Novo Pico de Escalada em São Carlos

Antes de você pegar o ponto do pico no GPS, favor ler o post até o final…

O Pico novo tem 40m, 25 de negativo e 15 de vertical final.

O Pico novo tem 40m, 25 de negativo e 15 de vertical final.

Pois nos últimos meses o motivo de estarmos tão sumidos é apenas um. As conquistas incessantes na nova falésia que descobrimos aqui em São Carlos. O Pico fica próximo da Caverninha, mas do lado contrário da Cuesta, mais para o lado da Invernada, só que com um arenito quase quartzito vítreo. Ano passado o Ives, Guilherme e eu demos várias pernadas em busca de picos novos e meio que sem querer, na volta de mais uma investida frustrada, reparamos que o carro estava esquentando. Por sorte tinha sobrado uma nalgene cheia de água esse dia. Quando paramos pra encher o reservatório de água do carro, eis que o Gui da uma pescoçada entre as árvores e observa uma ponta de rocha quase imperceptível. Como já estavamos ali mesmo, e tinhamos aproximadamente uma hora de sol ainda (abençoado horário de verão) tentamos alcançar a pedra, que parecia próxima. O primeiro acesso demorou: Muito mato, espinhos, arranha gatos e quase 45m depois chegamos à rocha que haviamos julgado que demoraria nem 10mins. Ficamos boquiabertos com o que haviamos descoberto. A Boca de uma E-NOR-ME gruta de arenito/quarzito com aproximadamente 40/50m de altura. Bem na curvinha do morro, virada pra dentro, não visível da estrada, a não ser pela pontinha da direita, por onde se chega.

Gui no ultimo furo da Pulo do Gato, primeira chapa da via.

Gui no meio da conquista da “Aqui é Lebron James”

Claro que alucinamos no pico e desde outubro as conquistas estão fervorosas e rolando em segredo, uma vez que tivemos problemas de acesso em outros 2 picos por causa da minha boca grande e escaladores inconsequentes (e já cheguei a ouvir de gente que nunca tinha aberto via dizendo: “…to indo amanha com fulano lá abrir via, se quiser ir blz, se não que se foda…”). Há hoje 3 picos de escalada com vias abertas com acesso proibido aqui na região de São Carlos. Não queríamos que esse se tornasse mais um, pois é muito clássico. Tão Clássico que começamos a chamá-lo de Eldorado. O suprassumo do que sempre estivemos buscando: Rocha boa, alta, não podre, com agarras, sem abelhas, sem problemas com proprietário e acesso rápido (o acesso, uma vez que a trilha ja está aberta, é em torno de 15 minutos).

Metranca nova e muita chapa..

Metranca nova e muita chapa..

Bem, por essa e por outras razões tocamos o projeto em segredo, só sabendo e tendo ajudado nas conquistas os mais chegados mesmo, como Beto, Ives, Guilherme e nem as respectivas estavam por dentro do que estava se passando. Pra vocês terem noção já tivemos que comprar outra furadeira, e a remessa de 500 chapas Gariglio que o Gui trouxe de BH pra Quero Escalar ano passado já estão acabando!!! O pedido de bolts que eu fiz na âncora ano passado também já está no final.  Ah! E – pasmem – nem sikadur tem sido necessário nas conquistas de tão boa que é a rocha! (com exceção de um furico ou outro numa faixa menos boa no comecinho da parede mas que ficou resolvido com os tais Bolts tipo “Alpha”.

Beto terminando uma das conquistas noturnas

Beto terminando uma das conquistas noturnicamente

Para nooooooossa alegria, (e para dificultar as conquistas) não tem uma fendinha no pico inteiro, então não teve linha desperdiçada com polêmicas sobre ser mista, móvel, solo ou com chapa. Todas as vias estão com corrente e mosquetão na parada, e em algumas inclusive deixamos Perma-draw nos crux que também ajuda pra limpar a via devido à negatividade da parede. Das 17 vias que abrimos desde outubro até agora, 9 terminaram com aproximadamente 28 ou 30m, 6 estão com 40m e possuem uma parada intermediária nos 30m para descer com corda de 30m, e apenas uma está com 18m que é um quintinho bem na direita onde a parede começa. Até agora ficou assim então, da Esquerda pra direita:

1deabril

A trilha de chegada é pela direita. Na rodovia São Carlos – Descalvado, entrar a direita no Km 12, andar 3km na terra e parar 100m depois do portão azul. A trilha vai estar logo a direita do lado de um Eucalipto perdido no meio da vegetação de cerrado.

1 – Tem dia que de noite é assim 7c

2 – A tara de shitara – 8c (7c até a primeira parada)

3 – Nunca mais vamos beber – projeto (deve ser um 9a, mas como só temos ido lá pra conquistar não mandamos ainda).

4 – Inferno astral – Projeto (até a primeira parada talvez 9a, depois, décimo quem sabe)

5 – Inferno de Dante – Variante da  Inferno astral, depois da 4º chapa vai pra direita, provavelmente 8a.

6 – Os gritos do surdo-mudo – 7b

7 – Até uva Passa – 6sup

8 – Quem poderá nos ajudar? 7a

9 – Só não te dou outra porquê… 7c

10 – Paixão Obsessiva Compulsiva – 8b (até primeira parada, depois talvez 8c)

11 – Que Medinho que me dão – 7a

12 – Lição de Casa 7b (Variante da 11, na segunda chapa vai pra direita)

13 – Aqui é Lebron James 8c (Até primeira parada, crux de bote na saídinha, mais 4 chapas até o final, 9b)

14 – Ouro 18 Pilates 8b (até primeira parada, 8b/c até o final)

15 – Errou feio, errou rude, 7b

16 – Singularidade espaço-tempo – 7b

17 – Vem com papai, vem.. 5sup

Conquistadores: Beto e Genja: 1, 2, 3, 7, 8, 9, 14, 16

Genja e Ives: 4, 5, 6, 10, 11, 12, 17

Guilherme e Genja: 13, 15

Conquista debaixo: Furadeira a tiracolo, jogo de camalots, de nuts, de Tricams, martelo, chapas, bolts, chave de boca... Acha! Ta levinho!!

Conquista debaixo: Furadeira a tiracolo, jogo de camalots, de nuts, de Tricams, martelo, chapas, bolts, chave de boca… Acha! Ta levinho!!

Bem, é isso galera, as conquistas não param! Lembrando que para QUALQUER via (menos a 17), corda de 30m obrigatório! Levem repelente pq os mosquitos pegam forte, loninha pra corda pq a poeira é grande, e PELO AMOR, se for CAGAR, enterrem TUDO, inclusive o PAPEL, bem escondidinho como se ninguém pudesse saber que você foi ali! Agradecemos aos chegados que doaram grana para chapas ou chapas propriamente ditas. A Quero Escalar tem apoiado bastante também doando mosquetões e correntes para as paradas as vias, então clipou desceu!

Foi mal galera, primeiro de Abril!

Foi mal galera, primeiro de Abril!

Galera, para não perder o costume, o post de primeiro de Abril deste ano foi hilária. Estava inspirado, por isso uma história tão consistente. NO ENTANTO, esse post poderia ser verdade se mais gente se envolvesse na busca por novas falésias que tenham potencial para se tornarem novos picos de escalada, nas politicagens e negociações com proprietários intransigentes de picos que já tem vias mas estão fechados (nunca chegaram a ser abertos – ou nos novos em potencial) ou ajudando na vibe pra tirar abelhas. Foi mau aí quem se animou com um pico novo, não seria da hora se tivéssemos um pico novo em vez de ficar emendando linhas entre vias nos picos já tradicionais existentes? Nada contra, aliás, adoro… mas ahhh como eu queria encontrar o meu Eldorado… sigo na busca!

