Como foi o Climb do finde?

Amigas da marta na mini-oficina de escalada com o Javi.

Amigas da marta na mini-oficina de escalada com o Javi.

Eu é que pergunto! Como foi o climb aí do finde dos meus amigos queridos?! Contem me tudo! Aqui fui pra uma zona de escalada chamada Valéria, perto de Cuenca, já conhecida nossa: pequena, porém muito divertida. (pequena padrão espanha: Só umas 150 vias +-). A marta combinou com um monte de amigas suas e o namorado de uma delas deu um minicurso a elas no sábado, ensinando seg, encordamento, limpar vias, etc… Não é a oficina do cume, mas o pessoal aprendeu bastante! Aqui na espanha da uma sensação de que existem tres tipos de escaladores: nível foda pra caralho, nego que faz 10 cursos de montanha, guia, reciclagem, resgate, abertura de vias, primeiros socorros, e uma caralhada de coisas e sabe tudo de alta montanha, esqui, boulder, esportiva, tradicional, alpina etc… A outra vertente é o escalador que foi um dia numa academia, curtiu, vai na loja, compra corda, costuras, grigri e vai pra rocha sem saber o que fazer com tudo aquilo. O terceiro grupo é o que não é o guia alpino foda pracaralho, mas que se defende bem no que faz: Dá seg direitinho, escala bem e com segurança. As meninas com certeza se encaixarão grupo do meio 🙂 pois já se viu ali grande atenção à segurança e aos procedimentos. Muito bom! No sábado a escalada foi bem sussa, aqui tem muitos terceiros e quartos graus pra quem ta começando, então é ótimo pra aprender a fazer segurança, armar parada, etc…

Marta guiando um quinto grau

Marta guiando um quinto grau

Eu e a Marta ficamos ajudando, iamos equipando as vias enquanto o Javi e a Ali ensinavam os procedimentos pras meninas no chão, foi interessante. No fim do dia mandei um sexto com uma saída bem dura com uns bidedos médios e pés inexistentes praticamente até a segunda chapa, depois só curtição os 25m restantes.

 A noite, depois de umas cañas en el pueblo, fizemos Bivaque na tal cueva onde já havia feito bivaque outras 2 ocasiões.

A noite, depois de umas cañas en el pueblo, fizemos Bivaque na tal cueva onde já havia feito bivaque outras 2 ocasiões.

 

No domingo a galera ficou animada e ficaram fazendo vários quartos e quintos. A Marta e eu ficamos só nos sextos graus. É ótimo pra ela que está voltando a escalar a pegar confiança guiando algumas vias fáceis. E pra mim, que quero me ver livre de lesões, melhor ainda escalar vias fáceis, usar as mãos e forçar os dedos fortalecendo-os com escaladas como estas. Esqueci de tirar fotos das escaladas porque tambem ficamos mais independentes, mas no fim do dia fizemos séries de fotos sequenciais muito legais 🙂

O pessoal foi embora domingo mesmo, e a Marta e eu dormimos mais uma noite na cueva del Vivac, para segunda escalar por ali de novo. Na segunda eu inexplicavelmente estava meio abalado, ao contrário dos outros dias que estava guiando qualquer via sem problemas. Suponho que por ter escalado o dia anterior inteiro no sol. Escalamos algumas coisinhas tranquilas, mas depois de shimotar num sexto bem exposto (tipo a Manga com leite assim), fomos pra Cuenca conhecer a tal “cidade encantada“. Um paraíso para boulderistas, porém, onde não se pode escalar. São blocos enormes todos com negativos em cima (vide fotos) me lembrou um pouco o Parque de Vila Velha, no Paraná. E foi esse o finde! Escaladas tranquilas, aproveitando os quintos e sextos que a espanha tem pra poder me recuperar direito desta vez e poder voltar a apertar o quanto antes!

Uma coisa que eu acho genial mas que não ouso fazer no Brasil se não vou ser execrado e exilado na sibéria é colocar o nome das vias no pé das mesmas. Acho genial. Sob a justificativa da aventura e de que pra isso servem guias de escalada não se colocam essas marcas na rocha, mas se esquecem que não temos guias de escalada assim, digamos, impecáveis a ponto de não serem necessárias essas marcações, E, estamos falando também de escalada esportiva. Não são todas as vias, são só algumas no pico inteiro, as vezes 10 ou 20% das vias de um setor (o que em muitos casos é uma ou duas), pra identificar o setor com muitas vias, localizar-se pelo croqui, etc. Por muitas vezes essas marcações nos salvaram de roubadas pela europa, pena que no Brasil é tão mal-visto.

Ok, não precisa tanto! Talvez uma pedrinha no pé da via com o nome estaria bom, igual na Lapa do seu Antão, que tal? ;)

Ok, não precisa tanto! Talvez uma pedrinha no pé da via com o nome estaria bom, igual na Lapa do seu Antão, que tal? 😉

 

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