Conheça melhor a EDELRID

Edelrid_2013

Muita gente tem me perguntado sobre a Edelrid. Para alguns, é uma marca nova, para outros, é “A marca”. As pessoas tem curiosidade de saber mais sobre essa marca com a qual tenho trabalhado nos últimos meses, e é fascinante ver o interesse que as pessoas tem pelo novo, tipo criança com uma nova história. Acho que a escalada tem esse poder sobre as pessoas: de fazer a gente se sentir criança de novo em alguns momentos.

Pra quem não sabe, a Edelrid é uma fabricante Alemã de equipamentos de escalada e montanhismo. Atualmente com um pouco mais de 150 anos de história, como eles mesmos dizem, são 150 anos de paixão pela escalada e pelo montanhismo, 150 anos de criatividade e inovação. Eles foram demolidos e reconstruídos duas vezes, e a empresa foi vendida outras tantas.

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Quero muito uma dessa. (Costura)

Nesse meio tempo eles simplesmente foram responsáveis por uma revolução no que conhecemos como escalada hoje em dia. Em 1954 a Edelrid inventou um conceito e lançou a primeira corda com Capa e Alma, característica que até hoje é o padrão para a produção das cordas de escalada de qualquer marca. Menos de 10 anos depois eles inventaram e produziram a primeira corda dinâmica do mercado. E teve mais, pois no ano seguinte lançaram a primeira cadeirinha de escalada, e dela desenvolveram a cadeirinha de quadril nos moldes das que utilizamos atualmente.

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Mas não parou por aí, pois na década de 70 o então dono da Edelrid, Claus Benk, que era escalador, lançou a primeira fita de costura “costurada”, que por acaso é o que praticamente todos os fabricantes produzem até hoje! A corda dupla também é invenção deles, de 1977! E seguindo as tendências, em 1994 lançaram a primeira corda de Canyonismo que bóia na água. Aí a empresa passou por um período em que aquele dono escalador não estava mais na empresa, ela foi comprada, foi vendida e ficou um tempo sem muita inovação. Até que em 2006 foram comprados pelo gigante grupo VAUDE, e aí voltaram a se estabelecer como empresa líder no ramo da escalada e as inovações voltaram a aparecer.

Primeira Costura do mundo: EDELRID

Primeira Costura do mundo: EDELRID

Praticamente 90% de seu leque de produtos atual foi desenvolvido ou melhorado nos últimos 5 anos, o que demonstra o tanto de inovação que eles tem criado. Cordas com tecnologias que aumentam sua durabilidade, certificações ambientais, cadeirinhas que não machucam, leves, que transpiram (tudo isso numa só), freios automáticos revolucionários, a primeira corda com dois diâmetros, o primeiro mosquetão com menos de 20g do mundo e o primeiro capacete dobrável também. É muita inovação pra uma empresa só! (Tanto que os cabos que sustentam a “capota” do Audi A8 conversível são da Edelrid).

Em outubro de 2013 tive a oportunidade de conhecer a fábrica em Isny, na Alemanha. Foi mais divertido que qualquer vez que eu tenha ido ao Playcenter ou Hopi Hari. Vocês nem imaginam como é a sensação de caminhar entre as máquinas que trançam cada fiozinho de nylon pra fazer uma corda! Ou entrar numa sala cheia de bancadas com pedaços de cadeirinha, fivelas, espumas, fitas e saber que é ali que eles literalmente INVENTAM as coisas que a gente é tão fascinado!

Certificação Ambiental Internacional de consumo consciente de recursos em toda a linha de produção dos materiais têxteis da Edelrid

Certificação Ambiental Internacional de consumo consciente de recursos em toda a linha de produção dos materiais têxteis da Edelrid

Em uma conversa de corredor com um dos desenvolvedores, fiquei sabendo que as cadeirinhas tem várias características meio que secretas que não são divulgadas, e que aumentam a segurança do usuário (tipo proteções antibobo). Que todas as cordas tem pelo menos um tratamento pra aumentar a durabilidade (algumas tem 3). As fibras são tratadas quando ainda estão no carretel, linha por linha, depois são trançadas, tratadas de novo, e só depois é que viram os elementos finais que vão dar origem ao trançado da corda, e ainda recebem o thermoshield. Isso para as cordas comuns, “sem tratamento”. Sem falar nas Dry. Vi também que todas as fitas são testadas individualmente e que TODAS as cordas passam 100% pelas mãos de profissionais que estão ali só pra verificar se há algum defeitinho, metro por metro, de milhares de cordas que são fabricadas semanalmente ali!