Sessão Nostalgia

Já que o assunto é nostalgia, ninguém melhor que ela.. Lynn Hill pra decorar o post

Já que o assunto é nostalgia, ninguém melhor que ela.. Lynn Hill pra decorar o post

Uma pessoa muito especial reclamou que faz tempo que eu não posto vídeos, então o post de hoje é só disso. Assim que receber as fotos do curso que demos no fds farei o relato, mas adianto que foi bastante proveitoso e extremamente prático!

Vou começar falando sobre a volta do “Pornô da Escalada”. Calma, não é um vídeo que vazou do Chris Sharma e da Daila Ojeda feito com o celular dele. É uma expressão antiga e de maneira nenhuma é pejorativa, apenas adjetiva a maneira como é montado um vídeo de escalada. Quando eu comecei a escalar, a gente baixava os vídeos no Escalada Brasil, que normalmente era um cara/mina, mandando uma via ou boulder, com um som reggero-alternativo (leia-se: DUB). E Só isso. 5 minutinhos, saiu do chão, escalou, chegou no final, mandou, créditos. Lindo! Mantendo essa receita, mas um pouco mais elaborado, quantas milhões de vezes nós não assistimos à conclamada série Masters of Stone, ou mais ainda, a série de 5 ou 6 filmes Dosage? O Dosage ficou clássico com o Chris Sharma mandando a via Realization (via que depois voltou ao seu nome original, Biographie) e a famosa musiquinha do Ekoman qdo ele manda a cadena: “… Do you loooooveee….. My muuuusic? Parananapara*”

Quantas vezes não cantamos essa musiquinha qdo algum amigo mandou algum projeto?! (tipo o Animalzin na caixa)..

No Masters of Stone, Dan Osman Solando com a lycra azul e fazendo entalamento de joelho a 100m de altura sem as mãos no negativo (2:24 do vídeo). Metallica com certeza nunca mais foi o mesmo, e se alguém não conhecia ou não gostava, depois desse vídeo realmente virou o símbolo de uma geração de escaladores. A gente ainda ficava se perguntando como ele conseguia fazer tudo aquilo com aquela bosta daquela Boreal que ele usava, ficavamos com dó. Ele devia ser muito foda mesmo.

Mas falando em pornô da escalada, acho que o suprassumo da pornografia escaladoristica back in those days foi o video do Iker Pou na Action Direct. Começa com eles vendo uma revista de mulher pelada chamada PAOLA… PAOLAAAAA HAHAHAHA (sic) depois o cara enfia o dedo dele grosso igual uma linguiça num “Shalow Mono” – um monodedo raso – e dá um bote num negativo quase 45º para um bidedo aparentemente menos ridículo que o mono. Se tivessemos vídeos de escalada na TV, esse seria um clássico da Sessão da tarde, tipo a Lagoa Azul. UN-BELIEVABLE (é para o escalador de verdade o que o vídeo do indiano de shortinho amarelo é para um leigo).

Bem, e de lá pra cá os vídeos evoluíram. Abençoadas câmeras que filmam em HD se tornaram comuns e os vídeos melhoraram. E aí a galera começou a criar roteiros, histórias, dramatizar, e em alguns vídeos é possível até ver alguns escaladores escalando mesmo, entre uma cena em Macro do close de uma florzinha com um laguinho ao fundo desfocado e o depoimento emocionado falando como aquela foi a via mais difícil e mais bonita que aquel@ escalador@ ja fez (que normalmente é um video que gravam só uma vez e colocam no fim de todos os videos em que aquela pessoa aparece escalando). Isso quando o depoimento emocionado não é porquê sua escalada salvou a vida de criancinhas na África.

Aí começou a ficar meio Over, e pra virar uma novela só falta beijo lésbico (por favor, alguém?!) e uma trama de intrigas e fofocas (tipo se valeu a cadena porque a via tinha agarras cavadas ou saiu de cima de um tijolinho de 20cm pq não alcançava a primeira agarra da via, ou se o First Ascent foi liberado pelo conquistador da via). E sem contar os vídeos de Drones né? Que são melhores que os vídeos de Go-Pro, que pelamor, entram no campo do errou-feio-errou-rude. Saiu na Climbing do ano passado uma matéria “Quando é Ok eu escalar com uma gopro na cabeça?” Aí tinha um fluxograma ou algo assim, mas resumidamente era: “…Você é fodão, patrocinado e precisa justificar suas atividades? Então arranje alguém pra filmar você direito. Você é amador e quer fazer um vídeo seu escalando só pelo lúdico? Pare, você nunca vai assistir e aquilo só vai fazer você parecer um idiota no meio da galere. Você está sozinho no pico? Você não vai querer lembrar do dia que não conseguiu arranjar nenhum amigo pra ir escalar com vc“. Já os Drones estão cumprindo a função de pegar uns takes muito legais de escaladores e escaladas bem bacanas, só espero que não se tornem o novo “Macro na florzinha com o laguinho desfocado no fundo”. Está no começo, mas pelo que temos visto é bem mais que isto e a expectativa é positiva para eles. E agora uns vídeos atuais para comparar a qualidade:

Esse aqui um pouco sentimental demais, mas mostra umas boas cenas de Climb. Achei impressionante pois nunca tinha ouvido falar isso: O Cara caiu tanto no crux, que teve que aposentar 2 mosquetões por desgaste!! (ao longo de 1 ano). Vaya perseverança! (sem contar os pinos no ombro, ter sido renegado pelo médico, aquela coisa que pelo menos eu tenho visto direto por aí).

Um dos vídeos que mais me alegraram e motivaram a falar sobre a volta do pornô do Climb foi esse, muito bom.. Imagino que deva ser tipo o pornô 3D, pois é cheio de efeitos, muito legal. Acho que os escritos na tela enquanto o escalador clipa a corda podiam durar um pouco mais pra dar tempo de ler. Mas realmente um marco muito bacana no pornô Climb nacional, assim como o próximo vídeo que entra no lado oposto do pornô, ou seja, dos documentários.

Esse é muito legal pois é um exemplo de como devem ser feitas as novelinhas de climb de hoje em dia. Mostra a Falésia Paraíso em Pindamonhangaba/SP, e conta a história das conquistas, com os responsáveis pelo local, fala das vias, possui imagens muito bem encaixadas. Com Drone e tudo! Está longe de ser um pornô de escalada pois quase não vemos escalada de fato, mas como documentário, é nota 10!

E pra não falar que eu não falei de Boulders, essa Italiana de 15 anos mandando V11, não vou categorizar esse vídeo porquê seria pedofilia falar em pornô num vídeo com uma mina de 15 anos hahahaha

Esse vídeo eu achei cabuloso. Mistura Drone, quase nada de história e mostra o pico deixando todo mundo com água na boca. Detalhe que fica no local onde tão querendo construir uma Usina Hidrelétrica. Se fosse no Brazil, as obras já estariam iniciadas, canteiro de obras em pé, antes mesmo da aprovação do Senado, que seria comprado por algum esquema de propina e financiamento de campanha. Ver Belo Monte.

