LANÇAMENTO: “GUIA COMPLETO DE ESCALADA DO CUSCUZEIRO”

Essa é a cara do novo Guia!

Essa é a cara do novo Guia!

Senhoras e senhores, venho através deste post orgulhosamente convidá-los para a festa de lançamento do “Guia Completo de Escalada do Cuscuzeiro”. Sim! Está pronto, está impresso, está lindo de morrer. Como pai coruja, devo confessar que ficou melhor do que eu esperava. Cheio de fotos, com papel chique, colorido e com informações sobre praticamente TODAS as 61 vias do Cuscuzeiro, é um guia pra ninguém ficar perdido procurando via ou entrando em via errada. Até mesmo quem nunca veio pra cá de outros estados não terá dificuldade de, sozinho, encontrar o local, as vias e se divertir e aproveitar todo o potencial que o lugar tem para oferecer. Os detalhes do Guia você pode conferir aqui na QUERO ESCALAR =)

Detalhes de como utilizar o Guia

Detalhes de como utilizar o Guia

Mas eu quero mesmo é convidar a todos para a “FESTA DE LANÇAMENTO” que ocorrerá no dia 26, (sim, daqui uma semana) aqui na Biblioteca Comunitária da Ufscar, atrás da Caixa d´água de escalada do CUME. O Evento está marcado para começar as 19hrs, com sessão de autógrafos e para os mais incrédulos, show imperdível com os Ukulele Brothers, Cleber Harrison da aclamada Banda The Beetles One e Bruno Alberto (Vulgo Beto, que ilustra inúmeras vezes as páginas do guia). Só não vai rolar comes e bebes pois será no saguão principal da Biblioteca, mas isso a gente pode providenciar na sequência, o que acham? =)

Seção enxuta com informações das vias mas sem dar spoilers pra quem preza pela escalada à vista

Seção enxuta com informações das vias mas sem dar spoilers pra quem preza pela escalada à vista

O Guia será vendido a R$30 a partir do Lançamento, então aproveitem para prestigiar, adquirir um dos melhores guias de escalada do mundo Brasil e curtir um som com a dupla quem vem ensaiando e tocando junto há mais de 2horas! Depois quem anima um churras vegetariano com opções para os carnívoros?

Todas as vias detalhadas numa seção separada, tin tin por tin tin. Né milú?

Todas as vias detalhadas numa seção separada, tin tin por tin tin. Né milú?

Nos vemos lá?!

Adquira o seu! Vendas a partir do dia 26...

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Ah, e não esqueçam de solicitar a tabela de pré venda de produtos da Edelrid com preços especiais até dia 30/09!

Capa nova ED

Oficina do CUME

Aula teórica na sexta a noite..

Aula teórica na sexta a noite..

É já, foi.. e foi muito boa! Já faz vários anos que temos oferecido essa oficina de escalada para o pessoal que está começando a escalar. Nossa intenção não é formar logo de cara grandes montanhistas com mais conhecimento que o Rambo e um escoteiro juntos. Queremos que as pessoas que fazem essa oficina saiam daqui sabendo dar seg DIREITO, limpar vias COM TOTAL SEGURANÇA e sabendo usar e a verificar os equipamentos utilizados corriqueiramente na modalidade que mais cresce atualmente aqui na região (e provavelmente no Brasil todo) que é a escalada esportiva. Temos consciência que um final de semana pode ser pouco tempo, então trabalhamos esse pouco tempo e focamos no que realmente pode fazer a diferença. Muita gente começa a escalar e bate no peito dizendo que nunca fez curso, que aprendeu com um cara que fazia rapel na ponte em 1984. Nós respeitamos esse tipo de pessoa, mas oferecemos conhecimento e segurança para outro tipo de pessoa, aquela que começa a escalar e quer saber como fazer da maneira mais segura, e principalmente, PORQUÊ é mais seguro. Tanto as técnicas quanto os equipamentos estão em constante evolução (praticamente entrelaçados) e é importante estar sempre atualizado quanto ao uso e relação entre esses equipamentos e as técnicas verticais empregadas adequadas para cada atividade específica dentro do universo da escalada.