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O mais incrível de tudo foi conhecer o “Business Manager” da empresa, e descobrir que tinha sido o cara que abriu as primeiras vias aqui no Cuscuzeiro em Analândia em 1997!! Não por acaso ele tem uma casa em Chaltén e passa suas férias todo ano na Patagônia Argentina. E é assim com todos os funcionários, especialmente os que desenvolvem os produtos novos: Escaladores reais que enfrentam as necessidades em campo, ao contrário de outras empresas com seus engravatados divagando sobre como achar pelo em ovo (ou ganhar mais dinheiro).

E o mais impressionante, é que lá fora a melhor cadeirinha da Edelrid custa quase o dobro de uma Petzl, mas aqui no Brasil modelos teoricamente equivalentes chegam a custar menos da metade! Isso porque na Quero Escalar importamos e revendemos direto para os escaladores, sem intermediários, e sem custo Brasil, podendo assim praticar a livre concorrência sem fazer parte de cartéis que estipulam preços tabelados.

Propaganda_cadeirinhaPortanto, se você queria saber um pouco mais sobre a Edelrid, agora já sabe que ela é uma das maiores e mais antigas empresas de equipamentos de escalada do mundo e uma das que mais investe em tecnologia e inovação. E você pode adquirir seus produtos Edelrid na Quero Escalar sem custo Brasil, com entrega para todo o Brasil, com garantia, parcelamentos, enfim, só vantagem! Mais alguma dúvida?

Carsten e eu durante visita na Fábrica da Edelrid na Alemanha.

Carsten e eu durante visita na Fábrica da Edelrid na Alemanha.

Evolução dos logos da Edelrid

Evolução dos logos da Edelrid

Equipe QE fazendo bom uso dos materiais Edelrid! Transpiráveis e confortáveis perfeitos pro nosso clima úmido!

Equipe QE fazendo bom uso dos materiais Edelrid! Transpiráveis, confortáveis e perfeitos pro nosso clima úmido!

Se você não faz parte da solução…

Para bom entendedor...

Faz parte do precipitado!

Semana passada eu fiquei muito feliz pois teve gente famosa falando de mim. Depois falando de um amigo meu. Dezenas de amigos mandaram mensagens de solidariedade, me dando a maior força, antes mesmo de eu saber de tudo isso. Eu estava num momento tão zen naquele dia, que realmente aquilo não havia me afetado, e com tanta gente me defendendo, foi impossível alterar meu estado de espírito naquele momento. Por isso o post de hoje é em homenagem aos meus amigos que ao longo dos últimos meses/anos têm dado um super apoio e muita força – não só na semana passada, mas em todos os momentos da minha vida – quando estamos dividindo uma caneca de café no pico de escalada, uma seg, dando a vibe pr@s brothers/sisters mandarem aquela cadena de seus mega projetos (independente se é um quinto grau ou nono), numa conversa, durante uma cerveja pós-climb. A vocês, meus caros amigos, meu muito obrigado. Saibam que estamos juntos nessa e podem contar comigo, nós acreditamos num mundo melhor e lutamos por um ideal. E chega desse assunto que deu, né? Mais um pouco vou tirar meu MBA via comentários deste blog 🙂

Ah, e pra reiterar que tamo junto e agradecer a companhia de vocês nesses quase um ano e meio de atividades da Quero Escalar, fica aqui uma retrospectiva com algumas fotinhos, começando com as camisetas dos eventos (MINHAS, por sinal) que a Quero Escalar apoiou com seus pouco mais de 1 ano de fundada e receita de quase 2 salários mínimos por mês em média.

