Sístole & Diástole

Até a ruptura na rocha propicia fendas que são tão amadas pel@s escalador@s

Até a ruptura na rocha propicia fendas que são tão amadas pel@s escalador@s

Os padrões da natureza se repetem do micro ao macrocosmo. São relações quânticas entre átomos, partículas e moléculas que tem suas interações geridas por forças que vão se propagando ao ponto de podermos observar os mesmos efeitos no nosso dia a dia. E na nossa vida. Tudo tem altos e baixos, todos tem momentos super alegres, outros mais “tranquilos”. Faz parte da vida, do aprendizado, e com a escalada nós vamos aprendendo que “um dia da rocha, outro do escalador”. Nossa vida pessoal ou profissional nem sempre será um mar de rosas (ou uma via positiva com agarrão) mas precisamos saber lidar com cada crux pessoal, ser perseverante e superar os obstáculos – ou saber a hora de desistir, mudar de via, deixar a pressão de lado e escalar um pouco por diversão e menos pela “pressão”. Seja qual for o caso, disciplina é fundamental para se ater ao que é realmente necessário e poder tomar decisões fundamentadas para saber escolher qual o próximo passo, ou seja: fazer um move a mais pra sair do regletinho e costurar do agarrão confortavelmente em vez de perder tempo e energia pra costurar daquele microrreglete no meio do crux. Tudo vai depender da energia que você dispender com suas ações, e uma ação antecipada para colocar um costurão no crux (ou não colocar um costurão) para se fazer a clipada da melhor agarra (e não cair em tentação de clipar quando se está “na merda”) pode ser o diferencial entre mandar ou não mandar uma via. Mas aí já entram conceitos como planejamento, tomada de decisões e atitudes pro-ativas. Tudo isso eu estou falando da escalada, mas quem aí não se identificou com situações do dia a dia? A vida é uma grande dança e a música que devemos seguir é a dos nossos átomos, elétrons e suas frequências interativas. Ou não parece que quando algo não vai muito bem é porque estamos dançando fora do ritmo da música?

Bem, e falando em frequência, as últimas semanas andaram meio fracas para vídeos, mas nessa já bombaram tantos vídeos em dois dias que daria pra fazer uns 2 posts.

Começando com:

Um vídeo que começa bem, até a metade um vídeo normal de escalada bem clichê até… Só que no final da uma reviravolta, ninguém consegue mandar mais porra nenhuma aí os roteiristas apelam para mostrar esse lado B da escalada que ninguém mostra, o da frustração, o dos machucados, do mau humor, do “não-conseguir”. O segredo do sucesso desse vídeo (que tinha recorde de comentários) é que mostra mais a parte “normal” da escalada, que encaramos todos os dias que é o processo de trabalho de uma via ou boulder, e menos aquela parte que dura o menor tempo, que é quando conseguimos de fato mandar nossos projetos.

E já que estamos falando em “não mandar” as coisas, temos esse vídeo de uma escaladora praticamente anônima pra nós malhando uma fenda de teto em móvel de 9c Br (8aFr). Detalhe para a Seg com a cadeirinha Cyrus da Edelrid (a melhor cadeirinha do mundo na minha opinião hehe) e para a mochila da escaladora, que parece ser da época da guerra da secessão americana (também conhecida como guerra civil, por volta de 1860).

A dupla dinâmica Alex Honnold e Cedar Wright atacam novamente com mais um filme da série “SufferFest” (festa do sofrimento). Atravessando o deserto de bike, escalando várias “agulhas” (e se fudendo pra caralho) com rocha que nem sempre dá pra chamar de “rocha” de tão podre, a dupla faz caras e bocas numas escaladas insanas. Compete com o filme “50 tons de cinza” pelo título de filme mais sadomasoquista do ano. Seria trágico se não fosse cômico. Se o trailer já é bom, imagina o filme completo, que está para download por 14 dolares. Juro que se eu ganhasse em dólar compraria, mas o jeito é esperar aparecer no torrent 😉

Ah! E tem esse filme do ano passado que não pus aqui ainda, mas que tem tudo a ver com “não mandar”. Depois da treta com a Sasha digiulian pra ver quem ia escalar a via Orbayu, Nina Caprez passa semanas malhando a via, “malemá” consegue isolar o crux, reavalia a situação e diante de todo o stress resolve dar um tempo da via (e dos relacionamentos amorosos estáveis), e vai curtir a vibe do climb nas falésias esportivas, sair com a galere, enfim, dar um relax. Eis o teaser do filme sobre suas tentativas na Orbayu.

Hazel Findlay, uma das escaladoras mais destemidas (com três bolas) da atualidade, falando sobre suas escaladas, sobre as coisas que teve que abrir mão, que se tornou “INEMPREGÀVEL” em nenhum emprego do mundo depois que se tornou escaladora. Mas a última frase do vídeo fecha com chave de ouro o post de hoje:

“…If you´re not having fun, then…. what´s the point?” ou, em português: Se você não está se divertindo, então… qual o sentido?

(Não deu pra colocar aqui, mas é só clicar no link abaixo, e vai abrir uma sequência de vídeos muito massa dela com o Alex honnold fazendo uns psicobloc em Oman)

http://video.nationalgeographic.com/video/short-film-showcase/she-climbs-like-a-girland-its-awesome

Bem, e por hoje é isso! Temos algumas novidades na Quero Escalar, (pra variar, sempre novidades, a-do-roooooo).. entrem aqui e não se reprimam!

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