Eu como membro do CUME, com 10 anos de experiência em escalada, junto com outros membros do CUME com tanto conhecimento ou até mais, voluntariamente oferecemos essa oficina sem nenhum interesse lucrativo pessoal, apenas queremos que as pessoas escalem com segurança lado a lado conosco, uma vez que não tardará essas pessoas (muito antes do que se imagina) se tornam amigos e passamos a escalar juntos. O valor simbólico das inscrições é todo voltado para o CUME, o que é revertido em manutenção do espaço como na compra de agarras, chumbadores, equipamentos, estruturas para treinamento, colagem de agarras, etc… (manutenção essa que também é feita por nós mesmos).

A oficina, com 20 horas de duração sendo 4h de teórica e 16 de prática, frisa muito na repetição dos conceitos mais importantes para que as pessoas aprendam e saiam sabendo, inclusive identificar e corrigir outras pessoas que estiverem inadvertidamente cometendo algum deslize que possa vir a comprometer a segurança dela ou da pessoa que estiver escalando no pico.

Veja algumas fotos de como foi a oficina, onde 12 pessoas saíram sabendo realmente como fazer segurança pra quem está escalando, fazer o Partner Check e limpar vias com segurança:

Acima as fotos do sábado, onde eles aprenderam a fazer os nós, o Partner Check, a clipada e a dar seg guiada e de Top Rope de ATC e Grigri. Abaixo, as fotos de domingo quando puderam aprender a armar uma parada equalizada, dar seg para um segundo e limpar a via por rapel.

É isso galera! Não tenham dúvidas! Treinem, façam tudo sempre com muita segurança e não tenham medo ou vergonha de dar o toque se virem alguém dando seg errado ou com uma fivela aberta da cadeirinha, espalhem a palavra! =) E na dúvida, perguntem, estamos aqui pra isso!

Alguns ja tinham ido, mas aí estão os que restaram!

Alguns ja tinham ido, mas aí estão os que restaram!

E o mutirão?

Gaivota e Beto no Pau-de-Arara carregando lenha para os degraus!

Gaivota e Beto no Pau-de-Arara carregando lenha para os degraus!

O mutirão fui um sucesso! No sábado estivemos em peso os escaladores do CUME e agregados pra dar “Aquele” talento na trilha do Cuscuzeiro. Até quem fazia anos que não aparecia ajudou a por a mão na massa. Nomes como Gaivota, Bruno e Russo que andavam meio sumidos apareceram pra ajudar a deixar a trilha mais transitável e duradoura – leia-se à prova de chuva. Estivemos o Ives, a Isa, o Beto, O Greg, a Tha, a Ju, o Kops, o Sevê, o Gera,o Tui e eu (além dos supracitados). Com as ferramentas e materiais fornecidos pelo Sr. Oldair do Projeto Pedra Viva tivemos a chance de arrumar degraus, fazer contenções, colocar pedras, tocos, toras, ajeitar, alisar trechos, podar mato, colocar “corrimões” onde não se deve passar entre muitas outras coisas. Agradecemos ao Águia que esteve lá com a Motosserra fazendo estacas para as contenções dos degraus (tanto que até acabou toda a madeira que havia disponível pra isso!).  Infelizmente não pude ficar até o final mas não vejo a hora de voltar lá daqui 2 semanas pra verificar o resultado final!

Ives também levando lenha

Ives também levando lenha

A Isa botando em prática seu projeto arquitetônico para o degrau, e Bruno só de suplente!

A Isa botando em prática seu projeto arquitetônico para o degrau, e Bruno só de suplente!

Processo de construção de degraus - Contém a água e melhoram a trilha

Processo de construção de degraus – Contém a água e melhoram a trilha

Canaleta para escoamento de água - Extremamente importante desviar e frear a água que é o que fode mais a trilha!