E uma série que está campeã, estou muito ansioso para ver os outros episódios é a Roc Brasil, mostrando as escaladas na Chapada Diamantina. Sério, muito melhor que as séries machistas, tendenciosas e monocromáticas da EpicTV, graaaande elenco com personalidades verdadeiras como LP Silva, Rafael ou Gironha, grandes figuras da escalada da Chapada que contribuiram muito mais para  escalada do mundo do que dois gringozinhos que escalam ônzimo grau e vão pra outro país arrancar chapas das vias alheias. Esses sim! LP Xibungo! Rafael, e Gironha e os chegados é que merecem destaque na mídia pelo que tem feito, pelo bonito trabalho com as comunidades, pela escalada, e pela inspiração. E os criadores da série, meu muito obrigado, troféu “Enquantoissonaomuitolongedali” de melhor vídeo de todos os tempos da última semana.(esse é só o Teaser… fico ansioso pelo original!)

E pra acabar, um pornôzinho gringo na espanha com a eslovaca Alexsandra Ola Taistra falando um pouco dos climbs, do que ela gosta e não gosta. Eu diria que é exatamente o modelo perfeito do nosso ClimbingPorn moderno não exagerado.

Muita informação né? Eu sei, espero que tenha gostado, que motive, entretenha e inspire!

Curso de Escalada, pra quê?

Pra você não morrer antes da hora, simples assim. Existe uma premissa básica que eu acho muito válida que é: Quanto mais ignorante a pessoa é sobre um determinado assunto, mais expert ela se considera. Por isso é extremamente importante que as pessoas invistam em sua capacitação pessoal e segurança naquele que provavelmente é o esporte mais importante de suas vidas: A escalada. Existem muitas nuances sutis para se aprender neste universo vertical, e nem tudo são flores no maravilhoso mundo da escalada. Existem peculiaridades sobre fitas, mosquetões, freios, cadeirinhas, cordas e até mesmo sobre as técnicas e nós que muita gente nem sonha que exista. Muitas coisas são divisores de águas entre ter um trabalho danado para realizar procedimentos de segurança simples ou realizá-los com maestria e rapidez (rapidez essa que pode ser crucial para sua segurança em determinadas situações). As vezes o que garante que você volte com vida para o chão depois de uma escalada é saber que uma fita não pode atritar com corda pois o ponto de fusão dos dois quando atritados submetidos a uma carga é facilmente alcançado. Saber que existem mosquetões e mosquetões. Que aquele mosquetão que você comprou mais barato na verdade vai ficar encostado pois para sua necessidade ele não é adequado. E aquela cadeirinha de rapel que você comprou achando que era a maior pechincha do século para só então descobrir que não serve pra escalada guiada (e que além de tudo é desconfortável pra cacete?!)? Um acidente não acontece, é construído. E é para evitar a sucessão de pequenos erros que podem levar a uma fatalidade que serve a capacitação. Para identificar riscos, saber as limitações dos equipamentos e as técnias para as quais eles foram desenvolvidos  – e tão importante quanto: para as quais eles NÃO foram desenvolvidos.

O Curso de Escalada da Quero Escalar aborda todos esses detalhes técnicos de equipamentos e vai além, passando aos participantes de maneira didática, prática e dinâmica todos os procedimentos para se assegurar um escalador, para preparar os procedimentos para montar uma parada equalizada e limpa-la depois. Quem faz este curso sai sabendo conferir os equipamentos próprios e os demais, e se torna um ponto de referência entre seu grupo pois saberá avaliar a maior parte das situações de risco a que estão submetidos os escaladores esportivos típicos.

Enfim, faça um curso, se especialize, escale com segurança e ganhe confiança para se aventurar cada vez mais alto nesse tão fascinante universo vertical.

O próximo curso será neste fim de semana! Clique aqui e faça já sua inscrição, Em caso de chuva já temos um local preparado para as práticas acontecerem normalmente.

Não perca tempo, inscreva-se já! Pagamentos facilitados =)

Não perca tempo, inscreva-se já! Pagamentos facilitados =)

Manutenção de vias no Cuscuzeiro, via nova na Invernada

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Estreando a nova metranca com trabalhos de manutenção de vias.

É muito comum que vias abertas por pessoas acabem órfãs. Os conquistadores acabam (casando) parando de escalar, se mudam pra outro estado, e aí a comunidade local é que tem que adotar a filha. Com muito gosto!

No Cuscuzeiro existem vias abertas por muita gente, apesar de muitas serem do Tonto. Um exemplo são as vias do Carsten, o alemão que hoje é Business Manager na Edelrid, e que em 1997 veio para o Brasil e abril 7 vias em duas semanas e nunca mais voltou. (A história você confere no Guia Completo de Escalada do Cuscuzeiro). Algumas vias mudaram sua característica (de ser apenas uma via para se tornar acesso ao cume por exemplo, ou de ser uma via muito mais frequentada), os escaladores mudaram também. Antigamente se fazia muito mais top rope. Antigamente se acessava o cume pela carteirinha. Hoje em dia os escaladores escalam muito mais guiando, entram muito mais em sétimos, enfim, a comunidade evolui, e com isso, na hora de fazer a manutenção nas vias, é importantíssimo que se aproveite para atualizar também as proteçõese e a maneira como as paradas são colocadas. Muito se evoluiu, aprendemos muito com os gringos e hoje em dia está cada vez mais comum mosquetão na parada das vias esportivas. Ou então argola pra se descer de baldinho. O rapel está ficando uma coisa exclusiva de vias de parede (leia-se: de várias cordadas). Que fique bem claro que nenhuma chapeleta foi removida ou adicionada à nenhuma via por mim, apenas feita a manutenção.

Com a chegada de uma metranca nova, aproveitei o ímpeto e fui com o Beto na quarta-feira para o Cuscuzeiro fazer a manutenção devida. E no sábado voltei para terminar o que não deu tempo ou faltou a broca certa.

  • Nós atualizamos a parada da Sunday Bloody Sunday, pois tem sido uma das vias mais escalada do cuscuzeiro, e, aproveitando um bolt da Sabath Bloody Sabath, criamos uma alternativa ideal para limpar a via sem que a corda danifique a rocha (nem seja danificada por ela) ficando muito mais fácil e seguro para todos limpar a referida via. Na mesma via tiramos a cantoneira que era utilizada como segunda chapa, e pusemos uma chapeleta de verdade.
Nova parada na Sunday para descer de baldinho. Mais rápido e não danifica a rocha (tampouco sua corda)

Nova parada na Sunday para descer de baldinho. Mais rápido e não danifica a rocha (tampouco sua corda)

  • Adicionamos uma Bonnier na parada da via Tarzan, que termina no platô do Bundão, para o caso de alguém precisar descer do platô dali mesmo (em caso de chuva por ex.). Antes o rapel era feito num pino P apenas, e agora conta com o P e uma bonnier.
Chapeleta com Spit e um pino P eram o que tinha nessa parada. Agora, a bonnier veio para garantir mais segurança pra quem precisar descer dali.

Chapeleta com Spit e um pino P eram o que tinha nessa parada. Agora, a bonnier veio para garantir mais segurança pra quem precisar descer dali.