Sem contar as oficinas de escalada do CUME onde não ganhamos nada!

Sem contar as oficinas de escalada do CUME onde não ganhamos nada!

Mas é claro, 2 eventos é pouco. Pra 2014 estamos planejando com o Severino de Piracicaba um festivalzinho na ECS (Escolinha de Climb do Sevê), o João Ricardo me procurou e já acenei positivamente quanto a apoiar/patrocinar os 3 eventos de boulder de Campinas, Indaiatuba e Valinhos. E com a reforma completa que fizemos na Caixa d´água da Ufscar, estamos empolgados em fazer mais uma etapa do Campeonato Caipira esse ano aqui.  Estamos negociando com o Águia (Richard) da empresa Pedra Viva em Analândia um encontro de escalada no Cuscuzeiro para lançamento do Guia, que está em sua fase final. Ano passado e retrasado também houveram 2 oficinas de escalada esportiva do CUME por ano, onde também atuamos de maneira voluntária:

Oficina de Escalada Esportiva do CUME, formando novos escaladores e reciclando os antigos

Oficina de Escalada Esportiva do CUME, formando novos escaladores e reciclando os antigos

E como achamos que a escalada é um esporte livre, tal qual é feito na europa, que tal guias de escalada para que não seja necessário contratar nenhum guia?

Produção do Guia do Cuscuzeiro e Colaboração no guia de Arcos (detalhe)

Produção do Guia do Cuscuzeiro (ao fundo), Colaboração no guia de Arcos (detalhe) e patrocínio do Guia do Morro do Canal

E só uma curiosidade. Você sabia que as sapatilhas da 5.10 vendidas no site são de procedência do fornecedor nacional, com nota fiscal e tudo mais? Assim é com os equipamentos da Beal, da USClimb, 4climb, Base Brasil, Hard Adventure, Hipnose e a extinta Conquista, entre outros. O Setor de usados anda meio parado ultimamente, mas é porque temos dado ênfase a trabalhar mais com produtos novos DESDE QUE estejam de acordo com a política da empresa de oferecer preços JUSTOS.

Ocultei os preços pra não ficar chato pras lojas que colocam 240% de lucro em cima dos produtos.

Ocultei os preços pra não ficar chato pras lojas que colocam 240% de lucro em cima dos produtos.

Eu ia por também meu registro no SISCOMEX, mas ah, mudando de assunto: Atletas Quero Escalar!

Atletas que mandam décimo grau na vida, não na escalada.

Atletas que mandam décimo grau na vida, não na escalada.

Os atletas Quero Escalar são escolhidos pelo grau que mandam na vida, não só na escalada. São exemplos para os outros. São pessoas que chegam no pico de escalada e colocam um sorriso no rosto de quem está presente. São pessoas que tornam melhor a vida de quem se aproxima deles. São simpáticos acima de tudo. São eles que fazem mais pela Quero Escalar, do que a QE pode fazer por eles!

– Bruno Alberto “Beto” Severian

– Guilherme Oliveira

– Bia Gabriela Pedroso – Não tem “profile” na QE ainda, mas ela e o Gui são responsáveis pela abertura de um setor inteiro novo nas três pedras em Botucatu. O local antes contava com 3 vias, agora já está com 10. ( E contando…)

Bia na Primeira Viagem

Bia na Primeira Viagem

– Júlia Mara Martins – A Júlia é a maior biblioteca de Betas de vias do Brasil. Ela sabe todos os betas de todas as vias, inclusive as que ela nunca entrou. Com um bom humor inigualável, não tem tempo ruim com ela! É a mãezona do grupo, apesar da pouca idade. Mas experimente ofender o pico de escalada pra você ver o que pode acontecer. Em breve “Profile” na QE também, pois é a última a entrar “pro time”.