Canaleta para escoamento de água – Extremamente importante desviar e frear a água que é o que fode mais a trilha!

 

E são essas as poucas fotos, quem tiver mais manda aí que eu coloco!
Valeu galera, teve bão! No domingo foi pouca gente, eu mesmo não pude ir, parece que terminaram alguns detalhes que faltava na trilha norte, mas parece que a trilha sul continua intocada (pra quem queria ajudar, #FikDik

 

CarnavArcos!

Carnaval em ritmo de festa!

Carnaval em ritmo de festa!

O sábio erótico Clóvis Basílio certa vez disse que …”O carnaval da Vivi Fernandes é um dos melhor carnaval”… (sic). Eu vou ter que discordar. Certamente Kid Bengala não conheceu a galerinha do bem que esteve no último carnaval escalando em Arcos, no Rastro de São Pedro. Foram 6 dias de muito climb, festa e  claro, como não pode faltar em todo bom carnaval: furação.

Com a proposta de fazer um Carna diferente, gente de todos os cantos lotaram o pico, que agora conta com 102 vias esportivas praticamente. Mesmo com tanta gente, não houve fila nas vias, pelo contrário, o que rolou foi o comentário de pessoas diferentes em setores diferentes, que aquilo ali tava parecendo um ginásio de escalada: Muitas vias equipadas e muita gente dando A VIBE. E já que era ocasião, teve gente até escalando de fantasia de carnaval. Galerinha do São Carlos Pression Team pode passar o rodo em vários 7a´s e tivemos vários “primeiros 7a´s redpoint, flash e a vista”. Eu mandei meu primeiro 7c em flash (Cafeína) e se eu tivesse visto que a parada da via era pra direita e não pra cima como eu achava, teria mandado outro 7c a vista (A estréia)! Foi loco ver o Ives despertando seu escalador interior que estava dormente, mandando vários 7a´s, e até o Cleber que escala a menos de 8 meses mandou a “entre a sol e a sombra”. Beto pra variar passeando em todas as vias abaixo de nono e o Daniel com a Li curtindo uns quintinhos. Até o Sérgio apareceu com a Rose!! O Gera pôde consolidar sua escalada com vários sétimos também e aprender como NÂO se deixa a corda durante uma escalada dura tipo a cafeína<momento acuzada!>.

Pudemos conhecer os setores novos, muita via nova e todo mundo sem ficar perdido graças a um croqui bem feitinho que pode orientar a todos onde estavam as vias. Sem contar as plaquinhas estratégicas com os nomes das principais vias dos setores. Por muitos anos eu falava que tinha isso na Europa e que era muito massa, que me ajudou muito nas minhas viagens por lá, mas os vovôzinhos do Climb ficaram de putaria falando que isso tiraria o espírito da aventura. Mas aí vc vai no pico, com mais de 100 pessoas, e pergunta se essas pessoas estão reclamando? Ou se estão tendo ótimos momentos escalando com a galera e dando risada? Enfim. Parabéns ao GT Arcos pela proposta, iniciativas como essa só agregam ao esporte, que vem crescendo desenfreadamente, mesmo com tanta gente fazendo tanto pra sugar ao máximo em vez de contribuir de maneira construtiva. Sempre vai ter uma chapa que podia estar mais pra lá ou mais pra cá, é natural. Nem tudo é perfeito e a escalada é feita por seres humanos. Então em vez de reclamar, que tal aprender com os erros alheios (e próprios, claro) pra não acontecer de novo e  mandar um “Muito obrigado” pra essa galera de Arcos que vem botando a mão na massa? Valeu galera. É o Peixe, é o Cintura,  Carlão, Alexsandro, Ricardo Animal, Maurinho e uma galera que eu nem conheço mas sei que dão um trampo pro fico estar filé desse jeito.