  • Trocamos as chapas do platô da pervas pois as que lá estavam eram de espeleo e os mosquetões na hora de armar uma parada ficavam raspando na rocha.
  • Trocamos a parada da via “Jungle Man” que antes contava apenas com 2 chapas sem seção arredondada (cujos parabolts estavam dando medo) e ainda deixava o mosquetão sobre uma quina. Agora a nova parada está coisa de 15cm mais baixa, e ficou mais confortável para dar seg para o segundo. E se tornou mais uma alternativa para se rapelar até o chão.
O bolt da direita enferrujado e em cima de uma quina, que rala fitas e mosquetões.

O bolt da direita enferrujado e em cima de uma quina, que rala fitas e mosquetões.

O bolt da esquerda enferrujado e torto. Agora deram lugar a uma nova parada com pinos P com um inovador sistema de expansão.

O bolt da esquerda enferrujado e torto. Agora deram lugar a uma nova parada com pinos P com um inovador sistema de expansão.

  • Ficou assim: Dependendo do tamanho da corda é possível fracionar o rapel do Cume até a parada da Insaciavel e dali para o chão (corda de 60 ou menos), ou da parada da sedosa/bucaktus no platô mesmo (próximo ítem) direto pro chão com corda de 70.
  • Adicionamos uma proteção à parada da Sedosa/Bucacktus, trocamos a chapa de espéleo por uma cantoneira de argola e a nova proteção conta com vários elos de corrente para ficar da mesma altura e o rapel ser mais suave na sua corda.
Nova parada da Bucaktus: Agora uma parada normal de 60~80cm faz uma parada equalizada legal, e é possível rapelar daí mesmo até a parada da Insaciável.

Nova parada da Bucaktus: Agora uma parada normal de 60~80cm faz uma parada equalizada legal, e é possível rapelar daí mesmo até a parada da Insaciável.

  • E pra finalizar, na Parada da Cactus Now colocamos mais uma chapeleta pra corda não ficar raspando na rocha e mais orientada com relação ao restante da via. Um Mosquetão torna possível o baldinho dessa via (o que só é possível pela chapa nova, que evita que a corda não rale numa virada mais abaixo).
O mosquetão é doação do CUME - Centro Universitário de Montanhismo e Excursionismo de São Carlos

O mosquetão é doação do CUME – Centro Universitário de Montanhismo e Excursionismo de São Carlos

Bem, foi essa basicamente a manutenção que fizemos no Cuscuzeiro semana passada. Lembrando que com exceção do mosquetão da Cactus, que foi doado pelo CUME, todo o restante dessa ação foi financiada pelas pessoas que compram seus equipamentos e fazem seus cursos de escalada com a gente da QUERO ESCALAR pois é da Quero Escalar que vivemos, tiramos nosso sustento e compramos chapas, bolts, correntes e mosquetões de aço para por nas paradas das vias (e pagamos nosso rango, a gasolina e o pedágio pra ir até lá fazer isso).

E por falar em via, abrimos mais uma via na Invernada domingo. Com alguns chumbadores “Alfa” em mãos (daqueles que dão expansão em rocha digamos assim, não muito sólida) fui com a Marina pra Invernada (E mais ninguém nessa cidade animou) e, sob condições adversas começamos uma via do lado da Peru Express. Faltou a parada porque tomei duas picadas de abelha europa/africana/seilá e tive que abandonar correndo, mas por enquanto tem 5 chapas muito bem batidas e expandidas. Um tronco de árvore podre atrás da via foi providencial para a conquista debaixo pra cima pois dava apoio e equilíbrio para vários momentos. Como sou grande, faço de tudo para furar o mais alto possível, perto de onde tem agarra pra costurar ao mesmo tempo num lugar em que a rocha seja suficientemente sólida, e por isso as vezes é preciso ficar em posições malucas pra poder fazer o furo, o que garante menos furos por via. É um sofrimento mas é uma das melhores coisas da escalada!

Posições esdrúxulas para furar a próxima chapa. Cliffs nessa rocha nem pensar!

Posições esdrúxulas para furar a próxima chapa. Cliffs nessa rocha nem pensar!

Técnicas avançadas de abertura de via em rocha digamos assim - que quase não da pra chamar por esse nome!

Técnicas avançadas de abertura de via em rocha digamos assim – que quase não da pra chamar por esse nome!

Como tivemos que bater em retirada por causa das abelhas, não deu tempo de limpar a via, nem de roçar o mato, tampouco escala-la pra saber o grau (estimo em torno de 6sup) mas na nossa próxima visita ao pico tentaremos termina-la. Aliás, oferece-se recompensa para quem tirar os 3 GIGANTES cachos de abelha europa/africanizada do Pico. Paga-se bem, e em dinheiro.

Ah, e antes que ela tenha achado que eu esqueci, agradeço à minha amiga Rê Leite de Sampameoo que nos doou 10 chapas e bolts no reveion. Não esqueci não, essa via é conquista sua também, obrigado!

A casa caiu pro Maestri – Provado que a primeira ascensão do Cerro Torre em 59 foi uma falácia!

Polêmicaaaa!!!

Pois é, um dos escaladores mais ativos da Patagônia, Rolo Garibotti publicou em seu blog/site um “compêndio” com provas de que as fotos que Maestri tirou alegando ser na suposta primeira “ascensão” do Torre são na verdade em outro local! Confira o blog e veja as fotos e evidências, que fazem parte de um livro a ser publicado pelo Rolo. Clique aqui e veja a postagem original e as fotos comparativas de 59 e as fotos atuais provando que o lugar é outro.

Maestri sempre muito polêmico, tanto na eventual primeira ascensão, quanto na eventual segunda ascensão (ao que parece nenhuma das duas tentativas chegou ao cume).

Maestri sempre muito polêmico, tanto na eventual primeira ascensão, quanto na eventual segunda ascensão (ao que parece nenhuma das duas tentativas chegou ao cume).

Um vídeo de cada…

Ciça escalando uma "Barbaridade!" kkkkkk

Ciça escalando uma “Barbaridade!” kkkkkk

As duas últimas semanas, de repente, pipocaram com vídeos iradíssimos pela internet afora. Muitos já foram postados no Face da Quero Escalar, (portanto, se você ainda não curtiu, curta e veja antes). Tem pra todos os gostos (anal, bukake, swing, amadoras) Boulder, esportiva, trad, de várias cordadas, treinos, competições… enfim, vamos logo ao que interessa?

Começando com um vídeo de história. Explicando a história do REDPOINT. Não sabe o que é? Bom, sabe quando você manda uma via? Ou seja, você escalou ela inteira, guiando, sem cair, certo? (CERTO? Não existe mandar com uma queda, nem mandar de top). Pois é. Você pode mandar ela a vista (onsight) que é quando você não sabe absolutamente nada sobre a via, só o grau e olha lá. Não sabe onde é o crux, não sabe a característica da via (se é de reglete, abaolado ou negativa) NADA. Nunca viu ninguém escala-la. Se você tiver qualquer noção de que a via tem reglete, ou que o crux é no começo ou no fim, já é FLASH (e aí não tem tradução, em português é flash mesmo). Agora, se vc “malha” a via N vezes, ou seja, entra nela mais que uma vez, ensaia os movimentos para só então mandá-la, então você mandou ela no chamado “redpoint”, ou seja, quando não é nem flash nem a vista. Mas porque redpoint? Agora chegamos ao ponto que eu queria (o vermelho?). Assista o vídeo e entenda essa história:

E já que estamos em ritmo de chucruts, mais um vídeo, desta vez da Sasha Digiulian dando um treininho “de buenas” em uma das academias conceito na Alemanha, o chamado Cafe Kraft. Várias dicas boas para incorporar em nossos treinos hein magrelas?!

