito novo, com material elástico, stretch, bla blá… Bom, também não vou fazer MAIS propaganda gratuita do que já estou fazendo, mas acontece que é uma novidade bem inédita, forte candidata ao troféu “Enquanto isso não muito longe dali” 2012 na categoria lançamentos.

O impressionante é que como tudo, nada se cria tudo se copia, e essa calça já era um conceito utilizado aqui no interior, e quem lançou a moda foi o escalador faiado Tiago, de São João, amigo do Vadico, que usava a bermudeirinha porém ainda dependente da perneira da cadeirinha… e a Mammut descaradamente copiou, e aperfeiçoou, confira:

Tiago e sua adaptação técnica não padronizada*

Detalhe para o encordamento impecável

Bom, o que vai acontecer é que essa calça vai ficar igual a minha calça de escalada (fato que acontece com o Rafa da Ana também, que só tem UMA calça pra escalar): Depois de uns 3 meses ela vai começar a ficar em pé sozinha, vai começar a apresentar furos, pequenos rasguinhos, e depois de um ano vc vai ter que aposentá-la. Imagina-se então que uma calça/cadeirinha que tenha que ser aposentada em um ano, deva custar mais barato que uma que pode ser usada mais tempo (e revesada né?). Acredito que essa va custar o dobro, mas também deverá ter em seus materiais mais tecnologia para que dure mais. O Foda é ter só uma bermuda pra escalar, e nas trips ter que ficar lavando a noite hahahaha Até parece… Acho que essa calça já entra no mercado com um apelido: Não é calça bermuda, nem cadeirinha bermuda, nem bermudriêr (na verdade ela chama realization shorts). Vai ser a calça-gambá (e não, não vem com o símbolo do corinthians na barra pra vc não pensar em dar um curintxa nas vias). Na verdade essa calça ta mais pra cadenas extremas e campeonatos/competições mesmo, não creio que vá ser muito corriqueira em falésia. Bom, eu não animei em comprar uma: A Mammut não deixou muito claro esse negócio de lavagens  e talz, e sabemos como fica a roupa depois de muito lavar. Pro Raul vai ser perfeita, ele lava as roupas de escalada dele tanto quanto a cadeirinha!  E para as “gagotas”, também vem novidade por aí, da um “fraga”:

Para o público feminino, saídeirinha (saia+cadeirinha) ou saidinha 😉 se vc toma uma vaca ela abre igual paraquedas! kkkkk (brincadeirinha)

Enfim, serafim… Eis a novidade!

Em tempo: PORRA TIAGO… DE CROKS?????

=============UPDATE=============

Em tempo: nos EUA essas calças são chamadas Manpris e tem fama de ser “Aquelas calças horríveis dos europeus, o masculino das calças femininas Capri”, e é sinônimo de boiolice. Até num festival de escalada com formato inusitado ali, quem chegava usando essas calças perdia pontos…

Licença poética: Se você escala mais que oitavo grau a vista pode vestir ou deixar de usar o que você quiser. A seguir ponho umas fotos que comprovam o que eu quero dizer com licença poética.

Wolfgang Gullich: Esse aí podia usar o que ele quisesse quando quisesse, onde quisesse!

Vira e mexe aparece o Chris sharma escalando com suas Bermudinhas da Prana à lá copa de 70…

Oba, o Spandex está voltando?!

E abaixo dois exemplos que não se encaixam na licença poética…

Bem, venhamos e convenhamos….esse não manda mais que quinto grau, alguém tem dúvida?

Aí as calças da By na moda teen em seus modelos sem cordura nas cores vermelho desgraça, verde limão, olho roxo e azul calcinha… Nenhum deles é escalador pois “…essa coisa de sofrer pra mandar uma via é muito triste!”

O Beto por sua vez escala oitavo grau quase à vista, (segundo pega conta?) e por isso tem licença poética para vestir o que ele quiser! (na foto ele aparece limpando pichação de gente que curte a banda da foto anterior)