Quando escalamos pela primeira vez a “Tufantástica” 6º, ficamos de namorico com a paredes que tem pra direita dela. E no “dia de descanso” fui com o Ives pra esse setor. Escalei uma canaleta pra direita do setor laçando árvore, vários bicos de pedra e fiz “cume”. Puxei a furadeira e desde o cume bati na virada o primeiro furo da parada da primeira via que conquistaríamos no feriado. Escalamos um escalador alto e um baixo e marcamos onde seriam as proteções. Fiz quase todos os furos mas no final tive o privilégio de “ensinar” o Ives a fazer o seu primeiro furo. Ele que vem sendo meu fiel escudeiro em várias conquistas, agora está se emancipando e botando mais a mão na massa. No final subi a via fazendo o FA (de um quinto grau, vale isso Arnaldo?), paguei uma travessia pra esquerda com a ultima costura vários metros pra baixo do pé e, completamente torto e ejetando da parede, comecei a fazer o primeiro furo da via da esquerda. Mas a bateria acabou no meio e eu tive que voltar, desescalar e deixar pra outro dia. No último dia escalei o quinto grau de novo, paguei a travessia desajeitada pra esquerda, lacei mais alguns bicos pra proteger a grande queda/pendulo e consegui terminar de bater a parada dessa outra via. Calculei certinho onde a corda iria passar pra não pegar em nenhum bico e como diriam no jargão local, “implantei”. Escalamos, marcamos e furamos. Enquanto isso a Dupla de Betos furava o final de uma via que o Betão de Divinópolis ja vinha namorando a tempos, pra esquerda da macaco não tem culpa. O Betinho subiu a mãe gaia, atravessou pra esquerda e bateu parada e vários furos no final da via. Mas a logística ficou bem comprometida pelas baterias estarem fazendo por volta de 3 furos cada uma, então era o tempo de ir na casinha deixar pra carregar e voltar pra pegar outra. Acabou que a via dos Betos não foi terminada pelo sol intenso e as bateras, mas não tardará muito voltaremos pra terminar o projeto! A outra via terminamos, deixei o Ives começar, e com umas 4 idas e voltas à casinha pra pegar baterias, o Ives furou a via toda. Está graduado na arte de furar. Agora só falta pagar acessos duvidosos com proteções precárias pra bater as paradas rsrsrs

Além de muito climb e furação, rolou muita cachaça festa a noite. Os donos do Camping tão mais pra melhores amigos que outra coisa. Nos sentimos muito a vontade, e ficamos muito gratos por poder vir ficar na casa de amigos quando vamos escalar em Arcos, isso não tem preço! E claro, numa certa altura das festas noturnas diárias rolou o momento Bigodagem: Todos os homens barbudos cortaram a barba deixando só o Bigode à lá Freddie Mercury / Seu madruga e costeletas.  Mas tipo, rolou adesão praticamente completa de todo mundo! Até as meninas fizeram bigode de Carvão. Isa, Ju, Mel, Ives, Cleber, todos que não tem barba aderiram ao movimento. Por isso a via da esquerda que conquistamos ficou em homenagem à essa galera que cortou barbas centenárias: Bigodagem, 6º. A via da direita ficou muito gostosa de escalar e por isso ficou com o nome de: “Delicinha”, 5º.

Apesar das festas noturnas no camping , todos os dias na rocha era dia de festa. Gente escalando de peruca, cartola, fantasia de pirata, máscaras de carnaval, calças com reforço de cordura kkkkkkk Maior vibe MESMO, galera se conhecendo, escalando junto, foi muito massa! Pude conhecer várias celebridades que só conhecia por facebook, se tivesse caneta pediria até autógrafo hehehe

E foi isso galera! Tem muita historia pra contar mas dessa vez resolvi ser mais sucinto no relato e encher de fotos que agradam mais né? Qualquer dia desses eu upo no xvideos os videos que eu fiz com o celular das festas noturnicas!