Julia estreando seu saquinho da Hipnose novo

Julia também é dona do Abrigo informal de escaladores “só para os chegados”, em São Carlos

– Este que vos fala

Bem, e tem a abertura de vias, mas isso é tipo um grande prazer pra nós, e fazemos com tanta alegria e entusiasmo que nem precisa colocar como atribuições da QE. Só acho que poderiamos estar furando mais, mas nossa região é cheia de picos com placas de Proibido a entrada, acesso complicado (sem trilha, estradas, plantação de urtiga, etc.) ou arenito de baixa qualidade, o que acaba dificultando o trabalho de busca por novos setores.

Conquistas em Botucatu, Arcos, Franca, Arcos, Cuscuzeiro,  Itaqueri da Serra e Invernada.

Conquistas em Botucatu, Arcos, Franca, Cuscuzeiro, Itaqueri da Serra e Invernada.

E muito bem! Chega por hoje. Mais uma vez meu obrigado pelo apoio. Para finalizar eu queria colocar aqui um vídeo que eu vi outro dia, que não é de escalada mas achei engraçado e lembrei dele, não sei porque, mas que fala em nome de uma ELITE que não me representa.

Já que vai fazer, faça direito!

A Daila Faz direitinho!

A Daila Faz direitinho!

Não, Não é propaganda de uma faculdade de advocacia. É sobre coisas que as pessoas fazem na escalada e que algumas delas acabam fazendo de qualquer jeito. Todo mundo sabe que eu tenho um monte de TOC’s (transtorno obsessivo compulsivo) na escalada. Na verdade eu sei que o mundo não vai acabar quando alguem coloca as costuras fora de ordem na mochila, ou quando não põe no elastiquinho a sobra de fita da cadeirinha quando passa pela fivela. Mas a maioria dos meus TOC’s sao bem justificáveis e a sua não observância pode sim levar ao fim do mundo… pelo menos pra quem não se atenta a elas. São fatos que eu presenciei muito na espanha, e na época ficava assustado pois no Brasil aquilo não acontecia (muito), mas hoje está se tornando perigosamente corriqueiro. Eu estou falando de gente com a cadeirinha vestida ao contrário, costuras com o gatilho curvo pra cima, dois “strings” no sling, solteira passada somente na cintura ou na perneira da cadeirinha, rapel de chapeleta de canto vivo, barriga de corda arrastando no chão antes do escalador clipar a segunda chapa, nó faltando uma passada ou com 7 arremates pela sobra de corda, e claro, o campeão dos campeões (Não é dar curintxa na via, que isso pode!): fazer seg ERRADO.

Assim você MATA o escalador

ERRADO

Assim como o Schumacher (desculpe o paralelo antigo, desde quando ele era o N°1 que não acompanho fórmula 1) não pode andar acima do limite de velocidade na cidade, nem estacionar em local proibido, você também que manda décimo grau não pode fazer a seg ERRADO dos seus coleguinhas. Você sabia que em uma queda de 10m, você tem apenas 0.98s ou 98centésimos de segundo para que seus olhos mandem a informação para o cérebro, ele interprete a situação e mande o comando para que sua mão saia de onde estiver e segure a corda? Dessa nenhum bolt te salva, nem Usain Bolt! (tu-dun-tsss). Foi pensando nisso que os fabricantes de freios para escalada (ATC, GRIGRI, CINCH) mandam junto com o seu freio, um EXTENSO manual explicando como usá-lo e principalmente, COMO NÃO USÁ-LO. Assim como não passa de um mito (machista, diga-se de passagem) de que toda loira é burra, também existe um mito de que o GriGri trava sozinho. GriGri NÃO TRAVA SOZINHO. Mas o buraco é mais embaixo pois tem gente que solta a mão inclusive dando seg de ATC!!!!

Nunca solte a mão na corda. NUNCA.

Nunca solte a mão na corda. NUNCA.

Desculpas baratas como “Ah não, de boa, ele não vai cair agora” ou “Ele conhece muito bem essa via” não colam, principalmente quando você está escalando uma via, a 20m de altura, na parte facil dela e olha pra baixo e o seu seg de braço cruzado sem a mão na corda, te dando seg de ATC. É nessa hora que você PODE MORRER. (Afinal, pedras quebram, sapatilhas escorregam, abelhas e vespas picam, aranhas assustam – inclusive se ele estiver de Grigri). Partindo-se do pressuposto da reciprocidade, se você não quer que façam isso pra você, você também não faz isso pra ninguém. E se você se acha muito experiente porque a vida inteira sem a mão na corda e com a mão direita na alavanca seu Grigri travou sozinho (o que dá umas 500 ou 1000 vezes talvez), que tal ouvir a opinião de quem fez 1.000.000 de testes e somou a experiência de escaladores profissionais do mundo inteiro, que caem sem avisar o seg “Vou cair, retesa” e tiraram dados estatisticos que colocam que SE NÃO SEGURAR A CORDA, NÃO VAI TRAVAR. Pelo menos não um em cem? Em mil? cinco mil? Eu é que não quero deixar a VIDA do meu melhor amigo, da minha namorada, daquele cara que me deve uma grana, nas mãos do acaso. Tá aqui comigo, não abro a mão, pode voar a vontade sem avisar que to esperto na seg deve ser a sua “Frase de exibição” enquanto estiver na funça de segurar alguém escalando. E de fato fazê-lo. As vezes não é morte, é pé torcido, é uma perna quebrada, é um traumatismo, uma hemorragia interna, um hematoma… enfim. CULPA SUA. Ahhh, mas escalada é um esporte de risco, o escalador tem que saber que está suscetivel a isso… Ah tá… então o que você fez é propaganda enganosa, porque entrar numa via esportiva com chapa de metro em metro e ainda correr o risco de se matar por vacilo do seg é muita “Falta de sacanagem” do seg. Quem nunca solou um quinto grau cuja seg era dada pelo seu amigo que nunca tinha vestido uma cadeirinha na vida, que se atire da primeira pedra. Mas lá naquele oitavo vc pediu a seg do seu truta experiente né? Então, porque será? Bom, se você leu até aqui é porque você concorda que existe o jeito certo de usar seu freio (freio não né Mário Alberto, estamos falando é do GriGri né), e que ele inclui em não soltar a mão da corda nunca para qualquer tipo de freio, e de não bloquear o mecanismo de travamento (caso ele tenha um).

Movimento APENAS para a hora que o escalador precisa de corda rápido (vai costurar por ex.)

Movimento APENAS para a hora que o escalador precisa de corda rápido (vai costurar por ex.)

E falando em GriGri, tem mais uma coisa:

Além de não soltar a mão direita da corda do momento que o cara tira o primeiro pé do chão até o momento que ele coloca os dois de volta, também você deve saber que Grigri tem um lado certo pra cima e outro pra baixo. E que ele DEVE ser colocado no Loop da cadeirinha. Principalmente a galera das antigas, da época do Guaraná de rolha, cordas de sisal e que as cadeirinhas não tinham loop, ou da galera mais nova que aprendeu no boca boca com essa galera da antiga e nunca se reciclou ou sequer leu uma linha do manual daquela super cadeirinha nova e moderna de 200g que o amigo trouxe na mala da gringa. Esses ainda dão segurança com o mosquetão na perneira e cintura da cadeirinha, torcendo o GriGri erroneamente para o lado, e solicitando o mosquetão em direções as quais ele não foi designado para. (sem contar que é uma bosta, apertado e esquisito passar nos dois pontos). Bem, se você não usa o Loop pois não confia “num ponto só”, não arme top ropes com parada equalizada. Afinal, é uma fita só que une as 2 chapas né Capiroto? O que te faz pensar que o seu loop não é mais seguro pois aquela sua cadeirinha da conquista feita com estofado de sofá e cinto de segurança ja tem 10 anos, mas a cintura e a perneira dão conta de segurar uma bela voada? Seu loop é a parte mais forte da sua cadeirinha!   (precisando de uma cadeirinha nova? Clica aqui hehehe)