E um que só descobri essa semana. Muito bom, vídeo feito na Itália, de uma via de várias cordadas, tudo na casa do 10b. A via sai de dentro de uma gruta, e vai virando o negativo até ficar vertical. O nome da via? Divina Comédia, epopéia Italiana de Dante Aliguieri, que está para o Italiano assim como os Lusíadas está para o Português. O livro, que é uma espécie de Senhor dos Anéis da idade média, conta a passagem do autor pelo Inferno, purgatório e finalmente céu, e cada etapa é composta por 3 livros (alô hollywood, se 1 hobbit rendeu 3 filmes, esse livro pode render 27! kkkkkk). Enfim, com vocês, o tal vídeo:

Vídeo de Nico Favresse fazendo o FA (First Ascent, primeira ascensão em livre – ou seja, só usando a rocha para subir, tendo a corda somente para sua proteção em caso de queda – e não tendo esta sido necessária em nenhum momento) de uma via na Noruega, toda em móvel. Ficaram mil anos lutando contra o mau tempo, e em algum momento chegaram a achar que não ia rolar. Em outro momento anterior, pensaram que mais um pega sairia (tipo um amigo meu na ética kkkk). Em determinado momento ele rasga o verbo e mete o pau na galera que faz tickMarck (marquinhas de magnésio na parte boa de agarras chave para facilitar a precisão e não errar na hora “H”), usa cordas fixas e outros artificios modernos, chamando-os de preguiçosos e que estão tentando ser uma coisa que não são.  Esqueceu de dizer que cada um escala o que quiser da maneira que se diverte mais né? Basta do Tribunal de pedra por aí. (E não esquecer de apagar os tickmarcks e remover as cordas fixas depois da escalada).

E finalizando. Por increça que parível, deixei o melhor de boulder pro final. Isso mesmo! Um vídeo de Boulder do Atleta Edelrid Espanhol Iris Matamoros (Mas se não tiver ele matamontanhas, matacolinas – Badun-tsssss). Deve ser parceiro do Alberto Rocasolano 😉 . O vídeo é uma compilação de muitos boulders de sua trip para Rocklands, simples porém bastante entretivo:

E pra encerrar um treino de ombro incrível para ficar com as escápulas, manguito rotador e deltóides petrificados igual do Patxi Usobiaga:

como diria um comentário que vi no Facebook: “Matei no peito, um, dois, nem me viu já sumi na neblina” huahuahua

Isso aí personas! Todos treinando forte para o Climb de Carnaval? Qual vai ser? Carnavarcos? Bocairnaval? Carnapó? Cuscuval? São Bentav…. CHEGA.

PS – EXTRA!! EXTRA!! Notícia QUENTINHA de última hora, saiu enquanto eu escrevia o post: A Quero Escalar vai apoiar mais um evento! A Invasão Feminina no Rio que vai acontecer no dia 8 de março na Praia Vermelha! 

Cipó de Reveion (muitas fotos)

Bia e os contrastes das rochas do Cipó

Bia e os contrastes das rochas do Cipó

Fomos para o Cipó, ficamos 15 dias. Escalamos horrores e tive a oportunidade de escalar muitas vias a vista em setores novos e repetir algumas clássicas. Cheguei a mandar um 7c/8a no segundo pega (Por entre as pernas da perseguida) mas infelizmente não pude mandar todos os projetos que tinha. Tivemos a oportunidade de conhecer todos os setores novos e linkar por dentro o G3 ao G2 ao G1, coisa linda. O PCC é o canal pra dia de muito calor. O Blair pra qualquer dia, e o papagaio é irado! E o setor Janela então?! Puts, pirei!

Eu não pude entrar em tudo que eu gostaria pois no comecinho de dezembro senti um incômodo no ombro, que na segunda metade da trip voltou a incomodar. Eu nunca tinha sentido nada no ombro, mas agora como o elo mais fraco que eram os dedos foram fortalecidos, deve ter aparecido outro elo fraco :/ Foi num move besta e fácil no final da Especialidade da casa indo de um agarrão para outro agarrão q senti o Crec no ombro. <<Burroooooo>>. Aí que que o infeliz aqui faz? Mesmo com o alerta no ombro, depois de 2 dias, entra na Heróis equipando. Very clever! Quando cheguei no chão tiveram que tirar o nó pra mim e fui medicado com 1 dorflex e 2 cataflans pq não aguentava de dor no ombro/braço esquerdo. Ó dó…. Aí até o fim da trip tive que abaixar o nível e fiquei escalando só sétimos a vista com o Ives pra não forçar. Foi bão também! Fiz várias vias novas legais na perseguida, no Blair, no PCC, no Coliseu, no Serra Pelada. Escalada à vista é muito massa, não sei pq não vejo a galera fazendo esse tipo de escalada por lá.

O Greg foi o nosso menino de Ouro, mandou a ética e a na Calada da noite, e como diria a Bia, o resto não fez mais que a obrigação. Fiz um sexto grau lindo de morrer, “delício” na perseguida, novo, duas vias pra direta da por entre as pernas, sensacional. Repeti a Gigante pela propria natureza, flashblack, entrei na sheetara de novo, conheci a 11 proteções e 1 segredo, finalmente conheci a Dilúvios na Sancho Pena e a Via de Blair (que vias incríveis!). Incríveis também as duas vias da esquerda do PCC, um 6sup e um 7a, e fiquei morrendo de vontade de entrar na Pablo Escobar e na Zé pequeno, mas fui pela prudência que me faltou antes e me contive entrando em vias mais tranquilas. Ah! E pude mandar finalmente um 7b que tava devendo desde 2010, a “Minha amada imortal” no G1. A primeira vez do Ives no Cipó foi muito bem, fez até um ou outro 7a em flash e pode conhecer a maioria das clássicas.

Confira as fotos que acho que elas falam mais que palavras 🙂

Nossa, e nessa trip aconteceu a situação mais bizarra da minha vida com rapeleiros. Estavamos no setor da Melzinho, o Greg tinha acabado de mandar a Sem compromisso 7a e tinha um brother de Sampa malhando a Jungle Boy. De repente… Senta q lá vem a história:

Quando vejo alguém fazendo presepada no pico de escalada...

Quando vejo rapeleiro chegando no pico de escalada…

Num puta calor de 35º, todos derretendo, chega a gangue do rapel com macacão de piloto da força aérea, de bombeiro, de lixeiro, entre outros. Cheio de brasões, bordados e claro, coturno até o joelho. Garotos de 15, senhoritas de 30, homens nessa faixa também. E o líder de shortinho da copa de 70 e camisetinha (igual do gif acima). Vinham com corda no pescoço, cadeirinha em mãos, nenhuma mochila. Comentando entre si: “…Olha lá, eles já estão descendo aqui, vamos ver como eles tão fazendo…”  Eu cheguei até a pensar que fosse alguma coisa da brigada de resgate local, onde algum escalador foda estivesse ensinando alguma coisa para alguma turma sobre procedimentos de segurança em escalada. Ledo engano. Eles chegaram a perguntar se todos que ali estávamos na base da via (no chão) já tinhamos todos descido. Tive que explicar que nenhum de nós que ali estava havia descido, só subido e que apenas o último fica pra limpar a via e descer (nem me dei ao trabalho de explicar que depois de subir, haviamos descido de baldinho, preferi ser mais incisivo). Aí o Rapeleiro Alfa chega pra mim e pergunta: “É nossa primeira vez por aqui, onde vc recomenda que a gente faça rapel?”