Valeu demais a todos que conheci no Camping, vocês são demais e espero poder escalar com vocês de novo em breve! Aos parceiros que acompanham sempre _/\_ Gratidão 😉

Como foi o 14° Encontro de Escalada Londrina?

Pra resumir: Foi Sensacional.

14° Encontro de Escalada de Londrina

14° Encontro de Escalada de Londrina

Mas também eu sou poliana né? Hehehe O Encontro foi muito massa, deu pra conhecer gente nova, fazer amigos, e alguns deles inclusive saíram com sorriso de orelha a orelha com seus brinquedos novos. A Quero Escalar  apoiou o evento, e mais uma vez, um evento apoiado por ela foi um sucesso, a exemplo do campeonato caipira do ano passado. Ponto alto para o evento o rango de sábado a noite. Se eu fosse uma abelha não ia nem conseguir ferroar ninguém de tanto que eu comi. Tava bom demais: comida caseira, mandioca frita, franguinho, polentinha… ai meu deus. Mas vamos ao que interessa! haha

Depois de milhões de reais gastos com pedágio, chegamos na Olívia em Maringá quase 2 da manhã de sexta (pra sábado). Um strogonoff nos esperava e após saciados partimos pro sono. No dia seguinte acordei 6:30 e tomei o último banho do finde. Batemos aquele café da manhã “ishperrrto” tranquilamente e logo fomos pro encontro. Chegando lá socialização já no estacionamento, galera já veio loca nos equipos e após breve negociação sairam algumas comprinhas. Estou no ramo certo pq quando eu vejo a galera sorrindo com equipo novo nas mãos eu fico tão feliz como se fosse eu! 😀 Bem, e aí já tocamos pro pico. Perauzinho, o setor mais esportivinho. Muitas vias mistas que ninguém estava entrando, e outras chapeletadas com fila, mas normal, muita gente no encontro, era de se esperar. Equipei um quintinho pra aclimatar, e logo tentamos um sextinho do lado. Achei um pouco forte para o grau, ainda mais com a primeira chapa praticamente depois do crux, bem alta. Ali a galera sai sempre com a primeira passada (clipstickada), o que eu sou um pouco contra. Prefiro que a via fique bem protegida para ser equipada por quem está malhando o grau da via, especialmente à vista, o que incentiva mais os novos escaladores a entrar guiando. Mas não vou discutir isso pois creio que neste quesito não exista certo e errado, apenas estilo de conquista.

Deixei o Shimoto com a Olivia na fila de um 6°sup clássico do pico, a “Ocerco”, e fui na Highline. Perguntei se tinha alguém na fila e todo mundo me olhou com aquela cara de alívio sabendo que não teria que ser o próximo hehehehe O Réges foi primeiro, e logo me ajudou na minha vez. Ai meu caralhoooO!!! Que medinho que dá. É tipo se jogar com a costura pra baixo do pé, estando em dois agarrões: Você não quer cair hehehe. Mas aí saí do chão né? Tinha uns 15 ou 20m de comprimento sobre um vão de 30m de altura. Até que fui bem longe, modo autista ativado… caí praticamente na metade! Mas o bagulho cansa muito pra voltar. Pra voltar, pra arrumar. Cada vez que você vai voltar tem que pagar uma barra, puxar um abdominal com as pernas pra cima da cabeça, nossa senhora. Sei que depois da segunda tentativa, na qual arrumei os esparadrapos da fita, fiquei MO-Í-DO. foram tipo umas 15 barras seguidas de puxada de abdomen pra cima da cabeça. A mão nem fechava direito hehehe

Modo Autista [ON]