Então leia o manual de tudo que você comprar até a dessossar todas as informações! E Não tenha vergonha de admitir que tem dificuldade em vestir uma cadeirinha direito nas primeiras vezes. É normal, depois vc pega a manha! Mas Porfa! Veste ela direitinho, nem que lhe custe 3 ou 4 (ou quantas forem necessárias) colocadas e tiradas até que a perna esquerda esteja na esquerda, a direita na direita, e ambas orientadas na direção certa. E que a fivela esteja fechada, o loop não torcido. O mesmo vale pra quem já faz seg errado, ou ta aprendendo: Desbique, trave, puxe a corda do seu amigo que está escalando (de preferencia uma via abaixo do limite dele) enquanto você aprende a fazer seg direito, mas insista em fazer corretamente a segurança e não se deixe levar para o lado negro da Seg!!! Você vai ver que custa muito pouco! Fazer seg em duas ou tres vias do jeito certo já terá sido suficiente pra vc dominar a técnica. Tem muita gente descordenada que faz direitinho, não é possível que você não consiga! Lembre-se: A sua humildade pode salvar uma vida!

Ademais, recomendo a extensa leitura do artigo em ingreis (veja as figuras pelo menos, Anarfa) sobre o uso do GriGri que tira TODAS as suas dúvidas sobre seu uso.

Calça Bermuda? Conheça a “Cadeirinha Bermuda”!

Não sei se começo a falar do fator “tanga” de quem escala com aquelas calças da by jurássicas com cordura na bunda ou no joelho, ou do fator doug funnie que me acomete. Vamos pelo segundo: É muito difícil encontrar roupa decente para escalar no Brasil. Quando se encontra, e se olha o preço, normalmente o que acontece é pensar que o preço até está bom, um pouco caro, porém, até justo pois existe toda a cadeia de produção de distribuição bla bla bla. Mas o que se passa em seguida é que não tinhamos visto o número 6 do lado, indicando que aquele valor que julgávamos elevado porém justo, é a primeira parcela de outras 5 que se seguem: Tornando a compra de roupas de escalada no Brasil uma verdadeira piada. Só compra roupa de marcas de montanha no Brasil quem tem dinheiro sobrando, pois quem compra com lógica e razão nunca vai comprar uma camiseta por R$120 ou uma calça por R$180. A menos é claro que você esteja acostumado a comprar roupa no shopping e compra suas camisetas Pollo e Raulph Laureen em promoção por R$150. Eu pelo menos não pago nem R$40 numa calça Jeans. NO FUCKING way. Tenho só 2, e uma custou menos que isso (R$39 nessas lojas tipo “Lojão Éd+”, e a outra minha mãe me deu (e foi no mesmo esquema). Minto, agora tenho 3 mas a terceira também foi presente :). Enfim, depois de dissertar mil anos sobre moda, economia e sociedade, vamos ao que interessa: O Fator Doug Funny. Doug Funnie era o cara que tinha sempre a mesma bermuda, a mesma camiseta e o mesmo colete verde em todos os episódios, e, inclusive mostra uma imagem de seu guarda roupa num episódio, onde todas as peças de roupa são iguais. Pois bem, eu, com 1,90m tenho o complexo do shorts da copa de 70, pois qualquer short normal me fica pra cima do joelho, o que, com cadeirinha, faz com que fique ainda mais curto, me deixando parecidamente com um short que a seleção usava na copa de 70 (também conhecido como shortinho da FUNAI). Daí que nos últimos anos encontrei em super promoções umas bermudas longas (que na espanha-italia) são conhecidas por modelo “Pirata”. A coincidência é que parece que não sou só eu que sofre o efeito “short copa de 70” pois essas calças estão cada vez mais na moda (Na moda é o caralho, estão é menos raras de se ver por aí isso sim). Com a escassez desse tipo de roupa a preços justos no Brasil (leia-se: inexistência por completo), sempre que encontro uma, acabo comprando como garantia para caso a minha bermuda atual não esteja mais em condições de uso (visto que uso muitissimo), eu tenha uma reserva. Nesse pensamento acabei percebendo que sofro do efeito doug funnie de estar sempre com o mesmo estilo de roupa hahaha Sempre a mesma bermuda cinza um palmo pra cima da canela.

Doug com a única roupa que ele usa, igual a mim hahahaha

Já sobre o fator tanga/calça da by, é que sempre que vemos a galera que está começando a escalar, eles acabam querendo comprar uma calça para escalar, e o mercado acaba impondo a única alternativa, longe de ser a melhor, para vestuário em calças para escalada. As famosas “Calças da By” (finaaaaada By). Com cores que deixam qualquer fã da banda Restart com inveja, essas calças foram a coqueluxe da moda de montanha no final dos anos 90 e começo dos 2000. Normal também porque quem se avautura a escalar ja tem um certo contato com a montanha através das caminhadas, e daí também saem muitos iniciantes da escalada com as coloridas calças. O que passa é que para escalar esportiva, calça comprida não é lá muito cômodo por pelo menos 2 motivos, e logo quem começa a escalar mais/melhor vai se dando conta disso:

– Efeito Jorge Ben Jor: Moro num país tropical abençoado por Deus e Bonito por natureza, mas que beleza. Calça comprida é quente, e com cadeirinha a cordura atrás faz com que o suor da bunda seque mais devagar, causando desconforto, já que quando faz muito calor, como a bunda sua! Logo, não é uma boa pedida.

– Efeito esportivista: Se você vai a uma falésia esportiva, as aproximações não são tão grandes, e não há tantos espinhos, urtigas ou animais peçonhentos para se proteger (sem falar que uma calça comprida não vai te proteger de uma picada de cobra), e logo, não tem porquê se usar uma calça comprida em detrimento do calor que você vai passar. Segundo que é muito importante estar olhando para os pés enquanto se escala, e com uma calça boca de sino que cobre toda a sua sapatilha e quase não te deixa ver a rocha onde está pisando não é muito inteligente, principalmente se você está querendo encadenar algo no seu limite (leia-se: Está praticando escalada esportiva).

A solução seria uma calça bermuda, mas como ela custa os olhos da cara (parece piada o quanto uma merda de calça de marca de escalada custa no Brasil), também está fora de cogitação. Logo nos sobram as bermudas. A não ser que você seja o Gibara que só escala com a mesma calça de sempre ou o Raul, que escala com o mesmo furo (que tem uns panos em volta e quase completam a definição da palavra calça) há 20 anos, que é a calça da cadena, então você pode utilizar uma bermuda confortável, fresca e arejada para sua escalada, de qualquer marca. A menos é claro, que você tenha 1,90m e bermuda de surf seja muito difícil de encontrar no seu tamanho, e que nao lhe pareça o shortinho da copa dee 70. Aí a única solução são as calças de mano, mais longas, porém com materiais um pouco grossos para a prática esportiva, ou as de yoga, que são raras de encontrar e as vezes custam caro (mas sempre tem promoção boa na Decathlon). A menos, também, é claro, que você vá fazer escaladas tradicionais em que é preciso mesmo da proteção extra oferecida por calças compridas e tecidos tecnológicos contra vento, frio, atrito, etc… o que não é o caso da escalada esportiva.

PORRA VELHO?! Mas porque você escreveu tudo isso??? (tudo pra vc entender a seguinte frase) É que agora seus problemas com calças da By acabaram!! Claro, você ainda fica fadado ao efeito doug funny, mas veja só o que a Mammut acaba de lançar:

Em princípio parece uma Bermuda com Rack?

Sensacional a idéia de fazer uma bermudeirinha, ou calça-deirinha ou cadeimuda? (que merda genja). Em carioquês fica ótimo: Bermudriêr! Confira comigo no replay o que é:

Até que não é feia não!

Note que não tem fivela, ela é fechada pelo nó 8 da corda!

Detalhe para o encordamento…

Parece que o cara ta solando ou escalando com a corda amarrada na cintura..