via a vista 8anu

Ao que eu prontamente meio que sem pensar respondi: NÃO RECOMENDO. <<grilos – Cricri-cricri-cricri>>

coice-o

É, não foi um coice assim, mas alguns falaram que soou meio assim hehehe. Alguns segundos de silêncio depois que sucederam a resposta: “Mas não tem um lugar onde as pessoas fazem rapel aqui?” Não. não tem. O pessoal aqui vem pra escalar mesmo. Conheço os escaladores locais e pelo q eu sei essa atividade não é bem vista por aqui. Aì eles agradeceram, viraram as costas e foram “meio que caçar” um lugar pra exercer a deplorável atividade. Sem sucesso pois meia hora depois estavamos mudando de setor e cruzamos com eles passando por nós de novo na trilha, indo embora. Ai ai, até quando né gente? Não vou nem comentar pq se formos analisar as raízes disso passaríamos por parâmetros socio-econômicos, a falta de investimento e de interesse do governo em educação, a alta carga tributária, a safadeza descarada exercida pelo governo todos os dias, o monopólio do futebol em todas as mídias, que anda de mãos dadas com o machismo inerente à nossa sociedade, o desinteresse das pessoas por politica, ou seja: a falta de consciencia das pessoas sobre qualquer assunto e a superficialidade das discussões.

 

Agora fiquem com uma galeria de fotos do reveion…

E voltando ao tema principal do Blog que é fofocas escalada, mais fotos, pois na segunda metade da Trip, eu zuado me pus a tirar mais fotos afinal, era o que me restava fazer.

 

Bem, e essa foi mais uma trip pro Cipó! Agora é focar na recuperação e planejar a próxima! Que venha a rehab né, pq por enquanto é o que ta dando pra almejar! =D

Como eu me sinto quando… Edição Especial de Natal!

Se você for a dona dessa foto, favor enviar créditos da foto para eu publicar aqui! (junto com seu telefone e estado civil, grato!)

Se você for a dona dessa foto, favor enviar créditos da foto para eu publicar aqui! (junto com seu telefone e estado civil, grato!)

Pois é, todo mundo a-do-rou os posts do “Como eu me sinto Quando” versão escalada. Por isso, agora no Natal preparei mais um post para tirar pelo menos um sorrisinho de canto de boca de vocês!

Chegando com a galera pra escalar no primeiro dia da Trip em Arcos ou no Cipó

Chegando com a galera pra escalar no primeiro dia da Trip em Arcos ou no Cipó

Quando eu chego no pico 9 horas da manhã e tem alguém super animado pra começar a escalar naquele instante

Quando eu chego no pico 9 horas da manhã e tem alguém super animado pra começar a escalar naquele instante

Tomo um café pra dar aquele UP antes de entrar numa via...

Tomo um café pra dar aquele UP antes de entrar numa via…

Quando eu to almoçando a única maçã q eu levei pra escalar e alguém abre uma paçoquinha/gordice qualquer do meu lado.

Quando eu to almoçando a única maçã q eu levei pra escalar e alguém abre uma paçoquinha/gordice qualquer do meu lado.

As outras pessoas quando o Cleber Harrison faz uma Piada à la Genja

As outras pessoas quando o Cleber Harrison faz uma Piada à la Genja

Eu quando o Cleber Harrison faz uma Piada à la Genja

Eu quando o Cleber Harrison faz uma Piada à la Genja

Quando eu começo a correr pra treinar pro Cipó

Quando eu começo a correr pra treinar pro Cipó

E continuo correndo...

E continuo correndo…

Quando um grupo de mulheres que manda oitavo grau pergunta se pode escalar com a gente

Quando um grupo de mulheres que manda oitavo grau pergunta se pode escalar com a gente

Quando eu resolvo fazer treino de finger na volta do supermercado...

Quando eu resolvo fazer treino de finger na volta do supermercado…

Quando alguém diz: Mandei a via! com duas quedas mas mandei!

Quando alguém diz: Mandei a via! com duas quedas mas mandei!

Quando não consigo tirar o nó 8 da corda depois de ficar tomando mil vacas no meu projeto

Quando não consigo tirar o nó 8 da corda depois de ficar tomando mil vacas no meu projeto

Quando eu vou vejo os preços de equipos de escalada fora da Quero Escalar...

Quando eu vou vejo os preços de equipos de escalada fora da Quero Escalar…

Quando não tem parceria pra ir escalar no domingo.

Quando não tem parceria pra ir escalar no domingo.

Quando tem um cara escalando com meia velha (sem elástico) preta e de Miura.

Quando tem um cara escalando de Miura com meia esgarçada (sem elástico) preta.

Quando um brother me oferece pra equipar uma via com as costuras e corda dele novinhas...

Quando alguém me oferece as suas costuras e corda novinhas pra equipar uma via pra el@…

Quando vejo alguém escalando uma via esportiva de 10m de top rope e no rack da cadeirinha tem: 15m de cordim, garrafa de água, bota, anorak, freio, mosquetões, parada, friends, maquina fotográfica, kit de primeiro socorros.....

Quando escalo uma via e percebo que está mau protegida porque foi aberta de cima pra baixo no rapel sem ter sido escalada antes.

Quando vejo alguém fazendo presepada no pico de escalada...

Quando vejo alguém fazendo presepada* no pico de escalada… (dando seg errada, escalando com a fivela da cadeirinha aberta, escrevendo na rocha, etc..)

Quando alguém quebra a agarra do Crux da via que eu to malhando...

Quando alguém quebra a agarra do Crux da via que eu to malhando…

Informo a pessoa que ela vai guiar a via...

Informo a pessoa que ela vai guiar a via…

Quando alguém fala que aquele projeto de 8b da sua vida não passa de um 7c duro

Quando alguém fala que aquele projeto de 8b da sua vida não passa de um 7c duro

Quando alguém da minha altura pergunta se eu posso dar beta de uma via, que por acaso eu acabei de mandar

Quando alguém da minha altura pergunta se eu posso dar beta de uma via, que por acaso eu acabei de mandar

Alguém fala que rapel é mais legal que escalada... depois vem querer tentar me agradar...

Alguém fala que rapel é mais legal que escalada… depois vem querer tentar me agradar…

Alguém começa a fazer piada machista ou homofóbica perto de mim..

Alguém começa a fazer piada machista ou homofóbica perto de mim..

Último dia de escalada da viagem...

Último dia de escalada da viagem…

Como eu imagino que vai ser a vaca..

Como eu imagino que vai ser a vaca..

Como eu devo encarar a vaca...

Como eu devo encarar a vaca…

Como acaba sendo a vaca...

Como acaba sendo a vaca…

Faço um post no Blog e vou dormir ou tenho que sair na sequência...

Faço um post no Blog e vou dormir ou tenho que sair na sequência…

Se você gostou pode relembrar os primeiros dois posts sobre isso clicando Aqui e Aqui.

Bem, por hoje é isso pessoal! Quem curtiu comenta, quem sabe não faço outro post desse naipe em breve? Feliz clichês de fim de ano pra todo mundo! Tudo aquilo pra vc´s!

Conheça melhor a EDELRID

Edelrid_2013

Muita gente tem me perguntado sobre a Edelrid. Para alguns, é uma marca nova, para outros, é “A marca”. As pessoas tem curiosidade de saber mais sobre essa marca com a qual tenho trabalhado nos últimos meses, e é fascinante ver o interesse que as pessoas tem pelo novo, tipo criança com uma nova história. Acho que a escalada tem esse poder sobre as pessoas: de fazer a gente se sentir criança de novo em alguns momentos.

Pra quem não sabe, a Edelrid é uma fabricante Alemã de equipamentos de escalada e montanhismo. Atualmente com um pouco mais de 150 anos de história, como eles mesmos dizem, são 150 anos de paixão pela escalada e pelo montanhismo, 150 anos de criatividade e inovação. Eles foram demolidos e reconstruídos duas vezes, e a empresa foi vendida outras tantas.

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Quero muito uma dessa. (Costura)

Nesse meio tempo eles simplesmente foram responsáveis por uma revolução no que conhecemos como escalada hoje em dia. Em 1954 a Edelrid inventou um conceito e lançou a primeira corda com Capa e Alma, característica que até hoje é o padrão para a produção das cordas de escalada de qualquer marca. Menos de 10 anos depois eles inventaram e produziram a primeira corda dinâmica do mercado. E teve mais, pois no ano seguinte lançaram a primeira cadeirinha de escalada, e dela desenvolveram a cadeirinha de quadril nos moldes das que utilizamos atualmente.

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Mas não parou por aí, pois na década de 70 o então dono da Edelrid, Claus Benk, que era escalador, lançou a primeira fita de costura “costurada”, que por acaso é o que praticamente todos os fabricantes produzem até hoje! A corda dupla também é invenção deles, de 1977! E seguindo as tendências, em 1994 lançaram a primeira corda de Canyonismo que bóia na água. Aí a empresa passou por um período em que aquele dono escalador não estava mais na empresa, ela foi comprada, foi vendida e ficou um tempo sem muita inovação. Até que em 2006 foram comprados pelo gigante grupo VAUDE, e aí voltaram a se estabelecer como empresa líder no ramo da escalada e as inovações voltaram a aparecer.

Primeira Costura do mundo: EDELRID

Primeira Costura do mundo: EDELRID

Praticamente 90% de seu leque de produtos atual foi desenvolvido ou melhorado nos últimos 5 anos, o que demonstra o tanto de inovação que eles tem criado. Cordas com tecnologias que aumentam sua durabilidade, certificações ambientais, cadeirinhas que não machucam, leves, que transpiram (tudo isso numa só), freios automáticos revolucionários, a primeira corda com dois diâmetros, o primeiro mosquetão com menos de 20g do mundo e o primeiro capacete dobrável também. É muita inovação pra uma empresa só! (Tanto que os cabos que sustentam a “capota” do Audi A8 conversível são da Edelrid).

Em outubro de 2013 tive a oportunidade de conhecer a fábrica em Isny, na Alemanha. Foi mais divertido que qualquer vez que eu tenha ido ao Playcenter ou Hopi Hari. Vocês nem imaginam como é a sensação de caminhar entre as máquinas que trançam cada fiozinho de nylon pra fazer uma corda! Ou entrar numa sala cheia de bancadas com pedaços de cadeirinha, fivelas, espumas, fitas e saber que é ali que eles literalmente INVENTAM as coisas que a gente é tão fascinado!

Certificação Ambiental Internacional de consumo consciente de recursos em toda a linha de produção dos materiais têxteis da Edelrid

Certificação Ambiental Internacional de consumo consciente de recursos em toda a linha de produção dos materiais têxteis da Edelrid

Em uma conversa de corredor com um dos desenvolvedores, fiquei sabendo que as cadeirinhas tem várias características meio que secretas que não são divulgadas, e que aumentam a segurança do usuário (tipo proteções antibobo). Que todas as cordas tem pelo menos um tratamento pra aumentar a durabilidade (algumas tem 3). As fibras são tratadas quando ainda estão no carretel, linha por linha, depois são trançadas, tratadas de novo, e só depois é que viram os elementos finais que vão dar origem ao trançado da corda, e ainda recebem o thermoshield. Isso para as cordas comuns, “sem tratamento”. Sem falar nas Dry. Vi também que todas as fitas são testadas individualmente e que TODAS as cordas passam 100% pelas mãos de profissionais que estão ali só pra verificar se há algum defeitinho, metro por metro, de milhares de cordas que são fabricadas semanalmente ali!

ropes

O mais incrível de tudo foi conhecer o “Business Manager” da empresa, e descobrir que tinha sido o cara que abriu as primeiras vias aqui no Cuscuzeiro em Analândia em 1997!! Não por acaso ele tem uma casa em Chaltén e passa suas férias todo ano na Patagônia Argentina. E é assim com todos os funcionários, especialmente os que desenvolvem os produtos novos: Escaladores reais que enfrentam as necessidades em campo, ao contrário de outras empresas com seus engravatados divagando sobre como achar pelo em ovo (ou ganhar mais dinheiro).

E o mais impressionante, é que lá fora a melhor cadeirinha da Edelrid custa quase o dobro de uma Petzl, mas aqui no Brasil modelos teoricamente equivalentes chegam a custar menos da metade! Isso porque na Quero Escalar importamos e revendemos direto para os escaladores, sem intermediários, e sem custo Brasil, podendo assim praticar a livre concorrência sem fazer parte de cartéis que estipulam preços tabelados.

Propaganda_cadeirinhaPortanto, se você queria saber um pouco mais sobre a Edelrid, agora já sabe que ela é uma das maiores e mais antigas empresas de equipamentos de escalada do mundo e uma das que mais investe em tecnologia e inovação. E você pode adquirir seus produtos Edelrid na Quero Escalar sem custo Brasil, com entrega para todo o Brasil, com garantia, parcelamentos, enfim, só vantagem! Mais alguma dúvida?

Carsten e eu durante visita na Fábrica da Edelrid na Alemanha.

Carsten e eu durante visita na Fábrica da Edelrid na Alemanha.

Evolução dos logos da Edelrid

Evolução dos logos da Edelrid

Equipe QE fazendo bom uso dos materiais Edelrid! Transpiráveis e confortáveis perfeitos pro nosso clima úmido!

Equipe QE fazendo bom uso dos materiais Edelrid! Transpiráveis, confortáveis e perfeitos pro nosso clima úmido!

Corrida e Escalada: Uma parceria que dá muito certo!

Ao longo dos meus 10 anos de escalador eu pude notar que não adianta querer evoluir na escalada sem comprometimento. Lembrando que eu não preciso explicar porquê a gente aperta tanto a tecla do “evoluir” na escalada, uma vez que é natural que todos buscamos executar da melhor forma possível tudo o que fazemos. Então, já que você também acha que pode melhorar na escalada, a evolução vem através do comprometimento com a escalada de diversas formas. São basicamente 4 maneiras de evoluir significativamente na escalada: Treinar, Escalar mais na rocha, correr e aprender a se alimentar corretamente. Em 10 anos, com certeza correr é uma das atividades em prol da escalada que mais benefícios oferece sob o menor custo, e maior rapidez. Ela ajuda a balancear as substâncias no cérebro responsáveis pela felicidade, depressão, controla niveis de colesterol, pressão…enfim, e é um esporte barato e acessível. Por isso, pedi para um grande amigo meu que começou a correr a um ano, é grande entusiasta da corrida e está me motivando a correr com mais frequência e dedicação, que escrevesse umas linhas para este humilde blog. Confira comigo, no replay…

A Corrida na Escalada, by Cleber Harrison

A escaladora Sasha DiGiulian corre cerca de 4 dias por semana para manter a resistência.