Eu andando na Highline

Depois disso fui almoçar e já devia ser umas 5 da tarde. A galera já tava dispersando, a sombra tinha tomado o pico. Aproveitei o tomelirrolímetro em alta e entrei equipando a via que o shimoto tinha ficado pra malhar com a Olivia (a Ocerco). A Olivia ta fortona mandando 7a à vista no cipó e ali no Perau com poucos pegas! Não sei se é porque eu estou praticamente ha 6 meses sem escalar (lesiona, para, volta, lesiona outra coisa, para, volta, lesiona de novo…) ou se era por causa das mil barras na HighLine, mas a mão abriu antes de chegar na base. O shimoto já tinha entrado mas não tinha mandado, mas resolveu entrar de novo pra cadena. NÃOOO CONSEGUIUUUU também hehehe Entrei de novo e chegando na base rolou a falência múltipla dos bracitos. Genial. O shimoto entrou de novo, e, apesar de não ter mandado, não ficou de shimotation e terminou a via na dignidade. E chega! Descemos e vazamos. A noite teve palestra da Flora sobre suas aventuras com o Chiquinho e o Tomi na Patagônia. Ela é a “dona” da Marca “Flora” que faz excelentes roupas femininas para escalada, e o Tomi excelentes roupas masculinas de montanha, sob a marca Quatro ventos. (e o Chiquinho da Alto Estilo), todos no pé do Anhangava e 4 Barras, Paraná. A janta como eu já disse estava sensacional e não durei muito acordado. O Shimoto já queimou a largada cedinho e eu ainda fiquei fazendo um social mas logo menos eu também fui.

No dia seguinte mesmo esquema: desmontar barraca, café da manhã tranquilamente, chegamos no pico quase meio dia. Fomos direto pra uma das clássicas do pico, a “De repente Califórnia”. Que saco ficar com aquela música “Garota eu vou pra califóoooorniaaa… viver a vida de cinemaaa” e só, pq depois fica repetindo o refrão pq ninguém lembra o resto.

A via é daquele jeito: Crux na saída, primeira chapa depois, na casa do chapéu. Protegi com um Tricam (seu lindo!) azul e fui tirando os moves. Estava me sentindo pesado e sem ritmo e o mega esticão da segunda pra terceira eu coloquei o Tricam laranja (que depois eu troquei por uma fita laçando o buraco). Daí não cai mais até a base. Via linda, sensacional.  O Shimoto entrou, caiu no primeiro Tricam, voltou, e conseguiu isolar a saída, foi até o final, e desceu. Entrei de novo e mandei na tora (Saudades do tempo que tava mandando 7b a vista, 8a com 2 pegas :/ ) mas mandei! O Shimoto entrou bem, e, sem Shimotar, caiu indo pra terceira, mas com dignidade. Voltou e terminou a via.

Shimoto costurando o tricam na saída da Eternamente California

Shimoto costurando o tricam na saída da Eternamente California

Almoçamos e fomos em busca de um quintinho. Só que havia poucos, e os poucos que tinha eram mistos ou em móvel. E os que eram em móvel tinham grandes esticões de parede lisa onde não parecia protegível, enfim, um pouco controverso. O bom é que a vibe da galera era ótimo e não foi difícil achar uma via. Com o dedo coçando pra entrar numa viazinha em móvel, entrei num 6° chamado “Milhão de peças”. Muito boa a via! Colocações perfeitas e agarras ao longo da lateral da fenda, e a costurada da base com direito a entalamento de joelho: maravilha! Ao nosso lado o pessoal ainda tomou umas picadas de abelha e foi mó trampo pra eles limparem a via. O Shimoto não quis entrar na via em móvel (começou a shimotação) e pediu pra eu equipar um 7a pra ele, cuja primeira chapa era tipo a uns 4,5m de altura, e mesmo tendo clipsticado, não consegui isolar nenhum move até a chapa. Ou eu to muito tanga ou era uma via nova, já que não tinha quase nada de magnésio. Acabei desecalando pela árvore, arrumamos as coisas e fomos embora pois iria começar o sorteio de brindes (OFERECIMENTO QUERO ESCALAR) no posto da Bica, logo na entrada da estrada de terra para o Perau.