Das últimas 8 provas da copa do mundo, 7 foram vencidas por gente usando essa calça (no caso, o mesmo Jackob Shubert hehe)

A Mammut fala que é um conceito novo, com material elástico, stretch, bla blá… Bom, também não vou fazer MAIS propaganda gratuita do que já estou fazendo, mas acontece que é uma novidade bem inédita, forte candidata ao troféu “Enquanto isso não muito longe dali” 2012 na categoria lançamentos.

O impressionante é que como tudo, nada se cria tudo se copia, e essa calça já era um conceito utilizado aqui no interior, e quem lançou a moda foi o escalador faiado Tiago, de São João, amigo do Vadico, que usava a bermudeirinha porém ainda dependente da perneira da cadeirinha… e a Mammut descaradamente copiou, e aperfeiçoou, confira:

Tiago e sua adaptação técnica não padronizada*

Detalhe para o encordamento impecável

Bom, o que vai acontecer é que essa calça vai ficar igual a minha calça de escalada (fato que acontece com o Rafa da Ana também, que só tem UMA calça pra escalar): Depois de uns 3 meses ela vai começar a ficar em pé sozinha, vai começar a apresentar furos, pequenos rasguinhos, e depois de um ano vc vai ter que aposentá-la. Imagina-se então que uma calça/cadeirinha que tenha que ser aposentada em um ano, deva custar mais barato que uma que pode ser usada mais tempo (e revesada né?). Acredito que essa va custar o dobro, mas também deverá ter em seus materiais mais tecnologia para que dure mais. O Foda é ter só uma bermuda pra escalar, e nas trips ter que ficar lavando a noite hahahaha Até parece… Acho que essa calça já entra no mercado com um apelido: Não é calça bermuda, nem cadeirinha bermuda, nem bermudriêr (na verdade ela chama realization shorts). Vai ser a calça-gambá (e não, não vem com o símbolo do corinthians na barra pra vc não pensar em dar um curintxa nas vias). Na verdade essa calça ta mais pra cadenas extremas e campeonatos/competições mesmo, não creio que vá ser muito corriqueira em falésia. Bom, eu não animei em comprar uma: A Mammut não deixou muito claro esse negócio de lavagens  e talz, e sabemos como fica a roupa depois de muito lavar. Pro Raul vai ser perfeita, ele lava as roupas de escalada dele tanto quanto a cadeirinha!  E para as “gagotas”, também vem novidade por aí, da um “fraga”:

Para o público feminino, saídeirinha (saia+cadeirinha) ou saidinha 😉 se vc toma uma vaca ela abre igual paraquedas! kkkkk (brincadeirinha)

Enfim, serafim… Eis a novidade!

Em tempo: PORRA TIAGO… DE CROKS?????

=============UPDATE=============

Em tempo: nos EUA essas calças são chamadas Manpris e tem fama de ser “Aquelas calças horríveis dos europeus, o masculino das calças femininas Capri”, e é sinônimo de boiolice. Até num festival de escalada com formato inusitado ali, quem chegava usando essas calças perdia pontos…

Licença poética: Se você escala mais que oitavo grau a vista pode vestir ou deixar de usar o que você quiser. A seguir ponho umas fotos que comprovam o que eu quero dizer com licença poética.

Wolfgang Gullich: Esse aí podia usar o que ele quisesse quando quisesse, onde quisesse!

Vira e mexe aparece o Chris sharma escalando com suas Bermudinhas da Prana à lá copa de 70…

Oba, o Spandex está voltando?!

E abaixo dois exemplos que não se encaixam na licença poética…

Bem, venhamos e convenhamos….esse não manda mais que quinto grau, alguém tem dúvida?

Aí as calças da By na moda teen em seus modelos sem cordura nas cores vermelho desgraça, verde limão, olho roxo e azul calcinha… Nenhum deles é escalador pois “…essa coisa de sofrer pra mandar uma via é muito triste!”

O Beto por sua vez escala oitavo grau quase à vista, (segundo pega conta?) e por isso tem licença poética para vestir o que ele quiser! (na foto ele aparece limpando pichação de gente que curte a banda da foto anterior)