A escaladora Sasha DiGiulian corre cerca de 4 dias por semana para manter a resistência.

Convidado pelo querido amigo (da quinta série do antigo ginásio) Rodrigo Chinaglia a escrever uns quatro parágrafos para o seu blog com o tema “a corrida na escalada”, tenho que admitir que foi muito divertido contribuir com esse pequeno texto formatado ao estilo Genja para um blog que eu curto tanto e que me ensina muito sobre o que é interessante e importante em escalada. Gostaria de mencionar que considero a corrida o meu primeiro esporte, não por ser o meu preferido, amigos escaladores, apenas por ter começado a praticá-lo primeiro. Já fiz provas de 15km como a Corrida de São Silvestre e já corri até 30km em um treino para maratona (cuja distância é 42km), porém sou um entusiasta da corrida e não um expert no assunto e a intenção dessas linhas é apresentar um pouco do esporte mais praticado no mundo e que pode ser um ótimo complemento de treino para qualquer outro esporte que você pratique. A corrida é um esporte completo por si só e o objetivo aqui foi pensa-la um tanto em função da escalada. Assim, tive a idéia de citar alguns benefícios que, não coincidentemente, todo escalador também busca.

 1 – Fortalecer a mente

E é dada a largada! Nos primeiros 100 metros já deu vontade de parar e andar rs. Absolutamente normal! No começo, o seu corpo vai querer parar a cada passo e lutar contra isso faz com que você tenha que vencer mil pensamentos negativos para continuar correndo. Chega um ponto onde você simplesmente aceita que a dor é parte natural desse exercício e que parar não é uma opção. Mesmo depois de aquecido, essa dor pode migrar de um lugar para outro tipo fazer um tour pela canela, panturrilha, joelho, coxa, rim, clavícula, mas vai diminuindo e você aprende a conhecê-la e a dominá-la. Há uns meses atrás ouvi o amigo Beto (Bruno Alberto Severian) dizer que a escalada era “a meditação em movimento”, pensei na hora que a mesma definição se aplicava para a corrida. Correr é um exercício de meditação onde o movimento do corpo, a respiração e o pensamento tornam-se uma coisa só.

Ueli Steck talvez seja o maior exemplo de corredor/escalador. Ele subiu o Eiger (3.970m) em menos de 3 horas e seus treinos envolvem correr longas distâncias, correr em aclive e muita corrida de trilha.

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Cleber escalando naquele que já se tornou um de seus favoritos picos de escalada: Rastro de São Pedro, em Arcos/MG.

 2 – Controle de peso ou grosseiramente falando, perder barriga

Talvez a melhor forma de convencer aquele seu amigo barrigudo a correr com você né Genja. Além de ser super eficiente para equilibrar (ou mesmo perder) peso, correr trabalha muito a parte abdominal, o que também é ótimo para escalada. Quando você corre, não é só o joelho ou os pés que absorvem impacto, o abdômen também funciona meio como uma mola rígida e é fundamental para impedir o efeito chicote no corpo. Vale lembrar que nada disso é garantia para que você escale melhor, para isso precisamos mesmo é escalar ah sério, não me diga. A questão se correr pode te fazer escalar melhor é sim um tanto subjetiva. O Chris Sharma diz que seu único treino é escalar, no entanto a Lynn Hill é uma corredora devota. Sem dúvida, correr faz com que seu sistema cardiovascular (coração e vasos) se fortaleça e isso vai afetar positivamente a maneira com a qual o seu corpo trabalha. Concluindo, correr pode te ajudar a entrar em forma, perdendo peso, mas ficando forte. Afinal, os escaladores que mais se destacam são atletas relativamente magros.

Eu correndo 8.8km no treino aberto do Maurício Ninomiya no Damha em São Carlos-SP.

Eu correndo 8.8km no treino aberto do Maurício Ninomiya no Damha em São Carlos-SP.

3 – Ser Feliz

Correr é o maior anti-depressivo que existe! Parece meio insano, mas por quê praticar algo que te tira o fôlego, te causa várias dores e te faz querer parar a cada passo? Já ouviu falar da lenda do pote de ouro no fim do arcoíris? Pois é, no final de todo 10km existe uma generosa dose de endorfina e isso não é lenda de duendes. Segundo um estudo realizado na Universidade de Bonn (Alemanha), a liberação de endorfina (ou hormônio da felicidade) ocorre não somente no sangue, mas também em certas partes do cérebro. Muitas evidências mostram que atividades esportivas de longa duração induzem a uma redução de estresse, da depressão e melhora da ansiedade e humor. A corrida é um canal incrível para descobrirmos tal efeito e esse estado de euforia é comumente referido em inglês como “runner’s high”. Já ouvi dizer que o chocolate também faz com que o corpo produza endorfina, mas a vantagem com a corrida é que não engorda! Sem preconceito, galera …é, acho que ficou um pouco tendencioso agora rs

Turma do Chaves na Corrida de São Silvestre (2013) em São Paulo. Vale mencionar que o Batman, o Super-homem e até o Flash participaram, mas todos eles perderam para o Quenyano.

Turma do Chaves na Corrida de São Silvestre (2013) em São Paulo. Vale mencionar que o Batman, o Super- homem e até o Flash participaram, mas todos eles perderam para o Quenyano.

Enfim pessoal, espero ter transmitido um pouco sobre o mundo da corrida para vocês. Ter escrito esses parágrafos me fez pensar qual seria a principal razão de eu correr e isso é bem simples: corro pelo prazer e saúde, pelo estilo de vida que isso envolve, e pelo sentimento intenso de estar vivo. Foram essas mesmas características que me fizeram me apaixonar pela escalada. As vezes vejo algum velhinho correndo e isso me enche de admiração, me faz ter certeza que estou em um caminho legal e que essa riqueza é algo que todos deveriam conhecer. Bora correr, galera!

O lendário Dan Osman fazendo uma via em Speed Climbing – quase que uma escalada “correndo”.

Uma semana típica de treinos de Sasha DiGiulian

“Escalo cerca de 5 dias por semana durante 2-3 horas, variando o treino cerca de 4 dias por semana com uma hora de cardio (corrida). Na cidade, andar de bicicleta é o meu principal meio de transporte quando o clima está bom  – dessa maneira eu posso fazer um treino muito variado! Eu também faço treino de abdominal, cerca de 4-5 dias por semana, e um treinamento complexo com meu treinador, Alexi Thomakos, que envolve exercícios de resistência/peso corporal e pesos leves (incluindo flexões, campus board e atividades com bola).”

Fontes:

http://www2.uol.com.br/vyaestelar/cerebroecorpo_endorfinas.htm

http://www.rockandice.com/lates-news/striking-the-balance

http://www.reddit.com/r/climbing/comments/25yhtz/im_sasha_digiulian_ask_me_anything/

http://cruxcrush.com/2013/05/17/climbing-running/

Cleber Harrison é escalador, corredor e nas horas vagas interpreta John Lennon na mundialmente famosa banda "The Beetles One" (melhor que o original, diga-se de passagem)

Cleber Harrison é escalador, corredor e nas horas vagas interpreta John Lennon na mundialmente famosa banda “The Beetles One” (melhor que o original, diga-se de passagem)