E foi isso! Na volta pegamos um caminho alternativo pra pagar menos pedágio. 1,5h  a mais, e R$30 a menos pagos de pedágio. Bom, não fosse a pescaria entre eu e o shimoto no carro. Fomos falando muita merda pra variar. Os assuntos mais comentados na viagem foram shimotices e xoxotices, esta última que acorda qualquer um, principalmente embriagado de sono no caminho de volta!

O Evento foi muito legal, ótimo conhecer um pico novo, vias novas e voltar a escalar em grande estilo (sim, foi minha primeira escalada de verdade em meses). Tá Naná, com excessão da vez que escalamos no Rio, mas nessa ocasião não usei as mãos quase né?! hehehe

Eu praticamente na metade, momentos antes de sair voando

Eu praticamente na metade, momentos antes de sair voando

 

Ah! E pra variar, uma montagem com a nova expressão do São Carlos Pression Team que surgiu na viagem:

Shimoto nós te amamos viu?! hahaha

Shimoto nós te amamos viu?! hahaha

Quando vc fica de shimotation With me, cara? É quando vc desescala o crux inteiro em vez de pegar no próximo agarrão e costurar, ou faz uma via de agarrões pelos regletes hehehe ou ainda…. Náhh…. deixa pra lá! 🙂

Falou!

Falou!

 

 

14° Encontro de Escalada de Londrina

Coitado do Kalango na época em que era obrigado a escalar com sapatilha nacional!

Kalango moendo uma sapatilha Urucum no apogeu da finada Nômade, num 9a no Peral Vermelho

A organização do encontro soltou um release sobre o evento, que acontece daqui um mês praticamente. Este ano a Quero Escalar estará apoiando o Encontro com alguns equipamentos que serão distribuidos entre os participantes conforme os critérios adotados pela organização do Evento!

O Clube de Montanha Norte Paranaense realiza mais uma edição tradicional do Encontro de Escalada de Londrina nos dias 03 e 04 de Agosto de 2013. Nessa 14º edição, mantendo o formato já consagrado a muitos anos, teremos mais algumas vias novas e também o adrenante Highline. A base do encontro se dará no agradável Recanto Pinhão, onde os escaladores terão, na noite de sábado, uma palestra com um conceituado atleta da escalada e logo após participarão do jantar de confraternização seguido de um badalado Luau.

MAIS INFORMAÇÕES: Facebook – Encontro de Escalada de Londrina

INSCRIÇÕES: cmnp.escalada@hotmail.com  (solicitar ficha)

Programação do Evento

Programação do Evento

É isso aí galera, pretendo estar presente prestigiando o encontro e representando o São Carlos Pression Team! Agradeço à Olívia que fez a ponte com o pessoal da organização (ta, foi ela quem conseguiu) para que a Quero Escalar apoiasse o evento!

E para o pessoal de Londrina, Maringá e arredores que forem ao encontro: frete grátis para todos os produtos do site pois estarei entregando pessoalmente no evento!

Cesar Grosso num 9a no Peral Vermelho

Cesar Grosso num 9a no Peral Vermelho

Um 7b de teto nos aguarda!

Um 7b de teto nos aguarda!

Bastidores do Camp. Caipira 2013

É, só tinha os bam-bam-bam do interior no Caipira: Xitão, Lukinha, João Ricardo, Beto, Guilherme… o mais fraco ali manda 8a a vista, o mais forte já mandou décimo! Não tava fraco o negócio e apesar de serem escaladores fortes, são gente finíssima da mais alta estirpe, (um bando de figura isso sim se vc quer saber!). Aproveitando a reunião dos magnatas do Climb interiorano (não estavam todos, mas a reunião estava cheia de personalidades) aproveitei para tietar um pouco, e saiu um video que mostra bem o clima no campeonato… Sabe aqueles churrascos da turma? Pois é… só faltou a carne e a cerveja, pois a festa estava instaurada. Acompanhe: